por Geydar Dzhemal
(2012)
“Em verdade, as artimanhas de Satã são débeis!” (Alcorão, 4:76)
Atualmente, o Ocidente baseia todas as suas pretensões de controle global exclusivamente na sua capacidade de cobrir todo o globo terrestre com os seus sistemas eletrônicos-digitais de vigilância e ataque. Após 1985, os EUA deixaram de produzir automóveis com motores de carburador. Há muito que a aviônica dos aviões ocidentais se baseia exclusivamente no "hardware" mais atual. Quando, em 1976, Belenko fugiu para Tóquio com o seu MIG-25, os leigos riam-se porque aquela incrível máquina supersônica, em vez de semicondutores, usava lâmpadas de onda progressiva. No entanto, deveriam saber que apenas os aparelhos com estas lâmpadas (em particular, os velhos aparelhos de rádio de válvulas) podem continuar a funcionar em condições de radiação eletromagnética. Um dos planos soviéticos para o início de uma Guerra Mundial contra os EUA previa a explosão de uma carga termonuclear a 500 km de altitude sobre o seu território. A essa distância, a onda de choque e o efeito de luz não funcionam, mas a irradiação eletromagnética inutiliza instantaneamente todos os meios de comunicação, assim como os sistemas de transporte e armas que dependem de eletrônica. A União Soviética, aliás, neste sentido estava muito melhor preparada para a guerra termonuclear: devido à sua orientação para a geração tecnológica anterior, todos os seus sistemas eram menos vulneráveis à radiação eletromagnética.
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