quinta-feira, 28 de abril de 2016

Francisco Albanese - O Perigo Subjacente na Islamofobia

por Francisco Albanese



Certo setor do identitarismo europeu mais próximo ao liberalismo clássico se esforça em demonstrar constantemente que não é islamófobo (em resposta às acusações dos setores muçulmanos, progressitas e outros derivados de esquerda), luta inútil, entendendo que, desde seu olhar, o ser humano é livre para pensar o que quiser. Não obstante, sua islamofobia é sim evidente, o que aumenta o perigo da autodestruição cultural. Não há que se desculpar, mas sim ficar consciente dos perigos que existem em se deixar levar pelas reações alérgicas.

Pessoalmente, não poderia me considerar um islamófobo. Islamófobo seria se eu desejasse que se realizasse uma cruzada global contra o Islã para fazê-lo desaparecer, como alguns sonham e até exigem. Eu sou algo muito mais discreto: para mim, não é nenhum inconveniente que o Islã prolifere, junto a suas regras arcaicas, em países fora da órbita europeia e das zonas brancas da América. Como não creio que a civilização ocidental seja algo global, comum e de qualquer um (porque não sou nem universalista, nem igualitarista), tampouco aspiro a que todos os seres humanos neste planeta se amparem em nosso modo de ver o mundo. Se outros países decidem adotar o Islã, realmente não é meu problema, nem de nenhum dos que aqui se congregam. Se outros creem que um sistema medieval lhes cai bem para ordenar seus assuntos, suponho que estejam em seu direito de fazer sua vontade, mesmo que isso signifique esconder o rosto de suas mulheres e não poder consumir certos alimentos.

Nutro antipatia pelo Islã, considero desagradável sua presença dentro de nossas fronteiras, da mesma maneira que nutro antipatia por outros credos e religiões estrangeiras, que não foram pensadas nem por europeus, nem para europeus. Não obstante, não poderia manifestar minha antipatia por uma religião ao mesmo tempo que faço vista grossa a outros fatores negativos que são mais importantes e significativos que a presença ou ausência do Islã.

A islamofobia é reacionária e, de modo geral, a reação nunca ataca o problema, mas as suas consequências. Neste caso, o problema real seria o influxo de credos não-europeus no solo europeu e também ua adoção por parte de europeus (sem esquecer aos europeus com confissões não-europeias no interior das fronteiras da Europa), onde a entrada e presença do Islã seria a consequência do anterior. O problema do influxo está intimamente relacionado com um fator altamente perigoso, o qual é invisibilizado pela islamofobia, que ataca somente à manifestação visível e cultural: pensar que o Islã é o problema e que retirando o Islã da equação se acaba o conflito, é ignorar o fato de que o Islã não surgiu por geração espontânea, mas que é fruto de uma evolução de séculos de um grupo em particular. Na medicina, isso seria m erro (falso negativo), já que, logo após um diagnóstico, ao não se detectar a presença do Islã, se presume que o problema já se acabou.

O Islã não se originou ao azar, mas em um determinado ponto do globo, das mãos de um povo específico. Esta manifestação cultural é semelhante à relação do fenótipo com o genótipo: o primeiro é uma manifestação do segundo, posto que do total de genes que porta um organismo, alguns desses se expressam no que podemos ver (a aparência). Compreendendo isso, devemos compreender também que o mesmo material genético-étnico que produziu o Islã (e todos os seus derivados) pode produzir algo semelhante.

Um partidário da política de portas abertas pode perfeitamente ser islamofóbico pois, para ele, só é prioritário que o ser humano mude seu código de conduta e se adapte aos cânones europeus. Se o indivíduo deixa o Islã para trás, é recebido com os braços abertos pelos partidários dessas políticas, sendo ativistas e promotores, então, da Grande Substituição: sendo igualitaristas, não lhes importa se o povo que deu origem a tais cânones desaparece enquanto ditos cânones se mantenham, algo ainda mais perigoso que a entrada de "refugiados" com odiosas condutas não-europeias. Um "refugiado" que não abandone suas condutas originais provocará rechaço dentro da população europeia nativa, desincentivando assim a mistura com essas populações imigrantes. Não obstante, se estes "refugiados" abandonam suas condutas e adotam valores europeus, ocidentais e primeiro-mundistas, as massas inconscientes dos danos derivados do suicídio étnico e da substituição da população nativa ficam desprotegidas devido a que não se consegue detectar nenhum indicador que torne evidente as diferenças entre as populações imigrantes e as populações nativas.

Tal como uma alergia, deve-se atacar o influxo de agentes alérgenos, pois ainda que se acalmem estes agentes, não existe a garantia de que as brotoejas vão desaparecer pra sempre. 

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