02/08/2026

Julius Evola - Dante Templário?

 por Julius Evola

(1951)


Foi por meados do século passado que, no que diz respeito a Dante, começaram a tornar-se de domínio comum dados que atuaram como desmancha-prazeres nos estudos dantescos, destacando, do Poeta e da sua obra, aspectos inesperados e enigmáticos. Esta ação perturbadora manifestou-se sob um duplo aspecto. 

Para os estudos dantescos acadêmicos e, em geral, segundo os critérios estéticos prevalecentes, a obra dantesca só deveria ser considerada à luz da «arte», e todos os elementos de caráter moral (e geralmente além disso não se via mais nada) devendo valer apenas de forma acessória e subordinada. Em segundo lugar, não se nutriam dúvidas sobre a ortodoxia católica de Dante: em Dante gostava-se de exaltar um dos maiores expoentes do pensamento católico medieval.