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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Qaddafi: A Farsa Parlamentar

Por Mu'ummar Qaddafi


As assembléias parlamentares são a espinha dorsal da democracia, tal como ela existe atualmente.

A assembléia parlamentar é uma representação enganadora do povo e os regimes parlamentares constituem uma solução enganadora do problema da democracia; a assembléia parlamentar apresenta-se fundamentalmente como representante do povo, mas esse fundamento, em si, não é democrático, porque a democracia significa o poder do povo e não o poder de um substituto... O próprio fato da existência de uma assembléia parlamentar significa a ausência do povo. Ora, a verdadeira democracia só se pode estabelecer pela participação do próprio povo e não através da atividade desses substitutos. As assembléias parlamentares excluem as massas do exercício do poder e, ao usurparem a soberania popular em seu proveito, tornam-se numa barreira legal entre o povo e o poder. Tudo quanto resta ao povo é aquela aparência de democracia ilustrada pelas longas filas de eleitores vindos para depositar na urna o seu boletim de voto.

Para pôr a nu a realidade da assembléia parlamentar, é necessário procurar de onde ela vem: ou é eleita nas circunscrições eleitorais, ou é constituída por designação, num partido ou numa coligação de partidos. Mas nenhum desses meios é democrático, porque a repartição dos habitantes em círculos eleitorais significa que um só deputado representa, segundo a importância da população, milhares, centenas de milhares ou milhões de cidadãos. Isso significa, também, que o deputado não está unido por um laço orgânico popular aos seus eleitores, pois que, segundo a tese da democracia clássica, é considerado como sendo o representante de todo o povo, do mesmo modo que os outros deputados. A partir daí, as massas separam-se definitivamente do deputado e o deputado separa-se por sua vez das massas. Porque foi eleito, ele usurpa a soberania do povo e age no seu lugar... A democracia clássica, atualmente dominante no mundo, concede aos membros das assembléias parlamentares uma respeitabilidade e uma imunidade que nega aos simples cidadãos. Isso significa que as assembléias parlamentares se tornaram num meio de usurpar e monopolizar o poder do povo, pelo que hoje é do direito dos povos lutar através da revolução popular, com vista a eliminar esses instrumentos da monopolização da democracia e da soberania – as assembléias populares, que usurpam a vontade das massas. É do direito dos povos proclamar um novo princípio: “Não há substituto para o poder do povo”.

Quando a assembléia parlamentar é formada, na seqüência do sucesso de um partido nas eleições, ela é a assembléia do partido e não a assembléia do povo – ela representa um partido e não o povo –, e o poder executivo detido pela assembléia parlamentar é o poder do partido vencedor e não o poder do povo. O mesmo acontece com a assembléia parlamentar em que cada partido dispõe de um certo número de lugares; os titulares desses lugares são os representantes do seu partido e não os do povo, e o poder que emana de uma tal coligação é o dos partidos coligados e não o poder do povo. Nesses regimes, o povo é a presta pela qual se luta. Dele abusam sempre e exploram-no essas “máquinas políticas” que se combatem para alcançar o poder, para arrancar votos ao povo enquanto este se alinha em filas silenciosas, que se desfiam como as contas de um rosário, a fim de depor boletins nas urnas como se deitasse papéis num fogareiro... Esta é a democracia clássica que governa o mundo inteiro, quer se trate de regimes de partido único, de regimes bipartidos ou multipartidos, ou mesmo sem partido; torna-se assim bem claro que a “representação é uma impostura”.

Quanto às assembléias que se formam por designação ou por sucessão, não têm qualquer aspecto democrático.

Uma vez que o sistema das eleições para as assembléias parlamentares assenta sobre a propaganda para atrair os votos, torna-se um sistema demagógico no verdadeiro sentido da palavra. É possível comprar e manipular os votos quando os mais pobres não podem estar no coração das lutas eleitorais; são sempre (e só) os ricos que ganham as eleições!

Foram os filósofos, os pensadores e os escritores que se tornaram em advogados da teoria da representação parlamentar, no tempo em que os povos eram ignorantes e tratados como rebanhos pelos reis, sultões e conquistadores... A máxima aspiração dos povos era, então, ter um mandato para os representar junto dos governantes. Mas até essa aspiração era rejeitada. Foi para realizar essa ambição que combateram longa e duramente. Portanto, não é racional que agora, depois da vitória da era das republicas e do começo da era das massas, a democracia seja apenas apanágio de um pequeno grupo de deputados que agem em nome das massas. É uma teoria envelhecida e um método ultrapassado. O poder deve ser inteiramente o do povo.

As ditaduras mais tirânicas que o mundo tem conhecido foram estabelecidas à sombra de assembléias parlamentares.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Qaddafi Sem Censura

(Considerando a chuva de mentiras que a mídia globalista sionista ocidental lança sobre todos os seus adversários, e que o que faz a OTAN na Líbia hoje, massacrando milhares de civis, é idêntico ao que foi feito na Sérvia há alguns anos, sentimo-nos obrigadados a dar voz ao lado contrário, para bem da Verdade)

"Em nome de Alá, o benevolente, o misericordioso...  

Por 40 anos, ou foi mais, eu não me lembro, eu fiz tudo que pude para dar ao povo casas, hospitais, escolas, e quando ele estava faminto, eu lhes dei comida. Eu até mesmo transformei Benghazi em terra arável a partir do deserto, eu resisti aos ataques daquele cowboy Reagan, quando ele matou a minha filha adotiva órfã, quando estava tentando me matar, e ao invés matou aquela pobre criança inocente. Então eu ajudei meus irmãos e irmãs da África com dinheiro para a União Africana.

Eu fiz tudo o que pude para ajudar o povo a compreender o conceito de democracia real, no qual comitês populares governam nosso país. Mas isso nunca foi o bastante, como alguns me disseram, até pessoas que tinham casas com 10 cômodos, ternos e móveis novos, jamais estavam satisfeitos, egoístas que são e queriam mais. Eles diziam aos americanos e a outros visitantes, que eles precisavam de "democracia" e "liberdade" jamais percebendo que este é um sistema suicida, no qual o cachorro maior come os outros, mas eles estavam encantados com aquelas palavras, jamais percebendo que na América não havia medicina gratuita, hospitais gratuitos, casas gratuitas, educação gratuita e alimentação gratuita, a não ser quando as pessoas tem que mendigar ou entrar em longas filas para ganhar sopa.

Não, não importava o que eu fizesse, jamais era o bastante para alguns, mas para os outros, eles sabiam que eu era o filho de Gamal Abdel Nasser, o único verdadeiro árabe e líder muçulmano que tivemos desde Salah-al-Deen, quando ele clamou o Canal de Suez para seu povo, como eu clamei a Líbia, para meu povo, foi suas pegadas que eu tentei seguir, para manter meu povo livre da dominação colonial - de ladrões que nos queriam roubar.

Agora, eu estou sob o ataque da maior potência militar da história, meu pequeno filho africano, Obama, quer me matar, para roubar a liberdade de nosso país, para roubar nossas casas gratuitas, nossa medicina gratuita, nossa educação gratuita e nossa alimentação gratuita, para substituir pela roubalheira americana, chamada "capitalismo", mas todos nós no Terceiro Mundo sabemos o que isso significa, quer dizer que Corporações governam os países, governam o mundo, e as pessoas sofrem. Então, não há alternativa para mim, eu devo resistir, e se Alá desejar, eu morrerei seguindo Seu caminho, o caminho que tornou nosso país rico com terra arável, com comida e saúde, e até mesmo nos permitiu ajudar nossos irmãos e irmãs árabes e africanos para trabalhar aqui conosco, na Jamahiriya líbia.

Eu não quero morrer, mas se chegar a isso, para salvar essa terra, meu povo, todos os milhares que são minhas crianças, então que assim seja.

Que esse testamento seja minha voz para o mundo, que eu resisti aos ataques dos cruzados da OTAN, resisti à crueldade, resisti à traição, resisti ao Ocidente e suas ambições colonialistas, e que eu resisti com meus irmãos africanos, meus verdadeiros irmãos árabes e muçulmanos, como um raio de luz. Quando outros estavam construindo castelos, eu vivi em uma casa modesta, e em uma tenda. Eu nunca esqueci minha juventude em Sirte, eu não gastei nosso tesouro nacional tolamente, e como Salah-al-Deen, nosso grande líder muçulmano, que resgatou Jerusalém para o Islã, eu peguei pouco para mim mesmo...

No Ocidente, alguns me chamaram "insano", "louco", mas eles sabem a verdade porém continuam a mentir, eles sabem que nossa terra é independente e livre, e que não está sob o jugo colonial, que minha visão, meu caminho, é, e tem sido claro e pelo meu povo e que eu vou lutar até meu último suspiro para nos manter livres, e que Alá Todo-Poderoso possa nos ajudar a permanecer fiéis e livres."

Coronel Mu'ummar Qaddafi, 05/04/2011