Mostrando postagens com marcador Adriano Romualdi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Adriano Romualdi. Mostrar todas as postagens

12/12/2012

Adriano Romualdi - Reflexão Sobre a Arte

por Adriano Romualdi

Escultura de Arno Breker.

A questão da arte merece uma menção especial. Aqui não é suficiente a clareza das orientações mas é necessário integrar as teses “justas” com aquela infalibilidade do gosto que confere a um “sentimento do mundo” nobreza artística.

O que é a arte de “direita”? Não se trata simplesmente de escrever bons romances ou poesias diferentes pelo seu conteúdo mas sim de exprimir uma diferente tensão estilística. Existem livros de autores comprometidos com a “direita” nos quais dificilmente se encontra esta nova dimensão. Contudo, ela pode surgir em autores menos comprometidos. Veja-se, por exemplo, Sobre as Falésias de Mármore de Ernst Jünger. Este autor, se num determinado momento esteve próximo do nacional-socialismo, afastou-se em seguida assumindo posições críticas. Mas dificilmente podemos encontrar algo que seja mais propriamente de “direita” do que essa novela: a impessoalidade aristocrática da narração, o estilo impecável e cintilante, a ausência do mínimo resquício de psicologismo burguês tornam-no num modelo dificilmente olvidável. Em geral estas características encontram-se em todas as melhores obras de Jünger. O conteúdo literário de Jünger é algo precioso.

Mas um sentimento artístico de “direita” pode alimentar também uma matéria seca, pobre, “naturalística”. É assim com os romances do norueguês Hamsun, em grande parte histórias das gentes rurais do Norte: pescadores, marinheiros, camponeses. Também aqui, ainda que em tom menor, uma dignidade firme e comedida e, ao mesmo tempo, um elemento mítico presente nas vicissitudes destas almas simples que lutam contra o destino na atmosfera magnética da paisagem boreal.

Aqui devemos limitar-nos a um par de exemplos, os primeiros que nos vêm à mente. Mas qualquer um pode compreender aquilo que quisemos dizer e integrar estas indicações com a sua sensibilidade e conhecimentos.

Estas reflexões valem para toda a arte: O conteúdo passa em segunda linha sob a forma. Veja-se por exemplo a desenvoltura com que o Fascismo se apropriou da arquitetura moderna para exprimir um sentimento do mundo que não é “moderno”. Veja-se a arquitetura clássico-moderna da Universidade de Roma ou aquela do Foro Mussolini. Tratam-se de obras menores, mas de obras bem conseguidas, e o espírito que emana daquela cintilante geometria não é a aridez dos arranha-céus, mas a substância dura e luzente da alma antiga: ordem, medida, força, disciplina, clareza.

E venhamos a uma arte menor, o cinema. Também aqui faremos algumas reflexões dispersas que podem servir para enquadrar o problema. Qualquer um pode ver que L’Assedio dell’Alcazar (1940) é um bom filme de propaganda fascista. Mas, em rigor, com a mesma linguagem poder-se-ia ter feito também uma epopeia antifascista. Ao invés, algumas das cenas filmadas pelo judeu comunista Eisenstein (lembramo-nos de alguns fotogramas de Ivan, o Terrível) pelo seu misticismo nacionalista e autoritário não podem deixar de ser definidas de “direita”. Assim, é sabido que Fritz Lang, o diretor de Os Nibelungos, era um comunista convicto que abandonou a Alemanha com a chegada de Hitler. Mas poucos outros filmes para além da sua obra-prima conseguem exprimir a Stimmung heróica, mítica e pagã da Alemanha daquela época. E Goebbels foi notavelmente inteligente quando pensou nele para a direção do filme sobre o congresso de Nuremberga.

Mais um exemplo: Ingmar Bergman. Este autor não pode certamente ser considerado “fascista” (ainda que alguns comunistas o tenham tentado fazer). Mas em algumas das suas obras está presente uma tal potência simbólica que – transportada da arte para o domínio social – não pode deixar de exercitar algumas sugestões precisas que os adversários definiriam de bom grado “irracionalistas e fascistas”. Temos presentes algumas cenas de O Sétimo Selo. Recordem-se as paisagens míticas e solenes, a presença do invisível no coração do visível, o drama do herói. Aqui não se pretende brandir nenhuma mensagem política mas a impressão que o espectador retira não tem nada de “democrático”, “social” e “humanístico”.

Naturalmente, também aqui é o instinto que decide. Quem é verdadeiramente de “direita”, quem interiormente está marcado por certos valores, por um ethos particular, saberá imediatamente distinguir as expressões artísticas que pertencem ao seu mundo. Estética provém de aisthänoma, um conhecimento por sensação imediata.

As considerações aqui expostas não têm um carácter sistemático. Pretendem apenas afrontar um problema, não defini-lo. Por outro lado, neste campo bastam orientações genéricas. Para além destas, cada um deverá proceder com os seus conhecimentos e capacidades. Bastam poucos traços para delinear as linhas de desenvolvimento de uma cultura de direita. Mas esta orientação abstrata começará a tomar forma concreta quando os homens começarem a escrever e a fazer.

22/06/2011

Cultura de Direita

"Diz-se, por exemplo, que a cultura está à esquerda porque é ali em que se encontra mais dinheiro, de editoras, de meios de propaganda. E também afirma-se que se o vento mudasse, muitos 'comprometidos com a esquerda' revisariam seu engagément.

Em tudo isso há parte de razão. Uma cultura ou, melhor, o ponto de partida do qual tem necessidade uma cultura são também organização, dinheiro e propaganda. Resulta induvidável que o predomínio esmagador das edições de orientação marxista, do cinema social-comunista, convida ao engagément também a muitos que em um ambiente diferente teriam permanecido neutros.

Sem embargo, isso não deve fazer-nos esquecer a verdadeira causa do predomínio da hegemonia ideológica da esquerda. Esta reside no fato de que ali, na esquerda, existem as condições para um cultura, existe uma concepção unitária da vida, materialista, democrática, humanitária, progressista. Esta visão do mundo e da vida pode assumir diferentes matizes, pode tornar-se radicalismo e comunismo, neo-iluminismo ou 'cientificismo' de caráter psicanalítico, marxismo militante e cristianismo positivo de natureza 'social'. Porém sempre nos encontramos frente a uma visão unitária do mundo, dos fins da história e da sociedade.

Dessa concepção comum surge uma massiva produção ensaística, histórica e literária que pode ser mesquinha e decadente mas que possui uma lógica e uma coerência íntima próprias. Esta lógica, esta coerência exercem uma fascinação crescente sobre as pessoas cultas. Não é nenhum mistério para ninguém que um grande número de docentes médios e universitários é marxista e que o processo de extensão do marxismo entre o corpo de profissionais do ensino verifica-se com uma impressionante rapidez. E entre os jovens que tem o hábito de ler, as posições de esquerda ganham terreno de forma evidente.

No âmbito da direita não produz-se nada semelhante. Aqui vaga-se em uma atmosfera deprimente, feita de conservadorismo  caseiro e respeitabilidade burguesa. Pode-se ler artigos nos quais solicita-se que a cultura tenha mais em conta os 'valores patrióticos' ou a 'moral', tudo por meio de uma pitoresca confusão de idéias e linguagens.

À esquerda sabe-se perfeitamente o que é que se quer. Quer esteja-se a falar da nacionalização do setor elétrico ou urbanístico, da história da Itália ou da psicanálise, sempre trabalha-se para um fim determinad, para a difusão de uma determinada mentalidade, de uma certa concepção da vida.

À direita anda-se tateando na incerteza e na imprecisão ideológica. É-se 'patriótico-ressurgimentista' e ignora-se os aspectos obscuros, democráticos e maçônicos que coexistiram no Ressurgimento com a idéia unitária. Ou bem aposta-se em um 'liberalismo nacional' e esquece-se que o mercantilismo e o nacionalismo liberais constribuíram de maneira importante para a destruição da ordem européia. Ou, inclusive, fala-se de Estado nacional do trabalho e esquece-se que, desgraçadamente, já temos uma república italiana fundada no 'trabalho' e que reduzir a estes termos nossa alternativa significa simplesmente rebaixar-nos ao nível de social-democratas acessórios.

Quiçá as pessoas cultas não sejam em menor número à direita do que à esquerda. Se considera-se que a maior parte do eleitorado de direita é burguês, dever-se-ia deduzir que entre eles são abundantes as pessoas que tenham realizado estudos superiores e deveriam ter contraído um certo 'hábito de leitura'.

Sem embargo, enquanto o homem de esquerda dispõe também dos elementos da cultura de esquerda e lê Marx, Freud, Salvemini, o homem de direita dificilmente possui uma consciência cultural de 'Direita'. Não suspeita da importância de um Nietzsche na crítica à civilização, jamais leu um único romance de Jünger ou Drieu La Rochelle, desconhece a Decadência do Ocidente de Spengler e não duvida em absoluto que a Revolução Francesa constituiu uma página insigne na história do progresso humano. Enquanto mantém-se no âmbito da cultura é um bravo liberal, somente, talvez, um pouco nacionalista e patriota.

Unicamente quando começa a falar de política diferencia-se: Opina que Mussolini era um homem honesto e não queria a guerra e que os filmes de Pasolini são 'obscenos'.

Não falta muito para dar-se conta de que à direita não existe uma cultura porque não existe uma verdadeira idéia da 'Direita', uma visão do mundo qualitativa, aristocrática, agonística, antidemocrática; uma visão coerente acima de certos interesses, de  certas nostalgias e de certas oleografias políticas."
(Adriano Romualdi)


14/12/2010

O Espírito acima da Cultura

"É preciso deixar claro que para o homem de 'Direita' os valores culturais não gozam da condição excelsa à qual são elevados pelos escritores de formação racionalista. Para o verdadeiro homem de 'Direita', antes da cultura estão os valores genuínos do Espírito que encontram expressão no estilo de vida das verdadeiras aristocracias, nas organizações militares e nas tradições religiosas todavia vivas e operativas. Em primeiro lugar está um certo modo de ser, uma certa tensão frente alguma realidade, depois o eco dessa tensão sob a forma de filosofia, arte ou literatura.

Em uma civilização tradicional, em um mundo de 'Direita', em primeiro lugar se encontra o Espírito vivente e somente depois a palavra escrita.

Únicamente a civilização burguesa, nascida do ceticismo iluminista, poderia crer substituir o Espírito heróico e ascético pelo mito da cultura, pela ditadura des philosophes.

O democrata rende culto à problemática, à dialética, à discussão e transformaria de bom grado a vida em café ou em um parlamento. Para o homem de 'Direita', ao contrário, a investigação intelectual e a expressão artística alcançam sentido somente como comunicação com a esfera do Ser, com algo que, seja da maneira que for, não pertence ao reino da discussão mas sim da Verdade. O verdadeiro homem de 'Direita', é instintivamente um homo religiosus, mas porque mede seus valores não com a régua do progresso, mas sim com a da Verdade.

'Ser conservador - escreveu Moeller van den Bruck - não significa depender do passado imediato, mas sim viver dos Valores Eternos'.

A cultura e a arte de 'Direita' não podem pretender ser eles mesmos o templo, mas somente o vestíbulo do templo. A Verdade vivente está mais além.

Daí surge uma certa desconfiança do genuíno homem de 'Direita' frente à cultura moderna, um desprezo impessoal frente o vulgo de literatos, estetas e jornalistas. Recordem-se das palavras de Nietzsche: 'Uma vez o pensamento era Deus, depois tornou-se homem, agora se fez plebe. Mais um século de leitores e o Espírito apodrecerá, passará a feder.'"
(Adriano Romualdi)

12/09/2010

Adriano Romualdi - 1968 na Itália

por Adriano Romualdi

"'Poder estudantil' é uma grosseira fórmula demagógica com a que os comunistas tentam especular sobre as graves descompensações que afligem as universidades italianas. Querem o 'poder estudantil' ou seja a ditadura daquela minoritária franja de estudantes roída pelo marxismo que introduz nas universidades a demagogia permanente e impede aquela seleção dos quadros, aquele aprofundamento dos estudos, que são garantia de maior seriedade na vida pública e de uma maior eficácia nacional. (...). 'Poder estudantil' é uma fórmula mítica que se introduz em um certo mito geral da vida, um mito do qual fazem parte, o 'poder negro', o LSD, Fidel Castro, Che Guevara, Marcuse e a juba".

"Os ocupantes pretenddem lutar contra a sociedade, porém seus mitos, seus costumes e seu conformismo são precisamente aqueles dessa sociedade contra a qual dizem lutar. Dizem estar contra o Estado, a televisão estatal, a adulação e o carinho, dizem estar contra o governo, e os socialistas no governo os protegem, dizem constituir uma alternativa no tempo, porém suas cabeleiras, seus hábitos, seus gestos, e sua música, suas mulherzinhas beat, estão mais conformes com o espírito dos tempos do que se possa imaginar. Se pretendem 'anti-norteamericanos', porém estão podres de americanismo até a medula: suas jaquetas, suas calças jeans, seus gorros, são aqueles dos beatniks de São Francisco, seu profeta é Allen Ginsbert, sua bandeira o LSD, suas canções folclóricas são as dos negros do Mississipi, sua pátria espiritual o Greenwich-Village. São marxistas, porém não à maneira bárbara dos russos ou dos chineses, mas sim nessa maneira particular na qual é marxista um certo tipo de jovem americano desprovido de civilização. Proclamam os 'laços con a classe operária', a 'articulação entre a semântica da reivindicação estudantil e a dialética do mundo operário' porém seu esnobismo é totalmente distanto do ânimo dos verdadeiros operários e campesinos, ninguém mais que esses pintinhos saídos do ovo de uma burguesia podre estão tão distantes da mentalidade de quem tem que lutar com as mais elementares exigências. Seu problema é a droga; o dos operários, o pão".

"É a revolta de uma minoria de burgueses comunistas criada tradicionalmente nas estufas de algumas faculdades vermelhas como Letras, Física ou Arquitetura. É a revolta dos cabeludos, dos bolcheviques de quarto de estar, de uma juventude que, mais que zangada, se poderia chamar dispersa. Eis aqui que o operário, integrado na sociedade burguesa e indisponível para as orgias marxistas, é substituído pelo jovem blasé, o filho de papai com a foto do Che sobre sua escrivaninha de noite".

"Essa revolta que polemiza com a civilização do consumo, é uma típica expressão do 'consumo cultural', de um estampido literário instalado sobre o sexo e o marxismo, sobre a droga e Che Guevara, sobre Fidel Castro e mulheres nuas. Desde o ponto de vista do mercado, o militante do 'movimento estudantil' é o típico consumidor médio da cultura de protesto, que traga a cada dia sua ração de literatura marxista, sexual e necrófila, que as grandes edotiras jogam sobre o mercado em quantidade cada vez maior. O consumidor cultural é progressista, pró-chinês, antirracista, pelo mesmo motivo que ele veste os jeans e bebe Coca-Cola, consome o romance sujo ou o diário de Che como se 'consome' um pacote de feijões ou um rolo de papel higiênico, consomem a revolta juvenil que já se fabrica e se vende como uma mercadoria qualquer".

"O problema ao chegar a esse ponto é por quê uma 'revolução' tão descaradamente inautêntica logrou se impor à juventude, e não só àquela mais conformista, mas sim também àquela mais enérgica e fantasiosa? A resposta é simples: porque da outra parte não existe nada. Enterrada sob um acúmulo de um administrativismo burguês e patrioteiro sob a respeitabilidade imbecil da garantia 'indubitavelmente nacional, indubitavelmente católica, indubitavelmente antimarxista' a Direita não teve um lema que dar à juventude. Em uma época de crescente excitação dos jovens, lhes disse 'sejam bonzinhos'; em uma época de ofensivas e comparações ideológicas, ela durmiu tranquila porquê as porcentagens do FUAN [Frente Universitária de Ação Nacional] nos 'parlamentinhos' universitários estavam estacionários. Se fossilizava nas trincheiras de retaguarda do patriotismo burguês, incapaz de agitar no futuro o grande mito da Europa, as organizações juvenis oficiais vegetaram sem contato algum com o mundo das idéias, da cultura, da história. Bastou um sopro de vento para varrer esse imobilismo que quis ser socarrão, porém foi somente imbecil. Bastaram as primeiras ocupações para compreender que da outra parte - a da Direita (MSI) - não havia nada. A assim chamada classe juvenil se deixou submergir em poucos dias, sem fantasias e sem glória. Quando as bandeiras vermelhas foram hasteadas naquelas universidades que constituíam até poucos anos antes as fortalezas da Direita nacional, muitos olharam a Direita, esperando um sinal. Porém o sinal não chegou: faltaram, que o ânimo e a iniciativa juvenil e as idéias estivessem prontas. Amadurecida nos corredores de partido, em um clima socarrão, a assim chamada classe dirigente juvenil já diminuída a três ou quatro nomes não teve absolutamente nada a dizer frente a formidável ofensiva ideológica das esquerdas. Foi tranquilamente varrida. Conseguiu fazer-se trancar no gueto da banalidade mais retrógrada".

"O PCI cultivou conscientemente toda uma mitologa através de associações culturais, políticas, artísticas, nos quais vem garantida a máxima liberdade crítica em relação ao partido, porém que levam por meio de um certo discurso ao ato de conduzir os jovens na direção do comunismo. O PCI também compreendeu que certo comunismo de célula, ao modo russo, já é algo ultrapassado pelos tempo que corre, e apostou suas cartas em um comunismo estóico, romântico, tropical, sobre os poderes negros e amarelo, sobre os comunismos das barbas, piolhentos, fantasiosos, o comunismo do Che, o cha-cha-cha, de Martin Luther King, e do Aleluia. E esse é o comunismo da moda, o comunismo que agrada a uma juventude cada vez mais fanfarrona. O centro de infecção desse novo comunismo é a editora do multimilionário comunismo Giangiacomo Feltrinello, para os amigos "Giangi", o Rousseau da nova revolução. Desde as livrarias de Feltrinelli saem aos milhares os livros sobre a cultura da droga e sobre Bolívia, sobre os negros e sobre Fidel Castro, nela se podem comprar os distintivos de protesto, é ali onde nasceu a revista Quinze, órgão do 'movimento estudantil'. Pouco importa que as vanguardas chinesas e castristas desprezem o PCI. Elas inclusivem semeiam sempre um trigo que não será segado nas distantes Havana e Pequim, porém sim no comunismo local. O 'movimento estudantil' atrai os jovens em uma ordem de ideias nas quais, acalmados os jovens fervores farão deles bons eleitores comunistas. O PCI sempre controlou a agitação estudantil. Ninguém acreditará que as ocupações de faculdades dilatadas por meses inteiros tenham sido possíveis sem o aparato logístico do partido comunista, nem sem os abastecimentos do FGC. Os pacotes de víveres que foram distribuídos em Roma na faculdade de Letras iam enrolados em cartas eleitorais do PCI. Os professores à cabeça da revolta foram os usuais Chiarini, Amaldi, Asor-Rosa. Os parlamentares à cabeça dos cortejos do 'movimento estudantil' foram parlamentares comunistas".

"Essa é a mitologia de uma burguesia podre que espera na 'revolução', poder conquistar novos paraísos de liberdade e sebo, sem ser de modo algum uma antítese do sistema, mas sim só uma evolução interior do sistema na direção de seu inevitável objetivo: a putrefação dos povos de raça branca e o crepúsculo do Ocidente. O fato é que o partido comunista compreendeu há muitos anos uma verdade que em nosso meio não entrou ainda na cabeça de ninguém, é que um partido extremista, em um momento não revolucionário, com uma situação internacional estática e um sem dúvida sonolento bem-estar em seu interior, pode levar a cabo uma ofensiva ideológica, apoiada em minorias centrada em um certo mito da vida e que levam adiante para conseguir certos efeitos psicológicos. Porque está claro que se pode rechaçar certa linguagem bem-pensante sem cair por isso na retórica vietcongue ou guevarista. Que se pode erguer a bandeira do nacionalismo europeu sem esquecer as garantias necessários à segurança da Europa. Que se pode golpear nas universidades contra a ordem constituída, porém, não se deve esquecer que se deve golpear ao mesmo tempo o comunismo. Já que a Direita..., mesmo em sua crise atual, representa a única alternativa revolucionária para a juventude".