domingo, 4 de dezembro de 2016

Eduardo Velasco - Não é ouro tudo que brilha, ou a serpente que morde a própria cauda: grandes personalidades opinam sobre a civilização

por Eduardo Velasco

"Babilônia era um cálice de ouro nas mãos do Senhor; ela embriagou a terra toda. As nações beberam o seu vinho; por isso agora, enlouqueceram. (...) Secarei o seu mar e esgotarei as suas fontes. A Babilônia se tornará um amontoado de ruínas, uma habitação de chacais, objeto de pavor e de zombaria, um lugar onde ninguém vive. O seu povo todo ruge como leõezinhos, rosnam como filhotes de leão. Mas, enquanto estiverem excitados, prepararei um banquete para eles e os deixarei bêbados, para que fiquem bem alegres e, então, durmam e jamais acordem. Eu os levarei como cordeiros para o matadouro, como carneiros e bodes".
(Jeremias 51).

"Chamar 'melhoramento' um adestramento animal é algo que soa quase como uma zombaria para nós. Qualquer um que saiba o que acontece nos lugares onde os animais selvagens são domesticados, duvidará muito que estes sejam 'melhorados' ".
(F. W. Nietzsche).

O "progresso indefinido" é uma ideia de origem Iluminista, que nasceu no Oriente Próximo com a mesma civilização e buscou legitimidade teórico-racional durante o iluminismo francês do século XVIII. Baseia-se na noção de que o ser humano provém de um passado doente, sujo, ignorante e primitivo e que pouco a pouco se dirige a um futuro saudável, limpo, culto e "avançado". A arqueologia sugere o contrário: que a civilização causou a queda do ser humano a partir do estado de graça, tornando-o doente. A ideia das tradições religiosas era semelhante: existiu uma "idade de ouro" edênica (Satya ou Kritta Yuga para os hindus) em que o ser humano era mais perfeito e, depois disso, contraiu um trauma que causou a degeneração humana e o surgimento da miséria e da doença, culminando na idade de ferro (Kali Yuga para os hindus). Apesar disso, a espiral industrial em que estamos submersos continua a propagar que o crescimento econômico infinito é viável, que a torre de Babel pode ascender indefinidamente, que as coisas vão para melhor e, em suma, que o ser humano "melhorou".

Ao longo de sua história evolutiva, o homem subiu na pirâmide alimentar desde os arcaicos macacos frugívoros, tornando-se um predador cada vez mais eficaz e coroando-se no topo quando, após a revolução carnívora, deixou de ser vítima de outros predadores. No entanto, com o fim da era glacial e o advento da Revolução Neolítica, o homem e o planeta caíram sob uma nova forma de predação: a tecnologia e o parasitismo da Terra; dois novos fatores que violaram uma equação holística até então harmoniosa e que transtornaram para sempre o equilíbrio ecológico do planeta e a biodiversidade e qualidade genética da espécie.

O ser humano, ou melhor, um tipo humano desarraigado, alienado, mesclado e confuso, acreditava que a razão de seu desconforto e seu medo era que a ordem natural estava mal projetada. O frio gelado penetra até a medula, oprime o coração, desmoraliza o timorato e não permite pensar em nada. Os elementos e a vegetação açoitam e arranham a pele. O solo maltrata os pés. O sustento diário só é obtido por um sacrifício atroz e derramamento de sangue. As mulheres, monopolizadas pelos melhores caçadores e guerreiros, são difíceis de encontrar. Cada minuto de vida é um minuto arrancado da morte lutando contra o meio ambiente e contra si mesmo. E para completar, em cada esquina estão as mandíbulas de um predador ou as pontas afiadas de pederneira de uma tribo inimiga que devoram imprudentemente a todos aqueles infelizes que caem em suas mãos. Quanto à própria tribo, é um organismo vigoroso, cruel, frio e severo. Ela não é uma mãe em cujo colo macio chora por consolo e caridade, mas um pai estrito que impõe obediência, que se deleita em sacrifício e não perdoa o erro. Como comandantes militares, os anciãos sábios marginalizam os fracos na vida reprodutiva, recompensam apenas os bons caçadores e combatentes, exigem lealdade e entrega absoluta e não hesitam em deixar morrer os elementos menos valiosos da comunidade por causa do clã. Goste ou não, esses são os fatores que nos fizeram subir acima do homem-macaco e que escreveu o nosso genoma como um romance com letras de gelo, pedra, sangue, sêmen, carne e suor.

“Evolua ou morra”, dizia o mundo naquela época. Mas essa lei pode ser muito difícil para as vítimas do voraz mecanismo evolutivo: viver como carne-de-canhão da seleção natural não é vida. Portanto, é necessário questionar esse horrível estado de coisas, redesenhar tudo a partir do zero, reorganizar a obra de Deus – já que Ele não foi capaz de organizá-la ao gosto do homem – para escapar do sofrimento e erigir uma "nova ordem." Nasce a moral do escravo e uma espécie de complexo de Édipo. Um sistema (a civilização) deve ser construído dentro do Sistema (a Natureza), no qual o sustento diário não envolve tanto esforço e em que a busca de prazer e conforto prevalece sobre as virtudes alquímicas de ascetismo, sacrifício e força de vontade. A competitividade deve ser atenuada e a ferocidade do predador deve ser suavizada para ajustá-lo ao novo molde social pseudo-matriarcal. Para atingir esse objetivo, as pessoas devem ser recrutadas de diversas origens, prontas para trabalhar por um novo bem comum – pela persuasão ou pela força – e abolir sua bagagem de tradições e identidade ancestrais. Onde antes havia apenas as profissões de mãe, caçador, guerreiro, pescador, coletor e xamã, novas ocupações surgiram agora (cerâmico, fazendeiro, pastor, comerciante, prostituta, padre, minerador, servo, escravo) que hierarquizam a sociedade com base em critérios que não estão relacionados com a qualidade dos genes: um homem fraco e covarde pode agora ser valioso se estiver empenhado em mover objetos ao longo de rotas comerciais; uma mulher promíscua, uma vez amaldiçoada pela tribo, pode agora vender seu corpo. A sociedade nascente deve ser uma entidade de massa em que os fortes puxam o carro, rebocando os fracos com o suor de sua testa. Os corajosos morrem na guerra enquanto os covardes se multiplicam na retaguarda. Eles não precisam mais caçar; o pão substitui a carne e o vinho ao sangue. Existe apenas um deus universal: o da civilização. Todos os outros deuses são abominações. Aqueles que pertencem a esta espécie de seita são os escolhidos. Aqueles que não pertencem a ela são os pagãos, os bárbaros, os profanos, os violentos, uma massa humana cega, selvagem e impura que vivem na escuridão e devem ser escravizados e integrados no sistema para que os eleitos possam viver sem trabalhar. O pensamento linear, racional e lógico deve crescer monstruosamente até o ponto de anular o pensamento simbólico e instintivo. A civilização acabará por dominar a Natureza, decifrando todos os seus segredos, dissecando-a e finalmente subjugando-a e domesticando-a em sua totalidade, para que nada escape ao controle humano e que o sistema seja previsível, mecânico e matemático. 

Essa filosofia deve ter tomado raiz inicialmente no Oriente Próximo e afetou a muitos povos, entre eles os judeus – que no momento é, de longe, o grupo humano que leva mais tempo a viver sob condições civilizadas. O Antigo Testamento está salpicado de testemunhos sobre o amanhecer da civilização, recolhidos por toda a Crescente Fértil, da cidade suméria de Ur à cidade egípcia de Mênfis. Em outro escrito hebraico, o Midrash Tanjuma, temos um exemplo perfeito da ideologia do Iluminismo. Ocorre antes da revolta da Revolta de Bar Kojba. Turno Rufo, o governador romano de Judéia, discute com o líder do sinédrio, Akiva ben Yosef, e pergunta: "A obra de quem é mais bela, a do Santo, louvado seja, ou do homem, de carne e osso?" O rabino responde que a obra do homem. Perplexo, o romano responde: "Mas olhe para o céu e para a terra! O homem pode fazer algo assim?" Akiva traz alguns grãos de trigo e um bolo: "Isso é obra divina e isso é obra humana", diz ele. "O bolo não é melhor do que os grãos de trigo?". Este tipo de raciocínio não difere muito do que teria levado Adão e Eva a provar o fruto da árvore da ciência... perdendo para sempre o fruto da árvore da vida. 

 

É bem estudado pela eugenia que ambientes sociais civilizados – preservando as vidas de pessoas fracas e estúpidas que em um ambiente natural seriam incapazes de perpetuar sua linhagem e lançando os fortes e inteligentes em lutas fratricidas ou ocupações aberrantes que minam a sua taxa de fertilidade e desperdiçam seu sangue – irrevogavelmente causam a degradação do código genético do ser humano. A Natureza tem maneiras muito torcidas de vingar-se daqueles que lhe dão as costas ou pretendem dominá-la. O registro fóssil mostra que, assim que o homem parou de caçar e adotou a agricultura, pagou-o com uma diminuição tremenda em sua saúde e qualidade biológica. Hoje em dia, a crescente proliferação de doenças degenerativas, alergias e transtornos mentais ("A investigação das doenças progrediu de tal forma que é quase impossível encontrar alguém totalmente saudável", disse Aldous Huxley) é um sinal evidente de que não dominamos a Natureza, mas que ela continua a nos dominar como sempre, só que desta vez nos ataca, porque não estamos obedecendo-a. A doença e a degeneração são as formas de protesto da Natureza e nos fazem perceber que não estamos exercendo nossas funções humanas, que ignoramos a sabedoria reprodutiva e que estamos respirando, bebendo e comendo coisas que não devemos. Se a civilização é como uma serpente mordendo a própria cauda, é porque ela é o resultado da qualidade genética e depende dela, mas como uma maldição, ela se volta contra a própria substância que a alimenta, fechando o círculo de sua própria perdição. Este "efeito boomerang" biológico é a verdadeira razão pela qual todas as civilizações desmoronam mais cedo ou mais tarde e levanta uma pergunta lógica e perturbadora: se a próxima civilização humana será global, o que virá a seguir?

O homem civilizado não experimentou a dureza do mundo real em sua carne, nem se adaptou à Natureza – pelo contrário, suas ações visam adaptar a Natureza a ele, mesmo que seja com marteladas. Portanto, tende a ter um ego grande e um espírito pequeno, e considera que é o ápice da evolução. Esta nova criatura artificial, este novo animal doméstico que é o humano moderno, por seu isolamento na bolha do "bem-estar digno de lástima", não conhece a humildade perante a Criação, e é, portanto, a única forma de vida do planeta capaz de desviar-se das leis naturais, reverter à ordem correta e incorrer no pecado de se levantar contra a obra de Deus. Essa soberba sacrílega e autodestrutiva, os gregos chamaram de hubris ou hybris [1]. É por isso que, apesar do fato de que a civilização foi totalmente, absolutamente e indiscutivelmente catastrófica de um ponto de vista estritamente evolutivo, biológico, espiritual e ambiental, o homem tornou-se um “senhorito satisfeito” de seu trabalho, tal como disse Ortega y Gasset.

A civilização é uma guerra de morte contra a biologia e, portanto, uma revolta contra a vida, por parte das forças doentias, malignas e antitéticas do mundo, aquelas que estão ressentidos com o sofrimento? O homem corre o risco de se tornar um escravo de sua própria criação, um mero fator produtivo, uma figura, uma estatística? Nós criamos um sistema com uma vida própria que tem subordinado o nosso bem ao seu próprio? A tecnologia desumaniza e mecaniza a espécie, exterminando sua biodiversidade, provocando sua involução e trazendo sua domesticação a níveis assustadores? A sociedade moderna é um imenso campo de concentração, um zoológico massificado em cujas gaiolas definhadas, domesticou e castrou os degenerados descendentes mutantes do homem livre e caçador? Que tipo de seleção natural estamos promovendo? Que tipo humano é mais favorecido pelo "progresso"? Em que se converterá o homem no dia em que perder definitivamente a sua adaptação à Natureza e, em vez disso, esteja totalmente adaptado ao mundo industrial, comercial e tecnológico? A espécie humana chegou à senilidade? Padece de Alzheimer? O mundo moderno em geral e a Civilização Ocidental em particular são autodestrutivos? A civilização segue sendo essa ciumenta seita oriental que exige a submissão da vida e que, como qualquer seita, elimina o indivíduo de seu quadro ancestral, aniquilando sua identidade e dinamizando as lealdades que podem ter fora da seita (nação, povo, raça, classe, sexo, família, religião, grêmio etc.)? Este é o tipo de perguntas que poderiam ser feitas pelos autores que veremos neste artigo.

A civilização levou ao avanço descomunal da matéria inerte (tecnologia, comércio, consumismo, conforto) e o retrocesso absoluto da matéria viva (saúde, corpo, código genético, mente, sacrifício) para não mencionar a caída da espiritualidade. Até que os sistemas de poder humanos adotem uma perspectiva biocêntrica em geral e antropocêntrica em particular, e enquanto o alto da pirâmide do poder mundial ainda estiver ocupada pela elite financeira internacional (os pastores que estão domesticando, castrando, atordoando e envenenando-nos), a espécie continuará degenerando-se a si e ao planeta. Desmatar florestas inteiras para imprimir milhões de cópias de revistas de moda sensacionalista, adoecer as pessoas para que precisem comprar medicamentos da indústria farmacológica, descartar a maternidade e a natalidade para que as mulheres trabalhem para ganhar dinheiro para comprar coisas totalmente inúteis, ou arrancar milhões de pessoas do Terceiro Mundo para alimentar a maquinaria de multinacionais, coisas que são apenas em um sistema econômico equivocado e podre poderiam ser benéficas ― para alguns, e apenas no curto prazo. Enquanto os Estados não se rebelarem contra a economia de livre mercado e do comércio internacional apátrida, e enquanto não intervenham firme e decididamente na reprodução humana para parar deter a involução da espécie e melhorar o seu código genético, o homem rumará ao caminho de converter-se em uma forma de vida cada vez mais ridícula e desenraizada. O mundo moderno precisa desesperadamente de uma série de revoltas populares que derrubem a economia financeira, global e de consumo, e estabeleça uma economia multipolar, austera e simples, mais baseado na autossuficiência, na autarquia de cada Estado, nos produtos locais e naquilo que é estritamente necessário, e em que o Estado, identificado com povo trabalhador, e imponha aos mercadores, parasitas e prestamistas usureiros.

O estilo de vida atual não tem nada a ver com as necessidades da espécie, mas com as demandas de um sistema econômico com vida própria, que está em completa contradição com a natureza humana, com seus instintos inatos e com o verdadeiro papel do homem livre o concerto da vida e do mundo.

A coleção de passagens que são apresentadas não devem ser entendidas como um apelo contra a civilização ou contra a tecnologia, mas contra a civilização mal entendida, contra a tecnologia mal utilizada, contra a economia usureira, livre mercadista, parasitária, consumista e do crescimento indefinido, e a favor de um tipo radicalmente distinto de civilização, como por exemplo foi Esparta: um estado, talvez o único na história, que com uma clarividência sem precedentes, percebeu que o ouro corrompe e que a civilização é um produto nitidamente perigoso que para aproximar-se é preciso estar com o chicote nas mãos. Durante séculos, Esparta foi capaz de manter viva a natureza e a tradição de seus cidadãos, mas também pode defender seu meio geopolítico mais vulnerável da Europa contra inimigos infinitamente mais avançados economicamente e materialmente.

Ao selecionar os autores destas citações, não se discriminou por motivos de raça, religião, sexo, orientação sexual ou ideologia. Aqui veremos pessoas de diversas raças e etnias, diversas ideologias políticas e religiões, e inclusive até alguns homossexuais. A maioria tem em comum não compartilhar o infantil entusiasmo "progressista" e a olhar para a civilização com desconfiança, enquanto que paradoxalmente são considerados grandes expoentes da mesma. Se conhecer citações semelhantes envie para europa_soberana@hotmail.com

Cronologia de nossa evolução desde a aparição do gênero Homo até a atualidade. A civilização industrial em vermelho.

"A civilização é a vitória da persuasão sobre a força". 

(Platão, filósofo grego, 428-328 AEC).

"Qualquer tentativa de melhorar a natureza é cultura, e toda cultura é como uma doença: quanto mais culto for um homem, mais perigoso será".

(Chuang-Tzu ou Zhuāngzǐ, filósofo chinês, 369-286 AEC).

"Nascemos príncipes e o processo de civilização nos converte em sapos".

(Públio Siro, escritor romano, 85-43 AEC).

"No início, quando os homens viviam imbuídos de sentimentos dignos de heróis, honravam aquela virtude que nos faz como os deuses; obedeciam às leis fixadas pela Natureza e, juntamente com uma mulher de idade apropriada, geravam filhos virtuosos. Mas, pouco a pouco, a raça caiu daquela altura para o abismo da luxúria, e procurou o prazer em caminhos novos e errantes".

(Luciano de Samósata, escritor grego, 125-181 EC).

"Deus nunca fez o seu trabalho para o homem consertar".

(John Dryden, poeta e dramaturgo inglês, 1631-1700).

"As cidades são o abismo da espécie humana".

(Jean Jacques Rousseau, filósofo francês, 1712-1778).

"Deus fez o campo, e o homem fez a cidade".

(William Cowper, poeta inglês, 1731-1800).

"Se nos amontoássemos em grandes cidades como europeus, nos tornaremos em seres corrompidos, tal e como eles são agora, e nos devoraremos uns aos outros".

(Thomas Jefferson, revolucionário e presidente estadunidense, 1743-1826).

"O desvio do homem do estado em que ele foi originalmente colocado pela Natureza provou ser uma fonte prolífica de doença".

(Edward Jenner, médico inglês e inventor da vacina da varíola, 1749-1823).

"As florestas precedem as civilizações, e os desertos as seguem".

(François-René de Chateaubriand, diplomata, escritor e aristocrata francês, 1768-1848).

"Quando começa o cultivo outras artes vêm atrás. Os agricultores, portanto, são os fundadores da civilização humana".

(Daniel Webster, estadista americano, 1782-1852).

"Rasgai ao homem civilizado e aparecerá o selvagem".

(Arthur Schopenhauer, filósofo alemão, 1788-1860).

"É a civilização do homem apenas um envoltório, através do qual sua natureza selvagem ainda pode explodir, mais infernal do que nunca?"

(Thomas Carlyle, escritor escocês, 1795-1891).

"À medida que a civilização avança, a poesia declina quase necessariamente".

(Thomas B. Macaulay, aristocrata, historiador, poeta e político escocês, 1800-1859).

"A verdadeira prova da civilização não é o censo, nem o tamanho das cidades, nem as colheitas, mas o tipo humano que o país produz”. 

"O fim da raça humana será que ela finalmente morrerá de civilização".

(Ralph Waldo Emerson, poeta e filósofo americano, 1803-1882).

"Entre os selvagens, os corpos ou as mentes doentes são rapidamente eliminados, os homens civilizados, entretanto, constroem asilos para os imbecis, os incapacitados e os doentes e nossos médicos põem o melhor de seu talento em conservar a vida de todos e cada um até o último momento, permitindo assim que se propaguem os membros fracos das nossas sociedades civilizadas. Ninguém que tenha trabalhado na reprodução de animais domésticos, terá dúvidas de que isto é extremamente prejudicial para a raça humana. É surpreendente o quão rápido uma necessidade de cuidados, ou de cuidados mal dirigidos, leva à degeneração de uma raça doméstica: mas excetuando o caso do próprio ser humano, ninguém é tão ignorante como para permitir que seus piores animais se reproduzam.

A ajuda que nos sentimos compelidos a brindar aos necessitados é principalmente um resultado incidental do instinto da simpatia, que foi adquirido originariamente como parte dos instintos sociais, mas subseguintemente tornado, da maneira antes indicada, mais terno e mais amplamente difundido".

(Charles Darwin, naturalista inglês, 1809-1882).

"A tecnologia é regida por dois tipos de pessoa: aqueles que administram o que não entendem, e aqueles que entendem o que não administram".

(Mike C. Trout, membro da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, 1810-1873).

"O efeito de toda civilização levada ao extremo é a substituição do espírito pela matéria e da ideia pela coisa".

(Théophile Gautier, escritor e fotógrafo francês, 1811-1872).

"Embora a civilização tenha melhorado as nossas casas, não melhorou os homens que devem habitá-las, criou palácios, mas não foi tão fácil criar nobres e reis".

"A maioria dos luxos e muitos dos chamados confortos não são apenas indispensáveis, são obstáculos à elevação da humanidade".

"Os homens se tornaram ferramentas de suas ferramentas".

"É a preocupação pelas posses, mais do que qualquer outra coisa, o que nos impede de viver de uma maneira livre e nobre".

"Vida na cidade: milhões de seres vivendo juntos na solidão".

(Henry D. Thoreau, poeta e filósofo americano, 1817-1862).

"O progresso, essa grande heresia da decadência".

(Charles Baudelaire, poeta e escritor francês, 1821-1867).

"A produção de muitas coisas úteis resulta em muitas pessoas inúteis".

"A desvalorização do mundo humano aumenta em proporção direta com a valorização do mundo das coisas".

"O desenvolvimento da civilização e da indústria em geral sempre foi tão ativo na destruição das florestas que tudo que foi feito para a sua conservação e produção é insignificante em comparação".

(Karl Marx, ideólogo judeu-alemão, 1818-1883).

"A barbárie é necessária a cada quatrocentos ou quinhentos anos para trazer o mundo de volta à vida. Caso contrário, ele morreria de civilização".

(Edmond H. de Goncourt, escritor francês, 1822-1896).

"A civilização moveu-se cada vez mais longe do chamado 'homem natural', que usa todas as suas faculdades: percepção, invenção, improvisação".

(Robert G. Ingersoll, veterano de guerra, político e orador americano).

"A civilização é o que faz você doente.".

(Paul Gauguin, pintor francês, 1848-1903).

"A civilização é uma ilimitada multiplicação de necessidades desnecessárias".

(Mark Twain, escritor americano, 1835-1910).

"O bruto paganismo da civilização geralmente destruiu a natureza, a poesia e tudo o que é espiritual".

(John Muir, naturalista americano, 1839-1914).

"O indivíduo tornou-se um mero pinhão de uma enorme organização de coisas e poderes que lhe retira todo progresso, toda espiritualidade e todo valor, para transformá-los de sua forma subjetiva à forma de uma vida puramente objetiva".

(Georg Simmel, sociólogo e filósofo de origem judeu-alemão, 1858-1918).

"Parece-me que a civilização tende mais a lapidar o vício que aperfeiçoar a virtude".

(Edmond Thiaudière, filósofo e poeta francês, 1837-1930).

"A civilização é uma planta terrível que não vegeta e não floresce se não for regada por lágrimas e sangue".

(Arturo Graf, poeta ítalo-alemão, 1848-1913).

"Provisionalmente, pelo menos, toda civilização de base militar é muito superior ao que se chama civilização. Esta última, na sua forma atual, é a forma mais baixa conhecida até agora".

"Quem nos contará a história completa dos narcóticos? É quase a história da civilização, do que chamamos de civilização superior!"

"Quem pouco possui, tanto menos pode tornar-se possuído. Louvado seja a pequena pobreza!"

"Também me enoja essa grande cidade (...) Ai dessa grande cidade – E eu gostaria de já enxergar a coluna de fogo em que ela arderá! Pois tais colunas de fogo devem preceder o grande meio-dia. Mas esse tem seu tempo e seu destino".

"Esta enfermidade da vontade não se estendeu pela Europa de um modo uniforme. Onde mais afetou e onde mais complicada aparece é naqueles lugares em que a civilização há mais tempo lançou raízes, enquanto que vai desaparecendo na medida em que, sob a descuidada roupagem da cultura ocidental, o 'bárbaro' segue reivindicando (ou volta a reivindicar) seus direitos"

"A má consciência é a dolência maior, a mais sinistra, uma dolência da qual a humanidade não se curou até hoje, o sofrimento do homem pelo homem, por si mesmo, resultado de uma separação violenta de seu passado animal, resultado de um salto e uma queda, resultado de uma declaração de guerra contra os velhos instintos nos quais até este momento repousavam sua força, seu prazer e sua fecundidade". 

"O 'cultivo' do ser humano correu sempre lado a lado com o debilitamento, isto é, com a desagregação e o decaimento enfermiço da força de vontade".

(Friedrich Nietzsche, filósofo alemão, 1844-1900).

"O grande problema da civilização é assegurar um aumento relativo daquilo que tem valor, quando comparado aos elementos menos valiosos ou nocivos da população. O problema não será resolvido sem uma ampla consideração e imensa influência da hereditariedade".

(Theodore Roosevelt, presidente americano, 1858-1919).

"Nossa civilização vive segundo o princípio dos sofistas atenienses denunciados por Platão, a saber: ter os desejos mais violentos possíveis e encontrar os meios para satisfazê-los".

(Juan José Dardo Rocha y Arana, político, militar, advogado e periodista argentino, 1838-1921).

"A civilização senta tão mal ao corpo que alguns a chamaram de doença, apesar das artes que mantêm vivos os corpos adoentados até idades médias mais avançadas, e de nossa maior proteção de enfermidades contagiosas e microbiais"

(George S. Hall, psicólogo americano, 1844-1924).

"O descontentamento é a primeira necessidade do progresso".

(Oscar Wilde, poeta anglo-irlandês, 1854-1900, e Thomas Edison, inventor americano, 1847-1931).

"Civilizar um povo não é outra coisa senão fazê-lo sentir novas necessidades".

(Charles Gide, economista francês, 1847-1932).

"O progresso da civilização corresponde à propagação da náusea generalizada".

(Edgar E. Saltus, escritor americano, 1855-1921).

"A civilização é o processo de reduzir o infinito ao finito".

(Oliver Wendell Holmes, Jr., veterano de guerra e jurista americano, 1841-1935).

"O fim prático da civilização consiste em obrigar à morte a fazer a cada dia mais comprida a antessala diante de nossa alcova"

(Santiago Ramón y Cajal, médico espanhol, Premio Nobel de medicina, 1852-1934).

"A ascensão do homem primitivo e incivilizado está sujeita às mesmas leis que prevalecem no mundo animal, até que a civilização humana entra em cena e interfere com a ordem natural das coisas. Assim, quando o homem começa a se especializar e as raças humanas começam a se misturar, a Natureza perde o controle. Parece que as melhores raças humanas, como as melhores raças de animais, surgiram quando a Natureza tinha controle total, e que o homem civilizado está perturbando a ordem divina de origem humana e progresso".

(Henry F. Osborn, geólogo, paleontólogo e eugenista americano, 1857-1935).

"É impossível ignorar até que ponto a civilização é construída sobre uma renúncia ao instinto.".

(Sigmund Freud, médico judeu-austríaco, criador da psicanalise, 1856-1939).

"O que chamamos de 'progresso' é a troca de um incômodo para outro incômodo".

"Atualmente, a maior tarefa perante a civilização é fazer das máquinas o que elas deveriam ser, as escravas, ao invés de mestras de homens".

(Henry H. Ellis, médico inglês, 1859-1939).

"Onde o ambiente é muito suave e luxuoso e nenhuma luta é necessária para a sobrevivência, não só as estirpes e indivíduos fracos são autorizados a sobreviver e incentivados a procriar, mas os tipos fortes também engordam mentalmente e fisicamente".

(Madison Grant, advogado e eugenista americano, 1865-1937).

"Nós [seres humanos modernos e civilizados] promovemos a degeneração racial através da nossa negligência, através da criação de uma nova espécie horrivelmente degradada, monstros físicos e morais que corrompem o sangue da raça e ameaçam sua própria extinção".

(John H. Kellogg, médico e eugenista americano, 1852-1943).

"Uma longa experiência cirúrgica provou-me conclusivamente que há algo radical e fundamentalmente errado com o estilo de vida civilizado, e acredito que, a menos que os atuais costumes dietéticos e de saúde da raça branca sejam reorganizados, a deterioração social e a deterioração da raça são inevitáveis".

(Sir William Arbuthnot Lane, cirurgião escocês, 1856-1943).

"O progresso, sob cujos pés a grama lamenta e as florestas tornam-se papel de onde crescem plantas de jornal, tem subordinado o propósito da vida aos meios de subsistência e fez-nos as porcas e os parafusos de nossas ferramentas".

(Karl Kraus, escritor, periodista, poeta e dramaturgo judeu-austríaco, 1874-1936).

"O homem sensato adapta-se ao mundo. O homem insensato insiste em tentar adaptar o mundo a si. Sendo assim, qualquer progresso depende do homem insensato".

(George B. Shaw, escritor irlandês, 1856-1950).

“Nenhum progresso real pode ser alcançado com o ideal de facilitar as coisas".

(Hermann Keyserling, filósofo e cientista alemão, 1880-1946).

"Indescritível dor e calamidade afligiram o homem porque perdeu em um intelectualismo falso esse conhecimento profundamente enraizado no instinto".

(Adolf Hitler, líder alemão, 1889-1945).

"No frio e tremuloso crepúsculo que precedeu a aurora da civilização, a emoção dominante do homem era o medo".

(Paul Harris, advogado americano, 1868-1947).

"A superstição do progresso é o veneno que corroí nosso tempo".

(Simone Weil, filosofa judia-francesa, 1909-1943).

"Os homens não podem seguir o curso atual da civilização moderna, porque estão degenerando, ficaram fascinados pela beleza das ciências da matéria inerte, não entenderam que seus corpos e sua consciência estão sujeitos às leis do mundo sideral. Nem entenderam que não podem transgredir essas leis sem serem punidos".

"A civilização moderna, com a ajuda da higiene, conforto, boa comida, vida fácil, hospitais, médicos e enfermeiras, permitiu viver muitos indivíduos de qualidade medíocre. Esses encleques e seus descendentes contribuem grandemente para o enfraquecimento das raças brancas. Talvez devêssemos abandonar essa forma artificial de saúde e buscar exclusivamente a saúde natural, que vem da excelência das funções de adaptação e resistência inata à doença".

"Aparentemente, não há adaptação possível à agitação incessante, à dispersão intelectual, ao alcoolismo, aos excessos sexuais precoces, ao ruído, ao ar poluído e aos alimentos adulterados. Se é assim, devemos mudar nosso modo de vida e nosso meio ambiente, mesmo à custa de uma revolução destrutiva. Afinal, o propósito da civilização não é o progresso da ciência e das máquinas, mas o progresso do homem".

"Digamos que as modernas organizações empresariais e a produção em massa são incompatíveis com o desenvolvimento completo do ser humano. Se assim é, então é a civilização moderna e não o ser humano que deve desaparecer".

(Alexis Carrell, biólogo, médico e eugenista francês, 1873-1944).

"Eu erradicaria as máquinas da face da Terra novamente, e iria absolutamente pôr um fim à era industrial, como um erro escuro".

(D. H. Lawrence, escritor inglês, 1885-1930).

"A cultura contemporânea exige autômatos. Uma coisa é muito verdadeira, a escravidão do homem cresce e aumenta. O homem tornou-se um escravo voluntário que já não precisa de cadeias. Ele começa a acariciar-se de sua escravidão e até mesmo a ter orgulho nele. E esta é a coisa mais terrível que pode acontecer a um homem".

(George I. Gurdjieff, místico e esoterista armênio, 1872-1949).

"A metáfora fatal do progresso, que significa deixar as coisas para trás, obscureceu totalmente a verdadeira ideia de crescimento, que significa deixar as coisas dentro de nós".

(G. K. Chesterton, escritor inglês, 1874-1936).

"Pensa-se que uma parede sólida como a terra separa a civilização da barbárie. Eu lhe digo que a divisão é uma linha, uma folha de vidro. Um toque aqui, um empurrão lá, e o reinado de Saturno retornará".

(John Buchan, aristocrata, novelista e político escocês, 1875-1940).

"A civilização avança ao ampliar o número de operações que podemos realizar sem que precisemos pensar nelas".

(Alfred North Whitehead, matemático e filósofo inglês, 1861-1947).

"O luxo é uma das influências mais desconcertantes que existem. Começa com conforto e, através do relaxamento e da efeminação, leva à degeneração física, intelectual e moral. Sendo sedutor no início, ele finalmente conclui em paixões debilitantes que produzem a ruína total de todas as energias saudáveis e fortes da vida. Seria um assunto especial estudar as relações mútuas entre o luxo e a desmoralização, e o resultado final seria que a causa fundamental de ambas as aparências converge em uma só e mesma força".

(Henry Ford, magnata industrial americano, 1863-1947).

"A civilização é uma competição entre a educação e a catástrofe".

(H. G. Wells, escritor inglês, 1866-1946).

"Veremos que a civilização, como o universalismo e o cristianismo, é antievolucionária em seus efeitos; trabalha contra as leis e condições que regulavam as primeiras fases da ascensão do homem".

(Arthur Keith, anatomista e antropólogo escocês, 1866-1955)

"Se a tecnologia continuar a progredir a este ritmo, o homem vai atrofiar todos os membros, exceto o dedo para pressionar o botão."

"Olhar o corte transversal do mapa de uma grande cidade é como olhar a secção de um tumor fibroso".

(Frank Lloyd Wright, arquiteto americano, 1867-1959).

"O brilho da civilização nos cegou tanto à compreensão das verdades internas das coisas que há muito acreditamos que, à medida que a civilização progredia, a qualidade da raça humana encarregada de construí-la também progrediu. Em outras palavras, temos imaginado que vimos uma raça que melhorou, quando o que realmente vimos foi uma raça se expressando em condições que melhoraram. Uma ilusão perigosa, esta!"

(Lothrop Stoddard, politólogo, historiador, periodista, eugenista, antropólogo e estudioso americano do Islão, 1883-1950).

"A civilização moderna emerge na história como uma verdadeira anomalia. Entre todas aquelas que conhecemos de forma mais ou menos completa, essa civilização é a única que se desenvolveu em sentido puramente material".

(René Guénon, matemático, esoterista e filósofo francês, 1886-1951).

"Deve-se ter em mente que a civilização é a causa da degeneração das raças, transformando as características da domesticação em características de degeneração, conservando nessa forma variantes extremas que teriam sido eliminadas pela seleção natural. Esta decadência é, até certo ponto, de origem hereditária, uma vez que os esforços de higiene e medicina têm preservado pais cujas condições biológicas são de má qualidade para a geração, enfraquecendo a raça para a sobrevivência desses reprodutores".

(Coronel Antonio Vallejo-Nájera, médico, militar, eugenista e psiquiatra espanhol, 1889-1960).

"A longo prazo, podemos descobrir que a comida enlatada é uma arma mais mortal do que a metralhadora".

(George Orwell, escritor inglês, 1903-1950).

"Qualquer um pode ser um bárbaro; mas é preciso um tremendo esforço para permanecer um homem civilizado".

(Leonard Sidney Woolf, autor judeu-britânico e esposo da escritora Virginia Woolf, 1880-1969).

"Diga, antes, que a culpa é da civilização. Deus não é compatível com a maquinaria, a medicina científica e a felicidade universal, é preciso escolher, nossa civilização escolheu a maquinaria, a medicina e a felicidade".

"O progresso tecnológico apenas nos forneceu meios mais eficientes de regredir".

"Toda civilização é, entre outras coisas, um acordo para domesticar as paixões e colocá-las a fazer um trabalho útil."

"A civilização é, entre outras coisas, o processo pelo qual os rebanhos primitivos são transformados em uma analogia grosseira e mecânica das comunidades orgânicas de insetos sociais".

(Aldous Huxley, escritor inglês, 1894-1963).

"A verdadeira liberdade reside na selvageria, não na civilização".

(Charles Lindbergh, aviador, engenheiro e político americano, 1902-1974).

"A humanidade está adquirindo toda a tecnologia certa para todas as razões erradas".

(Richard Buckminster Fuller, arquiteto, inventor e designer americano, 1895-1983).


"A civilização existe por consentimento geológico, sujeita a mudanças sem aviso prévio".

"A civilização começa com ordem, cresce com liberdade e morre com o caos".

"Toda civilização é fruto da robusta árvore da barbárie e cai à distância máxima do tronco".

(Will Durant, filósofo e historiador americano, 1885-1981).

"A civilização, clemente de genes defeituosos, causa o aparecimento do mal biológico. Geneticamente, estamos pagando um preço muito alto pelo progresso médico e social".

"O fraco, como o velho, é um produto da civilização".

(Jean Rostand, biólogo e filósofo francês, 1894-1977).

"Estamos tão enredados em racionalização e ocultação que dificilmente podemos reconhecer os impulsos primários profundos que nos motivam".

(James Ramsey Ullman, escritor e alpinista americano, 1907-1971).

"A educação faz máquinas que agem como homens e produz homens que agem como máquinas".

"A grande promessa do Progresso Ilimitado (a promessa de dominar a natureza, a abundância material, a maior felicidade para o maior número de pessoas e a liberdade pessoal sem ameaças) tem sustentado a esperança e a fé das pessoas. A espécie humana começou a dominar a natureza de forma ativa, mas esse domínio era limitado até o advento da era industrial. O progresso industrial, que substituiu a energia humana e animal pela energia mecânica e depois pela energia nuclear e que substituiu a mente humana pela Computador, nos fez acreditar que estávamos prestes a alcançar uma produção ilimitada e, portanto, um consumo ilimitado, que a tecnologia nos faria onipotentes, a ciência nos tornaria oniscientes. Estávamos a caminho de nos tornarmos deuses, seres supremos que poderíamos criar um segundo mundo, usando o mundo natural apenas como blocos de construção para a nossa nova criação.

Os homens, e as mulheres cada vez mais, tiveram um sentido novo da liberdade; tornaram-se mestres de suas vidas: as cadeias feudais haviam sido quebradas e o indivíduo poderia fazer o que quisesse, livre de todos os obstáculos, ou assim as pessoas acreditavam. (...) Supunha-se que alcançar riqueza e conforto para todos se traduzisse em felicidade sem limites para todos. A trindade 'Produção ilimitada, liberdade absoluta e felicidade irrestrita' formou o núcleo de uma nova religião: o Progresso e uma nova Cidade Terrestre do Progresso iriam substituir a Cidade de Deus. Não é estranho que esta nova religião infunda energias, vitalidade e esperanças aos seus crentes.

A grandeza da Grande Promessa, as maravilhosas conquistas materiais e intelectuais da era industrial devem ser claramente concebidas para compreender o trauma de seu fracasso hoje. A era industrial não foi capaz de cumprir a sua Grande Promessa, e mais e mais pessoas percebem o seguinte:

- A satisfação ilimitada dos desejos não produz bem-estar, não é o caminho da felicidade nem mesmo do máximo prazer.

- O sonho de ser mestres independentes de nossas vidas terminou quando começamos a entender que éramos todos engrenagens de uma máquina burocrática e que nossos pensamentos, sentimentos e gostos foram manipulados pelo governo, pelos industriais e pelos meios de comunicação de massa que eles controlam.

- O progresso econômico permaneceu limitado às nações ricas, e o fosso entre países ricos e pobres se alarga.

- O progresso técnico criou riscos de guerra ecológica e nuclear; ambos podem terminar com a civilização, e talvez com toda a vida. (...)

De fato, assumiu-se que a máquina econômica era uma entidade autônoma, independente das necessidades e da vontade humana. Era um sistema que funcionava por si só e obedecia suas próprias leis... O desenvolvimento desse sistema econômico não era mais determinado pela pergunta: 'o que é bom para o homem?', Mas a pergunta: 'o que é bom para o desenvolvimento do sistema?' Era uma questão de esconder a amargura deste conflito, supondo que o que era bom para o desenvolvimento do sistema (ou mesmo para uma grande empresa) também era bom para as pessoas. Esta interpretação foi reforçada por uma interpretação subsidiária: que as próprias qualidades que o sistema exigia dos seres humanos (egotismo, egoísmo e avareza) eram inatas à natureza humana; portanto, não apenas o sistema, mas a própria natureza humana as estimulava; as sociedades em que o egotismo, o egoísmo e a avareza não existiam eram supostamente 'primitivas', e seus habitantes eram como 'crianças'. As pessoas recusavam-se a reconhecer que essas características que haviam dado o ser à sociedade industrial não eram impulsos naturais, mas um produto das circunstâncias sociais. Este fator não é menos importante: a relação das pessoas com a natureza tornou-se muito hostil... O nosso espírito de hostilidade e conquista nos cega ao fato de que os recursos naturais têm limites e podem ser esgotados, e que a natureza lutará contra a rapacidade humana...

A necessidade de uma profunda mudança humana não é apenas uma exigência ética ou religiosa, não apenas uma exigência psicológica que impõe a natureza patogênica do nosso caráter social atual, mas também uma condição para a sobrevivência da espécie humana...

É possível que tenhamos perdido o mais forte de todos os instintos, o da conservação?"

(Erich Fromm, psicanalista americano de origem judeu-alemão, 1900-1980).

"A civilização é horrivelmente frágil... Não há muito entre nós e os horrores embaixo, apenas uma camada de verniz".

"A tecnologia é uma coisa estranha: com uma mão traz-lhe grandes presentes, e com a outra te apunhá-la pelas costas".

(Charles P. Snow, químico e romancista inglês, 1905-1980).

"Não acho que estaria muito errado ao dizer que a quantidade de tempo livre real disponível em uma sociedade é geralmente inversamente proporcional à quantidade de máquinas que poupa trabalho que emprega".

"O sistema da natureza, do qual o homem faz parte, tende a ser autoequilibrado, autoajustável, autolimpante. Com a tecnologia, este não é o caso".

(Ernst F. Schumacher, economista germano-britânico, 1911-1977).

"A distância entre civilização e barbárie é tão fina quanto o papel do tabaco".

(Antonio Robles, escritor espanhol, 1895-1983).

"Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente".

(Jiddu Krishnamurti, filósofo indiano, 1895-1986).

"O verdadeiro perigo não é que os computadores vão começar a pensar como homens, mas os homens vão começar a pensar como computadores".

(Sydney J. Harris, periodista americano, 1917-1986).

"A sociedade ocidental aceitou como inquestionável um imperativo tecnológico tão arbitrário quanto o tabu mais primitivo: não apenas o dever de alimentar invenções e constantemente criar novos desenvolvimentos tecnológicos, mas também o dever de entregar-se incondicionalmente a essas novidades apenas porque elas são oferecidas, sem levar em conta suas consequências humanas".

"O homem ainda tem recursos suficientes dentro dele para mudar a direção da civilização moderna, por isso não devemos considerar o homem como a vítima passiva de seu desenvolvimento tecnológico irreversível".

(Lewis Mumford, sociólogo e historiador americano, 1895-1990).

"A máquina não isola o homem dos grandes problemas da Natureza, mas mergulha-o mais profundamente neles".

(Antoine Saint-Exupéry, aristocrata, aviador e escritor francês, 1900-1944).

"Lamento dizer que há muito sentido na piada de que a vida está extinta em outros planetas porque seus cientistas eram mais avançados que os nossos".

(Dennis Gabor, físico húngaro, Premio Nobel por inventar a holografia, 1900-1979).

"Se continuarmos a desenvolver nossa tecnologia sem sabedoria ou prudência, nosso servo pode se tornar nosso verdugo".

(Omar Bradley, militar americano, 1893-1981).

"Generalizando ― em vez disso, para ser exato ― o mundo está à deriva em uma direção cada vez mais devastadora, até o objetivo absurdo de exterminar as cidades e os campos do Hemisfério Norte e as pessoas que desenvolveram nossa civilização".

(Alva Myrdal, diplomática, eugenista e socialdemocrata sueca, Premio Nobel da paz, 1902-1986).

"Em nossa rica civilização de consumo, nos envolvemos em vestes e nos deixamos possuir por nossas posses."

"Juntamente com o controle do fogo e a descoberta da roda, o maior triunfo do que chamamos de civilização foi a domesticação do homem humano".

(Max A. Lerner, periodista americano, 1902-1992).

"Tecnologia: o truque de organizar o mundo de tal forma que não precisamos experimentá-lo".

(Max Frisch, escritor e arquiteto suíço, 1911-1991).

"A única esperança é que nossa civilização colapse em um certo momento, como sempre acontece na história. Depois, a partir da barbárie, um renascimento".

(Pierre Schaeffer, compositor francês, 1910-1995).

"O progresso é a injustiça que cada geração comete com relação aos seus predecessores".

(Emile M. Cioran, filósofo romeno, 1911-1995).

"O aspecto mais triste da vida agora é que a ciência traz conhecimento mais rápido do que a sociedade traz sabedoria".

(Isaac Asimov, escritor americano de origem judeu-bielorrusso, 1920-1992).

"Civilização é o processo no qual um gradualmente aumenta o número de pessoas incluídas no termo 'nós', e ao mesmo tempo diminui aqueles rotulados como 'você', até que ninguém permaneça dentro desta categoria".

(Howard Winters, arqueólogo americano, 1923-1994).

"A civilização é a arte de viver em cidades de tal tamanho que todos não conhecem todos os outros".

(Julian Jaynes, psicólogo americano, 1920-1997).

"As gerações nascidas nos conglomerados humanos mais monstruosos, como Nova York, Londres, Paris, ou por que não? Madrid, começam a lançar uma alta porcentagem de jovens inadaptados, sujos, melancólicos, irascíveis, toxicodependentes e com uma sintomatologia psíquica expressiva semelhante à do animal experimental prematuramente arrancado de seu biótopo e enjaulado. "

"A entrada do Neolítico é a do abuso e a da subjugação, e nela continuamos, inadaptados".

(Félix Rodríguez de la Fuente, médico e ambientalista espanhol, 1928-1980).

"Organizamos uma civilização em que a maioria dos elementos cruciais dependem fortemente da ciência e da tecnologia. Também organizamos as coisas de tal forma que quase ninguém entende a ciência e a tecnologia. Isto é uma receita para o desastre. Podemos fugir ilesos por algum tempo, mas mais cedo ou mais tarde, esta mistura inflamável de ignorância e poder vai explodir em nossos rostos".

(Carl E. Sagan, cientista americano, 1934-1996).

"O progresso é a capacidade do homem de complicar a simplicidade".

(Thor Heyerdahl, biólogo marinho e explorador norueguês).

"Nossa sociedade é dirigida cada vez mais para o consumismo desnecessário. É um círculo vicioso que eu comparo com o câncer... Devemos eliminar o sofrimento e a doença? A ideia é boa, mas pode não ser benéfica no longo prazo. Não devemos deixar que o nosso horror por doenças ponha em perigo o futuro da nossa espécie".

(Jacques Cousteau, oficial naval e explorador francês, 1910-1997).

"Vocês não vieram à terra para colocar diques e ordem na maravilhosa desordem das coisas. Você veio para nomeá-las, para a comunhão com elas sem levantar cercas para a sua glória".

(José Hierro, poeta espanhol, 1922-2002).

"A tecnologia é muito divertida, mas podemos nos afogar em nossa tecnologia. O nevoeiro da informação pode acabar com o conhecimento".

(Daniel J. Boorstin, historiador, advogado e professor americano de origem judeu-russo, 1914-2004).

"Estamos nos tornando servos, no pensamento e na ação, da máquina que criamos para nos servir".

(John Kenneth Galbraith, economista americano, 1908-2006).

"Se um aborígene redigisse um teste de QI, presumivelmente toda a Civilização Ocidental o suspenderia".

(Stanley Garn, professor americano de antropologia física, 1922-2007).

"Os seres humanos serão mais felizes, não quando eles curarem o câncer ou chegar a Marte ou erradicar o preconceito racial ou drenar o Lago Erie, mas quando eles encontrarem maneiras de habitar as comunidades primitivas novamente".

(Kurt Vonnegut, escritor e veterano de guerra americano, 1922-2007).

"Quanto mais rapidamente uma civilização progride, mais cedo morre para que outra cresça em seu lugar".

(Edward T. Hall, antropólogo americano, 1914-2009).

"O governo federal tem patrocinado pesquisas que produziu um tomate perfeito em todos os sentidos... Exceto que você não pode comê-lo. Devemos fazer todos os esforços para garantir que esta doença, muitas vezes chamada de progresso, não se espalhe".

(Andy Rooney, roteirista americano de radio e TV, 1919-).

"Com a civilização, passamos do problema do homem das cavernas para o problema das cavernas do homem".

(Edgar Morin, filósofo e político judeu-francês de origem sefardita, 1921-).

"Podemos chegar a um ponto onde a única maneira de salvar o mundo é deixar cair a civilização industrial".

(Maurice Strong, empresario canadense e ex-Secretario General da ONU, 1929-).

"Cada nova geração nascida é de fato uma invasão da civilização por pequenos bárbaros, que devem ser civilizados antes que seja tarde demais".

"Se a batalha pela civilização for reduzida aos fracotes contra os bárbaros, os bárbaros vão ganhar."

(Thomas Sowell, economista liberal americano, 1930-).

"Parece claro que a imagem hobbista, segundo a qual os seres humanos primitivos levavam uma vida 'solitária, pobre, desagradável, bestial e curta' (uma ideia apoiada por muitos antropólogos do século XIX e até mesmo alguns do século XX), não responde de forma alguma a uma descrição precisa do estilo de vida do caçador-coletor. De fato, como veremos, há razões convincentes para acreditar que a vida humana moderna hoje em dia mostra, em média, muito pouca melhoria em relação à de nossos antepassados primitivos".

(Bernard Grant Campbell, professor e antropólogo inglês1930).

"O progresso veio a significar simplesmente mais poder, mais lucro, mais produtividade, mais prosperidade de papel, todos os quais são conversíveis em padrões que só estão interessados na magnitude ou tamanho, em vez de qualidade ou excelência".

(Alex Campbell, político canadense, 1933-).

"A fé mais central e irracional entre as pessoas é a fé na tecnologia e no crescimento econômico. Seus sacerdotes acreditam que a prosperidade material traz alegria e felicidade ― embora todas as evidências da história tenham mostrado que só a falta e a tentativa levam a uma vida digna de ser vivida, que a prosperidade material não traz nada senão desespero. Estes sacerdotes acreditam na tecnologia, mesmo sufocando em suas máscaras de gás".

(Pentti Linkola, pescador e ecofascista finlandês, 1932-).

"A civilização arruína o planeta do fundo do mar até a estratosfera".

(Richard Bach, escritor e piloto americano, conhecido autor de "Fernão Capelo Gaivota", 1936-).

"Uma vez que a tecnologia sobrecarrega você, se você não faz parte da plaina, você faz parte da estrada".

(Steven Brand, militar, autor e editor americano, 1938-).

"O barbarismo é o estado natural da humanidade. A civilização não é natural; um capricho das circunstâncias. E no final, a barbárie sempre triunfará!"

"Homens civilizados! Eles envenenam tudo à sua volta e definem isso como progresso!"

(Conan da Ciméria, personagem de ficção literária, por Robert E. Howard e Roy Thomas).

"Por muito tempo, éramos apenas pessoas. Mas isso foi antes de começarmos a ter relações com sistemas mecânicos. Envolva-se com uma máquina e, mais cedo ou mais tarde, você será reduzido a um fator".

(Ellen Goodman, periodista judia-americana, 1941-).

"A Revolução Industrial e suas consequências têm sido um desastre para a raça humana".

"Desde o início da civilização, as sociedades organizadas tiveram que pressionar os seres humanos por causa do funcionamento do organismo social. Os tipos de pressão variam enormemente de uma sociedade para outra: algumas das pressões são físicas (dieta pobre, poluição ambiental do trabalho), algumas são psicológicas (ruído, massificação, forçar o comportamento humano a encaixar-se no molde que a sociedade exige). No passado, a natureza humana tem sido aproximadamente constante, ou em qualquer caso variou apenas quando o limite da resistência humana é excedido, as coisas começaram a dar errado: rebelião, crime, corrupção ou evasão do trabalho, ou depressão e outros problemas mentais, ou uma alta mortalidade, ou uma taxa de natalidade baixa ou qualquer outra coisa, de modo que, ou a sociedade colapsa, ou seu funcionamento torna-se demasiado ineficiente e é (rápida ou gradualmente, através da conquista, cansaço ou evolução) substituído por alguma outra forma mais eficaz da sociedade",

(Theodore Kaczynski, também conhecido como Unabomber, superdotado, matemático, professor de universidade e terrorista americano de origem polaca, escreveu "A sociedade industrial e seu futuro", também conhecido como "Manifesto Unabomber", 1942-).

"O progresso da civilização facilita as condições de existência e também modifica as leis originais da seleção biológica.

Quanto mais um grupo humano é capaz de dominar e transformar as condições de sua área de vida, estabelecendo uma cultura fiel à lei da vida, mais fácil é para o indivíduo preservar e evitar a eliminação. As leis de seleção e eliminação, de origem severa, desaparecem gradualmente e se atenuam. Quanto mais uma cultura envelhece e atinge o estado de tempos civilizados tardios, mais ela perde seu vigor. Ela ainda produz o processo inverso. Os indivíduos fracos e doentes podem assim sobreviver e reproduzir-se; diferentes tipos raciais são misturados. A lei criadora da espécie já não parece agir. (...) Quando a cultura já tem as características de uma ação civilizatória tardia, a própria 'seleção' já se transformou em uma assustadora contra-seleção".

(Caderno SS Nº7, "O sentido biológico da seleção", 1942).

"A cultura nos levou a trair nosso próprio espírito aborígene e nossa integridade, em troca de um mundo cada vez mais degradado de distanciamento sintético, isolamento e empobrecimento. O que não significa que não haja mais prazeres diários, sem os quais perderíamos nossa humanidade. Mas à medida que nossa situação problemática se aprofunda, vemos quanto deve ser erradicado para nossa redenção".

(John Zerzan, escritor americano de origem checa, 1943-)

"A programação hoje é uma corrida entre os engenheiros de software lutando para projetar programas maiores e melhores, infalíveis, e o Universo tentando produzir idiotas maiores e melhores. No momento, o Universo está ganhando".

(Rick Cook, escritor americano, 1944-).

"Os esforços modernos nos campos da educação e da formação são semelhantes à tentativa de obter o motor do antigo automóvel Modelo T para ser capaz de atingir 200 milhas por hora, simplesmente por fornecê-lo melhor óleo de motor e gasolina de maior octanagem. Pode-se dizer que a civilização realmente desgasta o motor e que quando suas peças estão desgastadas, elas são substituídas por menos metal robusto, até que eventualmente o motor é incapaz de funcionar".

(David Duke, político e escritor americano, 1950-).

"A tecnologia corrói o caráter humano. Separa-nos da natureza, que diminui o nosso ser natural. Sem contato com a natureza, nos comportamos de maneira egoísta e estúpida. Nós nos tornamos consumidores, não receptores. Ficamos artificiais. Levado ao extremo, nos comportamos como máquinas. A tecnologia nos torna gananciosos, infelizes, impacientes, insensíveis e cheios de arrogância".

(Kevin Kelly, editor e escritor americano, 1952-).

"Todas as grandes invenções tecnológicas criadas pelo homem ― o avião, o carro, o computador ― dizem pouco sobre sua inteligência, mas falam muito sobre sua preguiça".

(Mark Kennedy, homem de negócios e político americano, 1957-).

"Talvez nossa preocupação com o progresso tecnológico tenha eclipsado nossa preocupação com o progresso humano".

(Wynton Marsalis, trompetista americano de jazz, 1961-).

"O 'trem da vida' dos guerreiros e das primeiras hordas primitivas foi apaziguado. As primeiras civilizações sedentárias começam a tomar forma e isso leva, ainda que comparativamente, a menos dureza e brutalidade na luta pela existência; ao mesmo tempo, os genes ruins previamente eliminados rapidamente pelas mesmas condições do ambiente, começam a se manifestar com cada vez menos obstáculos, tornam-se um perigo latente".

(E. Aynat, ex-membro do CEDADE).

"A tecnologia torna possível que as pessoas tenham controle sobre tudo, exceto sobre a tecnologia".

(John Tudor).

"Civilização: um verniz fino sobre a barbárie".

(John M. Shanahan, escritor americano).

"Me choca a tendência insidiosa e informativa de tirar as coisas do domínio da atividade muscular e introduzi-las no domínio da atividade mental. Esta transferência não está nos compensando. Concordo que os músculos não são confiáveis, mas representam muitos milhões de anos de finura acumulada".

(Brian Eno, compositor inglês de música eletrônica, 1948-).

"Todos nós somos prisioneiros, e a maioria de nós tem sido desde a introdução da agricultura na Idade da Pedra..."

(Varg Vikernes, músico e compositor norueguês, 1973-).

"Como o Clube da Luta faz com funcionários e porteiros, o projeto Mayhem vai destruir a civilização para que possamos tornar o mundo um lugar melhor. (...) Esse era o objetivo do projeto Mayhem, disse Tyler, a destruição completa e rápida da civilização".

(Tyler Durden, personagem de ficção literária no romance "Clube da Luta", de Chuck Palahniuk).

"Rejeite os princípios básicos da civilização, especialmente os bens materiais!"

"Eu imagino... os alces serão caçado nos bosques úmidos dos cânions que cercarão as ruínas do Rockefeller Center. Nós vestiremos roupa de couro que durará uma vida. Nós escalaremos por cepas grossas como meu pulso que envolverá o edifício Sears. E quando olhar para baixo você verá figuras esmagando milho, colocando tiras de veados no ombro de alguma estrada abandonada".

(Tyler Durden no filme "Clube da Luta", de David Finch).


NOTAS

[1] Essa palavra procede do latim hybrida, do qual procede por sua vez a palavra "hibridar", isto é, cruzar duas variedades.