por Kazuhiro Hayashida
(2025)
De acordo com a ortodoxia acadêmica, a pré-história japonesa é geralmente descrita como uma transição linear do período Jōmon para o Yayoi, entendendo-se este último como sucessor direto do primeiro. No entanto, na realidade, o complexo cultural Yayoi, caracterizado pelo cultivo de arroz, bronze e ferro, surgiu como uma fronteira civilizatória meridional que fluía das bacias dos rios Amarelo e Yangtzé, enquanto, ao mesmo tempo, no final do período Jōmon, também estavam a entrar no arquipélago elementos do norte do Amur, como motivos animais, práticas de caça e técnicas militares. Por outras palavras, as ondas de civilização provenientes tanto do norte como do sul penetraram no Japão de forma paralela e foi precisamente no seu ponto de interseção que surgiu um espaço cultural integrador. A razão pela qual o mundo acadêmico não reconheceu esta estrutura paralela é porque continua ligado a um modelo evolucionista simplista —«Jōmon = primitivo, Yayoi = progressista»— e, portanto, carece da perspectiva de situar estas fronteiras civilizatórias como contemporâneas. Sustento que apenas através desta compreensão paralela norte-sul se pode definir com precisão o Japão como uma zona de dupla fronteira de contato civilizatório.
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