sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Eduardo Velasco - O arsenal do herege: grandes personalidades defendem a eugenia

por Eduardo Velasco

"A melhor semente, no melhor solo... a pior semente, no pior solo". - (Harvey V. Sutton, atleta, médico e eugenista australiano).

"Um homem está doente e vai ao médico. O médico diz: 'Você tem um tumor maligno e está com sobrepeso, e ficando cada vez mais gordo'. O homem pergunta ao médico: 'Não poderia tirar o câncer e me ajudar a perder peso?' O médico responde: 'É claro que não. Suas células cancerosas e células de gordura têm tanto direito à vida como suas células normais'." - (Kurt Saxon).

"É melhor prevenir do que curar". - (Ditado popular).

O que temos aqui, que amplia o artigo anterior, é uma compilação de grandes personalidades defendendo a mentalidade eugênica, portanto, eu não devo ser responsabilizado pelo que outros disseram: eu só apresento as citações e comento até certo ponto, como um estudo, para dar uma ideia da variedade de opiniões que houve e há entre os pró-eugenistas. Alguns conceitos tratados pelas pessoas mencionadas neste post são certamente ultrapassados, e registro, portanto, que eu não aprovo tudo o que é dito aqui. Por exemplo, grandes avanços foram feitos atualmente, e através da engenharia genética, maravilhas poderiam ser alcançadas acima dos métodos mais primitivos defendidos aqui por alguns autores. Mas, em todo caso, são dignos de curiosidade, especialmente nestes tempos, quando o maior problema do planeta — a superpopulação — ameaça desencadear enormes catástrofes naturais e artificiais que resultarão em mortes desnecessárias de pessoas inocentes, ao passo que uma microelite cleptocrática de egoístas, ganancioso e depravados manipula o mundo de costas à essa realidade, tentando contornar a lei natural até que, airado, finalmente lhes dá alcance.

O que é eugenia? Ela vem do grego antigo eu (bom, bem), e ygenes (nascer), portanto significa "nascer bem", ou "o nascimento dos bons". A Wikipedia define a eugenia como "ciência aplicada ou movimento biossocial que defende o uso de práticas destinadas a melhorar a composição genética de uma população". Eugenia significa socialismo biológico, biopolítica, uma nova engenharia social baseada na lógica, na biologia, na genética, no acato das leis naturais da vida, e a vontade de crescer em harmonia — tanto com o planeta em si e com os seres que o povoam. A eugenia é a vontade de um jardineiro que tenta fazer da espécie não um lugar descampado em que as ervas daninhas crescem em desordem, mas um jardim onde, graças à intervenção de uma inteligência superior, extirpem as quiçaças e cresçam plantas bonitas e frutíferas, compartilhando uma harmonia entre elas, e sendo gentil com o solo sagrado no qual germinam e crescem, e ao qual devem sua própria existência. É a vontade de aperfeiçoar o homem ou, de preferência, superá-lo, pois já se sabe que o homem é um ser imperfeito cuja criação não está completa, cujo modelo de perfeição absoluta ainda não foi fixado. Eugenia, em suma, é o instinto de levar adiante a evolução das espécies e criar o superhomem.

Nada de novo sob o sol. Desde o Neolítico, o homem encontrou maneiras de domesticar animais que lhe eram biologicamente úteis para fornecer bom leite, carne, ovos, lã etc., e dedicou-se a criá-los com cuidado para melhorar a qualidade de seus rebanhos geração após geração. O mesmo aconteceu com as variedades de plantas, especialmente com os cereais. Em cada geração, o antigo fazendeiro-pecuário impedia que as variedades não-úteis de seu rebanho ou colheita se reproduzissem, e em vez garantiu que os melhores espécimes tinham proles prolíficas. Assim, suas colheitas e seus rebanhos estavam melhorando pouco a pouco. Se por meio de tais métodos pudessem ser obtidos maiores touros, galinhas mais férteis ou trigo mais nutritivo, por que não seria igual em obter seres humanos mais inteligentes, corajosos e fortes? O corpo do homem não está sujeito às mesmas leis que os animais selvagens? Infelizmente, essa mentalidade, aplicada ao gado e às culturas, não foi aplicada ao homem, e a conquista de melhores condições de vida, assim como a adoção de hábitos e dietas não naturais, relaxou a seleção natural, desencadeando a degeneração do homem civilizado.

A eugenia fala da necessidade de prevenir (eugenia negativa) a multiplicação de mutações indesejáveis ​​no genoma humano (objetivamente, como a cegueira, deformidade, várias doenças congênitas, retardo mental, progressão da mestiçagem entre raças originalmente harmoniosas, síndrome de Down etc.), proibindo sua reprodução e multiplicação antes que seja tarde demais para a espécie e antes que a Terra e a Natureza reajam violentamente à proliferação descontrolada de um tipo humano inferior, doente e inchado, que se tornou um tumor maligno para o planeta.

E, por outro lado, é necessário favorecer (eugenia positiva) a propagação dos espécimes humanos mais bem dotados em todos os aspectos, para lhes dar a vantagem evolutiva. Isso se refere especialmente ao nascimento, treinamento esportivo, alimentação, vida ao ar livre, cultivo de faculdades mentais e da vontade, cultura geral e saúde. Para os olhos das espécies, qualquer método é legítimo para conseguir isso, desde a fertilização in vitro, o diagnóstico pré-natal ou a seleção de embriões até a engenharia genética avançada, cirurgia e técnicas de terapia que estão ao virar da esquina. Se isso não é realizado, é precisamente porque a Civilização Ocidental é governada por pessoas a quem o destino da raça, civilização e humanidade não importam em absoluto, uma vez que o que os move é o benefício econômico imediato e o sucesso a curto prazo.

O Ocidente morre e clama por um sistema autoritário e socialista no qual a regeneração da raça e da qualidade biológica retomam força para equilibrar a balança planetária que está atualmente inclinado à proliferação de um tipo humano de qualidade zero.

INTRODUÇÃO

Podemos pensar que Galileu não foi o primeiro homem da era pós-clássica europeia a "redescobrir" que a Terra gira em torno do Sol. Havia acesso às obras clássicas, e creio sinceramente que na Idade Média muitos sábios sabiam a verdade, mas nenhum deles tinha coragem de publicá-la por medo da Igreja e da palavra "herege", capazes de arruinar a sua carreira e até mesmo terminar sua vida em uma fogueira, ao som dos aplausos dos abençoados. Assim, uma camarilha de fariseus, representando uma ideia obscurantista, exercia controle sobre um rebanho "temente a Deus", mantendo-os para sempre na ignorância e escuridão, tirando-os de suas tradições gentias para substituí-la com a Bíblia e reinando como reis tortos em um mundo de cegos. Galileu, como outros, foi forçado a se retrair, sob pena de ser queimado como um herege. 

Bem, hoje temos:

• Uma nova Igreja: o Sistema.

• Novos dogmas inquestionáveis: o "politicamente correto", a "igualdade" a todo o custo, o feminismo, o multiculturalismo, a rebelião contra tudo o que é bem constituído, o ódio pelo superior,  a revolta contra o belo, o individualismo e o desejo de não ofender os parasitas sanguessugas e  os queixosos.

• Uma nova inquisição: a imprensa, ONGs e lobbies judeus, homossexuais, feministas, pró-terceiromundistas e democratas-cristãos, entre outros.

• Temos novos hereges: revisionistas, dissidentes e cientistas preocupados com a verdade. 

• Novos tabus intocáveis: a engenharia genética, o "holocausto", o racismo, o nazismo, o fascismo, o antissemitismo, o "machismo", a "homofobia"... e a eugenia.

• Nova caça às bruxas: escândalos e julgamentos de grandes dissidentes ou qualquer pessoa suspeita de "racismo" ou patriotismo.

• Novos pioneiros arrependidos ao estilo Galileu, como o cientista e talentoso inglês James Watson, que se retratou de sua frase "racista" em 2007, deixando de ser queimado na fogueira da mídia. Como no caso de Galileu, o tempo provará a veracidade de suas palavras, e a posteridade honrará como verdadeiras aquelas palavras que ele murmurou entre os dentes: "E pur si muove".

• Temos novas fogueiras: ostracismo, difamação, condenação, encarceramento, boicote e até agressão física direta.

• Um novo Satanás, Anticristo ou Lúcifer: Hitler.

• E, claro, temos os fariseus habituais: grandes magnatas das finanças e dos meios de comunicação, progressistas e políticos ambiciosos que venderiam seu irmão por dinheiro e notoriedade, ONGs que fraudam o contribuinte inocente e vivem de subsídios parasitas, burocratas queimados, funcionários medíocres, profissionais do direito que sustentam-se por injustiça e mentiras, parasitas decadentes, incluso cientistas que tentam prosperar pisando em seus colegas de trabalho, fazendo a bolha do Sistema mais corrupta que é, e usando cada um dos caídos em desgraça como um degrau em particular em sua escada até não se sabe onde (qualquer trabalhador sabe bem o perfil psicológico que foi descrito). Todos eles, em conjunto, representam a contra-evolução, as correntes destrutivas, antitéticas e disruptivas dentro da humanidade: os defeituosos da espécie, que impedem sua evolução para formas de vida superiores, encadeando-a na miséria, medíocre e servil.

Assim podemos dizer, sem medo de exagero, que atualmente está acontecendo exatamente o mesmo que aconteceu na Idade Média com a Igreja. Se a história nos ensina algo, é que a história se repete ("esse é o erro da história", dizia Darwin), e que, em tempos de tabus, a ciência não avança. A sociedade moderna, no meio de uma regressão fisiológica e envenenada por genes da pior cepa, se remolca pateticamente com invenções feitas há setenta anos, e critica os tabus do passado remoto, mas parece esquecer que esses tabus foram substituídos por outros tabus novos. O único objetivo dessa fronteira sinistra niveladora, anti-evolucionária e igualitária permanece a mesma por milênios: frustrar o homem em seu caminho para Deus.

Incluso despojando o tema da paixão e do idealismo, a eugenia parece ser um assunto, sob o ponto de vista racional e objetivo, tão lógico que só podemos perguntar que tipo de pessoa poderia opor-se a isso. Por que, então, há tanta oposição a um assunto tão urgente e necessário como a eugenia? Podemos atribuir isso a duas razões:

1. Dois milênios de judaico-cristianismo cultural e derivados.

2. A ignorância e a baixa qualidade física, mental e moral de grande parte da população moderna, graças à anulação da seleção natural por séculos, à perseguição dos livres-pensadores, ao esgotamento do melhor sangue nas guerras, a mania de ajudar mais os piores do que os melhores, e hoje, graças a um vangloriamento deliberado da vulgaridade e mediocridade na mídia (que não é nada mais do que uma nova forma de cristianismo — a glorificação do miserável, medíocre e baixo).

Em contraste com essa antievolução, e mais depois de ler essa compilação, ninguém pode negar que a grande maioria dos homens que atualmente são considerados grandes personalidades, inteligentes, sábios, audazes e exitosos em seu campo, apoiavam a eugenia. A intenção deste escrito é, com esta avalanche de grandes personalidades, "animar" um pouco aqueles que defenderiam medidas pró-eugênicas — especialmente professores, médicos, biólogos, geneticistas e outros — e ver que milênios de história lhes favorecem. Além disso, as pessoas estão mais conscientes do mundo da ciência, porque avanços e debates extremamente interessantes estão ocorrendo, demonstrando que há pessoas muito bem preparadas que estão perfeitamente conscientes do que está acontecendo e como enfrentá-lo.

Infelizmente, a ciência moderna está fortemente envolvida no sistema oficial. O financiamento é fornecido para investigar apenas questões que podem resultar em um benefício econômico direto de curto prazo, o que restringe as esperanças de investigar caminhos, talvez mais árduos, mas que a longo prazo produzem benefícios muito mais importantes e não apenas econômicos. A humanidade tem que se cansar de ser governada por palhaços gananciosos e vulgares, mercadores do deserto que só pensam em procurar novos truques financeiros e novos mercados para vender bugigangas inúteis. 

Mas virá um dia em que os cientistas deixarão de pesquisar sobre cremes e silicones para remendar os repugnantes corpos desgastados de cinquentonas paranoicas e direcionarão seus esforços para melhorar a herança genética do ser humano de modo que no futuro ele nunca precisará de "emendo" algum. Chegará o dia em que os médicos deixarão de lutar para encontrar remédios e prolongar, através de métodos aberrantes, a vida de doentes terminais cujos corpos estão destruídos, para dedicar em vez disso suas energias à criação de um tipo humano que não precisa de nenhum remédio.

A mal chamada "comunidade científica" — que é composta de cientistas servis para o sistema oficial, lacaios do "politicamente correto", possuídos por ambições sócio-político-econômicas duvidosas e ansiosos para escalar — se lançam ao ataque de quem diz algo dissidente do dogma mainstream fanático — incluso (ou talvez especialmente) se esse alguém é seu melhor "colega" profissional.

Mas a verdade, fariseus, não é muda, porque a verdade é para sempre. Como a Fênix, esta grande verdade que é a lei da desigualdade humana e a necessidade de cultivar o melhor e limitar a reprodução do pior voltará. Na verdade, é um segredo aberto que está nas mentes e às vezes na própria boca de muitos médicos e cientistas, representantes dos quais no futuro será a ciência mais importante de todas: a ciência do homem e da vida. Chegará um dia em que esses arautos da verdade proclamarão seu ensinamento e sua grave advertência:

"A civilização fez os seres humanos degenerar e piorar, e é necessário tomar medidas radicais de emergência para reverter este processo sinistro, ou vamos tornar-se uma forma de vida fraca, involuída, inferior, patética, vulnerável, doente, afeminada, dependente e prejudicial para o planeta, incapaz de superar adversidades de absolutamente nenhum tipo — nós nos tornaremos nos 'emos' das espécies animais. Seremos uma espécie imunda e gelatinosa que se arrasta entre as máquinas. E então a Natureza virá por nós. Por outro lado, a 'raça' é muito mais do que traços étnico-antropológicos. É a qualidade biológica da linhagem, é a resistência desse elo que faz parte de uma cadeia da qual ninguém sabe o começo ou o fim, mas que deve ser forte e brilhante para suportar o estresse a que a vida submete".

Assim como no caso da Terra girando em torno do Sol, nos tempos futuros também as verdades defendidas pelos dissidentes serão consideradas certezas, e aqueles que, uma vez as "refutaram" estupidamente, terão vergonha de ter feito isso, como a Igreja está envergonhada hoje de ter negado durante séculos que a Terra gira em torno do Sol. E assim como o obscurantismo cristão foi finalmente dominado por um Renascimento que a Igreja não pôde conter, nós também, mesmo na época mais decadente, nos dirigimos para o Renascimento definitivo do antigo indo-europeu.

A antiga abordagem nazista de 1933 não foi satisfatoriamente desafiada ou respondida pelo Sistema (que se limitou a derramar difamações demagógicas sobre o nazismo, mas tentando nunca tocar em seus argumentos). Por isso, continuou à espreita depois de 1945: deveria a humanidade estabelecer uma seleção artificial que faria tão rapidamente e sem dor em uma única geração o que a seleção natural tem sido incapaz de fazer de forma lenta e dolorosa durante os últimos milênios devido aos credos inferiores e os estragos biológicos derivados das guerras e o avanço descontrolado da civilização? Por acaso todas as boas qualidades que possa ter um ser humano (beleza, saúde, inteligência, força, destreza, coragem, resistência, audácia, bondade, altruísmo, patriotismo, autocontrole, espírito de sacrifício, disciplina, espírito de equipe, instinto comunitário, instinto de proteção, espírito de ataque, paixão etc.) e que hoje são admiradas e desejadas por qualquer pessoa, não são o resultado de processos naturais sangrentos que não têm nada de humanitário e sim muito fascista? Não nos horrorizaria que essas qualidades fossem perdidas e substituídas por inveja, ressentimento, mesquinhez, mediocridade, fraqueza, sedentarismo, doença, amargura, mal-estar, crime, pobreza, covardia, preguiça e ociosidade?

As personalidades que aparecem aqui são das mais variadas. Nenhum autor foi discriminado por tendência política, raça, nacionalidade, religião ou sexo. Só se tem em conta o interesse que têm as suas nomeações e as que foram consideradas mais ilustrativas e representativas. Desta forma, os absolutistas, os imperialistas, os liberais, os democratas, os socialistas, os marxistas, os fascistas, os nazistas, os chineses, os ateus, os políticos e os judeus serão exibidos neste texto, sem esquecer os cientistas não ligados a qualquer tendência política. Nisso é precisamente a liberdade de expressão e de opinião: na qual cada um expõe suas ideias, seja do símbolo que sejam.

Muito material tem sido lido para publicar esta seleção de informações (das quais muitas partes, especialmente dos prolíficos estudos eugênicos dos países anglo-saxões, são difíceis de encontrar). Quem souber de mais citações, serão de grande valia e você pode enviar para europa_soberana@hotmail.com

ANTIGUIDADE

"A ideia de que a herança pode e deve ser conscientemente influenciada não é de modo algum uma novidade. Não menos de seis mil anos atrás, os babilônios seguiram cuidadosamente as linhas genealógicas de seus cavalos, a fim de encontrar novas combinações que lhes proporcionariam melhores estirpes. Muito antes de Jesus Cristo, os chineses produziram novas variedades de arroz cruzando as existentes, tentando aumentar o rendimento de suas colheitas e aumentar o valor nutricional do grão. De lá, a ideia de que o homem poderia ser melhorado havia apenas um passo, e mais de um filósofo pensou, depois de penhorar todo o seu sentido crítico na contemplação do mundo, que a maneira de melhorar o homem seria através do cruzamento judicioso e razoável de seus indivíduos". - (E. Aynat).

Com a "desbarbarização" que surgiu após o surgimento do sedentarismo, as pessoas logo perceberam que uma sociedade desarraigada da Natureza degenera imediatamente; em suma, a humanidade despertou para os perigos da civilização. Para compensar isso, os líderes dessas sociedades puseram em marcha processos que visavam anular os efeitos perniciosos do maior câncer da humanidade: a disgenia, ou seja, a degeneração da raça resultante da ausência de seleção natural. Aqui veremos que, em muitas sociedades avançadas da antiguidade, as leis da Natureza eram automaticamente seguidas. Seus líderes intervieram conscientemente e voluntariamente para parar a reprodução humana e permitir a reprodução apenas dos melhores, para que a espécie não degenerasse. E é que "onde o ambiente é muito suave e luxuoso e nenhuma luta é necessária para a sobrevivência, não só as estirpes e indivíduos fracos são autorizados a sobreviver e incentivados a procriar, mas os tipos fortes também engordam mentalmente e fisicamente". (Madison Grant, "The passing of the great race").

Os exemplos mais ilustrativos deste período são os hindus, gregos (e destes, os espartanos) e romanos. O ideal helênico de kalokagathia, isto é, uma associação de bondade e beleza conseguida mantendo a pureza do sangue no âmbito de um processo de seleção dos melhores lançou as bases de tudo que no Ocidente foi considerado "clássico" e "belo" desde então até muito recentemente.

Em outro artigo vimos que devemos considerar que a arte que nos chegou da antiguidade europeia é talvez apenas 2% do que realmente havia e, para completar, provavelmente a menos interessante e sublime: os cristãos primitivos tiveram o prazer de destruir todo o legado "pagão". Ninguém pode saber quantos filósofos e autores sofreram uma destruição total de suas obras, sem que ninguém jamais soubesse quem eram ou o que pensavam, e muitos outros escritos clássicos foram censurados, adulterados, corrigidos ou mutilados. Restam, pelo menos, os vestígios desse tempo pré-cristão como exemplo.

Embora 98% da arte clássica tenha sido destruída pelos primeiros cristãos, o sobrevivente fala por si mesmo como um tributo à seleção, equilíbrio, saúde e a excelência de todas as qualidades humanas.

• OS HINDUS. Os invasores indo-europeus chegaram à Índia por volta de 1400 AEC e imediatamente puseram em marcha medidas para favorecer altas taxas de natalidade nos melhores elementos da população (identificados com os invasores arianos) e as mais baixas nos piores (identificados com o estrato negro-dravídico). Todo o sistema de castas era realmente um grande processo de eugenia em que o chandala (termo também usado por Nietzsche para definir a moral dos judeus e cristãos), o dalit, o pária, o intocável, o sem casta, o considerado inferior, era submetido a um horrendo estilo de vida (usar apenas as roupas dos cadáveres, beber apenas água proveniente de áreas estagnadas ou com vestígios de animais, não permitir as suas mulheres que assistam ao parto, proibição de lavar-se, trabalhar como carrascos, coveiros e limpadores de latrinas e um desagradável etc.) que favoreciam que as doenças fossem endêmicas entre seu povo, que caíssem como moscas e que, portanto, seus números nunca aumentassem constituindo um perigo para os melhores. Estamos, portanto, perante um exemplo de eugenia negativa, ou seja, limitar a procriação dos piores. Essas medidas estão incluídas no "Código do Manu" (o lendário legislador indo-ariano que estabeleceu as bases para a hierarquia de castas). De acordo com o cientista Theodosius Dobzhansky, um renomado geneticista ucraniano, a quem citarei mais adiante: "O sistema de castas da Índia tem sido o maior experimento genético já realizado pelo homem" ("Genetic diversity and human equality")

"Uma mulher sempre dá ao mundo um filho dotado das mesmas qualidades que aquele que o engendrou (...) Um homem de nascimento abjeto toma o mal natural de seu pai ou de sua mãe, ou ambos ao mesmo tempo, e ele nunca poderá esconder sua origem".

("Código de Manu", Manara Dharma Shastra, Livro X).

• LICURGO (Século VIII AEC), legislador de Esparta, viajou através da Espanha, Egito e Índia acumulando sabedoria e mais tarde realizando uma revolução em Esparta, pelo qual a polis se militarizaria e estabeleceria um sistema social baseado na eugenia, cujas medidas incluem o infanticídio de recém nascidos deformados, feios ou imbecis. Em linhas gerais, a política de Licurgo era baseada na formação de seres humanos perfeitos para dar à luz seres humanos perfeitos, e nesse plano não havia espaço para monstruosidades genéticas. Por outro lado, a kripteia levada a cabo pelas autoridades espartanas sobre os hilotas, isto é, a plebe subjugada, pode perfeitamente ser considerado como um exemplo muito brutal e primitivo de eugenia negativa. Quanto às políticas espartanas de eugenia positiva (favorecer a multiplicação dos melhores) estavam na esfera de rituais populares como a coroação de um campeão e campeã em uma competição esportiva, ou um rei e rainha em um concurso de beleza, ou isenção fiscal para os cidadãos que tinham quatro crianças. Era esperado que os melhores casassem com as melhores; os solteiros com mais de 25 anos eram extremamente mal vistos e punidos com multas e atos humilhantes.

"Se os pais são fortes, as crianças serão fortes".

• HERÁCLITO (535-484 AEC), filósofo grego pré-socrático conhecido por seus aforismos ao estilo do Oráculo de Delfos. Ele estabeleceu que a sabedoria era muito mais do que mera acumulação de conhecimento e inteligência, valorizando igualmente a intuição, o instinto e a vontade.

"Peço a todos os mortais que gerem filhos bem-nascidos de pais nobres".

• LEÔNIDAS (morre em 480 AEC), rei de Esparta e comandante supremo das tropas gregas na Batalha de Termópilas. Ele lutou em inferioridade numérica contra os persas até o fim, dando tempo para a evacuação das cidades gregas, permitindo espaço para uma vitória ateniense na Batalha de Salamina e assentando as bases da definitiva derrota persa em Plateias. Leônidas e seus espartanos são exemplos de heroísmo, dedicação ao seu povo, espírito de sacrifício, treinamento e honra para todos os exércitos ocidentais de todos os tempos.

"¡Case com os capazes e dê à luz a capazes!"

(Exortação ao povo espartano antes de partir para Termópilas, de acordo com Plutarco, "Da malícia de Heródoto", 32).

• TEÓGNIS DE MÉGARA (século VI AEC) foi um dos grandes poetas gregos, que nos legou com sua "Teognidea" uma série de reflexões e conselhos interessantes para seu discípulo Kyrnos ou Cirno. Entre outras coisas, Teógnis divide a população em "boa" (a nobreza, identificada com os invasores helênicos) e "ruim" (a população plebeia nativa da Grécia, que progressivamente estava acumulando dinheiro e direitos).

"Carneiro, asno e cavalo, querido Kyrnos, revisamos
Cuidadosamente, e os bons buscam para o acasalamento
E nem os melhores homens se opõem a isso
Mas em vez disso eles se casam, por dinheiro, com as pequenas de ascendência inferior
E uma mulher também degradará sua estirpe
E desprezará o melhor homem pelo companheiro mais rico
O dinheiro manda: o bom se casa com o mal
E o mal com o bom, até que o mundo inteiro seja mestiço
Não é de surpreender que a raça do país degenere
— pois o metal misturado, Kyrnos, apenas brilha ligeiramente".

("Adrados").

• CRÍTIAS (460-403 AEC). filósofo ateniense, orador, professor, poeta e tio de Platão. Ele é conhecido por ter sido parte do governo espartano de ocupação conhecido como Trinta Tiranos, e aqui vamos apreciar a importância que este homem concedeu, não só para a herança, mas para o treinamento esportivo, sem o qual um ser humano nunca será completo.

"Começando com o nascimento de um homem, mostrando como ele pode ser o melhor e o mais forte em corpo se seu pai treina e suporta durezas, e se sua futura mãe é forte e também treina".

PLATÃO (428-347 AEC). Provavelmente o filósofo mais famoso de todos os tempos, este homem inspirou-se em Esparta a propor medidas da regeneração grega em sua obra "A República", repleta de valores de eugenia tanto positiva (promover os melhores) quanto negativa (limitar os piores), especialmente em relação à casta dos "guardiões". Platão, como a maioria dos filósofos gregos, era partidário da exposição de crianças defeituosas às intempéries para morrer.


"É necessário, segundo nossos princípios, que as relações dos indivíduos mais destacados de um sexo ou outro sejam muito frequentes, e as dos indivíduos inferiores muito raras. Além disso, é necessário criar os filhos dos primeiros e não dos segundos, se quiser que o rebanho não degenere".

("A República").

* * * * * * * *

"Com base no acordo, é necessário que os melhores homens se juntem às melhores mulheres o mais rápido possível e, pelo contrário, os piores com os piores; e devemos elevar a prole dos melhores e não dos piores, então nosso rebanho se tornará excelente".

("O Estado", p. 459).

* * * * * * * *

"Que nasçam de homens de elite crianças ainda melhores, e de homens úteis para o país, crianças mais úteis ainda".

("O Estado", p. 461).

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"O criador de bois e o selecionador de cavalos e incluso qualquer pessoa que atue sobre um grupo de animais semelhantes, de modo algum começará a cuidar dele sem o ter depurado com o método de purificação apropriado para cada grupo e sem ter separado o saudável dos doentes e os puros dos bastardos. Os doentes e bastardos os enviará a qualquer outro grupo, aos outros os enviará aos seus cuidados, pensando corretamente que a fadiga de cuidar dos corpos e de educar animais que, corrompidos pela natureza e má cria, arruínam em qualquer grupo o conjunto daqueles que são dotados de pureza nos costumes e corpos, se ninguém se preocupa em trazer ordem através da seleção".

("As Leis," 735).

XENOFONTE (430-354), soldado, cavaleiro consumado durante a Guerra do Peloponeso, um mercenário no coração da Pérsia durante a expedição dos dez mil, em que participou de uma guerra civil persa e, em seguida, fez o seu caminho com o seu camaradas até Grécia através de 1500 km de terreno hostil. Filósofo, pró-espartano e historiador. Notório anti-democrata e odiador do governo ateniense, ansiava por formas mais justas de governo, como as que encontrou na Pérsia e em Esparta, onde enviou seus filhos para serem educados. Juntamente com Plutarco, Xenofonte é a maior fonte de informação sobre Esparta, admirando as práticas eugênicas estabelecidas por Licurgo

"[Licurgo] considerava que a produção de crianças era o dever mais nobre dos cidadãos livres".

(“Constituição dos Lacedemônios").

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"Um homem velho devia apresentar à sua esposa um jovem no auge da vida a quem admirasse por suas qualidades, para que tivesse filhos com ele".

("Constituição dos Lacedemônios").

ISÓCRATES (436-338 AEC), político, filósofo e professor grego, foi um dos famosos dez oradores áticos e provavelmente o mais influente retórico de sua época. Ele fundou uma escola de oratória que se tornou famosa pela sua eficácia e criticou a política de muitas cidades gregas, que em vez de estimular sua natalidade inflavam artificial seus números através da imigração maciça de escravos, que ele considerava de qualidade inferior para a população helênica. Nesta citação, verifica-se até que ponto Isócrates avalia a qualidade versus quantidade.

"Não deve ser reputada como feliz aquela cidade que de cada extremo acumula muitos cidadãos aleatoriamente, mas aquela que melhor preserva a raça dos estabelecidos desde o início".

EURÍPIDES (480-406 AEC), dramaturgo, amigo de Sócrates e, sem dúvida, um dos maiores poetas de toda a antiguidade —  sua mancha é um machismo excessivo que o levou a criticar a maior liberdade de que gozam as mulheres em Esparta. Decepcionado e desgostoso com as políticas de uma Grécia decadente, ele se aposentou na Macedônia, um lugar onde as tradições helênicas ainda eram puras, e onde viveu até a morte.

"Não há tesouro mais precioso para as crianças do que nascer de um pai nobre e virtuoso e casar entre famílias nobres. Maldição para o imprudente que, superado pela paixão, se junta com indignos e deixa a seus filhos desonra em troca de prazeres culpáveis".

("Os heráclidas").

ARISTÓTELES (384-322 AEC), famoso filósofo que educou Alexandre Magno e lançou as bases, no Ocidente, do helenismo, da lógica e das ciências como a biologia, a taxonomia e a zoologia. Aristóteles se estende amplamente em seu trabalho "Politeia" sobre os problemas colocados pela eugenia, controle de natalidade, alimentação na infância e educação (livros VII e VIII). Ele geralmente admirava o antigo sistema espartano, embora com algumas ressalvas (na minha opinião, sem fundamento, pelo menos quando Esparta não era decadente) em que a instituição do eforado era tirânica.

• OS PATRÍCIOS eram os líderes romanos nos primeiros tempos, quando Roma era uma República. Esses homens eram os patriarcas ou líderes de clãs de cada uma das trinta famílias nobres descendentes dos invasores itálicos, e dirigia todas as instituições romanas, incluindo legiões, julgamentos e o Senado. Sóbrios, puros, ascéticos e rígidos, o seu povo os considerava como depositários da mais alta sabedoria, e a posteridade romana os honrou como deuses. Seus descendentes formaram o Patriciado, ou seja, a mais recente aristocracia romana, que gradualmente decaiu em todo o Império até se dissolver quase totalmente, transformando Roma em um repugnante monstro decadente que merecia ser devastado. Após as guerras púnicas e Júlio César, Roma perdeu em grande parte o seu espírito indo-europeu.

Em IV das XII tabelas da lei, foi estabelecido que as crianças nascidas deformadas deviam ser mortas no nascimento. Foi também deixado aos patriarcas dos clãs patrícios decidir quais eram os filhos incapazes. Eles eram geralmente afogados nas águas do Rio Tibre, e às vezes abandonados na Natureza, expondo-os a animais e elementos, em um processo chamado expositio. Aparentemente, aos romanos não soou tão mal esta tática purificadora (pelo menos enquanto eles a realizavam), como vemos na sua História esmagadora.

"Distorium vultum sequitur distortio morum". (Um rosto torcido segue uma moral torcida).

(Provérbio romano).

MELEAGRO DE GADARA (século I AEC), compilador grego de epigramas que se enquadra na cena helenística.

"Se mistura o bom com mal, uma boa progênie não nascerá, mas se ambos os pais forem bons, eles gerarão filhos nobres".

HORÁCIO (65 AEC-8 EC), filosofo romano e poeta lírico.

"O grande dote é a virtude dos pais".

*****

"Os bons e os valentes descem dos bons e dos valentes".

("Odes", IV, 4, 29).v

SÊNECA (4 AEC-65 CE), filósofo romano da escola estoica (a mesma a que pertenciam homens como Marco Aurélio ou Flávio Cláudio Juliano), de origem hispano-celta e professor do imperador Nero.

"Exterminamos os cães hidrofóbicos; matamos os touros indomáveis; degolamos ovelhas doentes por medo de infestar o rebanho; asfixiamos os fetos monstruosos e até mesmo afogamos as crianças se eles são fracos e deformados. Não é paixão, mas razão, separar as partes saudáveis daquelas que podem corrompe-las".

("Sobre a ira", XV).

PLUTARCO (45-120 EC). Filósofo, matemático, historiador, orador e sacerdote de Apolo no Oráculo de Delfos. É também uma das fontes importantes de informação sobre Esparta, em seus livros "Antigos costumes dos espartanos" e "Vida de Licurgo".

"Deixar vivo um ser que não é saudável e forte desde o início não é benéfico para o Estado ou para o próprio indivíduo".

(Falando sobre os costumes espartanos, em "Antigos costumes dos espartanos").

*****

"Quando um bebê nascia, ele era levado a um conselho de anciãos para ser examinado. Se o bebê era defeituoso de qualquer maneira, os anciões jogavam-no do monte. Tal bebê, na opinião dos espartanos, não devia ser permitido viver".

(Falando sobre os costumes espartanos, em "Vida de Licurgo").

DOMINAÇÃO CRISTÃ

"Durante a Idade Média, através de perseguições que resultavam em morte, prisão perpétua e exílio, livre pensadores, progressistas e intelectuais foram persistentemente eliminados em grandes áreas, deixando a perpetuação da Raça nas mãos dos brutos, servis e estúpidos. Agora é impossível dizer até que ponto a Igreja Romana danificou a inteligência da Europa com esses métodos". - (Madison Grant, "The passing of the great race").

"O advento do Cristianismo mergulhou a filosofia clássica em séculos de esquecimento e chocou com a crença europeia há muito estabelecida na desigualdade dos homens. Estendendo-se primeiro entre os escravos e as classes mais baixas do Império Romano, o cristianismo veio a ensinar que todos os homens eram iguais perante os olhos de um Deus criador universal, uma ideia que era totalmente estranha ao antigo pensamento europeu, que reconhecia uma hierarquia da competência entre os homens — e incluso entre os deuses. Contrariando as tradições da filosofia clássica e da investigação científica, o cristianismo introduziu o conceito de um único e onipotente 'Deus da história', que controlava todos os fenômenos do universo — homens e mulheres sendo criações de tal deus. Visto que todos os homens e mulheres eram 'filhos de Deus', ¡todos eram iguais perante o seu Divino Criador! A fé nas interpretações de revelações supostamente proféticas pela Igreja tornou-se mais importante do que a pesquisa científica ou filosófica; e questionar a visão da realidade de que a Igreja tinha passou a ser percebido como pecaminoso". - (Roger Pearson, "The concept of heredity").

O Cristianismo primitivo supôs um trauma atroz no Ocidente e no inconsciente coletivo europeu. Ele varreu os ensinamentos dos clássicos, e só muito lentamente que a Europa foi capaz de recuperar-se gradualmente, reconquistando e reunindo os pedaços espalhados de sabedoria que tinham sido dela e que sofreu destruição por parasitas fanáticos, envenenados pelo vírus do dogma do deserto. As populações europeias, especialmente os celtas, germânicos, bálticos e os eslavos — que sempre instintivamente foram regidos por princípios eugênicos — de repente se encontraram em um humanismo incompreendido que fermentava nas cidades lotadas e imundas do Mediterrâneo Oriental. O cristianismo frustrou qualquer possibilidade eugênica, biológica e pró-natural por séculos e séculos, de modo que não nos surpreende a escassez de testemunhos eugênicos desta época.

A Igreja tinha um conceito estrangeiro e antieuropeu de Deus, tirado diretamente da Bíblia. Quando os primeiros judeu-cristãos ensinaram que Deus tinha encarnado em um judeu que morreu nas mãos dos fortes (romanos) para a "salvação" dos fracos e pecadores (escravos, doentes, criminosos, prostitutas, a ralé romana e todo o Império), estavam lançando as bases de um trauma atroz, do qual o homem europeu nunca se recuperou. De fato, sob formas mais modernas ("solidariedade", "humanitarismo", "igualdade", covardia, sedentarismo, mentalidade de rebanho, servilismo, pacifismo, conformismo), quase todos os ocidentais modernos carregam variações do lastro cristão. Na imagem, o Cristo de Diego Velázquez, obra de um grande pintor espanhol cujo talento foi desperdiçado aqui desenhando um estranho ídolo judeu, anoréxico, passivo e masoquista, em vez de algum deus pagão triunfante.

Nesta fase, podemos destacar grupos heréticos como os cátaros, os templários, os alquimistas, os maçons, os rosa-cruzes, certas ordens religiosas (até certo ponto algumas ordens que acumulavam sabedoria e conhecimento, como os franciscanos, os beneditinos, os cistercienses etc.) e, é claro, o Renascimento, que poderia ter sido uma grande mudança para a Europa e um retorno de volta para a Igreja se não tivesse sido frustrado pelo protestantismo, a reforma, a contra-reforma e a Guerra dos Trinta Anos (1618-1638), o que significou o fim da alternativa pagã, a queda do Sacro Império e a morte de um terço da população alemã, inaugurando um período repulsivo de pragas, fome, histeria religiosa, guerras e caça às bruxas que devastaram as camadas germânicas europeias de melhor qualidade biológica (huguenote, quacres), até que a autoridade cristã perdesse força e credibilidade em favor de dogmas ainda mais perigosos: dogmas "iluminados".

Portanto, se há algo aproveitável da Idade Média, isso é, sem dúvida, a "outra" Idade Média de castelos, cavaleiros, trovadores, cruzados e princesas. Três instituições merecem menção: a cavalaria, a nobreza e o Sacro Império. Quando lemos as descrições das grandes personalidades da época ou alguém examina o esqueleto de algum rei proeminente, ficamos admirados: o imperador Carlos Magno (742-814) media entre 1,92 e 2,40 metros; Rolando, seu paladino, também foi descrito como um gigante; o rei norueguês Haroldo III (1015-1066) media sete pés, ou seja, aproximadamente 2,10 metros; o ruivo Sancho VII (1194-1234), rei de Navarra, media 2,20 metros; Jaime I (1208-1276), rei de Aragão, foi descrito como um gigante; o mesmo para os primeiros reis cruzados de Jerusalém. Todos esses homens eram, além de gigantes do seu tempo, gigantes da genética, pertencentes a uma linhagem praticamente extinta — mas capaz de ressuscitar através de uma adequada biopolítica seletiva, pois "a Nobreza, quer queira quer não, tem causas naturais, nasce da desigualdade primitiva dos talentos e dos personagens; permanece como uma seleção procurada e consciente, fixada por uma instituição. O indo-europeu tinha aceitado, naturalmente e sem coerção, a superioridade da Nobreza, sabendo que era a partida de famílias que, física e moralmente, representavam o sumum da seleção". (E. Aynat).

• ROGER BACON (1214-1294) foi um frade franciscano muito avançado em seu tempo. Aplicado e quase compulsivo erudito, em seu trabalho ele escreveu tratados sobre Gramática, Física, Ótica, Matemática, Filosofia e até mesmo Alquimia. Além disso, tratou da Astrologia e seu efeito sobre os homens, a fabricação de pólvora e a situação e tamanho dos corpos celestes. Muito antes de Leonardo da Vinci, Galileu e o Renascimento, ele previu a invenção de máquinas voadoras e navios a vapor, e em seus estudos detalhados de ótica ele antecipou a possibilidade de projetar coisas como microscópios, telescópios e óculos. Junto com suas experiências alquímicas, realmente revolucionárias, tudo isso foi considerado suspeito de heresia em seu tempo, e chegou a ser preso. A própria frase que escolhi colocar, embora pareça mais inócua, é inconcebivelmente herética para os círculos acadêmicos da época e sugere que, de fato, o homem está subordinado à Natureza e pode ser aplicado aos mesmos princípios que os animais. Roger Bacon morreu esquecido e caído em desgraça, e sua memória só muitos séculos posteriores seria resgatada e incorporada na história da Universidade de Oxford, onde ele tinha trabalhado.

"Non, nisi parendo, vincitur". (Não a vencemos, senão obedecendo-lhe).

SIR THOMAS MORE (conhecido no mundo hispânico como Tomás Moro, 1478-1535) foi um advogado, estadista, amigo de Erasmo de Roterdão e escritor renascentista inglês, conhecido por seu trabalho "Utopia", onde, como em "A República" platônica, disfarçou suas ideias de direção do estado sob o manto de uma espécie de "ficção científica". Entre outras coisas, em seu livro é levada a cabo uma política de eugenia intimamente relacionada com a espartana, onde o casal deve, em primeiro lugar, estar nu para saber que tipo de pessoa se casar no que diz respeito às qualidades genéticas. More manifesta-se contra a ideia de escapar para a possível repressão religiosa, mas o que ele realmente faz é expô-la como é. More seria decapitado por se recusar a reconhecer o rei Henrique VIII como chefe da Igreja na Inglaterra, e por isso a Igreja Católica o canonizou.

"Ao escolher uma mulher, os Utopistas têm um jeito, penso eu, ridículo, mas que eles consideram prudente: uma honrada matrona mostra a donzela ou viúva, nua para o marido; e igualmente um homem sério se manifesta à dama, também nu, ao contratante. E reprovando eu esse costume como inadequado, respondem que se maravilham com a loucura das pessoas, porque ao comprar um cavalo, uma questão de pouco dinheiro, vão com tanta modéstia que querem vê-lo sem sela, sob ela cobre alguma matadura, e na escolha das mulheres, que podem dar consolo ou desagrado enquanto passa a vida são tão negligentes que se contentam em ver tudo coberto e envolto, sem reconhecer mais do que o rosto, e isso deve ser impedido pelas leis, para que não aconteça engano".

("Utopia", 1516).

PEDRO CALDERÓN DE LA BARCA (1600-1681), veterano soldado da Itália e Flandres, escritor, poeta e dramaturgo espanhol. A frase que eu inclui torna fácil entender até que ponto a qualidade biológica individual distingue os homens de meras "modificações" externas.

"Aqui, como eu suspeito, não adorna o vestido ao peito, o peito adorna o vestido".

("El soldado español de los Tercios").

WILLIAM PENN (1644-1718). Membro da sociedade religiosa puritana dos quacres, emigrou para a América por perseguição religiosa na Grã-Bretanha e fundou a província, agora estado, da Pensilvânia. Muitos dos princípios políticos que ele adotou ali lançaram as bases para a posterior Constituição Americana. Penn representava a antiga linhagem puritana britânica, considerada como a fundadora dos EUA e tida em grande estima pelos posteriores eugenistas estadunidenses, que veremos adiante.

"Os homens são geralmente mais cuidadosos com a classe de seus cavalos e cães do que com seus próprios filhos".

("Reflections and maxims relating to the conduct of human life", Some fruits of solitude, 1693).

THOMAS R. MALTHUS (1766-1834), economista e demógrafo inglês, foi o primeiro a ressaltar que a população mundial crescia mais rápido do que cresciam os recursos, que a superpopulação era um perigo, que os recursos naturais eram limitados e que o homem estava condenado à fome, conflitos e epidemias (daí o termo "catástrofe malthusiana") se ele não fosse responsável por sua própria multiplicação.

"Não parece impossível que um grau de melhora, semelhante ao dos animais, possa ocorrer entre os homens se a atenção for dada à reprodução. É duvidoso que o intelecto possa ser transmitido [pouco depois se supôs que sim], mas o tamanho, a força, a beleza, a pele e talvez até a longevidade sejam transmissíveis até certo ponto. (...) A raça humana não poderia ser melhorada desta maneira sem condenar todos os espécimes ruins ao celibato".

("An essay on population", 1798).

FREDERICO II (1712-1786), rei da Prússia, um exemplo de um gênio estratégico-tático, um político de primeira e um dos comandantes militares mais brilhantes de todos os tempos, lutou contra a Áustria e da República das Duas Nações Polaco-Lituana obtendo grandes territórios, colonizou o Oriente com camponeses alemães, impeliu a Prússia à categoria de superpotência europeia, começou a unificar pedaços dos Estados dispersos do antigo Sacro-Império, e a sua morte tinha deixado assentada as bases do que no século XIX seria o II Reich ou Império Alemão.

"É repugnante ver o trabalho que está sendo feito sob nosso clima rude para crescer abacaxis, bananas e outras frutas exóticas, enquanto cuidam pouco para a prosperidade humana. Mas diga o que quiser, o homem é mais importante do que todas as bananas juntas. Ele é a planta a cultivar, a que merece todas as nossas atenções e os nossos cuidados, porque representa o orgulho e a glória de nossa Pátria".

ARTHUR SCHOPENHAUER (1788-1860), filósofo alemão que foi influenciado por Platão, Hinduísmo, Budismo e Goethe e que, por sua vez, influenciou Wagner, Nietzsche e Hitler. Schopenhauer opôs-se à filosofia de Hegel, deu grande importância à vontade como força universal, restaurou a dignidade da Natureza, falou sobre a importância da Espécie, negou a validade do Cristianismo e criticou as fontes defeituosas da civilização ocidental, entre outras coisas, como defender a poligamia e as políticas pseudo-eugênicas.

"Com o nosso conhecimento da completa inalterabilidade do caráter e das faculdades mentais, somos levados ao ponto de vista de que uma verdadeira e completa melhoria da raça humana pode ser alcançada, não tanto do exterior como do interior, não tanto pela teoria e instrução como pelo caminho da geração. Platão tinha algo semelhante em mente quando, no quinto livro de sua República, explicou seu plano para aumentar e melhorar sua casta guerreira. Se pudéssemos castrar todos os canalhas e colocar todas as raparigas estúpidas em conventos, e dar aos homens de nobres um harém inteiro, e procurar homens, e, por suposto, homens honestos, a todas as jovens inteligentes e de bom espírito, então surgiria em breve uma geração capaz de produzir uma era melhor do que a de Péricles".

("O mundo como vontade e representação", Volume II).

A ARISTOCRACIA IMPERIAL INGLESA: a classe dominante britânica que levou a Inglaterra a alturas muito altas de glória durante os séculos XVIII, XIX e XX é considerada de herança germânica, sendo o seu sangue principalmente anglo-saxão e normando. Seu sistema de criação e seleção, como sua orientação militarista, foi admirado até pelos nazistas como Günther, Darré, Hitler, Rosenberg ou Savitri Devi, que viram no campo anglo-saxão a repetição de ideias germânicas que continuaram a viver na América do Norte e Austrália. Sua mentalidade é resumida em uma frase.

"To breed, to bleed, to lead" (Procriar, sangrar, liderar. Lema da nobreza militar).

NASCE A EUGÊNIA

Vários processos marcaram o fim da hegemonia cristã, nominalmente o Iluminismo, a Revolução Americana, a Revolução Francesa [3], Napoleão, a Revolução Industrial e a ascensão da Alemanha, da Grã-Bretanha e dos EUA como grandes potências, com a Rússia à espera de um lado. Isto não implica, de modo algum, uma melhoria da raça europeia (pelo contrário, a raça continuou a degenerar devido à guerra e às atenções aos inúteis), mas que agora esse assunto tinha menos tabus para expressar-se. Acima de tudo, são os avanços científicos e a recuperação do legado greco-romano (bem como a tradução de certos textos sagrados orientais de origem indo-europeia) ocorridos nestes tempos que iniciaram uma época mais livre de preconceitos e mais científica.

A eugenia, fundada na Inglaterra, tornou-se, de fato, um tema de senso comum, totalmente apoiada pela maioria da comunidade científica (que na época não era coagida por interesses politicamente corretos) e por personalidades (além das mencionados aqui) notáveis como o professor Harvard e o célebre cientista Louis Agassiz, o filósofo inglês Herbert Spencer [4], o francês F. A. Gobineau, o presidente americano Woodrow Wilson, o economista britânico J. M. Keynes, o escritor francês Émile Zola, o magnata W. K. Kellogg, o antropólogo escocês e anatomista Sir Arthur Keith, o primeiro-ministro britânico Arthur J. Balfour, o famoso aviador americano Charles Lindberg, o compositor sueco Hugo Alfven e o político britânico Sidney J. Webb. Todos ou a maioria dos homens mencionados nesta seção — a maioria ingleses e americanos — eram considerados gênios, lançaram as bases de muitas disciplinas científicas modernas e eram altamente respeitados pela sociedade do século XIX e início do século XX. Por outro lado, a eugenia foi efetivamente implementada em países considerados "avançados" e "progressistas" no setor industrial, cultural, econômico, tecnológico, militar etc., como vários Estados dos EUA, Canadá, Alemanha, Áustria, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Islândia, Estônia, Letônia, Lituânia, Hungria, Suíça e Japão.

Não devemos sentir uma simpatia excessiva pelo sistema social desta época, dominada por um voraz e desalmado capitalismo. A Revolução Industrial, que começou na Inglaterra, estendendo-se à Bélgica, ao norte da Alemanha, à França, aos EUA e a todo o Ocidente, desenraizou do saudável e tranquilo campo milhões de camponeses de boa raça, que foram amontoados em bairros lotados e acinzentados e sujos, onde gradualmente degeneraram e se tornaram proletários, ressentidos e sem identidade. Além disso, a classe dominante que se beneficiava da miséria desses indivíduos (aqueles que lhes davam comida) se permitia o luxo de considerá-los inferiores, enquanto bebia café com especuladores e usureiros. Até certo ponto, deve-se entender que este era o terreno fértil perfeito para o surgimento do bolchevismo, e que as classes dominantes da época não puderam prevê-lo corretamente. Na verdade, só os nazistas alemães, que abordarei na próxima seção, finalmente tiveram a agudeza de perceber esse processo — e reverter isso de uma maneira verdadeiramente socialista, em sua doutrina de blut und boden. Outra razão pela qual parcialmente me alegra que os eugenistas não aplicassem integralmente sua política é que os indivíduos aqui mencionados baseiam frequentemente a sua "seleção" numa base econômica, social, cultural e produtiva. Assim, eles não teriam hesitado em esterilizar um vagabundo, talvez mesmo se esse vagabundo não fosse um "indigente genético", mas um trabalhador que teve má sorte e acabou na rua. Em suma, não tentaram aplicar um critério biológico para a criação de um homem superior, mas um critério social para a criação de um cidadão produtivo. E a produção em massa de cordeiros exemplares ou simples máquinas sem sangue é algo que, novamente, não me inspira simpatia, porque o objetivo de uma verdadeira biopolítica deve ser a produção de espécimes humanos, livres e perfeitos física, mental e espiritualmente. Mesmo tendo em conta estas questões desagradáveis, é indubitável que, graças às condições luxuosas de que gozavam as classes ricas, com gosto pela literatura clássica e ausência de obstáculos politicamente corretos, a ciência e a filosofia avançaram, graças a indivíduos altamente treinados e criativos que tinham todo tempo no mundo para lidar com suas pesquisas.

O fator mais alarmante que os primeiros eugenistas descobriram é que, no mundo moderno, a inteligência e a fertilidade são inversamente proporcionais entre si. Ou seja, as pessoas inteligentes têm poucas crianças, e isso é uma calamidade — e que, pelo contrário, os estúpidos e mentalmente fracos tendem a procriar prolificamente, o que dobra a calamidade. Essa tendência, já observada no século XIX, continua até hoje, ampliada como nunca antes.

Ano 1914, pouco antes da catástrofe da Primeira Guerra Mundial. O Império Britânico é o poder mundial indiscutível.

SIR CHARLES R. DARWIN (1809-1882), naturalista inglês, explorador, cientista rigoroso e meticuloso, e também um bom escritor e homem de família, famoso por postular a teoria da evolução e seleção natural. Me faz graça o "caso Darwin". Hoje em dia, muitas pessoas citam e mencionam como se o único objetivo de Darwin fosse fazer a Igreja cair, tentando torná-la "progressiva", quando o único arquétipo de Darwin é o do cientista sem preconceito. Os progressistas que sujam seu nome devem saber que Darwin e a seleção natural são "anti-eles". Darwin, como a Natureza, é anti-progressista, e defende a seleção e a sobrevivência dos mais dotados ("a beleza é o resultado da seleção sexual" é uma frase que nos dá, em grande parte, a quintessência de sua mentalidade). Seu livro "A origem das espécies" tem um subtítulo revelador, muito politicamente incorreto e pouco conhecido: "A preservação de raças favorecidas na luta pela vida". Para Darwin, como para qualquer bom cientista, os dilemas morais eram trazidos a frente dos tabus politicamente corretos e em torno da "arte de sentir-se bem". Darwin aplaudiu as ideias "fascistas", "nazistas", "antissemitas" e "racistas" de seu primo Galton assim que as leu, enquanto Galton também foi influenciado decisivamente por Darwin. Podemos, portanto, concluir que os atuais socialdemocratas progressistas politicamente corretos que tentam colocar Darwin na mesma conta realmente não se inteiraram de nada, e, o que é mais ridículo, não leram Darwin em sua vida.

"Entre os selvagens, os corpos ou as mentes doentes são rapidamente eliminados, os homens civilizados, entretanto, constroem asilos para os imbecis, os incapacitados e os doentes e nossos médicos põem o melhor de seu talento em conservar a vida de todos e cada um até o último momento, permitindo assim que se propaguem os membros fracos das nossas sociedades civilizadas. Ninguém que tenha trabalhado na reprodução de animais domésticos terá dúvidas de que isto é extremamente prejudicial para a raça humana. É surpreendente o quão rápido uma necessidade de cuidados, ou de cuidados mal dirigidos, leva à degeneração de uma raça doméstica: mas excetuando o caso do próprio ser humano, ninguém é tão ignorante como para permitir que seus piores animais se reproduzam. 

A ajuda que nos sentimos compelidos a brindar aos necessitados é principalmente um resultado incidental do instinto da simpatia [5], que foi adquirido originariamente como parte dos instintos sociais, mas subseguintemente tornado, da maneira antes indicada, mais terno e mais amplamente difundido".

F. W. NIETZSCHE (1844-1900), não necessita de introdução. Um dos mais lidos filósofos de todos os tempos e um demonstrador de "uma filosofia à marteladas", há muitos imbecis niilistas, esquerdistas ou individualistas que tentam apropriá-lo, quando uma leitura de Nietzsche revela, sem dúvida, uma mentalidade pró-nazista, racista, antissemita, antidemocrata, antianarquista e anticomunista.

"Um homem que carregava um recém-nascido em seus braços aproximou-se de um santo e disse: 'O que farei com este menino? Ele é raquítico, nascido prematuramente e não tem forças nem pra morrer'. 'Mate-o', disse o santo com uma voz terrível, 'mate-o e mantenha-o em seus braços por três dias e três noites para que você se lembre, assim não engendrará outro filho até que seja o momento de engendrar'. Nisto o homem partiu com nojo, e muitos censuraram o santo por ter aconselhado uma crueldade, já que ele tinha aconselhado matar a criança. 'Não é mais cruel deixá-lo viver?' Respondeu o santo".

("A gaia ciência", Livro Primeiro, 73, Santa Crueldade).

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"Que os enfermos não tornem doentes os saudáveis — e é isso que significaria esse amolecimento — deveria ser o ponto de vista supremo na Terra: — mas para isso é necessário, antes de tudo, que os saudáveis permaneçam separados dos doentes, para que não se confundam com eles".

("A genealogia da moral", Terceiro Tratado, 14).

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"O primeiro princípio do nosso amor pelos homens é que os fracos e os fracassados devem perecer, e que também devem ser ajudados a perecer.

O que é que faz mais mal do que qualquer tipo de vício? A compaixão traduzida em atos para os fracassados e os fracos: isto é, o Cristianismo".

("O Anticristo", 2).

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"Moral para os médicos. O doente é um parasita da sociedade. É indecoroso continuar vivendo quando você alcança um determinado estado. Seguir vegetando, dependendo covardemente de médicos e medicamentos, uma vez perdido o sentido da vida, o direito de viver, deve ser algo que produziria um profundo desprezo pela sociedade. Os médicos, por sua vez, devem ser os intermediários deste desprezo: deixar de lado as prescrições e experimentar cada dia uma nova dose de nojo diante de seus pacientes... É preciso criar no médico uma nova responsabilidade diante de todos aqueles em que o interesse supremo da vida ascendente exige que seja esmagado, e que a vida degenerada seja eliminada sem contemplação; por exemplo, no que diz respeito ao direito de gerar, de nascer, de viver... Devemos morrer com orgulho quando já não é possível viver com orgulho".

("Crepúsculo dos ídolos", 7, 36).

SIR FRANCIS GALTON (1822-1911), primo de Darwin, antropólogo, geógrafo, explorador, inventor, meteorologista, estatístico e psicólogo inglês. Galton, que ficou impressionado com as teorias da seleção natural e sobrevivência do mais apto observado por seu primo, foi aquele que cunhou a palavra "Eugenia" por volta de 1884. Galton advogava impedir a reprodução de retardados, mentalmente débeis e dementes — chamando essas medidas de "eugenia negativa", limitar os piores — e concedendo certificados e fundos econômicos a jovens homens e mulheres "aptos para a civilização" para que pudessem se casar jovens e procriar uma prole abundante — "eugenia positiva", favorecer os melhores. Galton, um representante de uma classe anglo-saxônica dirigente que permaneceria sã até 1939, escreveu que os negros eram inferiores aos brancos e incapazes de civilização alguma, enquanto que os judeus só podiam aspirar ao "parasitismo" sobre outras nações mais dotadas e capazes do que eles. Pretendia-se que a eugenia ("ser bem nascido") se tornasse uma religião, que acabaria por substituir o Cristianismo — ao qual acusava da queda do Império Romano, tendo seriamente danificado a Civilização Ocidental ao pregar compaixão e caridade aos inúteis, e que "os mansos herdarão a terra". Realizou um estudo exaustivo, rigoroso e científico de genealogias inteiras de personalidades ilustres, elaborando estatísticas minuciosas e encontrando — não surpreendentemente — que, o gênio geralmente está nos genes e, portanto, vem da família. Sob o seu patrocínio, a British Eugenics Society foi fundada em 1908, que logo estabeleceria laços com grupos semelhantes nos EUA.

"Proponho mostrar neste livro que as habilidades naturais do homem derivam da hereditariedade, exatamente sob as mesmas limitações que as características físicas de todo o mundo orgânico. Consequentemente, como é fácil, apesar dessas limitações, conseguir, por meio de uma seleção cuidadosa, uma raça permanente de cães ou cavalos dotados de faculdades especiais para correr ou fazer qualquer outra coisa, da mesma forma seria perfeitamente possível produzir uma raça de homens altamente dotados por meio de casamentos por várias gerações consecutivas".

("Hereditary genius").

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"O que a Natureza faz cega, lenta e impiedosamente, o homem pode fazer prudente, rápida e gentilmente. Como ele tem o poder de fazê-lo, trabalhar nessa direção torna-se seu dever.


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"O ideal de melhorar a espécie humana é uma aspiração tão nobre que poderia muito bem ser elevada à categoria de obrigação religiosa".

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"Por herança tanto a longevidade quanto as mortes prematuras são transmitidas. Se considerarmos uma classe de peculiaridades mais oculta em sua origem, veremos que a lei da herança ainda é válida. Uma susceptibilidade mórbida a doenças contagiosas ou aos efeitos venenosos do ópio ou calomel, e a aversão ao sabor da carne, tudo o que vemos é herdado. E também o desejo de bebida ou jogatina, paixão sexual excessiva e propensão para a indigência, crimes violentos e fraude. Existem certos tipos marcados de caracteres associados com tipos marcados de traços e temperamento. Sustentamos axiomaticamente que estes últimos são herdados, sendo demasiado notório o caso e muito consistente com as analogias que os animais nos dão para fazer mais argumentos necessários".

("Hereditary talent and characters").

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"Considero a eugenia muito a sério, pensando que seus princípios devem se tornar um dos motivos dominantes de uma nação civilizada, como se fossem um de seus dogmas religiosos".

("Memoirs").

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"[A eugenia] realmente tem fortes aspirações de se tornar um princípio religioso ortodoxo do futuro, pois a eugenia coopera com as obras da Natureza, assegurando que a Humanidade será representada pelas raças mais aptas".

("Eugenics, its definition, scopes and aims").

JACK LONDON (1876-1903), famoso escritor americano ("Caninos Brancos" e outras dezenas de livros) de tendência socialista, mas extremamente racista, patriota, apologista da civilização anglo-saxã e nietzschiano. Por um tempo, ele operou uma fazenda de gado, onde ficou convencido de que os pecuaristas estavam praticando a eugenia desde tempos imemoriais.

"Acredito que o mundo humano futuro pertence à eugenia".

("Cartas", 376).

H. G. WELLS (1866-1946) foi um escritor e filósofo inglês, particularmente notável por seus prolíficos romances de ficção científica. Membro da Sociedade Fabiana, seguia uma linha pseudo-esquerdista.

"O sistema ético destes homens da Nova República, o sistema ético que dominará o estado mundial, será formado principalmente para favorecer a procriação de tudo o que é bom, eficiente e belo na Humanidade — corpos bonitos e fortes, mentes claras e poderosas, e um reservatório crescente de conhecimento — e limitar a procriação de tipos básicos e servis, de almas cobardes e temerosas, de tudo o que é mau e feio e bestial nas almas, os corpos ou hábitos dos homens".

(1902, "Anticipations of the reaction of mechanical and scientific progress upon human life and thought", Capítulo Final).

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"Acredito que, se todo o mundo civilizado fosse agrupado para votar este assunto, a proposição de que é desejável que os melhores tipos de pessoas se casem entre eles e tenham muitos filhos, e que as pessoas de um tipo inferior deveriam abster-se da multiplicação, seria aprovado por uma esmagadora maioria. Talvez eles discordem dos métodos de Platão, mas certamente concordariam com seus princípios... O Sr. Galton sugeriu que as 'famílias nobres' deveriam coletar 'bons espécimes de humanidade' ao redor deles, usando esses bons espécimes em ocupações ínfimas de uma natureza ligeira e cômoda, que os deixará livres uma porção suficiente de sua energia para a multiplicação de seu tipo superior".

(1903, "Mankind in the Making", Capítulo II).


LUTHER BURBANK (1849-1926) botânico, horticultor e agricultor americano que patenteou centenas de variedades de plantas alimentícias como batata, pêssego, ameixa, nectarina, noz, morangos e um longo etc., e por seu conhecimento de variedades técnicas de produção, também apoiou a eugenia, não só na área botânica, mas também na humana, para "evitar que os criminosos e os fracos se reproduzam".

"Seria absolutamente melhor, se possível, proibir em cada estado da União o casamento dos incapazes físicos, mentais e morais... O que dizer de duas pessoas de deficiência física que têm permissão para casar e criar filhos? É um crime contra o Estado e contra todos indivíduos no Estado".

("Training the human plant", 1907).

GEORGE BERNARD SHAW (1856-1950), escritor irlandês, Prêmio Nobel de Literatura em 1925, partidário desse "outro socialismo", mais fascista e mais nazista, que o levou a defender o conceito nietzschiano de superhomem em sua obra "Man and superman". Bernard Shaw literalmente apelou aos químicos para inventar um gás que mataria rápida e indolor, para eliminar os desperdícios da sociedade ocidental. Ele estava convencido de que a única coisa que poderia salvar a civilização era uma religião eugênica e um sistema político socialista.

"Uma parte da política eugenística finalmente nos desembarcaria no uso extensivo da câmara letal. Muitas pessoas devem ver um fim à sua existência simplesmente porque cuidar deles gasta o tempo de outras pessoas".

(Discurso à Eugenics Education Society, citado no "Daily Telegraph", 4 de Março de 1910).

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"Sendo covardes, vencemos a seleção natural sob o disfarce da filantropia".

("Man and superman", 1965).

DAVID S. JORDAN (1851-1931), naturalista, educador, taxonomista, zoólogo e ictiólogo americano, presidente das universidades de Indiana e Stanford e da London Zoological Society, professor de zoologia e notório pacifista que tentou evitar o desencadear de Primeira Guerra Mundial e que definiu a eugenia como "a arte e a ciência de ser bem nascido". Foi este homem que, precisamente durante a Primeira Guerra Mundial, inventou a palavra "disgênico", referindo-se ao "efeito disgenético" da guerra, onde morria a flor e a nata do país, os melhores jovens, não deixando descendentes.

"Sem dúvida a pobreza e o crime são truques ruins no ambiente inicial. Estes elementos, sem dúvida, causam a ruína de milhares que, por herança, eram bons materiais de civilização. Mas, novamente, a pobreza, a sujeira e o crime são os produtos, em geral, daqueles que não são bons materiais. Não é a força do forte, mas a fraqueza do fraco, que gera exploração e tirania. As favelas são, ao mesmo tempo, sintoma, efeito e causa do mal. Qualquer vício também faz parte desta relação tripartida".

("The heredity of Richard Roe: A discussion of the principles of eugenics", Boston, American Unitarian Association, 1911, p. 35)

LEONARD DARWIN (1850-1943), filho mais novo de Charles Darwin, além de militar, político, economista e eugenista. Ele foi presidente da Royal Geographical Society e liderou a British Eugenics Society.

"Como agência buscando progresso, a seleção consciente deve substituir as forças cegas da seleção natural; e os homens devem usar todo o conhecimento adquirido ao estudar o processo de evolução no passado para promover o progresso moral e físico no futuro. A primeira nação a tomar este trabalho em suas mãos, certamente não só vai ganhar em todos os assuntos de concorrência internacional, mas será dado um lugar de honra na história do mundo".

(Discurso presidencial, Primeiro Congresso Eugênico, 1912).

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"Os efeitos da reforma eugênica, se bem sucedido, reduziriam os impostos, aumentariam os salários, facilitariam a concorrência comercial e aumentariam a segurança do país em tempos de guerra. Em coisas intangíveis, grandes benefícios seriam sentidos; pois uma diminuição no número de lunáticos, fracos mentais, criminosos e cafetões trazidos anualmente ao mundo significaria a eliminação de um terrível fardo de miséria imerecida; enquanto um aumento na criação de homens e mulheres de caráter e habilidade não só acrescentaria mais à reputação do nosso país, mas também acrescentaria mais à sua felicidade de muitas maneiras".

CHARLES B. DAVENPORT (1866-1944), biólogo americano, geneticista e professor da Universidade de Harvard e depois de Chicago. Anticomunista. Em 1902 encontrou-se com Galton e Pearson com a intenção de estabelecer um laboratório de pesquisa eugênica nos EUA. Em 1904 conseguiu persuadir o Instituto Carnegie a doar 10 milhões de dólares para estabelecer uma "estação de evolução experimental" no Laboratório Cold Spring Harbor, Long Island, Nova York. Em 1918 ele fundou, junto com Grant, a Galton Society. Davenport estava preocupado com o fluxo nas Américas de elementos da Europa do Sul e do Leste, que ele considerava inferiores aos do Norte, e especialmente aos primeiros colonos ingleses, fundadores e revolucionários, que no mundo da eugenia americana eram considerados a melhor estirpe disponível para o país. Por ter tratado de maneira estatística e rigorosa a degeneração produzida pela mistura de raças (por exemplo, em seu livro "Race mixing in Jamaica", 1929), ele é atualmente considerado simplesmente um representante do "racismo científico", como se esse homem não tivesse sido, antes de mais nada, um cientista, e também muito respeitado em seu tempo. Nas palavras de James Watson, o gênio da genética moderna e e polêmico Prêmio Nobel, Davenport "queria impedir famílias elegíveis de ter filhos inaptos".

"O programa geral do eugenista é claro — é melhorar a raça, induzindo os jovens a escolher mais razoavelmente seus parceiros conjugais; para enamorar inteligentemente. Inclui também o controle pelo Estado da difusão do mentalmente incompetente. Isso não implica a destruição dos incapazes nem antes ou depois do nascimento".

("Heredity in relation to eugenics", 1911).

ALEXANDER GRAHAM BELL (1827-1922) famoso inventor, fonoaudiólogo e cientista escocês, famoso e aclamado pai do telefone, pioneiro das tecnologias de telecomunicações, co-fundador da National Geographic Association e também responsável por importantes avanços na aeronáutica. Entusiasmado com a eugenia, esteve no comitê do primeiro Congresso Internacional de Eugenia em 1911 e seria presidente do segundo em 1921.

"A esterilização obrigatória é necessária para pessoas que são uma variedade defeituosa da raça humana".

WINSTON CHURCHILL (1874-1965). Como ministro do gabinete, ele divulgou um panfleto eugênico intitulado "The feeble-minded: a social danger". Em 1910, ele escreveu ao primeiro-ministro Herbert Asquith para defender um movimento sobre a esterilização de geneticamente inferiores. Em 1912 aceitou ser vice-presidente do Primeiro Congresso Internacional Eugênico em Londres. Posteriormente falhou na Primeira Guerra Mundial, elogiou tanto Hitler quanto Mussolini, e depois, colocando-se sob o guarda-chuva maçônico, fez do Reino Unido um reduto antieuropeu. Sua vida posterior, embebida em álcool, está longe de ter o esplendor que alguns pretendem atribuir a ele.

"O crescimento anormal e progressivamente rápido das classes de doentes mentais e enfermos, combinado com uma restrição de todas as tensões vigorosas, enérgicas e superiores, constitui um perigo nacional e racial que não pode ser exagerado... Creio que a fonte dos quais são alimentados com todas as astúcias da loucura, devem ser cortados e seladas antes de um ano passar. Esta simples operação cirúrgica [esterilização] permitirá que esses indivíduos vivam no mundo sem causar muita inconveniência aos outros".

("The feeble-minded: a social danger", panfleto pró-eugenia que circulou em 1912, sendo ministro de gabinete).

KARL PEARSON (1857-1936), matemático, historiador e filósofo inglês, bem como discípulo de Galton. Conhecido por fundar a bioestatística, a estatística matemática e a biometria.

"A raça mentalmente melhor da nação não está se reproduzindo no mesmo ritmo que no passado — os menos capazes e menos energéticos são os mais férteis... Os caracteres psíquicos que são a espinha dorsal de um Estado na luta moderna das nações, não são tanto manufaturados pela casa, escola e universidade; são reproduzidos no osso, e durante os últimos quarenta anos as classes intelectuais da nação, enervadas pela riqueza ou pelo amor ao prazer, ou seguindo um padrão de vida errante, falharam em dar a devida proporção os homens necessitados para continuar o crescente trabalho do Império".

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"O direito à vida não implica o direito de cada homem a reproduzir sua espécie... Ao afrouxarmos o rigor da seleção natural, e cada vez mais fracos e impróprios sobrevivem, precisamos aumentar os requisitos mentais e físicos necessários para a procriação".

("Darwinism. Medical progress and parentage", 1912).

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"O Jardim da Humanidade é muito cheio de ervas daninhas, e o cuidado [nurture] nunca irá transformá-los em flores; o eugenista convida os soberanos da humanidade a garantir que haja espaço no jardim, livre de ervas daninhas, para que indivíduos e raças de melhor crescimento se desenvolvam com o máximo florescimento de sua espécie".

("Life and letters of Francis Galton", Volume III).

THEODORE ROOSEVELT (1858-1919), o vigésimo presidente dos EUA, descendente da aristocracia holandesa, cowboy, um homem de extraordinária vitalidade, pai de seis filhos, proibiu a imigração procedente da China, do Japão e das Filipinas, por considerá-las como inferior ao do Norte da Europa e recebeu o Prêmio Nobel de Paz em 1906 por sua mediação na Guerra Russo-Japonesa. Durante a Guerra Hispano-Americana (1898), na qual a Espanha perdeu Cuba e as Filipinas, Roosevelt até lamentou que "indivíduos antimilitaristas e amantes da paz a qualquer preço" deixassem descendentes, enquanto os jovens soldados, esplendidos espécimes genéticos caíam frequentemente sem ter deixado uma criança. Durante aquela guerra, foi matriculado em uma unidade de cavalaria famosa, os Rough Riders. Pouco depois de ser presidente, ele foi vítima de um ataque em que recebeu um tiro que quebrou uma costela e deixou uma bala alojada no peito. Ferido, ele insistiu em terminar seu discurso por uma hora antes de receber atendimento médico.

"Não é assunto da sociedade permitir que os degenerados reproduzam sua classe... Qualquer grupo de agricultores que permitiram que suas melhores reservas não se reproduzissem, e deixassem que todo o aumento venha da pior reserva seria tratado como merecedores de serem internados em um asilo... Um dia vamos perceber que o dever principal, o dever inescapável dos bons cidadãos do tipo certo é o de deixar o seu sangue atrás de si no mundo; e não é nosso assunto permitir a perpetuação de cidadãos do tipo defeituoso. O grande problema da civilização é garantir um aumento relativo dos elementos valiosos em comparação com os menos valiosos ou nocivos da população... O problema não pode ser resolvido se não considerarmos plenamente a imensa influência da hereditariedade".

(Falando com Charles B. Davenport, 3 de Janeiro de 1913, "Charles B. Davenport Papers", Laboratório Cold Spring Harbor, Nova York).

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"Eu gostaria muito de impedir completamente a reprodução de pessoas defeituosas; e quando a má natureza dessas pessoas é flagrante o suficiente, deveria ser feito. Os criminosos devem ser esterilizados e os fracos mentalmente devem ser proibidos de deixar a prole atrás de si... A ênfase deve ser colocada em fazer as pessoas desejáveis ​​para se reproduzir".

("Twisted Eugenics" em "The works of Theodore Roosevelt", edição nacional, XII, página 201).

WILLIAM D. MCKIM (1855-1935), médico, cirurgião e organista americano, foi provavelmente um dos eugenistas que foram mais longe, propondo ("Heredity and human progress") que "a hereditariedade é a causa da ruína humana", e não apenas esterilizar os impróprios, mas também matar os defeituosos hereditários que estivessem institucionalizados (internados) como retardados, epiléticos, alcoólicos incuráveis, criminosos incorrigíveis e, em geral, "os muito fracos e muito viciosos". Sua proposição era conhecida como "assassinato eugênico", algo como a eutanásia, uma "morte suave e indolor" para defeituosos, em suas próprias palavras.

• JOHN H. KELLOGG (1852-1943), médico americano e irmão do magnata e criador de cavalos árabes William K. Kellogg, que também apoiou a eugenia.

"Nós [os seres humanos modernos e civilizados] promovemos a degeneração racial através da nossa negligência, através da criação de uma nova espécie humana horrivelmente degradada, monstros físicos e morais que estão corrompendo o sangue da raça e ameaçando sua própria extinção".

("Official Proceedings of the First National Conference on Race Betterment", São Francisco, 1914, p.245).

GEORGE S. HALL (1844-1924), psicólogo e educador americano, especializado em infância, adolescência e juventude. Influenciado pelas teorias darwinianas que vieram da Inglaterra, G. S. Hall aprofundou-se nas diferenças biológicas e psicológicas entre homens e mulheres, bem como no tema da eugenia racial. Ele foi o primeiro presidente da Associação Americana de Psicologia, bem como da Clark University. Ele denunciou os esforços das sociedades modernas para "salvar pacientes moribundos, defeituosos e criminosos, uma vez que ajudá-los a sobreviver interfere com o processo de seleção natural".

VIRGINIA WOOLF (1882-1941), escritora e editora inglesa, famosa por seus romances. Não me parece nenhum exemplo a seguir, sendo uma verdadeira louca, feminista histérica e ter cometido suicídio. Mas o fragmento que recuperamos de seu diário é notável, porque é provavelmente o fragmento mais radical que veremos aqui.

"No caminho de Towpath encontramos e tivemos de passar por uma longa fila de imbecis. O primeiro era um jovem muito alto, apenas estranho o suficiente para olhar para ele duas vezes, mas não mais; o segundo mudou e desviou o olhar; e então percebeu-se que cada um daquela longa fila era uma ineficaz e miserável criatura inquieta, sem testa, sem queixo, com um sorriso imbecil ou um olhar selvagem e suspeito. Era perfeitamente horrível. Eles certamente devem ser mortos".

("Diary", sábado, 9 de Janeiro de 1915).

MADISON GRANT (1865-1937), advogado, eugenista e conservacionista americano. Um fanático anticomunista, bem como conhecido nordicista, Grant desempenhou um papel importante nas políticas americanas do início do século XX que procuravam evitar a mestiçagem racial, bem como a imigração de pessoas geneticamente defeituosas para os EUA, dando prioridade a imigração de pessoas procedentes da Inglaterra, da Escócia, dos países escandinavos, da Holanda e do Norte da Alemanha, considerada uma imigração mais "benéfica". Grant advertiu muito seriamente sobre o perigo de uma mestiçagem racial da Raça Branca, uma vez que isso implicaria inevitavelmente a uma "terceiromundização" dos EUA (como começamos a ver atualmente em certos bairros, ou no Sul, mais expostos a perniciosa e destrutiva imigração mexicana). Em 1906, como secretário da New York Zoological Society, ele influenciou a exibir a Ota Benga — um pigmeu do Congo — ao lado dos macacos no Zoológico de Bronx. Grant, que tentou fazer dos EUA uma sociedade nórdica, escreveu "The passing of the great race", um livro que foi reeditado na Alemanha durante o Terceiro Reich e que supõe-se que Hitler disse, numa carta a Grant, "o livro é minha Bíblia". Grant lutou ideologicamente contra o antropólogo judeu Franz Boas (que se recusou a apertar as mãos), que era partidário da teoria da "antropologia cultural" (os traços são adquiridos através da educação e do ambiente), enquanto Grant era partidário da "antropologia hereditária" (os traços são herdados e respondem à genética, não à educação ou ao ambiente). Em resposta a esta corrente perniciosa, progressivamente bolchevista, Grant fundou em 1918, juntamente com Davenport, a Galton Society.

"Um sistema rígido de seleção para eliminar os fracos ou os inaptos — isto é, os fracassos sociais — resolveria toda a questão em cem anos e nos permitiria livrar-nos dos indesejáveis ​​que assediam nossas prisões, hospitais e manicômios. O indivíduo mesmo pode ser nutrido, educado e protegido pela comunidade ao longo de sua vida, mas o Estado, através da esterilização, deve cuidar para que sua linhagem termine com ele, ou então cairá sobre as gerações futuras a maldição de um fardo cada vez maior de equivocado sentimentalismo. Esta é uma solução prática, compassiva e inevitável para o problema como um todo, que pode ser aplicada a um círculo crescente de discursos sociais, começando sempre com o criminoso, o doente e o louco, e gradualmente se estendendo a tipos que podemos chamar de fracos mais que defeituosos e talvez em última instância, para tipos raciais sem valor".

("The passing of the great race", 1916).

NIKOLA TESLA (1856-1943), engenheiro, inventor e intelectual servo-americano.

"O ano de 2100 verá a eugenia universalmente estabelecida. Em tempos passados, a lei que governava a sobrevivência dos mais aptos eliminava mais ou menos as raças menos desejáveis. Então o novo sentimento humano de compaixão começou a interferir com o funcionamento implacável da natureza. Como resultado, continuamos a manter vivo e criando o impróprio. O único método compatível com as noções de civilização e raça para evitar a reprodução dos impróprios é a esterilização e a orientação intencional do instinto de acasalamento. Vários países europeus e alguns estados da União Americana esterilizam criminosos e os dementes. Isso não é o suficiente. A tendência da opinião entre os eugenistas é que nós temos que fazer o casamento mais difícil. Certamente, ninguém que não é um pai desejável deve ser autorizado a produzir uma progênie".

("Liberty Magazine", 9 de Fevereiro de 1935).

ARTURO REDONDO Y CARRANCEJA (1855-1923), professor espanhol de Medicina em universidades como Granada, Zaragoza, Valladolid e Madrid. Em 1918, pronunciou perante sua Faculdade um discurso intitulado "Sobre a degeneração e regeneração da nossa raça". Ele estimava que os degenerados constituíam cerca de 60% da população e que era necessário parar a multiplicação de tipos inferiores para "reconstituir a raça sem ter que passar pelos procedimentos mortais da seleção natural".

"Seja o que for que tenha expressado a respeito da herança, que não me cansarei de repetir, é a verdadeira causa da terrível perda de crianças, dispenso-me de entrar em mais detalhes e mais considerações sobre a mortalidade infantil. Procure como queira suas origens, em seu fundo estão escondidos apenas dois, verdadeiro; o das condições dos pais e do momento da concepção, e daqueles em que a gestação se desenvolve até o seu fim. A mortalidade infantil nada mais é que o fato inexorável da seleção natural, que nega a vida ao degenerado, porque só vive os viáveis. Uma semente ruim, uma colheita ruim, qualquer que seja o cuidado requintado da colheita".

("Redondo y carranceja", página 70).

CHARLES RICHET (1850-1935), fisiologista francês, Prêmio Nobel de Medicina de 1913. Em sua obra-prima, "La sélection humaine" (1919), dedica um capítulo nem mais nem menos que a eliminação dos anormais.

"O que faz o homem é a inteligência. Uma massa de carne humana sem inteligência humana não é nada. Há má matéria viva que não é digna de qualquer respeito ou compaixão. Reprimi-los resolutamente seria fazer deles um serviço, pois não poderão outra coisa que suportar uma existência miserável".

MARIE STOPES (1880-1958), paleobotanista escocesa, conhecida junto com Margaret Sanger por seu papel em algumas áreas de "emancipação feminina" e controle de natalidade com o objetivo de tratar o que ela chamou de "ervas daninhas invadindo o jardim humano". Como em tantas outras figuras deste período, vejo seu defeito em uma consideração classicista e não genética — isto é, muitos desses homens e mulheres eram muitas vezes incapazes de supor que um trabalhador ou camponês poderia ter melhor genética do que um capitalista. Depois de sua morte, grande parte de sua fortuna foi para a Eugenics Society.

"[É necessário que uma] esterilização daqueles que são totalmente incapazes de desempenhar o papel de paternidade torne-se uma possibilidade imediata e, claro, compulsória".

("Radiant motherhood", 1920).

PÍO BAROJA (1872-1956), escritor espanhol da Geração de 98.

"Poucos dias depois Andrés apareceu na casa de seu tio. Gradualmente ele liderou a conversa para lidar com questões matrimoniais, e então disse:

- Eu tenho um caso de consciência.

-¡Homem!

- Sim. Imagine que um homem que eu visite, ainda jovem, mas artrítico, nervoso, tem uma noiva, antiga amiga dela, fraca e um pouco histérica. E esse cavalheiro me pergunta: você acha que eu posso me casar? E eu não sei o que responder.

- Eu diria que não - disse Iturrioz. Agora, deixe-o fazer o que quiser depois.

- Mas você tem que dar-lhe uma razão.

- ¡Que mais razão! Ele é quase um doente, ela também, hesita..., o suficiente; que não se case

- "Não, isso não é suficiente.

-Para mim sim; eu penso no filho; eu não acredito, como Calderón, que o maior crime do homem seja nascer. Isso parece um absurdo poético para mim. O maior crime do homem é fazer nascer.

-Sempre? Sem exceção?

- Não. Para mim o critério é este: se tem filhos saudáveis ​​que recebem um lar, proteção, educação, cuidados... Nós podemos conceder absolvição aos pais; se tem filhos doentes, tubérculos, sifilíticos, neurastênicos, consideramos os pais criminosos.

- Mas isso pode ser conhecido antecipadamente?

-Acho que sim.

- Eu não vejo isso tão fácil.

-Fácil não é; mas somente o perigo, apenas a possibilidade de engendrar uma descendência doentia, basta que o homem não o tenha. Perpetuar a dor no mundo parece-me um crime.

- Mas alguém pode saber como serão seus descendentes? Eu tenho um amigo doente, estropeado, que recentemente teve uma menina saudável, muito forte.

- Isso é muito possível. É comum um homem robusto ter crianças atrofiadas e vice-versa; mas não importa. A única garantia da prole é a robustez dos pais.

- Me choca em um anti-intelectualista como você essa atitude tão intelectual, disse Andrés.

- Me choca também em um intelectual como você essa atitude de homem de mundo. Confesso, pra mim nada é tão repugnante como essa besta prolífica, que entre vapores de álcool, gera crianças para serem levadas ao cemitério, ou se eles não vão inchar os exércitos do presidio e da prostituição. Tenho verdadeiro ódio por aquelas pessoas sem consciência, que enchem a terra de carne doente e podre. Lembro-me de uma criada da minha casa; casou-se com um idiota bebum, que não podia sustentar-se porque não sabia como trabalhar. Ela e ele eram cúmplices de crianças doentes e tristes, que viviam entre trapos, e aquele idiota veio me pedir dinheiro, acreditando que era um mérito ser o pai de sua prole abundante e repulsiva. A mulher, desdentada, com o ventre constantemente abaulado, tinha uma indiferença animal em relação às gravidezes, partos e mortes de crianças. Um morreu? Bem, pois se faz outro, dizia cinicamente. Não, não deve ser lícito gerar seres que vivam em dor.

- Eu acho o mesmo.

- A fecundidade não pode ser um ideal social. Nenhuma se necessita de quantidade, mas qualidade. Que os patriotas e os revolucionários cantem o bruto prolífico, para mim será sempre um animal odioso.

- Tudo bem - murmurou Andrés. Mas não resolveu o meu problema. O que eu digo a esse homem?

- Eu diria: case se você quiser, mas não tenha filhos. Esterilize seu casamento.

- Ou seja, nossa moralidade acaba sendo imoral. Se Tolstoi ouvisse, ele diria: você é um bastardo da faculdade.

-¡Bah! Tolstoi é um apóstolo e os apóstolos falam suas verdades, que geralmente são absurdas para os outros. Eu falaria com seu amigo e diria: você é um homem egoísta, um pouco cruel, forte, saudável, resistente à própria dor e incompreensível aos sofrimentos dos outros? Sim? Bem, então se case, tenha filhos, você será um bom pai de família. Mas se você é um homem que é impressionável, nervoso, que sente muito a dor, então não se case, e se você se casar não tenha filhos.

Andrés deixou o telhado atordoado. À tarde, escreveu a Iturrioz uma carta dizendo-lhe que o artrítico que se casava era ele mesmo".

("El árbol de la ciencia", capítulo I, El derecho a la prole).

JOSÉ ORTEGA Y GASSET (1883-1955), filósofo e escritor espanhol.

"Se a Espanha quer ressuscitar, é preciso que se apodere dela um formidável apetite por todas as perfeições. O grande infortúnio da história espanhola tem sido carência de minorias egrégias e o império imperturbável das massas. Portanto, a partir de agora, um imperativo deve governar os espíritos e guiar a vontade: o imperativo da seleção.

Porque não há outros meios de purificação e melhoria étnica do que aquele instrumento eterno de uma vontade operando seletivamente. Usando-o como um cinzel, devemos começar a forjar um novo tipo de homem espanhol.

As melhorias políticas não são suficientes: é preciso um trabalho muito mais profundo para trazer a raça em sintonia".

("España invertebrada").

JOHN C. ELDRIDGE (1873-1954), militar e político australiano.

"Devemos à criança, se possível, que tenha bons pais. (...) Penso que no futuro, muito mais atenção será dada à ciência da eugenia do que no presente. Vamos tentar evitar que as pessoas que sofrem de qualquer doença susceptível de ser transmitida à sua progênie propaguem sua espécie".

(A ESS, 14 de Novembro de 1921. NSWPP, Segunda Série, 84, Sessão 1921, 1713).

EDWIN G. CONKLIN (1863-1952), biólogo, zoólogo e professor americano, chefe do Departamento de Biologia da Universidade de Princeton. A citação que escolhi tem muito a contribuir para a luta contra o individualismo pernicioso que varre o nosso tempo, e que subjaz, juntamente com o egocentrismo, no fundo da maioria das pessoas que se opõem à eugenia e fortes regimes políticos e autoritários.

"A liberdade do indivíduo é para a sociedade o que a liberdade da célula é para o ser humano. É esta grande liberdade da sociedade, mais do que a liberdade do indivíduo, que a democracia oferece ao mundo: sociedades livres, estados livres, nações livres, e não indivíduos absolutamente livres. Em todos os organismos e em todas as organizações sociais, a liberdade das unidades menores deve ser limitada para que a maior unidade possa alcançar uma liberdade nova e maior e na evolução social, a liberdade dos indivíduos deve ser fundida com maior liberdade de sociedade".

("The direction of human evolution", 1921).

MARGARET SANGER (1879-1966), enfermeira americana e precursora de algumas correntes feministoides que não me simpatizo. Famosa por defender o "controle da natalidade" e pela polêmica que surgiu até os dias atuais, por abrir uma de suas clínicas em Brooklyn, uma área de Nova York habitada por judeus, negros e italianos, com a intenção de cortar sua taxa de natalidade. Por isso, a Polícia fechou a clínica, e Sanger foi presa por trinta dias. Amiga de Stoddard, foi também noiva de Havelock Ellis e H. G. Wells, ambos pró-eugenia. Sanger apontou que uma das razões para a alta taxa de natalidade dos piores elementos humanos era que o "controle sexual" diminui quanto mais desce na escala evolutiva, dando o exemplo dos aborígenes australianos que, segundo ela, eram a raça humana mais inferior, próximos do chimpanzé e a única razão de eles não terem "satisfação sexual nas ruas" era pela repressão policial. Na minha opinião, o problema de Sanger era que ela via mal a alta taxa de natalidade em geral e as famílias numerosas, quando precisamente o que necessita o mundo civilizado é uma natalidade transbordante, enquanto o Terceiro Mundo deve reduzir enormemente sua taxa de natalidade, com o objetivo de favorecer uma colonização espontânea e construtiva de áreas que hoje são terceiromundistas exclusivamente porque são habitadas por raças ineptas.

"O desequilíbrio entre a taxa de natalidade do 'não apto' e o 'apto', reconhecidamente a maior ameaça presente para a civilização, nunca pode ser corrigido pela inauguração de uma competição de berços entre essas duas classes. Nesse sentido, o exemplo das classes mais baixas, a fertilidade dos debeis mentais, dos retardados mentais, das classes necessitadas, não deve ser mantido para a emulação... Ao contrário, o problema mais urgente hoje é como limitar e desencorajar sobrefertilidade dos mental e fisicamente defeituosos".

("The eugenic value of birth control propaganda", Birth Control Review, Outubro de 1921, p.5).

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"Nosso fracasso em segregar os idiotas que estão aumentando e multiplicando-se... demonstra nosso imprudente e extravagante sentimentalismo... [Os filantropos] encorajam os setores mais saudáveis e mais normais do mundo a carregar sobre seus ombros o peso da fecundidade irrefletida e indiscriminada dos outros; o que traz consigo, e acho que o leitor deve concordar, um peso morto de despesas humanas. Em vez de diminuir e tentar eliminar os elementos que são mais prejudiciais para o futuro da raça e do mundo, tendem a transformá-los em uma ameaçadora quantidade dominante... Estamos pagando e até mesmo se rendendo aos ditames de uma classe de seres humanos sempre crescentes, que geram incessantemente, seres humanos que nunca deveriam ter nascido".

("The pivot of civilization", 1922. Capítulo "The cruelty of charity", pp. 116, 122, 189).

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"A degeneração já começou. A eugenia mostra que dois terços de nossos homens em idade militar são muito fracos para carregar um rifle; que o círculo vicioso dos defeitos mentais e físicos, da delinquência e da mendicância é encorajado pelo sentimentalismo cego e irrefletido de nossa época para povoar os asilos, os hospitais e as prisões. O eugenista vê todas essas coisas e as aponta com uma coragem totalmente admirável".

("The pivot of civilization", 1922, p.175).

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"O primeiro passo seria controlar a produção de retardados retardados, defeituosos mentais, epilépticos... O segundo passo seria fazer um inventário do grupo secundário, como analfabetos, indigentes, ineptos, criminosos, prostitutas, toxicodependentes; classificá-los em departamentos especiais sob a proteção médica do governo, e segregá-los..."

(Plan for peace, "Birth control review", Abril de 1932).

LOTHROP STODDARD (1883-1950), cientista político, jornalista, historiador e antropólogo americano. Lothrop era amigo de pelo menos dois presidentes americanos, e influenciou muito junto com seu colega Madison Grant em lançar as bases da política de imigração e definir a necessidade de supremacia branca. Anticomunista, escreveu livros-chave raciais como "The rising tide of color against white supremacy", "The revolt against civilization: the menace of the under man" e "A gallery of Jewish types". De um ponto de vista neutro, deu testemunho de uma instância sua por alguns meses no III Reich, em seu livro "Into the darkness", no qual, no entanto, nota-se sua admiração pelo povo alemão e as políticas eugênicas que então foram realizadas na Alemanha. No final, ele argumentou que o maior perigo para a civilização não era os "vermelhos" ou o "alemães", mas as raças escuras.

"O brilho da civilização nos cegou tanto à compreensão das verdades internas das coisas que há muito acreditamos que, à medida que a civilização progredia, a qualidade da raça humana encarregada de construí-la também progrediu. Em outras palavras, temos imaginado que vimos uma raça que melhorou, quando o que realmente vimos foi uma raça se expressando em condições que melhoraram. ¡Uma ilusão perigosa, esta!"

("The revolt against civilization: the menace of the under-man", Capítulo I, The burden of civilization")

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"A rapidez com que as cepas mentalmente fracas se estendem, e o dano que causam, é ilustrada vividamente por numerosos estudos científicos que foram compilados. Ambos na Europa e na América, esses estudos contam a mesma história: indivíduos mentalmente fracos segregando-se em 'clãs', espalhando-se como tumores cancerígenos, interrompendo a vida social e infectando o sangue de comunidades inteiras e prosperando sob esforços tolos para 'melhorar sua condição', por caridade e outras formas de 'serviço social'.

Um caso típico é o da 'Família Juke' (que significa 'Mau' em grego, obviamente um pseudônimo), que foi investigado pela primeira vez em 1877 e re-investigado em 1915. Citando o estudo original:

'A partir de um vagabundo vago apelidado de «Juke», nascido em 1720 em uma área rural de Nova York e cujos dois filhos se casaram com cinco irmãs degeneradas, rastrearam seis gerações de 1.200 indivíduos que sofreram de qualquer grau de desemprego, vício, lascívia, pobreza, doença, idiotice, loucura e delinquência. Do total de sete gerações, 300 morreram durante a infância; 310 eram profissionais indigentes, mantidos em casas de esmolas por um total de 2.300 anos; 440 foram fisicamente desfeitos por sua própria «enfermiça maldade»; mais da metade das mulheres caíram na prostituição; 130 eram criminosos condenados; 60 eram ladrões; 7 eram assassinos; apenas 20 aprenderam um ofício, 10 deles estavam em uma prisão estadual, e todas essas coisas juntas tiveram um custo estadual de mais de US $ 250.000' [considerando a época que estamos falando].

Em 1915, o clã tinha chegado à sua nona geração, e tinha ampliado seu maligno registro. Naquela época, eram 2.820 indivíduos, metade dos quais vivos. Por volta do ano de 1880, os Jukes haviam deixado sua casa original e se dispersaram por todo o país, mas a mudança de ambiente não resultou em nenhuma mudança material em suas naturezas, pois ainda mostravam 'a mesma fraqueza mental, indolência, frouxidão e desonestidade, incluso quando não estavam prejudicados pela fama de seu mau nome e apesar do fato de que eles estavam rodeados por melhores condições sociais'. O custo do Estado tinha agora subido para US $ 500.000. Como o investigador observa, todo esse mal poderia ter sido evitado impedindo a reprodução dos primeiros Jukes".

("The revolt against civilization: the menace of the under-man", 1922, Capítulo III, The nemesis of the inferior).

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"O problema da melhoria da raça consiste em duas fases: a multiplicação dos indivíduos superiores e a eliminação dos inferiores — em outras palavras, exatamente o oposto do que está ocorrendo hoje. Estes dois estágios de reprodução requerem métodos totalmente diferentes. A multiplicação dos superiores é um processo de construção racial; a eliminação dos inferiores é um processo de limpeza racial... A degeneração só pode ser eliminada pela eliminação de degenerados... A eugenia é severa para as estirpes ruins, mas para o indivíduo é sempre amável. Quando a eugenia diz que 'os degenerados devem ser eliminados', não se refere aos degenerados existentes, mas sim à sua progênie potencial".

("The revolt against civilization: the menace of the under-man", 1922, Capítulo VIII, Neo-Aristocracy).

SIR JULIAN S. HUXLEY (1887-1975), biólogo, escritor e zoólogo inglês, primeiro diretor geral da UNESCO e presidente da Sociedade Zoológica de Londres. Era irmão do célebre escritor Aldous Huxley, meio irmão de outro biólogo, Andrew Huxley (Prêmio Nobel), filho do escritor Leonard Huxley e neto de T. H. Huxley, conhecido colega de Darwin.

"Atualmente, 20% da população britânica dá origem a 25% da próxima geração; e a média desses 20% não é fisicamente nem mentalmente tão boa quanto os outros 80%. Enfrentamos assim um processo de efeitos retrógrados — a disgenia em vez da eugenia... Devemos parar de fingir que a mediocridade confortável é o nosso ideal... Dizem-nos que isto viola os direitos sagrados do indivíduo e prejudica a ideia de liberdade pessoal" 

(Novembro de 1926, Conferência Norman Lockyer na British Science Guild).

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"Uma vez que as implicações da biologia evolutiva sejam plenamente compreendidas, a eugenia inevitavelmente se tornará parte da religião do futuro ou de qualquer complexo de sentimentos que no futuro ocupará o lugar da religião organizada. Não só é uma saudável válvula de escape para o altruísmo humano, mas de todas as válvulas de escape para o altruísmo, é a mais compreensível e mais abrangente".

(1941, p.22, citado por Roger Pearson em "The concept of heredity").

LILLIE E. GOODISON (1860-1947), enfermeira australiana e co-fundadora, em 1926, do Family Planning, uma instituição que visa prevenir doenças venéreas e aumentar a educação e a consciência sexual.

"Um homem deveria escolher sua esposa. Uma esposa escolhida pelo homem é mais provável que seja uma mulher melhor racialmente falando do que uma que outros o forçaram escolher..."

(Goodison, "What women think on the King’s problem", falando da controvérsia do rei Eduardo VIII, "Telegraph", 8 de Dezembro de 1936, 8).

ALFRED GROTJAHN (1869-1931), cientista alemão, socialdemocrata e eugenista, conhecido por suas propostas de "higiene social".

"Não precisamos apenas da eugenia, mas da aristogenia". [6]

OLIVER W. HOLMES, JR (1841-1935), veterano da Guerra Civil Americana e jurista norte-americano que influenciou fortemente o estilo da lei americana e serviu na Suprema Corte por trinta anos. Em sua correspondência comprovada, Holmes expressou suas visões eugênicas de uma maneira muito mais brutal e extremista do que em suas intervenções públicas.

"Vimos mais de uma vez que o bem-estar público pode chamar aos melhores cidadãos para dar suas vidas. Seria estranho que não pudesse chamar aqueles que já drenam a força do Estado, para realizar esses pequenos sacrifícios [esterilização]... É melhor para todos se em vez de esperar a executar por crimes os filhos degenerados, ou deixar morrer de fome por sua imbecilidade, a sociedade pode impedir aqueles que são manifestamente impróprios para continuar sua espécie. O princípio subjacente à vacinação obrigatória é suficientemente amplo para cobrir os cortes de trompas de falópio... Três gerações de imbecis são suficientes". [refere-se a um dos envolvidos no caso "Buck vs. Bell", uma retrasada cuja avó era retrasada e a que pretendiam esterilizar para cortar sua linhagem retrasada].

("Buck vs Bell", decisão de um caso que instituiu a esterilização dos defeituosos no Supremo Tribunal dos EUA, 1927).

D. H. LAWRENCE (1885-1930), um célebre escritor inglês, uma vez controverso por dar descrições explícitas e eróticas, e por descrever a árdua vida dos mineradores do Norte da Inglaterra, pessoas duras e fortes, sujeitas à rígida seleção natural; as crianças brincavam nas ruas do Inverno sem lenço, rindo das suaves crianças burguesas, que iam abrigadas até o pescoço. Na citação que se segue, ele é visto muito extremista em questões de eugenia negativa.

"Se fosse por mim, construiria uma câmara de gás tão grande quanto o Crystal Palace, com uma banda militar tocando suavemente e um cinematógrafo trabalhando brilhantemente; então iria para os becos e ruas principais, e traria todos, todos os doentes, paralíticos e aleijados; os conduziria gentilmente, e eles sorririam para mim cansados e gratos, e a banda borbulharia suavemente o 'Coro de Aleluia'."

(Citado por J. Carey em "The intellectuals and the masses: pride and prejudice among the literary intelligentsia, 1880-1939", p.12).

JEAN DEVANNY (1894-1962), escritor e socialista da Nova Zelândia residente na Austrália e obviamente influenciado pelas teorias de Margaret Sanger e do estranho feminismo australiano, que defendia ter muitos filhos e criá-los de acordo com uma mentalidade eugênica.

"A esterilização é a extensão lógica do controle de natalidade para incluir aquelas linhagens cuja fraqueza mental ou degeneração excluem o uso de métodos normais. O controle da natalidade entre os tipos mais elevados deve ser compensado com um controle obrigatório de natalidade para os descontrolados, o bestiais, os simples".

("Eugenic reform and the unfit").

• EUGENE PITTARD (1867-1962), laureado professor de antropologia suíço na Universidade de Genebra.

"Diante da onda de seres pervertidos que, pouco a pouco, mas continuamente (as estatísticas mostram), invadem as posições ocupadas por seres sadios, aqueles que se preocupam com o futuro da raça (higienistas, economistas, homens de ciência) ansiosamente perguntando-se que abismo corre a humanidade. A degeneração gradual da raça é um fato... A eugenia é a aplicação das leis biológicas à perfeição da espécie humana. É possível que alguém acredite que não há necessidade de tal melhoria? (...)

Por um mal-entendido do que deveria ser uma seleção eficiente, a sociedade faz esforços consideráveis ​​de todos os tipos para preservar os tipos mais baixos. Os benefícios sentimentais e econômicos das doenças físicas e sociais nunca foram tão numerosos como hoje. Os próprios Estados esforçam-se por aumentar e contribuir com cargas para viver e triunfar (graças à sua reprodução ativa) dos degenerados físicos e psíquicos de todos os tipos, criminosos; todos aqueles que uma boa seleção deve eliminar".

(Prólogo do livro "What is eugenics?", de Leonard Darwin, edição de 1930).

HARRY H. LAUGHLIN (1880-1943) deu diferentes prioridades à emigração europeia. Primeiro foram os dos povos germânicos: "teutões" (alemães do Norte), anglo-saxões, escandinavos e holandeses. Na parte inferior estavam os chineses. Hitler se inspirou em suas leis eugênicas para elaborar a "higiene racial" de seu Reich. Laughlin preconizava a necessidade de esterilizar 10% de toda a sociedade americana, aqueles considerados a menor qualidade biológica. Ele se tornou presidente da Pioneer Fund, um grupo criado em 1937 para financiar projetos de pesquisa sobre questões de raça, genética e eugenia.

"A soma total da liberdade humana e felicidade humana será, a longo prazo, amplamente promovida por processos eugênicos que exigem a eliminação de variedades degeneradas e impedidas de linhagens raciais e o aumento do número de cidadãos altamente dotados pela Natureza com esplêndidas qualidades mentais, físicas e morais. O Estado, portanto, deve exercer o seu direito e dever indubitáveis ​​de controlar a reprodução humana na linha da melhoria da raça, e, ao fazê-lo, justifica-se tomar medidas para alcançar o fim desejado, dentro das margens da Carta de Direitos os princípios humanos".

("Eugenical sterilization in the United States", 1922, 319).

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"A eugenia prática é a aplicação das leis comprovadas da herança humana, imigração, seleção de casal e fertilidade diferencial para que o homem dirija sua própria evolução".

("Organized eugenics", American Eugenics Society, 1934, p IV).

ELSWORTH HUNTINGTON (1876-1947), antropogeógrafo americano, discípulo de William M. Davis, professor da Universidade de Yale, explorador e membro da Galton Society, juntamente com Madison Grant, Lothrop Stoddard e Henry Fairfield Osborn.

"A esterilização faz para a Natureza o que a Natureza sozinha faria de maneira cruel. A religião moderna, a filantropia e a medicina não permitem que tipos fracos de pessoas morram de fome, pestilência e doença do antigo modo desalmado. Portanto, juntamente com grandes benefícios, essas agências trazem sérios perigos, contra os quais a esterilização parece ser a melhor proteção".

(1935).

MISAEL BAÑUELOS (1887-1954), médico espanhol, ginecologista que escreveu "Psicología de la feminidad", um nordicista que chamou a atenção sobre certas influências asiáticas e africanas na Península Ibérica e professor na Faculdade de Medicina da Universidade de Valladolid . Influenciado pelos eugenistas e nordicistas norte-americanos e alemães, bem como pelos autores que escreveram sobre o assunto da Raça (Gobineau, De Lapouge, Chamberlain, Grant, Günther, Rosenberg etc.), pensava que a salvação do Ocidente era cuidar da raça, que só os governos nacionalistas estavam em condições de realizar essa tarefa e que, entre eles, o governo da Alemanha nazista "é o único que compreendeu, em toda a sua importância, o valor do sangue e raça". Na Espanha de antes da guerra, Bañuelos foi um dos homens que mais admirou Hitler incondicionalmente.

"Forçado é que qualquer concepção política progressista tende a melhorar o lote e o número do homem superior, em comparação com o inferior e degenerado".

("Temas de crítica diaria", 1935, p. 115-116).

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"A família deve sempre ter em mente o valor de um novo parente pertencente a um grupo racial de seleção superior que é um bom exemplo de sua raça e também bem dotado intelectual e moralmente. Isso vale mais milhares de pesetas do que o que as famílias normalmente concedem quando se trata casar.

É necessário que a humanidade europeia e americana adquira um sentido aristocrático de vida, dando à aristocracia um valor biológico, que significa valor anatômico-fisiológico da pessoa e valor psicológico, nas duas grandes esferas da espiritualidade do homem: inteligência e comportamento. Quando isso for conseguido na velha Europa, tempos novos e mais felizes virão para ela".

("Antropología de los españoles", pp. 133-134).

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AMERICAN GENETICS ASSOCIATION nasceu da ABA (American Breeders Association), fundada em 1903. Esse comitê, que atuava na pesquisa eugênica, na promulgação de certas leis e na regulamentação da imigração norte-americana, responsável por permitir grande número de indivíduos de ascendência germânica entrar no país [7], contou entre os seus destacados homens como Charles Davenport, David S. Jordan, Alexander Graham Bell, Edward L. Thorndike, Henry H. Goddard, Walter E. Fernald e os fundadores da Immigration Restriction League, Robert DeCourcy Ward e Prescott F. Hall.

"O tempo está maduro para um forte movimento público para cortar a maré de ameaça de degeneração racial... A América tem de se proteger contra a imigração indiscriminada, criminosos degenerados e... suicídio racial".

(Carta enviada a cidadãos proeminentes pedindo apoio e militância. A carta também alertou sobre a "completa destruição da raça branca" no caso de não seguir uma política de preservação).

JON ALFRED MJØEN (1860-1939), cientista norueguês e diretor do Laboratório Biológico de Vindern (Oslo).

"É necessário diferenciar o direito à vida e o direito a dar vida".

DR. ALEXIS CARREL (1873-1944), médico, cirurgião, filosofo, cientista laureado com o Prêmio Nobel de Medicina, benfeitor da humanidade, gigante de gênio humano, homem de grande cultura, eugenista e biólogo francês com firmes crenças religiosas, bem como um verdadeiro superdotado, famoso por ter inventado o "coração artificial" e novos métodos de sutura de vasos sanguíneos, entre outras coisas. Seguindo o caminho traçado pelo classicismo greco-romano, voltou a integrar o espírito na matéria, pregou a necessidade de estabelecer "classes biológicas" sobre as cinzas pisoteadas das modernas "classes sócioeconômicas", e defendeu a ideia de biocracia frente a democracia. Segundo ele, a civilização só poderia se defender se as nações ocidentais voltassem seus esforços para a melhoria do homem e não do mundo, colocando-se sob o poder de uma "elite" iluminada" intelectual, científica, militar e mística. Caiu em desgraça depois de 1945 por ter apoiado o fascismo e o nazismo

"Como os nossos irmãos inferiores, os cetáceos dos mares polares, ou os antropóides que percorrem as florestas tropicais, fazemos parte da Natureza. Estamos sujeitos às mesmas leis que o resto do mundo terrestre. E como somos parte da Natureza, devemos, como Epiteto apontou, viver de acordo com suas ordens".

("A incógnita do homem", ou "O homem, esse desconhecido", 1935).

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"Em primeiro lugar ter filhos, e filhos de boa qualidade, graças à implementação dos princípios da eugenia. Em seguida, criar essas crianças para que suas potencialidades hereditárias se desenvolvam de forma ideal. Finalmente, ensinar a nossos filhos as qualidades morais e intelectuais indispensáveis ​​ao sucesso na vida social, porque o futuro da raça, sua felicidade ou infortúnio depende do valor da família e da comunidade".

("O homem, esse desconhecido").

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"É necessário fazer uma escolha. A futilidade de nossos esforços para melhorar indivíduos de baixa qualidade é evidente. Vale mais aumentar aqueles que são de boa qualidade. As massas sempre aproveitam as ideias e invenções da elite e das instituições criadas por ela. É necessário abandonar a ideia perigosa de restringir o forte, aumentar o fraco e fazer o medíocre popular... A eugenia voluntária leva não só à produção de indivíduos mais fortes, mas também a famílias em que a resistência, a inteligência e a coragem foram hereditárias. Estas famílias constituiriam uma aristocracia, de onde provavelmente deixariam homens de elite. E o estabelecimento por eugenia, de uma aristocracia hereditária biológica, seria uma etapa importante para a solução dos problemas atuais".

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"A ciência do homem necessariamente engendra uma 'antropotecnia'. E essa antropotecnia fará para o homem o que a tecnologia tem feito para os aviões. Pode ser que construa, um dia, indivíduos tão superiores a nós mesmos como os aparelhos modernos são para o biplano no qual os irmãos Wright voaram pela primeira vez".


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"O Governo alemão tomou medidas enérgicas contra a propagação dos deficientes, dos doentes mentais e dos criminosos. A solução ideal seria suprimir cada um destes indivíduos assim que for provado perigoso".

(Introdução à edição alemã de "O homem, esse desconhecido").

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"Os homens não podem seguir o curso atual da civilização moderna. Porque eles estão degenerando. Se deixaram fascinar pela beleza das ciências da matéria inerte. Eles não entenderam que seus corpos e sua consciência estão sujeitos a leis naturais, mais obscuras, mas tão inexoráveis ​​como as leis do mundo sideral. Nem perceberam que não podem transgredir essas leis sem serem punidos".

("O homem, esse desconhecido", prefácio).

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"A longevidade só é desejável se aumenta a duração da juventude, mas não a da velhice. Estender o período senil seria uma calamidade. Um homem velho que não pode valer-se a si é um obstáculo para sua família e para a comunidade. Se todos os homens chegassem a cem anos de idade, os jovens membros da população não poderiam suportar um fardo tão pesado. Antes de tentar prolongar a vida devemos descobrir os métodos de preservar as atividades mentais e orgânicas até o dia antes de morrer. É necessário não aumentar o número de doentes, paralíticos, fracos e dementes. Além disso, não seria sábio dar a todos uma existência longa. O perigo de aumentar o número de seres humanos, independentemente da sua qualidade, é bem conhecido. Por que mais anos seriam acrescentados à vida de pessoas que são infelizes, egoístas, estúpidas e inúteis?"

("O homem, esse desconhecido", capítulo V, 5).

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"A civilização moderna, com a ajuda da higiene, conforto, boa comida, vida fácil, hospitais, médicos e enfermeiras, permitiu viver muitos indivíduos de qualidade medíocre. Estes seres debeis e seus descendentes contribuem grandemente ao enfraquecimento das raças brancas. Talvez devêssemos abandonar essa forma artificial de saúde e buscar exclusivamente a saúde natural, que vem da excelência das funções de adaptação e resistência inata à doença".

("O homem, esse desconhecido", capítulo VI, 7).

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"A lei da luta pela vida deve ser obedecida acima de todas as leis. A degeneração e a alma é o preço pago por indivíduos e raças que esqueceram a existência dessa lei".

("O homem, esse desconhecido", capítulo VI, 13).

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"Aparentemente não há adaptação possível à agitação incessante, à dispersão intelectual, ao alcoolismo, aos excessos sexuais precoces, ao ruído, ao ar poluído e aos alimentos adulterados. Se é assim, devemos mudar nosso modo de vida e nosso meio ambiente, mesmo à custa de uma revolução destrutiva. Afinal, o propósito da civilização não é o progresso da ciência e das máquinas, mas o progresso do homem".

("O homem, esse desconhecido", capítulo VI, 13).

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"Seria necessário fazer uma seleção entre a multidão de seres humanos. Já dissemos que a seleção natural não desempenhou seu papel por algum tempo. Que muitos indivíduos inferiores foram preservados graças aos esforços da Higiene e Medicina. Mas não podemos impedir a reprodução dos fracos quando não são nem loucos nem criminosos. Nem destruir as crianças doentes ou defeituosas, como fazemos com os filhotes cachorrinhos de uma ninhada de cães. A única maneira de evitar o predomínio desastroso dos fracos é desenvolver o forte. Nossos esforços para retornar normais aos inúteis são obviamente infrutífero. Devemos, portanto, voltar a nossa atenção para a promoção do desenvolvimento ótimo do apto. Porque o rebanho sempre tira proveito das ideias e invenções da elite. Em vez de nivelar as desigualdades orgânicas e mentais, devemos aumentá-las e construir grandes homens. Devemos separar aquelas crianças dotadas com grande potencial e desenvolvê-las o mais completamente possível. E dar à nação uma aristocracia não-hereditária. Estas crianças podem ser encontradas em todas as classes sociais, embora os homens distinguidos aparecem mais frequentemente em famílias inteligentes do que nas outras. (...)

Desde a sua origem, os servos e senhores haviam nascido servos e senhores. Hoje, os fracos não deveriam ser mantidos em riqueza e poder. É imperativo que as classes sociais sejam sinônimo de classes biológicas. Cada indivíduo deve subir ou descer para o nível em que a qualidade de seus tecidos e alma é ajustada. A ascensão social daqueles que possuem os melhores órgãos e os melhores espíritos deve ser ajudada. Cada um deve ocupar seu lugar natural. As nações modernas serão salvas, desenvolvendo os fortes, não protegendo os fracos".

("O homem, esse desconhecido", capítulo VIII, 6).

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"A eugenia é indispensável para a perpetuação dos fortes. Uma grande raça deve propagar seus melhores elementos. (...)

A eugenia pode exercer uma grande influência sobre o destino das raças civilizadas (...) pede o sacrifício de muitos indivíduos. (...)

Devemos nos contentar em facilitar a união dos melhores elementos da raça através da educação e de certas vantagens econômicas. O progresso dos fortes depende das condições de seu desenvolvimento e da possibilidade concedida aos pais de transmitir a sua progênie as qualidades que adquiriram ao longo de sua existência. (...)

As mulheres devem receber uma educação superior, não para serem médicas, advogadas ou professoras, mas para educar seus filhos a serem seres humanos de qualidade superior.

A prática livre da eugenia poderia levar não só ao desenvolvimento de indivíduos mais fortes, mas a ramos dotados de maior força, inteligência e valor. Esses ramos constituiriam uma aristocracia da qual surgiriam grandes homens".

("O homem, esse desconhecido", VIII, 7).

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"Diz-se que as organizações modernas de negócios e produção em massa são incompatíveis com o pleno desenvolvimento do ser humano. Se é assim, então é a civilização moderna e não o ser humano que deve desaparecer".

("O homem, esse desconhecido", VIII, 12).

JEAN ROSTAND (1894-1977), biólogo e filósofo francês, seguidor de Alexis Carrel, eleito para a Academia Francesa em 1959 e premiado com o Prémio Kalinga em 1960.

"A medicina, a cirurgia, a higiene, a filantropia, a assistência social têm o efeito de sobreviver e procriar uma série de indivíduos mal adaptados do ponto de vista genético, àqueles que a livre Natureza teria eliminado ou, pelo menos, excluídos da reprodução. Goste ou não, a medicina cultiva a doença. Há uma contradição essencial entre o bem-estar individual e o bem genético. A civilização, clemente dos genes defeituosos, causa o aparecimento do mal biológico. Geneticamente, estamos pagando preços muito elevados pelo progresso médico e social".

HERMANN J. MULLER (1890-1967), biólogo, zoólogo e geneticista americano, parceiro de Sir Julian Huxley e Prêmio Nobel de Medicina em 1946.

"Não há status quo permanente na Natureza; tudo é o processo de ajuste e reajuste, ou seja, fracasso eventual. Mas o homem é o primeiro ser desenvolvido na terra que tem o poder de notar essas mudanças e, se quiser, transformá-las em sua própria vantagem, calcular métodos genéticos, ideias eugênicas, sim, inventar novas características biológicas, órgãos e sistemas que levarão em frente os interesses, a felicidade, a glória do ser divino cujos pobres presságios somos nós, as criaturas aflitas atuais".

(1935, extraído de "Muller, crusader for human betterment", R. M. Sonneborn, 1968, Science, 162, 772-776).

CORONEL ANTONIO VALLEJO-NÁJERA (também escrito Nágera, 1889-1960), psiquiatra espanhol e chefe dos serviços de saúde do Exército na era franquista. Ele pregou a necessidade de estabelecer um "militarismo social, que significa ordem, disciplina, sacrifício pessoal, pontualidade no serviço, porque a rede militar contém puras essências de virtudes sociais, fortaleza corporal e espiritual" [8]. Manifestou também que, para regenerar a raça na Espanha, era necessário "militarizar a escola, a universidade, a oficina, a cafeteria, o teatro, todas as esferas sociais", bem como um plano de esterilização dos inaptos e promoção dos aptos através de auxílio estatal e isenção fiscal para cada criança, tomando como exemplo as escolas eugênicas dos EUA, Inglaterra, Alemanha (defendendo sua "higiene da raça") e Suécia. Uma de suas inovações foi estudar grupos de marxistas do ponto de vista psiquiátrico, concluindo que o marxismo era o resultado de um transtorno mental e que valeria a pena pensar em esterilizar alguns elementos marxistas cuja doença não era transitória. Seu trabalho principal neste sentido é "Eugenesia de la Hispanidad y regeneración de la raza". Vallejo-Najera pertencia, portanto, a uma tradição eugênica bastante desconhecida, da qual também faziam parte os citados Redondo e Carranceja e J. Medina (autor de "Herencia y eugenesia", 1932).

"Propague a esterilização ao grande número de intelectuais inferiores ou de inferioridades morais e herdadas. Técnicos suecos dizem que a civilização moderna atua no sentido de raças degeneradas, um perigo que ainda é aumentado pela grande fertilidade dos fracos mentais. O progresso de um povo depende da maioria da população que recebe suas disposições hereditárias de uma grande massa de indivíduos saudáveis. Se, até agora, os Estados tivessem se preocupado em aumentar a taxa de natalidade sem considerar a qualidade, então o aumento exclusivo de famílias compostas por indivíduos saudáveis ​​deveria ser buscado no futuro. A partir dessa eugenia positiva e construtiva, esperam-se resultados superiores aos proporcionados por métodos negativos e repreensíveis. No entanto, uma ampla política eugênica deve usar todos os meios possíveis, tanto a proibição de casamentos entre pessoas mentalmente enfermas quanto o seu confinamento em hospitais psiquiátricos. Mas a esterilização é o meio mais seguro de impedir a procriação de indesejáveis. É um direito e um dever do Estado proteger, da melhor maneira possível, as gerações futuras contra o perigo que representa a procriação ilimitada de indivíduos degenerados. É por isso que a esterilização dos deficientes mentais deve ser autorizada, regulada tal esterilização por prescrições legais".

("Ilicitud científica de la esterilización eugénica", Acción Española, Madrid, 1 de Janeiro de 1932, Volume I, Número 2).

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"Agradecemos a Nietzsche pela ressurreição das ideias espartanas sobre o extermínio dos inferiores orgânicos e psíquicos, a quem eles chamam de parasitas da sociedade. A sociedade moderna não admite postulados tão cruéis na ordem material, mas na moralidade não se opõe a pôr em prática medidas incruentas que colocam o tarô biológico em condições que tornam impossível reproduzir e transmitir aos descendentes do joio que os afetam A maneira mais prática e mais fácil de segregação é internalizar em penitenciárias, asilos e colônias os retardados, com separação de sexos".

("Eugenesia de la Hispanidad y regeneración de la raza", 1937).

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"Deve-se repetir insistentemente que a civilização é a causa da degeneração das raças, transformando as características da domesticação em características de degeneração, conservando nessa forma variantes extremas que teriam sido eliminadas pela seleção natural. Esta decadência é, até certo ponto, de origem hereditária, uma vez que os esforços de higiene e medicina têm preservado pais cujas condições biológicas são de má qualidade para a geração, enfraquecendo a raça pela a sobrevivência desses criadores".

("Eugenesia de la Hispanidad y regeneración de la raza", 1937, p.117).

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"Absurdo seria um programa de melhoramento da raça simplesmente eliminando os indesejáveis. Precisamos melhorar o mais aptos para a perfeição da raça, o que exige uma prévia seleção. Diante da seleção natural resultante dos governos oligárquicos ou aristocráticos temos a seleção artificial, possível apenas nos países de organização socialista. A experiência é a favor da seleção natural, da aristocrática, que favorece aos sobredotados ao mesmo tempo que os inferiores biológicos, ainda que sem prejudicá-los".

("Eugenesia de la Hispanidad y regeneración de la raza", 1937, capítulo VIII, p.119).

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"A seleção é um fenômeno natural que o homem deve favorecer com seu engenho".

("Eugenesia de la Hispanidad y regeneración de la raza", 1937, capítulo VIII, p.119).

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"A experiência mostra que a degeneração de uma raça ocorre por contraseleção, quando se limita a taxa de natalidade dos normais e vigorosos e aumenta e dos deficientes físicos e mentais".

("Eugenesia de la Hispanidad y regeneración de la raza", 1937, capítulo VIII, p.119).

III REICH

"O mundo estava morrendo de judaísmo e dessa doença do judaísmo, que é a fé em Jesus. Nós lhes ensinamos a violência e a fé da espada". - (Jorge Luis Borges, "Deutsches Requiem").

A Alemanha de Hitler foi a culminação de todos os processos que vimos, e foi nos Jogos Olímpicos de Berlim de 1936 que os alemães tentaram se apresentar como defensores da saúde, anunciando seu compromisso com a cultura do corpo.

A Segunda Guerra Mundial marcou um antes e um depois. Antes do Terceiro Reich, essas coisas eram faladas sem medo. Durante o Terceiro Reich, foram aplicadas. E depois do Terceiro Reich, os fariseus das finanças e da mídia cercaram toda eugenia e genética de um nevoeiro politicamente correto. Além dos homens mencionados aqui, podemos mencionar outros cientistas proeminentes que desempenharam um papel destacado na elaboração da eugenia nazista (conhecida como Rassenhygiene, ou "higiene racial"), como por exemplo Fritz A. Lenz, Erwin Baur, Alfred Plötz , Ernst Rüdin e Ernst Häckel.

Congresso de Nuremberg de 1934.

LEON F. WHITNEY (1894-1973), veterinário americano, treinador de cães, psicólogo canino e secretário da American Eugenics Society, bem como autor de "The base of breeding", um livro sobre eugenia para o público leigo na matéria. Esta citação vem expressar a opinião de muitos eugenistas de seu tempo: que o Terceiro Reich foi o primeiro Estado a levar da teoria para a prática todos os postulados de quase um século de debate eugênico. Esta citação, datada de 1934, foi pronunciada no mesmo ano em que Whitney propôs a esterilização de 10 milhões de americanos "defeituosos" — numa época em que os EUA tinham 126 milhões de habitantes.

"Muitos homens e mulheres inteligentes da Inglaterra e da América têm trabalhado laboriosamente por muito tempo para conseguir algo muito semelhante ao que Hitler tornou obrigatório agora".

SYDNEY MORNING HERALD, jornal australiano que oferece a opinião de outro país com uma influência eugenista significativa, antes que a imprensa usasse seus vastos meios manipuladores para reverter a opinião pública e torná-lo hostil à Alemanha.

"[A lei de esterilização do Reich] se aplicará aos sofredores de alcoolismo crônico, fraqueza mental, insanidade, epilepsia, doença de huntington, cegueira, surdez, retardo mental ou deformidade. O Dr. Lenz, Professor de Eugenia, elogiou Herr Hitler como um não-bebedor e não-fumante. Ele disse que a proibição do álcool e do tabaco aumentaria a saúde pública e a eficiência".

("Germany: sterilization of the unfit", 25 de Outubro de 1933, 13 a).

HANS F. K. GÜNTHER (1891-1968), antropólogo com enormes conhecimentos de História e cultura clássica, com profundas convicções religiosas pagãs e professor nas Universidades de Jena, Berlim e Freiburg, além de um pioneiro nordicista que, embora falhou em pequenos detalhes, acertou em outros e deixou um caminho aberto, por exemplo, referente à eugenia, ao sangue nórdico na Grécia e Roma, ou ao romantismo pagão-germânico. Estabelecendo as fundações do pensamento racial nazista, e ingressando no NSDAP em 1932, ele teve uma grande influência na doutrina racialista do Terceiro Reich, sendo também respeitado fora das fronteiras alemãs em círculos acadêmicos no Reino Unido e nos EUA. Em 1935 Günther foi declarado "orgulho do NSDAP" e em 1940 Hitler concedeu-lhe a Medalha Goethe de Arte e Ciência. Depois da Segunda Guerra Mundial, ele passou três anos em um campo de concentração aliado até que foi libertado, já que ele não tinha participado de "atos criminosos". Ao longo de sua vida posterior, nunca retraiu seus ensinamentos: ele publicou em 1951 um livro dando diretrizes para a escolha de um cônjuge e em 1959 outra advertência de que na Europa os mais estúpidos se reproduziam mais rápido do que os inteligentes e que esse processo precisava ser resolvido através do "planeamento familiar". Günther contribuiu para a organização da Northern League (uma organização nórdica) e negou o Holocausto judaico até sua morte.

"O ensino da genética nos diz: 'O valor de um homem como sujeito é diferente de seu valor como procriador', deve inspirar cada uma de nossas considerações. Existiram e existem indivíduos portadores de uma herança biológica de má qualidade, que foram capazes de dar ao povo alemão valores espirituais elevados, o que não é um obstáculo para qualquer pessoa astuta para augurar uma boa prole".

("Rassenkunde des Deutschen Volkes", 1922).

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"Na criação milenária de animais, o homem sempre partiu do conceito da força que significava a herança e que uma criação de melhoria só pode ser alcançada pela segregação dos animais capazes pelos menos capazes e permitindo a reprodução apenas dos melhores de determinada espécie".

("Volk und Staat in ihrer Stellung zu Vererbung und Auslese").

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"A convicção da força da herança pode ter sido enfraquecida pela penetração das ideias cristãs, com sua acentuação da separação do corpo e da alma, do espírito e da carne. (...)

A herança em si tornou-se algo que, em certa medida pertencem apenas às áreas mais baixas da vida e que o 'espírito' poderia ignorar.


Tais conceitos até hoje se opõem ao avanço da pesquisa de saúde hereditária... Eles muitas vezes se opõem ao argumento de que para um povo não há ossos mais fortes e músculos mais poderosos ou a saúde do corpo sozinho".

("Volk und Staat in ihrer Stellung zu Vererbung und Auslese").

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"Não devemos hesitar em expressar o fato desagradável para muitas pessoas cultas de nossos dias: que para os seres humanos valem essencialmente as mesmas leis vitais que para os animais. É mais um efeito da separação medieval-eclesiástica do corpo e da alma, da carne e do espírito, que, atualmente, mais do que uma pessoa educada, antes da doutrina da saúde hereditária, fala desdenhosamente de 'coudelaria', 'criação de animais', 'criação de cães'. Nunca me pareceu plausível que o animal fosse tão baixo que a comparação com o homem não pode ser permitida".

("Volk und Staat in ihrer Stellung zu Vererbung und Auslese").

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"Um enobrecimento do nosso povo só pode ser preparado pela riqueza de crianças hereditariamente melhores em todas as classes sociais.

Os recursos financeiros estatais utilizados na instrução de elementos sem dotes e imbecis, reduzirão o nível cultural de um povo — o que é precisamente em predisposições hereditárias e aumentam ou diminuem — até que a esterilização legal dos imbecis não tenha sido feita. Assim, as grandes somas de dinheiro que agora servem para abaixar o nível cultural ficarão livres, por exemplo, também para subsídios de crianças a famílias economicamente fracas com boas predisposições hereditárias, ou seja, famílias que, apesar de suas boas predisposições hereditárias, caíram num estado de necessidade. (...)

Certamente a ideia de igualdade e a transformação de todos os homens tem um efeito nivelador; provavelmente, também teve uma ação de reconciliação aqui e ali; beneficiou indivíduos, mas prejudicou a totalidade pela distensão e nivelamento que trouxe".

("Volk und Staat in ihrer Stellung zu Vererbung und Auslese").

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"Já não se pode negar seriamente que para o destino de todos os seres vivos o mundo circundante não é decisivo, mas sim as predisposições hereditárias. (...) Alcançar nosso objetivo é apenas o caminho darwiniano, ou seja, seleção e descartamento, respectivamente: o aumento de crianças de alto valor hereditário em todas as classes sociais e a diminuição ou falta de filhos hereditariamente inferiores em todas as classes sociais. Enquanto as várias formas de assistência social não estiverem associadas à esterilização legal do hereditariamente inferior, qualquer amparo aumentará precisamente os males que supostamente pretende evitar. A melhoria do ambiente, embora possa ter significado para o indivíduo, sem a esterilização legal simultânea do hereditariamente inferior, será um auxílio à reprodução de registros hereditários que podem finalmente tributar um Estado até que ele sucumba. Além disso, o direito de múltipla paternidade, como recentemente proposto por um ministro do Reich, poderia ser feito como uma medida sensata o mais rapidamente possível — e que por muitos anos antes — teria introduzido a esterilização legal do hereditariamente inferior. Hoje, de acordo com a pesquisa correspondente, acontece que na Alemanha as crianças em idade escolar que, por falta de capacidade, devem ser educadas em escolas auxiliares, têm, em média, o maior número de irmãos; do que se desprende com que tipo de pais é necessário contar e qual avaliação seria sujeita a direitos de voto múltiplos para os pais hoje".

("Volk und Staat in ihrer Stellung zu Vererbung und Auslese").

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"Os sub-homens são os hereditariamente inferiores, os minadores da cultura, os negadores dos valores. Mas, por outro lado, lembramos também que em muitos casos há seres humanos que, como indivíduos, são de alto valor, mas que podem ser de valor inferior como portadores de uma herança... É necessário aprender a distinguir entre o valor de um humano como indivíduo e seu valor como portador de herança".

("Volk und Staat in ihrer Stellung zu Vererbung und Auslese").

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"Acima de tudo, para a juventude feminina hereditariamente capaz é necessário dizer-lhes que, face ao atual embuste de instrução, que para o povo alemão significa muito mais do que uma jovem hereditariamente de alto valor, após a correspondente escolha do cônjuge, veja renascer suas qualidades hereditárias em um grupo de filhos próprios, e não que através do cultivo de suas várias habilidades particulares siga até o fim o caminho acadêmico da falta de crianças".

("Volk und Staat in ihrer Stellung zu Vererbung und Auslese").

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"O homem, prestando atenção às disposições hereditárias do corpo e da alma, da raça e da virtude hereditária, honra a ordem divina do Cosmos".

("Platon als Hüter des Lebens").

• ADOLF HITLER (1889-1945). Não precisa de introdução. Muito tem sido escrito e especulado em torno de Hitler e sua eugenia. Aqui não será escrito nada novo sobre ele, vou simplesmente fazer uma pergunta antes de deixá-lo com suas palavras: quantos daqueles que criticam-no realmente se deram o trabalho de conhecer suas opiniões de primeira mão? Por que há países onde seus escritos ou discursos são censurados? Se Hitler estava tão errado, por que esse medo de ler o que ele deixou escrito de sua mão (não vamos falar sobre seus discursos)? Precisamente com tal ideia de limpar as incógnitas sobre sua doutrina, Hitler foi elaborando, na prisão, seu "Mein Kampf" ("Minha Luta"). Qualquer um que queira argumentar sobre Hitler deve, antes, ler seu livro.

"Os pecados dos pais são pagos até a décima geração. Uma verdade que se refere exclusivamente a crimes contra o sangue e contra a raça".

("Mein Kampf", Volume I, Capítulo X).

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"É uma contradição dar aos pacientes incuráveis a possibilidade constante, por assim dizer, de contagiar os saudáveis. Que sentimento de humanidade é esse segundo o qual, ao não prejudicar uma, outras cem pessoas são permitidas a sucumbir?"

("Mein Kampf", Volume I, Capítulo X).

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"[O sionismo] não quer ver uma geração saudável e robusta, ele quer apenas um rebanho contaminado e capaz de ser subjugado".

("Mein Kampf", Volume I, Capítulo XI).

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"Uma concepção racialista terá, em primeiro lugar, o dever de tomar o casamento do plano da degradação racial perpétua e consagrá-lo como a instituição destinada a criar seres à imagem do Senhor e não monstros, meio homem, meio macaco. (...)

É dever do Estado Racialista reparar os danos causados ​​nesta ordem. Deve começar fazendo da questão da raça o ponto central da vida geral; tem que assegurar a preservação de sua pureza e também tem que consagrar a criança como o bem mais precioso de seu povo. Ele é obrigado a cuidar para que apenas indivíduos saudáveis ​​tenham descendência. Ele deve inculcar que há uma única vergonha: engendrar estando doente ou sendo defeituoso, e deve ser considerado uma grande honra para impedir que isso aconteça; mas neste caso há uma ação que dignifica: renunciar à descendência. Pelo contrário, privar a Nação de crianças saudáveis ​​deve ser considerado execrável. O Estado terá de ser o garante de um futuro milenar, diante do qual o desejo individual e egoísmo significam nada. O Estado tem de colocar os mais modernos recursos médicos para atender a essa necessidade. Qualquer indivíduo que esteja notoriamente enfermo e efetivamente retardado e, como tal, capaz de continuar a transmitir seus defeitos por herança, deve ser declarado impróprio para procriação e submetido a tratamento esterilizador. Por outro lado, o Estado tem que assegurar que a fertilidade da mulher saudável não seja restringida como resultado da má administração econômica de um regime de governo que se tornou uma maldição para os pais da dita de ter uma prole numerosa. A Nação deve ser libertada dessa indolência indolente e criminosa com que as famílias numerosas são tratadas e, em vez disso, vê nelas a maior felicidade de um povo. As atenções da Nação devem ser mais favoráveis ​​aos filhos do que aos adultos.

Aquele que é fisicamente insalubre não deve e não pode perpetuar seus males no corpo de seu filho. Enorme é o trabalho educativo que pesa sobre o Estado racialista nesta ordem, mas seu trabalho um dia aparecerá como um fato maior do que o mais glorioso das guerras de nossa era burguesa. O Estado, por meio da educação, tem que persuadir o indivíduo de que estar doente e ser fisicamente fraco não é uma afronta, mas simplesmente um infortúnio digno de compaixão; mas que é um crime e, consequentemente, uma afronta, transmitir pelo egoísmo esse infortúnio aos seres inocentes. Pelo contrário, é um teste de grande nobreza de sentimentos, do espírito mais admirável da humanidade, que o paciente renuncie seus filhos e consagre seu amor e ternura a uma criança pobre cuja saúde lhe dá a esperança de viver e ser um valoroso membro em uma comunidade forte. Neste trabalho de educação, o Estado deve coroar seus esforços também lidando com o aspecto intelectual. O Estado deve agir sem levar em conta a compreensão ou incompreensão da popularidade ou impopularidade que provoca sua maneira de proceder nesta ordem.

Só uma proibição, durante seis séculos, sobre a procriação dos degenerados físicos e mentais não só liberaria a Humanidade desta imensa desgraça, mas produziria uma situação de higiene e saúde que hoje parece quase impossível. Se fosse realizado metodicamente um plano de procriação dos mais saudáveis, o resultado seria a constituição de uma raça que portaria em si as qualidades primigênias perdidas, evitando assim a degradação física e intelectual do presente. (...)

Apoiada pelo Estado, a ideologia racialista logrará para a posteridade a vinda de uma época melhor, na qual os homens se preocuparão menos com a seleção de cães, cavalos e gatos, para elevar o nível racial do próprio homemUm tempo em que os doentes, reconhecendo seu infortúnio, renunciem silenciosamente, enquanto outros, os saudáveis, regozijem o seu tributo à prole.

Que isso é viável, é testado em um mundo onde centenas de milhares voluntariamente se impõem ao celibato, sem outro compromisso do que o preceito de uma religião.

Será que essa renúncia não é possível se, em vez do voto religioso, se colocara a advertência de que uma vala deve ser posta no envenenamento da raça e dar ao mundo apenas criaturas saudáveis, feitas 'à imagem e semelhança do Criador'?"

("Mein Kampf", Volume II, Capítulo II).

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"O trabalho de favorecer, no coração da comunidade, os elementos de maior valor, do ponto de vista racial e cuidar especialmente da alimentação, é imposto.

Uma ideologia que, rejeitando o princípio democrático das massas, aspira a consagrar este mundo em favor do melhor, isto é, do homem superior, é logicamente obrigada a reconhecer o princípio aristocrático de seleção dentro de cada nação, garantindo assim ao governo e a influência máxima dos mais qualificados em seus respectivos povos. Esta concepção é baseada na ideia da personalidade e não na maioria".


("Mein Kampf", Volume II, Capítulo II).

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"Esparta deve ser considerada como o primeiro Estado völkisch. O abandono dos bebês doentes, débeis ou deformados por parte dos espartanos era mais humanitário e, em realidade, mil vezes mais humano que a lamentável loucura de nosso tempo presente, no qual os sujeitos mais doentes são preservados a qualquer preço, seguindo a isso a criação de uma raça de degenerados lastreados com a doença".

("Gespräche mit Hitler").

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"Devemos tentar valorizar as características mais preciosas do povo e cultivá-las e desenvolvê-las, e devemos encontrar maneiras de impedir a propagação de todas as tendências maléficas, inferiores, criminosas e decadentes, e todas as deploráveis ​​doenças congênitas do povo.

Ainda mais importante, devemos educar os jovens na beleza do movimento, na beleza do corpo e na beleza do espírito. O atletismo, o desenvolvimento pessoal, o treinamento físico, as competições públicas e o ressurgimento de representações artísticas baseadas nos modelos gregos, ajudarão as meninas a saber como o homem merece ser, e também aos meninos saber como é a mulher ideal. Eles vão voluntariamente virar as costas para o jogo de bonecas flirty, com cabelos tingidos, rostos pintados, lábios grossos e unhas vermelhas.

E um 'sim' altamente seletivo se tornará mais importante à medida que olharmos para o POVO em uma única entidade. A partir da primeira idade, jardim de infância, escola primária, a Juventude Hiterlsita e da Liga das Jovens Alemãs, todas as classes devem participar. Nenhuma distinção deve ser aceita entre ricos e pobres, entre a cidade e o campo, entre o empregador e o empregado. Em seu lugar só deve haver uma distinção entre respeitável e não respeitável, amigável ou não, entre honesto e desonesto, entre verdade e mentira, entre coragem e covardia, e entre saúde e doença".

(Citado por Otto Wagener em "Hitler aus nächster Nähe. Aufzeichnungen eines Vertrauten").

"Agora que conhecemos as leis da hereditariedade, é possível impedir em grande medida que os seres doentes e deficientes venham a este mundo.

Estudei com grande interesse as leis de vários estados americanos dedicadas a impedir a reprodução de pessoas cuja progênie não teria valor ou seria prejudicial à linhagem racial. Estou certo de que, ocasionalmente, ocorrem erros como resultado. Mas a possibilidade de excesso e erro ainda não é uma demonstração da incorreção dessas leis".

(Citado por Otto Wagener em "Hitler aus nächster Nähe. Aufzeichnungen eines Vertrauten").

ALFRED ROSENBERG (1893-1946), membro da Thule Gesellschaft, ideólogo nacional-socialista, chefe do Serviço de Relações Exteriores do NSDAP e chefe do Ministério do Reich para os territórios orientais ocupados. Ele foi enforcado nos julgamentos de Nuremberg de 1946.

"O Vaticano foi novamente conhecido como o inimigo mais amargo da reprodução melhorada dos biologicamente valiosos, e como o protetor da preservação e propagação dos inferiores... Estabelecer a propagação ilimitada de idiotas, filhos de sifilíticos, alcoólatras e loucos como doutrina moral cristã é, sem dúvida, o zênite de um pensamento hostil à Natureza e ao Povo. Hoje, declaramos que isso é impossível. Na realidade, representa nada mais do que a drenagem necessária desse sistema racialmente caótico forjado pelo dogma sírio-africano-romano. Por conseguinte, todo europeu que deseje ver o seu povo fisicamente e espiritualmente saudável, e que defenda a posição de que os idiotas e os doentes incuráveis ​​infectem a sua nação, deve permitir-se a ser representado, segundo os ensinamentos romanos, como anticatólico, inimigo da doutrina moral cristã. E ele deve escolher entre si se é o Anticristo, ou se o Fundador da Cristandade pode realmente conceber-se — como dogma — a reprodução ilimitada de todos os tipos inferiores. Isto é o que Seu representante [refere-se ao Papa da época, Pio XI] ousadamente exige".

("Der Mythus des zwanzigsten Jahrhunderts", Livro III, Capítulo IV).

WALTHER DARRÉ (1895-1953), Ministro da Alimentação, Agricultura e Abastecimento do Reich, Chefe dos Campesinos Alemães, Diretor do Escritório SS de Raça e Reassentamento, notório nordicista, co-fundador da Ahnenerbe, e promotor da ideia racial e geopolítica de blut und boden (sangue e solo). O fragmento que escolhi fala da necessidade de dividir a população feminina em classes biológicas de acordo com sua qualidade. Em minha opinião esta política é errada, porque os que devem ser "divididos" e hierarquizados são os homens, e as mulheres "distribuídas" de acordo com a divisão masculina — mas esse é um assunto em que eu abonarei noutro ocasião, o que interessa aqui é verificar a presença de eugenia positiva e negativa.

"CLASSE I. - A ela pertencem todas as meninas cujo casamento parece desejável de todos os pontos de vista. Para que apenas as melhores possam ser incluídas nesta classe, é necessário instituir requisitos mínimos, de modo que apenas uma porcentagem restrita, 10%, por exemplo, é aceita como totalmente válida para o casamento. Se pudermos excluir o dote do casamento, como já dissemos antes, podemos concluir com certeza que todas as pessoas desta classe serão convidadas em casamento sem segundas intenções.

CLASSE II. - Todas as outras jovens contra o casamento, das quais não se opõe nenhum escrúpulo de princípio, do ponto de vista da descendência, são admitidas nesta classe. Esta classe será geralmente a mais numerosa, daí a necessidade de dividi-la em dois subgrupos, a e b.

CLASSE III. - Agrupará todas as jovens contra o matrimônio de que não há objeções de moralidade ou de direito de estado, mas cujo valor limitado exige que não tenham descendentes. Elas serão permitidas casar após a esterilização.

CLASSE IV. - Agrupará todas as jovens contra o casamento de que há sérias objeções de princípio, não só porque se deseja que não tenham descendência, mas também porque o conceito alemão de casamento seria distorcido. Em primeiro lugar, incluirão loucos, prostitutas, aqueles cuja lista de antepassados ​​já carrega tais contraindicações e, além disso, todos os reincidentes etc".

("Neuadel aus Blut und Boden", Capítulo VIII, distinções entre mulheres que devem procriar e aquelas que devem permanecer estéreis).

LEI PARA A PREVENÇÃO DE DOENÇAS HEREDITÁRIAS (Alemanha, 14 de Julho de 1933):

"1 - Qualquer doente hereditário pode ser esterilizado quando, de acordo com o conhecimento da ciência médica, há uma alta probabilidade de que seus descendentes sofrerão sérios danos físicos e psíquicos hereditários.

2 - Doente hereditário no sentido desta Lei é qualquer pessoa que sofra de uma das seguintes doenças:

A. Imbecilidade congênita.
B. Esquizofrenia.
C. Insanidade maníaco-depressiva.
D. Epilepsia.
E. Doença de Huntington hereditária
F. Cegueira hereditária.
G. Surdez hereditária.
H. Graves malformações físicas hereditárias".

A DOUTRINA SS. Como elite, os nazistas organizaram, dentro do NSDAP, os SS, guardiões da ideia nacional-socialista, firmemente doutrinados e severamente disciplinados. Os SS vieram incorporar a flor e a nata de toda a Alemanha (era comum que atletas proeminentes ou cientistas se tornassem SS), e estavam lançando as bases de uma ordem social baseada na biologia, genética e vontade do espírito humano. Os SS em geral atribuíam grande importância ao bom estado físico e mental e à limpeza da linha de influências extra-europeias. As condições de entrada permaneceram muito rígidas até a Segunda Guerra Mundial. Em 1937, Hitler estava orgulhoso de que "continuamos a admitir apenas 15% dos candidatos apresentados à SS". A disciplina destes homens era extremamente severa e rígida, e punições até mesmo para infrações menores, brutais. Cada SS comprometeu-se a se casar (suas esposas tornaram-se automaticamente mulheres SS com o casamento, e a desfrutar de auxílio em causa) com uma mulher de sangue puro, e ter, quando possível, quatro crianças saudáveis. Tanto este como todo o projeto de Lebensborn se encaixam, junto com planos de poligamia para o corpo, nas políticas nazistas de eugenia positiva, enquanto a famosa esterilização de defeitos de eugenia negativa. No entanto, os SS não eram apenas um rebanho de garanhões. Eles provaram ser a força mais dura, mais hábil, mais fanática, mais corajosa, mais audaz e mais fiel de toda a Segunda Guerra Mundial, levando verdadeiras proezas militares sem paralelo na Frente Oriental e atingindo os limites da resistência humana a temperaturas árticas e em território hostil contra um inimigo que representava uma ideia asiática, escrava e oriental (bolchevismo), e que os superava em número. Devido ao seu juramento de fidelidade e ao seu senso de dever, a SS foi, juntamente com a Luftwaffe e os submarinos, o corpo militar alemão que sofreu mais baixas. Também na base do treinamento ideológico da SS estavam crenças anticristãs. Um dos comandantes SS mais radicais a este respeito foi, sem dúvida, Theodor Eicke, chefe do Totenkopfverbände, que iniciou uma agressiva campanha anticristã, durante a qual muitos SS que se agarravam a Jesus foram expulsos do corpo.

Os nazistas organizaram a SS, uma elite militar e biológica que estava destinada a ser a aristocracia da Nova Ordem. Na imagem, uma formação da Divisão SS "Leibstandarte Adolf Hitler", a divisão mais elitista da SS. Para entrar na Leibstandarte, era preciso medir 1,84 metros, ter entre 17 e 22 anos, ser de sangue nórdico e ter uma saúde de ferro. Durante muitos anos, ninguém com o menor defeito físico, como óculos ou restauração dental, foi autorizado a entrar na Leibstandarte.

"Nossos ancestrais germânicos seguiam as leis da seleção como todos os povos saudáveis ​​cuja inteligência e sensibilidade ainda não haviam sido contaminadas por falsas doutrinas de piedade.

A concepção falsa da Igreja de Deus negou as leis divinas da Natureza. O ensino eclesiástico se opôs deliberadamente à vontade da Natureza.

Uma vez que se predicou aos povos que Deus morreu crucificado pela piedade dos fracos e dos doentes, pecadores e pobres, o ensino da piedade e do falso humanitarismo poderia promover a conservação dos doentes congênitos. Sim; era considerado como um dever moral cuidar e favorecer principalmente os doentes, os infelizes e os pobres em espírito.

Desta forma, os doentes congênitos podiam multiplicar-se sem entraves e a comunidade de pessoas saudáveis ​​tinha de suportar o peso do cuidado para manter os elementos afligidos por defeitos hereditários.

O grande número de pacientes hereditários causou um encargo financeiro quase insuportável sobre o orçamento do Estado e as comunidades locais. Um escolar retardado custa ao estado duas a três vezes mais do que uma criança normal. Um doente hereditário numa residência especializada, mentalmente doente ou epiléptico recebe anualmente do Estado, em média, cinco vezes mais do que uma pessoa saudável e socialmente segurada após uma vida de trabalho. Muitos milhões foram desperdiçados a cada ano por manicômios insanos, enquanto famílias saudáveis ​​de trabalho muitas vezes faltou o que é estritamente necessário. (...)

A guerra moderna é particularmente eficaz no sentido da contraseleção. Movem-se quase exclusivamente para homens de boa saúde física e espiritual, de modo que na guerra apenas os detentores de uma herança hereditária valiosa caem. Os campos de batalha, assim, engolem o sangue dos melhores filhos do povo cuja herança hereditária está irremediavelmente perdida. Certamente, sua morte é um sagrado sacrifício pela honra e liberdade do povo.

Da mesma forma, várias centenas de bravos jovens alemães caem todos os anos como vítimas do esporte ou da competição, na luta contra o gelo, na neve, em corridas de automóveis ou em aviões.

Não importa quão grande o número dessas vítimas, nenhum povo da Terra morreu por causa de uma guerra, colheitas ruins ou um período de recessão política.

Os povos só desapareceram quando a substância viva que assegura a sua vida histórica, o seu sangue, a sua raça, são esgotados. Eles só morrem, então, nos seguintes casos:

1. Quando o número de nascimentos declina por causa da regressão da força popular, oferecendo assim a possibilidade de ser esmagado por um vizinho qualitativamente e quantitativamente mais forte.

2. Por um cruzamento racial que tirou de um povo originalmente saudável sua harmonia interior.

3. Ao desconsiderar as leis de seleção, o que causa uma redução do patrimônio hereditário de valor e propicia uma redução de habilidades e qualidades na população.

A morte de um povo é, portanto, baseada em um equívoco de vida, e é devido à não observância das leis eternas da Terra. O homem aprendeu a desprezar as leis da vida porque perdeu o elo com a natureza e a vida".

(Caderno SS nº 3, 1939, "Como morrem os povos?", citado em "A ordem SS", de Edwige Thibaut).

*****

"O ser que não suporta o teste exigido pela natureza elementar desaparece e é implacavelmente eliminado. Sentimos, portanto, um profundo respeito por este processo que nos encoraja a sermos responsáveis ​​pela conservação e reprodução dos seres humanos de nossa espécie.

O progresso da civilização facilita as condições de existência e também modifica as leis originais da seleção biológica.

Quanto mais um grupo humano é capaz de dominar e transformar as condições de sua área de vida, estabelecendo uma cultura fiel à lei da vida, mais facilmente é para o indivíduo preservar e evitar a eliminação. As leis de seleção e eliminação, de origem severa, desaparecem gradualmente e se atenuam. Quanto mais uma cultura envelhece e atinge o estado de tempos civilizados tardios, mais ela perde seu vigor. Ela ainda produz o processo inverso. Os indivíduos fracos e doentes podem assim sobreviver e se reproduzir; diferentes tipos raciais são misturados. A lei criadora da espécie já não parece agir. Quando a cultura desenvolve sua própria evolução espiritual e simultaneamente produz condições de existência consideravelmente fáceis, o espírito e a natureza da seleção são fortemente comprometidos. A conservação da pureza, a educação complementar e a evolução das espécies, desenvolvidas ao longo de milênios, são assim questionadas. (...)

O caso mais favorável do relacionamento cultural com a seleção natural biológica original é encontrado quando o objetivo do segundo é continuado com o primeiro. Graças a uma percepção aguda da lei que regula a origem de sua espécie, pessoas como os espartanos recorreram aos mesmos princípios de severidade inflexível prescritos pela natureza, mesmo depois de ter atingido territórios mais hospitaleiros. Outros povos da raça nórdica, como nossos antepassados ​​germânicos, obedeciam naturalmente às leis biológicas que regiam a criação de sua espécie.

Em vez disso, sabemos que outras formas de seleção natural vão totalmente contra as leis biológicas da origem das espécies, ou mesmo são hostis a elas. Este é especialmente o caso quando o espírito civilizador vem do exterior e não é o produto da mesma espécie. A aceitação, bem como o estabelecimento à força, de uma cultura de espírito estrangeira, produz outros tipos de seleção e, finalmente, leva à negação e destruição do caráter original e específico da espécie. A intrusão do Cristianismo na cultura de nossos antepassados ​​germânicos deu origem a uma forma de seleção que, desde o início, se mostrou hostil à nossa espécie e às suas leis de evolução. Os sacerdotes cristãos de elite escolheram homens adequados e utilizáveis ​​para seus propósitos, mas proibiram-nos de perpetuar e preservar a melhor herança racial, forçando-os ao celibato. Estranho aos princípios da seleção cultural, aproveita vantajosamente as consequências de uma seleção biológica natural de centenas de milhares de anos de vida. Usa o tesouro, tão rico de talentos psico-espirituais, de nossa Raça, mas conscientemente e instintivamente recuse ser preservado e renovado. Durante séculos, viveu desse capital, um processo cujo progresso estamos apenas começando a vislumbrar. Vemos que o capital de talento já está ameaçado e não é inesgotável. (...)

Quando a cultura já tem as características de uma ação civilizatória tardia, a própria 'seleção' já se transformou em uma assustadora contraseleção. É por isso que o fato de ter protegido os seres doentes e inferiores, por causa do 'interesse' mal aconselhado pelo valor único do indivíduo. A depravação moral, o bem-estar, a decadência dos sentimentos e a perda de todos os instintos naturais têm sido as causas. Nosso ponto de vista perante tudo isso é claro e não precisa de explicação".

(Caderno SS nº 7, 1942, "A direção biológica da seleção", citado em "A ordem SS" por Edwige Thibaut).

ÉPOCA CONTEMPORÂNEA

"Muitas coisas devem ser destruídas para construir a nova ordem. Agora sabemos que a Alemanha foi uma dessas coisas. Temos dado algo mais que nossa vida, temos dado o destino do nosso amado país. Que os outros maldigam e outros chorem; alegro-me que nosso dom seja orbicular e perfeito. Agora paira sobre o mundo uma época implacável. Nós a forjamos, já somos sua vítima. Se a vitória e a injustiça e a felicidade não são para a Alemanha, que sejam então para outras nações. Que o céu exista, ainda que o nosso lugar seja o inferno". - (Jorge Luis Borges, "Deutsches Requiem").

Os que se destacam nessa época são novamente os britânicos e estadunidenses, cujo predomínio na ciência e em outros campos os coloca como o ramo mais frutífero do atual mundo indo-europeu. Depois do Terceiro Reich, a eugenia tornou-se um assunto tabu. Depois da queda do Cristianismo, o Anticristo parecia não fazer sentido, mas em Adolf Hitler, o Sistema encontrou o Anticristo necessário para manter o rebanho novamente na ignorância e estupidez.

Esta nova eugenia, já baseada no conhecimento do DNA, do genoma, da embriologia moderna e da engenharia genética, tem a possibilidade de superar a eugenia dos anglo-saxões e a subsequente "higiene racial" dos alemães, e dar à luz, em uma geração, a um homem tão perfeito que provavelmente constituiria uma espécie diferente do Homo sapiens atual. Eu enfatizo especialmente a nova geração de cientistas que são corajosos o suficiente para, como Galileu em sua época, expressar a verdade sem medo. Vamos conhecer até que ponto existem importantes autoridades científicas que defendem a ideia da desigualdade humana e a necessidade de cultivar os melhores genes.

Ascendendo como duas serpentes interligadas, a dupla hélice do DNA, descoberta pelo controverso cientista inglês James Watson, contém a chave para a nossa configuração biológica, e agora se sabe que é capaz de ser mudado, tanto para melhor como pior.

Nessa última seção, quero acrescentar que, enquanto a mídia, nas mãos do Sistema, faz um alvoroço para que a ciência negue a teoria da desigualdade humana, dezenas de cientistas de renome, incluindo prêmios Nobel, dizem o contrário, com diferença que suas teorias geralmente não chegam aos meios de comunicação de massa, mas somente em publicações especializadas e livros geralmente de difusão limitada.

HARVEY V. SUTTON (1882-1963), atleta (atletismo, remo, futebol, lacrosse e críquete é um desses magníficos atletas australianos que tanto impressionaram eugenistas ingleses, estadunidenses e alemães nas primeiras edições dos Jogos Olímpicos), um estudante brilhante em Oxford, professor de medicina e um eugenista dedicado em grande parte responsável por políticas eugênicas e migratórias australianas e influente no estabelecimento de clinicas de "higiene racial" e o ideal australiano de "maternidade racial" que, através da seleção, nutrição, educação e esporte (em suma, a Eugenia entendida em seu sentido mais amplo), procurou alcançar uma "raça australiana superior" à existente. Sutton — que era um grande partidário do esporte e da nutrição como absolutamente primordial, essencial e insubstituível — estava convencido de que o moderno ocidental devia redescobrir uma forma de união "grega" entre corpo e mente e percebeu que os estados fascistas estavam fazendo muito mais para alcançar uma população fisicamente forte do que os democratas. Assim, durante a Segunda Guerra Mundial proclamou que "Deus geralmente marcha ao lado dos batalhões que estão mais em forma". São ensinamentos como o seu que estão faltando em uma civilização como a moderna, infestado com desperdício humano sedentário que não pode mesmo com seu próprio corpo.

"O objetivo [da eugenia] é a melhoria humana: primeiro, a progressiva melhoria do valor hereditário em seu sentido mais amplo — a melhor semente no melhor solo. Em segundo lugar, evitar a degeneração da raça pelo grande número e proporções de calamidades e alvoroços: (a) deficientes, desordenados ou mentalmente desviantes, disformes ou descapacitados, alcoólicos e toxicodependentes, (b) moralmente degradados, (c) sexualmente degenerados [9], (d) criminosos, (e) indigentes, especialmente quando são capazes de transmitir seus defeitos, ou a tendência de seus defeitos, aos seus filhos — a pior semente no pior solo".

("Lectures on preventive medicine", 1944).

ALVA MYRDAL (1902-1986). Mãe de dois filhos, diplomata sueca, chefe da seção de Ciências Sociais da UNESCO, promotora do modelo de "Estado de bem-estar social", parlamentar e Prêmio Nobel da Paz em 1982. Até 1970, o governo sueco tinha cerca de 62.000 esterilizados com defeito. Durante o período de esterilização, a Suécia era um país mundialmente famoso, não só por causa de sua pureza de sangue, mas também porque era uma Pátria de um povo verdadeiro belo, saudável, atlético, forte e cheio de bons espécimes humanos. Com a revogação dos decretos impróprios de esterilização e o influxo maciço da imigração terceiromundista, a Suécia está agora tão degenerada quanto qualquer país ocidental, em grave perigo de que seu valioso "capital humano" viking seja extinto em breve. Esta mulher junta-se à lista de eugenistas escandinavos proeminentes, como Søren Hansen (um antropólogo, que não deve ser confundido com o atual golfista dinamarquês), Jon Alfred Mjøen, Herman B. Lundborg, Tage Kemp, Harr Federley e Gunnar Myrdal, marido de Alva e Prêmio Nobel de Economia em 1974.

"A esterilização é necessária para evitar os auxílios estatais que favorecem os nascimentos que prejudicam o interesse coletivo".

(1946).

GENERAL FREDERICK OSBORN (1889-1981), filantropo americano, militar e eugenista. Membro do Galton Institute, co-fundador da American Eugenics Society em 1926, membro do Departamento de Psicologia da Universidade de Princeton e da Sociedade Americana de Genética Humana.

"A palavra eugenia é desacreditada em alguns ambientes... Devemos perguntar a nós mesmos, o que fizemos de errado? Acredito que não temos tido em conta uma linha que é quase universal e profundamente enraizada na natureza humana. As pessoas simplesmente não estão dispostas a aceitar a ideia de que a base genética a partir da qual seu caráter foi formado é inferior e não deve ser repetida na próxima geração... Eles não vão aceitar a ideia de que eles são de segunda classe".

("Galton and mid century Eugenics", Galton Conference, 1956, Eugenics review, Vol. 48).

SIR CHARLES GALTON DARWIN (1887-1962), neto do famoso biólogo e gênio Charles Darwin, foi um físico inglês que apoiava grandemente a eugenia de seus ancestrais. Depois de ensinar física em Manchester, serviu o seu país na Primeira Guerra Mundial, foi professor de física na Universidade de Edimburgo e, finalmente, tornou-se chefe de uma faculdade da Universidade de Cambridge. Apoiado pelo Pioneer Fund e editor (junto com Von Verschuer, o mentor de Josef Mengele) da publicação racista Mankind Quarterly, que continua ativa e cujos artigos são frequentemente citados no livro "The bell curve", e do Journal of Social, Political and Economic Studies e presidente da Physical Society, uma figura importante do Manhattan Project, ao longo de sua vida seria vice-presidente, diretor e presidente da sociedade da Eugenics Society.

"A política de prestar a máxima atenção aos tipos mais baixos é a maneira mais ineficaz de alcançar a perfeição da raça humana... Esta preocupação pelos membros mais fracos é parte da corrente ameaçadora do pensamento político atual, que insiste na igualdade absoluta".

(1953).

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"Eu acredito que muito do que está agora tentando nos melhorar está condenado ao fracasso e, portanto, não compartilho o entusiasmo particular de muitos aspirantes a benfeitores humanos.

É verdade que houve grandes melhorias nas condições materiais ao longo do século passado, mas elas são bastante externas e não deixam a natureza fundamental do homem melhor do que era antes. Assim também os triunfos intelectuais dos últimos anos não significam que o homem tenha se tornado mais inteligente do que era nas trevas passadas. Não vejo nenhum salvaguarda para nós contra uma possível recaída em condições como as exemplificadas nos tristes registros da história passada.

A principal esperança de trazer alguma melhora real na Humanidade depende de uma coisa diferente; deve ser baseado na aplicação da ideia de herança, uma ciência que já é entendida em seus princípios, mesmo que apenas em muitas de suas aplicações. Sustentando isso, acredito firmemente na importância da família como a unidade contínua da vida humana. Quando a ciência da eugenia tiver sido mais desenvolvida, pode haver esperança nessas linhas de melhorar realmente a Humanidade".

("A hope for bettering humanit", 1953)

THEODOSIUS DOBZHANSKY (1900-1975), geneticista ucraniano que emigrou para os EUA e um homem de crenças religiosas cristãs-ortodoxas, o que não o impediu de defender a eugenia:

"A seleção natural deve ser substituída por uma seleção eugênica artificial. Esta ideia constitui o coração saudável da Eugenia, a ciência aplicada da melhoria humana".

("Heredity and the Nature of Man", 1964).

SALVADOR ALLENDE (1908-1973), médico e político chileno e presidente do Chile desde sua eleição democrática em 1970 até seu assassinato em 1973. De simpatias marxistas, isso não o impediu de reconhecer a necessidade da eugenia ou hospedar ex-nazistas como Walther Rauff em seus serviços de Inteligência.

"As leis da Eutanásia e da Eugenia substituíram a Rocha Tarpeia, e suas disposições protegem o indivíduo, apesar do próprio indivíduo, e apenas com objetivos sociais".

("Higiene mental y delincuencia", 1933).

WILLIAM B. SHOCKLEY (1910-1989), físico anglo-americano, Prêmio Nobel de Física em 1956 e, sem dúvida, um dos dez mais brilhantes e influentes cientistas do século XX, juntamente com muitos outros mencionados aqui. Ele é mais conhecido por sua pesquisa sobre semicondutores (ele foi chamado de "o homem que trouxe o silicone para o Vale do Silício") e inventou o transistor (que muitos chamaram de "a maior invenção do século XX"), circuitos integrados, chips e a informação, incluindo a informática e a Internet. Shockley, que era um alto-habilidoso, em toda regra, era altamente controverso na defesa, junto com muitos outros estudiosos de seu tempo, da tese da eugenia e da desigualdade racial, especialmente no que diz respeito a fatores genéticos e hereditários (e não ambientais ou educacionais) da inteligência e comportamento. Por isso, teve muitos conflitos em que foi sabotado por grupos de direitos civis pacifistas, pró-negros e marxistas, sustentadores do único argumento das pessoas sem argumentos para um debate: os gritos da plebe e o boicote. Hoje, na era da Genética, as visões igualitárias marxistas dessa mediocridade têm sido há muito desacreditadas.

"Em San Francisco, o proprietário de uma charcutaria foi cegado por um atirador contratado. Quem era o atirador? Uma adolescente, uma das dezessete crianças ilegítimas de uma mulher imprevisível e imprudente com um QI de 55, que só conseguia lembrar os nomes de nove de seus dezessete filhos.

O provável pai morreu na prisão, condenado por assassinato. Se essa mulher pode produzir dezessete crianças em nossa sociedade, nenhuma das quais será eliminada pela seleção natural do mais apto, ela e outras pessoas como ela se multiplicarão a um ritmo muito mais rápido do que as pessoas inteligentes. (...)

Vivemos em um Estado de bem-estar social tão abundante que as forças que no passado levaram à evolução e ao desenvolvimento do homem não estão agora cumprindo seu papel. (...)

Com as melhorias tecnológicas — especialmente nas nações ocidentais — as taxas de mortalidade diminuíram, de modo que as linhagens mais baixas aumentaram suas chances de sobrevivência e reprodução, enquanto o controle de natalidade tendeu a reduzir o tamanho das famílias entre os elementos mais elevados. Advertências sobre isso foram dadas há cem anos, mas é tão sensível um assunto hoje como era então... As pessoas odeiam sentir que estão sujeitos às mesmas leis naturais como as 'coisas' ou 'animais'. É prejudicial para eles. Por outro lado, eles vão de mãos dadas com grande parte da nossa doutrina social — a crença de que os pobres são vítimas de má sorte e mau ambiente, e que tudo pode ser mudado, oferecendo-lhes uma mão amiga e uma mudança de ambiente. (...)

Eu não gosto da noção comum e perigosa de que não devemos nos preocupar com pessoas defeituosas para quem a ciência pode de alguma forma 'corrigir'."

("Is quality of U.S. population declining?", entrevista, 1965).

ELMER PENDELL (1893-1982), professor, sociólogo e autor de interessantes trabalhos sobre as linhas nietzscheana e spenglerianas, como "Why civilizations self-destruct". Pendell afirma que as civilizações devem se afastar do ideal de quantidade e começar a cultivar o conceito de qualidade biológica.

"Os criadores de problemas se reproduzem em maior proporção do que os solucionadores de problemas e, ao fazê-lo, causam o declínio da civilização. Em suma, se pessoas capazes e inteligentes tivessem mais bebês, a sociedade veria os problemas e os resolveria".

("Sex versus civilization", 1967).

CYRIL D. DARLINGTON (1903-1981), biólogo, citologista, botânico, geneticista e eugenista inglês, famoso por ser "o homem que inventou o cromossomo". Membro da Royal Society e destinatário da Medalha Darwin. Começando em 1948, lançou duras críticas à União Soviética, que se revoltou contra a ciência da genética, colocando-a fora da lei, negando as leis de Mendel (em favor da falácia comunista de Lysenkoism), destruindo institutos científicos e "purgando" os principais geneticistas russos. Ele se opôs à declaração de 1950 da UNESCO sobre a "questão racial" e se recusou a assiná-la. É curioso que agora ele defende a eugenia e as diferenças raciais, porque quando jovem havia ficado escandalizado pela citação de Julian Huxley que vimos antes, mas mais uma vez, vemos que "retificar é sábio". Em 1972, juntamente com outros cinquenta cientistas de prestígio, assinou a "Resolution on Scientific Freedom Regarding Human Behavior and Heredity", um acordo que pôs fim às tentativas perturbadoras do censor oficial do Sistema e limitou os estudos de diferenças genéticas. Da mesma forma, Darlington defendeu seu colega John R. Baker (1900-1984), biólogo, citologista e antropólogo, e autor do controverso livro "Race" (1974).

"As pessoas têm diferentes contribuições a fazer para a sociedade como indivíduos do que como reprodutores [10]... As antigas aristocracias estabelecidas e os antigos ciganos europeus desenraizados eram outros dois grupos inúteis. No alto e no baixo da sociedade, os resíduos acumulam-se".

("Race, class and culture", 1970).

JAMES F. CROW (1916-), biólogo, geneticista, músico (tocou viola na Orquestra Sinfônica de Madison), superdotado e eugenista americano cuja gama de especialidades é muito ampla para abranger, diretor da American Eugenics Society, presidente da American Society of Human Genetics e professor de Genética na Universidade de Wisconsin.

"A inseminação artificial poderia produzir em uma única geração mudanças bastante drásticas em altura, inteligência ou qualquer outro caráter quantitativo com alta herdabilidade, se fosse aplicada extensivamente... O pai tem o direito inalienável de produzir uma criança que é ineducável? Reproduzir à vontade é considerado como um direito humano básico. Eu não acho que isso permaneça verdadeiro por muito tempo".

("Advances in human genetics and its impact on society", 1972).

SAVITRI DEVI (1905-1982), filosofa e professora de descendência grega e escocesa. Notória superdotada, tinha uma sólida formação acadêmica, obteve notas brilhantes em química e filosofia, fez uma tese de doutorado sobre a "filosofia da ciência" (seu desejo de combinar ciência e espiritualidade) e chegou a dominar sete línguas, entre os quais se encontravam o inglês, o francês, o alemão, o grego e o hindu, sem contar as línguas arcaicas com as quais ela estava familiarizada, como o sânscrito, o grego antigo e o latim. Savitri emigrou para a Índia, onde estudou apaixonadamente o hinduísmo como uma tradição indo-europeia e onde se casou com um brâmane. Em seu trabalho, em que enfatizam "Memórias e reflexões de uma ariana" e "O raio e o sol", e em que a influência nietzscheana e nazista é óbvia, juntamente com um forte ecologismo.

"A cada dia estamos mais doentes e melhor curados".

("Memórias e reflexões de uma ariana", 1976).

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"A máquina permite, em efeito, ao indivíduo ou o grupo humano, alcançar ou lograr seus objetivos sem ter força ou habilidade especial inata, e a medicina — a medicação com drogas ou intervenção cirúrgica — impede ao doente mais inútil uma morte rápida que deixaria esse planeta um lugar livre para um homem saudável, de mais valor do que o doente".

("Memórias e reflexões de um ariana", capítulo 6).

KONRAD Z. LORENZ (1903-1989). Zoólogo austríaco, etólogo, médico na Frente Oriental, que foi levado prisioneiro pelos russos, investigador inovador do comportamento dos animais e Prêmio Nobel de Medicina em 1973.

"Assim como para o câncer, o melhor tratamento é erradicar o crescimento parasítico o mais rápido possível, a defesa eugênica contra os efeitos sociais disgênicos de subpopulações afligidas está limitada necessariamente a medidas igualmente drásticas... Quando esses elementos inferiores não são efetivamente eliminados de uma população, então — como quando as células de um tumor maligno são permitidas proliferar através do corpo humano — destroem o corpo do hospedeiro bem como elas mesmas".

("The legacy of malthus: the social costs of the new scientific racism", 1980).

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"Nossa sensibilidade específica à beleza e à feiura dos membros de nossa espécie está intimamente ligada aos sintomas de degeneração causados pela domesticação, que ameaça nossa raça. (...) A ideia racial como base do nosso Estado tem alcançado muito nesse sentido".

("Disorders caused by the domestication of species-specific behavior").

LEI EUGÊNICA adotada pela Província chinesa de Gansu para "melhorar a qualidade da população":

"Idiotas engendram idiotas".

(Lema da campanha da propaganda, 1988).

ROBERT G. EDWARDS (1925-), biólogo e embriologista inglês que criou o primeiro "bebê de proveta" pela fertilização in vitro e que se juntou a muitos outros cientistas no "aborto eugênico", ou seja, interrupção voluntária da gravidez quando o feto é diagnosticado com um defeito genético grave, como a síndrome de Down. Os americanos, que se dão bem nesse sentido, conseguiram diminuir o número de crianças com deficiência a cada ano, graças precisamente a essa política eugênica que os "clássicos" da eugenia não poderiam ter imaginado como tantos outros avanços modernos relacionados à genética e que são mais valiosos do que toda a tecnologia no mundo juntos.

"Em breve será um pecado para os pais terem um filho que suporta o pesado fardo da doença genética. Estamos entrando em um mundo onde temos de considerar a qualidade dos nossos filhos".

(Entrevista à The Sunday Times, 1999).

GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ (1927-), escritor colombiano, Prêmio Nobel de Literatura de 1982:

"Em uma ocasião, uma mulher muito bonita entrou em seu acampamento em Tucurinca e pediu aos sentinelas para deixá-la vê-lo. Eles a deixaram passar, porque conheciam o fanatismo de algumas mães que mandavam suas filhas para o quarto dos guerreiros mais notáveis, segundo elas mesmas diziam, para melhorar a raça". 

("Cem anos de solidão").

PETER SINGER (1946-), um filósofo judeu-australiano na Universidade de Princeton que desencadeou um debate polêmico (!) simplesmente afirmando uma frase como a seguinte:

"Não parece sábio aumentar mais gastos em recursos ilimitados, aumentando o número de crianças com deficiência".

JACQUES TESTART (1939-), biólogo francês, agrônomo e geneticista famoso por conseguir o nascimento do primeiro "bebê de proveta" na 1982 na França.

"Estamos caminhando para uma possibilidade real de escolher a próxima criança, graças à genética diagnóstica".

ROGER PEARSON (1927-), antropólogo, nordicista e editor inglês de tendência pró-nazista. Em seu "Early civilizations of the nordic peoples", contribuiu um compêndio prático da história nórdica, fundou a Northern League (organização nórdica controversa por contar com diversos oficiais ex-SS como Arthur Ehrhardt e como o nordicista Hans Günther) em 1958, e as famosas revistas racistas e eugênicas Mankind Quaterly e Journal of Indo-European Studies, além de ser presidente da World Anti-Communist League, uma associação anticomunista que atraiu um grande número de ex-nazistas.

"Se quisermos ser motivados por emoções verdadeiramente altruístas, devemos concentrar nosso altruísmo em abraçar todas aquelas gerações ainda por nascer, ou que ainda poderiam nascer, desde que não destruamos a biosfera em que vivemos ou destruamos a herança genética que nos legou a evolução seletiva passada. Devemos abordar nossa preocupação não só com o bem-estar daqueles que estão vivos neste momento presente, mas com o bem-estar de um número muito maior de pessoas que nos seguirão quando nós e nossa geração passarmos. Não podemos fazer mais bem do que deixar a multidão de gerações futuras com uma herança genética saudável em um ambiente saudável e puro. Nosso dever é evitar a contaminação da herança genética humana e passar um poço genético de valor para as gerações futuras, bem como evitar a poluição ecológica e esforçar-se por conservar a rica herança ambiental que herdamos das gerações que nos precederam".

("The concept of heredity", Parte 2, Conclusion).

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"Há pessoas que parecem considerar a igualdade perante a lei como uma base inadequada para a justiça social e estão dispostas a condenar um número ilimitado de gerações futuras aos males da ignorância e doenças genéticas para proteger os egos daqueles que estão vivos hoje. Ativistas igualitários, como Barbara Faye Waxman [uma ativista de mulheres com deficiência, que sofrem de uma condição neuromuscular] queixaram-se que o Projeto Genoma Humano irá alimentar um ressurgimento da eugenia negativa. Eles parecem não se preocupar com o destino das gerações futuras e — conscientemente ou inconscientemente — estão dispostos a amaldiçoar bilhões de pessoas em uma miséria geneticamente ditada, para satisfazer seu próprio conceito biológico irreal do que é a moralidade".

("The concept of heredity", Parte 3, Opposition to the Human Genome Project).

JACQUES COUSTEAU (1910-1997), oficial naval francês, explorador, pesquisador e mensageiro da UNESCO. Inventor da Aqua-Fung, foi precursor do mergulho submarino e, portanto, responsável pela popularização subsequente do mergulho. Sua filmagem subaquática da vida selvagem submarina foi transmitida pela TV em todo o mundo durante a década de 1990.

"Para estabilizar a população mundial, devemos eliminar 350.000 pessoas por dia. É uma coisa horrível de se dizer , mas é tão ruim não dizê-lo".

(1991).

JOHN GILLOT, biólogo britânico, geneticista e matemático, membro sênior do Genetic Interest Group.

"Há um imperativo para seguir pesquisando na engenharia genética: ajudará a melhorar a condição humana. As doenças irão curar-se, desenvolver-se-ão novos medicamentos e, no futuro, poderemos fazer alterações mais fundamentais na nossa composição genética".

(Progress: designer genes, "Living Marxism", No. 66, Abril de 1994).

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"A condenação da genética como eugenia legitima pontos de vista que constituem um ataque ao objetivo histórico da ciência médica: a melhoria da saúde humana".

("Science and the retreat from reason").

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"Por que a sociedade deveria canonizar uma mulher que se recusa a abortar um feto com uma anomalia genética? Há mais razões para criticá-la por conscientemente trazer alguém com uma deficiência para o mundo. A sociedade não hesita em condenar uma pessoa que deixa alguém paralisado enquanto está dirigindo bêbado; então, por que elogiar uma mulher que conscientemente dá à luz uma criança com deficiência? Alguns indivíduos vão achar que essa sugestão é errada porque está em conflito com suas crenças pessoais ou religiosas. Mas do ponto de vista da melhoria da saúde da população, está completamente de acordo com os antigos objetivos da ciência médica".

("Science and the retreat from reason").

RAYMOND B. CATTELL (1905-1998), psicólogo britânico, pró-socialista, uma figura importante no mundo acadêmico e um dos pais da "escola londrina" de Psicologia, que causou controvérsia ao afirmar as diferenças psicológicas entre raças, especialmente em inteligência e personalidade, e propondo a proibição da mistura racial, e uma segregação de raças. Ele também causou controvérsia em sua época, alegando que o Cristianismo contribuiu para a destruição da civilização ocidental, "aumentando os ineptos" ("The fight for our national intelligence", 1937), quando ele disse que o que tinha que ser feito com o inepto era uma "gentanásia", isto é, um "genocídio piedoso" para eliminar as culturas "moribundas", observando, além disso, que a maioria dos seres humanos do Planeta estão "obsoletos". Cattell, que cunhou a palavra quase-religiosa de beyondism (algo como "além-ismo") para definir a superação do ser humano, era amigo de Wilmot Robertson (autor de "The dispossessed majority", um bestseller underground), um autor que afirmou que a raça que sobrevivesse à catástrofe que se aproximava se tornaria em outra espécie superior, "melhor que o homem", e que a raça mais dotada para carregar isso sobre os seus ombros era do norte e oeste da Europa.

"A menção da eugenia muitas vezes evoca em pessoas sem instrução a resposta de 'Ah, isso é o que Hitler fez'. Este acidente é o maior obstáculo para a correta compreensão dos objetivos e métodos da eugenia. Hitler realmente compartilhou muitos valores do americano médio. Ele queria pleno emprego, valores familiares, elevar o nível de vida, e inúmeras outras coisas, incluindo a Volkswagen, que ele projetou para a família média. O homem parecia maligno em seu militarismo e seu tratamento de judeus e católicos dissidentes, mas para uma pessoa racional, isso não justifica chamar todas suas atitudes erradas".

("The beyondist", 1994, p.2).

E. AYNAT, ex-membro do CEDADE.

"Nas sociedades mais arcaicas, o mecanismo da seleção natural, sob as condições mais duras e selvagens, manteve as mutações deletérias à distância e até mesmo melhorou geneticamente a espécie. Os indivíduos mal dotados — mal adaptados — enclenques, mal feitos, não atingiam a idade reprodutiva, então seus genes ruins desapareciam com eles. O antropólogo francês Vallois apontou que entre os esqueletos pré-históricos não se encontram velhos, a partir do qual ele deduz que as condições de vida eram muito difíceis para a velhice, com maior razão seriam para a fraqueza. Como diz Rostand, 'o fraco como o velho é um produto da civilização'.

Além disso, essa seleção não foi exercida apenas dentro de cada grupo humano, mas também entre os diferentes grupos, favorecendo o progresso e a ascensão das tribos mais determinadas, forjadas no idealismo, animadas por sentimentos coletivos e disciplinadas pelos chefes aguerridos. A situação mudou à medida que tudo se estabilizou e se formaram as primeiras sociedades estáveis. O 'trem da vida' dos guerreiros e das primeiras hordas primitivas foi apaziguado. As primeiras civilizações sedentárias começam a tomar forma e isso leva, embora relativamente, a menos dureza e brutalidade na luta pela existência; ao mesmo tempo, os maus genes anteriormente eliminados de forma expedita pelas mesmas condições do ambiente, começam a manifestar-se com menos obstáculos, tornam-se um perigo latente ao qual os maiores maestros da época — religiosos ou políticos — não deixam de prestar atenção. A isso deve somar-se o desenvolvimento da medicina, higiene, assistência, cirurgia e, sobretudo, o surgimento de ideias filantrópicas e pseudo-humanas como medidas que impedem a função purificadora da seleção natural. (...)

Conclusão: vimos o denominador comum de todas as culturas indo-europeias como a concepção original da desigualdade humana e, consequentemente, a adoção de medidas que mais tarde serão chamadas de 'eugenia positiva' (favorecer os melhores elementos, proibição de todo cruzamento fora da estirpe superior, liderança política, militar e intelectual pelos portadores dos melhores genes etc.). A enorme mortalidade infantil, as doenças (a peste negra etc.), os anos de má colheita, com a subsequente fome crônica, desenvolveriam um trabalho de eugenia brutal, embora em certa medida eficaz. O advento do Cristianismo supôs a uma completa ruptura da Antiga Ordem pagã com a entronização do princípio da igualdade humana. De agora em diante tudo que contradizer os dogmas do Antigo e do Novo Testamento será considerado como 'pecaminoso' ".

("La eugenesia: breves notas históricas", Mundo NS).

O GOVERNO CHINÊS aprovou em 1995 uma lei de eugenia destinada a controlar a taxa de natalidade e a prevenir a multiplicação de sementes defeituosas que constituem uma carga para o Estado. E os chineses, que sofrem de um problema de superpopulação, não podem permitir luxo neste sentido, e o rígido governo de Pequim impõe seus critérios em uma série de medidas muito judiciosas.

"Depois de praticar o exame pré-matrimonial, os médicos darão às partes contratantes explicações do caso e a assistência necessária em caso de doença genética grave que, do ponto de vista médico, as tenha tornado impróprias para a procriação; neste caso, eles só podem se casar se ambos concordarem em tomar medidas anticoncepcionais de longa duração ou submeterem-se à esterilização".

(Artigo 10º da lei eugenética).

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"O médico dará a um casal explicações e assistência médica para a interrupção da gravidez sempre que o exame pré-natal diagnostique: que o feto sofre de uma doença genética grave; que o feto está sofrendo de um defeito sério; que a continuação da gravidez pode ameaçar a vida e a segurança da mãe ou afetar seriamente a saúde da mãe".

(Artigo 18.º da lei eugenética).

RICHARD DAWKINS (1941-), famoso etólogo britânico e conhecido autor de "O gene egoísta".

"Nas décadas de 1920 e 1930, os cientistas de esquerda e de direita não teriam achado a ideia de bebês de design particularmente perigosa; embora, é claro, eles não teriam usado essa expressão. Hoje, eu suspeito que a ideia seja muito perigosa para a discussão confortável, e meu palpite é que Adolf Hitler é responsável pela mudança.

Ninguém quer ser pego concordando com esse monstro, nem mesmo em um único ponto. O espectro de Hitler levou alguns cientistas a afastar-se de 'deveriam' a 'é' e negar que a reprodução para obter qualidades humanas é até possível. Mas se você puder criar gado para produção de leite, cavalos para correr rápido e cães para pastorear rebanhos de ovelhas, por que diabos seria impossível cruzar pessoas por habilidade matemática, musical ou atlética? Objeções como 'estas não são capacidades unidimensionais' se aplicam igualmente às vacas, cavalos e cães e nunca detiveram ninguém na prática.

Pergunto-me se, pelo menos sessenta anos após a morte de Hitler, poderíamos pelo menos aventurar-nos a perguntar qual é a diferença moral entre a reprodução pela capacidade musical e forçar uma criança a ter aulas de música. Ou porque é aceitável treinar corredores rápidos e melhores saltadores, mas não reproduzi-los. Eu posso pensar em algumas respostas, e elas são boas, que provavelmente acabam me convencendo. Mas não chegou o momento em que devemos parar de nos assustar incluso de fazer a pergunta?"

GLAYDE WHITNEY (1939-2002), geneticista comportamental e professor de psicologia na Universidade do Estado da Flórida, membro do Institute for Historical Review (uma associação revisionista do "holocausto") e uma fonte de controvérsia quando em 1998 escreveu o prólogo para o livro de David Duke "My Awakening".

"O primeiro século ou os dois primeiros séculos do novo milênio quase certamente será uma época de ouro para a eugenia. Através do uso de novos conhecimentos genéticos e novas tecnologias de reprodução... A principal mudança será a da própria humanidade... Técnicas... como... as manipulações genéticas ainda não são suficientemente eficientes para serem inquestionavelmente convenientes na terapêutica e eugenia para humanos. Mas com o passo para o qual a investigação avança, este é certamente apenas uma questão de tempo, e de pouco tempo". 

("Reproduction Technology for a New Eugenics", texto para a conferência do Galton Institute, Man and Society in the New Millennium, Setembro de 1999).

JAMES D. WATSON (1928-), biólogo, superdotado e zoólogo americano e Prêmio Nobel de Medicina pela descoberta da estrutura da molécula de DNA. Também famoso por liderar algumas controvérsias, como propor dar às mulheres a possibilidade de aborto se forem diagnosticadas que seu filho será homossexual (década de 1990) [11], afirmando que os geneticistas eram os novos deuses, que não respondiam a ninguém e que ninguém poderia dizer-lhes o que fazer, e também ao dizer que os negros têm menos inteligência do que brancos (2007). Em 1968, Watson foi nomeado diretor do Laboratório Cold Spring Harbor (o mesmo que tinha fundado Davenport e eugenistas de princípios do século XX). Em 2007, seguindo a pantomima histérica e espumante que fanáticos fariseus da mídia montaram após seu comentário insignificante (e perfeitamente lógico) sobre a África, Watson renunciou sua presidência do Laboratório Cold Spring Harbor, onde ele havia trabalhado durante 43 anos dando-lhe a Humanidade os segredos da genética .

"Uma vez que temos um modo de melhorar os nossos filhos, ninguém pode contê-lo".

• DAVID DUKE (1950), indispensável para uma visão moderna do problema racial, David Duke foi um agitador na universidade durante a era dos "direitos civis", o anti-vietnamismo e os panteras negras, grande mago do Ku Klux Klan, representante republicano do Estado de Louisiana e passou ao KKK uma inércia nacional-revolucionária, "fascistizando" essa organização, por assim dizer. Duque alcançou grande notoriedade aparecendo em debates televisivos de grande audiência, emigrando a Ucrânia e obtendo um doutorado. Ele atualmente ensina história em uma universidade ucraniana, onde seu livro "Jewish Supremacism" é material de texto.

"Durante quase toda sua história, o homem concentrou seu gênio especial em sua instrução, em suas ferramentas, em suas máquinas e em suas ideias, em vez de melhorar sua própria qualidade interna. Através da prática da medicina, tentamos curar os caprichos da doença, e muitos sábios formularam prescrições para uma vida saudável. Mas esses esforços são equivalentes a um mecânico que mantém o motor de um antigo modelo T, reparando falhas ocasionais em vez de projetar e construir um novo motor.

Esforços modernos nos campos da educação e formação são semelhantes à tentativa de obter o motor do carro do modelo T para ser capaz de atingir 200 milhas por hora, simplesmente fornecendo-lhe melhor óleo de motor de octanas e gasolina. Poderia dizer-se que a civilização realmente desgasta o motor e que quando suas peças estão gastas, elas são substituídas por menos metal robusto, até que eventualmente o motor é incapaz de funcionar e a sociedade cai em barbárie. A ciência está agora começando a aprender como fazer mudanças na estrutura genética para curar defeitos biológicos de doenças e deficiências.

Um dia, tomaremos as rédeas do poder genético, não só para reparar a quebra de um antigo motor, mas para criar um motor infinitamente mais poderoso que curará os males sociais endêmicos que nos afligem e nos levam a alturas mais elevadas de beleza e realização . (...)

Tanto a variedade positiva da eugenia como a negativa são fundamentais, não só para avançar as capacidades de saúde e intelecto ou as características desejáveis ​​da Humanidade; é verdadeiramente o caminho para alcançar a redução da dor humana e sofrimento. Não só as nossas futuras gerações nascerão com menos defeitos e doenças hereditárias, mas também podemos ter pessoas mais produtivas e mais criativas, de quem o mundo inteiro se beneficiará. Assegurar que menos crianças terão de suportar deficiências é uma verdadeira causa humanitária. E quando menos crianças nascerem dessa maneira, haverá mais recursos disponíveis para cuidar melhor daqueles que têm defeitos. (...)

Deve-se lembrar que ajudar os deficientes só ajuda eles, enquanto que ajudar aqueles com habilidades excepcionalmente altas ajuda a todos, incluindo os deficientes. São os filhos dos gênios que são mais propensos a projetar novas tecnologias, tratamentos e medicamentos para ajudar aqueles que sofrem, e também produzirão a riqueza social que permitirá que os menos afortunados recebam as caras ajudas de que precisam. A sociedade deveria pelo menos dedicar o mesmo esforço ao desenvolvimento dos talentos inatos dos dotados, a fim de manter os deficientes. Ao fazer isso, você pode criar uma vida melhor para todos. (...)

Meu sonho é ver os fundamentos de uma sociedade em que a qualidade e as habilidades das pessoas crescem a cada geração. Está ao nosso alcance gerar seres humanos com vidas mais saudáveis ​​e mais longas, mais inteligência, mais poderes de memória e caráter mais nobre.

Posso imaginar uma sociedade futura com poucos criminosos e, portanto, uma necessidade mínima de leis restritivas, policiais ou prisões e, portanto, uma sociedade com muito mais liberdade. Posso imaginar uma nação futura onde uma mãe pode criar seus filhos em casa, se quiser, sem preocupações financeiras — onde a melhor educação é baseada apenas nas habilidades do aluno e não na conta bancária dos pais — onde o melhor aluno e o deficiente recebem precisamente o tipo de educação que necessitam para nutrir suas habilidades mais elevadas. Posso ver uma sociedade em que a mídia ensina honestidade, honra, coragem e realização, ao invés de degeneração do espírito humano. Eu posso ver uma sociedade na qual cada pessoa encontra alegria muito mais pessoal em seu próprio corpo saudável em atividade atlética completa ou absorvendo a beleza da Natureza — em vez de ser um espectador sedentário. Vejo um sistema político que eleva os homens a altos cargos com base na qualidade de seu caráter e suas ideias — em vez do interesse despertado pelo dinheiro que eles podem acumular".

("My Awakening", Parte IV, Capítulo 39).

SIR JOHN E. SULSTON (1942-), químico britânico e Prêmio Nobel de Medicina em 2002.

"Eu não acho que alguém deveria trazer uma criança manifestamente descapacitada para este mundo".

RICHARD LYNN (1930-), psicólogo e professor britânico, professor de Psicologia na Universidade de Ulster, conhecido, entre outras coisas, por seu apoio às teorias da desigualdade humana. Lynn argumenta que há diferenças significativas na inteligência entre indivíduos de diferentes raças ou sexos. Em Julho de 2002 causou polêmica ao publicar um interessante compêndio de diferenças raciais científicas na revista pró-eugenista American Renaissance.

"Geralmente, nas populações humanas e animais, a seleção natural elimina o inepto, permitindo que os mais dotados sobrevivam. A sobrevivência da pessoa mais bem dotadas mantêm a população geneticamente saudável, descartando pessoas geneticamente mal dotadas, de forma semelhante a como um jardineiro mantém o jardim em bom estado, removendo continuamente ervas daninhas. Quando funciona corretamente, a seleção natural de populações humanas é como uma espada de dois gumes. Com o primeiro, provoca grande mortalidade e com o último impõe baixa fertilidade às pessoas com transtornos genéticos, inteligência insuficiente e caráter moral fraco. Morel e Galton perceberam que ambas as arestas estavam falhando nas décadas intermediárias do século XIX. Era como se o jardineiro tivesse saído e o jardim se enchesse de ervas daninhas.

Até agora, a seleção natural funcionara bem nas nações ocidentais. As populações tiveram a alta mortalidade e a fertilidade diferencial necessárias para que a seleção natural funcionasse bem. Os casais costumavam ter seis ou sete filhos, mas entre a população como um todo, apenas um pouco mais do que dois deles, em média, sobreviviam até a maturidade. As altas taxas de mortalidade tendiam a eliminar os mal equipados, os ininteligentes e os baixos de caráter moral porque eram mais vulneráveis ​​a morrer de doença e sua própria incapacidade de sobreviver.

A seleção natural também foi exercida porque os mais saudáveis, os mais inteligentes e os mais morais, por sua vez, eram mais progênies. A principal razão para isso foi porque as pessoas com essas qualidades ganhavam a sua vida de forma mais eficaz e isso significava que eles poderiam se alimentar melhor e ter mais filhos. Outro fator foi a existência de fortes controles sociais que impediam que as crianças tivessem essas qualidades. Se estes tinham filhos, não havia serviços sociais que lhes fornecessem os meios para mantê-los. Geralmente, essas crianças eram coletadas em lares onde a maioria deles perecia. Era um mundo severo, mas servia para manter a população geneticamente saudável".

("The decay of western civilization").

GREGORY STOCK (1949-), biofísico, bestseller e ex-diretor do Program on Medicine, Technology and Society da Escola de Medicina da ECLA.

"Sabemos que Homo Sapiens não é a última palavra na evolução dos primatas, mas poucos têm sequer assumido que estamos à beira de uma profunda mudança biológica, prontos a transcender nossa forma e caráter presentes em uma jornada para novos destinos.

À primeira vista, a noção de que podemos nos tornar mais do que 'humanos' parece absurda. Afinal, ainda somos biologicamente idênticos em quase todos os sentidos aos nossos antepassados das cavernas. Mas essa falta de mudança engana. Nós nunca tivemos antes o poder de manipular a genética humana para alterar nossa biologia de maneira significativa e previsível".

("Redisigning humans: our inevitable genetic future", 2003, Capítulo I).

JAMES L. HART (1944-), ativista político republicano americano. Hart argumenta que existem "raças favorecidas" que inventaram o carro e viajaram para o espaço exterior, e outras raças que são incapazes de tais realizações. Entre outras coisas, apoia a eugenia sem obstáculos, opõe-se à integração racial afirmando que se nossos ancestrais tivessem "integrado" séculos atrás, a luz elétrica e a aviação nunca teriam aparecido, combate a usura e prega a necessidade de levar uma "guerra contra os genes da pobreza ", que ele afirma acumular particularmente em áreas marginais do Ocidente, como Detroit — uma cidade americana predominantemente negra com gigantescos guetos praticamente terceiromundistas — e no Terceiro Mundo. Em 2004, Hart apareceu como um representante do Oitavo Distrito Estadual do Tennessee, mas seu próprio partido (!) boicotou-o como um "supremacista branco":

"O homem é o verdadeiro milagre, o verdadeiro Deus, e ele o demonstrou por mil gerações. Tudo o que é ciência e religião vem dele e é menos do que ele. O propósito da vida é a evolução do homem para a perfeição. Nossos pais suportaram fome, geleiras, selvas e monstros através de éons de evolução para que hoje pudéssemos ser verdadeiros Deuses. Se você não tem coragem de continuar a chama da vida, então morra, mas não encoraje os outros em sua ignominiosa covardia antivida e antibebê. O suicídio disgênico só é possível em uma sociedade que se recusa a aceitar a responsabilidade moral pelo que faz... Ironicamente, estamos usando a habilidade intelectual que nos fez grande destruir essa mesma habilidade. Não se trata de começar ou iniciar um programa eugênico. É uma questão de reconhecer que já iniciamos um programa antieugênico que é um programa suicida e desastroso porque seleciona os inferiores para a sobrevivência e elimina os superiores. Estamos praticando a eugenia em sentido inverso. Estamos provocando o oposto da evolução. Uma vez que já estamos manipulando a genética, devemos ser conscientizados de nossa responsabilidade pelos resultados de nossas ações nas gerações futuras. Somos responsáveis ​​pelo que nossos filhos serão. Não podemos mais alegar ignorância. Temos uma escolha voluntária para fazer entre superior e inferior, entre prosperidade e fome, entre evolução e involução. Não fazer nada é uma escolha, e uma desastrosa.

A causa de nosso sofrimento está dentro de nós. A fonte de nossa salvação também está dentro de nós".

("Eugenic Manifest").

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"As técnicas eugênicas como a partição de genes e a reprodução seletiva são consideradas boas quando aplicadas a plantas e animais para produzir avanços na medicina ou na produção de alimentos, mas se alguém tiver a temeridade de sugerir que essas técnicas eugênicas fossem usadas para proteger nossas crianças, se arrisca a ser rotulado como nazista ou racista. Na verdade, muitas vezes ouvimos o argumento: a eugenia é ruim porque Hitler acreditava na eugenia. Será que todas as coisas que Hitler acreditava estavam erradas ipso facto apenas porque Hitler acreditava nelas? Se Galileu tivesse sido um assassino em massa, isso provaria que a Terra é plana? Temos a compreensão moral de um selvagem ignorante de 2000 anos atrás, mas a ciência e o poder de uma era nuclear moderna. A humanidade é como uma criança de cinco anos brincando com uma pistola carregada. (...)

Cada geração é um elo na cadeia que leva à vida dos animais aos deuses".

("God").

ALLEN BUCHANAN (1948-), professor americano de Filosofia na Universidade Duke, que quebrou várias lanças em favor da genética, enfocando os aspectos éticos dela, e advogando para uma melhoria de nossos descendentes através da biotecnologia. Suas obras incluem "Institutions, beliefs and ethics: eugenics as a case study" (2007) e "Human nature and enhancement" (2009).

"Os pais não praticam a eugenia quando procuram 'o bebê perfeito'... Qualquer teste ou mesmo engenharia genética que eles usem será feito porque eles querem que seu filho tenha todas as vantagens que a nova genética pode trazer".

("From chance to choice: genetics and justice")

CHRISTOPHER M. LANGAN (1952), americano que é considerado o homem mais inteligente do mundo de acordo com testes modernos. Seu QI está entre 195 e 210 pontos. Para ter uma ideia do que isso significa, o QI de uma pessoa média é de 100, e de uma pessoa seriamente retardada, 65. Temos 35 pontos de diferença. Assim, para imaginar quão inteligente este indivíduo é para uma pessoa normal, vamos multiplicar por três a diferença entre um indivíduo normal e um subnormal profundo [12]. Christopher Langan é o protótipo do autoditada ultradotado. Ele começou a falar aos seis meses. Aos quatro anos, aprendeu a ler. Em poucos anos, ensinou-se matemática avançada, física, latim e grego antigo. Langan foi segurança de PUB por 20 anos (além de trabalhar em construções e incêndios florestais) e treinamento com pesos — de acordo com a revista Muscle and Fitness, Langan conseguiu levantar 500 libras no supino, ou seja, cerca de 225 kg (demonstração de que força e inteligência não são inimigas). Langan, um crente à sua maneira, disse que "pode-se provar a existência de Deus, a alma e savida após a morte através da matemática". Ele está atualmente operando um rancho com sua esposa, uma neuropsicóloga, e é mais do que provável que as observações de gado tenham contribuído muito para sua eugenia, como fez Jack London. Assista aqui uma série de vídeos de Langan, o último fala sobre eugenia.

"As pessoas comuns são superiores em número a pessoas inteligentes, é a natureza da Curva de Bell. Assim, em qualquer sociedade democrática, as pessoas comuns acabarão por acumular todas as posições, no topo da nossa estrutura econômica e sóciopolítica... Pessoas que não têm nem ideia... A mediocridade é triunfante. Onde quer que você olhe, você vê sinais da mediocridade. A pessoa estúpida pensa que diz algo inteligente ou mais esperto do que a pessoa inteligente, isso resulta sua sua estupidez... Temos que refazer a imagem do que significa ser humano. Temos de criar um novo tipo de pessoa. (...)

[O controle da natalidade nos permitiria] implantar uma forma benigna de eugenia — eu diria melhor antidisgenia: para evitar mutações genéticas indesejáveis ​​no genoma humano. As pessoas que gostariam de ter filhos se apresentariam para ter certeza de que não têm doenças. Por que temos que fazer isso através da engenharia genética? Bem, nós apenas temos que deixar que os aptos se reproduzam. Nós gostamos de pensar que é nosso direito reproduzir tão descontroladamente como nos agrada... As gerações futuras da humanidade acabarão com os resultados de que fazemos — ou não fazemos. A liberdade não é necessariamente um direito. É um privilégio a ser conquistado. Muitas pessoas abusam de sua liberdade, e eles precisam ser treinados para não fazer isso".

NOTAS

[1] Aqui podemos referir-nos a Walther Darré, que já advertiu sobre a falácia da "raça do espírito":

"É imperdoável querer entorpecer a atenção nascente do público, dizendo que é só o 'espírito' que conta e não o corpo. Onde encontramos a prova histórica de que, independentemente do corpo da raça, o espírito pode formar história?"

("Neuadel aus Blut und Boden", Capítulo VIII).

[2] Ou seja, isto:

A runa Odal, o símbolo da herança. Do nome desta runa deriva a palavra alemã Adel, isto é, nobreza.

[3] Do ponto de vista racial, os efeitos da Revolução Francesa na França são detestáveis. Com a aristocracia tradicionalmente associada ao aspecto nórdico, era comum que muitos indivíduos fossem executados apenas porque eram de feições muito claras, mesmo que não fossem aristocratas. Por outro lado, embora a Revolução se orgulhasse de ser uma reação popular contra o absolutismo, no momento da verdade, 60% dos guilhotinados eram simples camponeses franceses. Esse extremo de histeria revolucionária foi alcançado por pseudo-intelectuais desequilibrados e decadentes, pertencentes precisamente às altas classes sociais (como Rousseau), alienados e com pretensões iluminadas, deslumbrados pela simbologia de suas lojas e financiados por estranhos círculos financeiros. Uma multidão esfomeada e analfabeta, elevada ao grau de juiz supremo, se encarregou do resto do serviço. 

[4] Quem cunhou a famosa frase survival of the fittest ("sobrevivência dos mais aptos" ou "dos mais fortes"), bem como colocar em movimento a corrente que a posteridade conhece como "darwinismo social".

[5] Leia-se "falsa compaixão", "falsa misericórdia", "falso humanitarismo".

[6] Do grego "o melhor nascimento", ou "nascimento do melhor".

[7] É bem sabido que, durante grande parte do século XIX e especialmente no início do século XX, a política de imigração americana foi verdadeiramente exemplar, colocando restrições ao acesso de pessoas com herança genética doente ou fraca e favorecendo o fluxo de grandes quantidades de europeus saudáveis ​​e herança germânica. É compreensível que a política de imigração americana tenha sido uma vez elogiada pelo próprio Adolf Hitler, que viu a América como um reduto germânico, e suas medidas como precursoras da higiene racial do Terceiro Reich.

[8] Outros autores que já viam a milícia como uma instituição eugênica instilando personagens de um tipo humano superior eram ingleses como Rudyard Kipling, Sir James Barr e Theodore Cambers.

[9] Leia-se homossexuais, pederastas, desviados etc.

[10] Ou seja, a qualidade pessoal de um indivíduo não é o mesmo que a sua qualidade genética. Houve grandes gênios que eram de qualidade genética inferior aos vikings, aos cruzados ou aos antigos soldados. É óbvio que existem indivíduos proeminentes que podem nascer de corpos não tão destacados, mas fraco favor faremos aos gênios do futuro se não facilitarmos a encarnação com corpos saudáveis ​​e uma inteligência superior, porque todos, até mesmo gênios, querem um corpo saudável. Ao lado da frase mencionada por Darlington, pode-se colocar a citação anterior de Günther: "há seres humanos que, como indivíduos, são de alto valor, mas que podem ser de valor inferior como portadores de uma herança... É necessário aprender a distinguir entre o valor de um humano como indivíduo e seu valor como portador de herança".

[11] Talvez a primeira vez que alguém sugeriu que a homossexualidade — porque era às vezes outro mal genético previsível em um diagnóstico pré-natal que poderia ser transmitida por herança, assim como a epilepsia e muitos outros males — era tão digno de motivar um aborto como uma deformidade, pelo menos, era necessário avisar a mãe e deixar em suas mãos a decisão de abortar ou não.

[12] Como curiosidade, Darwin tinha 135 e Einstein suponha estar entre 180 e 190. Dizemos que "supunha" porque Einstein, como já é aceito pela comunidade científica, era um retraso mental, negado para a matemática, geneticamente idiota como seus filhos demonstraram (um louco e um subnormal), e "seu" trabalho (incluindo a teoria da relatividade e a equação E = mc², roubado do cientista italiano Olimpo de Preto) é um plágio integral, muitas vezes nem mesmo plagiado por ele, mas por sua esposa. É uma imensa ironia que, graças à manipulação da mídia, o sobrenome desse idiota se tornou sinônimo de gênio. Para mais informações sobre o caso Einstein simplesmente procure por "Einstein plagiador".