segunda-feira, 12 de setembro de 2011
A Idéia de Estado em um Mundo em Ruínas
II Encontro Nacional Evoliano
O II Encontro Nacional Evoliano ocorrido entre 09/Set à 11/Set de 2011 foi um sucesso. Já esperávamos algo muito contagiante, mas o evento surpreendeu à todos e acabou superando as expectativas dos convidados – dos palestrantes, organizadores e ouvintes.
No local, palestraram Marcos Ghio - presidente do Centro Evoliano de América, da Argentina - , Rodolfo da Silva de Souza - doutorando em Filosofia pela UERJ - , ambos sobre os pensamentos de Evola quanto à geopolítica e o paganismo religioso.
Também palestrou Mateus Azevedo – mestre em História das Religiões pela USP - , dando ênfase ao modelo de castas das religiões monoteístas, das culturas indiana, islâmica, judaica, e cristã.
Também foram disponibilizados livros, escritos e trazidos pelos palestrantes, para a venda, sobre os temas político-religiosos, principalmente ocidentais, além de escritos traduzidos ao espanhol – por Ghio – de Julius Evola, da editora Heracles.
Não somente ocorreram palestras, mas debates, alguns filmados, inclusive refeições em conjunto, completando totalmente o ambiente comunitário e intelectual do evento.
Esperamos que o Encontro seja feito anualmente a partir deste e, que se ocorrer, com certeza crescerá a cada edição.
Saudações à todos.
Site oficial do Encontro Nacional Evoliano
http://encontronacionalevoliano.com.br/
Texto escrito pelo blog parceiro, Yrminsul. Obrigado, camaradas.
Em breve postaremos os vídeos gravados no evento, artigos e resumos das palestras.
Céline: um Escritor Ainda Maldito
Há 50 anos desaparecia Louis Ferdinand Céline, o maior escritor do século XX. Seu nome figura – ou melhor, figurava –, na compilação das celebrações nacionais de 2011 publicada pelo Ministério da Cultura. Furor, uivos, histeria... Serge Klarsfeld, presidente da “Associação de filhos e filhas dos judeus deportados da França”, exigiu a Frédéric Mitterrand, ministro da Cultura, “a retirada imediata desta compilação e a eliminação das páginas dedicadas a Céline. Ele não é somente o autor de “Viagem ao Fim da Noite” e “Morte a Crédito”, mas também de panfletos antissemitas, como “Bagatelas Para um Massacre” e “A Escola de Cadáveres”. Klarsfeld ameaça: “Se ele não concordar em renunciar a inclusão de Céline nas celebrações nacionais, esperamos que o Primeiro Ministro ou o Presidente da República tomem alguma determinação. Nossa resposta será dura”. Klarsfeld recordou que a Licra (lobby judaico francês) e ele mesmo pressionaram a François Mitterrand por ter posto uma coroa de flores a cada 11 de novembro sobre a tumba do Marechal Petáin, como gesto de honra ao herói de Verdún. Mitterrand finalmente teve de abandonar o poder em 1993.Então, Jaen Jaurés também deve ter o ostracismo, como Céline?
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Fonte: ID Press
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Ernst Jünger e O Trabalhador: Uma trajetória vital e intelectual entre os deuses e os titãs
Resignei-me em ser Vítima

Certo dia, movida pela curiosidade provinda das minhas inclinações, debrucei-me sobre as colunas da imprensa que se intitulavam do povo.
Andava à cata de companhia... Não é, porventura, verdade que, cada vez que, correndo os olhos pelas páginas de um livro, estamos, a rigor, procurando antes uma companhia do que um roteiro a seguir ou um guia que nos oriente?
Quem sabe se não foi por isso que corri os olhos pela imprensa esquerdista do País? Porém, não encontrei, nem companhia, nem roteiro e nem qualquer guria que me orientasse.
É bem verdade que os jornais do povo esbravejavam contra o capital e contra os capitalistas com o linguajar rude e forte, desmascarando as iniqüidades do regime social, que oprimia o País. Porém, nos detalhes e ainda no fundo da prédica, percebi sem dificuldades a influência de idéias remotas separadas do autenticamente argentino: sistemas e fórmulas alheias aos nossos pontos de vista, concebidas pelas mentes de homens estranhos à nossa cultura e sentimentos nacionais. Notava-se logo que eles desejavam para o povo argentino, não aquilo que ele aspirava. A constatação pôs-me em alerta. Havia outra coisa que ainda repugnava meu espírito: a solução para a injustiça social era a mesma para todos os povos e países do mundo. Eu, porém, considerava inconcebível que, para destruir esse grande mal, fosse preciso aniquilar, concomitantemente algo tão elevado como a Pátria.
Nesta altura, quero deixar claro que até alguns anos passados, muitos sindicalistas argentinos, patrocinados por organizações estrangeiras, consideravam a Argentina e seus símbolos, como meros preconceitos do capitalismo e da religião.
Mais tarde, comecei a desconfiar daqueles veementes defensores do povo. Pela leitura daquela imprensa deduzi que, em minha Pátria, a iniqüidade social só poderia ser banida por uma Revolução, por ventura, internacional, do exterior e conduzida por seres alheios à nossa cultura. Não cabiam, para mim, senão soluções nacionais, resolvendo problemas visíveis, com soluções simples, ao contrário das rebuscadas teorias econômicas. Isto é, optar por soluções patrióticas, próprias para remir o próprio povo. Assim, perguntava-me: Para que aumentar ainda mais os sofrimentos das vítimas dessa injustiça, tirando-lhes os anseios de Pátria e de Fé, a que estão acostumadas? Por conseguinte, seria como tirar da paisagem o firmamento que a emoldura.
Em vez de atacar a Pátria e a Religião, por que tais dirigentes não tratam de uni-las a favor desse mesmo povo? Suspeitei de que aquela gente trabalhava mais para o enfraquecimento da moral da nação do que pelo bem-estar do operariado. Por isso, não gostei da solução.
Embora sabendo pouco da situação global, tinha a orientação do coração e do sentido comum. Pesarosa, voltei às minhas meditações anteriores, convencida de que não possuiria lugar naquela luta inglória. Resignei-me a viver em minha revolta íntima e que, agora, se somava àquela outra, gerada no meu coração, oriunda da deslealdade daqueles pretensos condutores do povo, cuja traição acabara de descobrir. Resignei-me em ser vítima.
sábado, 3 de setembro de 2011
O que é a Casa Pound Itália?

A CPI é uma associação de promoção social constituída e reconhecida legalmente. É um movimento político que trabalha para outra política. Seus militantes são, em sua maior parte, jovens que realizam sua atividade à luz do sol. A CPI é um salto social, uma esperança de insurreição, uma vanguarda do pensamento. É o escudo e a espada de um povo traído, humilhado, vendido e que segue traindo-se a si próprio. É arte, cultura, empenho social – em uma palavra: vida – em um mundo agonizante e plastificado.
Que relação há entre o Blocco Studentesco e a CPI?
Blocco Studentesco é o movimento estudantil que a CPI organizou nas escolas. BS e CPI são o mesmo.
De que se ocupa a CPI?
De política. Do bem da polis. De dar esperança, dignidade, força e vontade. A CPI atua na sociedade que nos rodeia com uma só vontade, que se une em milhares de vozes: mostras, conferências, grupos de estudo, experimentação artística, concertos, cervejarias, comunidade juvenil, ginásios, voluntariado, sindicalismo, provocações midiáticas. E também eleições.
A CPI é um partido?
Em absoluto. A CPI é transversal, livre e criativa. A CPI tem militantes e programas; tem carga ideológica e não dá esperanças de carreira. Assim, não pode ser um partido. Isto não significa que não faça política. Acreditar que somente um partido possa fazer política significa ter uma visão idealizada, oitocentista, superficial, da dinâmica política contemporânea.
Que relação há entre a CPI com os diversos partidos da chamada “direita radical”?
A CPI é externa e autônoma em respeito a qualquer realidade partidária. Fora desta autonomia, pode dialogar e colaborar em igualdade de condições com qualquer partido que deseje ter uma confrontação honesta, que pertença ou não à “direita radical”.

A CPI é um movimento extra-parlamentar?
Em absoluto. A CPI tem militantes, titulares e amigos que trabalham na política institucional, na cultura oficial, nas associações que determinam a vida social da nação. Não é um grupo de marginais sediciosos, de loucos terroristas, nem de cabeças loucas em busca de aventuras. As veleidades rebeldes extremistas não nos interessam, não nos atraem, não gostamos delas. Nós queremos ser protagonistas de nosso tempo, não comparsas de um espetáculo cujo argumento já foi escrito, deixando-nos o papel dos maus, dos subversivos ou dos fanáticos. Não daremos este gosto a nossos inimigos. Acusado de confabular nas sombras contra um regime do qual era, contudo, franco e progenitor, o Comandante d’Annunzio respondeu: “Ardisco, non ordisco” [Não confabulo, me atrevo]. Esse é o mesmo espírito nosso.
A CPI é um movimento xenofóbico?
Em absoluto. As fobias, por sua natureza, são o produto de cérebros débeis e corações quentes. A CPI quer fazer análises e formular soluções, não fomentar obsessões. Análises radicais e não-conformes sem, por outro lado, invocar ao “caminho mais simples”, nem buscar bodes expiatórios. Não nos interessam as guerras entre débeis nem os temores/tremores burgueses. Isto não significa que a condenação da CPI sobre a confrontação do fenômeno da imigração massiva, da sociedade multirracial, da oligarquia que se beneficia desta, ou dos lobbys sociais, políticos e culturais seja menos clara. A imigração massiva é uma faca de dois gumes, que corta a ambos os lados, que desarraiga e humilha tanto ao hóspede como ao anfitrião. Mas reconhecer tudo isto atuando em conseqüência de uma política de preferência nacional e de inspiração identitária não significa ser xenófobo. Significa reconhecer um dado elementar da política: o Estado se é tal, não deve nunca esquecer-se de seus próprios filhos.
É a CPI um movimento anti-semita?
Em absoluto. A CPI repudia a paranóia. Mas, ao mesmo tempo, não admite tampouco chantagens. Por isto, a CPI defende seu direito de criticar qualquer governo ou minoria organizada com um objetivo concreto, sem preconceitos de nenhuma classe, sejam positivos ou negativos.
A CPI é um movimento homofóbico?
O fato de que dois seres humanos do mesmo sexo amem-se e desejem viver livremente sua sexualidade não nos incomoda minimamente. Claro, nem todos vivem tal condição com equilíbrio e bom gosto, mas isto vale igualmente para demasiados casais heterossexuais, já que o bom gosto forma parte do estilo e isto, é claro, não pode ser imposto por lei. Da mesma forma, também não vemos nenhum problema no fato de que tais uniões tenham algum tipo de reconhecimento civil ou administrativo, com a atribuição de determinados direitos e deveres para o casal. Contudo, somos totalmente contrários a qualquer hipótese de adoção de crianças por parte de casais homossexuais.
Está presente na ideologia da CPI o ódio pelo diferente?
Nós lutamos por um mundo plural, no qual as diferenças, sob qualquer forma, sejam tuteladas e incrementadas. Queremos um mundo com povos diferentes, culturas diferentes, religiões diferentes, alimentos diferentes. Queremos um contraste entre formas de existência diferentes, que não degenerem nunca na confusão, nem na desfiguração de suas respectivas identidades. Quem nos acusa de “odiar ao diferente” está simplesmente reciclando um estereótipo jornalístico que explora aquilo que queria denunciar: a pura e simples ignorância. Nosso inimigo é uma ideologia que desde há dois mil anos impõe o igualitarismo e a nivelação e o mundo em uma só dimensão; trata-se da homologação global; é a monocultura da mente; os logotipos onipresentes e o cosmopolitismo progressista. É esta ideologia aquela que explora o verdadeiro “ódio pelo diferente”.
É a CPI um movimento católico?
A CPI é um movimento laico e não confessional. Respeita qualquer credo e qualquer via de acesso ao sagrado como processo individual. Desde um ponto de vista mais político, pensamos, contudo, que um católico (assim como um pagão, muçulmano, budista ou também um ateu) pode aderir-se à CPI sempre que compartilhe de seus programas, idéias, estilos e linguagens. Um católico não pode, contudo, pertencer à CPI se crê que pode continuar, sob nossas bandeiras, uma política de estampa confessional, clerical, reacionária ou neo-guelfa. Sobre estes pontos, não será tolerado nenhum desvio da linha já traçada.
A CPI é um movimento violento?
A CPI faz política, e não vandalismo. Não está interessada em mostrar os músculos. Quer a força serena. Mas, ao mesmo tempo, não pode permitir quem quer que seja de lhe impedir a legitimidade de atuar e de existir. Queremos a confrontação, mas não repudiamos o encontro se este nos vem imposto e nele dependa nossa sobrevivência política e física.
Há mulheres na CPI? Que função tem na organização?
Há muitas mulheres na CPI e estão enquadradas nas coordenações DeA [Mulher e Ação]. Nossas mulheres estão sempre na primeira linha em qualquer ação, aportando cada vez mais uma fundamental contribuição. Na articulação da função individual, atribuída com base no gênero, a CPI repudia tanto a confusão como a submissão. A humilhação da mulher é típica do mundo contemporâneo em seus dois aspectos – materialista-consumista e fundamentalista-monoteísta. O que queremos, contudo, é a complementaridade orgânica entre homem e mulher. Por uma política real da diferença.

Os rapazes da CPI praticam a “cinghiamattanza”. São bestas sedentas de sangue?
A cinghiamattanza – que tirou o sono de tantos moralistas, fanáticos, jornalistas e sociólogos de “talk show” – é um “esporte não-conforme”, cuja carga vitalista somente pode ser negada por aqueles que tenham abertamente má fé. Pratica-se somente entre adultos, voluntariamente. Não é uma “iniciação”, não é um “adestramento”. É jogo, luta e vida. Ninguém está obrigado, ninguém crê realmente em formar parte de uma “casta guerreira” somente pelo fato de portar ludicamente um cinto. É, por outra parte, um momento de reapropriação da corporalidade. Em um mundo que tem com o corpo uma relação complexa, paranóica, decadente; em um mundo que produziu a anorexia, automutilação, castração, cansaço; a nós, gostamos de jogar, redescobrindo a beleza do corpo no suor, a alegria e a ação.
Então, em duas palavras, o que quer a CPI?
Retomar tudo.
CasaPound Itália
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
O Mito da “Crise Econômica”
Todos falam da crise econômica, uns por ignorância, outros por má fé e a maioria por inércia mental. E, contudo, se existe algo que apareça com nitidez mediana é o fato de ser impossível existir crise econômica alguma.
A crise é simplesmente financeira.
Porque, se a Economia é composta de três partes – Produção, Consumo e Distribuição –, a falha está, única e exclusivamente, na última parte, a menos “econômica” das três.
Em efeito, se as máquinas progridem a ritmo geométrico e a demografia ocidental permanece estacionária, quando não em retrocesso, é evidente que a Economia deveria melhorar quase que diariamente e os preços baixarem. Se uma Comunidade produz mais bens e serviços em uma unidade de tempo, sem aumentar sua população ou aumentando a um ritmo claramente inferior à produtividade, baixar-se-iam em espiral os preços pela simples dinâmica dos fatos.
Contudo, todos sabem que não é assim. Por quê? Por que as empresas quebram em milhares por todo o Ocidente, enquanto só progridem insultuosamente os Bancos e entidades de “serviços financeiros”? Como é possível que este fato claríssimo não chame a atenção e provoque a indignação dos demais? Mesmo sem aprofundar-se no problema, sem a necessidade de estudar brevemente a problemática e a operação da Finança, deve parecer claro, até mesmo para a inteligência mais medíocre que, se a produção alcança cotas inimagináveis, faz isso somente por alguns anos, enquanto as pessoas continuam desejando consumir, o atual defeito somente pode ser encontrado na distribuição; isto é, na Finança.
FINANÇA E PODER
Quando aludimos à enfermidade da Distribuição, causadora da atual crise “econômica”, nos referimos, insistimos, à Finança. Com isto, entramos no problema do dinheiro, este instrumento de troca de bens e serviços do qual quase nada se sabe.
Especialmente na Espanha, o desconhecimento acerca da natureza do dinheiro é quase incrível, inclusive entre altos cargos diretivos das empresas. A crença geral é que se trata de uns pedaçinhos de papel com os quais se “compram” coisas.
A realidade é que esses pedacinhos de papel ou metal representam no conjunto de um país ocidental, apenas 4% do que é o verdadeiro “dinheiro”. Em grandes potências industriais, como os EUA, não chegam sequer a 3%.
Na realidade, o que as pessoas chamam de “dinheiro”, não são mais do que uns “trocados”.
O restante é uma fenomenal sobre-estrutura de créditos, manejada por Bancos; ou melhor, pelo sistema bancário. Uma ficção que ameaça levar ao mundo à bancarrota, como já o fez durante a década de 30.
Em toda comunidade humana regida por princípios sérios e éticos, o objetivo da produção é o consumo e não a rentabilidade do capital.
A indústria, a agricultura e os serviços devem cobrir a demanda real – exclusivamente real e não a artificial, gerada por um excesso de publicidade –, e não assegurar benefícios inauditos ao atual sistema usureiro que impera.
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Joaquín Bochaca em "Texto para um programa político de alternativa ao sistema"
Fonte: ID Press