por Simon Bornstein e Alain de Benoist
(2023)
A Europa sempre ocupou um lugar fundamental em seu pensamento. Como você a definiria?
Como um continente, uma origem, um caldeirão de culturas e civilizações, uma série de paisagens que me pertencem e às quais eu pertenço. Uma história complexa que, partindo de raízes que remontam pelo menos ao período paleolítico, nunca deixou de evoluir e se enriquecer com novos elementos. Um continente que dá ao mundo seu eixo geopolítico. E também o berço da filosofia, o que significa muito para mim.
Não é hoje o jugo sob o qual os povos se dobram?
Você está confundindo a Europa e a União Europeia. Como foi implementada por seus iniciadores e continuada por seus sucessores, a construção da UE colidiu com o bom senso desde o início. Ela partiu da economia e do comércio, em vez da política e da cultura. Foi estruturada de cima, sob o domínio de um organismo tecnocrático fiel ao centralismo jacobino e ao princípio da omnicompetência, a Comissão de Bruxelas, em vez de se erigir de baixo, respeitando o princípio da subsidiariedade ou competência suficiente em todos os níveis, desde o mais local ao mais geral.
