18/01/2023

Alberto Lombardo - Do Simbolismo do Machado

 por Alberto Lombardo

(2001)



O termo machado (ascia em italiano) existe em nossos idiomas quase inalterado ao longo dos milênios. Ele corresponde ao termo latino ascia, que deriva da forma indo-europeia *aksi/*agwesi, que os linguistas reconstruíram com base em comparações entre o termo latino e o termo gótico aqiziz, o termo antigo alto-alemão ackus (em alemão moderno Axt, em inglês ax, "adze") e o grego axi(on). No entanto, acho necessário ressaltar que esta forma é uma forma indo-europeia ocidental; os linguistas também reconstruíram a forma oriental, *peleku, desta vez com base em uma comparação entre certas formas linguísticas gregas e sânscritas. Em um processo bastante interessante, o pelicano é equiparado ao machado, por causa de seu bico grande característico.

16/01/2023

Beau Albrecht - O Que é a Nova Ordem Mundial?

 por Beau Albrecht

(2022)



Tem havido muita discussão sobre a Nova Ordem Mundial e tópicos relacionados ultimamente. Alguns podem descartar totalmente a possibilidade, considerando que tudo isso é conversa fiada. Outros investigarão e não chegarão a lugar algum, perseguindo tocas de coelho sem fim. Haverá aqueles que têm medo de investigar, com medo do conhecimento perturbador que possam encontrar e do fardo que saber disso poderia trazer. Embora seja um assunto difícil, farei o que puder para trazer clareza.

Existe um conflito ideológico que já vem sendo travado há muito tempo. O nacionalismo é oposto pelo internacionalismo, mais conhecido hoje em dia como globalismo. Isto não é exatamente a mesma coisa que a familiar dicotomia política direita-esquerda, mas se combina de certa forma. Em termos mais gerais, este é um conflito entre a soberania nacional e o governo mundial.

14/01/2023

Tiberio Graziani - O Equilíbrio do Planeta passa pela China

 por Tiberio Graziani

(2006)


"A China representa o centro de gravidade da massa asiática oriental. Todas as questões relativas ao equilíbrio mundial têm resposta em Pequim. A China é inatacável". Jordis von Lohausen

O que mais impressiona e surpreende o observador externo sobre a China é principalmente sua dimensão humana (atualmente cerca de um quinto de toda a população mundial é composta por chineses étnicos) e a grande capacidade dos sucessivos governos de organizá-la ao longo de sua longa história. Além disso, do ponto de vista geopolítico particular, a perseverança das classes dirigentes em buscar a unidade do espaço vital chinês é certamente espantosa. De acordo com o geopolítico francês Defarges [1], a unidade política da China evoca o trabalho de Sísifo: assim que a unidade é alcançada, ela sofre imediatamente tentativas de fragmentação. A constante reconstrução da Grande Muralha é a prova disso.

11/01/2023

Paolo Galiano - Os Equites: O Ludus Troiae e o Eixo Equinocial

 por Paolo Galiano

(2016)


No dia seguinte aos Idos de Setembro, e portanto em estreito contato com a celebração do Dies Natalis do templo de Júpiter Optimus Maximus e o lectisternium oferecido ao Deus naquele dia pelo Colégio de Epulões (bastante diferente em sua sacralidade do "rico epulão" da tradição evangélica cristã), era realizada a Equorum Probatio, cerimônia solene dos equites, distinta da Transvectio Equitum de julho: esta coincidência de tempos demonstra a relação especial entre Júpiter e os equites [1] e entre eles e Urbe, cuja função eles assumiam, como veremos, como protetores nos dias dos equinócios.

07/01/2023

Martino Mora - O Ocidente é um Sistema Econômico ou uma Cosmovisão?

 por Martino Mora

(2022)


"O Ocidente atual é um sistema econômico ou uma visão do mundo?" Meu amigo Mario Iannaccone me fez recentemente esta pergunta.

Minha resposta é que são as duas coisas.

É um modelo de civilização que Carl Schmitt chamou de "marítimo", e que Thomas Mann e Oswald Spengler (e outros) chamaram de "zivilisation". É um modelo no qual dinheiro, ciência e tecnologia, a produção e consumo de mercadorias, a centralidade do indivíduo em detrimento de qualquer comunidade, a exaltação da mudança como "progresso", a rejeição explícita ou implícita das crenças religiosas, são absolutamente relevantes. Na verdade, coincide com a "modernidade" e a "pós-modernidade" vencedoras.

04/01/2023

Alejandro Linconao - Desterritorialização e Virtualidade

 por Alejandro Linconao

(2022)


A operação russa na Ucrânia teve importantes implicações econômicas globais, com particular relevância na esfera energética. Esta questão, por sua vez, é muito mais ampla e faz parte de um conjunto maior de mudanças.

Na modernidade, tudo se liquefez, tudo perdeu sua forma e se entrelaçou. Das relações, aos estratos étnicos dos Estados, às religiões, ao poder. Junto com a queda do patrimônio material que moldou famílias e povos, as referências individuais e grupais diminuíram. Onde antes uma nacionalidade, algo compartilhado por grandes grupos de pessoas, era um fator vinculante, agora ela foi substituída por uma tribo virtual ou uma preferência sexual. A partir da fusão do sólido, passamos à virtualização, acompanhada de uma consequente desterritorialização.

02/01/2023

Diego Fusaro - "Deus Está Morto": Nietzsche, Heidegger e o Tempo do Relativismo Absoluto

 por Diego Fusaro

(2022)


O aforismo 125 d'A Gaia Ciência de Nietzsche é o lugar epifânico do niilismo ligado à desdivinização, com o Gottes Tod, com a "morte de Deus". Ao contrário do discurso científico e antimetafísico que se desenvolve no espaço do moderno, Nietzsche não afirma a inexistência de Deus, argumentando-a talvez more geometrico. Pelo contrário, ele alude à morte de Deus e, portanto, ao seu declínio ou, mais corretamente, à evaporação de uma ordem de valores e ontologia que encontrou seu fundamento último na figura de Deus. Nas palavras d'A Gaia Ciência:

"Quem nos deu a esponja para apagar completamente o horizonte? O que fizemos para soltar esta terra da corrente de seu sol? Para onde ela está se movendo agora? Para onde estamos nos movendo? Longe de todos os sóis? A nossa não é uma queda eterna? E para trás, de lado, para a frente, para todos os lados? Ainda há um acima e um abaixo? Não estamos vagueando como se atravessássemos um infinito nada? Não sentimos o sopro do vazio sobre nós? Não está ficando mais frio? A noite não continua a chegar, cada vez mais noite?"

31/12/2022

Soryu - Recordando Inejiro Asanuma, Otoya Yamaguchi e os Anos Turbulentos do Pós-Guerra

 por Soryu

(2018)

Em 19 de janeiro de 1960, foi aprovada a lei indiscutivelmente mais controversa da Dieta japonesa. A aprovação do "Tratado de Cooperação Mútua e Segurança entre os Estados Unidos e o Japão", ou "Anpo" para abreviar, causando protestos generalizados e foi provavelmente o único momento na história japonesa do pós-guerra em que um espectro completo da sociedade se uniu a uma causa e protestou contra o que era visto como um rolo compressor da democracia parlamentar. O então Primeiro Ministro do Japão, Kishi Nobusuke, utilizou as mecanizações democráticas para forçar este projeto de lei e tratado através da Dieta.

As ramificações políticas e geopolíticas do Anpo serviram apenas para reforçar e revisar um tratado de paz que havia sido assinado em 1951 (Tratado de São Francisco), que viu a castração do poder geopolítico japonês e de sua soberania. Os americanos puderam exercer legalmente sua influência e seus interesses na política interna japonesa sem consequências. Após a assinatura desse tratado, vieram os sangrentos protestos do Dia de Maio, que foi sem dúvida o protesto mais sangrento da história japonesa do pós-guerra. A aprovação do Anpo também justificou a ocupação de Okinawa, um território a ser utilizado para as aventuras ultramarinas dos Estados Unidos.

No contexto da Guerra Fria, forçou o Japão a estar do lado da América. Nas proximidades estavam a União Soviética e a República Popular da China, ambas encarando Anpo como uma ameaça direta. Havia a preocupação de que a América não via o Japão senão como uma garantia. Os protestos começaram a aumentar em maio de 1960, quando os soviéticos anunciaram que atacariam qualquer base que enviasse aviões espiões americanos. O Japão, castrado e sua soberania geopolítica praticamente inexistente, foi forçado a se tornar um alvo. O início do pós-guerra foi forjado com protestos como estes, e as tensões no Japão nunca mais atingiram um nível tão alto.

23/12/2022

Eric Delcroix - Imigração: A Piedade como Arma de Destruição em Massa

 por Eric Delcroix

(2022)


A invasão da Europa pelas massas do Terceiro Mundo só é possível porque os imigrantes indesejados vêm até nós armados de nossa própria piedade - o que, aliás, só provoca neles desprezo e arrogância. De memória, em Os Sete Pilares da Sabedoria, T. E. Lawrence, conhecido como Lawrence da Arábia, escreveu: "Tive pena de Ali, e esse sentimento nos degradou aos dois". O estado de decadência dos ocidentais é tal que eles são incapazes, como Jean Raspail previu n'O Campo dos Santos (1973), de se oporem a um invasor de países em plena explosão demográfica. No Ocidente, sob o império dos direitos humanos e do antirracismo, os mendigos exóticos são sagrados e despertam uma piedosa má consciência. O caso típico do Ocean Viking em novembro é marcante a este respeito. Agora o governo francês está censurando o governo italiano por não se comportar como convém a uma ordem de irmãs caridosas... Organizações poderosas, organizações supostamente não governamentais (ONGs), estão armando (!) navios que buscam imigrantes em sintonia com os contrabandistas dos quais eles são cúmplices objetivos. Esta é uma política de destruição da homogeneidade do tecido civilizacional e étnico europeu; é uma política de grande substituição de nossos povos milenares, psicologicamente desarmados por décadas de ordem moral antidiscriminatória.

22/12/2022

Campanha de Pré-Venda das obras "Hispano-América contra o Ocidente", de Alberto Buela, e "O Hispanismo como Quarta Teoria Política", de José Alsina Calvés, pela Editora ARS REGIA

 


A equipe da Legio Victrix declara seu apoio à campanha de pré-venda da ARS REGIA: "Hispano-América contra o Ocidente", do filósofo peronista argentino Alberto Buela, e "O Hispanismo como Quarta Teoria Política", do filósofo dissidente espanhol José Alsina Calvés.

São duas obras fundamentais em que se busca investigar a essência e identidade do mundo ibérico e do mundo ibero-americano, exercício fundamental se quisermos ser nós mesmos e assumir um lugar no mundo multipolar. Nisso, os autores se enfrentam diretamente ao universalismo unipolar, cujo motor fundamental hoje está nos EUA.

Os autores são, já, conhecidos dos leitores de nosso blog.

Para apoiar e garantir seus livros: https://www.catarse.me/hispanidade

Sigam a Editora ARS REGIA no Telegram: https://t.me/editora_arsregia

Sigam a Editora ARS REGIA no Twitter: https://twitter.com/editoraarsregia