por José Luis Ontiveros
(2011)
A cultura é um campo de batalha e sua conquista é uma necessidade que precede a tomada do poder. Tal afirmação baseia-se na revisão feita por Antonio Gramsci do materialismo dialético, quando ele passou, sem que seus críticos tenham percebido, de sua fase marxista-leninista para o atualismo do filósofo fascista Giovanni Gentile, autor da vertente hegeliana de direita do Estado Totalitário, alma da alma como o define.
Esta secreta conversão ideológica ocorre paradoxalmente quando Gramsci está recluso na Ilha de Útica e escreve seus "Cadernos do Cárcere", onde transpõe para o marxismo clássico os valores do fascismo revolucionário que haviam alcançado na Itália um desenvolvimento político próprio, como Lênin havia predito, ao afirmar que Mussolini era o único revolucionário capaz de tomar o poder na Itália.

