por Kai-Uwe Zwetschke
(2000)
Introdução
No final de março de 2000, o público que compareceu a Karlsruhe a convite da estrutura local dos Nacionalistas Independentes (organização da qual fazem parte os membros alemães da Frente Europeia de Libertação) pôde ouvir um orador pouco comum: Horst Mahler, ex-líder da extrema-esquerda, hoje muito requisitado pelos meios nacionalistas e conservadores. Seu percurso político é, no mínimo, inesperado. Nascido na Silésia, em uma família nacional-socialista, ele se interessou pela política desde cedo. Sua trajetória o levou das Juventudes Socialistas à principal organização da extrema-esquerda alemã nos anos 1960, o SDS (Sozialistischer Deutscher Studentenbund: Federação Alemã dos Estudantes Socialistas). Em 1968, ele foi um dos principais porta-vozes da revolta estudantil. Seu coração estava decididamente à esquerda, e, pela virulência de seus discursos, ele rapidamente se tornou, aos olhos da direita conservadora, a encarnação do grande Satã. Seu envolvimento como advogado ao lado dos terroristas da extrema-esquerda do Grupo Baader assumiu formas tão extremas que lhe renderam uma condenação a dez anos de prisão.


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