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sábado, 31 de março de 2012

O Pior Pesadelo dos Globalistas

por Tony Cartalucci

Auto-Suficiência: Uma Solução Universal para o Problema Globalista

Introdução

Quando se pensa em "soluções" muitos são rápidos em falar em organizar um protesto e ir às ruas. Consideremos por um momento a mecânica de um protesto, o que ele pode conseguir, e o que pode deixar a desejar.

Peguemos o evento ineficaz e hipócrita de Glenn Beck em 2010 Restaurando a Honra em Washington D.C. Ele atraiu milhares de pessoas honestas e bem intencionadas de todo os EUA. De fato, milhares de pessoas encheram seus carros fabricados por corporações da Fortune 500 com gasolina de corporações da Fortune 500, dirigiram incontáveis milhas, parando ao longo do caminho em restaurantes de fast food da Fortune 500, se hospedaram em hotéis controlados por corporações da Fortune 500, e compraram suprimentos no Wal-Mart. Eles mataram a sede causada pelo sol quente de agosto com latas de Coca-Cola e Pepsi, e ao final do dia, eles foram para casa, pagaram por suas assinaturas de TV a cabo da Fortune 500 para assistir seus programas de notícia da Fortune 500, muito provavelmente na Fox News, um membro do Conselho de Relações Exteriores.

Na melhor das hipóteses, tudo a que um protesto pode levar, enquanto estivermos tão dependentes desse sistema, é a uma troca de cadeiras na arena política, com talvez algumas concessões superficiais para a população. A soma vetorial, porém, continuará decididamente favorável à oligarquia financeiro-corporativa global.

Se entendermos que o problema fundamental encarando não apenas a América, mas todo o mundo, é uma oligarquia financeiro-corporativa global que consolidou criminosamente sua riqueza pela "liberalização" de suas atividades enquanto estrangulava as nossas através de regulamentações, taxas, e leis, nós então entenderíamos por que eventos como o de Beck não somente são infrutíferos, como são na verdade, contraprodutivos. Nós também deveríamos perceber que qualquer atividades a qual nós nos dediquemos deve ser dirigida contra essa oligarquia financeiro-corporativa ao invés de contra os governos que eles cooptaram e posicionaram como escudos entre si e as massas.

Enquanto há pessoas que entendem que algo está errado e reconhecem a necessidade de fazer "alguma coisa", descobrir o que seria isso acaba se tornando incrivelmente difícil quando tão poucos compreender como o poder realmente funciona e como retirá-lo dos oligarquias que criminosamente consolidaram-se nele.

Compreendendo a Globalização

Ultimamente, a expansão desse império global oligárquico tem assumido uma forma mais extrema, talvez mais desesperada, envolvendo revoluções ensaiadas como as vistas no Egito e na Tunísia, e no caso da Líbia, rebelião armada e o espectro de intervenção militar estrangeira. Porém, golpes de estado globalistas já ocorreram antes - por exemplo, no final da década de 90 sob o disfarce de "colapsos financeiros" e "reestruturação" pelo FMI.

Muitas nações ficaram endividadas com o FMI e seu regimento de "reformas" que se resumiam a neocolonialismo embrulhado com o eufemismo de "liberalização econômica". Para ilustrar como isso funciona, pode ser útil compreender com o que o colonialismo real se parece.


A Tailândia no século XIX, então o Reino de Sião, estava cercada por todos os lados por nações colonizadas e por sua vez foi forçada a conceder aos britânicos o Tratado de Bowring de 1855. Veja como muitas dessas concessões impostas por "políticas de canhoneira" se parecem com a "liberalização econômica" contemporânea.

1. Sião concedia extraterritorialidade aos cidadãos britânicos.
2. Os britânicos poderiam fazer comércio livremente em todos os portos e residir permanentemente em Bangkok.
3. Os britânicos poderiam comprar e alugar propriedade em Bangkok.
4. Os cidadãos britânicos poderiam viajar livremente pelo interior com passes fornecidos pelo cônsul.
5. Taxas de importação e exportação estavam limitadas a 3%, exceto por ópio e barras de metais preciosos que estavam isentos.
6. Comerciantes britânicos poderiam comprar e vender diretamente com siameses individuais.

Um exemplo mais contemporâneo para comparação seria a conquista militar do Iraque e as reformas econômicas de Paul Bremer (membro do Conselho de Relações Exteriores). O The Economist alegremente enumera a "liberalização econômica" neocolonial do Iraque em um artigo entitulado "Vamos todos para o brechó: Se tudo der certo, o Iraque sera um sonho capitalista":

1. 100% de propriedade sobre os ativos iraquianos.
2. Repatriação completa dos lucros.
3. Status igual frente as firmas locais.
4. Permissão para que bancos estrangeiros operem ou comprem em bancos locais.
5. Impostos de renda e corporativa limitados a no máximo 15%.
5. Tarifas universais a no máximo 5%.

Poucos poderiam argumentar que os regimentos de reabilitação do FMI sendo impostos em nações por todo o mundo após a crise financeira da década de 90 são qualquer coisa de diferente do colonialismo econômico, passado e presente. Na verdade, o próprio FMI publica relatórios constantes sobre a "necessidade" da liberalização econômica.

Certamente, os governos que subirão ao poder após as atuais desestabilizações no Oriente Médio serão mais servis e indubitavelmente passarão por liberalizações econômicas similares. Kenneth Pollack do Instituto Brookings já deixou bem claro que "A luta no novo Oriente Médio deve ser definidas como uma entre nações que estão se movendo na direção certa e nações que não estão; entre aqueles que estão abraçando a liberalização econômica, a reforma educacional, a democracia, e o Estado de Direito e as liberdades civis, e aqueles que não estão".

O Sião eventualmente se livrou dos termos do Tratado de Bowring conforme o Império Britânico foi enfraquecendo, mas em 1997, a Tailândia foi novamente confrontada por termos similares, ditados dessa vez pelos banqueiros do FMI.

A Resposta da Tailândia à Globalização

A resposta da Tailândia ao FMI, e à globalização em geral foi profunda tanto em implicações como em sua compreensão do jogo da globalização. Fortemente independente e nacionalista, e tendo sido a única nação do Sudeste Asiático a evitar a colonização, a soberania tailandesa tem sido protegida há mais de 800 anos por sua monarquia. A atual dinastia, a Casa de Chakri, tem reinado por quase tanto tempo quanto a América tem existido como nação e o atual rei é considerado como o equivalnte de um "Pai Fundador" vivo. E exatamente como tem sido há 800 anos, a monarquia tailandesa hoje fornece a resposta mais provocadora e significativa às ameaças que encaram o Reino.

A resposta certamente é auto-suficiência. Auto-suficiênca como nação, como província, como comunidade, e como família. Esse conceito está cristalizado na Nova Teoria do Rei da Tailândia ou "Economia de Auto-Suficiência" e reflete esforços similares encontrados pelo mundo para romper com a opressão e exploração que resulta da dependência do sistema globalista.


A base dessa economia de auto-suficiência é simplesmente plantar seu próprio jardim e garantir para si mesmo sua própria comida. Isso é retratado no verso de cada nota de 1.000 baht como uma figura de uma mulher cuidando de seu jardim. O próximo passo é produzir um excedendo que possa ser trocado por capital, que por sua vez poderá ser usado para comprar tecnologia para melhorar ainda mais sua habilidade de sustentar a si mesmo e melhorar seu estilo de vida.


A Nova Teoria objetiva preservar os valores agrários tradicionais nas mãos do povo. Ele também objetiva impedir uma migração do campo para as cidades. Impedir tais migrações impediria que grandes cartéis agrários ocupassem seu lugar, engolindo terras agrícolas, corrompendo e até mesmo estragando os suprimentos alimentares nacionais (ver Monsanto). Aqueles familiares com a Agenda 21 da ONU, com o recente "Programa de Mudanças Climáticas", e com o jogo globalista podem compreender as implicações e perigos mais profundos de tal migração e porque ela precisa ser detida.

Ao se mudarem para a cidade, a população abandona a propriedade privada, deixa de se engajar em ocupações produtivas, e acaba capturada pelo paradigma consumista. Dentro de tal paradigma, problemas como superpopulação, poluição, criminalidade, e crises econômicas só podem ser trabalhadas por um governo centralizado e normalmente fomentam soluções políticas como cotas, impostos, microadministração, e regulamentações ao invés de soluções técnicas significativas.

Ademais, tais problemas inevitavelmente levam a uma ampliação do poder do governo centralizado, sempre às custas da população e de sua liberdade. Os efeitos de uma catástrofe econômica são também maiores em uma sociedade centralizada e interdependente, na qual todo mundo está sujeito à saúde geral da economia até mesmo para necessidades simples como comida, água, e eletricidade.




Em conformidade com a "Nova Teoria", estações de demonstração foram criadas por toda a Tailândia promovendo a educação em questões de agricultura e vida auto-suficiente. O programa está competindo contra o sistema globalista contemporâneo, o qual agora, está atolado em muitas partes do mundo em crise econômica. A natureza relativamente auto-suficiente dos tailandeses em geral tem resistido a esse caos econômico muito bem. Em dez anos, um prato de comida ainda custa o mesmo, bem como muitas outras commodities. Isso apenas vindica ainda mais o valor da auto-suficiência e agora mais do que nunca, tanto na Tailândia como no resto do mundo, é um bom momento para se envolver e se tornar auto-suficiente.

Preocupação Globalista Reacionária

Certamente o Chefe-de-Estado de uma nação de quase 70 milhões de habitantes promovendo um estilo de vida que corta as pernas da agenda globalista não cai bem com o sistema oligárquico. Sua resposta a isso, como tem sido com todas as habituais demonstrações de resistência da Tailândia é algo a se notar.

Talvez o principal crítico globalista da Tailândia seja o The Economist. Ele abertamente critica a economia de auto-suficiência do Rei em um artigo chamado "Reclassificando a Thaksinomia". Ele afirma que o plano econômico é "um recuo parcial em relação à posição econômica liberal da Tailândia". O The Economist nubla o debate ao deixar de lado os aspectos auto-suficientes da "economia de auto-suficiência". Ele afirma que as esmolas socialistas sob o Primeiro-Ministro deposto e notório lacaio globalista Thaksin Shinawatra de algum modo alcançavam os mesmos objetivos. O The Economist também afirma que o conceito de auto-suficiente é meramente uma "reclassificação" dessas esmolas socialistas.

O artigo do The Economist então decai em uma arenga pro-Thaksin, vituperando sua derrubada do poder e continuando a afirmar que de algum modo encorajar as pessoas a plantar sua própria comida é um roubo das políticas socialistas de Thaksin.

Deve-se notar que socialismo não é auto-suficiência. É total dependência do Estado e das pessoas que pagam impostos cada vez maiores. Socialismo não é sobre plantar seu próprio jardim, usando tecnologia para ampliar sua independência ou resolver seus problemas com seus próprios recursos. É sobre pegar comida nos armazéns coletivos do Estado, e quanto você sentir fome de novo, pegar novamente. O socialismo somente poderia ser útil como medida intermediária entre os problemas atuais e a busca ativa por soluções técnicas. Porém, o objetivo da globalização é criar interdependência entre os Estados, e total dependência nas instituições globais, portanto, perpetuando problemas, e não resolvê-los se torna a equação.

Outro ponto de vista globalista vem do blog "New Mandala" escrito pelo acadêmico da Universidade Nacional da Austrália Andrew Walker. O blog em si é uma central de informações para tópicos globalistas relativos ao Sudeste Asiático. Entre os escritores está até o principal lobbyista de Thaksin Shinawatra, Robert Amsterdam.

Toda a percepção de Walker em relação a Tailândia parece derivar de seu tempo passado em uma única vila no norte da Tailândia. A partir de seu ponto de vista míope na minúscula vila de "Baan Tian", ele condena completamente a economia de auto-suficiência da Tailândia em seu artigo "Falsa representação monárquica das vidas rurais". Ele sugere que a "as prescrições da economia de auto-suficiência para o desenvolvimento rural são inapropriadas e enfraquecedoras".

Assim como no The Economist, o artigo decai em uma arenga pro-Thaksin afirmando que todo o objetivo do plano é manter a população rural da Tailândia em seu lugar, fora das cidades, e assim fora do debate das questões nacionais.

É claro, se tornar autossuficiente é um passo no caminho de um fortalecimento real. Acadêmicos como Andrew Walker presumem que o ápice do fortalecimento é colocar um pedaço de papel em uma caixa nas eleições, no caminho de volta para casa saindo de um trabalho na área de serviços, e então relaxar sob o brilho de uma nova TV de plasma comprada a crédito. Um argumento mais provável seria o de que sustentar sua própria existência, conquistada a partir da terra sob seus pés, e a habilidade de moldar o mundo ao seu redor com um entendimento da ciência e o domínio sobre múltiplos ofícios é o ápice do fortalecimento e a forma mais autêntica de liberdade humana.

O desconforto implícito nos escritos do The Economist e de Andrew Walker não é a extensão completa da reação globalista à Tailândia e seu afastamento do domínio globalista. Toda uma revolução colorida "vermelha" tem sido fomentada dentro do Reino desde pelo menos 2009. Lendo o "Manifesto do Sião Vermelho" escrito pelo intelectual "camisa-vermelha" Giles Ungpakorn deixa bem claro como eles enxergam a "auto-suficiência" e a necessidade de "reformar" a Tailândia como um welfare state socialista.

O infantil e verborrágico manifesto de Ungpakorn pode ser encontrado aqui. Uma seleção completa da propaganda dos "camisas-vermelhas" usada na Tailândia pode ser encontrada aqui

Deve-se notar que o líder dos protestos dos "camisas-vermelhas" é o ex-Primeiro Ministro deposto Thaksin Shinawatra, um ex-conselheiro do Grupo Carlyle que estava literalmente de pé na frente do Conselho de Relações Exteriores em Nova Iorque na manhã de sua derrubada do poder em 2006. Desde 2006, ele tem sido representado por seu amigo do grupo Carlyle James Baker e seu escritório de advocacia Baker Botts, por Kenneth Adelman do Grupo de Crises Internacionais e sua firma de relações públicas Edelman, por Robert Blackwill conselheiro do Centro Belfer da firma Barbour Griffith & Rogers, e agora por Robert Amsterdam do escritório Amsterdam & Peroff, um importante membro corporativo da globalista Chatham House.

Dizer que Thaksin Shinawatra e seus "camisas-vermelhas" possuem financiamento estrangeiro seria uma narrativa profundamente incompleta.

O partido político de Thaksin mantém as massas de "camisas-vermelhas" que por sua vez são apoiados por diversas ONGs incluindo a Prachatai, fundada pelo Fundo Nacional para a Democracia, uma "organização independente de mídia" que coordena os esforços de propaganda dos "camisas-vermelhas". A Prachatai foi recentemente nomeada para o Deutsche Welle Blog Awards, pela Freedom House infestada de neocons, na qual Kenneth Adelman senta como membro da diretoria.

Os globalistas sabem o que já está acontecendo e eles estão reagindo enquanto a maior parte da humanidade ainda dorme na ignorância e na apatia. A Tailândia é apenas uma nação de muitas, no Cordão de Pérolas chinês que estão marcadas para desestabilização e "liberação" patrocinadas pelo Departamento de Estado americano. A chava para deter os globalistas é retomar deles os mecanismos de civilização - e nós já estamos fazendo isso em termos de mídia alternativa. Tal sucesso é necessário em todos os aspectos de nossa vida, e como o Rei da Tailândia sugere, ele pode começar com algo tão simples como plantar seu próprio jardim.

Hoje e o Futuro

É claro que na Tailândia a auto-suficiência agrícola está associada com tecnologia para aperfeiçoar a eficiência e melhorar a qualidade de vida. Mesmo na cidade, pequenos negócios independentes estão adotando as tecnologias mais recentes para melhorar sua produção, aumentar seus lucros, e até mesmo superar grandes corporações na competição. Maquinaria controlada por computadores podem ser encontadas em pequenas oficinas entulhadas em velhos sobrados, máquinas de costuras automáticas permitem que uma única mulher costure nomes em uniformes escolares novos - ao invés de ambos negócios enviar encomendas a fábricas possuídas por um punhado de ricos investidores. Uma enormidade de exemplos podem ser vistos em uma caminhada por qualquer quadra na capital tailandesa de Bangkok.

Levar esse tipo de tecnologia à população rural, até mesmo permitindo que as pessoas criem sua própria tecnologia ao invés de apenas utilizá-la, não é simplesmente ficção científica mas uma realidade atual. O professor do MIT Dr. Neil Gershenfeld desenvolveu o "laboratório de fabricação" ou "Fab Lab". O Fab Lab é uma microfábrica que pode "fazer quase qualquer coisa". Seu Fab Lab tem sido copiado por todo o mundo no que ele tem chamado de uma revolução na fabricação pessoal. Ele busca transformar um mundo de consumidores dependentes em designers e produtores independentes.



O Dr. Gershenfeld em suas próprias palavras articula o problema de encontrar apoio entre instituições e governos, afirmando que os indivíduos ficam muito entusiasmados com essa revolução, "mas ela rompe com seus limites organizacionais. Na verdade é ilegal para eles, em muitos casos, ocupar pessoas comuns para criar ao invés de consumir tecnologia".

Isso realmente não apenas resume o dilema do Dr. Gershenfeld, mas descreve nos mínimos detalhes a mentalidade dos oligarcas e o medo que eles tem de dar mais poder ao povo, um medo refletido nos "limites organizacionais" de suas corporações e instituições governamentais. Essa é uma característica da oligarquia descrita tão cedo quanto 300 a.C. na Grécia Antiga na "Constitução de Atenas". Nela, um personagem referido como "o Velho Oligarca" descreve seu desprezo pela mobilidade social que a tecnologia da marinha ateniense permite aos escalões mais baixos da sociedade ateniense.

O Dr. Gershenfeld prossegue resumindo o verdadeiro potencial de seus Fab Labs afirmando, "as outras 5 bilhões de pessoas no planeta não são apenas 'pias' técnicas, elas também são 'fontes'. A oportunidade real é canalizar o poder inventivo do mundo para desenhar localmente e produzir soluções para problemas locais". O Dr. Gershenfeld conclui concedendo que ele achava que tal possibilidade só chegaria em uns 20 anos, mas " que é lá que estamos hoje", notando o sucesso que seus Fab Labs já estão tendo ao redor do mundo.



A mensagem do Dr. Gershenfeld ressoa com a atual cultura tailandesa e com as ambições da "Economia de Auto-Suficiência". De muitas maneiras, a colcha de retalhos tailandesa de microempresas, já ultrapassando com sucesso a produção centralizada de alto capital, vindica a obra e o otimismo do Dr. Gershenfeld. Ela também, porém, ressoa fortemente com as tradições de autoconfiança que tornaram a América grande. A possibilidade técnica para que isso modifique o mundo já é uma realidade, mas o próprio Dr. Gershenfeld concede que o maior obstáculo é superar a engenharia social - em outras palavras - gerar uma mudança de paradigma nas mentes da população para alcançar a mudança de paradigma técnico que já está ocorrendo.

A auto-suficiência e a canalização de tecnologia nas mãos do povo são os maiores medos da oligarquia global - medos que os oligarcas ao longo dos séculos sempre tem tido. Simplesmente boicotar as corporações globalistas e substituí-las por soluções locais é algo que todo mundo é capaz de começar a fazer hoje. E simplesmente prestar atenção no "Fab Lab" do Dr. Neil Gershenfeld, difundir informação sobre a revolução da fabricação pessoal, e até participar das menores maneiras pode ajudar a superar o obstáculo da engenharia social e fomentar uma profunda mudança de paradigma. Nós começamos a retomar a mídia, agora é a hora de retomar os outros níveis de poder. Agora é a hora de reconhecer que a verdadeira liberdade é a auto-suficiência como nação, como comunidade, e como família, e começar a vivê-la todos os dias.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Dando nomes aos nomes: Seu verdadeiro governo

por Tony Cartalucci

Esse é seu verdadeiro governo; eles transcendem administrações eleitas, eles permeiam cada partido político, e eles são responsáveis por praticamente cada aspecto do modo de vida do americano ou europeu médio. Quando a "esquerda" está carregando a tocha de duas guerras "neoconservadoras", começando mais uma baseada nas mesmas mentiras, propagandeada pela mesma mídia que falou das armas de destruição em massa iraquianas, o mundo não tem escolha, além de uma profunda dissonância cognitiva, a não ser perceber que há algo errado.

O que há de errado é um sistema completamente controlado por uma oligarquia corporativo-financeira com impérios financeiros, midiáticos e industriais que abarcam o globo. Se nós não mudarmos o fato de que estamos impotentemente dependentes dessas corporações que regulam cada aspecto de nossa nação politicamente, e cada aspecto de nossas vidas pessoalmente, nada mais mudará.

A lista seguinte, ainda que extensa, de longo não é completa. Porém após esses exemplos, um padrão deve ficar autoevidente com os mesmos nomes e corporações sendo listados de novo e de novo. Deve ser autoevidente para os leitores o quão perigosamente pervasivas essas corporações tornaram-se em nossas vidas diárias. Finalmente, deve ser autoevidente o quão necessário é expurgá-las de nossas vidas, nossas comunidades, e finalmente nossas nações, com o máximo de celeridade.

International Crisis Group

Background: Enquanto o International Crisis Group (ICG) afirma estar "comprometido com a prevenção e resolução de conflitos fatais", a realidade é que eles estão comprometidos com a oferta de soluções muito bem construídas por antecipação para problemas que eles mesmos criaram de modo a perpetuar a própria agenda corporativa.

Em nenhum outro lugar isso poderia ser melhor ilustrado do que na Tailândia e mais recentemente no Egito. O membro da ICG Kenneth Adelman tem apoiado o ex-primeiro ministro da Tailândia Thaksin Shinawatra, um ex-conselheiro do Grupo Carlyle que estava literalmente em pé diante do Council of Foreign Relations em Nova Iorque quando de sua derrubada do poder em 2006 por um golpe militar. Desde 2006, as intervenções de Thaksin na Tailândia tem sido escoradas por outro membro do Carlyle James Baker e seu escritório de advocacia Baker Botts, pelo conselheiro da Belfer Center Robert Blackwill da Barbour Griffith & Rogers, e agora o escritório de advocacia Amsterdam & Peroff, um importante membro corporativo da Chatham House globalista.

Com a Tailândia agora envolta em caos político liderado por Thaksin Shinawatra e a revolução colorida de seus "camisas vermelhas", a ICG está pronta com "soluções" nas mãos. Essas soluções geralmente envolvam amarrar as mãos do governo tailandês com argumentos de que deter as atividades subversivas de Thaksin equivale a abusos contra os direitos humanos, na esperança de permitir que a revolução financiada pelos globalistas cresça para além de qualquer controle.

Os tumultos no Egito, obviamente, foram comandados completamente pelo membro da ICG Mohamed ElBaradei e seu Movimento da Juventude de 6 de Abril recrutado, financiado e apoiado pelo Departamento Americano de Estado e coordenado por Wael Ghonim da Google. Enquanto os tumultos foram retratados como sendo espontâneos, incitados pelos tumultos tunisianos anteriores, ElBaradei, Ghonim e seu movimento de juventude estavam no Egito desde 2010 reunindo sua "Frente Nacional pela Mudança" e dispondo os fundamentos para o levante de 25 de janeiro de 2011.
George Soros da ICG, então, financiaria ONGs egípcias trabalhando para reescrever a constituição egípcias após ElBaradei ter sido bem-sucedido em remover Hosni Mubarak. Essa constituição financiada por Soros e o governo servil de fachada resultante que ela criaria representa a ICG "resolvendo" a crise que seu próprio ElBaradei ajudou a criar.

Notáveis membros do Conselho da ICG:

George Soros
Kenneth Adelman
Samuel Berger
Wesley Clark
Mohamed ElBaradei
Carla Hills

Notáveis conselheiros da ICG:

Richard Armitage
Zbigniew Brzezinski
Stanley Fischer
Shimon Peres
Surin Pitsuwan
Fidel V. Ramos

Notáveis Apoiadores Financeiros e Corporativos da ICG:

Carnegie Corporation of New York
Hunt Alternatives Fund
Open Society Institute
Rockfeller Brothers Fund
Morgan Stanley
Deutsche Bank Group
Soros Fund Management LLC
McKinsey & Company
Chevron
Shell


Brookings Institute

Background: Dentro da biblioteca do Instituto Brookings você encontrará plantas para praticamente cada conflito no qual o Ocidente esteve envolvido dentro da memória recente. Mais do que isso é que enquanto o público parece pensar que essas crises brotam como incêndios naturais, aquelesq ue seguem os estudos e publicações corporativas financiadas por Brookings veem essas crises vindo com anos de antecedência. Esses são conflitos premeditados e meticulosamente planejados que são acionados para conduzir a soluções premeditadas e meticulosamente planejadas para fazerem prosperar os apoiadores corporativos da Brookings, que são numerosos.
As atuais operações contra o Irã, incluindo as revoluções coloridas apoiadas pelos EUA, terroristas treinados e financiados pelos EUA dentro do Irã, e sanções danosas estão todas dispostas em detalhes excruciantes no relatório do Instituto Brookings "Que Caminho para a Pérsia?". A mais recente resolução 173 do Conselho de Segurança da ONU referente a Líbia misteriosamente assemelha-se ao relatório Brookings de 9 de Março de 2011 escrito por Kenneth Pollack, e entitulado "As Reais Operações Militares na Líbia".

Membros notáveis do Conselho da Brookings:

Dominic Barton - McKinsey & Company, Inc
Alan R. Ratkin - Eton Park Capital Management
Richard C. Blum - Blum Capital Partners, LP
Abby Joseph Cohen - Goldman Sachs & Co.
Suzanne Nora Johnson: Goldman Sachs Group, Inc
Richard A. Kimball Jr. - Goldman Sachs & Co.
Tracy R. Wolstencroft - Goldman Sachs & Co.
Paul Desmarais Jr. - Power Corporation of Canada
Kenneth M. Duberstein - The Duberstein Group, Inc.
Benjamin R. Jacobs - The JBG Companies
Nemir Kirdar - Investcorp
Klaus Kleinfeld - Alcoa, Inc
Philip H. Knight - Nike, Inc.
David M. Rubenstein - Co-Fundador do Grupo Carlyle
Sheryl K. Sandberg - Facebook
Larry D. Thompson - PepsiCo, Inc.
Michael L. Tipsord - State Farm Insurance Companies
Andrew H. Tisch - Loews Corporation

Alguns Especialistas do Instituto Brookings:

Kenneth Pollack
Daniel L. Byman
Martin Indyk
Suzanne Maloney
Michael E. O'Hanlon
Bruce Riedel
Shadi Hamid

Notáveis apoiadores Financeiros e Corporativos da Brookings

Fundações & Governos:

Ford Foundation
Bill & Melinda Gates Foundation
The Rockefeller Foundation
Governo dos Emirados Árabes Unidos
Carnegie Corporation de Nova Iorque
Rockefeller Brothers Fund

Bancos & Finanças

Bank of America
Citigroup, Inc.
Goldman Sachs
H&R Block
Kohlberg Kravis Roberts & Co.
Jacob Rothschild
Nathaniel Rothschild
Standard Chartered Bank
Temasek Holdings Limited
Visa Inc.

Petróleo:

Exxon Mobil Corporation
Chevron
Shell Oil Company

Complexo Militar Industrial & Indústrias:

Daimler
General Dynamics Corporation
Lockheed Martin Corporation
Northrop Grumman Corporation
Siemens Corporation
The Boeing Company
General Electric Company
Westinghouse Electric Corporation
Raytheon Co.
Hitachi, Ltd.
Toyota

Telecomunicações & Tecnologia:

AT&T
Google Corporation
Hewlett-Packard
Microsoft Corporation
Panasonic Corporation
Verizon Communications
Xerox Corporation
Skype

Mídia & Administração de Percepção:

McKinsey & Company, Inc.
News Corporation (Fox News)

Bens de Consumo & Indústria Farmacêutica

GlaxoSmithKline
Target
PepsiCo, Inc.
The Coca-Cola Company


Council on Foreign Relations

Background e Membros Notáveis: Uma melhor pergunta seria, quem não está no Conselho de Relações Estrangeiras? Praticamente cada político carreirista, seus conselheiros, e aqueles povoando os conselhos das 500 empresas mais ricas do mundo são membros do CFR. Muitos dos livros, artigos de revistas, e colunas de jornal que lemos são escritas por membros do CFR, junto com relatórios, similares ao do Instituto Brookings que ditam, verbatim, a legislação que acaba aparecendo diante dos legisladores ocidentais.

Um bom exemplo das alas mais ativas da CFR pode ser melhor ilustrada na farsa do ano passado da "Mesquita do Marco Zero", onde membros da CFR tanto da direita política americana como da esquerda fingiram um acalorado debate sobre a chamada Cordoba House da cidade de Nova Iorque próxima aos três prédios destruídos do World Trade Center. Na realidade, a Cordoba House foi estabelecida por outro membro da CFR Feisal Abdul Rauf, que por sua vez foi financiado por braços financeiros da CFR incluindo a Carnegie Corporation of New York, pelo chefe da Comissão do 11 de Setembro Thomans Kean, e por várias fundações Rockefeller.

Notável apoio corporativo do CFR

Banco & Finanças

Bank of America Merrill Lynch
Goldman Sachs Group, Inc.
JP Morgan Chase & Co
American Express
Barclays Capital
Citigroup, Inc.
Morgan Stanley
Blackstone Group L.P.
Deutsche Bank AG
New York Life International, Inc.
Prudential Financial
Standard & Poor's
Rothschild North America, Inc.
Visa, Inc.
Soros Fund Management
Standard Chartered Bank
Bank of New York Mellon Corporation
Veritas Capital LLC
Kohlberg Kravis Roberts & Co.
Moody's Investors Service

Petróleo

Chevron Corporation
Exxon Mobil Corporation
BP p.l.c.
Shell Oil Company
Hess Corporation
ConocoPhillips Company
TOTAL S.A.
Marathon Oil Company
Aramco Services Company

Complexo Militar Industrial & Indústrias

Lockheed Martin Corporation
Airbus Americas, Inc.
Boeing Company
DynCorp International
General Electric Company
Northrop Grumman
Raytheon Company
Hitachi, Ltd.
Caterpillar
BASF Corporation
Alcoa, Inc.

Relações Públicas, Lobbyistas & Escritórios de Advocacia

McKinsey & Company, Inc.
Omnicom Group Inc.
BGR Group

Mídia Corporativa & Editoriais

Bloomberg
Economist Intelligence Unit
News Corporation (Fox News)
Thomson Reuters
Time Warner Inc.
McGraw-Hill Companies

Bens de Consumo

Walmart
Nike, Inc.
Coca-Cola Company
PepsiCo, Inc.
HP
Toyota Motor North American, Inc.
Volkswagen Group of American, Inc.
De Beers

Telecomunicações & Tecnologia

AT&T
Google, Inc.
IBM Corporation
Microsoft Corporation
Sony Corporation of America
Xerox Corporation
Verizon Communications

Indústria Farmacêutica

GlaxoSmithKline
Merck & Co., Inc.
Pfizer Inc.


The Chatham House

Background & Membros: A Chatham House britânica, como o CFR e o Instituto Brookings nos EUA, possui um longa lista de membros e está envolvida no planejamento coordenado, na administração de percepção, e na execução da agenda coletiva de seus membros corporativos.

Membros individuais populando seu comitê sênior de conselheiros consistem de fundadores, CEOs, e presidentes dos membros corporativos da Chatham House. Os "especialistas" da Chatham são geralmente selecionados no mundo acadêmico e suas "publicações recentes" são geralmente usadas internamente bem como publicadas através da extensa lista de corporações midiáticas que são membros do grupo, bem como através de publicações industriais e médicas. Que os "especialistas" da Chatham House estão contribuindo com artigos para publicações médicas é particularmente alarmante considerando que a GlaxoSmithKline e a Merck são ambas membros corporativos da Chatham House.

Nenhum exemplo melhor desse incrível conflito de interesses pode ser dado do que na atual "revolução colorida" na Tailândia sendo liderada pela firma Amsterdam & Peroff da Chatham House com apoio consistente de outros membros corporativos incluindo o The Economist, o The Telegraph e a BBC.

Em um caso, o The Telegraph publicou, "Protestos tailandeses - análise por Dr. Gareth Price e Rosheen Kabraji", dentro do qual Price e Kabraji fazem uma tentativa desavergonhada de defender os violentos protestos de orientação maoísta financiados pelo Ocidente. Enquanto o The Telegraph menciona que Price e Kabraji são ambos analistas para a Chatham House, eles foram incapazes de dizer aos leitores que o próprio The Telegraph permanece sendo membro corporativo dentro da Chatham House bem como também o é principal lobbyista dos protestos tailandeses, Robert Amsterdam e sua firma lobbyista Amsterdam & Peroff.

Notáveis membros corporativos principais da Chatham House

Amsterdam & Peroff
BBC
Bloomberg
Coca-Cola Great Britain
Economist
GlaxoSmithKline
Goldman Sachs International
HSBC Holdings p.l.c.
Lockheed Martin UK
Merck & Co Inc.
Mitsubishi Corporation
Morgan Stanley
Royal Bank of Scotland
Saudi Petroleum Overseas Ltd
Standard Bank London Limited
Standard Chartered Bank
Tesco
Thomson Reuter
United States of America Embassy
Vodafone Group

Outros membros corporativos da Chatham House

Amnesty International
BASF
Boeing UK
CBS News
Daily Mail and General Trust p.l.c.
De Beers Group Services UK Ltd
G3 Good Governance Group
Google
Guardian
Hess Ltd
Lloyd's of London
McGraw-Hill Companies
Prudential p.l.c.
Telegraph Media Group
Times Newspapers Ltd
World Bank Group

Notáveis parceiros corporativos da Chatham House

British Petroleum
Chevron Ltd
Deutsche Bank
Exxon Mobil Corporation
Royal Dutch Shell
Statoil
Toshiba Corporation
Total Holdings UK Ltd
Unilever p.l.c.

Conclusão

Essas organizações representam os interesses coletivos das maiores corporações do planeta. Elas não apenas possuem exércitos de especialistas e pesquisadores para articular sua agenda e formar consenso internamento, como também usam seu acúmulo maciço de influência indevida na mídia, na indústria, e nas finanças para manufaturar um consenso internacional que sirva aos próprios interesses.

Crer que essa oligarquia corporativo-financeira sujeitaria sua agenda e destino aos desejos ds massas votantes é ingênuo na melhor das hipóteses. Eles tem garantido cuidadosamente que não importa quem chegue ao poder, em qualquer país, as armas, o petróleo, a riqueza e o poder continuam fluindo perpetuamente para suas mãos. Nada indica essa realidade parcamente oculta melhor do que um "liberal" portador do Prêmio Nobel da Paz, devidamente impulsionando para frente uma miríade de guerras "neoconservadoras", e começando mais uma guerra na Líbia.

Do mesmo modo, não importa quão sangrenta sua revolução seja, se a equação acima permanecer imutável, e as bases corporativas intocáveis, nada a não ser as mudanças mais superficiais terão sido feitas, e como no caso do Egito com o títere da ICG Mohamed ElBaradei trilhando seu caminho até o poder, as coisas podem ficar substancialmente piores.

A verdadeira revolução começara quando nós identificarmos a equação acima como os verdadeiros detentores do poder e quando nós começarmos sistematicamente a remover nossa dependência sobre eles, e sua influência sobre nós de nossas vidas diárias. A oligarquia global corporativo-financeira precisa de nós, nós não precisamos deles, independência deles é a chave para nossa liberdade.