por Aleksandr Dugin
(1995)
Na física moderna, que explora principalmente “as condições não controladas” e os sistemas caóticos, há um termo técnico para se referir a isto – “o tempo de Lyapunov”. Este termo designa um momento, quando em um certo processo (físico, mecânico, quântico, e inclusive biológico) se ultrapassa seus limites precisos (ou probabilísticos) de previsibilidade e se entra em uma etapa caótica. Em outras palavras, a trajetória de um certo processo está subordinada a leis estritas apenas durante um certo momento em tempo real. Além deste momento, a “normalidade” se acaba e o “tempo de Lyapunov” paradoxalmente se apodera dele (ou para ser mais preciso, o “tempo positivo de Lyapunov”). As características deste “tempo” são muito curiosas. Ao contrário do tempo físico-mecânico normal, o qual é visto pela física clássica como uma quantidade essencialmente reversível (isto quer dizer que o tempo é fundamentalmente um eixo estático, adicionando uma quarta dimensão às três dimensões do espaço; em referência ao modelo educacional de Einstein), o “tempo de Lyapunov” flui irreversível, apenas em uma direção, e, consequentemente, não consiste em uma trajetória definitiva (em um espaço de quatro dimensões), mas em eventos, movimentos completamente imprevisíveis, alguns dos quais são arbitrários, acidentais, irregulares. Os processos que ocorrem durante o “tempo de Lyapunov” são caóticos em contraste com os da mecânica clássica.

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