por Geydar Dzhemal
(2012)
A vida política internacional da última década decorre sob o signo de uma furiosa campanha de propaganda contra o programa nuclear do Irã. O Ocidente tenta desesperadamente criar a sensação de que o Irã está prestes a fabricar a sua bomba nuclear. O escândalo, continuamente alimentado pelos meios de comunicação mundiais anti-iranianos, assim como por diferentes estruturas burocráticas internacionais como a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e alguns burocratas ativos e reformados, tem um caráter tão pouco adequado que muitos se dão conta de que o objetivo do Ocidente é muito diferente. A campanha contra o átomo iraniano não é mais do que uma cortina de fumaça; na realidade, trata-se de derrubar o regime que não é do agrado da "comunidade internacional". Imediatamente surgem várias perguntas. Este mesmo Ocidente "fechou os olhos" perante as armas nucleares da Índia e do Paquistão. Mais ainda, no seu tempo, a União Soviética opôs-se desesperadamente à perspectiva do aparecimento da bomba nuclear chinesa. Parecia que o Ocidente deveria ter unido os seus esforços aos da União Soviética, mas este apoio a Moscou não se produziu, muito pelo contrário: a China obteve ajuda ocidental, também nesta direção. Não é segredo que os cientistas nucleares franceses contribuíram notavelmente no desenvolvimento das tecnologias nucleares por parte da República Popular da China, não só da bomba, mas também na criação dos submarinos nucleares chineses. Quanto à Índia, sabe-se que o seu programa nuclear se apoiava na ajuda de Israel e da África do Sul.
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