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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Alexander Jacob - O Fim da História Americana

por Alexander Jacob 



(Conferência apresentada no Encontro Nacional Evoliano 2014 em 10 de Setembro de 2014)

Francis Fukuyama, o portavoz intelectual nipo-americano para o movimento neoconservador judaico-americano, proclamou em seu livro de 1992 O Fim da História e o Último Homem que a democracia liberal era a forma sócio-política definitiva já que as alternativas anteriores, como o fascismo e o comunismo tinha provado ser ideologicamente falidas, e a liberdade e a igualdade agora tinham sido estabelecidas como normas universais. A visão de Fukuyama da história em movimento em fases políticas progressivas foi, naturalmente, popularizado no século XIX por pensadores alemães, como Hegel, Marx e seus seguidores, que procuraram discernir padrões historiográficos nos caprichos da fortuna militar e econômica e ou celebrar ou se revoltar contra o status político atual de sua própria nação, no caso deles, Alemanha. Certamente, Hegel foi um pouco mais elevado do que Marx em supor o curso da história como sendo as manifestações variáveis de um Weltgeist em desenvolvimento, ou espírito-do-mundo, ao passo que a historiografia de Marx era governada por meras alterações econômicas. No entanto, a falsidade até mesmo da filosofia da história de Hegel é tornada clara para qualquer um que considere a história do país que atualmente promove a democracia liberal como uma norma universal, a América. 

Na América, tem havido, desde o seu início como uma nação independente, dificilmente qualquer desvio dos objetivos democráticos liberais, e o comunismo e o fascismo não só estiveram ausentes lá em suas formas europeus, mas são, se alguma vez eles surgem, rapidamente absorvidos pelo contexto liberal democrático da nação. Na verdade o que a sociedade americana representa é uma espécie de utopia a-histórica, criptocomunista, onde os indivíduos privados se esforçam cada vez mais arduamente para possuírem os meios de produção e para resistirem à interferência do Estado nos assuntos públicos. Há pouco também para distinguir o ideal comunista de igualdade do liberal. Quando Fukuyama sugere que chegamos ao "fim da história", portanto, o que ele quer dizer é que o mundo que passou por verdadeiras mudanças históricas já foi conquistado por um país que começou e continua como uma utopia que é tão pouco capaz de mudança histórica como de progresso real, isto é, o progresso compreendido não no sentido tecnológico, mas no sentido tradicional do desenvolvimento das atitudes espirituais, intelectuais e sociais de um povo. 

O "fim da história" é de fato um fenômeno que é peculiar à América como uma colônia britânica que teve ligações tênues com a história natural de desenvolvimento do Velho Mundo. Enquanto a maioria dos países fundados por assentamento colonial conseguem manter e desenvolver a cultura de sua nação materna até certo ponto - como a Austrália, por exemplo, fez - América começou e se desenvolveu em um momento de revolta protestante e puritana contra as antigas tradições monárquicas católicos da Grã-Bretanha. 

É importante, portanto, considerar o fenômeno do puritanismo que provocou a Guerra Civil Inglesa durante a qual a América foi colonizada e perceber também a estreita ligação entre o puritanismo cristão e o judaísmo. Podemos lembrar, neste contexto, que os judeus, que tinham sido oficialmente expulsos da Inglaterra em 1290 por Edward I, foram autorizados pelo ditador puritano Cromwell em 1650 a retornar da Holanda, onde eles tinham vindo a realizar um negócio financeiro florescente, e por toda a Commonwealth os judeus eram tidos em alta estima pelos puritanos. A semelhança entre a ética capitalista desenvolvida pelos puritanos e a dos judeus foi já observada em 1911 pelo sociólogo alemão Werner Sombart em sua obra Die Juden und das Wirtschaftsleben/Os Judeus e a Vida Econômica. Sombart afirmou que a ética "protestante", em que Max Weber tinha focado em seu trabalho de 1905, A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, era de fato a ser identificada especificamente como uma ética puritana que deve ser equiparada ao judaísmo. Pois, como Sombart explicou, 
         
           Em ambos serão encontrados ... a estreita relação entre religião e de negócios, 
           a concepção aritmética do pecado, e, acima de tudo, a racionalização da vida. 

Com a guerra civil americana de 1861-1865, as últimas ligações com a Inglaterra monárquica que persistiram no Sul Confederado pró-inglês foram cortadas pela vitória do Norte Federalista. Em seguida, no rescaldo da guerra civil, em fins do século XIX e início do século XX, o aspecto religioso cristão da ética de trabalho puritana dos norte-americanos originais foi seriamente danificada pelo grande influxo de judeus da Europa Central e Oriental que tiveram sucesso na modulação da personagem puritana filo-semita do capitalismo americano em um personagem totalmente judaico. Como Sombart apontou, os judeus haviam de fato sido ativos na vida econômica americana já a partir do século XVII, e tinham vindo gradualmente a monopolizar muitos ramos do comércio americano, como o comércio de trigo, tabaco e algodão. Mas é preciso notar que, com o aumento da imigração de judeus orientais no final do século XIX e a promoção do capitalismo judaico das finanças, o que restava da ética de trabalho puritana original e da frugalidade concomitante na economia norte-americana foi logo dissipado, enquanto o único vestígio da religiosidade puritana dissidente que sobreviveu foi o seu teimoso anti-clericalismo. 
Com a substituição da veneração puritana da indústria pelo reinado parasitário das finanças, a tendência judaica de utopismo econômico que se manifestou no século XX como o comunismo totalitário na Rússia, Europa Oriental e no Extremo Oriente foi transformado na nova "terra prometida" dos judeus no liberalismo totalitário do "Sonho Americano". O capitalismo promovido pelos judeus fortaleceu constantemente o compromisso da nação para com a liberdade individualista e o engrandecimento material, em vez de com os objetivos civilizacionais das antigas monarquias e impérios. Essa nação, naturalmente, não poderia evoluir ou mesmo adquirir uma história humana. Em vez de produzir exemplos de grandeza humana só podia gabar-se de um certo número de magnatas e artistas milionários e, em vez do desenvolvimento histórico só podia experimentar booms econômicos periódicos e recessões. 

O próprio Fukuyama tenta, em seu livro, a introdução de uma questão nietzschiana em sua glorificação da democracia liberal, levantando o espectro do "último homem", ou o homem americano médio cuja vida é materialmente saciada e espiritualmente sem sentido. Mas com otimismo ingênuo ele afirma que uma vida tão intoleravelmente vazia certamente seria domada em uma democracia liberal pela vivacidade do homem, uma característica humana que inevitavelmente se rebelará contra uma existência tão monótona. Esta vivacidade é o mesmo que Platão chamou de a parte do meio da alma tripartida, entre as partes racional e animal da mesma. Na visão de Fukuyama, no sistema democrático liberal, em vez de seu reaparecimento em conflitos violentos, como é o caso dos Estados nacionalistas ou imperialistas, haverá uma absorção desta energia apaixonada nos esportes, negócios e shows políticos como campanhas eleitorais. 

A crença de Fukuyama em uma engenharia social como a democracia liberal objetiva universalmente ignora a grande diferença entre os estados do Velho Mundo e o americano. Na verdade, a iniciativa neoconservadora propagada por Fukuyama serve como um lembrete oportuno da incompatibilidade do sistema americano com sistemas verdadeiramente europeus de pensamento político. Os valores sociais americanos que estão sendo impostos à Europa e ao resto do mundo através de meios econômicos e militares são, essencialmente, alienígenas e não são nem suscetíveis de criar raízes facilmente nem de perdurar. Pois, ao contrário da nação norte-americana, as europeias e outras nações mais velhas têm uma vitalidade histórica que não pode ser sufocada pela avareza americana. Para ilustrar este fato vou examinar aqui as tradições políticas características dos indo-europeus e os movimentos intelectuais contraditórias que distorceram estas tradições no curso da história moderna. 

Para entender o ethos social indo-europeu tradicional posso começar com a concepção ariana paradigmática de sociedade discernível na Índia antiga. O famoso "sistema de castas" dos indianos é, ao contrário do "sistema de classes" ocidental moderno, um sistema inteiramente espiritual e os homens são reconhecidos não por seu status econômico, mas por sua capacidade espiritual hereditária. As quatro ordens sociais indianas são representadas simbolicamente como a cabeça, braços, coxas e pés da forma antropomórfica cósmica primordial da alma divina. Este Homem Cósmico, ou Purusha, foi ele mesmo formado, em primeiro lugar idealmente e, em seguida, manifestamente, através do desejo espiritual, a alma, da divindade ou do Uno. 

A manifestação da alma na filosofia religiosa indiana é dita ser devido a suas três formas inerentes de energia, sattva, rajas e tamas, a primeira representando existência pura, a segunda, movimento e a terceira, inércia (Brahmanda Purana I, i, 3, 12). Uma vez que existe uma correspondência íntima e inevitável entre o macrocosmo e o microcosmo humano, estas três energias aparecem incorporadas em diferentes graus entre os seres humanos também, o elemento sattvico mais plenamente nos brâmanes, o rajásico nos guerreiros ou kshatriyas, e o tamásico no vaisyas e sudras, especialmente os últimos. Esta é a base espiritual e psicológica original de toda a hierarquia. O brahman deve a sua posição proeminente na sociedade a seu poder espiritual sobre-humano. O nome "Brahman" da divindade que representa a luz intelectual do cosmos, se deriva de uma palavra que denota o poder criativo e é privilégio e dever do brahman representar este poder criativo enquanto os kshatriyas, ou governantes políticos e guerreiros, só servem para manter esse poder criativo tanto no interior da terra e também no universo. O brahman e kshatriya constituem, assim, a política Indo-Européia paradigmática centrada nos dois órgãos do que na política europeia são chamados a Igreja e o Estado. 

Se nos voltarmos para os filósofos gregos, descobrimos que em Platão e Aristóteles o estado é novamente constantemente concebido em termos da constituição da alma universal e individual. Segundo Platão, a alma é "aquilo que se move" (Fedro 246a) e é, naturalmente, anterior ao corpo, uma vez que "é o que governa todas as alterações e modificações do corpo" (Leis 892a).   

Assim como na Índia antiga, a alma, ou psique, na República de Platão, Bk.IV, é dividida em três partes, uma parte racional ou espiritual mais elevada (chamado logistikon) correspondente ao sattva indiano, uma passional média (chamados thymoeides) correspondendo a rajas, e uma parte inferior sensual (chamada epithymetikon) correspondente a tamas. Como a sociedade é um fenômeno tão orgânico quanto os indivíduos de que se compõe, em um estado também quanto mais o aspecto racional predomina sobre o passional mais se aproxima à forma política ideal. Mas a disciplina dos desejos inferiores pelos ditames da razão pode ser encontrada apenas em alguns e estes são os homens "mais bem nascidos e melhor educados" (República, IV), ao passo que as paixões não treinadas e selvagens encontram-se em abundância entre as crianças, as mulheres e as classes mais baixas, que formam a mais numerosa parte da sociedade. Os "guardiões" aristocráticos da república ideal de Platão, portanto, devem ser verdadeiros filósofos e não serão retirados das classes inferiores. 

Aristóteles continua a teoria política de orientação espiritual de Platão em sua Ethica Nichomachea, onde ele declara que o principal objetivo da política é a consecução do bem da nação. As classes superiores de uma nação comportarão os cidadãos plenos que irão assumir os ofícios militares e administrativas, incluindo sacerdotais, da terra. Os legisladores devem governar com um conhecimento claro da constituição espiritual do homem, isto é, dos elementos racionais e passionais que Platão havia discernido na alma individual. E é dever dos legisladores garantir a predominância do aspecto mais elevado da alma sobre o inferior. 

Princípios platônicos reaparecem no Renascimento europeu nos escritos de pensadores aristocráticos como Francesco Guicciardini e Jean Bodin. De acordo com Guicciardini - que ofereceu uma crítica à Maquiavel em uma de suas obras, Considerações sobre os discursos de Maquiavel - a principal razão da superioridade de um príncipe e de uma aristocracia perante o povo é que eles não estão sujeitos às paixões perniciosas, como , nomeadamente, a inveja. O filósofo renascentista francês, Jean Bodin - que é notável por sua defesa do absolutismo monárquico - também baseou sua defesa deste último em uma base platônica similar. Pois a monarquia genuína é, segundo ele, derivada da Lei Divina e o monarca é a imagem terrena de Deus. Cuidados devem ser tomados para que a fundação religiosa do Estado nunca seja posta em dúvida e os líderes religiosos devem agir como censores do Estado, a fim de manter a disciplina moral nele. 

É neste momento na história do mundo que as idéias anti-monárquicas revolucionárias da Guerra Civil Inglesa, da Revolução Americana e da Revolução Francesa aparecem. Se estudarmos a Carta Americana de Direitos de 1789, percebemos que ela foi baseada em grande parte na Carta Inglesa de Direitos de 1689 promulgada pelo (originalmente puritano), Parlamento Inglês após a "Gloriosa" Revolução Protestante de 1688, a fim de reduzir os poderes tradicionalmente investidos nos monarcas anteriormente católicos da Inglaterra. 

Um dos pensadores ingleses mais influentes do século XVII e um geralmente considerado o pai da democracia liberal, John Locke, também era um puritano. Locke era um campeão da separação da Igreja e do Estado e teve uma profunda influência sobre os "Pais Fundadores" norte-americanos, como Thomas Jefferson. A Carta Americana de Direitos, baseada na parlamentar britânica, é especialmente notável por sua dissociação (na Primeira Emenda) do estado norte-americano de qualquer religião oficial. O que tinha começado na Inglaterra como uma rejeição do catolicismo foi, assim, transformado na América em uma rejeição de toda a religião oficial. Combinado com esse medo de teocracia estava a devoção puritana à liberdade individual e a indústria, que fez com que os norte-americanos vissem a cidadania como um status definido principalmente pela liberdade e os cidadãos como unidades econômicas de produção e não sem semelhança com aquelas da utopia comunista de Marx. 

Um pouco mais tarde, em meados do século XVIII, Jean-Jacques Rousseau propagou na França a concepção lockeana do governo como um "contrato" social, orientado pela "volonté générale" das pessoas que reduziria as desigualdades que brotam da subserviência ao estado. No entanto, uma resposta robusta a doutrina do "contrato social" de Rousseau foi oferecida imediatamente após a fatídica Revolução Francesa pelo filósofo político inglês Edmund Burke em suas Reflexões sobre a Revolução na França (1790), onde ele apontou que 

o estado não deveria ser considerado como nada melhor do que um acordo de parceria em um comércio de pimenta e café, chita ou tabaco, ou alguma questão pequena assim ... 

E uma vez que as pessoas não podem ser confiadas para seguir qualquer "vontade geral" para a realização do bem da nação, Burke propõe uma aristocracia natural como o único governo viável de uma nação. Uma nação forte também é necessariamente uma religiosa, pois, como disse Burke, todos os políticos de fato agem em nome de "um grande mestre, autor e fundador da sociedade", ou seja, Deus. 

Este papel vital da religião na condução dos Estados foi reiterado na França pós-revolucionária também pelo monarquista francês conde Joseph de Maistre que observou em seu "Ensaios sobre os princípios geradores das constituições políticas e outras instituições humanas" (1809)que "a duração dos impérios sempre foi proporcional ao grau de influência que o elemento religioso ganhou na constituição política." De fato, as leis verdadeiramente políticas de uma terra são sinônimas com os sentimentos religiosos do povo e o “instante em que [o homem] se separa de Deus para agir sozinho ... ele não perde o poder ... mas sua atividade é negativa e só leva à destruição". Seguir as doutrinas de pensadores iluministas como Rousseau e Voltaire seria, assim, resultar em um retorno a um estado de anarquia e degeneração: 

Na Alemanha, por volta da mesma época filósofos como Kant e Fichte começavam a apontar para a importância crucial do "Estado" como meio de impor um governo esclarecido. Kant tomou como ponto de partida a excelência da Lei Divina em relação à Lei Natural, de modo que a Razão, ou a Lei Moral, foi elevada muito acima dos trabalhos mecânicos da Natureza. Para estabelecer este domínio da Lei Moral na terra, Kant propôs um estado extremamente poderoso que controlaria todos os ofícios religiosos e comerciais na terra.
  
O líder do Estado nunca pode ser um representante democrático do povo já que a democracia inevitavelmente resulta em um despotismo. Enquanto Kant favoreceu uma república monárquica, Johann Fichte defendia um filósofo-político platônico que é ao mesmo tempo um líder político e religioso de sua nação. Como um "guardião" de Platão, tal estadista 

em sua estimativa da humanidade olha para além do que eles são no mundo real ao que eles são na idéia divina ... "(The Nature of the Scholar, Palestra VIII). 

O monarca vai portar a responsabilidade da realização da liberdade interior dos indivíduos dentro de sua nação. É importante notar, neste contexto, a ênfase de Fichte de que o objetivo de toda a sociedade é "cada vez maior enobrecimento da raça humana, isto é, para torna-la cada vez mais a livre da escravidão da Natureza", assim como o objetivo de toda a cultura é "sujeitar Natureza ... à Razão". Para contrariar a liberdade espúria que especialmente os jovens anseiam, Fichte insiste que um novo sistema de educação deve ser desenvolvido, que "essencialmente destrói a liberdade de vontade ... e produz sobre a estrita necessidade estrita nas decisões da vontade." (Dirige-se à Nação Alemã, endereço II). 

O Estado continua a ser glorificado na filosofia idealista de Hegel, para quem o Estado, e especialmente o Estado prussiano, é a "personificação da liberdade racional percebendo-se e reconhecendo-se de forma objetiva" (Lições sobre a Filosofia da História). E no nacionalismo prussiano de Heinrich von Treitschke, o estado é glorificado de tal forma que ele se torna uma espécie de substituto para Deus. Treitschke tem o cuidado de sublinhar que "a consciência de unidade nacional é dependente de um elo comum da religião, pois o sentimento religioso é uma das forças fundamentais do caráter humano." (Política, I) Infelizmente, a interferência de elementos judaicos na política alemã tinha perturbado a ordem espiritual tradicional da sociedade, incentivando "a coexistência de várias religiões dentro de uma nacionalidade, envolvendo uma diferença irreconciliável e, finalmente, intolerável de perspectivas sobre a vida". 

Diretamente oposta a estas várias doutrinas estatistas dos idealistas e nacionalistas alemães é a doutrina do comunismo, que foi proposta em meados do século XIX pelo economista político judeu Karl Marx. A diferença radical entre a visão marxista do mundo e a Indo-Europeia já é evidente no fato de que o sistema de Marx foi baseado em um materialismo que nega totalmente a existência de qualquer realidade espiritual que seja, e toda a metafísica em geral, em favor de uma dialética sócio-economica que tentava compreender as transformações da sociedade de acordo com seus diferentes modos de produção. Ao contrário de Hegel, que tinha justificado a história como a mudança das manifestações de um espírito-do-mundo quase divino, Marx queria "criar" a história, focando no que ele considerava como suas atividades econômicas essenciais. Como ele disse em A Ideologia Alemã (Ch.1): 

A moral, a religião, a metafísica, todo o resto da ideologia e suas formas correspondentes de consciência ... não tem história, não tem desenvolvimento; mas os homens, desenvolvendo sua produção material e seu intercâmbio material, alteram, juntamente com a sua existência real, o seu pensamento e os produtos do seu pensamento. 

No entanto, o sistema comunista, para todas as suas aspirações evolutivas aparentes, é uma construção anti-científica, utópica visando uma sociedade anti-humana sem classes e sem estado baseada na propriedade comum dos meios de produção. Neste experimento sociológico delirante Marx concentrou especialmente na luta de classes, ou o conflito entre capital e trabalho, como o principal instrumento de mudança histórica. Ao conceder a igualdade econômica, social e política para todos os cidadãos Marx acreditava que a consciência social e disciplina de cada indivíduo seria naturalmente aumentada. E, enquanto ele tolerou um sistema político parlamentar representativo como uma fase de transição, sua utopia comunista objetivava a dissolução final do aparelho de Estado (que é o que induz a hierarquia e a desigualdade) no estado mais avançado do comunismo, quando o povo se tornaria totalmente auto-governado. 
O marxismo é, assim, a mais completa expressão de uma visão de mundo que é diametralmente oposta à ordenação indo-européia tradicional da sociedade de acordo com o caráter espiritual que temos observado na antiga Índia, Grécia e no resto da Europa até o advento do puritanismo quasi-judaico em meados do século XVII. O marxismo é, naturalmente, também oposto à estrutura do Estado que suporta a aristocracia religiosa e guerreira que fundou, constituiu e preservou a nação. Pode-se notar aqui que, embora as democracias liberais modernas finjam que abominam a ideologia comunista, a usurpação da autoridade política no Ocidente pelo legislador e seu primeiro-ministro ou líder presidencial representa um grande passo em direção a mesma dissolução dos conceitos de Estado e soberania que o comunismo também se esforça para alcançar. 

As teorias econômicas e políticas de Marx foram fortemente criticadas na virada do século por muitos pensadores alemães notáveis, como Eugen Duehring e Oswald Spengler, mas gostaria de destacar aqui uma das respostas filosóficas políticas mais metafisicamente estruturadas ao marxismo - ou seja, o sistema do filósofo fascista italiano, Giovanni Gentile. De acordo com Gentile, a base do mal, exatamente como em Platão e Plotino, é a matéria, ou a Natureza, que se opõe ao Espírito e representa, por assim dizer 

nulidade não apenas moral e absoluta [mas] o caos impenetrável da natureza bruta, mecanismo, escuridão espiritual, a falsidade e o mal, todas as coisas que o homem está sempre lutando contra. (Gênese e estrutura da sociedade). 

Gentile lembra que a vida econômica centrada por Marx é marcada por um utilitarismo parecido com a vida instintiva dos animais e é uma vida de escravidão à matéria, ao passo que a política deve ser um meio para a liberdade espiritual. Enquanto o marxismo objetiva o pior tipo de organização social, "a concepção utilitarista, materialista e portanto egoísta, da vida entendida como um reino de direitos a ser vindicado, em vez de como uma arena de deveres a realizar sacrificando-se a um ideal", o ideal do fascismo de Gentile é baseado em uma compreensão metafísica da sociedade como emergindo de um ideal kantiano de uma "sociedade transcendente", que é produzida pela interação do ego e do seu objeto puro, o alter ego. É essa concepção de uma "sociedade transcendente", que faz do homem um 'animal político', como Aristóteles já havia sugerido. A auto-realização gradual de um indivíduo implica, necessariamente, a iluminação de suas contrapartes objetivas, os outros membros da sociedade, de modo que a nação como um todo começa a se aproximar da "sociedade transcendente" ideal. 
De fato, para Gentile, como para Fichte, a atividade intelectual adequada do indivíduo iluminado é a compreensão de toda a humanidade ou da Idéia dela. E o 'Estado' é a personificação objetiva da personalidade dos indivíduos que a constituem ou o "aspecto comum universal" de sua vontade. Liberdade política verdadeira é, portanto, possível apenas quando os indivíduos que constituem o Estado tornam-se livre através da realização do aspecto universal da sua personalidade. 

O Estado em seu aspecto universal é realmente uma imagem da Vontade Divina e as leis do Estado devem sempre estar em consonância com a Lei Divina. Religião, naturalmente, não é uma ajuda externa à vontade do Estado, mas o elemento constitutivo do mesmo. A tarefa principal do Estado é promover o duplo desenvolvimento dos indivíduos e da sociedade. O projeto de Gentile de Educação Pública é, portanto, regido por uma consciência aguda da natureza essencialmente moral de toda a educação. Aqueles preocupados com a cultura como o auto-desenvolvimento dos indivíduos constituindo um estado devem, segundo ele, ser "críticos de todo o conhecimento que o homem não precisa para a realização efetiva de sua natureza humana e para o crescimento e a saúde de seu caráter moral" (Gênese e estrutura da sociedade). Em suma, eles devem ser críticos de todo o conhecimento que não seja genuinamente humano. 

Gentile interessantemente também faz uma distinção entre dois tipos de tratamento de história política. A verdadeira história não é aquela que observa o "fato bruto", mas sim "o ato interior do espírito" sempre considerado do ponto de vista do "estado transcendente", o "mais alto ideal, que opera como um fim na vida real do Estado"(Ibidem). Este estado transcendente é de fato o modelo divino de uma condição terrena e, portanto, uma norma imutável constante à qual as mudanças temporais de um estado se aproximam em diferentes graus ao longo de sua história. 

Nesta visão fascista da história e do significado filosófico do Estado finalmente obtemos um corretivo para os erros historiográficos de hegelianos como Fukuyama que elevam o status quo político a um ideal após superficialmente analisarem as mudanças externas de um Estado, como também para os erros dos marxistas que evocam utopias destas mesmas mudanças. Todos esses pensadores ignoram o aspecto transcendente ou divino da arte de governar, que, como observamos em nossa revisão inicial da antiga filosofia indiana e grega, começa com a constituição da psique ou da própria alma e visa, através de uma realeza sagrada ou uma autocracia iluminada, à melhora psicológica dos indivíduos que compõem o estado. Sociedades materialistas regidas por doutrinas políticas orientadas economicamente, sejam puritanas ou marxistas, são incapazes de qualquer desenvolvimento histórico real, porque o elemento espiritual do homem, que por si só é capaz de movimento e desenvolvimento está a ser mal entendido ou totalmente descartado. 

A tese historiográfica de Fukuyama é, portanto, apenas uma descrição do estado abortivo da própria América, que tem através de sua história gradualmente substituído princípios materialistas e econômicos da arte de governar para os mais espirituais que originalmente governavam todas as monarquias europeias, incluindo a britânica. Ao considerar este problema americano, não podemos nos dar ao luxo de ignorar o papel decisivo que os judeus têm desempenhado na história do Ocidente, pois a re-entrada de judeus na Inglaterra durante a Revolução Puritana está ligada, psicologicamente, à carreira capitalista do novo estado norte-americano, assim como a utopia econômica judaica de Karl Marx se esconde por trás dos sonhos democráticos liberais de americanos contemporâneos. Na verdade, todas as teorias políticas modernas que visam a dissolução do Estado ou da principal instituição religiosa de uma nação - sejam essas teorias chamadas libertárias ou anarquistas - devem ser reconhecidos como derivados da mentalidade econômica judaica defeituosa.

Essa mentalidade pode, e deve, ser totalmente substituída por doutrinas políticas genuinamente indo-europeias que não começam com promessas contratuais para as massas de liberdade e igualdade e abundância, mas sim com as obrigações dos líderes de uma nação e do Estado para melhorar realmente a condição psicológica humana, ou a cultura, destas massas. Tanto o Estado como a sua instituição religiosa principal - no caso do Ocidente, a Igreja - devem ser fortalecidos no seu papel nacional e sua aliança deve ser consolidada. Isto, naturalmente, implica a exclusão de todos os elementos anti-estatistas e anti-clericais do governo nacional e da educação. As orientações filosóficas para a regeneração urgente das nações estão claramente disponíveis na longa tradição da filosofia conservadora europeia que tenho apontado e, particularmente, no exemplo mais recente de Gentile. Claro, estou ciente de que monarquismo, o fascismo e a Igreja são todos igualmente detestáveis para aqueles que hoje seguem judaizando a América em suas várias aventuras utópicas, mas é bom ter em mente que o preço da utopia é o fim da história.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Socialismo Alemão como Alternativa ao Marxismo

por Alexander Jacob



Hoje, quando o marxismo tornou-se aceito como um sistema política respeitável, seria saultar reviver a reação conservadora a essa doutrina messiânica que é evidenciada nos escritos de intelectuais alemães da virada do século. Enquanto o marxismo fazia incursões na estrutura social da população alemã através de sua sonora dialétia hegeliana e slogans estimulantes endereçados ao proletariado, mentes genuinamente alemães ficaram efetivamente horrorizadas pela dissecação da vida social que o marxismo implicava, e alguns dos economistas e filósofos sociais alemães propuseram reformas sociais próprias que eram mais naturalmente adequadas à constituição ética e social do povo alemão. Dessas alternativas alemães ao marxismo, eu apresentarei aqui duas versões, aquelas de Werner Sombart, e de Oswald Spengler. Desses, o primeiro chamou seu sistema de Socialismo Alemão e o segundo de Socialismo Prussiano. O que é comum a ambas essas alternativas ao marxismo é que elas consideram o marxismo como coincidente com a questão do envolvimento judaico na sociedade europeia. Portanto meu artigo necessariamente lidará com a sociologia dos judeus tanto quanto com a dos alemães.

Eu posso brevemente lembrar que Karl Marx (1818-1883) nasceu em uma família judia ortodoxa no Reno e estudou Direito, Filosofia, e História nas Universidades de Bonn e Berlim. Marx começou sua carreira como economista política em Paris através de sua associação com o alemão Friedrich Engels. Sua primeira obra econômica foram os Manuscritos Econômicos e Filosóficos de 1844 que refletiam sua absorção do hegelianismo, do socialismo francês, e do economismo inglês. Expulso da França em 1845, Marx mudou-se para Bruxelas, onde ele colocou-se em contato com o movimento dos trabalhadores, para o qual ele rascunhou em 1848 o influente Manifesto Comunista que continua uma crítica do capitalismo e uma convocação ao socialismo revolucionário. Durante as Revoluções de 1848, Marx foi extraditado de Bruxelas e o restante de seus anos ele passou em Londres onde ele era sustentado por Engels, que agora havia se tornado um industrialista afluente. Sua principal obra produzida na Inglaterra foi Das Kapital (1867) que permanece a Bíblia do Comunismo entre pensadores esquerdistas.

A completa rejeição da discussão filósofica em Das Kapital cristaliza o defeito inato da mente judaica tanto quanto o foco exclusivo de Marx em questões econômicas em seus projetos para a futura sociedade humana. Acreditando que o capitalismo era uma fase transitória na evolução da sociedade já que este era baseado na exploração do trabalho pela minoria capitalista que deveria mais cedo ou mais tarde ser varrida pelas massas, Marx visualizou uma utopia anárquica vindoura que seria inteiramente livre do dinheiro, de classes sociais, e até de um governo estatal. Pode-se notar que o próprio Marx era um antissemita já que ele considerava os judeus como predominantemente capitalistas em espírito, mas o sistema social que ele propunha não era menos significativo da mentalidade judaica do que o do capitalismo que ele atacava. As limitações culturais da visão materialista de Marx condicionada pelo que ele chamava de "o modo de produção dos meios materiais de vida" foram, portanto, mais claramente expostos pelos sociólogos alemães mais genuinamente filosóficos tais como Sombart e Spengler.

Werner Sombart (1863-1914), o economista e filósofo social é notado hoje por suas diversas obras pioneiras sobre o ethos capitalista. Apesar de Sombart ter iniciado sua carreira sociológica como um socialista marxista, ele gradualmente dissociou-se da orientação economicista da teoria social de Marx em favor de um entendimento mais voluntarista das fontes de evolução social que sustentavam o próprio modelo patriarcal e aristocrático de sociedade que Marx havia buscado destruir. Em seu Die deutsche Volkswirtschaft im neunzehnten Jahrhundert (1903), Sombart deu as costas à glorificação socialista do progresso que ele viu como destrutiva ao espírito humano e reviveu o ideal medieval da comunidade de guildas que envolvia, como Mitzmann sumarizou, "a total absorção e desenolvimento da personalidade do produtor em seu trabalho; objetivos limitados; e a conformação das unidades produtivas sobre o modelo da comunidade familiar". A substituição dessa sociedade orgânica original pela "Gesellschaft" artificial, para usar a terminologia de Tönnies, foi consolidada pela interferência do judeu na sociedade alemã já que o judeu é destacado pelo pensamento abstrato que é "sinômino de indiferença por todos os valores qualitativos, com a inabilidade de apreciar o concreto, o individual, o pessoal, o vivente". A expressão simbólica da capacidade judaica para abstração é o dinheiro que "dissolve todos os valores de uso em seus equivalentes quantitativos". O proletariado, que é o típido produto social do capitalismo, é o elemento que sofre mais na substituição do ethos social patriarcal pelo comercial, pois "cada comunidade de interesse é dissolvida, bem como cada comunidade de trabalho" e o "mero pagamento é o único elo que luga as partes contratantes". O conforto tradicional da religião também foi destruído pelo capitalismo que tipicamente reforçou o movimento intelectual liberal do Iluminismo. Uma outra diferença crucial entre o Socialismo Alemão desenvolvido por Sombart e o marxismo é sua distinção do capitalista entre o empresário e o comerciante de tal modo que, Marx tentou superar o empresário como uma figura historicamente obsoleta, Sombart defendeu a virtude criativa e organizacional do espírito empresarial contra as características meramente racionalizantes e abstratas do comerciante. O empresário então torna-se na visão de Sombart o representante econômico do típico espírito faustiano do herói alemão enquanto o comerciante calculista é crescentemente identificado com o estrangeiro, particularmente com judeus e ingleses.

Em seu livro Händler und Helden (Munique, 1915), Sombart discute a significância sociológica da guerra entre ingleses e alemães em termos da diferença radical entre o "espírito comercial" que objetiva alcançar mera "felicidade" através das virtudes negativas da "temperança, contentamento, indústria, sinceridade, moderação, humildade, paciência e similares" que facilitarão um "concurso pacífico de comerciantes", e o "espírito heróico" que objetiva realizar a missão da vida como uma tarefa de auto-realização superior da humanidade através das virtudes positivas da "vontade de sacrifício, lealdade, reverência, valor, piedade, obediência, e bondade" e os "valores militares", já que "todo heroísmo foi primeiro completamente desenvolvido na guerra e através da guerra". A guerra para o inglês era basicamente uma aventura comercial enquanto para o alemão era uma defesa de sua alma contra a influência mortificante do mesmo espírito comercial.

Porém, já em suas principais obras de 1911-1913, em Die Jüden und das Wirtschaftsleben (1911) e sobre o espírito burguês, Der Bourgeois, 1913, Sombart havia demonstrado que o sistema moderno do capitalismo comercial devia-se principalmente não ao protestantismo inglês, como Max Weber havia proclamado em seu Protestantische Ethik und der Geist des Kapitalismus (1904-5), mas ao Judaísmo. Em verdade, o próprio Weber foi forçado, sob o estímulo da obra de Sombart, a distinguir entre o capitalismo protestante e o "capitalismo pária" dos judeus, uma distinção que corresponde com a própria divisão histórica de Sombart do desenvolvimento do capitalismo em capitalismo primitivo e capitalismo superior. Enquanto o catolicismo, e particularmente o tomismo, havia sido parcialmente influente no desenvolvimento do espírito comercial em sua filosofia racionalista, legalista e essencialmente mundana, Sombart negava que o protestantismo era sinônimo de capitalismo já que, ao contrário, o luteranismo havia ao menos encorajado um aprofundamento do sentimento religioso. Mesmo outras formas de protestantismo eram marcadas por um espírito geralmente anti-capitalista de mesquinhez e no máximo assumiu formas capitalistas da vida econômica existente dos católicos. A verdadeira fonte do desenvolvimento da fase do capitalismo superior da sociedade é porém, segundo Sombart, a mente judaica, que primeiro introduziu as principais características do capitalismo moderno, nomeadamente o jogo irrestrito do lucro através do livre-comércio, negócios usurários, e práticas comerciais cruéis, especialmente com não-judeus.

A identificação da trapaça em transações comerciais e a exploração de outras pessoas como as causas principais do poder financeiro da judiaria é mais plenamente discutida por Sombart em Die Juden und das Wirtschaftsleben. A raiz da economia judaica é localizada por Sombart na própria religião hereditária que:

"em todos os seus raciocínios apela a nós como uma criação do intelecto, uma coisa de pensamento e propósito projetada no mundo dos organismos, mecanicamente e artificiosamente desenhada, destinada a destruir e a conquistar o reino da natureza e a reinar em seu lugar. Exatamente assim o capitalismo aparece em cena; como a religião judaica, um elemento estrangeiro em meio ao mundo natural; como ele também algo esquematizado e planejado em meio à vida fervilhante".

O capitalismo efetivamente deriva diretamente das tradições econômicas usurárias orientadas ao lucro dos judeus:
"o capitalismo moderno é filho da agiotagem. Na agiotagem toda concepção de qualidade desaparece e apenas o aspecto quantitativo importa. Na agiotagem a atividade econômica como tal não possui sentido; não é mais uma questão de exercitar corpo ou mente; é tudo uma questão de sucesso. Sucesso, portanto, é a única coisa que possui sentido. Na agiotagem a possibilidade é pela primeira vez ilustrada de que você pode ganhar sem suar; que você pode colocar outros para trabalharem para você seu fazer uso da força".

Sombart aqui aponta para a forma sutil da violência comercial que constitui o sistema explorador judaico. Os judeus em geral tem desconsiderado as limitações ao lucro interentes nos padrões tradicionais da vida econômica europeia:
"Os judues não davam atenção às delimitações estritas da própria vocação ou de um ofício ou outro, tão universalmente enfatizadas pelo direito e costumes. De novo e de novo nós ouvimos o clamro de que os judeus não se contentavam com um tipo de atividade; eles faziam tudo que podiam, e perturbavam de tal modo a ordem das coisas que o sistema de guildas queria manter".

O status alienígena dos judeus vis-à-vis os povos hospedeiros entre os quais eles viviam serviu como fator de contribuição para o sucesso de suas iniciativas capitalistas, pois seu status social secundário apenas os impeliam em seu ódio e ressentimentos naturais contra os povos hospedeiros, pelos quais eles tiravam vantagem dos não-judeus sob a sanção de suas leis religiosas:
"o intercurso com estrangeiros era desprovido de todas as considerações, e a moralidade comercial tornou-se elástica".

O resultado final da prevalência do espírito judaico no Ocidente foi a corrupção da própria natureza do homem ocidental e sua sociedade, pois,
"Antes do capitalismo poder se desenvolver, o homem natural tinha que ser modificado para além de todo reconhecimento, e um mecanismo racionalisticamente pensado introduzido em seu lugar. Tinha que havar uma transvaloração de todos os valores econômicos".

Essa transformação ruinosa é realizada basicamente através da adaptação resiliente do judeu à sociedade na qual ele é residente. Mas esse processo de adaptação é determinado intelectualmente e carece da qualidade orgânica da verdadeira simpatia:
"Que o Lorde Beaconsfield (Benjamim Disraeli) fosse um conservador era graças a um acidente ou outro, ou a alguma conjectura política; mas Stein e Bismarck e Carlyle era conservadores porque não poderiam ser outra coisa; estava em seu sangue".

De fato, os judeus não nutrem simpatia por 
"qualquer status no qual o nexo seja de natureza pessoa. Todo o ser do judeu é oposto a tudo aquilo que é usualmente entendido como cavalheirismo, a toda e qualquer sentimentalidade,  feudalismo, patriarcalismo. Nem compreende ele uma ordem social baseada em relacionamentos como estes. 'Estamentos do reino' e organizações de ofício são uma abominação para eles. Politicamente ele é um individualista. Ele é o representante nato da visão 'liberal' da vida na qual não há homens e mulheres de carne e sangue com personalidades distintas, mas apenas cidadãos com direitos e deveres".

O resultado é que os próprios judeus não parecem capazes de compreender o significado real da questão judaica e parecem pensar que a questão judaica é apenas de natureza política ou religiosa, acreditando que:
"o que possa ser claramente colocado no papel e organizado corretamente com a ajuda do intelecto deve nevessariamente ser capaz de uma solução adequada na vida efetiva".

Com o entendimento de Sombart da diferença radical entre o espírito heróico alemão e o espírito comercial judaico não é de surpreender que ele tenha se identificado com o movimento Nacional-Socialista durante os primeiros anos do regime, mesmo que depois ele tenha deixado de participar ativamente de seus programas. Em seu Deutscher Sozialismus, escrito em 1934, Sombart reforça essa diferença entre os dois ethos, apontando novamente ao desejo do socialismo proletário marxista pelo "maios bem para o maior número". Esse traço utópico dos marxistas é evidenciado especialmente em sua defesa do industrialismo moderno, mesmo que ele deseje uma substituição da organização econômica privada por uma organização econômica comunitária construída sobre a popriedade social dos meios de produção. O objetivo da felicidade social é dirigida à noção de "liberdade e igualdade e fraternidade" emprestada da Revolução Francesa e trai os mesmos ressentimentos que impeliram a primeira revolução europeia. Os métodos usados para sua realização são a redução da quantidade de trabalho físico ao qual o proletariado está sujeito através do uso de máquinas e de organização adequada envolvendo a abolição da divisão do trabalho. A abolição da centralização do capital e da noção de propriedade privada promoverá ainda mais a prosperidade das massas. Esse sonho do proletariado comunista é reforçado pela idéia de progresso histórico infinito não em direção a uma humanidade superior, mas de uma humanidade mais "feliz". Simultaneamente todo sentimento religioso de reverência perante uma divindade outromundista deve ser suprimido para que as pessoas alcancem mais rapidamente o sonho de um paraído nesse mundo o qual é, em verdade, o objetivo real da religião judaica também.

Infelizmente, essa "crença fatal no progresso que governou o mundo ideal do socialismo proletário ainda mais que o mundo do liberalismo" é a causa principal da decadência inexorável da cultura humana genuína, pois, como ele diz, "renovar perpetuamente, atrapalha qualquer cultura. Apenas quando no curso da história as tradições de crenças, morais, de educação, e de organização são dominantes é possível para uma cultura desabrochar. Pois, em concordância com sua própria natureza, a cultura é antiga, enraizada, indígena". A base de toda cultura só pode ser a nação e não o Estado enquanto tal, pois a nação é "a associação política em sua busca por alcançar um fim. A nação existe não porque ela vive na consciência dos indivíduos, mas ela existe como uma idéia no reino do espírito; ela é 'individualista espiritual'". O povo que constitui uma nação é efetivamente um organismo como o indivíduo e possui a mesma origem, o mesmo destino histórico, e a mesma cultura espiritual. É sobre esta base cultural que deve-se distinguir os judeus como uma nação alienígena. Aos judeus deve ser negado direitos iguais na posse de posições de liderança e responsabilidade, independentemente de seu espírito e caráter. Ele aponta com aprovação ao período pré-Guilhermino quando:

"as forças armadas e quase toda a administração interna e jurídica, com exceções aprovadas, estavam fechadas para os judeus. Tivesse essa prática sido mantida, e os judeus sido assignados a outros campos importantes, como as universidades, o direito e outras atividades, a pátria alemã e, não menos, os próprios judeus, teriam sido poupados de grandes aflições".

A solução que Sombart sugere à questão judaica é a transformação da cultura institucional de tal modo que ela "não mais sirva como apoio ao espírito judaico", que é, o "espírito dessa era econômica" ou da sociedade burguesa, de modo que os alemães não mais participem no ethos alienígena alimentado neles pelos judeus.
A política econômica dos estados modernos deve também ser uma dirigida de modo corporativo baseado em um sistema de estamentos, que será livre do potencial para exploração no sistema judaico,

"interesses pessoais devem ser superados e articulados no estado como um todo; nem, de tal maneira, o indivíduo encontra seu lugar segundo sua própria estimativa, mas recebe o lugar atribuído a ele. Isso significa o reconhecimento da primazia da política. Em outras palavras, uma ordem segundo estamentos não é reconciliável com o princípio da livre iniciativa e da livre competição. Em uma comunidade na qual a economia capitalista ainda comanda, um sistema de estamentos é uma contradição. Não até que o Estado estabeleça-se fundamentalmente sobre instituições, isto é, sobre uma ordem legal que imponha deveres, pode um sistema de estamentos realizar suas tarefas".

A nova ordem legal será ao mesmo tempo hierárquica e incorporará uma "razão supraindividual" dirigida ao bem-estar do todo; essa ordem será completamente representada pelo Estado. Daí em diante o domínio da economia será governando pelo da política, focado essencialmente em sua virtude militar, enquanto no reino da própria economia, a agricultura ocupará o primeiro nível e o comércio o último. A liderança de um estado socialista forte ou autoritário deve estar com alguém "que recebe suas direções, não como um inferior de um líder superior, mas apenas de Deus...não é necessário que ele ouça a 'voz do povo', na medida em que ele não reconheça nela a voz de Deus, que jamais pode falar a partir da totalidade acidental ou mutante de todos os cidadãos ou mesmo da maioria dos cidadãos. A volonté générale que deve ser realizada em uma realidade metafísica, e não empírica...O estadista não serve a interesse popular, mas apenas à idéia nacional". Naturalmente o líder será apoiado em suas tarefas nacionais por uma elite de oficiais capazes e corpos públicos autônomos.
O Socialismo Alemão de Sombart é de fato bastante indistinto daquele dos neoconservadores da República de Weimar, Oswald Spengler, Moeller van den Bruck, ou Edgar Julius Jung. Isso deve apenas confirmar o fato muito negligenciado de que aquilo pelo que o que os alemães anti-democraticos e anti-liberais estavam luando na República de Weimar era o ethos europeus em oposição ao judaico, e que o Socialismo Alemão (distinto de e irreconciliável com o Socialismo Marxista) está tão orientado para o desenvolvimento de uma autêntica cultural moral e tão hierarquicamente e neo-medievalmente organizado quanto o Conservadorismo Alemão. Como representante da posição neoconservadora na República de Weimar nós podemos considerar aqui as perspectivas políticas de Oswald Spengler (1880-1936) cujo ideal social é efetivamente chamdo "Socialismo Prussiano" em seu ensaio Preussentum und Sozialismus (1919), que foi um rascunho dos principais temas da segunda parte de seu magnum opus em dois volumes Der Untergang des Abendlandes (1918 e 1922). O peso do argumento de Spengler nesse ensaio é a diferença entre o Socialismo Marxista que é baseado em um entendimento alienígena, inglês e judaico, da sociedade e o socialismo genuíno do Estado Prussiano. O socialismo dos ingleses é demonstrado como sendo um individualismo ao estilo viking que encorajou a rapinagem do Império Britânico e a crueldade mercantil de seus líderes. A conquista normanda da Inglaterra pôs um fim ao modo de vida anglo-saxão e introduziu o "princípio de pirataria" pelo qual "os barões exploravam a terra atribuída a eles, e eram por sua vez explorados pelo duque". As companhias comerciais modernas inglesas e americanas estão encadeadas aos mesmos motivos de lucro:

"Seu objetivo não é trabalhar diligentemente para erguer o nível de vida nacional, mas sim produzir fortunas privadas para o uso do capital privado, para subjugar a competição privada, e explorar o público através do uso da propaganda, guerras de preço, controle da oferta e demanda".

As noções democráticas francesas, por outro lado, são governadas por um amor anárquico do prazer já que cada indivíduo no Estado francês quer é "uma igualdade de prazer, oportunidade igual para a vida como pensionista".
A doutrina marxista, sendo um produto da mente judaica, que é caracterizada pelo "ressentimento", é baseada em uma inveja daqueles que possuem riqueza e privilégios sem trabalhar, e assim advoga a revolta contra aqueles que possuem essas vantagens. É então essencialmente uma variante negativa do ethos inglês. Não é surpreendente, portanto, que o trabalhador na doutrina marxista é encorajador a acumular seus próprios lucros através da iniciativa privada, de modo que, como Spengler diz, "o marxismo é", de fato, "o capitalismo do proletariado". O sistema marxista é efetivamente o "capítulo final de uma filosofia com raízes na revolução inglesa, cujos humores bíblicos permaneceram dominantes no pensamento inglês". Em verdade, como ele continua a dizer, "uma interpretação bíblica de acordos comerciais questionáveis pode acalmar a consciêcia e elevar a ambição e a iniciativa". Enquanto os industrialistas participam no comércio com o "dinheiro" como uma commodity, os trabalhadores fazem o mesmo com o "trabalho". No Estado prussiano, por outro lado, o trabalho não é uma mercadoria mas um "dever dirigido ao interesse comum, e não há gradação - isso é democratização ao estilo prussiano - de valores éticos entre os vários tipos de trabalho".

A solução marxista para a propriedade privada ilimitada também é uma negativa: "expropriação dos expropriadores, roubo dos ladrões". Isso é baseado em uma visão "inglesa" do capital na qual "o bilionário demanda liberdade absoluta para determinar questões globais por suas decisões privadas, sem qualquer outro padrão ético em mente além do sucesso. Ele derrota seus oponentes com o crédito e a especulação como suas armas". Por outro lado, o prussiano vê a propriedade não como um saque privado mas como parte de uma riqueza comum, "não como um meio de expressão do poder pessoal mas como bens colocados sob a responsabilidade, para cuja administração ele, como proprietário, está responsável perante o Estado". O socialismo prussiano é então essencialmente:

"despreocupado com a propriedade nominal, mas sim com as técnicas de administração. O velho método prussiano era legislar a estrutura formal do potencial produtivo total ao mesmo tempo guardando cuidadosamente o direito à propriedade e a herança, e permitir tanta liberdade ao talento pessoal, energia, iniciativa, e intelecto quando se poderia permitir a um jogador de xadrez que dominou todas as regras do jogo. É principalmente assim que era feito nos velhos cartéis e sindicatos, e não há razão pela qual isso não poderia ser sistematicamente estendido a hábitos de trabalho, avaliação de trabalho, distribuição de lucro, e o relacionamento interno entre planejadores e funcionários executivos. A socialização significa a lenta transformação do trabalhador em um funcionário público econômico, do empregador em um burocrata administrativo responsável com extensos poderes de autoridade, e da propriedade em um tipo de feudo hereditário com um certo número de direitos e privilégios associados".

A significância da noção de Estado Nacional é completamente ignorada por Marx em seu foco sobre a "sociedade". Por outro lado, a forma prussiana de socialismo é baseada inteiramente na noção da primazia do Estado que é de fato o ideal do cavaleiro teutônico, diametralmente oposta à rapina errante do viking:
"Os cavaleiros teutônicos que se assentaram e colonizaram as fronteiras orientais da Alemanha na Idade Média tinham um genuíno sentimento pela autoridade do Estado em questões econômicas, e posteriormente os prussianos herdaram esse sentimento. O indivíduo é informado de suas obrigações econômicas pelo Destino, por Deus, pelo Estado, ou por seu talento pessoal. Direitos e privilégios de produzir e consumir bens são igualmente distribuídos. O objetivo não é uma riqueza cada vez maior do indivíduo ou para cada indivíduo, mas sim o florescimento da totalidade".

Enquanto a sociedade inglesa é devotada ao "sucesso" e à riqueza, a prussiana é devotada ao trabalho por um objetivo nacional comum:
"O estilo de vida prussiano produziu uma profunda consciência de nível, um sentimento de unidade baseado em um ethos de trabalho, e não de descanso. Ele une os membros de cada grupo profissional - forças armadas, funcionalismo público, e iniciativa privada - infundindo-as com um orgulho de vocação, e dedica-os a atividade que beneficia todos os outros, a totalidade, o Estado".

O indivíduo subsumido na totalidade é porém marcado de modo mais notável por "aquela gloriosa liberdade interior, a libertas oboedientiae que sempre distinguiu os melhores exemplares da linhagem prussiana". O ideal administrativo que Spengler propõe para o Estado prussiano é, como Sombart, corporativo e hierárquico em estrutura:
"Visualizemos uma nação unificada na qual a cada um é atribuído seu lugar segundo seu nível socialista, seu talento para auto-disciplina voluntária baseada em convicção interior, suas habilidades organizacionais, seu potencial de trabalho, consciência, e energia, sua prontidão inteligente em servir a causa comum. Planejemos uma conscrição geral de trabalho, resultando em guildas ocupacionais que administrarão e ao mesmo tempo serão guiadas por um conselho administrativo, e não por um parlamento".

O parlamentarismo não apenas é inapropriado em um Estado monárquico como a Prússia, mas é também um sistema cansado e ultrapassado que perdeu a glória que lhe foi dada pelos "cavalheiros" e aristocratas que outrora governaram a política alemã e britânica. Agora, 
"as instituições, o senso de tato e observância cuidadosa das amenidades, estão morrendo com as pessoas de boa linhagem. O relacionamento entre líderes partidários e partido, entre partido e massas, será mais duro, mais transparente, e mais descarado. Esse é o início do cesarismo".

Indivíduos egoístas empregam formas democráticas de parlamentarismo para fazer do "Estado" um órgão executivo de seus próprios interesses econômicos, "ou seja, pagando campanhas eleitorais e jornais e assim controlando a opinião de eleitores e leitores". Portanto, a democracia, em geral, é uma aliança profana de massas urbanas, intelectuais cosmopolistas, e capitalistas financeiros. As massas em si são manipuladas pelos dois últimos elementos através de suas agências específicas, a imprensa e os partidos. A classe intelectual representa uma "inteligência abstrata", e não uma iluminação espiritual, enquanto os capitalistas financeiros são apoiados por fortunas móveis distintas da propriedade fundiária da nobreza autêntica. Em verdade, a Liga das Nações, antecessora de nossas Nações Unidas, é ela mesma um instrumento do grande capital, e é "em realidade um sistema de províncias e protetorados cujas populações estão sendo exploradas por uma oligarquia financeira com a ajuda de parlamentos subornados e leis compradas". Quanto ao assim chamado "internacionalismo" do marxismo moderno, este é imediatamente reconhecido como uma farsa quando se nota a diversidade de raças e de suas respostas a movimentos políticos. Em verdade, segundo Spengler, a verdadeira "Internacional" é
"possível apenas como a vitória da idéia de uma única raça acima de todas as outras, e não como a mistura de todas as opiniões separadas em uma massa incolor".

A significância da crítica de Spengler à ética inglesa e judaica não pode ser exagerada, pois ela serve como um lembrete da importância de distinguir entre o princípio de pirataria inglesa e a idéia estatal germânica bem como entre o falso "socialismo" de Marx e o genuíno da Prússia. O verdadeiro sentido do socialismo, segundo Spengler é 
"que a vida é dominada não por um contraste entre ricos e pobres mas por uma hierarquia determinada por realização e habilidade. Este é nosso tipo de liberdade: liberdade em relação aos caprichos econômicos do indivíduo".

Spengler, assim como Sombart, acreditava no ideal prussiano de governo, não por métidos parlamentares populares, mas por uma elite que, como o oficial militar ou burocrata, seria caracterizada pela devoção ao dever e ao bem comum. Como ele declara, "o socialismo autoritário é por definição monarquista", pois "a posição mais responsável nesse organismo gigantesco não deve ser abandonada a corsários ambiciosos". Ainda que Spengler tenha saudado o movimento de Hitler como indicativo do renascimento da "vontade disciplinada" do Espírito prussiano, ele ignorou a questão judaica e criticava os Nacional-Socialistas por serem materialistas demais em suas discussões sobre raça. Ademais, ele acreditava que os Nacional-Socialistas haviam traído o elitismo prussiano que ele favorecia ao tornar a revolução em um movimento de massa,
("o demagogo vive com as massas como um deles; o líder nato pode usá-las, mas despreza-as")

Porém, Spengler parece ter ignorado o caráter elitista das SS de Hitler e de sua caracterização precisamente por aquela qualidade guerreira que Spengler buscava nos governantes do futuro ("exércitos, e não partidos, são a futura forma de poder"). De fato, a opinião de Spengler acerca do nacionalismo, "junto com a idéia monárquica latenta nele" como uma transição ao cesarismo que ele visualizava como o resultado final da degeneração da idade moderna também é confirmada pela história do movimento nacional-socialista, que, até hoje, crê que o esforço de Hitler foi apenas um início em uma batlha perpétua pelo estabelecimento da hegemonia da visão-de-mundo germânica sobre a judaica - seja capitalista ou comunista.

Nós teremos notado que o socialismo alemão dos dois penasdores que nós consideramos é essencialmente uma idéia moral baseada no caráter disciplinado da raça alemã. Ambos pensadores, ademais, estão juntos em seu desprezo pelo judeu cujo principal representante político moderno, Marx, é responsável pela perversão do sentimento germânico de justiça social baseado na cooperação mútia em uma guerra anti-natiral entre as diversas classes da mesma nação, para o benefício de uma organização internacional. O antissemitismo de Sombart é mais exclusivamente econômico e, por essa razão, considera a reorganização institucional como suficiente para a eliminação da influência econômica judaica sobre a sociedade. O reconhecimento de Spengler da irreconciliabilidade do ethos judaico com o alemão a um nível espiritual ao mesmo tempo em que ele rejeita o racialismo biológico é uma contradição que o leva a crer que uma vez que europeus e americanos tenham alcançado um certo domínio independente da nova civilização urbana da idade moderna o conhecimento financeiro judaico terá se tornado supérfluo e os judeus desaparecerão como força a ser reconhecida:

"Hoje essa nação magiana, com seu gueto e sua religião, está ela própria em perigo e desaparecendo - não porque a metafísica das duas culturas aproxima-se uma da outra (pois isto é impossível), mas porque o estrato superior intelectualizado de cada lado está deixando completamente de ser metafísico. A liderança que essa nação experimentou em seu longo hábito de pensar em termos econômicos diminui cada vez mais (vis-a-vis a americana, ela já quase desapareceu), e com a perda de sua vontade também se vai o último meio potente de manter um consenso que se fragmentou em partes".

Os fatos políticos e sociais do mundo pós-guerra provaram Spengler tragicamente errado em sua subestimação do poder pervasivo e tenaz da judiaria tanto entre as nações hospedeiras como agora em seu novo lar no Oriente Médio. Esse poder é devido precisamente ao sucesso que a mentalidade judaica teve em erodir a finesse metafísica da mente europeia ao nível materialista e racionalista da primeira. O perigo do marxismo é que, como a raça judaica da qual ele nasceu, ele é virulentamente oposto a culturas nacionais e ao ordenamento natural, hierárquico, e autárquico da sociedade europeia. Dificilmente é surpreendente que esses traços anti-nacionalistas persistam na sociedade europeia hoje, senão sob o disfarce do comunismo como na primeira parte desse século, ainda sob a democracia liberal, pois os judeus são capazes através deste segundo sistema, ainda mais livremente do que no comunismo, de continuar a promover corrupção intelectual e cultural, bem como a consequente insatisfação social, de tal modo a beneficiar e perpetuar a própria existência comercial estéril como potência internacional. O remédio para esse problema, deve-se perceber mais cedo ou mais tarde, está na reversão a versões mais autênticas do socialismo europeu do que aquelas apresentadas hoje e em combater a atomização e tendência fragmentadora do racionalismo materialista judaico que embebeu cada poro da sociedade europeia desde a emancipação do judaísmo, com a integridade moral, conservadorismo e criatividade espiritual orgânica as quais foram as únicas responsáveis pelas realizações culturais duradouras dos europeus e que, sozinhas, podem garantir sua sobrevivência no futuro.