Por: Aldo Onesti
"No último mergulho o mundo via,
Chegada a derradeira hora fatal,
Que vossa jovem vida se extinguia
Como puro quebrar de bom cristal.
Não homens mas já deuses vos tornáveis,
Ao vos negardes, na auto-imolação,
Sem já desejos que fossem mortais,
Toda esperança e toda salvação.
Com o cristal de súbito partido
De vossa juventude em flor ainda,
Cumpríreis no oceano o sonho tido:
A morte pela pátria era bem-vinda.
Inclinem-se o inimigo e a humana gente
Perante vós, heróis do Sol Nascente"
Aldo Onesti é escritor, tradutor e poeta ítalo-brasileiro, ganhador de diversos prêmios, que vivenciou pessoalmente os acontecimentos da Segunda Guerra Mundial. Este poema se encontra em lugar de destaque no "Chiran Peace Museum", dedicado à memória dos pilotos japoneses que deram sua vida em combate.
Sr. Aldo é uma pessoa muito inteligente e humilde. Vive sem os frutos dos seus méritos...sozinho...e ainda com todo seu acervo de trabalho muito bem feito, por sinal, em risco de perda por não ter morada fixa e viver de um salário medíocre a de "aposentadoria" que não o permite uma vida dígna.É lamentável que um ilustre poeta ítalo-brasileiro não tenha o ideal reconhecimento do seu trabalho e ainda viva marginalizado na sociedade. O que resta, é a simpatia e generosidade dos amigos que fez pela vida afora; com estes ele pode contar sempre que dá.
ResponderExcluirLamento informar da morte de nosso poeta.
ResponderExcluirDeus o tenha.