por Aleksandr Dugin
(1995)
Ernst Jünger é o maior escritor alemão moderno, cujo percurso literário e político é um símbolo clássico de tudo o que foi vanguardista, vivo e inconformista na cultura europeia do século XX. Participante e testemunha de duas guerras mundiais, um dos principais teóricos da Revolução Conservadora alemã dos anos 20 e 30, inspirador do nacional-socialismo que rapidamente se tornou um "dissidente de direita" após a ascensão de Hitler ao poder, tendo sobrevivido ao ostracismo durante o período do totalitarismo nazista e, no entanto, alvo de repúdio por parte dos vencedores durante a "desnazificação", conseguiu, com seu talento e profundidade de pensamento, superar os preconceitos dos "democratas" – Jünger é hoje, com justiça, considerado um emblema do século XX, o intérprete dos sentimentos não apenas de uma "geração perdida", mas de um "século perdido", repleto de uma luta apaixonada e dramática, dos últimos surtos sagrados da vida nacional contra o profanismo asfixiante da modernidade tecnicista e universalista.



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