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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Eduard Alcántara - Evola e a Questão Racial

por Eduard Alcántara


Muito se escreveu, a partir do desconhecimento, sobre a postura que o grande intérprete da Tradição, Julius Evola, manteve ao longo de sua vida a propósito do tema racial. Dessa ignorância para com sua obra se chegou a afirmar que pensando na hipotética constituição de comunidade ou organizações de natureza tradicional ao nosso autor não lhe importaria absolutamente a origem/classe racial de seus membros, desde que todos eles defendessem uma visão Superior e Transcendente da vida e da existência. Não lhe importaria, se afirmou, que fossem diferentes grupos raciais e inclusive elementos mestiços os quais integrassem um mesmo "Regnum" ou "Imperium".

Estas errôneas interpretações da mensagem do mestre transalpino partem da ideia de que ao priorizar hierarquicamente seu conceito de "raça do espírito" acima do da "raça do corpo", Evola levaria em consideração, como primeiro e principal critério aglutinador de comunidades o da afinidade de interesses, e de vivências, espirituais de seus integrantes; deixando como anedota irrelevante e secundário a origem étnica dos mesmos.

Estes errados "analistas" ignoram que a natureza e os atributos desta "raça do espírito" que Evola nos descreveu como os que foram próprios do homem indo-europeu que, em suas origens (e ao longo de diversos ciclos heroicos que protagonizou), viveu em harmonia com os parâmetros da Tradição Primordial, ignoram, dizíamos, que são uma natureza e uns atributos que, para nosso autor, somente se poderão despertar no seio de um tipo racial concreto: o do indo-ariano. Mais ainda, defendia Evola a ideia de que entre os subgrupos nos quais se dividem os atuais povos indo-europeus (nórdicos, fálicos ou dálicos, dináricos, alpinos, mediterrâneos ou atlânticos [de parentesco muito direto com o mundo celta], báltico-orientais,...) há um mais apto, inatamente, para reconquistar a essência primigênia do que ele define como "raça do espírito": se trata do tipo nórdico, pois este foi o próprio do homem indo-europeu das origens. Do homem indo-europeu cuja espiritualidade é definida por Evola com os adjetivos de "apolínea", "urânica" ou "solar" e que conhece do sóbrio, da medida, do impassível, do impávido, da "gravitas" e do majestático como padrões internos a seguir no processo de autorrealização e como atributos externos de conduta.

Este ser nórdico teria, para Evola, mais disponibilidade e acessibilidade na hora de tentar recuperar a essência da "raça do espírito" e, uma vez reconquistado este tipo de espiritualidade, consecutivamente poderia se constituir em modelo a seguir pelos outros subgrupos étnicos indo-europeus por tal de que dita reconquista se tornasse também extensível à eles.

No seio da própria Itália, nosso mestre da Tradição propunha a seleção de indivíduos de clara origem nórdica (o ário-romano, segundo denominação sua) que apresentariam uma maior predisponibilidade e predisposição para converter, neles, em ato as potencialidades próprias deste tipo de espiritualidade apolínea. Indivíduos que adotariam a função de arquétipos e exemplos a seguir por tal de aspirar a que o resto dos subgrupos étnicos que habitavam (na época de Evola) a Península Itálica (todos os indo-europeus) empreendessem também o caminho da autêntica reconstrução espiritual.

A postura que estamos tentando determinar se vê refletida nitidamente em uma máxima evoliana que afirma que "a raça é necessária, mas não suficiente". Isto é, que se necessita ser de uma determinada origem racial (neste caso a indo-europeia) para possuir as potencialidades que possam permitir a alguém, se faz uso da liberdade de que goza, empreender o urânico-solar, e heroico, caminho do desapego e da transfiguração iluminadora interiores. Passar de potência a ato no plano da Transcendência é um privilégio da qual dispõem aqueles indivíduos indo-arianos que não se conformem exclusivamente com percorrer pelo mundo perecedouro do devir, mas que se ponham como meta o superar sua condição material finita para chegar ao Conhecimento da Realidade Suprassensível e para aspirar a própria identificação (de dito indivíduo) com o Supremo, imutável e incondicionado.

"A raça é necessária, mas não suficiente", pois de pouco nos serve um indivíduo cujas características físicas possamos classificar como indo-europeias, se esse indivíduo não interioriza certos valores e uma cosmovisão conformes com os quais sempre definiram a maneira de ser e de agir da raça à qual pertence.

O principal tema central de Evola na hora de abordar a questão racial, encontrava-se em superar muitas das doutrinas basicamente biologicistas que circulavam, sobretudo, pela Europa anterior ao fim da segunda grande guerra mundial. Pugnava por não reduzir o homem a sua mera condição corporal e animal, por não deixá-lo convertido no ser mutilado e privado de sua dimensão Absoluta ao qual o começou a reduzir o racionalismo e ao qual o acabou por terminar no materialismo próprio das etapas crepusculares pelas quais está transitando neste dissolvente mundo moderno. Pugnava por preencher a raça do corpo com o componente espiritual que desde suas mais ignotas origens lhe foi consubstancial.

Consubstancial é ao mundo negro um tipo de "espiritualidade" (se é que se pode utilizar este termo) animista e que em nenhum caso vai além do que são os cultos totêmicos. Consubstancial é aos diferentes povos semitas outro tipo de "espiritualidade" que oscila entre a denominada como sacerdotal, demétrica ou matriarcal e a qualificada como ctônica ou telúrica. Consubstancial sempre foi aos indo-europeus a espiritualidade apolínea, urânica, hiperbórea, solar ou olímpica.

"Espiritualidades" como, por exemplo, a matriarcal, lunar ou pelásgica prevaleceram entre o "homo europaeus" somente como consequência de um processo de queda; como o resultado de uma involução que lhe impossibilitou a vivência e a visão direta da Realidade Metafísica conduziu ao plano inferior da crença, da fé e da devoção para com essa Realidade. Por outro lado, para povos como os de origem racial semita um tipo de "espiritualidade" já seja de tipo sacerdotal ou demétrico ou já seja de índole telúrica é no máximo ao qual podem aspirar devido às limitadas predisposições e potencialidades inatas que lhes "oferece" sua origem étnica.

Se tudo o mencionado até este momento, a alguma mente ofuscada em seus errôneos preconceitos não lhe houvessem bastado para deixar de recear sobre a postura que Evola sempre manteve a respeito do tema sobre o qual estamos escrevendo e se ainda houvesse quem acreditasse que nosso autor pudesse admitir algum tipo de mestiçagem não tão somente de caráter cultural mas até racial, deixaremos que seja o próprio grande mestre da Tradição quem fale diretamente e dissipe, assim, qualquer vestígio de dúvida de uma maneira categórica, incontestável e contundente.

Em um artigo intitulado "Teologia do estado nacional", e citando Wilhem Stapel, Evola se posiciona contra "qualquer suposta 'moralidade' de validez universal, isto é, indiferente com respeito à raça e à nação. Cada raça tem sua ética, seu direito, seus costumes, sua religiosidade de formas bem diferentes. Um povo degenera e perece quando assume uma ética estrangeira, ideias e princípios que não são conformes a sua própria natureza. Um povo é eticamente são quando sua ética e seus costumes se encontram em harmonia com seu sangue e com seu espírito inato - se poderia dizer com seus 'deuses'.".

Em outro escrito ("Sobre as diferenças entre a ideia do estado fascista e nacional-socialista") equipara sua postura com a própria que defende o Führer ao afirmar que "Hitler, em um discurso pronunciado em 1.933, em Nüremberg, corretamente reconheceu que a forma física nórdica nem sempre pode se acompanhar de elementos espirituais correspondentes, de modo tal que, a respeito, o extremo critério deve estar dado pelo exame da atitude da alma e do espírito, pelo caráter, pelas obras"; a respeito recordemos de novo, com nosso autor, que "a raça é necessária, mas não suficiente".

Em dito escrito também podemos ler que "quando o fascismo italiano tenha tornado sua a ideia racista" se perceberá claramente "um benefício para nossa Revolução, obstaculizada ainda, em tantos setores, por escórias 'positivistas' e 'oficiosas' ou intelectualistas, e por um estilo que, à parte da raça do corpo, nem sempre poderemos denominar de 'ariano'.".

Em "A Idade Média e Nós" estabelece que "os adversários de nosso tempo são mais que nacionais: bolchevismo, comunismo, judaísmo, plutocracia, maçonaria...".

O caráter que o judaísmo tem de catalisador e acelerador dos processos de decadência que aconteceram ao longo dos últimos séculos, é uma questão que Evola analisou profunda e extensamente ao longo de um bom número de artigos; alguns dos quais foram recompilados em um volume intitulado "Escritos sobre Judaísmo".

Em "O Equívoco Universalista" menciona que "na romanidade crepuscular a cidadania romana foi concedida irresponsavelmente a qualquer espécie de elementos espúrios ou de raças inferiores e a cidade acolheu sem dificuldade cultos e costumes estrangeiros. Assim exatamente este 'universalismo' foi uma das principais causas da ruína da romanidade".

Lemos em "Por um Verdadeiro Direito Europeu" a seguinte queixa: "Dita admissão (a anexação da Turquia à comunidade jurídica das nações europeias que aconteceu no congresso de Berlim) foi concordada por Bismarck com o judeu britânico Disraeli".

Em "Revolta Contra o Mundo Moderno" descreve em um capítulo intitulado "O ciclo se completa" (no parágrafo dedicado aos EE.UU.) e referindo-se ao jazz que: "Nos grandes auditórios das cidades ianques aonde centenas de casais se sacodem como fantoches epilépticos e automáticos diante dos sincopados pretos, é verdadeiramente um 'estado de multidões', é a vida de um ser coletivo que volta a se despertar."

Em sua obra "Orientações para uma Educação Racial" realiza uma síntese de muitos dos assuntos tratados em "Síntese da Doutrina da Raça". Se revisamos, no primeiro destes dois trabalhos, o capítulo "Significação Interior da Raça" nos encontraremos com afirmações como as quais seguem:

"As reações dos indivíduos com repeito às ideias racistas constituem uma espécie de barômetro que revela a 'quantidade' de raça presente neles. Dizer sim ou não ao racismo não é uma simples alternativa intelectual, não é uma escolha subjetiva e arbitrária. Diz sim ao racismo aquele no qual a raça vive ainda; e, pelo contrário, se opõe aquele que buscando desculpas e pretextos em todos os âmbitos a fim de justificar sua aversão e desacreditar o racismo, demonstra que foi vencido interiormente pela anti-raça (aquele no qual as forças originais foram reprimidas, já seja pelo peso dos desvalores étnicos, herdeiros de cruzamentos e de processos de degeneração, já seja por um estilo de vida burguês, afeminado e intelectualizante)".

No capítulo "Consequências do Sentimento de Raça" escreve que "na visão racista da vida toda diferença (inclusive física) é simbólica: o interior se manifesta no exterior, o que é exterior é simbólico, sinal ou sintoma de algo interior; tais são os princípios fundamentais de um racismo completo."

No intitulado "Herança Racial e Tradição" afirma que "Do que um ancestral tanto espiritual como biológico lhe transmitiu, o indivíduo pode, pois, se permanece fiel a sua raça, extrair as forças necessárias para alcançar uma perfeição pessoal e representar a encarnação de um ideal íntegro da raça. Igualmente que pode contaminar essa herança, dissipá-la, pô-la à serviço de determinismo aos quais dão lugar à misturas de sangue e mestiçagens de tal tipo que esta, tarde ou cedo, será extinguida por influências paralisantes ou dissolventes."

Em outro capítulo, "Significação da Profilaxia Racial", pensando nas posses que a Itália tinha na África, nos diz que "Uma das circunstâncias que favoreceram as tomadas de posição 'racistas' da Itália foram exatamente a necessidade de prevenir a mestiçagem de nosso império colonial."

Em "Importância da Teoria das 'Raças Interiores'" lemos:

"Naturalmente, a fisionomia ou ciência da fisionomia, possui aqui um grande papel: dizer que 'o rosto é a expressão da alma', é enunciar um lugar comum, pois o corpo (formas do crânio, proporções dos membros, etc.) têm, para o qual sabe compreendê-lo, uma linguagem cheia de ensinamentos. Daí, a significação exata de ciências cais como a craniologia, o estudo do esqueleto, etc., que, à primeira vista, podem parecer técnicas."

"Uma alma que vive o mundo como algo diante do qual há que tomar posição, como o objeto de um combate e de uma conquista, deveria normalmente possui um rosto no qual as características enérgicas e ardentes refletissem esta experiência interior, junto com um corpo esbelto, grande, enérgico e disciplinado, um corpo 'ariano' ou 'nórdico-ariano'."

"Os cruzamentos e mestiçagens têm por efeito que as almas de uma raça se encontrem no corpo de outras raças, o que provoca a alteração tanto de uma como da outra. Criam verdadeiros inadaptados no amplo sentido da palavra."

No capítulo "A Raça e as Origens" escreve que "Diante do esplendor da pré-história nórdico-ocidental e ariana, as civilizações asiático-orientais aparecem como crepusculares e híbridas, tanto espiritual como etnicamente. O que ocultam, verdadeiramente grande e luminoso, procede, na realidade, da ação inicial civilizadora do núcleo pertencente às raças dominadoras nórdico-ocidentais."

Nas "Migrações Nórdico-Ocidentais" afirma que "a raça das origens está tão presente hoje no povo italiano como pode está-lo no povo alemão, ainda que sufocadas em ambos os casos sob o peso dos desvalores étnicos, de outros componentes raciais e como defeito de processos anteriores de degeneração biológica e cultural."

Nos encontramos em "Raça, Romanidade e História Italiana" com que "quanto mais se estende o antigo império mais se debilita a 'raça de Roma': eleva à dignidade de cidadãos romanos elementos etnicamente discutíveis,..."

Em "O Arquétipo de Nossa 'Raça Ideal'" lemos:

"Quais são as características de nosso arquétipo? Exteriormente é de elevada estatura e com largas costas nos homens. Seus membros estão bem proporcionados. É delgado, enérgico, dolicocéfalo (embora menos que o ser propriamente nórdico). Seus cabelos são morenos; diferentemente de alguns tipos menos puros mediterrâneos, seus cabelos não são cacheados mas ondulados. Os lábios são finos e as sobrancelhas não são grossas. O nariz é fino e longo, reto ou ligeiramente delgado. O maxilar inferior é bastante desenvolvido, embora menos perceptível que no ser nórdico; expressa um ser ativo e pronto para o ataque."

O último capítulo tem por título "Campo Histórico do Racismo Fascista" e nele pondera que "A comunidade de sangue ou de raça será a premissa de base. Mas no interior de tal comunidade, um processo de seleção adequada determinará ulteriores hierarquias em função das quais poderá nascer algo semelhante a uma nova aristocracia: um grupo que (não somente sobre o plano físico, mas em termo de raça heroica, de estilo feito de honra e fidelidade) testemunhará a raça 'pura', isto é, a verdadeira raça ou raça ideal."

No capítulo "Tabus de Nossos Tempos" pertencente aos "Homens e As Ruínas" nos diz: "a raça branca, ao levantar o princípio da autodeterminação dos povos e ao usar tropas de cor em insensatas guerras fratricidas, havia criado uma arma que se voltou contra si própria; arma que não haveria sido muito perigosa se depois os brancos não houvessem sido tomados imprevistamente pela psicose anticolonialista, desconhecendo tudo o que de realmente teve de positivo a colonização, a contrabalancear com o negativo, para os povos africanos, conduzindo-os à um nível ao qual eles jamais haveriam podido chegar por suas próprias forças e capacidade."

"Intelectuais e artistas franceses de esquerda junto ao clã de J. P. Sartre, inventaram e exaltaram a 'negritude' criando um mito no qual o preto jamais haveria podido pensar: a 'negritude', conceito absurdo que queria fazer valer para os pretos algo similar àquilo que para a Itália é a italianidade, para a Alemanha a germanidade, etc."

"Aqueles pretos que tiveram uma cultura, unicamente porque frequentaram os institutos de instrução/educação dos brancos, se apressaram a tornar próprio esse mito."

"Tivemos a ocasião de indicar a negrização cultural ressaltável nos EE.UU., bem visível no campo da música de baile, da arte, das danças, de certos comportamentos típicos, etc.: a infecção depois passou em parte aos povos europeus. Quanto ao demais, alguns expoentes da 'beat generation' protestária norte-americana (em seu período de auge) não haveriam talvez chegado a fazer do preto um modelo e um companheiro (havendo falado Norman Mailer, em um conhecido escrito, do tipo 'beat' como de um 'white Negro', isto é, de um 'preto branco'), enquanto que garotas brancas fizeram uma de suas manifestações protestárias o ir para a cama com pretos?"

"Quanto à promiscuidade social nos EE.UU. se sabe do empioramento do orgulho 'integracionista' e antissegregacionista que entre outras coisas mostra um dos absurdos aos quais conduzem a democracia e o igualitarismo fanático. Na realidade, querer impor a 'integração' é um aberto ultraje àquele princípio da liberdade, que sob outros aspectos se exalta tanto. Ninguém negará nunca a uma família o direito de não acolher e de manter distanciados aqueles estrangeiros que lhe resultassem antipáticos (independentemente das razões de tal antipatia), mas a promiscuidade com os pretos na vida pública se a quer impor por lei em nome ironicamente da liberdade, de uma liberdade compreendida em um só sentido."

"Se fala como de uma abominação do regime do 'apartheid' vigente na África do Sul, interpretando-o como uma 'inadmissível segregação', enquanto que na realidade se trata somente de 'separação': o significado do termo é o de 'estar à parte', estar cada um por si próprio, junto com os seus, não em um regime de opressão, mas de 'desenvolvimentos separados', com a só discrição de que, com base na violência democrática do puro número, uma maioria preta não desalojem os brancos e não se ponha no comando de um Estado que somente os brancos criaram e que somente aos brancos deve sua prosperidade e civilização."

"Os pretos da América do Norte (fanatizados socialmente por agitadores respaldados pelos comunistas) também se puseram a fazer 'racismo', um racismo contra o qual ninguém levanta sua voz, enquanto que todo racismo dos brancos é marcado a fogo como 'nazismo' ou pior."

"... Outra solução seria a de convidar os pretos racistas e os do 'Poder Preto' para irem-se para suas pátrias de origem, nos novos Estados africanos; mas nisso não se pode nem pensar: ninguém o aceitaria, pois os pretos possuem muitas vezes de seus companheiros de raça uma opinião muito pior que a dos brancos; à eles lhes resulta cômodo ficar, ao invés, entre os brancos e conseguir vantagem das estruturas e das instituições de uma sociedade que não foi criadas por eles, mas pelos brancos."

"O que pode acontecer quando o preto tem o poder já se o viu, quanto ao demais, na América do Norte com a experiência dos chamados 'carpet-baggers', quando a demagogia nortista em 1.868 deixou que os pretos fossem democraticamente ao poder na administração dos Estados do Sul derrotados: se teve um regime de corrupção, de incompetência tão grande que em seguida houve que 'dar marcha atrás' para evitar a ruína completa. E se este exemplo parecesse antiquado, se veja o que sucede nos Estados africanos convertidos em 'livres' como consequência da psicose anticolonialista: junto com ridículas imitações simiescas das instituições democráticas europeias se têm conjuração e golpes de Estado repetitivas vezes, rebeliões, lutas tribais, homicídios, desordem administrativa, despotismos primitivos apenas disfarçados."

"À parte da recepção de pretos que se encontram entre os estudantes e que se distinguem muitas vezes por uma arrogância provocativa, e como indivíduos de espantosas atividades em concordância com os 'protestários' de cabelo grande, há que mencionar o compromisso da televisão que somente sabe falar bem dos pretos e não perde ocasião alguma para tomar partido por eles com distorções de toda espécie, que projeta filmes ianques aonde se vê os pretos no papel de juízes, advogados, atores, policiais, e assim sucessivamente, que envolve cantores pretos e a mistura de bailarinas brancas com pretas, de modo tal de acostumar o público à uma comunidade bastarda não privada de perigos, dado o nível moral próprio, lamentavelmente, de nossa população. É um fator de desagregação que se agrega à outros."

Deixamos estes contuncdntes parágrafos dos "Homens e As Ruínas" e vejamos ao que Evola nos escreve, agora, no capítulo "Música Moderna e Jazz" de seu livro "Cavalgar o Tigre":

Em matéria musical "O Ocidente foi buscar os temas de inspiração no patrimônio das raças estrangeiras mais baixas, nos pretos e nos mestiços das regiões tropicais e subtropicais."

"Se pode observar que foi o primitivismo, ao qual regressou o homem do tipo mais recente, especificamente o da América do Norte, foi o qual lhe fez escolher, assimilar, e desenvolver por uma afinidade eletiva, uma música que tem um estilo de tal maneira primitiva, como a música preta, que, além disso, na origem, estava associada à formas escuras de êxtases."

"O fato de que tenhamos destacado tudo isto não implica de nenhum modo que nos associemos às reações moralizantes contra o modernismo neste domínio, apesar da indiscutível contaminação que proporciona, além disso, o elemento negro."

Os comentários que transcrevemos a seguir os podemos encontrar no capítulo "América do Norte Negrificada" que foi incluído no "O Arco e a Clava":

"Se assiste uma negrificação, uma mestiçagem e um retrocesso da raça branca diante de raças inferiores mais prolíficas".

"Os promovedores da denominada 'integração racial' nos EE.UU. não somente defendem a completa promiscuidade racial a nível social e querem que os negros tenham livre acesso a qualquer cargo público e político (pelo qual exatamente poderíamos esperar em um futuro também um presidente negro), mas que não formulam problema algum de que os negros misturem seu sangue com o do seu povo de raça branca."

"A América do Norte se encontra negrificada nos termos não tão somente demográfico-raciais, mas sobretudo de civilização, de comportamento, de gostos".

"Os ingleses obrigaram seus compatriotas da Rodésia a separar-se da Commonwealth, aplicando sanções contra eles, por não se haver submetido à imposição de conceder o voto democrático indiscriminado à masa de população negra, coisa que os haveriam feito sair das terras civilizadas tão somente por eles."

"Por que os 'integracionistas não pedem que um entre os cinquenta Estados da União seja despovoado e cedido para pôr ali todos os negros estadunidenses a fim de que se administrem por si próprios e façam tudo o que queiram sem molestar e contaminar ninguém?'"

"Prescindindo do componente puritano-protestante (o qual, por sua vez, em razão de sua valorização idólatra do Antigo Testamento, expressa não poucas tendências judaizantes), parece que justamente o elemento negro, em seu primitivismo, tenha sido o que deu o tom aos aspectos relevantes da psique norte-americana."

"Aquela brutalidade que é um dos aspectos inegáveis do norte-americano podem bem se definir como de origem negra. Nos 'felizes' dias que aquilo que Einsenhower não se preocupou por denominar a 'Cruzada na Europa' e nos primeiros períodos da ocupação se puderam observar formas típicas de tal brutalidade."

"Não é exagerado dizer que o tonto orgulho dos norte-americanos por sua 'grandeza' de caráter espetacular, pelos 'achievements' de sua civilização se ressente pois também isso da psique negra (primitiva e infantil)."

"Assim é como temos que também o 'integracionismo' social e cultural preto se está difundindo na própria Europa (através de filmes importados e da televisão).... a fim de que o grande público se acostume pouco a pouco com a promiscuidade e perca qualquer remanscente de natural sensibilidade de raça e de sentido de distância."

"O fanatismo que suscitou aquela massa informe e gritante de carne que é a negra Ella Fitzgerald, em suas exibições na Itália, é um fenômeno tão triste como indicativo."

No mesmo capítulo nosso grande intérprete da Tradição ratifica as seguintes impressões expressadas por C. G. Jung:

"As expressões emotivas do norte-americano e, em primeiro lugar, sua maneira de rir, se podem estudar perfeitamente nos suplementos dos jornais ianques dedicados à 'society gossip'; Aquele modo inimitável de rir, de rir 'à la Roosevelt', é visível em sua forma original no negro desse país. Aquela maneira característica de caminhar com as articulações relaxadas, ou bem balançando o quadril, que se vê de forma habitual nos ianques, deriva dos negros... As danças ianques são danças de negros. O temperamento vivo que se manifesta, de maneira particular, na expressão verbal, no fluxo contínuo, ilimitado das conversas que caracteriza os jornais norte-americanos, é um exemplo notável disso; não deriva certamente dos progenitores de estirpe germânica, senão que se assemelha ao 'chattering' de aldeia preta. A quase completa falta de intimidade nos recorda, nos EE.UU., a vida primitiva nas cabanas abertas aonde reina uma completa promiscuidade de todos os membros da tribo."

Ficam, pois, incontestavelmente determinadas as certezas que defendia Evola a respeito do tema racial. Certezas que mantêm uma coerência total ao longo de toda sua vida, pois leve-se em consideração que os fragmentos que aqui reproduzimos correspondem a artigos e a obras escritas e/ou publicadas no transcorrer dos anos 30, 40, 50, e 60 do passado século e que alguns dos livros dos quais foram extraídos foram revisados e ampliados por nosso autor em reedições posteriores nas quais mantem ou acrescenta as reflexões que pudemos ler.

Damos por verdade o fato de que, à partir de agora, ninguém voltará a pensar que Evola dava um papel insignificante à raça do corpo. Mas ainda assim recordamos que o também considerado como "O Último Guibelino" defendia que as características físicas de uma raça representam o reflexo externo da cosmovisão e dos valores que são inatos à ela. Pelo qual a raça do corpo deveríamos de considerá-la e tratá-la como emanação e legado inviolável e inalterável do sacro e Superior.

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Há algum tempo escrevemos um escrito sob este mesmo título. Naquela ocasião começamos por tentar realizar um esboço da "doutrina da raça" que o italiano Julius Evola sistematizou no seu tempo de acordo com os parâmetros que sempre definiram a Tradição e pelos quais se regeram os povos indo-europeus antes de precipitar-se no abismo do crepuscular e deletério mundo moderno. E após dito esboço reproduzimos uma boa relação de reflexões suas, aparecidas em uma representativa quantidade de suas obras, escritas ao longo de várias décadas, nas quais se desvanece totalmente certos equívocos [propalados pela ignorância (sobre o conteúdo da obra de Evola) de uns e a má intenção de outros] existentes sobre o verdadeiro caráter desta "doutrina da raça".

A respeito desta doutrina deveríamos resumir que o autor italiano estabeleceu uma hierarquia entre o que ele classificou como as três raças que formam esse composto que chamamos de "homem". No mais alto desta hierarquia situou o que denominou como "raça do espírito" (formada pelo ser de espiritualidade que no homem indo-europeu sempre foi de natureza solar, celeste, viril, olímpica, operativa, transformadora e ativa). Sob esta e como reflexo de seu caráter nos explicou que se encontra a "raça da alma" (alma como sinônimo de psique ou mente) (cujos atributos definitórios sempre foram tais como a honra, a coragem, a fidelidade, a "gravitas", a austeridade, o autodomínio, o espírito de sacrifício, a sensatez,...). E finalmente nos falou de uma "raça do corpo" que seria a raça física e que sempre refletiria nos rostos de seus integrantes esses atributos de nobreza que relacionamos como definitórios da "raça da alma".

Nos deixou bem claro que ditos atributos de nobreza inseridos na "raça da alma" somente se desenvolvem se o homem é fiel à tradição espiritual que sempre caracterizou a etnia à qual pertencem. Ou dito de outro modo, se é fiel à sua "raça do espírito". Se abandona esta, os atributos da "raça da alma" podem sobreviver, como por inércia, durante um certo tempo mas, finalmente, desaparecerão.

Deste modo quando estes atributos da "raça da alma" tenham desaparecido e tenham sido substituídos por outros externos (externos, neste caso, aos próprios e originários do homem indo-europeu), tais como a pusilanimidade, a covardia, o amor à vida fácil, cômoda e extasiada pelo sensual e pelos mais baixos prazeres, o engano, a perfídia ou o humanitarismo ordinário, pacifista e cosmopolita, quando este aconteça o homem não conhecerá mais do diferenciado e do qualitativo e cairá no marasmo da massa, do quantitativo, do número do medíocre despersonalizado e, consequentemente, cairá em uma misturança niveladora, indiferenciadora e igualitarista não somente em nível cultural mas também racial ou étnico. Igualmente uma perda de força interior motivada por esta perturbação sofrida no seio da "raça da alma" acaba refletindo-se na "raça do corpo" sob a forma de lassidão externa, afeminamento, de expressão inobre, vil, ou astuto ou de rosto bobo e falto de expressão enérgica.

O exposto até agora descreve uma queda que acontece de cima para baixo: começando pela "raça do espírito", continuando pela "raça da alma" e acabando na "raça do corpo". Queda que segue a lógica de uma ideia hierárquica da vida. Mas também deveria de ficar claro que sem o nível inferior (a "raça do corpo") se torna impossível qualquer desejo e tentativa de restauração da integridade perdida do homem (neste caso) indo-europeu, pois é no interior deste homem indo-europeu aonde se encontram em estado larvário, adormecidos e em potencia os atributos célebres da "raça da alma" e a chama desse tipo de espiritualidade concreta própria de nossa "raça do espírito". Atributo da alma e tipo de espiritualidade que deveríamos de nos impor resgatar se queremos aspirar, algum dia, a considerar-nos Homem no sentido integral e atributos da alma e tipo de espiritualidade que em cada raça apresentem umas determinadas peculiaridades e intransferíveis características.

As citações que exporemos a seguir se acrescentam às quais, de nosso autor italiano, já oferecemos no anterior citado escrito que leva o mesmo título que este. Não serão tão numerosas, já que as consideramos como uma ampliação àquelas. Foram extraídas da 2ª edição ampliada da "Raça do Espírito", publicada em março de 2005, pela argentina Edições Herácles. Da 1ª edição já extraímos algumas citações que colocamos, no seu tempo, no artigo aludido. Apresentam estas novas citações um caráter muito evidente na hora de "destruir" mal-entendidos que vão na linha contrária ao que tivemos exposto no parágrafo anterior. Mal-entendidos que vão na linha de afirmar que para Evola a "raça do corpo" não teria nenhum valor enquanto que as essências da "raça do espírito" e os atributos da "raça da alma" estivessem em ação, em vigência. Acreditamos desacreditar e negar de argumentos tamanho abuso e consideramos que ainda mais o farão as seguintes palavras de Evola.

Por isso em um artigo intitulado "Raça e Cultura" e publicado em janeiro de 1934, na revista "La Rassegna Italiana" nosso grande intérprete transalpino da Tradição afirmava que:

"Racismo significa pois reconhecimento de uma determinada diferenciação dos homens como dado originário: relação de um determinado grupo de homens com um 'tipo'; purificação da estirpe que lhe corresponde a respeito dos elementos estrangeiros seja étnicos como culturais; íntima adesão do sujeito à tradição do próprio sangue e às 'verdades' que se encontram intimamente vinculadas com este sangue; eliminação de qualquer mistura espúria".

No mesmo artigo acrescentava:

"Certamente, a preservação da pureza étnica nos deve aparecer como a condição mais favorável para que também o 'espírito' de uma raça se mantenha em sua força e pureza originária."

Em outro escrito intitulado "Raça e Ascese" e publicado em Abril de 1942, na mesma revista sentenciava que:

"O homem ariano possui uma semente de luz, um elemento sobrenatural, um núcleo intangível e soberano, que em outras raças se encontra ausente, ou bem está ofuscado ou, finalmente é sentido tão somente como externo e alheio."

No mesmo artigo anterior escrevia que:

"As relações entre raça e ascese se esclarecem no mesmo momento em que se leve em consideração que, no curso dos milênios, não somente a superior consciência 'olímpica' das raças arianas se sumamente ofuscaram na grande maioria de seus exponentes, mas que cruzas múltiplas introduziram, através de um sangue estrangeiro, também, diferentes formas de sensibilidade e sobretudo de passionalidade e de desejo que hoje em dia se consideram como 'normais' e 'humanas' para qualquer um, mas que não obstante eram alheias à originária alma ariana, ariano-romana e nórdico-ariana. Porém, um dos significados principais de uma ascese bem compreendida é justamente este: reconquistar aquilo que se perdeu; reanimar o estado primordial; neutralizar a influência desmedida da parte instintiva, passional e irracional do ser humano, exasperada sobretudo em ração da mistura com o sangue de raças não-arianas; reforçar aquelas características típicas de natureza 'sidéria', soberana, impassível, que originalmente se encontravam no centro da já mencionada humanidade 'hiperbórea' e de todas as suas ramificações como raça dominadora."
Em outro escrito que possui por título "Valores Supremos da Raça Ariana", publicado em Fevereiro de 1940, na revista "La Difessa della Razza" esclarecia que:

"Para ser realmente 'ariano' os textos indicaram na realidade uma dupla condição: o nascimento e a iniciação. Ariano se nasce, não se torna; nascitur, no fit."

E, por último, no mesmo escrito nos explicava que:

"... é possível descobrir aquilo que, nas diferentes civilizações, testemunha a presença ou o ressurgimento de forças e de tradições pertencentes à arianidade e aquilo que, ao invés, deve se considerar como alteração ou deformação devida à influências e infiltrações de raças e castas inferiores."

Nos parece que, após estes dois artigos nossos escritos sob o mesmo título nos quais a voz de Evola foi a protagonista, é inútil mais comentários e sobra qualquer tipo de esclarecimento a mais.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Entrevista com Richard Lynn

por Alex Kurtagic


O Professor Emérito de Psicologia Richard Lynn é uma referência-chave na literatura sobre bio-diversidade humana. Filho de um renomado botânico, o professor Lynn tornou-se conhecido nos últimos vinte anos por suas pesquisas envolvendo diferenças raciais na inteligência, algo que ele combinou com seu interesse pela personalidade e o desempenho econômico. Meu primeiro contato com seu trabalho foi em 2004, através de seu livro de 2011, Eugenics: A Reassessment [Eugenia: Uma Reavaliação]. Eu me correspondi com ele pela primeira vez em meados dos anos 2000, quando me esforçava para descobrir se havia algum plano para re-imprimir o aguardado acompanhante do volume acima mencionado, Dysgenics [Disgenia] (uma edição nova e atualizada -- algo que eu lhe sugeri posteriormente -- foi publicada há poucos meses atrás). Nesta longa entrevista, descobrimos mais sobre este estudioso de espírito independente, inclusive suas recordações da Grã-Bretanha de sua juventude, o início de sua carreira e seu desenvolvimento profissional. Também temos alguns raros vislumbres de sua vida diária e de sua personalidade.

O sr. nasceu em 1930, como cidadão do Império Britânico. Como o sr. se lembra da Grã-Bretanha de sua infância e o que mais o impressiona, num nível pessoal, quando o sr. a compara com a Grã-Bretanha que o sr. conhece hoje? Quais são alguns dos aspectos da vida diária que eram tidos como obviedades nos anos 30, mas seriam inconcebíveis hoje?

Três coisas me impressionam. Primeiro, houve um imenso incremento no padrão de vida. Até por volta de 1950, telefones, refrigeradores, automóveis e até rádios eram itens de luxo com os quais apenas os muito ricos podiam arcar. Hoje, quase todo mundo possui todas estas coisas, bem como ítens novos, como televisores, telefones celulares e computadores.


Segundo: também até por volta de 1950, a Grã-Bretanha era um lugar onde a lei era levada muito a sério. As taxas de criminalidade eram cerca de 10 por cento do que são hoje. Muitos carros não tinham fechadura porque tinha-se como óbvio que ninguém tentaria roubá-los. Um tio meu ganhava a vida como comerciante de selos. Ele enviava mostruários de selos, cada um dos quais com preço, para compradores em potencial, os quais ficavam com os que queriam e mandavam os mostruários de volta, junto com um cheque por aqueles com que tinham ficado. Não há dúvida de que seria surpreendente para a geração mais jovem de hoje que fosse possível gerir um negócio deste modo.

Terceiro: também até por volta de 1950, a Grã-Bretanha era uma sociedade totalmente branca. Não me lembro de alguma vez ter visto um não-europeu antes desta época. Isto começou a mudar como resultado de dois acontecimentos.

O primeiro foi o British Nationality Act [Lei Britânica de Nacionalidade] de 1948, que conferiu cidadania e o direito de viver na Grã-Bretanha a todos os membros da Comunidade Britânica e do Império. A Comunidade Britânica incluía a Austrália, o Canadá, a Nova Zelândia e a África do Sul, enquanto o Império consistia do sub-continente indiano, cerca de um terço da África sub-saariana, Honk Kong, Malásia, a maior parte das ilhas do Caribe e vários territórios menores. Esta lei significava que quantidades imensas de não-europeus -- cerca de 800 milhões -- tinham o direito de viver e trabalhar na Grã-Bretanha. Curiosamente, as consequências desta lei não foram lá muito debatidas na Câmara dos Comuns. Enoch Powell, na época o novo Primeiro-Ministro, levantou a questão sobre se esta era uma medida sensata e Celement Atlee, o Primeiro-Ministro do governo trabalhista, garantiu que muito poucos súditos britânicos tirariam proveito desta oportunidade. Isto estava errado, claro. Umas poucas semanas depois de esta lei ser aprovada, o primeiro barco — o Windrush— com indianos ocidentais chegou à Grã-Bretanha. A ele se seguiram muitos mais.


O segundo acontecimento responsável pela transformação da Grã-Bretanha em uma sociedade multi-racial foi a adoção da Convenção de Genebra sobre o Status dos Refugiados, de 1951, que permitiu a entrada de um grande número de pessoas em busca de asilo. O resultado destes dois acontecimentos foi que o número de não-europeus (de todas as raças) vivendo na Grã-Bretanha registrados no censo de 1951 era de 138 000. Em 1971, este número tinha aumentado para 751,000 e no censo de 2001 tinha aumentado para 3,450,000. Estes imigrantes não-europeus estão quase que inteiramente nas cidades, em muitas das quais eles hoje constituem aproximadamente metade dos habitantes.

Os tradicionalistas têm uma tendência a romantizar o passado e imaginar que o homem de antigamente era incomparavelmente mais duro, esperto, articulado e independente. Há pesquisas que trazem evidências que apoiam até certo ponto esta visão (por exemplo, o próprio livro do sr., Dysgenics). Mesmo filmes como Scott of the Antarctic (1948) mostram os ingleses em uma classe totalmente diferente daquilo que podemos esperar hoje. Mas será que a visão romântica dos nostálgicos de hoje – muitos dos quais nasceram há apenas umas poucas décadas – realmente está de acordo com as próprias observações do sr. quando jovem? Os ingleses eram realmente assim tão mais durões? A disparidade entre, digamos, um jovem moderno de 25 anos e seus pares de antigamente é realmente tão visível quanto querem que acreditemos?

Os jovens modernos de 25 anos têm um QI mais alto, mas são menos honestos que seus pares de antigamente. Se são mais ou menos durões é difícil dizer.


Quando eu estava crescendo, o ano 2000 estava distante e parecia incrivelmente futurístico. Como o sr. imaginava o futuro durante sua juventude? E, quando ele finalmente chegou, como o ano 2000 diferiu do que o sr. tinha imaginado?

Eu nunca imaginei as mudanças que ocorreram e tampouco muitos outros.

Quais são os textos e autores fundamentais que mais o impactaram durante sua juventude?

Hereditary Genius, de Francis Galton, Cyril Burt and Ray Cattell, sobre o declínio da inteligência genotípica resultante da fertilidade disgênica, e a obra de Hans Eysenck sobre a personalidade.

No fim dos anos 60, o sistema escolar aberto foi introduzido na Grã-Bretanha. Escolas abertas não selecionam em termos de aptidão, o que significou que alunos com habilidades divergentes foram jogados de qualquer jeito nas salas de aula do país e mudaram a atmosfera dentro delas. Como era a atmosfera nas escolas que o sr. frequentou durante os anos 30 e 40? Quais eram seus vícios e virtudes? Que efeito o sr. acha que isto teve na população das escolas escolas abertas, tendo em mente que atualmente elas são frequentadas por 90% dos britânicos?


Eu fui para a grammar school de Bristol, que foi e é uma escola acadêmica de elite, então a atmosfera era acadêmica. As escolas abertas diferem muito, de acordo com onde elas estão e a que população elas servem. No campo, onde as pessoas são praticamente inteiramente indígenas e bastante disciplinadas, eu acho que as esolas abertas são boas. Nas cidades, com suas populações multi-raciais, elas não são tão boas. Há muitas escolas abertas nas quais poucos dos alunos falam o inglês como sua primeira língua, ou sequer o falam, então, isto torna difícil o ensino. As crianças negras, em particular, são um problema, por causa da alta prevalência de um comportamento indisciplinado, em resultado do qual elas são expulsas ou suspensas numa taxa de aproximadamente sete vezes a dos brancos e asiáticos. Há o mesmo problema nos Estados Unidos.

Muitos dos políticos e acadêmicos do establishment que se sentem incomodados por suas pesquisas hoje são um produto direto dos anos 60. Como o senhor via os que se envolveram nas agitações e na subcultura daquela época? O sr. conseguia, como Kevin MacDonald naquele tempo, identificar qual era a daquelas pessoas?

Eu me opus ao chamado movimento "progressista" na educação, que incluía a abolição das grammar schools e sua substituição por escolas abertas, a abolição da seleção por habilidades e assim por diante. Em 1969, Brian Cox, que era professor de Inglês na Universidade de Manchester, apresentou o primeiro dos quatro Relatórios Negros sobre a Educação. Eles eram um ataque contra a educação progressista, um corpo de idéias dos anos 50 e 60 destinadas a produzirem uma sociedade mais igualitária. Os objetivos de suas políticas incluíam o uso de métodos de descoberta ao invés do aprendizado da tabuada e das somas simples pela repetição, a substituição do aprendizado da leitura pela fonética pelo método da palavra inteira, a abolição da seleção por habilidades, o fim dos exames, o desprezo pela ortografia correta como sem importância e o fechamento das grammar schools e sua substituição pelas escolas abertas. Acreditava-se que todas estas coisas tinham até então favorecido as crianças de classe média e eram, portanto, injustas. No fim dos anos 60, muitos destes objetivos progressistas tinha sido alcançado em numerosas escolas. As crianças não se sentavam mais em fileiras de carteiras e ouviam o professor. As carteiras foram jogadas fora e substituídas por mesas ao redor das quais as crianças se sentam, fazendo o que querem.

Naturalmente, selecionar as crianças por habilidade, o tracking, como é conhecido nos Estados Unidos, era desaprovado pelos educadores progressistas, porque identificava algumas crianças como mais capazes do que outras. Em muitas escolas, isto foi totalmente abolido e os professores receberam a tarefa de ensinar crianças de todas as habilidades na mesma sala. Muitos diretores reconheceram que isto era na verdade impossível e criaram vários meios de lidar com o problema.

Mais tarde, em 1969, Cox e Dyson apresentaram um segundo Relatório Negro, para o qual Sir Cyril Burt, Hans Eysenck e eu contribuímos com artigos. Eu escrevi um artigo sobre inteligência e sustentei que o sucesso educacional é determinado principalmente pela inteligência e secundariamente pelos valores adquiridos na família, que a inteligência é amplamente determinada pela genética e que há diferenças de inteligência inatas nas classe sociais que garantiriam que as crianças das famílias de classe média sempre tenderiam a se se sair melhor em qualquer sistema. Eu sustentei que a agenda progressista reduziria os padrões educacionais para os mais capazes e citei os padrões muito mais baixos das escolas abertas americanas em comparação com as seletivas escolas secundárias européias como prova disto. Também sustentei que as grammar schools eram um meio valioso pelo qual as crianças da classe trabalhadora poderiam ascender na hierarquia social. Sir Cyril Burt e Hans Eysenck também contribuíram com artigos que sustentavam teses semelhantes.

Em 1970, Cox e Dyson apresentaram um terceiro Relatório Negro, para o qual eu contribuí com um artigo sobre os argumentos contra e a favor da seleção por habilidade e orientação por aptidão para matérias em particular. Eu revisei os estudos sobre seleção e concluí que ela aumenta os padrões educacionais para todas as crianças. O quarto e último Relatório Negro apareceu em 1977. Eu contribuí com um artigo sobre os méritos e problemas da competição. É um dos artigos de fé dos progressistas que a competição é indesejável e deve ser desencorajada. Eu argumentei que, pelo contrário, a competição é natural, é um motivador para as crianças e lhes apresenta a idéia de que o esforço é necessário para o sucesso e de que o sucesso é recompensador.

Olhando agora para estas disputas dos anos 60 e 70, eu acho que todas as teses que expus em minhas contribuições eram válidas. Perdemos a batalha para salvar as grammar schools, quase todas as quais foram fechadas durante os anos 70 por Margaret Thatcher e Shirley Williams e substituídas por escolas abertas. Mas isto não trouxe a igualdade social buscada pelos progressistas. A maioria dos pais de classe média reagiram mudando-se para áreas afluentes onde as escolas abertas têm padrões relativamente altos ou mandando os filhos para escolas particulares independentes. O efeito disto foi dividir a sociedade mais rigidamente do que antes ao longo de linhas de classes sociais. Vencemos a batalha contra os métodos de jogos e descobertas dos progressistas e no que diz respeito ao tracking e seleção e, no começo do século XX, praticamente todas as escolas abertas haviam adotado o tracking e seleção ou a orientação por habilidades para Matemática, Ciência e Línguas Estrangeiras. No começo do século XX, tornou-se consenso universal entre os especialistas que a inteligência é amplamente determinada geneticamente e isto se tornou amplamente aceito pelo público informado.

Seus trabalhos iniciais foram sobre personalidade. O que o interessou sobre a personalidade? O que o fez querer estudá-la em relação com o caráter e o empreendedorismo nacionais? Percebo que um interesse pelo empreendedorismo e desempenho econômico é recorrente mesmo em seus trabalhos mais recentes.

Eu achei as teorias de Hans Eysenck sobre a personalidade eletrizantes. Elas eram tentativas muito ambiciosas de integrar a teoria da personalidade com o condicionamento pavloviano, o Behaviourismo americano e a Neuropsicologia. Por volta de 1970, eu cheguei à conclusão de que as teorias da personalidade de Hans Eysenck eram excessivamente ambiciosas e ele chegou à mesma conclusão por volta da mesma época.

Eu comecei a tratar da relação entre personalidade e caráter nacional porque em 1967 assumi um cargo no Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais de Dublin. A tarefa era trabalhar com problemas econômicos e sociais na Irlanda, então eu dei uma olhada nas características demográficas e epidemiológicas da Irlanda para ver se eu poderia encontrar problemas com que pudesse lidar. A primeira coisa que percebi foi que os irlandeses têm uma taxa excepcionalmente alta de psicoses. Eu sabia, por meu trabalho anterior sobre a ansiedade, que a ansiedade é baixa em psicóticos crônicos hospitalizados, consistindo sobretudo naqueles com esquizofrenia simples e depressão retardada. Eu me perguntei se um baixo nível de ansiedade na população poderia explicar a elevada taxa de piscose e olhei os outros dados que puderiam corroborar a teoria. Descobri que os irlandeses tinham uma taxa excepcionalmente alta de consumo calórico per capita entre todas os países, o que também é uma função de um baixo nível de ansiedade. O próximo passo foi verificar se havia uma associação entre a taxa de psicose e o consumo de calorias entre os países, então eu chequei isto examinando-os nos 18 países economicamente desenvolvidos para os quais há estatísticas confiáveis. Descobri que a correlação era de 0.58. Achei que este era um começo promissor, então comecei a procurar por outros fenômenos que pudessem dar maior substância à teoria. Olhei as taxas de suicídio. Estes são funções da elevada ansiedade, então, se os irlandeses tivessem um baixo nível de ansiedade, eles deveriam ter uma baixa taxa de suicídios. Descobri que a taxa de suicídio na Irlanda era extremamente baixa, e de novo chequei se o suicídio estava associado, entre os países, com minhas outras duas variáveis. De novo, descobri que estava. A taxa de correlação da psicose era de -0.50 e, com o consumo de calorias, era de -0.26.

Até aí, tudo parecia se encaixar na teoria, mas então esbarrei num problema. Uma variável óbvia para se olhar era o consumo de álcool e o alcoolismo. O álcool é um reconhecido redutor da ansiedade, então, em um país de ansiedade supostamente baixa como a Irlanda, as pessoas não deveriam beber muito álcool e não deveria haver muitos alcoólatras. E no entanto, afirmava-se em geral que os irlandeses tinham sérios problemas de alcoolismo. Eu chequei os fatos sobre o consumo de álcool e o alcoolismo na Irlanda. Descobri que o consumo per capita de álcool era baixo na Irlanda e que o alcoolismo medido por taxas de mortalidade devido a cirrose hepática (o índice usual para o alcoolismo) também era baixo. Então, acrescentei estes dados às variáveis para a medida de ansiedade nacional e descobri que se encaixavam bem. Por exemplo, a correlação entre as taxas nacionais de mortalidade devido à cirrose hepática e a taxa de psicose era de -0.49.

Em seguida, descobri quatro variáveis que se encaixavam na teoria. Eram elas as taxas de mortalidade por acidentes de trânsito como um índice de alta ansiedade, as taxas de mortalidade por doenças das coronárias e consumo de cafeína e cigarros como índices de baixa ansiedade. Todas elas se encaixavam na teoria. Analisei em temos fatoriais as inter-correlações e descobri um fator geral que explicava cerca de 50% da variação. Eu identifiquei este fator geral como ansiedade.

O passo final foi tratar as nações como se fossem indivíduos e usar os dados para dar a elas notas, de acordo com o fator de ansiedade. O resultado foi que a Irlanda apareceu como um país com o menor nível de ansiedade. Aí eu olhei os outros países para ver se havia um padrão geral. Era evidente que os países do norte da Europa tinham baixos padrões de ansiedade, enquanto que os países do sul da Europa e o Japão se destacavam como os países de alta ansiedade. Era impossível evitar a conclusão de que há diferenças genéticas na ansiedade entre as sub-raças do norte e do sul da Europa e entre o Japão e os europeus. Esta foi minha primeira incursão no campo espinhoso das diferenças raciais.

Com relação ao empreendedorismo, eu tenho um interesse de longa data em fatores psicológicos que contribuem para o crescimento econômico e um importante fator para isto é uma forte cultura empresarial.

Qual seu livro favorito daquela fase e por quê?


The Dynamics of Anxiety and Hysteria, de Hans Eysenck (1957), seu mais ambiciosos livro, o qual, como eu notei, tentava integrar a teoria da personalidade com o condicionamento pavloviano, o Behaviourismo americano e a Neurofisiologia. Hans Eysenck gostava de formular teorias grandiosas e eu tenho o mesmo gosto.

Como o advento do micro-computador e então da Internet mudaram o modo como o sr. escreve e pesquisa? Como era, em comparação, conduzir pesquisas científicas e escrever monografias com a extensão de livros nos anos 60 e 70? Tenha em mente que o britânico médio mal se lembra de como era o Windows 3.1, então, algumas cores pitorescas seriam desejáveis.

O micro-computador e a internet tornaram a pesquisa e a escrita muito mais fáceis. Antes deles, escrevíamos artigos e livros à mão e uma secretária os digitava. Inevitavelmente, ela cometia erros, então era preciso ler com cuidado todo o texto digitado para detectá-los e mandar a página ser re-digitada. Às vezes, novos erros apareciam na segunda digitação e a página tinha que ser novamente digitada. Tudo isto era muito incômodo e consumia muito tempo.

O sr. descobriu o QI sul-asiático oriental médio mais alto em 1977 [N. do T: deve haver um erro do entrevistador neste trecho: ele deve estar se referindo ao QI NORTE-asiático] – r sultados provisórios que foram posteriormente confirmados e que parecem ter definido sua carreira posteriormente. Como seu livro de 1988 sobre o Japão foi recebido na época?

Trata-se de Educational Achievement in Japan [Sucesso Acadêmico no Japão] e era sobre o sistema educacional japonês e como explicar os padrões muito altos, em comparação com os da Europa e Estados Unidos. Ele concluía que os principais fatores eram o QI mais alto dos japoneses, a forte motivação resultante de exames competitivos, a escolha do currículo pelo governo e o ano escolar mais longo. Ele foi quase sempre bastante bem avaliado, embora alguns resenhistas tenham ficado insatisfeitos com minha conclusão de que exames competitivos geram uma forte motivação para que se trabalhe duro pelo sucesso acadêmico.


Desde então, e especificamente dos anos 90 em diante, suas pesquisas se tornaram cada vez mais destemidas em lidar com temas que são inconvenientes para nossa atual safra de acadêmicos, midiocratas e políticos. Desde os anos 90, parece que de poucos em poucos anos a imprensa explode em indignação com alguma descoberta do professor Richard Lynn. O que acontece nestes dias em que a imprensa faz um zum-zum-zum sobre suas pesquisas?

Inevitavelmente, fiz muitos inimigos, mas não posso dizer que isto me incomode. William Hamilton, em sua resenha sobre meu Dysgenics, disse que eu devo ter o queixo bem duro e eu suponho que ele está correto em relação a isto.


Escrevendo para o Daily Telegraph, Steve Jones referiu-se ao sr. e a J. Philippe Rushton como 'ultrapassados', sugerindo que perspectiva do sr. pertence aos velhos dias ruins e a dele à moderna Grã-Bretanha progressista. No entanto, Jones tem 67 anos, tendo nascido durante a Segunda Guerra, e Rushton, que parece muito mais jovem, é só quatro meses mais velho. E mais, me parece que, dadas as crescentes evidências da genética, a perspectiva do sr. e de Rushton representa o futuro e a de Jones o passado. Pior: um outro proponente da igualdade, Richard Nisbett, que também apareceu no programa sobre Raça e QI do Channel 4 em que o sr. e Rushton apareceram em 2009, confia, segundo ele mesmo admite, em dados coletados nos anos 30(!) Quando eu trouxe à sua atenção a última pesquisa do sr. sobre raça, QI e cor da pele, Nisbett disse que não precisava lê-la. Quais suas impressões sobre o comportamento extraordinário exibido por estes cavalheiros?

Eu hesitaria em dizer que Steve Jones e Richard Nisbett são desonestos. Para lhes dar o benefício da dúvida, acho que eles têm fortes compromissos ideológicos que lhes impedem de ver a verdade.


Durante os últimos 15 anos, o sr. escreveu numerosos aritgos de pesquisa, nada menos do que 7 livros científicos e ainda encontrou tempo para dar entrevistas à televisão e à imprensa e falar em conferências no exterior. Isto demonstra um nível prodigioso de energia, mesmo para um homem da sua idade. Em face de tamanha produção, há dez anos eu imagino que o sr. passe cada minuto de vigília na frente do computador, um tornado humano de dados sendo analisados. Dê-nos um vislumbre de um dia típico para o professor Richard Lynn.

Eu normalmente começo a trabalhar por volta das 9 da manhã e trabalho até 1 da tarde. Então, faço um leve almoço, durante o qual eu ouço as notícias. Faço uma sesta entre cerca de 2:15 até 3:30. Então, tomo uma xícara de chá e trabalho de cerca de 4:15 até cerca de 7:30. Então, eu me junto a minha mulher, leio o jornal, às vezes assisto um pouco de TV ou leio um pouco. Dois dias por semana eu e minha mulher jogamos bridge no Bristol Bridge Club. O bridge requer uma boa memória e também a capacidade de inferência lógica e percebo que elas não se deterioraram, então o temível Alzheimer parece não ter atacado – ainda.


Do que o sr. mais gosta na vida diária no começo do século XX e o que o sr. acha mais frustrante?

Sou profundamente pessimista em relação ao futuro dos povos europeus, porque a imigração em massa do Terceiro Mundo levará estes recém-chegados a se tornarem maiorias nos Estados Unidos e na Europa Ocidental no presente século. Eu acho que isto significará a destrição da civilização européia nestes países. Acho que os cenários são apenas levemente melhores para o Canadá, a Austrália e a Nova Zelândia. A civilização européia pode sobreviver na Europa Oridental, incluindo a Rússia. Entretanto, a Europa Oriental não será páreo para a China. Com a introdução de uma economia de mercado, ela tem se desenvolvido rapidamente durante as últimas décadas e estima-se que ultrapasse os Estados Unidos para se tornar a maior economia do mundo em aproximadamente 10 anos e já em 20 anos o PIB chinês estará a caminho de ser o dobro dos Estados Unidos. Com seu QI médio de 105, sua poderosa economia e sua grande população de cerca de 1.3 bilhões, parece intevitável que a China se tornará a super-potência mundial em algum ponto deste século e provavelmente mais cedo do que mais tarde. Sou profundamente grato à existência dos japoneses, chineses e coreanos. A tocha da civilização passará para eles.

Seu estilo literário resume minha concepção de prosa científica: fria o bastante para congelar o hélio. E no entanto, Eugenics: A Reassessment, destaca-se de todos os outros livros no sentido de que foi escrito no estilo mais frio que se possa imaginar; se Spock tivesse sido um andróide, ele teria escrito desse jeito. Esta foi uma decisão consciente? Eu sei que os autores de The Bell Curve, por exemplo, se preocupavam com uma reação hostil a um tema controverso.

Sim, eu tento manter minha escrita tão fria e desapaixonada quanto possível. Eu acho que o falecido Stephen Jay Gould é um bom exemplo do oposto que é melhor evitar.

Muitos se sentem perturbados com a disparidade entre os padrões de vida entre os países desenvolvidos e a África sub-saariana e programas de desenvolvimento visam reduzir esta disparidade. Os esquerdistas põe parte da culpa pela performance econômica ruim da África em uma onda temporária de imperialismo europeu que terminou há meio século atrás. No entanto, eu sustentaria que os programas de desenvolvimento são uma forma de imperialismo europeu, já que uma sociedade é considerada desenvolvida na medida em que ela converge para o modelo europeu. Além disto, eu sustentaria que os povos da Áfria sub-saariana não deveriam ser de modo algum forçados a se 'desenvolverem'. Quais suas opiniões sobre o assunto? A África sub-saariana deveria ser desenvolvida ou deveríamos nos limitar a administrar um processo de desindustrialização? Ou há razões, dados os imensos depósitos minerais da África, para alguma forma de colonialismo?

Tatu Vanhanen e eu discutimos o problema da África sub-saariana em nossos livros IQ and the Wealth of the Nations [QI e a Riqueza das Nações] (2002) e IQ and Global Inequality [QI e Desigualdade Global] (2006). Somos pessimistas em relação a seu futuro e duvidamos que algum dia se desenvolverá econômica e culturalmente, porque acreditamos que seu baixo QI é amplamente determinado geneticamente e inalterável.

O seu último livro foi recentemente publicado e aborda a inteligência judaica. Fale-nos sobre este novo livro.

É o The Chosen People: A Study of Jewish Intelligence and Achievement [O Povo Eleito: Um Estudo da Inteligência Judaica e suas Realizações]. Ele resume as evidências de que os judeus ashkenazi (europeus) tem elevada renda média, sucesso educacional, saúde, status sócio-econômico e realizações intelectuais em todos os países onde estão ou estiveram presentes em números significativos e sustenta que uma grande parte da explicação para isto é que os judeus têm um elevado QI médio, que eu estimo em 110, com base em estudos na Grã-Bretanha, Canadá, Israel, Polônia, e Estados Unidos. Eu atribuo parte da explicação para o elevado QI judaico como sendo devido a práticas eugênicas, mas outros fatores estão envolvidos, e mais visivelmente a perseguição aos judeus, que extirpou os menos inteligentes.

Há mais livros em curso, ou ao menos sendo considerados?

Uma Segunda Edição Revista de Disgenia foi publicada em 1 de junho de 2011. Ela atualiza as evidências de fertilidade disgênica em países economicamente desenvolvidos e contem dois capítulos novos. O primeiro deles documenta o declínio do QI mundial resultante da elevada fertilidade das populações com um baixo QI em todo o mundo, em comparação com a baixa taxa de fertilidade em populações com um elevado QI. O segundo se ocupa dos efeitos da imigração sobre a inteligência das populações dos Estados Unidios e da Europa Ocidental, no qual eu sustento que a maioria destes imigrantes tem QIs inferiores ao das populações anfitriãs e que, portanto, à medida que suas porcentagens nas populações anfitriãs aumentarem, o QI das populações inevitavelmente declinará.

Por fim, como o sr. gostaria de ser lembrado daqui a 100 anos?

Mais ou menos do mesmo modo que Thomas Malthus, que foi enterrado na Abadia de Bath, em 1834, há cerca de 15 milhas de onde escrevo isto. Malthus ficou famoso com sua teoria de que os padrões de vida nunca poderiam subir, porque, quando isto começasse a acontecer, as populações cresceriam e consumiriam o excesso de produção, reduzindo a população a seu nível anterior de pobreza. É claro que ele estava errado sobre tudo isto. Ainda assim, foi uma boa teoria. Seu epitáfio na Abadia de Bath diz o seguinte:

Thomas Malthus foi um dos melhores homens e mais honestos filósofos de qualquer época ou país, criado pela dignidade espiritual nativa acima dos equívocos dos ignorantes e da negligência dos grandes. Ele viveu uma vida serena e feliz, devotada à busca e comunicação da verdade, amparado por uma calma porém firme convicção da utilidade de seus trabalhos, satisfeito com a aprovação dos sábios e bons. Seus escritos serão um monumento duradouro à extensão e exatidão de seu entendimento. A integridade imaculada de seus princípios, a equidade e candura de sua natureza, sua doçura de temperamento, urbanidade de maneiras, ternura de coração e sua benevolência são as recordações de sua família e amigos.
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Tradução: DEXTRA

Fonte: Wermod & Wermod
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[Fim da entrevista]

O primeiro dos comentários à entrevista de Lynn me chamou a atenção:

rickj2

Sim, os asiáticos orientais têm um QI médio mais alto que os de ascendência européia (105 vs. 100). Já escrevi que isto não é importante para o progresso de uma civilização. O que é fundamental e determinante é o número de indivíduos na categoria de "gênio". E o Ocidente tem uma variabilidade muito maior de QI contida em seu pool populacional do que qualquer outro grupo. A Curva do Sino leste-asiático exibe um gráfico mais compacto, porém mais estreito, enquanto que a dos ocidentais é mais amplo. Isto siginfica que, embora tenhamos muito mais idiotas, também temos muito mais gênios, tanto em termos absolutos quanto relativos. Para o progresso da espécie, a humanidade PRECISA do Ocidente.

sábado, 27 de agosto de 2011

Lawrence Auster - Minhas Opiniões Sobre Raça e Inteligência

por Lawrence Auster


ÍNDICE

I. Introdução: Minhas Opiniões sobre Raça e Inteligência

II. A evolução das opiniões de um indivíduo sobre as diferenças raciais na inteligência

III. QI e Inteligência

IV. Diferenças no Estilo de Pensamento

V. A “Ilusão de Ótica”

VI. Resumindo

VII. Apêndice: Carta de Lawrence Auster a Charles Murray, co-autor de The Bell Curve.

I. Introdução: Minhas opiniões sobre raça e inteligência

A questão da raça e inteligência tem surgido de tempos em tempos na VFR, então achei que nossos leitores poderiam se interessar por este rascunho até aqui inédito, escrito em 1995, no qual eu recapitulo o desenvolvimento, até aquela época, de minhas próprias idéias sobre este assunto de vital importância. Espero que o documento seja lido com o mesmo espírito experimental com que eu o escrevi. A pior coisa da atual situação racial é o silenciamento de uma discussão necessária e, mesmo se minhas idéias estiverem erradas ou exageradas em alguns pontos, deve-se começar por algum lugar.

II. A evolução das opiniões de um indivíduo sobre as diferenças raciais na inteligência - Lawrence Auster Fevereiro de 1995

Com a publicação de The Bell Curve [A Curva do Sino], vemos o fenômeno fascinante de jornalistas da imprensa mainstream e intelectuais lutando, a maioria deles pela primeira vez, com os fatos desagradáveis sobre as diferenças racias na inteligência. Embora este seja um evento histórico, também pode parecer bastante desanimador. Exceto pelos autores que demonizam os co-autores do livro, Charles Murray e Richard Herrnstein, o que era de se esperar, mesmo aqueles esquerdistas e conservadores mais ponderados que admitem (de má-vontade) o assunto da raça e inteligência no debate o cercam com tantas ressalvas que o tornam quase que insignificante. Assim, William Buckley reconheceu a realidade da diferença racial de QI, mas então citou Murray e Herrnstein dizendo que ela não era importante. Scott McConnell, do New York Post, disse que o QI pode ser mudado. Jacob Weisberg, da revista New York, um esquerdista realmente osso-duro de roer, colocou ainda mais cercas, evasivas e saídas de emergência em torno do assunto. Infelizmente, Murray e Herrnstein já haviam preparado o palco para este tratamento intelectualmente não-sério de seu trabalho, ao minimizarem a idéia de diferenças raciais ao mesmo tempo em que a promoviam. Murray, em suas várias aparições na televisão, tem sido estarrecedoramente evasivo a respeito do verdadeiro conteúdo e significado de suas idéias. (Eis aqui uma carta que escrevi a Murray sobre isto [anexo]).

Por mais desanimador que isto seja, precisamos reconhecer que esta é uma etapa natural e previsível no desenrolar das reflexões, que vai levar algum tempo para chegar à clareza. Isto não acontece de uma vez, mas atravessa necessariamente vários estágios. Isto porque a questão da raça e inteligência não consiste, como muitas pessoas parecem imaginar, em uma só idéia, ela consiste em uma constelação de idéias, que devem ser apreendidas uma de cada vez, até que o panorama mais amplo surja à vista. Para ilustrar isto, eu gostaria de contar a história do envolvimento de um não-especialista – a saber, eu mesmo – com estas idéias. A experiência por que passei pode ser comparada a olhar o mundo através de lentes levemente desfocadas, e aí ir ajustando lentamente o foco, até que o que estava embaçado ficasse claro. Ou é como algo no fundo do campo visual de alguém lentamente se movendo para o primeiro plano.

Neste processo, as racionalizações e evasivas se esvaem, às vezes gradualmente, às vezes através de insights surpreendentes que revolucionam todo o modo de pensar do indivíduo. Ao falar de minhas próprias experiências com estas idéias, à medida em que elas me vieram uma a uma, eu posso talvez oferecer ao leitor uma abordagem mais abrangente, mesmo que não-sistemática, para a compreensão deste assunto.

III. QI e Inteligência

Em meados dos anos 80, a revista New York exibiu uma matéria de capa sobre as tensões crescentes entre os negros e os judeus. O artigo apresentava números sobre as notas dos negros no SAT que eram absolutamente chocantes, por exemplo, que nos Estados Unidos inteiros, só cerca de 100 negros em qualquer ano escolar dado faziam mais de 700 pontos nos testes verbais do SAT. O que isto significava para mim era que o número de negros no topo das capacidades acadêmicas era praticamente inexistente. Então, não era mais de se surpreender que houvesse tão poucos negros nas profissões intelectuais.

Entretanto, neste momento, não tirei quaisquer conclusões mais profundas disto com relação à inteligência negra. Os dados para mim não sugeriam que as notas no SAT se relacionassem com algo que eu chamasse de "inteligência" ou que tais diferenças fossem permanentes, mas só que, como os negros estavam naquele nível, era irrealista esperar igualdade proporcional em todas as profissões, e em particular havia esta ausência chocante de negros nos níveis mais altos da capacidade lógica e verbal.

Em 1990, conheci Michael Levin quando ele era anfitrião de um encontro da National Association of Scholars em seu apartamento em Manhattan, por volta da época em que ele estava recebendo os primeiros ataques por suas declarações sobre a inteligência negra. Adquiri uma cópia do polêmico artigo do professor Levin no periódico trimestral australiano Proceedings, que continha a frase “O negro médio é significativamente menos inteligente do que o branco médio”. Após lê-lo e também ouvi-lo sendo entrevistado em um programa de rádio, escrevi uma carta para ele, na qual, talvez contraditoriamente, expressei tanto admiração por sua coragem quanto receio de que ele estivesse sendo seco demais; mais especificamente, sugeri que, ao invés de dizer que “os negros são na média menos inteligentes”, ele poderia dizer que “os negros são, na média, menos capazes nas habilidades intelectuais medidas nos testes de QI” – uma terminologia que, sustentei eu, seria mais precisa e menos rebaixante para os negros.

Ao mesmo tempo, entretanto, admiti a Levin que uma linguagem seca poderia ser o único meio de se chegar a estas idéias proibidas. A experiência em anos posteriores provou que o correto era isto. Comecei a achar que Levin, ao afirmar a verdade proibida num inglês simples, ao invés de em termos técnicos ou eufemismos, fora um pioneiro. A razão para isto é que sem aquela aterrorizante palavra, “inteligência”, como em “os negros são na média menos inteligentes do que os brancos”, a difícil verdade desta matéria não entra em nossas mentes. Nós sempre podemos fugir da verdade, imaginando que o que está em questão é algo secundário, como “a capacidade de se fazer testes”.

Aí havia a questão sobre se os testes de QI medem algo de real. Embora isto seja amplamente demonstrado na literatura e eu não queira entrar muito nisto aqui, uma descoberta fundamental que provou de forma satisfatória para mim a validade do QI é sua previsibilidade – um ponto bem estabelecido por Murray e Herrnstein em A Curva do Sino. Podem-se apresentar todos os tipos de argumentos metafísicos sobre o QI ser apenas a "capacidade de se fazer testes de QI," ou sobre ele "não medir a criatividade" e assim por diante. Mas como Murray e Herrnstein demonstram com detalhes exaustivos, baseados nos dados do National Longitudinal Study of Youth [Estudo Longitudinal Nacional da Juventude], se se aplica um teste de QI, a grande amostragem de jovens de 14 anos, fazendo o controle para o contexto socioeconômico, dez ou vinte anos depois, o que eles alcançaram na vida terá uma forte correlação com os resultados destes testes. Este, eu acho, é o argumento definitivo para a validade do QI. [2]

Em 1991, quando o New York Post condenou Levin como racista, eu escrevi uma carta ao jornal defendendo suas idéias. Esta foi a primeira vez que eu abordava o assunto em forma impressa.

Naquela carta, eu via a diferença do QI, no sentido de que ela significava que não se poderia esperar que os negros fossem capazes das mesmas realizações intelectuais que os brancos e que uma menor representação dos negros nas profissões não se devia ao racismo. Entretanto, eu ainda achava que as realizações inferiores dos negros poderiam se dever a fatores “culturais” e, portanto poderiam, potencialmente, ser elevadas, de modo a igualarem as dos brancos. O ponto mais importante para mim era que, do jeito que os negros estão agora, não se poderia esperar que eles fossem capazes das mesmas realizações que os brancos e que a ação afirmativa estava, portanto baseada em premissas erradas. Eu não estava particularmente interessado no grande debate sobre “ambiente versus genética”, já que o tópico me parecia metafísico. Eu me sentia e ainda me sinto ofendido pelas constantes referências aos “genes” como sendo causais na vida humana, o qual eu penso ser um conceito materialista e reducionista. Eu sentia que deveríamos ficar com as coisas que conhecemos, tais como o fato concreto de que os negros realmente apresentam um desempenho diferente, sem morrermos de nos preocupar com causas últimas e ocultas que não podemos conhecer.

Entretanto, o problema com a opinião acima é que ela deixa aberta uma enorme saída de emergência para os que apóiam a ação afirmativa. Eles admitem que os negros são menos inteligentes agora, mas ainda insistem em que se empurrarmos os negros artificialmente para níveis socioeconômicos mais altos através de uma imensa ação afirmativa, então a inteligência negra será igualada à dos brancos. Ou, se for tarde demais para esta geração de negros melhorarem, então seus filhos crescerão em um ambiente melhor (criado através da ação afirmativa) e serão mais inteligentes. Os esquerdistas estão constantemente tentando manter vivos seus projetos de engenharia social igualitária; e enquanto este projeto continuar vivo, qualquer fracasso da sociedade em alcançar a completa igualdade racial de resultados continuará a ser falsamente atribuído ao "racismo branco", com todos os efeitos divisores, desmoralizantes e destrutivos que esta acusação tem sobre a sociedade. Por estas razões, não basta que se saiba sobre a existência de diferenças raciais na inteligência sem também se apreender o fato de que estas diferenças não são passíveis de eliminação por quaisquer meios conhecidos. É claro que a performance intelectual negra poderia ser melhorada, talvez significativamente, em alguns casos, se a sociedade trouxesse de volta alguns padrões reais de disciplina e se a ilegitimidade negra fosse reduzida. Mas isto não é o mesmo que eliminar a disparidade racial, que é a meta e a exigência de nossa ideologia dominante.

Os artigos de Richard Lynn e Michael Levin a respeito do estudo de Scarr-Weinberg sobre a adoção racialmente mista na American Renaissance de março de 1994 assentou estas questões para mim. O estudo sobre adoções, que acompanhou até a idade adulta crianças negras adotadas quando bebês por brancos com educação universitária, mostrou que mesmo com um ambiente totalmente de classe média alta e "branco", a grande disparidade entre os QIs branco e negro se mantinha; no máximo, era levemente reduzida. Como apontou Levin, esta era uma demonstração definitiva de uma hereditariedade racial do QI.

Aí havia a alegação de enviesamento cultural em testes mentais, significando que os negros se saiam pior em testes de QI porque os testes enfatizavam o conhecimento cultural "branco". A entrevista de Arthur Jensen a Jared Taylor, publicada na American Renaissance de agosto e setembro de 1992 (e mais ainda a transcrição não-resumida desta entrevista, com 36 páginas), cortou as asas a esta idéia. Jensen demonstrou que em perguntas de testes que não envolviam nenhum contexto cultural, tais como a capacidade de se ver semelhanças em forma geométricas, os negros na verdade se saíam pior do que em questões que usavam referências culturais "brancas".

IV. Diferenças no estilo de pensamento


Até agora tenho falado de inteligência como algo que possa ser mensurado cientificamente por um número. Mas em anos recentes, também passei a acreditar que há diferenças nos estilos de raciocínio de negros e brancos. As diferenças raciais não se limitam a diferenças numéricas em uma escala única de QI (que é, ela mesma, um agregado de várias habilidades diferentes). As diferenças raciais também envolvem diferentes tipos de mentalidade, que podem ser mais prontamente vistas pela observação do senso comum do que por testes científicos.


A observação pessoal é, claro, subjetiva e pode ser errônea e injusta. Entretanto, ela é uma parte necessária da compreensão do mundo em que vivemos. Além do mais, estou tentando descrever a jornada inteira de minha mudança de atitude em relação à raça, uma jornada que incluiu generalizações (possivelmente injustas) a partir de minha experiência pessoal, bem como a cognição de fatos mais objetivos. Nos próximos parágrafos, portanto, exporei minhas conclusões e impressões subjetivas como tais, sem reivindicar uma validade objetiva para elas e sem tentar documentá-las ou prová-las além de contar as experiências que levaram a elas.

Acompanhar as discussões e ações dos líderes negros, ouvir as chamadas dos ouvintes negros no talk radio me levou, ao longo de vários anos, a uma opinião cada vez mais sombria a respeito dos estilos de raciocínio negros. Em primeiro lugar, me pareceu que muitos negros têm uma acentuada tendência a pegar algum slogan e então usá-lo sem muita conexão lógica com o assunto em questão. Eu também me tornei cada vez mais consciente do “conto-do-vigário”, o modo como muitos negros, em todos os níveis – de gente da rua e políticos a "intelectuais" celebrados como Cornel West – não usavam idéias como idéias, mas como um conto-do-vigário, como um modo de manipular os sentimentos das pessoas. A sugestionabilidade e a substituição da razão pela retórica são fraquezas gerais humanas, mas me pareceu que estes defeitos eram visivelmente mais pronunciados entre os negros. É claro que há muitos negros que são lógicos, racionais e intelectualmente competentes. Mas a predominância da irracionalidade entre a população negra é difícil de ser ignorarada.

Eu fiquei impressionado com o manuscrito fascinante de Gedalia Braun, Racismo, Culpa e Auto-Engano, baseado nos muitos anos de sua observação pessoal bem de perto dos negros na África, sobre o qual apareceu uma excelente resenha na American Renaissance em 1993.

De acordo com Braun, os negros africanos têm um tipo de mentalidade completamente diferente dos brancos. Ele aponta para a incapacidade dos africanos em compreender as relações de causa e efeito, como se vê no modo mágico de raciocínio dos ilhéus do pacífico e é conhecido como a síndrome do “culto às cargas” e que Braun também viu como evidente nos negros africanos. Por exemplo: como Braun descreveu, eles vêem o desenvolvimento ocidental como um processo mágico que vai fazer aparecer todos os diferentes componentes de uma sociedade moderna. Este modo de pensar leva os negros africanos a verem os brancos como seres mágicos que poderiam, se quisessem, fazer tudo pelos negros. Na proporção em que este modo de raciocinar também se estenda aos negros fora da África, isto explicaria sua crença no governo (branco) como a resposta para todas as suas necessidades e sua raiva dos brancos por não darem aos negros a vasta gama de benesses que eles acreditam que está no poder (mágico) dos brancos lhes dar.

Uma outra das provocantes observações de Braun é que os negros africanos (pelo menos aqueles que não sofreram a influência do esquerdismo ocidental) não se sentem obcecados pela idéia de que os brancos são mais inteligentes. Na verdade, eles vêem isto como uma obviedade e, aponta ele, se sentiam ávidos por falarem com ele sobre o assunto, porque era muito raro eles encontrarem um branco que falasse honestamente sobre raça. Eles preferiam tal honestidade à culpa racial, às mentiras piedosas sobre a igualdade e à hipocrisia que normalmente recebem dos brancos. Estas observações sugerem que as atitudes esquerdistas brancas fizeram mais mal para as relações raciais do que qualquer outro fator.

Eu também comecei a pensar sobre as diferenças de visão de mundo e atitude em relação a ele entre negros e brancos, particularmente em relação à capacidade para a objetividade. Através de numerosas experiências e observações, comecei a ter a sensação de que os negros são mais “não-objetivos”; eles compreendem as coisas de um modo muito mais pessoal, subjetivo, do que os brancos. Eles parecem ter muito menos interesse no conhecimento ou na beleza como fins em si mesmos. Por exemplo: eu repetidas vezes tive a seguinte experiência. Toda vez que eu sintonizava na C-SPAN e a conferência sendo transmitida se constituía de negros, literalmente cinco segundos não se passavam sem que o palestrante dissesse a palavra “negro”. Em outras palavras, a negritude em si era o assunto da conferência. Quando os brancos se reúnem em um encontro acadêmico ou de outro tipo, é para falar sobre alguma área objetiva de interesse comum, seja ciência, literatura ou política. Mas ao menos pelo que se pode julgar pela C-SPAN, quando os negros se reúnem para falar em um encontro formal público é quase sempre para falarem sobre si mesmos.

Muitos negros acreditam que há tal diferença de orientação intelectual entre negros e brancos. Os multiculturalistas negros dizem que os brancos estão mais interessados em “coisas” (ou, como os multiculturalistas colocam encantadoramente o assunto, os brancos estão mais interessados em “manipular” as coisas), enquanto os negros estão mais interessados em “relacionamentos”. É claro que os multiculturalistas colocam o assunto deste modo a fim de fazerem os brancos parecerem frios e mesquinhos e os negros calorosos e simpáticos. De todo modo, os multiculturalistas parecem não perceber que na medida em que tal diferença de orientação em relação à realidade externa realmente existe, ela significa que os negros são de fato menos dotados das qualidades que tornam possível a civilização, e particularmente a civilização ocidental. O que distingue o Ocidente das culturas não-ocidentais é a capacidade para a objetividade, a capacidade de reconhecer uma verdade para além dos próprios impulsos imediato ou de lealdades familiares e tribais.

O corolário desta falta de orientação em relação a fatos e idéias objetivas é a relativa passividade intelectual e moral dos negros. Embora haja muitos negros decentes e corretos, há um notável fracasso, da parte dos negros, em resistir de fato aos maus em suas comunidades. O resultado é que os maus – os oradores, os vigaristas, os corruptos, os déspotas – sempre parecem ascender ao topo. É por isto que os países negros e as cidades administradas por negros nos Estados Unidos são o que são. Há boas pessoas vivendo nestes lugares, mas em sua maior parte elas só são boas em sua esfera privada, familiar. Elas não são ativamente boas no sentido social e político e assim raramente assumem a liderança política ou têm sucesso em criar uma ordem política civilizada. O número de negros moralmente corajosos e com princípios que resistem ativamente à corrupção e ao conformismo racialista ao seu redor é muito limitado; na verdade, tais negros corretos e inteligentes muitas vezes se separam da comunidade negra quando reconhecem o quanto eles não são bem-vindos nela.

A única época em que houve uma liderança negra de qualidade relativamente alta foi quando os Estados Unidos estavam sob a influência de uma elite burguesa branca e cristã, que estabelecia padrões decentes para a toda a sociedade, incluindo brancos e negros. As comunidades e igrejas negras (assim como as comunidades étnicas brancas minoritárias) tendiam a reproduzir os padrões da autoridade moral da sociedade mais ampla. Assim, os líderes negros decentes de meados do século XX eram eles mesmos produtos de uma cultura branca e virtuosa majoritária. Mas como os negros foram atirados fora da influência e dos padrões culturais brancos (e como os brancos atiraram fora seus próprios padrões), a sociedade pública negra, como todos estão dolorosamente cientes, se tornou radicalmente mais bruta e menos ética.

Entretanto, o que realmente me convenceu de uma perigosa e intrínseca fraqueza no modo de pensamento negro foi sua crença generalizada no afro-centrismo e a idéia de que os brancos estavam cometendo um “genocídio” contra os negros. Em setembro de 1989, a ABC News apresentou um programa sobre a situação dos negros nos Estados Unidos, seguido de uma edição especial do “Nightline”, com um painel consistindo de vários correspondentes negros da ABC e outros negros bem-conhecidos. Com exceção do professor Shelby Steele, todos estes negros bem-sucedidos endossaram a idéia de uma conspiração branca para cometer um “genocídio” contra os negros. A descoberta de que não era só a gente ignorante da rua mas que profissionais negros articulados e bem-sucedidos acreditavam nestas teorias conspiratórias insanas e perversas causou em mim uma impressão devastadora. Na verdade, com exceção dos distúrbios de 1992 em Los Angeles, eu fiquei mais traumatizado com este programa do que com qualquer outro acontecimento na história recente. Ele abalou minha crença anterior de que negros e brancos pudessem se dar mais ou menos bem na mesma sociedade. (Eu escrevi um artigo sobre este programa, dizendo as mesmas coisas que disse no presente parágrafo, que o New York Newsday rejeitou porque, como explicou o editor, ele mostrava uma “incomum falta de compaixão.”)

A ampla aceitação do afrocentrismo teve um efeito semelhante sobre minhas opiniões a respeito dos negros. Eu fiquei estarrecido quando ouvi o analista Tony Brown, um negro razoável e inteligente (que, além do mais tinha acabado de se juntar ao Partido Republicano), dizer em um discurso à Heritage Foundation que dado que a humanidade surgiu na África, “todas as civilizações são Africanas”. Mais do que qualquer outra coisa, o afrocentrismo, com suas alegações de que a civilização européia foi “roubada” da África e que pessoas como Aníbal e Cleópatra eram negras porque viveram no continente africano, confirmaram minha crescente convicção de que os negros eram muitas vezes incapazes de distinguirem seus desejos, sentimentos e ressentimentos da realidade objetiva. Há também um crescente movimento da “Bíblia negra”, que ensina que as principais figuras da Bíblia, inclusive Moisés, Maria, Jesus e Paulo, eram negros – uma verdade que (naturalmente) os brancos trapaceiros esconderam sistematicamente dos negros para manter seu domínio sobre eles. Até onde eu consigo ver, a negritude das pessoas na Bíblia constitui o único ensinamento desta seita. Seu interesse na Bíblia é exclusivamente racialista. (Mais uma vez, o fato de que um grande número de negros não acredita no afrocentrismo não muda o fato de que um grande número deles acredita e estão agindo de acordo com ele e o institucionalizando por toda a sociedade.)

A forma mais extrema de pensamento conspiratório negro é afirmação da Nação do Islam de que os brancos são demônios que foram criados por um cientista louco há 5000 anos atrás e que desde então têm roubado os negros de seus direitos de nascença. Acreditem os negros neste mito ou apenas apresentem uma fixação em um sentimento de condição histórica de vítima, a idéia de sua condição de vítima tende a justificar, em suas mentes, todos os crimes e injustiças que eles possam cometer hoje contra os brancos. Repetidas vezes, pesquisas e declarações revelam que os negros sentem que não devem ser julgados de acordo com padrões morais por seus crimes contra os brancos, porque os negros foram vítimas de um vasto e ainda não-reconhecido mal por parte dos brancos durante milhares de anos. Assim, os negros tendem a ver todos os assuntos em termos puramente racialistas – como podemos ver quando júris negros perdoam negros assassinos de brancos, quando uma grande maioria dos negros diz que O.J. Simpson era inocente ou quando uma alta porcentagem de negros concorda que o assassinato em massa cometido por Colin Ferguson na estrada de ferro de Long Island foi um ato justificado de raiva contra o racismo branco. Todas as atitudes acima sugerem cada vez mais que os negros e os brancos realmente não podem viver como concidadãos iguais na mesma sociedade.

É difícil esquecer as arrepiadoras premonições de Jefferson a este respeito:

Por que não manter e incorporar os negros ao Estado e assim economizar a despesa de preencher, pela importação de colonos brancos, as vagas que eles deixarão? Preconceitos profundos que os brancos possuem; dez mil lembranças, por parte dos negros, das feridas que sofreram; novas provocações; as diferenças reais que a natureza criou; e muitas outras circunstâncias nos dividirão em partidos e provocarão distúrbios, que provavelmente nunca terminarão, exceto no extermínio de uma ou da outra raça”. [Notas sobre a Virgínia, Questão XIV, 1782].

É claro que os negros sofreram crimes históricos reais nas mãos dos brancos. Mas isto não explica a sensação atual e cada vez mais intensa de ressentimento por parte dos negros, que possui sua expressão mais flagrante em fantasias sobre demônios brancos e 5000 anos de conspirações. E o mais importante é que o fato de que o sentimento negro de ressentimento aumentar ao invés de diminuir, à medida em que a escravidão e a discriminação legal se afastam no passado distante, sugere que este ressentimento tem muito pouco a ver com quaisquer crimes históricos reais cometidos pelos negros. Como eu sugeri em minha palestra na American Renaissance, mesmo na completa ausência de qualquer opressão racial, os negros, com suas capacidades inferiores, ainda tenderão a terminar na base de qualquer sociedade bi-racial, uma situação que os negros e os brancos esquerdistas só podem explicar dizendo que os brancos estão segurando os negros embaixo. Em outras palavras, enquanto a verdade das diferenças raciais não for reconhecida, os brancos sempre terminarão sendo culpados – tanto por negros quanto por brancos – pelas capacidades inferiores dos negros [black inferiority], que não é culpa dos brancos.

V. A "Ilusão de Ótica"

Mas, havia em minha mente uma importante objeção à idéia de uma diferença racial intratável na inteligência ou nas capacidades civilizacionais. Era o pensamento que, afinal de contas, a maioria dos negros parece ter uma inteligência normal; então, como poderia haver uma diferença racial tão grande nas capacidades intelectuais como um todo? Isto não fazia sentido. Aí eu percebi que esta confusão surge da suposição equivocada de que a inteligência é uma só capacidade medida ao longo de um só continuum. Na verdade, a inteligência consiste em várias capacidades diferentes em diferentes níveis. Quando eu estava lendo o livro muito útil de Daniel Seligman A Question of Intelligence [Uma Questão de Inteligência], publicado em 1992, ocorreu-me o seguinte, baseado em uma experiência que muitas pessoas provavelmente já tiveram:

Você está lá conversando com um trabalhador habilidoso e inteligente, digamos, um carpinteiro que está fazendo uma reformas em sua casa. Ele consegue falar sobre o trabalho com grande inteligibilidade e inteligência. Mas no momento em que a conversa se desvia para um assunto abstrato ou conceitual, ele é incapaz de compreensão. Em um nível de inteligência, duas pessoas podem ser mais ou menos iguais, mas em um nível mais alto de inteligência pode haver uma diferença significativa entre elas”.

A ídéia do carpinteiro me ajudou a conceitualizar as diferenças grupais entre negros e brancos. Por exemplo: os negros se saem praticamente tão bem quanto os brancos na recitação de memória de uma lista de números, mas se saem muito pior do que os brancos se o teste lhes pede para recitar a lista de trás para frente. Em outras palavras, no nível das capacidades usuais, a diferença racial é pequena, mas em uma ordem mais alta das capacidades, a diferença é grande.

Este insight explicou para mim a “ilusão de ótica” da igualdade racial. Eu percebi que a razão pela qual os brancos não se tornam automaticamente conscientes das grandes diferenças na capacidade intelectual média entre brancos e negros é que os brancos muitas vezes lidam com os negros em um nível superficial, onde apenas os níveis usuais de inteligência são colocados em ação.

No outono de 1993, eu tive uma espécie de epifania, na qual todos estes pensamentos se cristalizaram em um novo paradigma concernente às diferenças raciais. Aconteceu do seguinte modo. Eu me lembrei de um tio meu, um dos irmãos de meu pai, que morreu há cerca de 10 anos atrás. Ele era um homem alto, bonito, vestido com apuro, jogador de golfe, popular socialmente, um cara durão, com um ar autoritário, um pouco irascível por vezes, mas não rude. Nunca me ocorreu, em minha juventude, que houvesse algo de errado com ele. Foi só quando eu fiquei mais velho que percebi que sua conversa inteira se limitava a dizer coisas como “Nada mal” ou “Que tal” ou “Não diga”. Este é um exagero, mas não é grande. Meu tio, um ano mais velho que meu pai, trabalhava com ele no negócio dos dois, no qual eram sócios, mas eu aos poucos fui percebendo que meu tio fazia muito pouco além de atender ao telefone e receber recibos. Era meu pai quem de fato geria o negócio e que basicamente havia sustentado meu tio durante toda sua vida, mantendo durante todo este tempo a fachada amigável de que meu tio era seu sócio de fato, tanto quanto nominalmente. Minha mãe me disse que, antes de ela se casar com meu pai, ele disse a ela que sempre teria de tomar conta de seu irmão. Na verdade, meu tio era de uma inteligência muito limitada, talvez até um retardado limítrofe, mas isto não era algo que se percebesse automaticamente, por causa do modo como ele se portava, de seus modos quase majestáticos e sua aparência leonina.

Quando eu pensei sobre meu tio sob este prisma, comecei a ver com nitidez a “ilusão de ótica” da igualdade racial. Percebi como, nas interações e no comportamento usual, os negros se parecem, de modo geral, conosco, aliás, muitas vezes com mais vitalidade que nós mesmos, com personalidades vívidas e calorosas, então supomos que quaisquer diferenças intelectuais devem ser insignificantes. É só quando vamos além deste contato superficial e chegamos a conhecê-los melhor ou quando os observamos em uma situação que requer inteligência que vemos que, muito mais freqüentemente do que os brancos ou os asiáticos, eles são incapazes de lidar com tarefas mais rigorosas. Em assuntos rotineiros e que exigem pouco, eles são mais ou menos intelectualmente iguais aos brancos. Em cenários mais exigentes, não são.

Foi este novo insight que, ao revelar e remover a “ilusão de ótica”, trouxe todas as minhas idéias a um novo padrão e me deu a convicção de que há uma diferença real e substancial na inteligência entre negros e brancos e que esta diferença não é só quantitativa, mas qualitativa.

A ilusão de ótica se aplica à moralidade política tanto quanto à inteligência. Eu discuti anteriormente a questão da bondade passiva e privada em contraposição à bondade ativa e social. Agora, como temos os negros como boas pessoas, nós naturalmente supomos que eles são iguais aos brancos no sentido mais amplo de serem capazes de manter uma sociedade decente, humana e ordeira. Mas esta é uma ilusão. A decência, bondade e humanidade pessoal dos negros como indivíduos não se traduz na capacidade de resistir ao mal público, à aspiração de fazer valer a ordem social. Estas coisas requerem um grau de vontade moral, de inteligência e de energia organizacional que os negros, coletivamente, não parecem possuir. Em qualquer sociedade gerida por negros em que possamos pensar; de Washington, D.C., passando pelo Haiti, até o Congo, os bons terminam sofrendo sob o governo de déspotas, patifes e incompetentes.

Foram todos os pensamentos acima que me levaram a concluir, em meu discurso à conferência da American Renaissance em 1994, que “as vastas e persistentes diferenças na inteligência média de negros e brancos significa... que” não se pode esperar que “os negros por sua própria conta sejam capazes de manter uma sociedade moderna, civilizada e democrática.” Isto pode parecer desnecessariamente duro, mas eu acho que todas as evidências apontam tragicamente para a sua verdade. Aqui, mais uma vez, surgirá a idéia de que muitos negros nos Estados Unidos se saem bastante bem nas instituições civilizadas modernas, que há muitos negros que individualmente são mais inteligentes, mais competentes e têm melhor caráter do que muitos brancos, e que alguns negros deram contribuições notáveis em um nível muito alto, tudo o que parece refutar o que acabo de dizer sobre uma deficiência negra como um todo. Mas este é mais um exemplo da ilusão de ótica. Tais negros competentes ou mesmo altamente talentosos estão operando dentro de uma sociedade de maioria branca, na qual há expectativas, padrões e um nível geral de habilidades e riqueza criadas e mantidas por brancos. Em uma sociedade sem brancos, o pequeno número de negros inteligentes, combinado com o vastíssimo número de negros inteligentes tornaria impossível um nível elevado ou mesmo mediano de civilização. A questão, mais uma vez, não são os negros individualmente, muitos dos quais são tão capazes quanto os brancos; a questão é o caráter civilizacional da comunidade negra como um todo.

O que foi dito acima também significa que à medida que os negros ganham poder em uma instituição ou comunidade, esta instituição começa a sofrer um declínio, e alguns casos um declínio catastrófico. Este é o argumento tácito contra a ação afirmativa. O argumento explícito contra a ação afirmativa é o de que é ela é injusta, o que, obviamente, é verdade. A preocupação tácita – e de longe mais grave – é a de que, ao trazer, em uma base racialmente proporcional, os negros para ocupações para as quais muitos deles não estão qualificados, estamos rebaixando todas as instituições e profissões com professores incompetentes, médicos e enfermeiras incompetentes, pilotos aéreos incompetentes, policiais incompetentes e corruptos, políticos incompetentes e tudo mais.

E ainda mais alarmante é que quanto mais os negros progridem, maise não menos – eles se ressentem dos brancos. Quanto mais os Estados Unidos fazem para superar seu “racismo”, mais racista os Estados Unidos parecem. A razão para isto se encontra na dinâmica da natureza humana. Muito simplesmente, quanto mais iguais os negros se tornam aos brancos, mais insuportáveis e injustas parecem as diferenças restantes. Assim, o que começou como uma exigência por direitos civis básicos se metamorfoseou em uma exigência para que se vire de ponta-cabeça toda a sociedade, juntamente com suas tradições e normas, seus padrões e leis, sua história e heróis, já que em todas estas coisas os negros ainda não são “iguais”.

Um exemplo do que acontece quando os negros ganham poder pode ser visto na atual confusão na Universidade de Rutgers, onde o presidente Francis Lawrence, por meio de suas próprias políticas de ação afirmativa, criou o mesmo órgão estudantil que agora está tentando destruí-lo. Quando os negros crescem em número e poder, eles inevitavelmente sujeitam os brancos à intimidação e tirania, exatamente como fazem com seu próprio povo.

VI. Resumindo

Os insights que me vieram nesta jornada pessoal de descobertas se acumularam através de vários estágios distintos.

Primeiro, eu soube que os negros, na média, tiram notas muito menores em testes de capacidades, o que explicava por que havia tão poucos negros nas profissões intelectuais, mas eu não associei estes fatos com um déficit negro em "inteligência" como tal.

Então, apareceu aquele pioneiro do Michael Levin e usou sem nenhuma cerimônia a palavra “inteligência” para descrever a qualidade na qual os negros diferem dos brancos. Eu fiquei perturbado com isto, desejando que ele falasse de “capacidades em realizar testes” ao invés de uma diferença em inteligência. No entanto, ao mesmo tempo, eu parecia perceber que a inteligência era, de fato, o assunto em questão.

Então, eu vim a entender que a qualidade medida pelos testes de inteligência é algo de real, como se prova pelo fato de que os resultados dos testes de QI realizados na infância têm forte correlação com o que se consegue realizar na vida mais tarde.

A esta altura, entretanto, eu ainda aceitava a opinião convencional de que os déficits grupais na inteligência, mesmo que reais, eram em grande medida determinados por circunstâncias culturais inferiores e, portanto poderiam ser eliminados por melhorias nos padrões comportamentais, no status sócio-econômico, ambiente familiar e assim por diante. Minha crença rudimentar no ambientalismo foi decisivamente refutada pelo estudo de Scarr-Weinberg, mostrando que crianças negras criadas desde a primeira infância por pais brancos de classe média ainda estavam cerca de 15 pontos de QI atrás dos brancos. Isto provava que o QI era determinado pela hereditariedade, não pela cultura.

Mas mesmo que o QI em si não fosse cultural, mas genético, havia a objeção de que os próprios testes de QI eram culturalmente enviesados. Isto foi atirado fora pela descoberta de que os negros se saiam pior em questões envolvendo a pura capacidade cognitiva do que em questões usando referências culturais brancas.

Então, houve a crescente consciência dos estilos marcadamente diferentes de pensamento entre as raças, incluindo uma muito maior sugestibilidade e utilização por parte dos negros da retórica e da manipulação emocional; sua relativa falta de capacidade em pensar em termos objetivos de causa e efeito, sua inclinação notavelmente menor por coisas objetivas e idéias fora do ego; e sua inclinação demonstravelmente menor ao bem político comum e a uma ordem social moral e estável. Havia, por fim, a pronunciada inclinação de muitos negros a teorias conspiratórias, sua tendência a ver todas as questões em termos de raça e a culpar os brancos por todos os seus problemas.

E finalmente, reunindo todas estas idéias em um novo paradigma, houve a descoberta da “ilusão de ótica” da igualdade racial. Esta experiência me convenceu de que as diferenças entre os negros e os brancos eram tanto substantivas quanto qualitativas – em resumo, de que há diferenças raciais intrínsecas nas capacidades civilizacionais.

Apêndice: Carta de 21 de fevereiro de 1995 de Lawrence Auster a Charles Murray, co-autor de The Bell Curve

Caro Sr. Murray:

Primeiramente, gostaria de dizer que The Bell Curve, o qual eu finalmente tive a oportunidade de ler inteiramente no mês passado vale muito mais a pena do que a quase centena de artigos que lí sobre o assunto. É um livro que nos absorve, é iluminador e historicamente importante. Há muito mais nele do que eu fui levado a crer. Achei a II Parte particularmente fascinante e surpreendente. Foi um golpe de gênio ter aquela longa parte sobre a correlação entre QI e comportamentos sociais antes mesmo de chegar àquela sobre a raça. Qualquer um que dê opiniões sobre o livro sem ter cuidadosamente lido-o (o que é verdadeiro para a maior parte da crítica) deveria estar envergonhado de si mesmo.

Em segundo lugar, gostaria de expressar minha tristeza pelo falecimento de Richard Herrnstein. Eu conheci o Prof. Herrnstein em um a pequena conferência organizada por Jared Taylor em Hempstead, New York, em 1993, e ele pareceu-me um fino cavalheiro. É especialmente triste que ele morreu pouco antes da publicação do livro que o faria famoso, e que ele não pode estar por perto para ajudá-lo a defender sua tese.

Em terceiro lugar (e esta é a causa imediata da escrita desta carta), tenho de dizer-lhe que me sinto perturbado pela contínua aparência de ingenuidade que o apreende tanto na escrita quanto em suas aparições públicas. De um lado, você está falando verdades que desafiam inteiramente o edifício do liberalismo moderno; e, por outro, você continua se afastando daquelas verdades e dizendo à audiência que sua mensagem realmente “não é grande coisa”, absolutamente.

É isso que você fez, pela décima vez, no último Domingo de manhã, no “Meet the Press”. Primeiro, você recuou de seu ponto de vista sobre os limites do aperfeiçoamento. “Nós não sabemos como elevar a inteligência”, você disse, “Mas isto não significa que deveríamos parar de tentar”. Dizendo isso, você mina o seu próprio argumento básico sobre a imutabilidade do QI e reabre as portas para variações sem fim, cada vez mais ambiciosas, sobre a Vantagem.

Mas piorou. Charles Rangel disse a você (e foi a única coisa sensível e não-viciosa que ele disse no programa inteiro): “Tudo bem, Sr. Murray, você continua dizendo que não nos interessar sobre a raça. Então, diga-nos no que acredita sobre as diferenças raciais”. E, tendo recebido esta abertura de Rangel (que parecia pronto para escutar uma resposta honesta), o que você disse? Primeiramente, que há uma diferença de um desvio padrão, um termo ao qual você disse que “as pessoas não entendem”, e nem mesmo se preocupou em explicá-lo. Em segundo lugar, que a diferença não é na realidade grande coisa, já que “há muita sobreposição”. Em terceiro lugar, que a diferença não é tão maior quanto aquela entre irmãos. E, finalmente, que essas diferenças não são “assustadoras”.

Assim, recebendo a chance ante uma audiência nacional, você não disse absolutamente – de forma que seu público pudesse entender –, o que são as diferenças raciais e o que elas significam. Por exemplo, você não mencionou que a porcentagem de negros que fazem parte da gama com mais de 115 pontos é uma pequena fração daquela dos brancos, o que mostra que a ausência de igualdade entre os grupos na América não é devida à discriminação, ou à falta de oportunidade, ou de “incentivos”, mas a estas profundas diferenças entre os grupos. De acordo com todos os outros participantes no programa, incluindo o inefável Jeck Kemp, estas diferenças estão para ser superadas através de uma engenharia social sem fim, que produzirá a “oportunidade”. Assim, você falhou em refutar tanto a ficção igualitária e a filosofia de engenharia social do grande estado, que se baseia nisso.

A verdade é que suas idéias são assustadoras para qualquer um comprometido com o liberalismo moderno e a ficção igualitária. Então, porque fingir que elas não o são?

Você está sempre dizendo à sua crítica “Oh, não, Dick Herrnstein e eu não queríamos dizer isso, nós não queríamos dizer aquilo...”. Mas você nunca saiu e expos claramente o que queria dizer, mantendo sua audiência em um estado de confusão, tensão e desconfiança. Tendo mexido com o assunto mais inflamatório e dolorido que há e, então tentando agir como se não tivesse mexido em nada, você termina com o pior de dois mundos: acaba parecendo mal e dissimulado.

Desculpe-me parecer tão descontente. Sou um admirador e agradecido leitor seu. Mas, simplesmente não consigo entender como um homem poderia escrever um livro tão ousado, inteligente e efetivo como The Bell Curve, e então retratar-se de suas idéias a cada oportunidade.

Direi novamente: Não consigo entender.

Poderia me explicar?

Sinceramente,

Lawrance Auster
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[1] www.overdextra.blogspot.com

[2] Poucos anos depois disto ser escrito, Murray demonstrou que irmãos com diferentes QIs – que, é claro, compartilham do mesmo status socioeconômico e ambiente domestico - diferem marcadamente em seu sucesso e renda posteriores. Esta era uma prova absoluta da realidade e importância do QI.