por Geydar Dzhemal
(2011)
Após a expulsão do Paraíso, o homem e a mulher se encontram numa situação ambígua: estão unidos por um destino comum, mas permanecem num antagonismo eterno. O monoteísmo abraâmico é realista ao descrever a relação entre os sexos e não oferece nenhuma solução ilusória para o problema.
E o problema existe! A humanidade não pode existir sem a união do homem e da mulher. Mas como construir a sociedade, como continuar o gênero humano no tempo, se o homem e a mulher são antagonistas?
Ao longo dos milênios, a sociedade pagã tentou encontrar a saída para esta armadilha, mas não fez mais do que vaguear, e continua a fazê-lo, pelos labirintos deste conflito fundamental. As soluções oferecidas pelas sociedades que ignoram a Revelação monoteísta resumem-se ao ditado bruto do homem – o patriarcado como base da organização social, ou a diferentes formas de predomínio social da mulher – o matriarcado. Ambas as formas não estabelecem a paz, mas fixam o antagonismo, dão-lhe, poder-se-ia dizer, um caráter permanente.




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