segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Aleksandr Dugin - A Vitória de Trump

por Aleksandr Dugin



Hoje em dia é quase impossível falar de algo mais sério do que a surpreendente vitória de Donald Trump e a derrota esmagadora da protegida do globalismo, Hillary Clinton, nas eleições nos EUA. Este evento é tão importante para toda a ordem mundial, que pode ser analisado de diferentes lados. Tudo está tão saturado com significados diferentes que não sabemos por onde começar...

A ascensão de Trump, em primeiro lugar, põe um fim decisivo ao mundo unipolar. Trump rejeitou diretamente a hegemonia americana em sua forma moderada, na qual o CFR insiste, como em sua forma dura, como exigido pelos neoconservadores. Nessas eleições, os dois principais thinks thanks globalistas estadunidenses uniram-se em torno da candidatura de Clinton e entraram em colapso. Isso significa que o mundo unipolar é liquidado não apenas sob pressão de outros países, mas também dentro dos próprios EUA. Os povos e os estados do mundo podem finalmente respirar profundamente. A expansão do globalismo foi interrompida em seu próprio centro. O novo mundo multipolar significa que os EUA se tornarão um dos vários pólos da ordem mundial, um poderoso e importante, mas não o único, e o mais importante, que não pretende ser excepcional.

Putin, em sua posição na vanguarda da luta pela multipolaridade, levou a isso. O 8 de Novembro de 2016 foi uma vitória muito importante para a Rússia e para ele pessoalmente. Não há alternativa à ordem multipolar, e agora podemos finalmente criar a arquitetura desta nova ordem mundial, não através da guerra, mas através da paz. Trump trouxe isso com ele.

A vitória de Trump mostra que há duas América do Norte hoje, ou melhor, duas versões da América:  a América do Norte de Clinton e a de Trump. A América de Trump é tradicional e conservadora, saudável e respeitosa. Esta América do Norte disse um "não" retumbante ao globalismo e à expansão da ideologia liberal. Esta é a verdadeira América do Norte, o reino da América do Norte que elegeu seu presidente e não sucumbiu à falsa propaganda da mídia globalista liberal. Isso significa mais do que uma falência completa para quase todas as grandes redes e grandes corporações de informação além do The Angeles Times que, contra todos os outros, confiadamente previu a vitória de Trump. Isso significa o surgimento de uma nova esfera de informação, símbolo do qual é a Infowars por Alex Jones, que se tornou o recurso mais poderoso da verdadeira informação nos EUA, e cuja audiência rapidamente cresceu para 20.000.000 em questão de dias, E ultrapassou os canais de grande orçamento. Isso não é apenas o poder da crença, este é o poder da verdade. Ao insistir que a verdade importa, Alex Jones expressa a posição da verdadeira América do Norte, que a América do Norte que viu o seu representante completo em Trump. Mais da metade da população estadunidense acredita somente em si mesma, não na propaganda liberal globalista mentirosa das elites transnacionais. Esta é uma brilhante notícia. É possível ter um diálogo com este tipo de América do Norte. Fora das sombras surgiu uma segunda América do Norte, cujos recursos de informação simbólica são agora The Angeles Times e a televisão de Internet de Alex Jones.

Alex Jones afirma claramente: a vitória de Trump é o começo de uma revolução americana. As pessoas estão derrubando a elite transnacional. Este é o alvorecer de uma luta de libertação nacional. As redes do governo mundial afrouxaram seu aperto na garganta dos EUA, e doravante os EUA estarão na mesma posição que todos os outros estados que participam na mesma luta dos povos, das culturas e das tradições contra a maníaca seita liberal dos globalistas. Hoje, estamos todos em solidariedade com o povo americano.

Depois dessas eleições, devemos abandonar o antiamericanismo simplista, que era totalmente apropriado quando os EUA eram governados pelos globalistas, mas agora está fora de lugar. Se os EUA, como prometeu Trump, se concentrarem em seus problemas internos e deixarem a humanidade sozinha, então não há razão para detê-los mais.

Afinal, não é a América do Norte, mas suas elites, que agressivamente impuseram à humanidade valores antinaturais, repulsivos e destrutivos, estados subjugados, semearam terror e caos sob o disfarce de "democracia", derramaram oceanos de sangue e invadiram Estados soberanos. Trump não pertence a essas elites. Ele não é um deles. Isto significa que apoiará outros valores, conservadores, americanos e cristãos. Suas políticas para com o resto do mundo serão diferentes.

Os liberais europeus perderam seu conselheiro. Quando eles pateticamente chamarem Washington para perguntar onde e quando o próximo desfile gay será realizado, Merkel ou Hollande receberão agora uma dura e áspera resposta americana: 'Vão para o inferno'.

As redes globalistas de inúmeras ONGs e agentes estrangeiros na Rússia perderão ainda mais apoio. Se quiser ajudar a América do Norte de Trump, então você pode ir para os EUA e trabalhar incansavelmente. Não mais fundos serão alocados para combater e degradar outras culturas e tradições. Ao contrário de Clinton, Trump não considera o movimento LGBT, o feminismo e o pós-modernismo como as últimas palavras de progresso, mas uma doença. O mais que pode deixar a América agora é o tratamento para suas perversões. A Fundação Soros, uma organização que já é proibida na Rússia, parece ser reconhecida no futuro próximo como um extremista nos EUA. Tudo isso e muito mais é o trabalho de Donald Trump.

Alguns replicam que nós superestimamos Trump. Ontem eles zombaram de nós quando previmos sua vitória. Hoje chegou o momento. Esta é uma janela de esperança e está aberta. Se não usarmos agora, então teremos que nos culpar.

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