por Alexei Nilogov e Geydar Dzhemal
(2013)
Geydar, como comentaria a afirmação do filósofo Aleksandr Dugin de que na Rússia não existe pós-modernismo, mas predomina o arqueomodernismo, quando o arcaico e o moderno se capturam mutuamente, e como resultado se produz a sobreposição do querigma (princípio racional) sobre a estrutura (princípio mitológico)?
Dentro da história do intelectualismo atual, o pós-modernismo é a última linha de defesa do clube liberal mundial, que entrou na fase de crise.
A crise dos liberais concretamente deve-se a que a economia de ar especulativa, de fato, “comeu” os ativos reais e para seguir com os processos de mobilização social no mundo simplesmente não há recursos. Por outras palavras, hoje é impossível levar a cabo a modernização de uma grande parte da humanidade, porque para isso… não é que não haja dinheiro – o dinheiro pode-se imprimir! – mas não há capital real que se possa converter no património para os milhares de milhões de pessoas que vivem na periferia mundial.
Dado que o projeto de mobilização é impossível, o pós-modernismo proclama o fracasso do pensamento projetista. Vulgarizando, é como se um impotente com aspecto de sábio anunciasse que deitar-se com as mulheres já não está na moda.
No entanto, em 2000, afastando os liberais, que pela sua essência antropológica são “chandalas” – boêmia desclassificada, não desprovida de certa criatividade –, ao poder na Rússia acederam os “burocratas” – outra seção parapolítica dos desclassificada, que pela sua essência representam o lumpen, organizado como corporação.

.jpg)







