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10/08/2011

As Guerras da Igualdade e a Sinarquia

Por: Giovanni Papini


“Desde 1779, as guerras na Europa são de Igualdade – isto é, para suprimir (ou atenuar e diminuir) as diferenças muito acentuadas entre classe e classe, entre nação e nação.

Igualdade entre as altas classes e a burguesia; agora, entre a burguesia e o proletariado. Alguns países já estavam, há muito, divididos e fracos; quiseram, também eles, tornar-se unos e prósperos (Grécia, Itália, Alemanha, Romênia, Sérvia, etc.). Agora essas nações mais pobres desejariam, também, domínios e colônias e maior bem-estar: a luta para a igualdade passou do plano social interno para o plano imperial externo.

Se essas guerras para a igualdade de classes e países conseguirem obter os efeitos almejados, dentro de alguns séculos teremos o nivelamento universal dos povos. Todos os continentes reunidos em um único império, todas as classes reduzidas a uma única classe (todos iguais e todos pobres). Chegaremos também à língua única, à cultura única, ao conformismo forçado de todas as civilizações: segundo os pintores, de todas as cores misturadas resulta um cinza sujo”.

Giovanni Papini – Diário – 12 de Dezembro de 1943

01/08/2011

Papini: Sobre os Mortos na Itália

"Um jornal de comunistas dissidentes, de Milão, “L’Ordine Nuovo”, fez esta estatística das vítimas da guerra civil de 1920 a 1945:

Mortos pelos fascistas: 1.780
Fascistas mortos: 2.000 aproximadamente.

Antifascistas mortos no período da República de Saló: 17.000 (dos quais, apenas 525 pelos fascistas – o resto pelos nazistas).

Total: 19.000 em 25 anos.

Fascistas (ou supostos fascistas) mortos, em um mês, no Norte da Itália: 356.000 (trezentos e cinqüenta e seis mil). Acrescentando-se aqueles mortos em outras partes da Itália, superam-se certamente os 400.000"

Giovanni Papini – Diário – 20 de Dezembro de 1946