14/03/2026

Aleksandr Dugin - Os Indo-Europeus

 por Aleksandr Dugin

(2018)



Vamos falar dos indo-europeus. Por que isto é importante? Porque, durante os últimos milênios, os povos indo-europeus, tanto no Ocidente – na Europa – como no Oriente – no Irã e na Índia –, estiveram no centro de todos os acontecimentos e processos mais significativos à escala planetária. Longe de todos estes acontecimentos terem sido engraçados ou maravilhosos, mas os altos e baixos dos últimos milénios não são obra de nenhum outro senão dos indo-europeus. Hoje, como o destino dos povos e culturas indo-europeias é cada vez mais problemático com cada dia que passa, e como uma crise de identidade, uma catástrofe demográfica e, em geral, uma espécie de obscurecimento evidente da consciência encaram os indo-europeus de frente, é hora de colocar a questão: quem são os indo-europeus? O que os une, se é que algo os une? O que eles enfrentam neste momento crítico da sua história e do seu destino?

11/03/2026

Geydar Dzhemal - As Portas do Reino do Messias

 por Geydar Dzhemal

(2009)




Quem é a medida de todas as coisas?


Existem dois tipos principais de consciência que formam os polos metafísicos entre os quais se encontra a história universal. Um deles é percebido hoje como liberal e moderno, mas, na realidade, é antigo, natural e universal. Os gregos formularam melhor a essência desse tipo de consciência: «o homem é a medida de todas as coisas».

De fato, a especificidade do homem e sua diferença em relação a todos os seres que entram em sua órbita de atenção — dos animais aos anjos — é sua «centralidade». O homem se percebe como o fim da existência, como aquilo por que, segundo a expressão dos gregos, «o ser é e o nada não é».

Claro, esse polo tem versões sérias, tradicionalistas, «espirituais»... Mas também existem versões bastante egoístas e liberais. O antropocentrismo da Grécia Antiga, interpretado pelos magnatas financeiros modernos, se transforma em um hedonismo descarado e agressivo, no qual as grandes revelações dos metafísicos se convertem no pathos do consumo desenfreado. A diferença entre tradicionalismo e liberalismo é evidente!