por Alain de Benoist
(2016)
Dado que este congresso é dedicado, especificamente, ao lucro e à ideologia do lucro, gostaria de tentar mostrar inicialmente em que a noção de lucro se distingue da de benefício e, em seguida, em que a ideologia do lucro se alinha a um modelo antropológico que se poderia definir como o homem da civilização do lucro.
Benefício e lucro são frequentemente considerados sinônimos. No entanto, parece-me que eles não têm exatamente o mesmo sentido e, sobretudo, que não têm a mesma abrangência. O benefício é uma noção muito simples. Em sentido estrito, e não no sentido metafórico do termo, ele se refere ao ganho realizado no momento de uma operação comercial ou de uma troca comercial. Ele corresponde, por exemplo, à diferença entre o preço de venda e o preço de custo, ou ainda ao excedente das receitas sobre as despesas, ou seja, a uma simples transformação da riqueza. Constitui uma riqueza recebida em troca de uma riqueza fornecida.


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