por Julius Evola
(1941)
Há dois métodos distintos para lidar com o problema das origens. Um deles é o daqueles que se gabam de não ter "pressupostos" e que se baseiam exclusivamente nos chamados "dados positivos" - este é o método seguido por uma grande parte dos pesquisadores contemporâneos e que também é predominante na Itália, devido à sobrevivência da mentalidade crítico-positivista do século XIX. O outro método se refere aos ensinamentos tradicionais e não faz segredo do fato de que estes ensinamentos fornecem deliberadamente a base sólida para tentar conectar e ordenar o conjunto de traços dispersos e fragmentados que nos foram trazidos desde os primeiros tempos nos vários domínios da antropologia, arqueologia, paleontologia, filologia, etc.
Mesmo no campo das ciências físicas, tivemos que nos convencer no final de que os "fatos", em si mesmos, não provam nada, já que tudo depende das premissas e do sistema geral a partir do qual se começa a explicá-los, de modo que o mesmo fato pode provar teorias muito diferentes - se um Poincaré, um Le Roy, um Braunschweig certamente teve que reconhecer tal relatividade do "fato" em relação ao conhecimento mais "positivo" imaginável, isto não pode senão se aplicar em maior medida em relação ao conhecimento das origens e (isto não pode deixar de ficar claro) à relatividade daquelas investigações que, tendo como princípio a falta de princípios, procedem de forma desordenada, passando incessantemente de uma hipótese para outra.
No presente artigo pretendemos dar um breve esboço do problema das raças na Itália pré-romana, partindo precisamente de um ponto de vista, aqui estão os principais pontos de referência para o mundo mediterrâneo em geral.








