por Geydar Dzhemal
(1994)
Bismillah al-Rahman al-Rahim...
Quando pronunciamos esta saudação dirigida ao profeta Maomé (que a paz e as bênçãos de Alá estejam sobre ele) e a seus companheiros, nós, seguidores da corrente pura do Islã, chamada «mazhabu muhammadi», saudamos os companheiros de Maomé (que a paz esteja com ele) com as palavras: «hurru ayayinu muntajabin», o que significa defini-los como eleitos, nobres, honoráveis e fiéis.
Devo dizer imediatamente que esta definição dos sahabas do Profeta se refere apenas a uma parte determinada dos companheiros do Profeta. Na grande maioria das correntes do Islã, aceita-se a forma «as-sahaba ajma'in», ou seja, a glorificação refere-se a todos os sahabas sem distinção. Esta diferença está relacionada a duas abordagens fundamentais sobre o papel da instituição profética na história da tradição, sobre o papel dos companheiros que rodeiam os profetas e que depois formam aquele corpo, aquela corporação, à qual cabe a tarefa de transmitir esta tradição ao longo do tempo, de preservá-la para as pessoas, ou seja, o que na tradição cristã se denomina Igreja.
Mas antes de passar a uma análise mais concreta dessas diferenças fundamentais e tentar chegar a uma compreensão do que é o Islã puro, primeiro gostaria de dizer que hoje é o segundo dia de jejum, que para todos os muçulmanos é uma festa de ascetismo, de disciplina espiritual, um tempo de mobilização das capacidades mentais e físicas para manter um estado de vigília vertical e realizar o predomínio da consciência espiritual sobre o plano físico. O tema que se formula hoje como título da conferência, «O Islã Ário», pode soar bastante provocador. Para a maioria dos muçulmanos, tem um certo sabor de provocação e, em todo caso, a algo não islâmico, já que o Islã se baseia fundamentalmente na ignorância sobre-humana das diferenças de raça, idioma e origem étnica.



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