terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Golpe de Estado: Kiev cai nas mãos do Atlantismo

por Tribulaciones Metapoliticas



"Sou um nacionalista ucraniano! Fora com os ocupantes russos! Viva a RevoluSIÃO!"



Nesses momentos, Soros e Kolomoisky devem estar esfregando as mãos enquanto parafraseiam Einstein: "Há duas coisas infinitas: O universo e a estupidez dos goyim...e sobre o universo tenho minhas dúvidas"

Golpe de Estado: Kiev cai nas mãos do atlantismo/Terroristas ucranianos lutaram contra Rússia na Chechênia e Geórgoa

Os bandos terroristas criminosos financiados por Soros e Kolomoisky, sendo a denominada "Pravy Sektor" ("Setor Direita") a mais importante desses, tomaram ontem a Rada Suprema e fizeram cair o governo legítimo da Ucrânia. Esses denominados "nacionalistas", lacaios sujos e esbirros lambe-botas do imperialismo sionista criminosos, não tomaram o poder para si (como se supõe que fariam se fossem nacionalistas honestos), senão que se limitaram a servir a seus amos, em fazer o trabalho sujo, em servir de esquadrões paramilitares, em preparar o caminho aos que serão os autênticos "líderes", ou melhor dito, os delegados ou administradores coloniais do mundialismo plutocrático na Ucrânia: os palhaços de circo Arseni Yatsenyuk (Baktivshina), Oleg Tyagnibok (Svoboda) e Vitali Klitschko (Udar), todos eles atlantistas convictos, servos de Sião e partidários de enfiar a Ucrânia na "União Européia" e na OTAN o mais cedo possível. Na seguinte foto os vemos muito satisfeitos junto a sua assessora norte-americana Victoria "Nuland" (nome real: Nudelman).



No parlamento, os bandos terroristas irromperam com enorme violência e o portavoz da Rada Volodymir Rybak, de 67 anos, foi vítima de um espancamento, sendo obrigado a se demitir a golpes. Uma vez tomado o parlamento pelos criminosos, apareceram, entre outros títeres, Alexandr Turchinov e Klitschko para se apoderarem do hemiciclo:



Turchinov (à esquerda), sabidamente, é a mão direita da Timoshenko, e hoje foi nomeado "presidente interino". Com outras palavras: A oligarca Timoshenko voltou ao poder. Obrigado nacionalistas ucranianos, oh grandes patriotas!

A primeira coisa que fizeram estes "nacional-revolucionários" (apoiados desgraçadamente por vários supostos terceiro-posicionistas europeus, que cometem o mesmo erro que nos anos noventa, quando apoiaram os croatas de Tudjman, e que não percebem a dimensão geopolítica desse evento catastrófico, e o como estão sendo utilizados esses "camaradas") foi anular a Constituição e restituir a de 2004 (que permite muito facilmente as ingerências externas), destituir o presidente Yanukovich (que afirmou que não vai renunciar) e emitir uma ordem para liberar a oligarca criminosa e saqueadora sionista Yulia Timoshenko. Obrigado, nacionalistas ucranianos, sem vossa ajuda isso não teria acontecido!



Yanukovich e os membros do governo legítimo se viram obrigados a sair da capital em direção a Kharkov e outras cidades orientais, onde contam com um amplo respaldo popular (de fato, a quase totalidade dos eleitores de Yanukovich se concentram no leste e no sul).



Também os efetivos do Berkut se deslocaram às regiões orientais, onde foram recebidos como os heróis que são. Os cossacos de Sevastopol e outras milícias da região autônoma da Criméia estão se organizando contra o golpe ocidentalista. O Exército ucraniano não reconhece a mudança de autoridades em Kiev e segue manifestando que o Comandante-em-Chefe é o presidente democraticamente eleito, Viktor Yanukovich.

A grande diferença histórica entre a parte ocidental e a oriental do país, que se pode observar nesse mapa (os que votaram por Yanukovich e por Timoshenko em 2004 e em 2010) se está polarizando cada vez mais. Não exageramos se pressentimos que está por estalar uma guerra civil entre o oeste e o leste da Ucrânia, uma nação artificial, por certo, como também o era a Iugoslávia.



Provavelmente, o melhor para evitar o derramamento de sangue seria que a parte russófona da Ucrânia (o leste e o sul), denominada Malorossiya (Pequena Russia) declarasse sua independência das marionetes instaladas em Kiev entrando a formar parte da Federação Russa com um status de República Autônoma (como o tem, por exemplo, a Chechênia), e que os ucranianos ocidentais fiquem com sua Timoshenko, e entrem na "União Européia" se tanta ilusão lhes faz: Já verão como se desenganam, dentro de um par de anos. E o descalabro que lhes espera de entrar na "União Européia" o terão mais do que merecido.



Agora, partir para se endividar se disse! Os do FMI esfregam as mãos. Uma vez mais: Obrigado, nacionalistas ucranianos! - Kolomoisky e Soros estão satisfeitos com vossos serviços, oy vey!

Desgraçadamente, os títeres instalados em Kiev não vão permitir de bom grade que Malorossiya se separe, como já revelou o padrinho dos "nacionalistas", o ínclito McCain. Uma guerra civil como na Iugoslávia pode começar, arquitetada pelos mesmos de sempre. E se trata de uma guerra civil com potencial para se converter em guerra mundial.

O que ocorre na Ucrânia é uma síntese dos conflitos da Iugoslávia, Ossétia/Geórgia e Líbia (recordemos que também a Líbia estava dividida entre leste e oeste; e que a revolta começou quando os bandos terroristas se apoderaram de Benghazi).

Os que a essas alturas seguem dizendo "Queremos uma Ucrânia livre, nem UE nem Rússia", por muito bem intencionados que sejam, demonstram não entender nada de geopolítica, nem de realpolitik. Uma Ucrânia distanciada da órbita da Rússia, da telurocracia eurasiática, implica automática - e inevitavelmente uma Ucrânia caindo nas redes da "UE", ou o que é o mesmo, da internacional dourada. Uma Rússia forte representa o auge do multipolarismo, o equilíbrio de poderes continentais, uma garantia de proteção para os povos livres e as nações soberanas. A Rússia não é "imperialista", senão Imperial, algo muito diferente. Uma Rússia debilitada (como na era de Yeltsin) é carta branca para que o globalismo talassocrático se estenda por todo o orbe e aniquile paulatinamente a soberania e a idiossincrasia de todos os povos. Em geopolítica NÃO há uma "terceira posição": Só talassocracia (globalismo) e telurocracia (multipolarismo).



"Somos nancys ucranianos! Fora Rússia! Morte ao comunismo! Fora com a máfia judaica de Moscou!"

Porém tente explicar isso a um "nacionalista" ucraniano... Estes, esbirros (conscientes ou não) do atlantismo, são idiotas úteis, camisinhas humanas, aríetes, bucha de canhão, "freedom fighters" para usar e descartar, como os talibans afegãos. E se os "nacionalistas" ucranianos passarem dos limites e fizerem algo que incomode minimamente aos que movem os fios, acabarão em Guantánamo, como os mercenários da "Al Qaeda" que deixam de ser úteis e se convertem em estorvo.



O mercenário Alexander Muzychko: Lutou na Chechênia para USrael

A propósito da "Al Qaeda", saem à luz dados sumamente interessantes sobre o bando terrorista "Pravy Sektor" que chama a si mesmo "de direita" (algo que jamais faria um autêntico nacionalista, que é sempre de Terceira Via). Ontem teve uma aparição pública na cidade de Rovno o veterano militante dessa organização, Alexander Muzychko. Nessa nota da RT, o titular ("Lutarei contra judeus e russos até a morte") não é o mais importante. (De certo, esse imbecil fala em "lutar contra judeus", enquanto os seus acolheram em Kiev a Bernard-Henri Lévy e a Victoria Nudelman, e facilitaram o acesso à Rada Suprema a "Shalom" Klitschko, sempre sob a supervisão do senhor Kolomoisky (que tem dupla nacionalidade: ucraniana e a outra não precisamos dizer qual é) e com o financiamento do "húngaro-americano" Soros. O "antissemitismo" sensacionalista dos neonazistas ucranianos é uma fachada hipócrita como o "antiamericanismo" dos wahhabitas.

Voltando ao artigo do RT sobre este indigesto indivíduo, lemos que o tal Muzychko, militante histórico do "Pravy Sektor", combateu na Chechênia junto aos terroristas separatistas de Dzhokhar Dudayev:

"Em 1994 Muzychko, alias Sashko Bilyi, chegou à Chechênia para se unir aos separatistas. Tomou parte em várias batalhas contra as tropas federais, sobre tudo na capital Grozny, e pessoalmente destruiu três tanques (...) foi condecorado por seus méritos pelo general separatista Dudayev (...)" (Notícia completa: aqui)



Dudayev com a mesma retórica de Reagan: "Rússia é o império do mal"

O terrorista checheno e ex-general soviético Dudayev é o que, aproveitando o processo de desintegração da URSS, tentou converter a República da Chechênia em seu feudo pessoal separando-a da Federação Russa e dando assim início ao sangrento período das guerras chechenas (1994-1996 e 1999-2002). Para isso se serviu da ajuda da CIA e do wahhabismo (tendo viajado no verão de 1992 à Arábia Saudita e aos EAU para acordar a "importação" à Chechênia de jihadistas takfires e clérigos subversores do Islã tradicional caucásico. Dudayev foi para a Chechênia exatamente o mesmo que Izetbegovic foi para a Bósnia.



De sua parte, o eurasianista Ramzan Kadyrov, atual presidente da República da Chechênia, é bem consciente de que os terroristas ucranianos e os separatistas wahhabitas chechenos servem aos mesmos amos, e afirmou recentemente em sua conta do twitter que se seu OMON (forças especiais chechenas) estivessem em Kiev, a subversão de Maidan não teria sido tolerada.

Porém isso não é tudo. Essa nota do Kyiv Post nos revela que os terroristas do UNA-UNSO (Assembléia Nacional Ucraniana - Autodefesa Ucraniana), de que forma parte o "Pravy Sektor", não só colaboraram com os wahhabitas na Chechênia senão também com o regime sionista da Geórgia na agressão contra a Ossétia do Sul em 2008. Recordemos que o Ministro de Defesa do regime de Saakashvili tinha, como Kolomoisky, dupla nacionalidade: georgiana e vocês já imaginam a outra. UNA-UNSO é a organização dos nacionalistas ucranianos seguidores de Stepan Bandera, um colaboracionista...da CIA. Banderismo: Ultradireita de serviço/GLADIO.



Os "revolucionários do Maidan": Com bandeiras ianques e britânicas, iguais aos "revolucionários líbios" em Benghazi há três anos

"Pravy Sektor" equivale aos wahhabitas (com sua retórica agressiva postiça) e "Svoboda" à "Irmandade Muçulmana" (que são mais "moderados" e tiram fotos com a Clinton ou com McCain). De certo, não se perde a semelhança "casual" entre o logotipo dos partidários de Mursi e o símbolo do "Svoboda":



A Irmandade Muçulmana do Egito...



...e a da Ucrânia

Conclusão: os nacionalistas são um autêntico timo (fraude)...shenko.

Nada os diferencia do FN da Le Pen, do "Forza Nuova" ou de Geert Wilders.

Por sorte, nem todos os nacionalistas europeus caíram na armadilha, e os gregos do Aurora Dourada emitiram um comunicado contra a ingerência sionista na Ucrânia, assim como o líder nacionalista eslovaco Marian Kotleba, que condena o golpe. E Jobbik segue sendo uma interessante referência.

PS:




A Internacional dos Ratos

Ucrânia: Opositores radicais içam bandeiras de terroristas sírios e chechenos em Kiev. http://actualidad.rt.com/actualidad/view/120449-ucrania-extremistas-banderas-terroristas-sirios

Bandeiras de separatistas chechenos e terroristas sírios foram içadas o sábado passado pelos radicais ucranianos na Praça da Independência, epicentro da rebelião antigovernamental em Kiev, junto a da Ucrânia.

Ucrânia, Europa, "protestos pacíficos" contra o Governo...agora estão acompanhados por bandeiras de "cor islâmica" da Coalizão Nacional da Síria na praça Maidan, que se converteu no epicentro dos extremistas que supostamente pugnam para que seu país faça parte da União Européia. A bandeira foi vista ao lado da bandeira azul e amarelo ucraniana e também foi içada por sujeitos que se encontram postados na praça Maidan, segundo revela um vídeo da Ruptly TV. Precisamente sob essa bandeira os extremistas do chamado Exército Livre da Síria (ELS) e vários grupos terroristas islamistas tem estado aterrorizando e massacrando - inclusive degolando - o povo da Síria durante os três últimos anos. A bandeira da chamada "Ichkeria" dos separatistas chechenos, manchados até os cotovelos com o sangue de seus próprios compatriotas, inclusive de crianças - como os assassinados na escola da localidade ossétia de Beslan - e autores de numerosos atos terroristas na Rússia, também foi içada na praça onde estão reunidos os "pacíficos manifestantes" da cristã Ucrânia. "Me chamo Zulikhan. Sou uma chechena, ichkeriyka [partidária de separatistas], muçulmana, esposa, mãe do melhor bebê do mundo. Meu herói é Dudayev [o líder defunto dos separatistas chechenos]", escreve em seu blog uma mulher presente no Maidan. Certeza que essa união de movimentos luta para se unir à Europa? Sabe essa Europa o que realmente rasteja nas barricadas de Kiev?

Um comentário:

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