por Andrea Scarabelli
(2016)
Yukio Mishima escreve suas Confissões de uma Máscara entre os vinte e trinta anos. É 1949. Embora não admita, trata-se de uma autobiografia, e justamente por isso não deixou de provocar polêmicas, por razões que deixamos aos profissionais do escândalo. O livro fala das primeiras incursões na vida de um adolescente que vive em si mesmo o desequilíbrio de seu tempo. Pois é aí que reside a grandeza ou a miséria de uma vida: ou ela percorre as etapas de uma civilização inteira, encarnando suas fraturas, exibindo suas lacerações, ou então é simplesmente pouco interessante.
