por Giandomenico Casalino
(2022)
O verbo latino augeo é o fundamento das palavras: auctoritas, augurium, augustus, augur, auctor, e o fundamento é tão etimológico quanto semântico na natureza, pois seu significado intrínseco é: "enriquecer, aumentar, fortalecer, carregar (algo ou alguém) com energia sagrada e legitimadora" (sobre este ponto ver G. Casalino, Res Publica Res Populi, Forlì 2004, pp. 77 ff.).
Tudo isso sendo aprendido, conhecido e pressuposto, diante da quaestio da natureza da relação, de um ponto de vista fenomenológico, que o Romano, Magistrado e/ou Sacerdote estabelece com o Divino, com o Invisível, é necessário, para a mesma possibilidade de iniciar o discurso em torno do conhecimento da Tradição Romana, colocar o pensamento abalizado de três autores bem conhecidos da cultura tradicional de natureza sapiencial como a base epistemológica da mesma: Julius Evola, segundo o Conhecimento hermético-platônico; Arturo Reghini, segundo o pitágoro-maçônico; Guido de Giorgio, segundo a dimensão sacro-dantesca de seu Conhecimento, com autoridade, embora com linguagens diferentes, em torno da questão acima mencionada, afirmam o mesmo conceito: a característica surpreendentemente única, no panorama do Mundo Antigo, da espiritualidade religiosa romana é a de ser radicalmente diferente de todos os povos e tradições contíguas e coevas aos mesmos e de ser, portanto, de forma evidente e indiscutível, qualificada, em sua essência seca e inexoravelmente eficaz, por uma relação direta, ativa e intensiva, ontologicamente de natureza mágica, com o Divino, onde não existem presenças, realidades ou mediações de qualquer tipo ou espécie: nem mítica, nem simbólica, nem misteriosa, excluindo, portanto, qualquer existência de consórcios, associações, seitas ou irmandades que possam ser comparadas tanto às formas e realidades da experiência mistérica contemporânea à própria romanidade quanto às formas modernas do sectarismo maçônico em todas as suas fenomenologias, pretensamente "esotéricas".









