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domingo, 31 de julho de 2011

León Degrelle discursa: "Viva a Europa!"



“Há neste momento para o mundo europeu um perigo enorme: perigo exterior e perigo interior de desagregação. Todas estas forças democráticas arruinaram à família, à idéia de pátria, à idéia da religião... acabaram com todo tipo de ideal! Já não há mais vida espiritual... e a vida espiritual é o principal no mundo! Sem a vida da alma, não há nada.

E todas as grandes coisas realizadas no mundo, foram feitas sempre em poucos.

Não é preciso ter milhões de pessoas vagas. É necessário que tenhamos corações fortes, dispostos ao sacrifício, até a morte se for preciso. Corações que sabem o que querem, que sabem onde está o porvir. Assim se poderá salvar à Europa.

Se houverem por todos os lados da Europa rapazes e moças como vocês; se cada um fizer o esforço necessário para convencer aos outros, que este torne-se o dia do grande julgamento: quando se apresentaram, por toda a Europa, estes milhares de jovens que podem salvar o que restar.

Estes jovens existem. Existem aqui e existem em todos os países da Europa. São eles os que um dia, no dia de Deus, quando ele nos ajudará e nos inspirará, que se poderá chegar à salvação. Perigos enormes, possibilidades enormes... dependem de vocês. Viva a Europa!”

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Rumo ao Alto

por Leon Degrelle

O teu caminho é duro.

Falta-te o fôlego. Há momentos em que queres jogar ao chão essa mochila que te pesa, abandonares-te à descida, e chegar lá abaixo a essas herdades que fumegam, soltando nuvens sobre o fundo verde e cinzento dos prados e dos telhados de ardósia.

Sentes a nostalgia das águas paradas, e dos juncos claros, do remo que salpica, do caminho simples, sem esforço, à margem da ribeira.

Querias não sonhar com nada, apagar do teu pensamento a memória dos homens e, estendido sobre a erva, olhar o céu que passa, relaxado pelo voo de um pássaro.

Mas não! Há que seguir! Não tirarás a mochila, não deixarás cair o bastão. Não olharás os teus joelhos ensanguentados. Não escutarás o clamor dos ódios, não olharás esses olhos que sorriem maldades escondidas. Para cima é que há que olhar.

O teu corpo não deve viver senão para as cordas que o envolvem, o teu coração não deve sonhar senão com esses cimos que tu e os outros devem alcançar.

Conta-me, até ao fundo, a tua amargura.

Acreditavas numa alegria imediata ao subir a encosta, conduzindo um rebanho humano. Quanto sofreste! Às vezes sentiste asco. Tinhas necessidade. Era preciso que aprendesses a lição de que a ambição não compensa e que, tarde ou cedo, abandona o coração que possui. Agora já o sabes, não é assim? Sabes que não há que contar com nenhuma alegria constante, aprendeste a duvidar da ajuda que te podem dar os homens, se a tua face enrubesce não será pelas carícias mas pelos golpes dos outros.

Sem dúvida não pensavas que isto fosse assim. Imaginavas que, ao longo do caminho, os olhares e as mãos dos demais se estenderiam para ti, para apaziguar a tua febre…

Então, talvez reflictas e decidas regressar abaixo.

Não, meu filho, agora é quando a vida começa a ser verdadeiramente bela, porque sofremos por ela, e somente com o nosso esforço poderemos dominá-la.

Recordas os primeiros dias? Desejavas que a ascensão fosse maravilhosa, é certo. Ias, nada menos, que libertar a tua alma. 

Não é verdade que acreditavas nesse turvo prazer do demónio e das homenagens?

Sim, talvez não desejasses cruamente tudo isso e tinhas, para julgá-lo, palavras bastante sinceras. Mas tudo aquilo florescia, contudo, ao largo das tuas acções, como a espuma ao largo do mar. Pensavas lealmente que não vivias para essa orla luminosa, bela, porque estavas longe, no confim das praias. Mas a tentação estava viva no teu coração. Querias algo grande, ainda que, todavia, mantivesses junto a ti, intacto, o teu pensamento. O teu orgulho consentia-te uma violência um tanto cobarde.

Estavas disposto a cumprir o teu dever. Mas deixavas a tua consciência acrescentar, em voz baixa, que talvez o dever pudesse coincidir com o renome e a ambição.

Agora já não o crês, e, por isso, os teus olhos têm reflexos melancólicos.

Olhas o vazio. E não deve ser assim. Olha direito, de frente, para desprezar tudo o que amavas apesar de não ser puro.

Os que te sublevam tantas vezes, pela sua maldade e pelas suas injustiças, ajudaram-te mais que tu mesmo.

Nega-lo? Dizes que deste em vão o teu corpo e o teu alento, o teu coração e o teu pensamento?

Em vão? Por que não te entregaste mais?

Só agora começarás a entregar-te por inteiro!

Era precisa que a maldade dos outros te abatesse. Era preciso que na hora em que acreditavas que ias cair, esgotada a tua resistência, nos enganos dos outros e nos seus desprezos, fincasses pé para continuar…

Era preciso que todos os teus gestos de amor estivessem salpicados de ódio, que todos os teus impulsos se maculassem, que cada palpitação do teu coração fosse acompanhada de um golpe no teu rosto…

Conheceste tantas vezes esses últimos metros angustiantes, em que sorrias perante a meta, apesar do suor e da palidez. E, um segundo depois, seguias, traído pelos teus, perseguido pelos outros!

Havia que começar de novo!

E sempre o vazio enganoso do vale atraindo-te e os álamos oscilantes procurando chamar-te como uma fileira de navios, sobre o mar dos dias felizes. 

Sofreste o rigor dos combates. Disseste a ti mesmo que qualquer que seja a vitória, o preço é demasiado alto e não o queres pagar.

Pensavas sempre em ti mesmo, para ti mesmo, tão só pelo prazer humano de ter chegado ao final; no puro engano. Mais, se a vida não te tivesse esbofeteado cem vezes, terias, por acaso, alguma vez compreendido que existem outras recompensas além do orgulho, dos sorrisos aduladores e da glória?

Adivinhaste a hipocrisia em tantos rostos!

Descobriste todas as suas mentiras, todo o seu fel, todas as baixezas que te tinham destinado! Isto, de toda a vez que retomavas o caminho!

Já não tens direito a nada!

Esse olhar que te vigia, essa mão que se estende em direcção a ti, essa palavra de alento, carregaram-se de opróbrio e ouvirás o rumor confuso dos ódios viperinos.

Na hora suprema de tudo teres dado, dirão que eras um ambicioso.

No momento em que o teu coração se sinta totalmente abandonado, pedir-te-ão os mais vis serviços.

Viras o rosto para que não te vejam, com pesar teu, chorar? Porquê? Pensas, ainda, em ti mesmo? Sofres todavia com a injustiça quando, na realidade, se trata somente de um problema teu?

Quanto custa ao homem desprender-se do homem!

Deixa-os abater sobre a tua vida como chacais, deixa-os rir dos teus sonhos, deixa-os abrir, a todos os ventos, o segredo do teu coração!

Sofre, que te atirem às bestas da inveja, da calúnia, da baixeza! Suporta, sobretudo – e nada te mortificará mais que isso… – que, no momento em que não possas mais, e os teus joelhos se dobrem, e os teus olhos procurem um olhar, e os teus braços uma mão amiga, então, quando estás pendente dessa palavra e desse olhar, a palavra caia sobre ti para desfazer-te, e o olhar para fazer-te sofrer; aceita, por fim, que os que querem derrubar-te sejam os que mais perto tinhas, aqueles a quem te havias abandonado, aqueles a quem tão ingenuamente amavas, sem reservas, sem uma só reticência. 

Os teus olhos revelam uma angústia mais patética que um grito. Não grites, porém! Espera que tudo o que ontem sofreste se renove amanhã. Aceita-o de antemão. Não te voltes, sequer, ao ouvir, por detrás de ti, esse murmúrio atroz. Bendiz os golpes que recebas. Ama os que virão depois. Ser-te-ão mais úteis que os corações que, em verdade, te amam.

Talvez encontres um dia, ou acaso já encontraste, esses afectos que te chegam como uma lufada de ar puro ou como o aroma das flores campestres.

Até que, à força de sofrer, não tenhas aprendido a prescindir deles, não os gozarás dignamente.

Tê-los-ias perdido, sem dúvida, se não tivesses pago cem vezes o seu preço sem a menor garantia de os obter.

Já não contam para ti.

Afasta-os do teu pensamento.

Mais, se um dia reaparecem, aproveita-os, como uma dessas paisagens sublimes que se vêem ao passear, são um detalhe.

Não tinhas vindo para ver isso… não; chamavam-te outras coisas: o ar, a luz dos altos cimos…

Já respiras melhor. Agora espera, em paz, a verdadeira alegria, as grandes neves da consciência, brancas, brilhantes, sem a marca de uma só pegada, mudas num doce silêncio…Não penses senão nelas, não olhes para mais que elas, apressa-te e chega, ligeiro, puro, pleno de sol.

Sente as tuas debilidades e as tuas faltas, arrepende-te delas, e só delas. O teu orgulho, o teu renome, os ímpetos de vaidade das horas, já longínquas, da partida, tudo isto atira-o para lá das rochas…

Não ouviste como se despedaçavam? Bem morto está tudo aquilo! A amargura e o abandono, em vez de indignar-te, serão o teu sustento pelo caminho que se abre. Esses cães que ladram guardarão o rebanho dos teus pensamentos; sem eles, o que seria de ti? Terias que deter-te, perder-te-ias, sem rumo. Não percas nem um instante. Estás, ainda, muito longe. E deves chegar até ao alto… 

Quando alcançares essa imensidão pura, far-se-á um grande silêncio por detrás de ti. Todos os que gritavam, injuriando-te, os que te odiavam, os que queriam derrubar-te apesar dos seus sorrisos, todos os que te seguiam pelo caminho, mas para te agredir, dar-se-ão conta, subitamente, de que atrás de ti também eles chegaram ao alto, às neves puras, ao ar novo, aos horizontes recortados sobre o céu…então esquecerão o seu ódio e olhar-te-ão com olhos maravilhados de criança. Terão descoberto o essencial. As suas almas ter-se-ão elevado a cimos que jamais se teriam atrevido a aceitar como metas, se os tivessem visto. Mas estavam tapados pelas tuas costas, as costas que eles agrediam.

Então a vitória será tua…poderás, depois de te teres entregue até ao último esforço, cair, com os braços cruzados, desde o grande cimo, com os seixos, até ao fundo longínquo do abismo.

Tudo terá terminado. A vitória será tua. Voltar abaixo já não terá importância, terás deixado a vida com o último esforço, mas os outros estarão ali, à beira da imensidão, virginal, da sua redenção…

Sabes que aí está a única, a verdadeira felicidade.

Canta! Que a tua voz ressoe nos vales profundos!

Não te arrependas das tuas lágrimas.

O mais duro já está feito! Agora, resiste e resiste! Cerra os dentes e põe uma mordaça no teu coração! E sobe!

domingo, 31 de outubro de 2010

Vida Reta

por SS-Standartenführer León Degrelle

Os que titubeiam ante o esforço é porque têm adormecida a alma. O grande ideal dá sempre forças para domar o corpo, para suportar o cansaço, a fome, o frio.

Quê importam as noites em vigília, o trabalho abrumador, ou a dor, ou a pobreza? O essencial é conservar no fundo do coração a grande força que alenta e que impulsiona, que aplaca os nervos desatados, que faz bater de novo o sangue cansado, que faz arder nos olhos, adormecidos pelo sono, um fogo ardente e devorador.

Então, nada mais é áspero. A dor se transformou em alegria porque, graças a ela, nos damos mais por inteiro, e o nosso sacrifício se purifica.

A facilidade adormece o ideal. Dá-lhe alento, ao invés, o estímulo da vida dura que nos faz advinhar o profundo do dever cumprido, as responsabilidades que há que afrontar, e a grande missão digna de nós.

O resto não conta.

A saúde nada importa.

Não estamos nesse mundo para comer em horas fixas, para dormir com regularidade, para viver cem ou mais anos.

Tudo isso é vão e néscio.

Só uma coisa conta: ter uma vida útil; perfilar a alma; estar atento a ela, instante por instante; vigiar suas debilidades e exaltar seus impulsos; servir aos outros; derramar a nosso redor a felicidade e a ternura; oferecer o braço ao próximo, para elevar-nos todos, ajudando-nos uns aos outros.

Uma vez cumpridos nossos deveres, que importa morrer aos trinta anos ou aos cem? O que importa é sentir o coração em chamas, quando a fera humana grita extenuada!

Que se levante e que siga, apesar de tudo!

Aí estás para isso, para esgotar-se, até o fim.

Somente a alma conta, e ela tem que dominar todo o resto.

Breve ou longa, a vida só vale algo se no instante de entregá-la não temos que nos envergonhar dela.

Quando a doçura da vida nos convida à felicidade de amar, a beleza de um rosto ou um céu claro, dá um sinal que, de longe, nos chama, quando estamos dispostos a ceder a certos lábios ou à luz e às cores e ao descanso das longas horas, então é quando estreitaremos dentro do coração todos os sonhos coroados de ouro dos instantes de suprema evasão.

A verdadeira evasão é renunciar às prendas amadas, e renunciá-las no instante mesmo em que seu perfume nos fazia desfalecer.

Nessa hora em que há que rechaçar e afundar o mais íntimo de nosso ser e erguer o amor por cima do coreação, e, portanto, quando tudo é cruel dor, então é quando também começa a ser completo e puro o sacrifício.

Ultrapassamos nossos próprios limites; por fim podemos dar algo. Antes, todavia, buscávamos a nós mesmos e a esses vestígios de orgulho e de glória que corrompem tantos frutos generosos da alma.

Não damos nada simplesmente por dar, sem calcular antes, pois tudo está em um dos pratos da balança, ainda mais quando, previamente, matamos o amor em nós mesmos. Isso não é fácil, não, porque a fera humana é reticente em compreender o que a amargura quer nos ensinar.

Que doce é sonhar com o ideal e construí-lo no pensamento! Porém é, em realidade, muito pouca coisa.

O ideal há de ser construído dentro mesmo de nosso viver.

Arrancando pedra a pedra, para construí-lo para nossas comodidades, para nossas alegrias, para nosso descanso, para nosso próprio coração.

Quando, apesar de tudo, o edifício ao cabo dos anos já se ergue, e quando, apesar disso, não se detém na labuta, mas sim que se avança e se avança, ainda que a pedra já não se deixe pulir, então somente é quando o ideal começa a voar.

O ideal viverá na medida em que nós nos entreguemos a ele até morrer.

Que drama, em verdade, o da vida reta!


Tradução por Raphael Machado