por Geydar Dzhemal
(2009)
Quem é a medida de todas as coisas?
Existem dois tipos principais de consciência que formam os polos metafísicos entre os quais se encontra a história universal. Um deles é percebido hoje como liberal e moderno, mas, na realidade, é antigo, natural e universal. Os gregos formularam melhor a essência desse tipo de consciência: «o homem é a medida de todas as coisas».
De fato, a especificidade do homem e sua diferença em relação a todos os seres que entram em sua órbita de atenção — dos animais aos anjos — é sua «centralidade». O homem se percebe como o fim da existência, como aquilo por que, segundo a expressão dos gregos, «o ser é e o nada não é».
Claro, esse polo tem versões sérias, tradicionalistas, «espirituais»... Mas também existem versões bastante egoístas e liberais. O antropocentrismo da Grécia Antiga, interpretado pelos magnatas financeiros modernos, se transforma em um hedonismo descarado e agressivo, no qual as grandes revelações dos metafísicos se convertem no pathos do consumo desenfreado. A diferença entre tradicionalismo e liberalismo é evidente!
