quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Eduardo Velasco – Descendentes dos arianos: restos de sangue indo-europeu na Ásia

por Eduardo Velasco

Todo mundo conhece a famosa capa do National Geographic em que aparece uma refugiada afegã de olhos verdes. Essa capa causou sensação, e inúmeras pessoas se ofereceram para adotar a menina em questão, e passaram a se interessar pela questão dos grupos étnicos no Oriente. Hoje, praticamente qualquer pessoa sabe que mesmo nos cantos mais remotos da Ásia profunda, existem vestígios de genética europeia.

A famosa capa. Esta menina tem traços claramente europeus, mas como veremos nesse artigo, não é um dos tipos raciais mais marcantes que se pode encontrar no Oriente.

Nesse artigo não se pretende mostrar que tal ou aquela etnia ou país é "ariano", o único objetivo é evidenciar a presença de traços europeus na Ásia, que inevitavelmente associamos aos invasores indo-europeus ou "arianos" e aos macedônios, e que constituem exemplos impressionantes da sobrevivência da influência europeia em todo o Oriente Médio. Outra coisa que não se destina é fornecer exemplos de tipos "nórdicos" puros. Na verdade, todos os exemplos expostos estão misturados, e alguns nem sequer podem ser considerados brancos. Repito que apresentam apenas vestígios da presença europeia, nada mais.

Como a questão ariana deu origem a muitas controvérsias, e alguns até afirmam que nunca houve uma invasão indo-europeia na Índia, ou que os indo-europeus vêm do Oriente, não do Ocidente, vou colocar vários mapas apontando para a evolução histórica desses territórios, não para sobrecarregar o leitor com informações, mas para deixar claro em que medida toda a área recebeu uma forte influência europeia.

As áreas vermelhas representam os países aos quais me referirei neste artigo.

Esse artigo será o meu tributo aos homens, mulheres e crianças de sangue indo-europeu no Oriente, independente de sua etnia. 

EXPLICAÇÕES PRELIMINARES — SOBRE O R1a, AS INVASÕES ARIANAS, O IMPÉRIO PERSA E ALEXANDRE MAGNO

É bastante claro que o haplogrupo associado com a expansão ariana, e também provavelmente aos macedônios, é o R1a, originário do que é agora o sul da Ucrânia. Este haplogrupo também é considerado a linhagem típico eslava, o que não é surpreendente, uma vez que as línguas vivas mais semelhantes ao sânscrito (a língua sagrada da Índia) são as eslavas e bálticas. 

As frequências do haplogrupo Y-DNA (paterno) R1a. Que ninguém tome este mapa ao pé da letra, mas parece claro que este haplogroup, considerado uma linhagem europeia, teve origem na Europa Oriental, e que uma migração através da estepe eurasiática, da Ucrânia para o Cazaquistão, conduziu ao que é agora Tajiquistão e Afeganistão, de onde irradiou ao longo do Sul da Ásia e do Oriente Médio. Isso desmentiria a teoria de que os indo-europeus entraram no Irã a partir do Cáucaso (difícil de conceber entrar com suas caravanas, não muito diferente daqueles dos colonos posteriores do Oeste Americano ou Transvaal sul-africano, cheio de mulheres e crianças) ou do Egeu.

As rotas mais prováveis que levaram os indo-europeus a entrar na Ásia, na primeira grande Drang Nach Östen da história. Parece muito claro que partiram das estepes do que é agora a Ucrânia e do sul da Rússia e que eles tendem a viajar através da estepe euroasiática, passando pela Rússia e Cazaquistão para o que é agora noroeste do Afeganistão, norte do Paquistão (Caxemira), Tajiquistão etc., onde a corrente deslocou-se (as línguas nuristanesas, a leste do Afeganistão, parecem ser um elemento intermediário entre o iraniano e o indo-iraniano), passando uma migração para formar o povo iraniano (civilização médica, em azul) e outra para formar os indo-iranianos (civilização védica, em rosa). Os povos eslavos e indo-arianos compartilham a linhagem paterna R1a.

Com a invasão iraniana do Oriente, estabeleceu-se o que mais tarde seria o Império Médico, que rivalizou em seus tempos com o Império Caldeu (ou Neobabilônico), o reino de Lídia (Oeste da Turquia) e o Egito. Os medas foram finalmente deslocados por um povo rival, os persas, que os derrotou em uma série de sangrentas guerras civis (os melhores sangues do Oriente se massacrando mutuamente), erigindo-se como senhores da área. Com os persas correspondem às guerras contra a Grécia, incluindo a Batalha das Termópilas.

O Império Persa após as conquistas de Dario I.

No século IV AEC explodiu no Oriente um povo não-iraniano: os macedônios. Comandados por seu rei, Alexandre Magno, os macedônios literalmente arrasaram as forças persas e conquistaram absolutamente toda a terra, chegando até a Índia. O Império Macedônico foi, em muitos aspectos, uma tentativa de unir os "arianos do Oriente" com os "arianos do Ocidente". Alguns tentam nos vender a imagem de que Alexandre foi o primeiro multi-culti da história apenas porque quis casar seus homens com as mulheres persas. É bem sabido que a nobreza persa da época era de traços eminentemente europeus, e o que Alexandre queria era fecundar toda a área com genética macedônica, construindo assim numerosos haréns e permitindo a poligamia a seus homens. Sua intenção não era criar uma confederação mestiça, mas europeizar um mundo inteiro para formar uma classe dominante capaz de governar esse imenso império.

Alexandre Magno. De acordo com fontes históricas (como o volume I da "Scripta Physiognomica" de Polemón, século II EC, onde ele fala da "raça grega", Plutarco, em "Vida de Alexandre", ou Aelio, em "Varia Historia", 12.14 ), Alexandre era loiro escuro, de estatura média, pele muito branca, com uma tendência a corar no rosto e ao redor do peito, e tinha um olho azul e o outro castanho.

Quando Alexandre morreu em 323 AEC, seus generais entraram em confronto em uma série de conflitos civis, após o que o Império Macedônico foi dividido em vários reinos independentes, cada um sob o governo de um general macedônio. Mas mesmo depois do desmembramento do Império Macedônico, toda a área foi culturalmente helenizada. No entanto, a influência genética macedônica é superestimada, já que os macedônios sempre foram uma aristocracia minoritária que, em cima, não hesitaram em devorar-se em disputas sanguinárias. Os haréns dos soldados macedônios, que contribuíram para a extensão de suas linhagens paternas, devem ser levados em conta, mas considero que a maioria das características "claras" encontradas no Oriente são devidas aos iranianos e aos indo-iranianos, não aos macedônios.

O império de Alexandre Magno em sua morte em 323 AEC.

Em 250 AEC, outra força iraniana começou a derrubar a autoridade macedônia no que é agora o Irã. Os partas, povo das estepes e de origem cita, puseram fim ao governo macedônio e inauguraram uma nova etapa, que seria de longe a mais durável e estável da região. Depois de uma série de perdas desastrosas nas mãos dos romanos e uma longa agonia, os partas foram substituídos em 224 EC por outra força, a dos sassânidas. No total, o Império Parta durou quase 500 anos.

Século I EC. Em vermelho, o Império Parta. Em rosa, as áreas sob a influência dos citas, um grupo de povos iranianos de cavaleiros estepários, a partir do qual procediam os partas. Em azul, o Império Romano, que eventualmente conquistou a Armênia, Síria e Mesopotâmia e acelerando a queda dos partas. 

Os sassânidas, uma dinastia que professava o credo de Zaratustra, tomaram o poder e inauguraram mais um período de prosperidade para a região. Esta época viu o surgimento do maniqueísmo, um sistema religioso-filosófico que mais tarde teria uma grande influência na Europa e na Ásia Central. Durante esta etapa, os sassânidas mantiveram longos conflitos com o Império Bizantino, que dominou metade do que hoje é a Turquia.

Finalmente, sob a pressão dos bizantinos e da nova maré de muçulmanos árabes, a Pérsia sassânida foi esmagada pelo Islã. Numerosos palácios imperiais foram queimados até as fundações, pontes foram destruídas, algumas cidades foram exterminadas e, em suma, a área foi islamizada, porque aqueles que não se converteram ao Islã acabariam fazendo para ascender posições sociais e "fazer carreira". No entanto, o Islã também recebeu uma forte influência persa, que se manifestaria especialmente no posterior califado de Bagdá e na compilação de obras gregas, largamente legadas com a helenização da área nas mãos de Alexandre. Diz um ditado que o resultado final foi, não que o Islã conquistou a Pérsia, mas que a Pérsia conquistou o Islã.

Extensão máxima do Império Árabe, a maior vista até então.

Entre 1223 e 1259, o Oriente Médio foi dominado pelas hordas mongóis. O regime mongol do ponto de vista cultural não forneceu nada (pelo contrário, eles destruíram inúmeras obras iranianas), enquanto que para o ponto de vista racial supôs um certo influxo de sangue mongol nessas áreas através do estupro e sequestro, mas também caracterizou-se pelo genocídio e pela erradicação de povos inteiros. Não poucos são da opinião que áreas como o Afeganistão ainda seriam "brancas" hoje não fosse pelos mongóis. 

Conquistas feitas pelos mongóis.

Os turcos otomanos, um povo da Ásia Central, entraram em cena durante o século XIV, e logo depois se apropriaram de toda a Ásia Menor e os Balcãs. Sob os turcos, e devido ao sinistro comércio de escravos patrocinado por eles, grandes quantidades de sangue eslavo penetraram na área, muitas vezes chegando a altas posições administrativas. Também entraram negros. Os turcos apropriaram-se das rotas comerciais importantes da área (aquelas usadas por Marco Polo em sua época eram proibidas em grande parte aos europeus), e controlaram completamente o Mar Negro e o Mar Vermelho. Eles tinham uma presença importante no Golfo Pérsico, e no Mediterrâneo, onde o único poder que podia enfrentá-los era o Império Espanhol. Eles até mesmo saquearam e escravizaram, aliados com os piratas barbarescos e com a França, povos inteiros do Levante espanhol.

A extensão máxima do Império Otomano.

O Império Otomano foi perdendo territórios nas mãos dos austríacos e dos russos, e quando caíram depois da Primeira Guerra Mundial, as grandes potências europeias distribuíram suas terras avidamente, aumentando seus já extensos impérios coloniais. Quem ganhou de goleada com a caída dos turcos, foi, sem dúvida, o Império Britânico, que se apropriou da Mesopotâmia e de outras áreas, que estrategicamente vieram de pérolas para construir um bloco de influência (a Pérsia, a Arábia, o Afeganistão e o Tibete não pertenciam de fato ao Império Britânico, mas estavam sob forte influência — e pressão — sua) do Canal de Suez até a Índia.

A situação dos impérios coloniais europeus nas áreas que nos ocupam. Verde: domínio russo. Vermelho: domínio britânico. Azul: domínio francês. Amarelo: domínio italiano. Azul claro: domínio português.

PRÓXIMO ORIENTE — TURQUIA, IRAQUE, SÍRIA ETC. E O CASO DO CURDISTÃO


Aqui nos referiremos a uma área considerada "berço da civilização" e que foi também o berço dos povos semitas e das primeiras cidades conhecidas: Ásia Menor ou "Oriente Próximo".

Esta área sofreu muitas invasões europeias ao longo da história. A área foi tomada pelos hititas e por povos iranianos como os mitanis, antes de serem definitivamente oprimidos pelos persas, Alexandre Magno, os romanos e os bizantinos. O "refluxo" asiático foi revertido com a chegada do Islã, da Arábia, no século VII, retificado com as cruzadas europeias em solo turco, sírio, libanês, israelense e até mesmo egípcio, e invertido com a irrupção, no século XIV, dos turcos otomanos, que praticamente governaram toda a área até o início do século XX.

No caso da Turquia, convém assinalar algumas coisas. O Oeste turco está cheio de sangue eslavo, grego e albanês porque os porcos otomanos se dedicaram a despovoar essas áreas pelo comércio de escravos, enchendo seus haréns com mulheres balcãs e ucranianas com quem obviamente tiveram descendentes, e seus exércitos com mercenários balcânicos, muitos deles alcançaram posições altas na política otomana, tendo, também, descendentes.

Como sempre, começaremos examinando os tipos raciais "padrão" de modo que possamos então contrastá-los com os espécimes sobressalentes. Um par de exemplos de tipos raciais normais na Turquia. A imagem à esquerda é de políticos turcos com as unhas afiadas em uma briga no parlamento entre o Partido Popular Republicano e o Partido Ak.

Pastoreiro (Interior de Anatólia).
Turco.
A Síria é considerada como a Urheimat do haplogroup J2, que se espalhou por todo o Mediterrâneo e penetrou na Bacia do Danúbio, introduzindo o Neolítico na Europa. É também a terra de onde veio grande parte da escória do Baixo Império Romano (período histórico que se estende desde o acesso ao poder de Diocleciano em 284 até o fim do Império Romano em 476).

Tipos raciais sírios atuais. Acima, imagens das Forças Armadas Sírias. Abaixo, sírios se preparando para enterrar o cadáver de um compatriota morto em um ataque americano-israelense. 

O presidente sírio, Bashar al-Assad.
Asma Al-Assad, a esposa do presidente.
Hala Gorani, nascida nos EUA, mas de pais sírios, âncora da CNN, parece ter feito cirurgia plástica. Mongolizada (asiatizada), mas de aspecto europeu.
Síria.
Amal al-Atrash, de pai sírio e mãe libanesa. Embora a foto esteja em preto e branco, as feições europeias falam por si.
Mustafa Setmariam Nassar, suposto membro sírio da Al-Qaeda.
O homem está usando uma camisa do Barcelona, mas está nas ruas de uma cidade iraquiana.
Menina iraquiana.
O iraquiano Izzat Ibrahim al-Duri, herdeiro de Saddam Hussein. Poderia passar perfeitamente por inglês.
Árabes.
Idem.
Kinda Hibrawi, artista da Arábia Saudita, nascida de pais de herança síria.
Rainha da Jordânia, Rania Al-Abdullah, de pais palestinos. Mulher apaixonada por modelitos e ostentações enquanto seu povo é esmagado pelos israelenses.
Mulher jordana.

O CASO DO CURDISTÃO

Os curdos supõe-se que descendem do grupo étnico medos, que se estabeleceram ao Norte da Mesopotâmia no século X, pelo qual minaram o poder caldeu e estabeleceram o primeiro estado persa. Sob o Império Árabe, os curdos tinham autonomia suficiente, que também foi mantida durante o período otomano, com a ressalva de que o Curdistão estava agora dividido entre o Império Otomano e a Pérsia. A situação confortável permaneceu até o século XIX, quando o Império Otomano, já decadente, intensificou sua pressão sobre a área. Isto levou ao movimento dos "jovens turcos" (um movimento maçônico financiado por cripto-judeus dönme, falsamente convertidos ao Islã no século XVI), o que levou a represálias sanguinárias contra as minorias gregas, curdas e especialmente armênias.


Antes que alguém idealize os curdos além da conta, informo que a maioria dos imigrantes "turcos" na Alemanha são, de fato, curdos, e que seu "comportamento cívico" deixa muito a desejar, sendo responsável por um aumento do crime sem precedentes e engajando-se em lutas com os próprios turcos. Portanto, essa seção, como todas as outras, não pretende dizer que "os curdos são arianos" ou algo assim, mas simplesmente evidenciar uma certa influência europeia em alguns curdos.







Curda do Iraque.

IRÃ — REMINISCÊNCIAS DE PÉRSIA


O Irã foi o epicentro das castas iranianas (medas, persas, partas, sassânidas) que dominaram a região por muito tempo. A fronteira entre o Irã e o Iraque é significativa, uma vez que no Irã eles falam uma língua indo-europeia (persa) e no Iraque falam uma língua semita (árabe). O Irã, ao contrário do Iraque, não esteve sob o controle dos turcos otomanos. Por razões de estabilidade regional, é importante que o Irã seja uma nação forte.

A Guarda Revolucionária, uma unidade de elite do Exército iraniano, como exemplo de tipos raciais padrões iranianos
Soldado iraniano ensinando uma menina a disparar uma AK-47.
Imagem do aiatolá Ali Khamenei em uma cerimônia do estado iraniano.
Peixes gordos do Governo iraniano: à esquerda, o ex-presidente Mohammad Khatami. À direita, Mohammad Taqi Mesbah-Yazdi, o ex-chefe do sistema judicial iraniano.

A da esquerda é uma atriz iraniana.

Província do Grande Coração.


Esquerda: região do Norte do Irã. Direita: região de Arpanah.

O famoso aiatolá Ruhollah Khomeini.
Propaganda do Governo iraniano.

Cantores iranianos. Esquerda: Noosh Afarin. Direita: Ali Pahlavan Nasim.
Iraniana de acordo com algumas fontes, afegã de acordo com outras, curda da Síria de acordo com outras. Mongolizada.



A da direita é de Resht, na província de Gilan, no Norte do Irã, e está mongolizada.

Amir Abbas Fakhravar.



Noroeste do Irã perto do Cáucaso.
Nazanin Afshin, modelo iraniana e ex-Miss Mundo.
Exemplos de qashqais, um grupo étnico que fala turco.
Menina ashqais.
Mohammad-Ali Ramin, ministro iraniano e assessor presidencial.
Iraniana. 
Idem.
Idem.
Menino de Abyaneh, em Isfahan.

*****

"Quase sempre o processo de sua evolução apresenta o seguinte quadro: grupos arianos, geralmente em proporção numérica realmente pequena, dominam os povos estrangeiros e graças às condições especiais de vida do novo ambiente geográfico (fertilidade, clima etc.), e também favorecidos pelo o grande número de auxiliares de raça inferior disponíveis para o trabalho, desenvolvem a capacidade intelectual e organizacional latente neles. Em poucos milênios e até mesmo em séculos, conseguem criar civilizações que se caracterizam principalmente pelas marcas de seus inspiradores e que se adaptam às condições do solo e à vida do subjugado autóctone. No final, no entanto, os conquistadores pecam contra o princípio da preservação da pureza do sangue que tinham respeitado no início. Eles começam a se misturar com os nativos e fechar o capítulo de sua própria existência. A queda do pecado no Paraíso levou à expulsão. Depois de um milênio ou mais, o último vestígio visível do antigo povo dominador permanece na coloração mais clara da pele, deixada pelo seu sangue para a raça derrotada e também em uma civilização decadente que foi criada por eles em um princípio". - (Adolf Hitler, "Minha Luta", Volume I, Capítulo XI).

Agora vamos avançar mais até o Leste para ver os vestígios de presença europeia que essa região contém. Prestaremos atenção à Índia, a esse mundo fascinante que constitui quase um continente por si só, uma grande lição de assuntos raciais e, além disso, depositário de muitos ensinamentos arianos pagãos que na Europa foram amplamente apagados pelo Cristianismo. Apesar da total e absoluta terceiromundização do país, e do fato de que as castas baixas, geneticamente terceiromundistas, se reproduzem num ritmo literalmente assustador, a Índia continua a oferecer sinais muito curiosos, para serem interpretados em chave racial. 

TAJIQUISTÃO


O viajante Ralph Cobbold, em seu "Innermost Asia: Travel & Sport in the Pamirs", nos diz (p.192) sobre o Tajiquistão que "os cabelos claros não eram de todo estranhos, e notei cabelos ruivos uma ou duas vezes". Hoje, sem dúvida, as características claras são cada vez mais reduzidas que quando essa frase foi escrita, embora ainda haja pessoas de aparência europeia no Tajiquistão.

Grande parte da população tajique étnica é encontrada no vizinho Afeganistão, chegando mesmo à fronteira do Irã. O Estado do Tajiquistão seria realmente apenas "a ponta do iceberg" em representação dos tajiques. Foi uma área cita durante muito tempo e depois passou, sem penalidade ou glória, pela miríade de impérios (persa, macedônio, greco-báctrio, indo-grego, cuchana, parta, mongol, soviético etc.) que dominaram a região durante milênios.

Acima, mulheres do grupo étnico pamir, em Ishkashim. Vejo certa mongolização, assim como uma dinarização "padrão", coisas que de modo algum as privam de sua consideração de "brancas europeias". De acordo com algumas fontes, a de baixo à direita não é tajique, mas afegã. A etnia pamir fala uma língua considerada "iraniana do Oriente", e é estendida pela província tajique autônoma de Gorno-Badakshan e no norte do Afeganistão, na província de Badakshan.
Meninas de etnia pamir em Vanj, província tajique de Gorno-Badakhshan. A da esquerda é um verdadeiro portento, enquanto a da direita parece um tipo racial "turco" mais típico.
Direita: grupo de etnia pamir em Danjomj.
Meninas de etnia pamir.
A da esquerda é uma pamir de Farisa.
O da direita está bastante mongolizado.
Tajiques. 





O cabelo avermelhado desta mulher é henna (um corante).

ÍNDIA — CASTAS E MISTURA


Muitos nacionalistas hindus rejeitam a mais que documentada e geneticamente comprovada invasão ariana na Índia, por volta de 1500 AEC, porque estão cientes de como é "perigoso" transformar seu país em uma área de influência geopolítica europeia. Na verdade, a primeira coisa que os ingleses fizeram quando souberam que o sânscrito estava relacionado com as línguas europeias foi usá-lo para "justificar" sua ocupação na Índia e sua criação como uma casta dominante, uma vez que seriam uma "segunda onda" ariana e pretendiam constituir uma "casta nova", mais elevada do que qualquer outra que já estivesse lá.

Vale a pena dizer que a Índia passou por muitas fases, como a invasão dos hunos, o Império Máuria, os Reinos Médios, o pouco conhecido Reino Indo-Grego, o Império Cuchana, o Império Gupta, o Império Pala, o Império Marata, alguns Estados como o Sultanato de Déli ou o Império Mogol (não confundir com mongol), a dominação britânica e finalmente a independência. Até hoje, a maioria da população hindu, especialmente rural, ainda sente um respeito instintivo pelo que eles consideram "ariano".

Este mapa representa a área mais sujeita à influência indo-ariana ao longo da história.
Estas duas imagens mostram o tremendo contraste genético existente na Índia. Esquerda, uma menina da etnia yanadi. Direita, uma menina de alta casta. Ambas as meninas têm nacionalidade indiana, mas a da esquerda é antropologicamente mais semelhante aos aborígenes australianos (os australoides, uma variedade de negros considerados antes do "politicamente correto" como a raça mais primitiva, atrasada e subdesenvolvida da espécie humana), enquanto que a da direita está muito mais próxima dos europeus modernos.
A questão racial na Índia é em grande parte social, como uma herança da invasão indo-ariana, em que os invasores de origem europeia autodenominavam-se arya (nobre), governaram uma população asiática que os superava em número, impondo um apartheid por meio de rígidas leis raciais de natureza religiosa para evitar a mestiçagem com a população aborígine do país, o que eles conseguiram em grande medida por volta de 900 anos, que é o tempo que durou a civilização védica. Assim, as castas baixas tendem a ser de um tom bastante escuro, enquanto as castas altas, consideradas portadoras de mais sangue ariano, são de pele mais clara e abundam mais em traços europeus. O termo hindu para casta (varna) significa "cor", distinguindo-se entre um aryavarna (literalmente, "cor ariana") claro e associado com a nobreza, e um dasavarna ("cor inimiga") escuro e associado com a plebe. Estas duas imagens destinam-se a dar uma ideia do "tipo indiano médio". À esquerda, uma comoção produzida por um ataque muçulmano em Mumbai em 2008. À direita, mãe e filho pertencentes ao grupo dos intocáveis, párias ou chandalas, também chamados de dalit ("os oprimidos").

Mulher intocável com seu filho.
A outra face da moeda: festa em algum bairro bom de Mumbai. Se as duas imagens anteriores correspondem ao que seria a "classe inferior" da Índia e do submundo, esta imagem corresponde, em vez disso, à classe alta, um setor social de dezenas de milhões de pessoas com boa educação, influência cultural anglo-saxã e um enorme poder aquisitivo, que vivem em aparatosos distritos de luxo entre o mais atroz terceiromundismo, usando o inglês (um inglês francamente degradado) como língua franca para superar o emaranhado de línguas e dialetos que proliferam na Índia e que dificultam a coordenação entre os centros produtivos onde tem lugar o esforço econômico que leva o país pra frente. O tipo racial, embora ainda nitidamente oriental, já é muito mais claro do que das fotos anteriores.
Além de casta social, a questão racial na Índia está muito relacionado com a região: o Norte tende a ser mais "claro" do que o Sul, especialmente quanto mais para noroeste do país (Caxemira), onde a invasão ariana certamente irrompeu. Acima, temos um grupo de meninas de etnia garhwali na província de Uttarakhand (norte-centro do país, a fronteira é partilhada com o Oeste do Nepal e o Sul do Tibete). Abaixo temos um grupo de indivíduos de etnia irular, na região de Tamil Nadu, Sudeste da Índia, em frente à ilha do Sri Lanka. No Sul da Índia existem 180 milhões de pessoas que ainda falam línguas dravídicas.

As regiões (Uttarakhand e Tamil Nadu) dos dois exemplos acima estão mais de 2.000 km de distância, a mesma distância entre a Suécia e a Sicília. E é que a Índia, mais do que um país, é todo um subcontinente. [Mapa mantido no original, tal como os que seguem]

Esquerda: mulher da tribo marya, Índia central. Direita: mulher de uma área rural da Bengala Ocidental.
Membro da tribo kanikar, reserva protegia de Mundanthurai, Sudeste da Índia, em um lugar aonde o sistema de castas não chegou e onde as línguas dravídicas ainda são faladas (e, por não chegar, eles não chegaram ao Neolítico). Se compararmos esse sujeito com as mulheres da imagem acima, notaremos o enorme contraste genético e etno-social dos habitantes da Índia.
À esquerda: indiano do Norte. À direita: indiano do Sul. 
Nesta seção, vimos os dois pólos da sociedade hindu, os mais europeizados e os menos europeizados. Mas como não queremos ser simplistas, deixamos claro que as grandes massas da população indiana são compostas de indivíduos do tipo intermediário, uma mistura há muito tempo "estabilizada", como vemos nestas duas fotos tiradas em Mumbai

OS INDO-ARIANOS E AS ORIGENS DA CIVILIZAÇÃO HINDU

Voltemos para antes de 1500 AEC. Da Europa Oriental, as culturas semi-bárbaras (Yamnaya, Poltavka, cultura da cerâmica cordada, Sintashta-Petrovka, Andronovo etc.) lançaram no mundo uma vasta corrente migratória que, como uma onda expansiva, se espalhou por toda a Europa, Norte da África e Ásia, modificando profundamente essas terras para sempre. Um dos povos dessa migração foram os iranianos, que se denominavam "aryas" ("nobres"). Este povo viajou em forma de "comboio" sempre para o Oriente, passando pelas estepes russas (deles vêm os citas, alanos e sármatas) e Ásia Menor (mitanis e hari). Como vanguarda, essas povos tinham irmandades de homens (männerbund), caçadores e guerreiros que, montados em cavalos e carros de guerra, tomavam o controle das planícies orientais, aterrorizando a área e dando o toque de graça às culturas nativas, maduras para cair.

Este rio de sangue europeu foi dividido em duas correntes. Um deles acabou acumulando-se como um rio no que é hoje o Irã, e foi responsável pela vasta e duradoura civilização persa. O outro foi ainda mais para o Leste e, do Afeganistão, penetrou no que é hoje o Paquistão e a Índia. Essa corrente foi formada pelos indo-iranianos (chamados "indo-arianos" normalmente). Estes falavam o sânscrito, a língua indo-europeia mais antiga conhecida, que tem muitas afinidades com o lituano, e que permanece, até hoje, a língua sagrada do hinduísmo, assim como o latim é para os católicos ou o hebraico para os judeus.

A mitologia indo-iraniana inclui, no "Rigveda" a gloriosa epopeia da conquista da Índia pelos indo-arianos, que tinham como herói e patrono o deus Indra (a versão hindu do Zeus grego, Júpiter romano, Thor germânico, Perun eslavo ou Taranis celta). "Com seus amigos loiros, Indra conquista o país", diz um canto do Rigveda. Os indo-arianos chamavam os habitantes dravídicos originais da Índia de dasyu ("inimigos"), e os consideravam inferiores. Indra recebe o título de "Dasyushatya" ("mata-dasyus"). Os indo-arianos descreviam os dasyus como de pele escura, de cara chata e falante de um idioma feio aos ouvidos.

Os indo-arianos trouxeram à Índia os carros de guerra, a cruz solar ou suástica, o patriarcado, o sangue nórdico, uma religião solar e heroica, e uma visão guerreira de mundo. Nestas vastas terras de planícies e selvas, povoados pela raça primitiva dos dasyus, o sangue europeu, em vasta minoria, triunfou sobre multidões infinitamente mais numerosas e sobre a civilização do Indos, uma antiga cultura já decadente e exausta, comparável à minoica na Grécia, cujas cidades foram destruídas por novos invasores indo-arianos. O sangue europeu, em um clima agradável, solo fértil e uma mão de obra quase infinita a seu serviço, floresceu no Oriente, atingindo o ápice da criação e de repente, poderia implementar todo o talento criativo que carregava desde a sua criação. Dinastias intermináveis, toda uma raça de guerreiros, sacerdotes, eruditos, místicos, poetas e pioneiros... Sob a civilização védica, a Índia, atingiu níveis muito elevados de prosperidade e sabedoria.

Os invasores arianos, que se tornaram em povos de senhores, fundaram um sistema de castas separados por varna ("cor"). Havia distinção entre o Aryavarna dos invasores arya, brancos e rosados, e o escuro Dasavarna dos aborígenes. As castas eram totalmente impermeáveis e só procriavam ente eles. As famílias mais nobres constituíam como castas superiores, enquanto as famílias "plebeias" e os descendentes de indivíduos submetidos, constituíam como castas mais baixas.

• Os brâmanes eram a casta sacerdotal, responsável por aconselhar os reis, estudar os escritos de seus antepassados, elaborar a complexa filosofia hindu, manter viva a sabedoria ancestral e às vezes retirar-se para uma vida de meditação e contemplação. Em simbologia, eles estavam relacionados com a cor branca. Aos brâmanes devemos à sobrevivência do yoga, a alquimia interior, a escrita de textos sagrados como os Vedas e as escolas filosóficas que surgiram na Índia. Os brâmanes eram relacionados com a cabeça do deus Brahma.

• Os xátrias formavam a nobreza real e militar que se preocupava com a política e a guerra. Eles foram simbolizados pela cor vermelha. Buda era um príncipe desta casta. Era chamado Sidarta Gautama e tinha olhos "da cor da flor de lótus" (na Índia a variedade azul era cultivada). Esta casta era relacionada com os braços e as mãos de Brahma.

• Os vaixás eram uma espécie de classe média burguesa que lidava com o artesanato e comércio. Sua cor era o amarelo e relacionado com a barriga de Brahma.

• Os sudras eram a única casta não-ariana descendente das tribos subjugadas, que tinham sido dadas a oportunidade de fazer parte da gloriosa civilização indo-ariana. Constituíam a "classe inferior" de trabalhadores e camponeses. Sua cor era o preto e relacionado aos pés de Brahma.

• Fora do sistema de castas havia os chandalas ou párias ("intocáveis"), povos australoides extremamente primitivos que eram consideradas impuros e animistas pelos arianos e que eram encontradas principalmente nas florestas do Sul da Índia. Os chandalas foram proibidos de lavar suas roupas, lavar-se, beber água limpa ou frequentar o parto. De acordo com o "Código de Manu", onde a lei indo-ariana foi estabelecida, os chandalas "são resultado de adultério, incesto e crime, não usarão outras roupas além dos trapos de cadáveres, nem qualquer outra louça do que panelas quebradas, F. W. Nietzsche sustentou ("O crepúsculo dos ídolos") que essas medidas terríveis, propagadoras de doenças, epidemias e infecções, visavam à redução da população não-ariana da Índia. Muitos têm argumentado que os ciganos descendem dos párias que emigraram da Índia para fugir da opressão dos indo-arianos. Uma indicação que corroboraria esta tese é que a palavra "calé" (com que os ciganos gostam de se designar), vem do kâlâ hindustâni, que significa "negro". Além disso, a palavra "zíngaro" (usada para identificar ciganos, especialmente da Europa Oriental) tem sua origem na palavra grega ατσίγγανος, que literalmente significa "intocáveis".

Por um tempo, a Índia, quase um continente, foi o epicentro do desenvolvimento indo-europeu e a principal área de multiplicação da cepa ariana. Em um ponto, a Índia pode abrigar tanto quanto um terço da população total "branca" do planeta. Mas depois de três milênios, com o advento do luxo, do relaxamento e da miscigenação, mesmo as ferrenhas leis das castas não puderam preservar a pureza original indo-ariana. A Índia, como um país terceiromundista moderno, atesta isso, apesar do fato de que ainda há vestígios de sangue europeu aqui e ali, e uma classe média e alta bastante acomodada.

Concentremo-nos agora nos vestígios indo-arianos da Índia.

A da esquerda é um estudante universitário de Nova Deli, a capital da Índia, de um aspecto completamente europeu. A da direita, é a Aishwarya Rai, uma famosa atriz indiana.
Shashi tharoor, político indiano residente em Querala. Poderia passar por francês. 
Irmãos de Hema, ao norte da Índia.

Aishwarya Rai, atriz da gigantesca indústria cinematográfica indiana de Bollywood.

Bebê sikh.
Karisma Kapoor, outra atriz indiana, depois de ter tido um filho, infelizmente com um indivíduo de raça mais vulgar do que ela. Observe o tom de pele do bebê, meio termo entre os dois pais.
A primeira é da Caxemira indiana. 
Mais exemplos. A do canto inferior direito passa por branca, mas tem uma leve australização. 
O da direita é um soldado sikh.
O cabelo da primeira menina provavelmente está tingido, mas ela ainda mostra algumas feições europeias extraordinariamente puras para ser indiana.
Rani Mukerji e Preity Zinta, atrizes indianas. 
Dia Mirza e Aditi Govitrikar, atrizes indianas. 
Priyanka Lulla, ex-Miss Índia. 

RACISMO NOS TEXTOS SAGRADOS HINDUS

O Rigveda é o mais antigo texto indo-europeu conhecido, e é geralmente aceite como proveniente do tempo da invasão indo-ariana na Índia. No entanto, algumas passagens, de acordo com as referências astronômicas que eles contêm, vêm de tão antiga quanto cerca de 6000 AEC. O processo de invasão envolveu um conflito racial e espiritual entre uma religiosidade aborígine sinistra e demoníaca, e a nova religiosidade solar, "olímpica" e heroica dos invasores arianos. Segundo o Rigveda, o líder da invasão dos aryas era o deus Indra (assim como a invasão grega da Grécia foi "patrocinada" por Apolo). Incluirei nesta seção, portanto, citações do Rigveda que relacionam a invasão dos aryas, seu aspecto racial e a aniquilação do dasyus, assim como as cidades da civilização do Indos.

Ao entrar em contato violento com as populações aborígenes, os indo-arianos adquiriram imediatamente um instinto de pureza e um reflexo de proteção perante as raças não-arianas, que também está incorporado no Rigveda. Assim, enquanto o deus indo-ariano Vishnu carrega o título de Hari ("Loiro", "Doirado"), os dasyus são a antítese dos arianos: 

Rigveda VIII 87.6:  “Você, Indra, é o destruidor das cidades, o matador dos dasyu, aquele que fez o homem prosperar, o Senhor dos céus.” 

Rigveda II 20.6: “Você, Indra, matador de Vritra, destrutor das cidades, tem dispersado os dasyu gestados por um ventre negro.” 

O hino a Indra 1.130.8 descreve como “nas batalhas, Indra ajuda a seus seguidores arianos” e “atormenta a gente sem leis, e entregou a pele escura aos que são da linhagem de Manu.” 

Rigveda III 34.9: (louva o deus ariano que) “destruiu os dasyu e protegeu a cor ariana (aryavarna).” 

Em sânscrito, a palavra aryavarna refere-se a uma pele branca, muitas vezes pálida, rosada e corada, em contraste com o escuro dasavarna do povo dasyu aborígene.

Rigveda IX 41.1: descreve a cor negra (Krishnam Vacham) apenas em termos pejorativos e Rigveda V I.491 e II.242 sentencia que “a cor negra é ímpia" (Dasam varnam adharam).

Rigveda IX 73 e 73.5: (descreve os deuses arianos como) “deuses tumultuosos que avançam como touros furiosos para dispersar a pele negra” e anuncia que “a pele negra, tão odiada por Indra” será eliminada dos céus.  

O hino a Indra 4.16.13 louva-o da seguinte maneira: “Você apagou os cinquenta mil peles negras, destruindo seus castelos como se o fogo consumisse o tecido.” 

Rigveda I 130.8: explica a maneira em que a “pele negra” foi conquistada, e descreve como “O Indra protegeu seus súditos arianos durante as batalhas, subjugou a gente sem leis para o bem de Manu, e conquistou a pele negra.” 

Rigveda II.20.7 e II 12.4: agradece aos deuses por ter “dispersado os bandos escravos de ascendência negra” e por ter eliminado “a cor vil dos dasyu.” 

O hino a Indra 5.29.10 o louva por ter “matado os sem narizes dasyu.”

O "sem nariz" é uma referência a uma raça negra "de nariz achatado" (anasha) em comparação com os invasores "de nariz grego" brancos.

O Soma Pavamana 9.41.1 descreve os ataques arianos da seguinte maneira: “Ativos e brilhantes, chegaram e atacaram impetuosamente como touros, expulsando para bem longe a pele negra.”

O Soma Pavamana 9.73.5 diz que Indra “assoprou com força supernatural, fazendo desaparecer da terra e dos céus a pele negra que Indra tanto odeia”, queimando os "pecadores". 

Os "pecadores" eram assim chamados em oposição aos invasores europeus, que se caracterizavam por um rígido e restrito ritualismo religioso.

O hino a Indra Indra, 10.23.4 diz que "Indra deixa cair gotas de umidade em sua barba amarela". 

O hino a Indra 10,96,8 diz que "Com a rápida bebida, o bebedor da Soma cresceu em poder, o deus de ferro, com uma barba amarela e cabelo amarelo". 

O hino a Indra 1.9.3 o descreve como “O Senhor de todos os homens de face branca.”

Rigveda I 100.18: (agradece ao deus dos arianos por ter) “entregue aos seus amigos brancos, o Sol, as águas e os campos.”

O hino a Indra 1.103.3 é bem explícito: “Com um raio na mão como arma, e cheio de poder, arremeteu contra os dasyu, destruindo seus fortes. Envia teu dardo com sabedoria, Amo da Trovoada, para atingir os dasyu. Aumenta, Indra, o poder e a glória dos arianos.”  

*****

Como um artigo de tributo aos arianos não poderia estar ausente o caso do Afeganistão e Paquistão. A chave para as tribos afegãs e paquistanesas que veremos são as infinitas montanhas e vales, que favorecem grandemente a preservação do patrimônio genético de seus habitantes, como veremos no caso dos nuristanis, dos hunzas e especialmente dos famosos kalashs. Na Espanha, o mais próximo que teríamos deste fenômeno seria talvez o Val de Aran, antigo viveiro de almogávares.

A área em vermelho representa a provável zona de primeiro assentamento, acumulação e multiplicação do povo ariano ("iraniano") antes de dividir-se e dar origem aos indo-arianos (Leste) e aos arianos (Oeste). O fato de que as línguas (variedades nuristani, por exemplo) nesta área parecem estar no intermédio entre o ariano e o indo-ariano, corroboraria essa hipótese, bem como o fato de que essa área é abundante em etnias que preservaram suas feições europeias particularmente bem apesar do fato de que 3500 anos se passaram desde as invasões (isso pode talvez ser explicado pela "renovação" do fluxo europeu durante a entrada macedônia no século IV AEC).

AFEGANISTÃO — A CHAVE DA ÁSIA CENTRAL


Afeganistão, um país altamente montanhoso (cordilheira do Indocuche, a segunda mais alto do mundo depois do Himalaia), com alguns vales moderadamente férteis e extremamente isolados, grandes planícies a Leste, terríveis desertos rochosos e arenosos infestados de escorpiões e aranhas, e inúmeras tribos e etnias, pode parecer como o colmo do "nada". No entanto, o Afeganistão é uma área de passo estratégico muito típico, cujo domínio implica o direito de desfrutar das vantagens estratégicas de controlar as rotas que conduzem à China (a famosa Rota da Seda, não apenas seda, mas todos os tipos de tecidos, para não falar da lucrativa rota do ópio, que através do espaço turcófono da Ásia Central, Turquia e Albânia, e entre mil máfias, termina no Ocidente), Pérsia, Índia e as intermináveis ​​estepes eurasiáticas dos povos turco-mongóis e, além, eslavos. E é que na Ásia Central, "todos os caminhos levam ao Afeganistão" — literalmente.

Os primeiros indo-europeus a invadir o Afeganistão foram povos como os bactrianos e aracosianos. Posteriormente, o Afeganistão se tornaria parte de numerosos impérios na área, incluindo o medo, persa, macedônio (século IV AEC), selêucida, greco-báctrio, indo-grego, a invasão islâmica (século IX), mongol, uma estéril e sangrante ocupação britânica (século XIX), pelo qual os ingleses atribuíram à área como perdida, abandonando ela, a invasão soviética de 1979-1989 (guerra também abandonada, que constituiu o "Vietnã da URSS") e, atualmente, ocupação pela OTAN.

O reino grego-bactriano, fundado em 250 AEC e governado por uma sucessão de reis gregos, terminou em 130 AEC, quando os tocários estabeleceram o Império Cuchana na área.

O reino indo-grego, que se separou do greco-bactriano quando conquistou a bacia do Indos e grande parte da bacia do Ganges, submeteu a influência budista e helênica a toda a área representada. Vale a pena lembrar que as grandes estátuas de Budas de Bamiyan (as maiores representações de Buda do mundo, medindo mais de cinquenta metros de altura e destruídas pelos talibãs em Março de 2001) foram criadas no século VI, na pouca conhecida tradição greco-budista, um caso verdadeiramente extraordinário de união Ocidente-Oriente, legado por Alexandre Magno, e que nos lembra que esta área é geopoliticamente condenada a receber influência europeia uma e outra vez. A área em rosa representa conquistas provisórias feitas pelos reis greco-macedônios.

A ocupação militar do Afeganistão pela coligação visa essencialmente dificultar a solidez da aliança Irã-Rússia-China, assumir posições face à lenta mas segura reconstrução do poder russo e servir como base ocidental no caso de ter que assistir ao Paquistão em um possível conflito com a Índia sobre a Caxemira, reivindicado por ambas as potências — ou talvez como um mero reduto ocidental na área para o caso hipotético de que o Paquistão, intocável vespeiro dos talibãs, caia nas mãos de uma reação islâmica radical que corte os laços que o atual governo paquistanês mantém com a OTAN. O Afeganistão também tem enormes quantidades de lítio.

Até hoje, a Espanha mantém um destacamento militar de algumas centenas de homens no Afeganistão. Desde o início das missões da Liberdade Duradoura e ISAF, a Espanha perdeu a vida de 89 soldados, sem contar com outros 45 feridos. Os EUA perderam quase 800.

Tipos raciais comuns no Afeganistão. 

Homem de etnia pachtun, um grupo étnico considerado iraniano-persa, e que no momento é o grupo mais pró-talibã do país.
Pachtun.
Pachtun.
Meninos pachtuns.
Menino residente na cidade de Jalalabad.

Homem residente em Herat.

Menino residente em Semnan, campo de refugiados afegãos no Irão.
Esquerda: refugiadas afegãs em Zahedan, no Irã. Direita: um exemplo tão mongolizado que até mesmo uma pessoa que não tem ideia de raciologia poderia perceber. Provavelmente é de etnia hazara, e poderia passar por sami ou lapona.





Esquerda: garota de Herat, Oeste do país. Direita: menina de Cabul, Leste do país.

Meninas em uma plantação doméstica de ópio, em Farah.
A menina está mongolizada. 



Três exemplos do grupo étnico hazara. Sendo um grupo étnico do Afeganistão central que foi islamizado em tempos relativamente recentes (final do século XIX), não é raro que outros afegãos chamem essas pessoas de "porcos"

A da direita poderia passar por hazara. Mongolizada.


NURISTÃO OU KARIFISTÃO — A "TERRA DOS PAGÃOS"

Se existe um "caso afegão" que merece ser tratado separadamente, é sem dúvida o caso do Nuristão. O nome de Nuristão é de cunho recente, já que era anteriormente conhecido como Kafiristão, sendo a palavra kafir muçulmana para "não crentes", "infiéis", "hereges", "pagãos", "ingratos", e incluso "porcos". Kuffar é o plural da palavra e significa camponeses (seria equivalente ao pagus latino, palavra do qual deriva "pagão", e isso significa precisamente camponês).

Esta área foi considerada como um baluarte dos habitantes originais do Afeganistão, que foram empurrados para as montanhas pela invasão árabe do século VIII. Eles foram considerados mais hindus do que persas, e foi só em 1895 que o emir Abd-ur-Rahman conseguiu conquistar a área para o Islã, rebatizando-a com o nome de Nuristão, ou seja, "terra de luz" ou "terra dos iluminados". Nuristão viu batalhas ferozes contra as tropas britânicas e décadas mais tarde contra os soviéticos.

A situação do Nuristão no Afeganistão, justo abaixo da cordilheira do Indocuche. No outro lado do Nuristão, já na zona paquistanesa, está o vale de Chitral, onde habita a etnia dos kalash, que veremos abaixo.

Os 20-30% dos nuristanis têm o cabelo claro, seja castanho, louro, avermelhado ou ruivo, e seus idiomas parecem ter-se formado aproximadamente quando o indo-iraniano foi separado do iraniano. Eles seriam assim o elemento intermediário, uma dobradiça entre o iraniano e o indo-iraniano, embora suas afinidades pareçam mais inclinadas para o sânscrito, a língua sagrada da Índia e a mais antiga língua indo-europeia conhecida.

À esquerda, meninos de Broghol, Noroeste do Nuristão.
Menina nuristana na cidade de Cabul.


À direita, menina nuristani com o nariz muito dinarizado. 
Mongolizado. 


Essa foto é uma verdadeira joia. 

PAQUISTÃO

Paquistão, ao contrário do Afeganistão, é uma zona 100% de patrimônio indo-ariano; de fato, a história não distingue entre Paquistão e Índia, sendo uma divisão artificial provocada pela necessidade de distribuir à população islâmica após o colapso do Império Britânico, evitar conflitos inter-religiosos e ao balcanizar o Hindostão, evitando que uma potência claramente hegemônica dominasse o Índico. 

Acima: soldados paquistaneses da ONU rezando. Abaixo à esquerda: Asif Alif Zardari, presidente do Paquistão, acusado de corrupção e viúvo de Benazir Bhutto, a Primeira Ministra que foi assassinada. Abaixo à direita: tipo racial padrão no Paquistão.
Evidência da influência africana do Paquistão. Aqui vemos indivíduos de aspecto africano bastante puro, que nos lembram o caso da Índia e daqueles que foram provavelmente os colonos mais antigos dessas terras.
Homem de etnia burusho, Caxemira. Os burushos abrangem os hunza, que veremos posteriormente e as tradições locais os associam à ideia de "Shangri-La", ou fortaleza mística oculta nas montanhas.
Meninas de etnia burusho, Caxemira.

Pachtuns do Paquistão. 

Acima: Norte do Paquistão. Apesar da cor de seu cabelo, vemos uma leve influência australoide, ou seja, do mesmo tipo que habitava certas áreas da Índia. Abaixo: vale do Swat. À direita: vale de Shimshal.
Exemplos de Chitral, mas sem ser kalash. 
Paquistanesas.

Mateen Shah, senador paquistanês.
OS HUNZA


Em verde a área de Hunza. Em verde claro áreas que talvez pudessem ser consideradas parte de Hunza. Note que está localizado em Caxemira, uma área administrada pelo Paquistão, mas reivindicada pela Índia. 

O vale de Hunza está localizado a uma altura de 2500 metros, rodeado por montanhas de mais de 6000 metros que fazem parte da cordilheira do Indocuche. Limita-se com o território de Pamir (atual Tadjiquistão) e China, e foi um principado independente por cerca de 900 anos, até que em 1974 sua autonomia foi absorvida pelo estado paquistanês. Até o século XX, os hunzas tinham uma expectativa de vida muito alta, mais de 100 anos, graças ao estilo de vida, dieta e seu hábito de aproveitar os ossos de damasco (mastigar as sementes das maçãs libera como um "xarope" que é semelhante à substância do osso de damasco, e que é considerado extremamente benéfico). Hoje, com a importação de hábitos estrangeiros, a expectativa de vida caiu, mas a alfabetização na área é de mais de 90%, a maioria das crianças completa o ensino secundário e a prosperidade está em um bom nível apesar de que estamos falando de um terreno montanhoso extremamente isolado.

Menina do vale de Hunza. 
Abaixo: hunzas de Passu.




OS KALASHS

De longe, esta é, sem dúvida, a etnia mais interessante de tudo o que veremos nesse artigo. Os kalash estão localizados na área de Chitral, que é a província paquistanesa que faz fronteira diretamente com o Nuristão. Chitral sempre foi considerado uma área mais "clara" fenotipicamente do que o Nuristão, talvez porque, ao contrário do Nuristão, nunca foi islamizada e, portanto, arabizada. 

A língua kalash é indo-ariana, e em torno da existência deste grupo étnico tem sido especulado muito se são de ascendência greco-macedônica, dos exércitos de Alexander Magno. Como disse anteriormente, considero que a maior parte do sangue europeu do Oriente é devido a uma base racial iraniana e indo-iraniana. De acordo com cientistas paquistaneses, americanos e gregos, os kalash não têm nenhuma contribuição grega em seu legado genético (ao contrário dos hunza, que têm uma contribuição grega minoritária).

Os kalash são os últimos pagãos daquela área, sendo sua religião mais antiga do que o budismo ou o Islã, e seus rituais estão relacionados com os da Índia védica e, portanto, têm uma origem extremamente distante que ninguém pode estabelecer. Os kalash tinham por volta (supondo) cerca de 100.000 indivíduos em 1900, e agora seus números estão entre 3.000 e 6.000, ou seja, eles estão praticamente no limiar da extinção. Eles são atualmente altamente discriminados e mal vistos pelo resto da população paquistanesa, não por causa do caso racial, mas porque esses indivíduos são pagãos, vivendo completamente fora do Islã e suas mulheres gozam de liberdades que são impensáveis ​​para os muçulmanos, e tal liberdade é interpretada como promiscuidade e impiedade, para os muçulmanos. Aos kalash é permitido álcool, e é interessante como os homens usam bigode em vez da barba típica muçulmana.

A chave para a singularidade do legado genético dos kalash é o profundo isolamento em que vivem. Seus vales, localizados na cordilheira Hindu Kush ou Indocuche, são cortados do resto do Paquistão por uma pista de 450 km e pelo menos três dias de viagem. Além disso, esta trilha é bloqueada pela neve durante grande parte do ano. Assim protegidos, os kalash construíram e mantiveram seu mundo, além da islamização do final do século XIX que afetou o Nuristão.

Não direi que os kalash são integralmente descendentes de um exército de Alexandre Magno, mas é visível a relação nessas fotos. Acima: trajes folclóricos da Macedônia grega. Abaixo: meninas kalash.



É simplesmente surpreendente que na Ásia profunda existam espécimes como este.

Os dois acima estão bem dinarizados. O jovem está levemente mongolizado, aspecto muito eslavo. 



Jovem kalash em uma festa em Anish, Bumborete.

Essa garota se encaixa perfeitamente nos cânones "clássicos" da beleza ocidental. 





O do centro é um universitário kalash.







O QUE FAZER COM OS EUROPEUS DA ÁSIA

Devemos partir da gase de que qualquer tipo de "política" para com estas pessoas parece utopia e redundante num momento em que já temos bastante com a Europa, com o Ocidente, para preservar a biodiversidade europeia e com os sérios conflitos étnicos que abundam na nossa sociedade. No entanto, se a situação desse um giro e uma Eurásia regenerada pudesse pagar, não seria ruim considerar um "patrocínio" dessas pessoas para protegê-las e evitar a extinção de seu legado genético, que é, em última instância, um corte da árvore europeia crescendo em solo asiático.

A história (ou andar pelas ruas europeias) mostra que o multiculturalismo não funciona e que as sociedades multirraciais caem no terceiromundismo ou sucumbem entre guerras étnicas. Nas comoções dos tempos vindouros, chegará a hora de romper com todos os credos igualitários, perversos e antievolucionários que têm envenenado a humanidade nos últimos dois milênios, acreditar na ideia de desigualdade humana e voltar a ideia natural das comunidades populares ligadas por vínculos genéticos. Nessa perspectiva, seria muito desejável operar um reagrupamento de elementos indo-europeus para reintegrá-los na Eurásia, especialmente nas áreas rurais e escassamente povoadas tanto na Ásia, como no resto do mundo. Uma nova doutrina pan-europeia deve emergir, trazendo essas pessoas de volta para a esfera geopolítica europeia, usando estudos genéticos, linguísticos, esotéricos, arqueológicos e antropológicos no terreno como uma ponta de lança.

*****

Tendo visto as áreas asiáticas mais típicas das invasões indo-europeias, veremos a Ásia Central. Falaremos aqui do espaço turano-altaico e mongol, território em que as línguas turca, altaica e mongol se entrelaçam, religiões como o taoismo, o hinduísmo, o zoroastrismo, o budismo, o cristianismo, o maniqueísmo e o islamismo e a origem dos povos de fama destrutiva, selvagem e cruel ― os hunos, búlgaros, turcos, mongóis, tártaros... É o fascinante mundo nômade e pastoral das tribos estepárias, tão bem retratado por Jules Verne em "Michel Strogoff" e por Ossendowski em "Bestas, homens e deuses": terras de acampamentos de ervas (tendas circulares), paraísos subterrâneos, planícies imensas, desertos, vales isolados ("Shangri-La"), fortalezas lendárias (como Agarta e Shambala) e lugares ocultos. 

A configuração geográfica do espaço da Ásia Central sempre tendeu a canalizar as populações indígenas para os Bálcãs (através dos férteis territórios do Oriente Médio) e para a Ucrânia (através das mais amplas planícies do planeta). Esta constante histórica devia existir já nos tempos pré-históricos, em que os haplogrupos R1, provenientes da Ásia Central, teriam tomado exatamente essas mesmas rotas. Se considerarmos uma origem asiática ou altaica para estas linhagens, o R1b (um haplogrupo que veio para a Europa durante o período Neolítico e de onde a maioria dos europeus ocidentais descendem) corresponderia à rota de invasão anatólia-balcânica, e o R1a (a linhagem dos eslavos e indo-arianos) com a rota estepária. 

Hipótese sobre a possível origem das linhagens paternas R na Urheimat dos povos túrquicos, mongóis e altaicos. As rotas mencionadas foram atravessadas ao longo da história por uma miríade de povos caracterizados pelo nomadismo e a importância do gado.

É importante que estudiosos europeus e russos estudem essas pessoas in situ, pois podem fornecer muitas pistas sobre as origens de muitos dos antepassados ​​dos europeus de hoje, para clarear esse imensa incógnita paleoarqueológica desconhecida que é a Ásia Central (incluindo a Sibéria do Sul), fornecer dados para guiar escavações e, não menos importante, para atrair etnias locais para a esfera geopolítica euro-siberiana. Os estudos genéticos, antropológicos, esotéricos e arqueológicos têm um grande potencial como ponto de partida da penetração da influência europeia na Ásia Central, um território de importância estratégica sem paralelo no mundo, pois abriga importantes recursos e é o "Heartland", o centro da "Ilha Mundial", o coração da Eurásia, o espaço mais distante a qualquer custo e, portanto, o mais blindado contra a influência das potências oceânicas-atlântistas ― uma fortaleza natural, protegida pela imensidade de suas próprias terras e seu afastamento do mar. Atualmente, o poder mais bem colocado para integrar a Ásia Central na sua esfera de influência é a Rússia, que herdou da era soviética o conhecimento destas terras, dos seus povos e dos seus dialetos.

Extensão dos idiomas e dialetos túrquicos. A área de língua turca da Ásia Central tem sido usada pelo Estado turco desde a época dos "jovens turcos" para planejar um novo imperialismo otomano, em detrimento da influência russa, e com o beneplácito da Alemanha em primeiro lugar e dos EUA depois. A doutrina da unificação política de todos esses espaços, dos Balcãs à Sibéria, é chamada pan-turanianismo.
Mapa de "Turan" (o nome que os persas deram à Ásia central), a órbita dos povos túrquicos e mongóis.

Em vários países sujeitos à influência soviética, pode ser compreensível encontrar de vez em quando traços europeus de origem russa. Neste artigo, portanto, não foram contadas as ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central, com exceção dos pamires tajiques que, por serem muito isolados, são válidos. Os indivíduos dos grupos étnicos cazaques e quirguizes que veremos são de territórios chineses que não receberam influência russa.

Nessa seção vamos prestar atenção à melhor esfera do espírito, herança genética e caráter: o rosto humano. Se coloco fotografias de indivíduos com a pele, cabelos e olhos claros, é porque estas características tendem a ser as mais impressionantes para o público em geral quando se trata de identificar vestígios europeus. No entanto, é necessário pontuar que estas características são apenas um punhado, e que há muitas outras, como a forma do nariz, a mandíbula, o crânio em geral, o perfil etc., que são igualmente importantes ou mais, mas porque elas são menos características, não receberão a mesma atenção aqui. Veremos que, embora seja uma área de grande miscigenação, as organizações tribais ainda subsistem em grande parte, existem áreas isoladas e tipos raciais muito interessantes.

Runas turcas. Acima, variedade alfabética Orkhon. Abaixo, variedade alfabética Yenisey. Estes alfabetos rúnicos deixaram de ser usados no século IX, quando foram substituídos pela escrita uigur. Os caracteres rúnicos também têm sido usados historicamente por ibéricos, etruscos, escandinavos, magiares (húngaros) e outros, e talvez possa ser considerado de uma origem da Ásia Central associada com as linhagens R1.

O conjunto de terras em verde é geralmente chamado de "Turquestão". Os povos daqui (turcomenos, cazaques, uzbeques, quirguizes, tajiques, uigures) chamados túrquicos, compartilham idiomas similares e uma origem comum na área de Altai (vermelho). Há outros povos turcos não representados aqui, como os azeris, daguestanos, iacutos e outros.

Esquerda, indígena da etnia siberiana-oriental gilyak (também chamado nivkh). Direita, indígena da etnia siberiana tungus (também chamado evenkis). Estes homens não são mongóis puros, mas sim altamente mongóis. Depois de ver esses rostos, compreenderemos rapidamente que os habitantes da Ásia Central têm contribuições importantes tanto de nórdicos-vermelhos (R1a) como armênio (O3 e outros) e, em menor medida, nórdico-brancos, contribuições que em muitos casos ultrapassam claramente a inerentemente herança mongol (C3).

IMPORTÂNCIA DO GADO E DO LEITE

Nas estepes, o cavalo e os meios nômades de subsistência são muito importantes. Daí a importância da pecuária em toda a Ásia Central. A maioria desses grupos étnicos não praticam a agricultura e sua dieta não tem nada a ver com as populações de arroz do Leste Asiático. Os produtos lácteos são um alimento recorrente, como o kumis (leite de égua ou camelo, um pouco alcoolizado e tomado pelos povos mongóis e turcos), queijo feito de leite de iaque fermentado (chamado byaslag na Mongólia e chhurpi no Nepal e Tibete) ou chá de manteiga de iaque tomado no Tibete. Considera-se que a fermentação do leite aumenta a biodisponibilidade dos alimentos e reduz a quantidade de lactose, como no caso do kefir caucasiano (leite de cabra fermentado). Isto contrasta com as linhagens paternas de cereais e O3 do Leste Asiático, que têm algumas das maiores taxas de intolerância à lactose no mundo.

Um iaque do Tibete. Este animal, descendente do uro e, portanto, relacionado com o gado do resto do mundo, é a base da subsistência de muitos povos da Ásia Central.

A este respeito, é interessante notar que a origem do alelo europeu de resistência da lactase pode ser encontrada no Cáucaso (uma área de passagem para os povos da Ásia Central antes de invadir a Europa), desenvolvendo-se posteriormente em áreas da Europa Central associadas à penetração de grupos pastores de gado de linhagem R1b, a pecuária, metalurgia e mineração de sal. O alelo africano da resistência da lactase (povos como os masais e os saarauíss) teria se desenvolvido independentemente (convergência evolutiva).

XINJIANG: UIGURISTÃO OU O TURQUESTÃO CHINÊS

A província chinesa de Xinjiang também é conhecida como Uiguristão, Turquestão chinês ou Turquestão Oriental, e é repleto de mistérios desde o inicio de sua história. Na tradição chinesa, a Ásia Central e Uiguristão são considerados a origem do taoísmo, um sistema de crenças que mostra um sólido e profundo conhecimento do corpo humano. Segundo a lenda, Lao Tsé, o fundador do taoísmo, cansado da sociedade chinesa, partiu para o Ocidente, mas não antes de escrever o "Tao Te Ching".

Xinjiang

O governo de Pequim está realizando uma colonização no Uiguristão e Tibete com elementos do grupo étnico Han (o que predomina no Leste da China), a fim de garantir a integridade territorial do Estado chinês. Esta política de "hanização" ameaça sufocar a identidade, as tradições religiosas e a herança genética dos povos autóctones e provocou numerosos distúrbios, avidamente nutridos pela OTAN para desestabilizar as rotas terrestres, em favor das marítimas, controlado por ela.

Os uigures são o principal grupo étnico de Uiguristão e são de religião muçulmana. Os seus grupos separatistas, financiados pelos serviços secretos dos EUA, Arábia Saudita e, por vezes, Turquia, realizam regularmente ataques destinados a frustrar a continuidade territorial Rússia-China e a estabilidade das rotas de petróleo e gás natural do Cáspio e vitais para a China. Além dos uigures, na Mongólia há também mongóis, cazaques, quirguizes, tajiques e outros. Novamente, os exemplos apresentados são indivíduos antropologicamente excepcionais, não se deve inferir que todos (por exemplo) uigures têm uma aparência semelhante.

Uigure.
Uigure.
Uigure.
Uigure.
Uigure.
Uigure.
Uigure.
Uigure.
Uigure.
Uigure.
Uigures residente na cidade Kashgar.
Uigure.
Uigures.
Etnia desconhecida. 

Etnia desconhecida, provavelmente não é uigure.
Etnia desconhecida. 
Etnia desconhecida. 
Tajique.

Tajique. 
Quirguize.
Quirguize.
Quirguize.
Quirguizes.
Quirguize, residente próximo do lago Karakul. 
Cazaque.
Cazaques. Lembre-se que estamos falando de grupos étnicos que vivem na região chinesa de Xinjiang, não ex-áreas soviéticas sob influência russa.
Etnia desconhecida, provavelmente cazaque. Não é certo que é de Xinjiang. Se é do Cazaquistão, é possível que suas características europeias sejam de origem russa.
Mulher azeri do Turquemenistão. Embora este grupo étnico tenha ficado bastante isolado, o Turcomenistão esteve sob influência russa, de modo que as características europeias desta mulher poderiam ou não ser de origem russa.
Etnia desconhecida. 

Etnia desconhecida. 
Etnia desconhecida. 
Etnia desconhecida.
Etnia desconhecida. 
Etnia desconhecida.
OCASO DE LIQUIAN

Liquian é uma população da província chinesa de Gansu, onde alguns de seus habitantes exibem características morfológicas associadas com o homem europeu, sugerindo uma lenda de origem romana que foi fundada por soldados capturados em uma guerra que manteve a dinastia chinesa Han contra os hunos.



A possível influência romana em Liqian foi sugerida pela primeira vez por Homer Dubs, um professor de história chinesa na Universidade de Oxford. Para ele, os soldados estrangeiros capturados pelos chineses na batalha contra os hunos eram apenas os sobreviventes da "legião perdida" de Crasso, um general romano cuja história já vimos em outro artigo. Crasso havia sido derrotado pelos partas em 53 AEC, mas algumas lendas disseram que 145 legionários foram aprisionados e vagaram durante anos pela Pérsia e Ásia Central. 17 anos depois, os chineses capturaram uma unidade militar inimiga lutando "na formação de escamas de peixe" (tartaruga romana). De acordo com Dubs, esta unidade era composta de legionários romanos que haviam sobrevivido tornando-se mercenários.

A suposta rota dos soldados da "legião perdida".

Foram analisados os genes de 87 pessoas em Liqian, e foi encontrado uma grande quantidade de linhagem DE. No entanto, o mais próximo que foi encontrado para uma influência europeia foi um descendente da linhagem paterna R1a (indo-iraniano, eslavo). É verdade que a amostra é muito pequena e que mais pessoas deveriam ser analisadas, mas em um povo supostamente descendente de romanos, seria de se esperar encontrar haplogrupos como R1b ou J2, entre outros. Se os habitantes de Liqian são descendentes de romanos ou são simplesmente outra penetração (ou reduto) de povos de R1a, este é um caso étnico interessante que merece atenção.








AS MÚMIAS DE TARIM

As múmias de Tarim são uma série de corpos mumificados encontrados na bacia do rio de Tarim (Xinjiang) e que são datadas de entre 4000 e 2200 anos. A peculiaridade destas múmias é a sua fisionomia, totalmente europeia, e a sua cultura material, diretamente relacionada com a idade de bronze europeia, sítios como Hallstatt e o posterior mundo celta. Na verdade, Tarim é, como Hallstatt, uma área que abunda em sal, algo que era muito útil aos povos tipicamente pecuaristas.

O deserto de Taklamakan (que significa em uigur algo como "se entrar não pode sair"), também chamado pelos nativos de "Mar da Morte", ocupa grande parte do Turquestão chinês. Ele está localizado entre as cordilheiras de Tien Shan e Kunlun Shan, onde nascem uma série de afluentes que flui para o Tarim. 

Acredita-se que essas múmias, incrivelmente bem conservadas pelo ambiente seco, estão relacionadas aos tocários, um povo indo-europeu que penetrou na atual China, que construiu cidades na Rota da Seda e que também poderia estar relacionado com os yuezhis e as pirâmides da China Central. Além disso, introduziram na China os cavalos, estribos e a metalurgia de ferro. As análises genéticas das múmias de Tarim lançaram linhagens paternas R1a, aquelas associadas com eslavos e indo-iranianos.

Afresco de Qizil (bacia de Tarim) que data do século VI. Representam indivíduos tocários de feições europeias e olhos, cabelos e pele claros, provavelmente os "cavaleiros de espadas longas" que as crônicas chinesas citam. O terceiro indivíduo está executando um mudra ou gesto sagrado budista. A pintura está acompanhada por caracteres sânscritos e tocários.

Monges budistas da Ásia Central (esquerda) e Ásia Oriental (direita), Bezeklik, Leste da bacia do Tarim, séculos IX-X.

Os uigures, ansiosos por provar que são os habitantes originários do Uiguristão, têm estado muito atentos a essas múmias, mas, por enquanto, as análises genéticas, embora mostrem laços distantes, não mostram uma ascendência direta ou qualquer coisa que lhes assemelhe.

A chamada "beleza de Loulan" tem características que se encaixam perfeitamente nos cânones tradicionais da beleza europeia. É datada de por volta 4000 anos.
As feições europeias deste homem continuam visíveis após 3500 anos.
As fibras têxteis desta mulher, semelhante ao tweed celta, provam uma origem indo-europeia, assim como sua altura, sua ponte nasal alta e seus cabelos louros e ondulados trançados.
Acredita-se que esta mulher, encontrada em 1989, poderia ser vítima de um sacrifício ritual.
O homem de Cherchen é datado por volta de 3000 anos e foi descoberto em 1978
Suástica ou cruz gamada destra, encontrada no capacete do homem de Cherchen.
O homem de Yingpan é talvez o corpo mais impressionante das múmias de Tarim, com cabelo e barba loura e uma altura de dois metros. Foi descoberto em 1995 e datado em 2000 anos. Ele usa uma máscara mortuária com placa de ouro (uma tradição grega). As roupas, decoradas com padrões europeus-ocidentais e os objetos encontrados em sua tumba, sugerem uma cultura materialmente avançada para a época.

MONGÓLIA

Os mongóis são famosos por terem conquistado, sob o comando de Genghis Khan, o maior império eurasiático de todos os tempos. Um império da Coréia até o campo de batalha de Legnica (atual Polônia), cuja vocação fortemente continental se tornou clara quando os mongóis (um povo que nunca tinha visto o mar) embarcaram em navegações para tentar conquistar o Japão e marearam-se (enjoo do mar) severamente, falhando em sua missão.

Para um povo de homens livres, o trabalho regular, paciente e repetitivo dos chineses devia ser algo muito semelhante à domesticação ou escravidão. Quando no século XIII invadiram a China, os mongóis não conseguiram entender que tantas pessoas poderiam viver com tão poucos animais. Eles, que eram grandes pecuaristas e caçadores, consideravam os chineses como animais de gado que "pastavam" em vez de seres humanos reais que comiam carne e os chamavam numa terminologia semelhante à usada para as vacas. "Carne para os homens, pasto para os animais", diziam com desdém. Os sedentários chineses, por sua vez, desprezavam discretamente os mongóis por sua pobreza, selvageria e ignorância. É mais um exemplo da antiga luta entre povos pastorais e camponeses, uma luta cujos ecos ressoam no antagonismo entre montanha e vale, ou entre planalto e planície fértil.

Os mongóis atuais ― que em todo caso não são os mesmos que conquistaram o império há oito séculos ― escrevem seu idioma em caracteres cirílicos (russos, de origem grega) e estão espalhados não só pela Mongólia, mas também por alguns territórios chineses (Mongólia Interior) e russos.

Territórios onde se falam línguas mongóis. Em laranja, as fronteiras do império de Genghis Khan.

A experiência mais próxima da Mongólia para o domínio europeu foi em 1921, com a breve ditadura militar do extraordinário Ungern von Sternberg, um nobre do Báltico e renegado geral do Exército Branco russo. Conhecido pelas tribos da Ásia Central como Ungern Khan, este homem tomou a capital mongol de Urga (agora Ulan Bator), exterminando a guarnição chinesa e defendendo a cidade contra os chineses e bolcheviques. O "barão sangrento" restaurou no poder da Mongólia a Bogd Khan (líder do budismo tibetano na Mongólia) e foi declarado pelo XIII Dalai Lama uma encarnação do deus Mahakala. Fascinado pelas religiões e pelo estilo de vida das etnias da Sibéria, Ungern pôde reconhecer que para dominar a Ásia Central, era necessário adaptar-se à geografia do lugar, imitar os costumes nômades dos povos nativos, esquecer a oferta por rotas logísticas de centros distantes, confiando em vez disso no saque e na autarquia pastoral, impondo autoridade através da brutalidade e compreensão com poderes locais, especialmente tribais e religiosos.

Distribuição do haplogrupo R1a1a na Eurásia. Importante núcleo na região altaica e Oeste da Mongólia

Mulher da Mongólia Ocidental. 
Homem da Mongólia Ocidental.
Mongol de etnia oirate (zona sub-altaica, à Oeste da Mongólia). Repare as sardas.
Mongol de etnia oirate.
Oeste da Mongólia.
Mongol de olhos claros. Etnia desconhecida. 

Observe o nariz bem formado, completamente diferente dos tipos "mongoloides" padrão.

Este homem tem pouca influência mongol para ser da Mongólia.







Fonte: National Geographic.



GENGHIS KHAN: UM CASO DE ESTUDO

É curioso saber que o conquistador do maior império de território contínuo que já existiu era ruivo. Genghis Khan (1167-1227) nasceu com o nome de Temujin, no seio de um clã aristocrático chamado Borjigin ou Bourchikoun (homens de olhos verdes), de acordo com o historiador persa Abul Ghasi. Como todos os clãs do mundo antigo, o Bourchikoun tinha um mito fundacional com um fundo de verdade. A mãe fundadora teria sido chamada Alan Goa ou Alan Ko ("Bela Alana") e, de acordo com as lendas mongóis e chinesas, e o que o historiador persa Rashid al-Din disse sobre isso em suas "Crônicas", teria sido visitada em seu yurt por um ser "resplandecente", alto, com barba longa e povoada, ruivo e de olhos verdes. O historiador moderno Paul Ratchnevsky sugere que o "ser" em questão poderia ser quirguize. Harold Lamb, em sua biografia "Genghis Khan: the emperor of all men" (1928), especifica, com base em fontes descritivas chinesas, que Genghis Khan "devia ter sido de estatura alta, com ombros largos, com pele esbranquiçada. Seus olhos, inseridos longe um do outro sob uma testa ligeiramente evasiva, não estavam rasgados. E eram verdes ou azuis-acinzentados na íris, com pupilas negras. Em suas costas caiam tranças de um castanho avermelhado". 

Genghis Khan pediu para ser enterrado em um lugar sem marcas. De acordo com a lenda, a escolta funerária de Genghis matou todos por perto para que ninguém soubesse onde Khan seria enterrado. No seu túmulo, sacrificaram quarenta donzelas virgens, os melhores cavalos mongóis, todos os escravos que a construíram e muitos guerreiros suicidaram-se. O folclore diz que mais de mil cavaleiros cavalgaram sobre o túmulo para que ficasse irreconhecível, e que um rio foi desviado para escondê-lo (supostamente, o mesmo teria feito Átila, o Huno e o herói mitológico sumério Gilgamesh de Uruk). 

Outras tradições (como Marco Polo) dizem que Genghis está enterrado em um lugar secreto no Monte Altai (Sibéria), esperando o momento de se levantar para conquistar o mundo novamente, como tantas outras lendas de reis e imperadores adormecidos encontrados por toda parte o mundo. Genghis esteve no monte Altai seis vezes com suas tropas, e há vestígios de uma calçada. Durante o século XX, o governo soviético chegou a proibir de falar sobre isso, por medo de que isso inspirasse um levante nacionalista.

Atualmente não há retratos confiáveis de Genghis, todos os quais são considerados interpretações artísticas arbitrárias de indivíduos que não o conheciam pessoalmente. Os mongóis da época eram uma mistura de povos iranianos e turcos, e certamente tinham muito menos mongolização do que hoje.

A esposa principal de Genghis chamava-se Bourtai, cujo significado do nome era "de olhos cinzentos." Abul Ghasi também percebeu que toda a família de Yesugei Baghatur, o pai de Genghis Khan, era conhecida por ter a pele avermelhada e olhos azuis ou cinzas. Não é de estranhar, portanto, que a maioria dos descendentes do Khan tivesse traços europeus: o filho e sucessor de Genghis, Ogadei, tinha olhos cinzentos e cabelos ruivos. Seu neto Mangu tinha sobrancelhas e barbas avermelhadas. Subatei, que conquistou a China, tinha uma longa barba avermelhada. Kubilai Khan, surpreendentemente, embora herdou uma pele clara e corada, tinha olhos e cabelos muito escuros para ser do clã Bourchikoun. Tanto que Rashid al-Din descreve a surpresa e desapontamento de Genghis quando conheceu Kublai e viu que ele não tinha herdado seu cabelo avermelhado ou seus olhos claros. Egon von Eickstedt ("Rassenkunde und Rassengeschichte der Menschheit", 1934) notou até que Batu, o primeiro khan da Horda Dourada, tinha sardas.

Outro descendente de Genghis foi Tamerlão (1336-1405), conquistador turco-mongol que constituiu um império no Oriente Médio e boa parte da Ásia Central. De acordo com seu conterrâneo Ibn Arabshah, Tamerlão era alto e forte, de ombros largos, com uma cabeça grande e testa alta. Tinha uma barba densa, pele branca e avermelhada. Ele também parece ter tido pelos claros, de acordo com Lamb, em "Tamerlane, the earth shaker" (1929). Em 1941, a Comissão Arqueológica Soviética, liderada pelo antropólogo russo Mikhail M. Gerasimov abriu seu túmulo em Samarcanda (atual Uzbequistão) e viu que ele tinha sido um homem de forte constituição e peito largo. Sua altura era de 1,73, que, para o tempo e para a área geográfica, era alta. Também descobriram os últimos pelos de uma cor marrom-avermelhada, ainda presos ao bigode.

Diz-se que o túmulo de Tamerlão estava inscrito com as palavras "Quando ele ressuscitar dos mortos, o mundo vai tremer", e que quando Gerasimov abriu seu túmulo, ele encontrou uma inscrição adicional dentro dele, que dizia: "Quem abrir a minha sepultura libertará um invasor mais terrível do que eu". Dois dias após o início da exumação, os alemães lançaram a Operação Barbarossa sobre a União Soviética.

Santo guerreiro budista. Visto no Sudeste da China.