quinta-feira, 14 de março de 2013

Síntese do Projeto Mundialista

por Mohamed Alí Seineldín



"Essa globalização" não é mais que o novo disfarce dos impérios de sempre para submeter nossas capacidades a seus interesses.

Na Argentina já vivemos uma situação parecida a partir do fim do século passado. Tivemos experiências dolorosas, como a "semana trágica" e a "década infame". Então a submissão chegou a extremos da escravidão.

A partir de 1943, e mais precisamente, desde 1945, nossa Nação pôde reverter essa injustiça. Se estabeleceu um verdadeiro "Estado Nacional", que logrou o desenvolvimento pleno, tanto no plano político, como no econômico e no social; fomos realmente soberanos, pudemos desenvolver as estruturas industriais e as agropecuárias, desde a produção até a comercialização. Tudo isso assegurado desde um sólido poder financeiro, promotor de todas as sãs iniciativas, soubemos qual era o verdadeiro sentido da palavra justiça social.

Hoje nos impõem, outra vez, a lei da submissão ao mais forte, a década perversa, que devemos suportar, na mais cruel das modalidades liberais. Estamos novamente na opção de seguir escravos ou recuperar nossa esperança.

Para mim é muito claro o caminho; devemos nos desglobalizar... "É hora de voltar para casa..."

Dedicatória

Este modesto trabalho está dedicado à memória da Licenciada Maria Susana Ricci (escritora, conferencista e assessora em temas de Defesa em organismos oficiais e Escolas Superiores das Forças Armadas), que foi representante da República Argentina na Conferência Interamericana reunida no Panamá, em 1988, sob o lema "Futuro das Forças Armadas Latinoamericanas". Este encontro foi patrocinado pela Universidade Americana de Washington, financiado pela Agência Internacional de Desenvolvimento (AID), e com o assessoramento do Departamento de Estado dos Estados Unidos da América do Norte. Durante o desenvolvimento de uma das sessões, ao tomar conhecimento das verdadeiras intenções e objetivos que ocultava a mencionada conferência, a senhora Ricci sofreu um aneurisma cerebral, que causou sua morte.

Pelas funções que desempenhava no Panamá, a visitei no hospital onde se encontrava internada; em uma dessas circunstâncias ela pôde me transmitir o conceito geral desse modelo de dominação; o que é tratado nesse trabalho e apresentado a todos os espíritos nobres da América.

Vai meu reconhecimento e homenagem à Licenciada Maria Susana Ricci, uma das tantas heroínas que entregam humildemente sua vida pela Pátria.

A Advertência

"...As nações industrializadas e seus sistemas militares (...) estão transcorrendo por uma nova fase, já que existe uma nova ordem internacional não definida claramente. Essas mudanças não são econômicas ou políticas em sua natureza, senão que tem importantes manifestações na segurança internacional. Nessas circunstâncias, pressupôr que o profissionalismo militar e a relação cívico-militar existente nos países industrializados se mantém baseada no controle civil absoluto e na supremacia civil é, simplesmente, ignorar a história e a realidade". (Maria Susana Ricci, Ensaios de Estratégia, Círculo Militar, Buenos Aires, 1986).

Síntese do Projeto Mundialista "Nova Ordem" para ser imposto sobre as nações iberoamericanas

Ensaio realizado em colaboração com um grupo de oficiais que se encontram processados pelo Pronunciamento Militar de 3 de dezembro de 1990.

Mohamed Alí Seineldín
Coronel

Produzido no campo de prisioneiros de Santa Maria Magdalena e editado em 12 de novembro de 1992.
República Argentina
Quarta Edição

Índice

I - Introdução
II - Situação Atual da América Ibérica
III - Objetivos e planos para cada uma das forças e componentes que integram o potencial nacional
IV - Considerações
V - Reflexão final
Apêndice: "A única verdade é a realidade"

"América Latina: Desde tua fidelidade a Cristo resiste aos que querem afogar tua vocação de Esperança!" (João Paulo II, Santo Domingo, 12/10/1984)

I - Introdução

I.I - Finalidade

Se tenta nesse trabalho, desenvolver sinteticamente as causas e efeitos de uma nova concepção política global que afeta, fundamentalmente, às nações "subdesenvolvidas" ou "em vias de desenvolvimento", com a finalidade de facilitar sua compreensão e alertar sobre as perigosas consequências da denominada Nova Ordem Mundial; que foi "profetizada", de alguma maneira, por obras consideradas em seu tempo como de "ficção científica", como "O Amo do Mundo" de Robert Benson e "Um Mundo Feliz" de Aldous Huxley.

I.II - Conceitos Gerais

Se bem o mundo vai experimentando durante sua evolução mudanças constantes, pareceria que as mais notórias se produzem nos fins ou começos dos séculos. Com exemplo citamos as três Grandes Revoluções que alteraram seriamente a Ordem Mundial Existente, precipitando fatos históricos de transcendência, que foram modificando o desenvolvimento das nações rumo a uma nova concepção mundialista; na qual, a interação e a interdependência constituem sua característica principal. Elas foram:

1 - A Revolução Religiosa (1517), que alterou a Ordem Cristã.
2 - A Revolução Francesa (1789), que modificou a Ordem Política.
3 - A Revolução Russa (1917), que afetou a Ordem Econômica e Social.

É necessário observar algumas características destacadas em relação a esses acontecimentos:

a - Cada uma delas nutriu e impulsionou a imediatamente posterior.

b - O tempo transcorrido entre a Revolução Religiosa (1517) e a Revolução Francesa (1789), foi de 272 anos. Entre esta última e a Comunista (1917), é de 128 anos, quer dizer, a metade entre aquelas duas. Se como simples entretenimento tomamos a metade de 128 e a somamos à data da Revolução Russa, obteremos o número-data: 1981. Um claro e verdadeiro "efeito dominó".

c - O desenvolvimento vertiginoso da Ciência e da Tecnologia produziu um aceleramento no devir de novas circunstâncias, pelo que os acontecimentos se precipitam, desde o ponto de vista cronológico. Se tomamos em particular o Século XX, observaremos que jamais na História da Humanidade se suscitaram processos políticos, militares, sociais e econômicos tão contínuos e abarcadores, diríamos quase planetários (guerras mundiais, descobertas, progressos científicos, etc). Jamais se havia avançado tanto (porém não sabemos se para o bem ou para o mal dos seres humanos). Este desenvolvimento constante, onde prevalece o tecnológico e material, facilita, sem dúvidas, o advento de um Poder Mundial Centralizador que polarizará as decisões, otimizado internacionalmente na equação C3-I3 (Comando, Condução e Controle; Informação, Inteligência e Informática).

d - Sustentando essas "especulações históricas", podemos inferir que estamos transitando "tempos de grandes mudanças", que falam claramente de uma nova Etapa da Revolução Mundial "Anticristã", cujo signo é o endeusamento do homem e a negação de sua dimensão transcendente, negando sua Filiação Divina com seu Criador. Não obstante as falsas declarações e manchetes, (mais especulativas que reais) não se tem informado responsavelmente sobre essa iminente modalidade de convivência, que seus promotores denominam "Nova Ordem Mundial" (ou Internacional).

e - Tentaremos, em consequência, aportar dados e apreciações que sirvam de base para o estudo "profundo e necessário" sobre essa tentativa estrangeira "arbitrária" (porque não fomos consultados) e "interessada" (porque responde a interesses particulares e minoritários).

II - Situação Atual da América Ibérica

A América Ibérica, nos umbrais do século XXI, vive em um estado de crise generalizada; seus aspectos mais salientes são:

* O monstruoso endividamento externo, impossível de pagar sem gravíssimas consequências sócio-econômicas.
* A crescente pauperização de grandes contingentes populacionais.
* O fenômeno cada vez mais ampliado da marginalidade, expressão de uma sociedade degradada que perdeu consciência da dignidade das pessoas.
* Uma elevada taxa de mortalidade infantil, e o reaparecimento de epidemias e de enfermidades exóticas ou erradicadas de nosso solo, que dizimaram populações de zonas onde imperam a falta de salubridade e a miséria.
* O aumento do analfabetismo, que distancia nossos povos da possibilidade de preparar seus filhos para enfrentar o desafio do futuro (da tecnologia, do desenvolvimento, etc.).
* A extinção das economias nacionais, sendo destruídas as fontes de trabalho, e a exploração de suas reservas naturais cujo domínio pretendem os poderosos do mundo.
* O uso de nossa população como fonte de experimentos científicos e medicinais, e de nossos territórios como reservatório de dejetos nucleares e químicos altamente tóxicos. Estes depósitos de lixo industrial seriam uma das muitas causas indignas de ter que pagar tamanha dívida externa injusta.
* A fratura do sentido de solidariedade, expressão social da virtude da caridade, característica de nossa herança cristã.
* O enfraquecimento do conceito de Soberania Nacional, em favor da incorporação a uma suposta Nova Ordem Mundial que implica a subordinação ao poder hegemônico.
* O desmonte das Forças Armadas Nacionais, desviando-as de sua razão de ser (braço armado a serviço dos interesses da Pátria), para novas missões em apoio dessa suposta Nova Ordem ou para missões próprias das Forças de Segurança.

Essa realidade se verifica, com distinta intensidade, em cada uma das nações iberoamericanas, e com certas peculiaridades que em alguns casos a agudizam. Também, é diferente a percepção que cada país tem do momento atual, como também o é a reação que se tem suscitado frente ao quadro descrito.

Existe, então, uma importante razão para que o interesse dos poderosos se haja centrado em desarticular os mecanismos do corpo social de cada Estado, representado pela solidez de suas instituições fundamentais: Igreja, Forças Armadas, Empresariado Nacional. Elas constituem a essência do sentido vocacional e existencial das nações, sua destruição possibilita a dependência e a corrupção.

A ação do "imperialismo inglês", desenvolvida durante o século passado para fragmentar a América Ibérica em repúblicas estanques, fomentando as divisões e os enfrentamentos que coartam os vínculos de origem, sangue, língua, história, cultura e religião, impediu concretizar o sonho de unir a Grande Pátria Americana que alentaram nossos melhores homens. Hoje, perante dramas comuns, perante este presente de miséria e incerteza também comuns, essa ação contínua, oferecendo falsas alternativas, criando miragens, para evitar um entendimento genuíno que nos permita encontrar o caminho para nossa real independência, rumo a grandeza e a prosperidade de nossos Povos.

Hoje, não se recorre tão somente a agitar o enfrentamento entre as nações, levando a sua máxima expressão o clássico dividir para reinar, senão que, ademais, introduziram a dialética no próprio seio de cada uma de nossas Pátrias, apelando a todos os recursos que nossas realidades oferecem:

Se tem incentivado a luta ideológica, fomentando tanto a violência de direita (que submete os povos ao liberalismo mais exacerbado, a um capitalismo selvagem e seus ajustes desumanizados), como a violência de esquerda (com sua carga de morte e terror); ambas com o denominador comum de sua relação com o narcotráfico, a partir do narcoconflito ou, simplesmente, da corrupção generalizada em todos os estamentos do poder.

Essas falsas opções nos são apresentadas como posições enfrentadas em guerra permanente, porém de fato operam como verdadeiros sócios em um complemento perfeito, onde uma leva à outra, e essa justifica a outra; já que, na verdade, são expressões distintas de uma mesma realidade: o materialismo sem Deus, que não reconhece o homem em sua plena dignidade, senão tão somente como um objeto a serviço do Estado ou do dinheiro.

Perante a realidade da unidade espiritual e cultural que nos caracteriza e que nos conforma como a grande nação iberoamericana, não se poupam esforços para nos dividir em mais frações, se isso fosse possível. Assim, se nega a obra evangelizadora, exacerbando legítimas reclamações indígenas e fazendo um reducionismo em relação da chegada da Fé que nos irmana, a que permitiu lograr essa síntese providencial, do europeu e do índio em uma entidade: o crioulo.

Simultaneamente, se atacou à religião católica mediante sua ideologização, misturando sua doutrina com um marxismo ateu, ou mediante a semeadura de centenas de seitas pseudo-cristãs que submete à pessoa em um individualismo carente de todo compromisso social.

A gesta histórica de recuperação das ilhas Malvinas pôs em descoberto toda a peçonha do verdadeiro adversário, mas também, mostrou o coração fraterno e solidário da América Ibérica, a que vibrou plena, pois vislumbrou sua senda, seu destino. Daí em diante, os que quiseram dar solução particular para seu problema foram afogados pelo abraço mortífero do capitalismo internacional da usura e pela ameaça do intervencionismo armado; se lhe acrescenta, hoje, o estímulo das atividades do narcoterrorismo e seu veneno.

A realidade dos anos 90 descobre a intenção de uma política imperialista que pretende impôr uma hegemonia mundial, a qual implica, para nossas nações, um claro destino de colônia. É a partir desse cruel propósito que se tem ido desenvolvendo uma vontade de resistência, entre os que não aceitam para seus povos um futuro tão indigno.

As ações que, desde a Semana Santa de 1987, se tem desenvolvido em toda a região, resultaram insuficientes; não se tem conseguido atacar as verdadeiras causas, ou seja, a fonte da crise; em alguns casos só se logrou retardar seus efeitos, porém não foram detidos nem superados.

III - Objetivos e planos para cada uma das forças e componentes que integram o potencial nacional

III.I) Para facilitar sua compreensão agruparemos os componentes estratégicos, que ordenam o decurso dos povos, em quatro forças (fatores) que interessam a este trabalho; a saber:

1 - Força Espiritual (incluída no Psicossocial)
2 - Força Política
3 - Força Econômica
4 - Força Defensiva (ou Militar)

III.II) As "forças" mencionadas serão analisadas considerando alguns dos componentes próprios de cada uma delas, devendo-se ter em conta, que mais além da característica e estática dos distintos componentes, estes são dinâmicos, como resultado da interação existente entre eles (política exterior e interior, geografia, ciência e tecnologia, transporte e comunicações, defesa, etc.).

III.III) Todo este conjunto constitui as forças e recursos morais, intelectuais e materiais de uma nação (Potencial Nacional); otimizados, através de uma política soberana e independente, permitem a um governo lograr a grandeza de seu País e o bem-estar material e espiritual de seus habitantes.

Passamos então a descrever de que maneira essa "mudança" chamada "Nova Ordem" modificará as forças e os componentes do potencial das repúblicas históricas e tradicionais da América Ibérica.

1 - Força Espiritual

1.1 - Objetivo geral

A ação que se executa sobre este "fator", tentará consolidar uma "mudança cultural", com o propósito de destruir a "concepção cristã" (de que o homem é feito à imagem e semelhança de Deus, assim capaz de uma realização integral), para substituí-lo pelas crenças pagãs da "Nova Era" que contemplam o homem em oposição a sua essência humana, quer dizer, como "homem-Deus", "super-homem", etc., ou à altura dos animais. Essa ação se coroa ao eliminar a moral cristão e sua substituição por uma "enganosa ética civil e democrática" (facilmente dirigida desde os meios de comunicação), distanciada totalmente do Bem Supremo, com regras constantemente alteradas que favorecem, obviamente, o projeto dos consórcios do poder internacional.

1.2 - Componentes

1.2.1) Religião

Ataques sistemáticos à Igreja Católica Apostólica Romana, com a finalidade de lograr seu enfraquecimento entre os cidadãos; utilizando, para consegui-lo, os seguintes procedimentos:

a - Introdução de outras religiões ou seitas (promovidas e subvencionadas).
b - Excessiva difusão de costumes de religiões de outros países (por exemplo a difusão do sacerdócio feminino na Igreja Anglicana).
c - "Nova Era" ou "Era de Aquário" (chamativamente coincidente com a proposta da "Nova Ordem Internacional". Sem dúvida será a nova "religião" a adotar). Inclui:
* Seitas de distintos tipos, incluindo as satânicas (roubo de bebês para sacrifício, etc).
* Difusão da magia, sincretismo religioso, adivinhação, esoterismo, ocultismo, bruxaria, espiritismo, etc.
* Visita de personalidades de outros cultos e recepção dos mesmos com uma difusão pouco usual.
d - Correntes internas da própria Igreja Católica opostas ao magistério do Papa.

1.2.2) Cultura

a - Alteração do sentido da história, das tradições e costumes, por pautas mundialistas (hábil manipulação dos meios de comunicação social), contribuindo para modificar o sentimento pátrio e a consequente derrubada do espírito nacional.
b - Impulso do "indigenismo", deslocando o crioulo (verdadeiro crisol da raça iberoamericana), com a finalidade de promover os movimentos guerrilheiros (exemplo: Sendero Luminoso). A finalidade última dessa ação é a de possibilitar a ocupação de zonas ricas e conservá-las até que os consórcios do poder internacional as ocupem.

2 - Força Política

2.1 - Objetivo geral

Subordinar as nações iberoamericanas à "Nova Ordem Internacional". Devendo funcionar, essas, como Estados dependentes de um Poder ou Corporação Político-Econômico Mundial; ao melhor estilo dos Impérios que existiram durante as distintas épocas da História da Humanidade.

2.2 - Componentes

2.2.1) Governo

A - Poder executivo: Integrado por homens comprometidos, subordinados e juramentados com os consórcios que conceberam "A Nova Ordem Internacional"; e escolhidos por serem facilmente corruptíveis. É característica desses a busca do poder hasteando as bandeiras dos Princípios Nacionais e o desejo de satisfazer as aspirações legítimas dos povos (exatamente igual que os marxistas-leninistas, quando tinham vigência), questões que, certamente, não cumprem posteriormente.

(a) Política Interior

Se circunscreverá ao seguinte:

* Controle e repressão de manifestações sociais de protesto, pela usurpação dos direitos individuais e pelos padecimentos econômicos, utilizando Forças de Segurança, com efetivos superiores ao das Forças Armadas, dependentes de uma "superestrutura de controle" (Gendarmería, Prefeitura Naval, Guardas Nacionais e Polícias).
* Compartilhar o poder com elementos subversivos, integrantes da máfia, econômica e política; com narcotraficantes, etc., estruturando um poder omnímodo.
* Mesclar a política com os ambientes artísticos, com a finalidade de aumentar a popularidade do governo perante a população, e criar uma confusão moral e ética. 
* Inclusão de renomados artistas e esportistas como funcionários, com a finalidade de aproveitar sua popularidade, gerando uma ilusão hedonista, mais própria da ficção que da realidade.
* Impedir que surjam projetos de alternativa ou alguma liderança, que possam opacar a imagem do Presidente como único representante da "Nova Ordem Internacional".
* Debilitamento e eliminação dos Corpos, Organizações e Sociedades Intermediárias (Grêmios e Sindicatos, Industriais e Rurais e Culturais; Pequena e Média Empresa; Universidade, Igreja e Família, etc.)
* A oposição de partidos existentes (quer seja de direita, centro ou esquerda), terão vigência, enquanto não se apartem do sistema da "Nova Ordem Internacional". Portanto, a oposição não será autêntica, séria, ou real.
* Os meios de comunicação social deverão permanecer em mãos do estado ou de grupos econômicos de poder enrolados no sistema.
* Visitas de políticos, conselheiros, representantes de distintos tipos de organizações mundiais; serão permanentes e com a finalidade de manter "as expectativas e esperanças" dos "súditos" da "Nova Ordem Internacional".

Como conclusão parcial podemos inferir que a democracia será o "disfarce" por trás do qual se ocultará a pior Ditadura Totalitária (com atitudes demagógicas circenses), que neutralizará as sãs e justas aspirações pela Grandeza da Pátria.

(b) Política Exterior

* Estruturação de um serviço diplomático da Organização de Estados Americanos (OEA), com a finalidade de representar a "Nova Ordem Internacional", nos países iberoamericanos (similar ao Serviço Diplomático do Vaticano). Esse sistema será desenvolvido primeiramente pela OEA, porém finalmente a ONU o absorverá.
* Subordinar a Política Externa Nacional à do governo dos Estados Unidos (sede política atual da "Nova Ordem Internacional").
* Transformar às Forças Armadas em um instrumento da Chancelaria, a qual disporá de seu emprego no exterior, segundo as diretivas do Poder Hegemônico, ao qual estará subordinada a política externa de nossos países.

B - Poder Legislativo: Os Parlamentos funcionarão como "braço submisso" das decisões do Poder Executivo, circunscrevendo seu labor em resolver problemas formais, exceto os econômicos, pois afetariam os interesses estrangeiros. As reformas às Constituições Nacionais incluirão essas cláusulas, para assegurar o investimento de capitais estrangeiros, proteger os existentes e facilitar a espoliação dos recursos próprios.

C - Poder Judiciário: Demarcará seu labor nos seguintes aspectos:
* Pôr sob a jurisdição da Corte Suprema da Potência Hegemônica os países membros da "Nova Ordem Internacional" e com capacidade executiva para sequestrar e julgar a toda pessoa que atente contra os interesses do sistema (Doutrina Thornburgh, em vigência).
* A corrupção dos governos impedirá a aplicação correta da justiça que merecem os cidadãos de uma República Independente. Os membros desse poder, assim como o Legislativo, atuarão em conivência com o regime que dê sua adesão ao Projeto "Nova Ordem" (por adesão político-ideológica, ou bem por ambições imorais, consequências com a corrupção generalizada, "aceita" de fato).

2.2.2) População

Se procederá a diminuir a densidade demográfica, empregando os métodos que permitam:

a - O controle da natalidade (mediante programas de contracepção, esterilização de homens e mulheres, abortos). A atual campanha contra a AIDS, pretende a contracepção mais que a prevenção.

b - Redução do orçamento das classes baixas (para acelerar seu desaparecimento e empregar posteriormente ditos fundos em obras de infraestrutura e pagamento da dívida externa).

c - Execução de ações racistas (a fim de diminuir a população de pessoas da raça negra, mestiços ou das etnias indígenas).

d - Submeter os habitantes às consequências da falta de produção, provocando:
* Falta de trabalho
* Fome
* Prostituição
* Delinquência
* Vício em drogas (e suas sequelas: narcotráfico, narcofinanças, narcoeconomia, narcosubversão e narcocultura).
* Subnutrição
* Mortandade generalizada, especialmente na população infantil.
* Incitação ao suicídio, etc.

e - Propagação de enfermidades endêmicas para a eliminação das comunidades de "excluídos" da "Nova Ordem" (AIDS, cólera, etc).

f - Em caso de descumprimento dos mencionados programas do FMI e do Banco Mundial se aplicarão severas medidas de ajuste, como ação corretiva. Essas medidas tendem a uma finalidade econômica e estão orientadas a liberar de habitantes as zonas mais importantes de produção de matéria-prima. 

3 - Força Econômica

3.1 - Objetivo Geral

Eliminar a independência econômica das Nações e torná-las dependentes dos núcleos do Poder hegemônico, estabelecendo uma nova Divisão Internacional do Trabalho e de Recursos.

3.2 - Componentes

3.2.1) Finanças

a - Dolarização da Economia.
b - Integração dos Mercados de Valores aos do Circuito Internacional.
c - Eliminação dos bancos estatais, privatizando todo o sistema financeiro, (as estruturas empresariais consolidarão monopólios, que inseridas no setor financeiro, alcançarão um único Poder Econômico-Financeiro).
d - Reforma da Carta Orgânica dos Bancos Centrais e modificação de suas estruturas, permitindo o domínio dos setores privados. Isso facilitará a afluência de capitais de origem duvidosa: narcotráfico, etc., ao carecer de elementos oficiais e "legítimos" de controle.

3.3.2) Empresas (Produtos e Serviços)

a - Eliminação ou privatização das empresas estatais de produção militar e das grandes indústrias (repercutindo, por sua vez, na pequena e média empresa), com a finalidade de provocar a dependência comercial e industrial, beneficiando os interesses do sistema.
b - Consolidação de monopólios locais, intimamente relacionados com os internacionais (bancos e empresas), para completar os circuitos de produção, comercialização e financiação.
c - Privatização das grandes empresas de Serviços (energia, gás, ferroviárias, aéreas, navais, etc.), em benefício dos monopólios locais ou estrangeiros.

4 - Defesa

4.1 - Objetivo Geral

Substituir as missões das Forças Armadas, desnaturalizando seu papel histórico como instituições fundantes da Pátria:

De: "Salvaguarda dos mais altos interesses da Nação" (missão constitucional), e de "Braço armado da Pátria" (missão institucional), pelas impostas pela "Nova Ordem Internacional".

Segundo alguns documentos oficiais dos Estados Unidos, as novas missões são as de intervir quando se produzam algumas das seguintes situações:

a) Proliferação tecnológica e acumulação de armas.
b) Instabilidade Regional.
c) Estados "renegados e/ou possuidores" de ideologia hostil.
d) Diferenças étnicas, religiosas e culturais.
e) Golpes de Estado em países sócios.
f) Tráfico de drogas.
g) Degradação ambiental.
h) Ameaça os interesses da "Nova Ordem Internacional".
i) Etc.

4.2 - Componentes

4.2.1) Disponibilidade de forças

a - Pessoal

Será afetado com as seguintes medidas:

(1) Redução do orçamento militar.
(2) Baixas ou aposentação de quadros.
(3) Eliminação do Serviço Militar Obrigatório.
(4) Eliminação das reservas de homens, equipamentos e meios.
(5) Substituição do atual sistema previsional das Forças Armadas por um de jubilação privada afetando a capacidade de reservas e mobilização.
(6) Eliminação de grande parte dos Institutos de Formação.
(7) Baixas de pessoal que não se subordinem à "Nova Ordem Internacional".
(8) Participação dos Organismos Internacionais, como instância de recomendação, para a promoção de oficiais chefes.
(9) Incorporação e promoção de diferentes cultos religiosos, incluídas as seitas, nos quarteis e bases.
(10) Fixação de baixos soldos, o que reduzirá a incorporação de pessoal idôneo.

b - Inteligência

Subordinar a escassa Inteligência Militar à correspondente do Comando Regional Internacional, sob o pretexto da coordenação da luta contra o narcotráfico ou situações políticas e militares, que constituam uma ameaça à "Nova Ordem Internacional", exercendo, dessa forma, um controle operacional sobre homens e organizações próprias.

c - Operações

(1) Operações

Ao desaparecer, praticamente, as soberanias nacionais; eliminar as hipóteses de conflito e anular as missões tradicionais das Forças Armadas, as operações a cumprir serão as seguintes:

a - Força Expedicionária Internacional.
b - Força de luta contra o narcotráfico.
c - Força de repressão interna (como segunda fase, pois a primeira será executada pela gendarmeria, prefeitura naval, guardas nacionais e/ou polícias).

(2) Organização

Satisfarão as seguintes missões:

a - Forças de Paz (Defesa da democracia, cobrança de dívidas internacionais, proteção de comunidades étnicas, etc).
b - Força de intervenção militar (restabelecer a ordem, sufocar um Golpe de Estado em um país sócio, etc).
c - Força de controle ecológico.
d - Força Expedicionária Humanitária.

(3) Planos

Serão coordenados a nível regional, pelo Comando Internacional correspondente.

(4) Educação

* Modificação da Educação Militar Tradicional, focando nas novas missões impostas.
* Nos currículos acadêmicos se eliminarão as matérias humanísticas essenciais (Filosofia, História, etc., que proporcionam ao militar o conhecimento antropológico fundamental e necessário, baseado nos valores religiosos, tradicionais de sua Nação e filosóficos clássicos; para formar um virtual "mercenário", que desconhece as causas justas da guerra).
* Possibilidade de dispor na América Ibérica (Argentina ou Brasil) de uma escola de "Capacetes Azuis" (missões militares exteriores) e "Capacetes Verdes" (missões ecológicas), similar à escola das Américas (Panamá), em épocas da luta contra a subversão.

(5) Logística

Eliminação da capacidade de autoabastecimento de insumos para a Defesa Nacional (Fabricações militares, navais e aéreas), dependendo totalmente do apoio circunstancial e regulado do Comando Militar Internacional para as missões assignadas.

4.2.2) Disponibilidade de Planos e Coordenação dos mesmos será executada pela Junta Interamericana de Defesa.

4.2.3) Posição Geopolítica e Geoestratégica

*Perda do valor geopolítico nacional (ao não estar em condições de defendê-lo, e deixá-lo em poder das Forças Internacionais).
* A afetação das soberanias nacionais, e de fato o desaparecimento das políticas independentes, não permitirão o desenvolvimento de geoestratégias próprias, em prejuízo da exploração geopolítica de cada país, ficando de fato subordinada à potência hegemônica.

4.2.4) Natureza do Risco

Os Estados Nacionais ficarão em um total estado indefeso. Isso significa que, perante situações de perigo, tanto internas quanto externas, seus conflitos deverão ser solucionados pela OEA.

Certamente se constituirá um Estado Maior Continental, que operará através da Junta Interamericana de Defesa. Dessa maneira, nenhum país será capaz de montar eficazmente operação alguma para se defender do saque "pseudo-colonialista" da "Nova Ordem Internacional", ainda quando se substitua um governo títere por outro autêntico.

IV - Considerações

Somente a partir de uma concepção integral do problema, em sua real e plena magnitude, onde se possa dimensionar a própria capacidade de defesa e seus mecanismos, se poderá encarar de modo eficaz o problema, pois, por ser comum a todos, se requer de uma ESTRATÉGIA COMUM que lhe dê resposta.

Não é obviando nossas realidades de Pátrias Soberanas que edificaremos a Integração Iberoamericana; é, ao contrário, afirmando nossas respectivas identidades e, a partir dos muitos pontos em comum que essa realidade nos apresenta (história, cultura e religião), que poderemos recriar o sonho de nossos pais.

Não é com a demencial violência da esquerda que se combate a opressão do imperialismo internacional da usura; nem é virando-se para a direita, com seu individualismo desumanizado, que se alcançará o Bem Comum de nossos povos.

É reafirmando o que somos, consolidando o que nos une, que encontraremos os caminhos que permitam resistir à agressão e construir uma comunidade de homens livres: a grande Nação Iberoamericana. Não é exagerado arriscar que, talvez, essa seja a oportunidade mais propícia para tentar esse grande sonho, já que é hoje quando nossas Nações estão mentalmente mais aptas para lográ-lo. Desde as lutas pela Independência não existiu outro fator aglutinante como o que se nos oferece no presente; sem dúvidas, o que nos exige a união e nos obriga a ocupar as mesmas trincheiras, é a AGRESSÃO COMUM.

V - Reflexão Final

As vozes da História e a memória dos Povos Iberoamericanos, surgidos das sacrificadas e longas lutas de seus antepassados, hoje se enfrentam a uma difícil encruzilhada. Poderes Estrangeiros, confabulados com as ambições mesquinhas de governantes locais, (que cederam sua alma e venderam seus povos), pretendem lhes impôr um Sistema Prepotente e Imoral: "A Nova Ordem Internacional"

Hoje, a agressão da Nova Ordem sobre a América Ibérica nos une em uma luta pela Nova Independência. Não há nem haverá soluções isoladas; nenhum País por si só poderá triunfar; a Resistência deverá ser global e definitiva para que, a partir dela, logremos a tão ansiada RECONSTRUÇÃO DE NOSSOS POVOS.

Resistir a essa moderna e falaz invasão, por nossas Culturas e Valores, é um mandato de nossos próceres e ao mesmo tempo, um dever de todo patriota iberoamericano que se considere ser pessoa dotada de dignidade. Sem dúvida que, em Deus, sua Santíssima Mãe e nossos Irmãos da Grande Pátria, encontraremos a fonte de inspiração e toda a vontade para a Luta.

A AMÉRICA É POSSÍVEL!

Apêndice 2000

"A única verdade é a realidade"

1 - Em 6 de dezembro de 1992 o presidente Carlos Saúl Menem, Domingo Cavallo e William Rhodes (presidente do comitê de bancos credores), assinaram o ingresso da Argentina ao Plano Brady, apesar da plena vigência do art.67 da Constituição Nacional (hoje 75, incisos 4 e 7), que estabelecia competência exclusiva do Congresso Nacional na matéria. Dessa forma o Governo transacionou com a usura internacional e seus aliados vernáculos e hipotecou o futuro de várias gerações. Não se ouviu nenhuma reação da parte dos legisladores.

2 - A dívida pública cresceu na Argentina desde 1991 - ano da convertibilidade e de 1 peso = 1 dólar - a maior de 1999, uns 51%, chegando a um total de 112.357 milhões, segundo dados oficiais. Para muitos economistas especializados a dívida é na realidade de praticamente 170.000 milhões de dólares.

3 - O mercado comum sulamericano (MERCOSUL) está em plena crise e seus principais sócios, Brasil e Argentina, não encontram soluções concretas para os verdadeiros problemas que afetam seus povos. Está à vista que as dificuldades provém da política de ajuste implementada no continente pelo FMI e por uma dívida externa impagável. Mas ademais se aponta a centralizar o poder industrial da América Ibérica no Brasil e converter à Argentina em provedora de matéria-prima sem valor agregado.

4 - Leva mais de cinco anos sem obter sanção um projeto de lei sobre lavagem de dinheiro, pois é questionado pelos banqueiros. O próprio Banco Central, em mãos de um funcionário processado, admite que no país se lavam mais de 5 mil milhões de dólares provenientes do narcotráfico. Se detectaram recentemente investimentos por parte da viúva de Escobar Gaviria, que foi líder do Cartel de Medellín além de pessoas relacionadas ao Cartel de Juárez.

5 - Em dezembro de 1999 se levou a cabo na Argentina uma estranha reunião com a presença do ex-presidente dos EUA, George Bush, a qual assistiram o presidente Fernando de la Rúa, Carlos Rohm, dono do Banco Geral de Negócios, o presidente eleito do Uruguai, Jorge Batile e David Mulford (ex-titular do Tesouro dos EUA). Também concorreu o já ex-presidente Menem, que deixou deslizar que alguém dos presentes havia proposto legalizar o uso de drogas.

6 - A Chancelaria Argentina propôs à Comissão de Direitos Humanos da ONU criar uma "convenção para prevenir e sancionar o desaparecimento forçado de pessoas". Se pretende que as pessoas possam ser julgadas por esse delito em qualquer dos países que se integrem à convenção, quer dizer por "outros magistrados internacionais que o considerem pertinente". O objetivo real é invadir a soberania e a autodeterminação nacional das nações, e ao mesmo tempo evitar a pacificação definitiva dos argentinos.

7 - A sociedade argentina é refém do medo e Buenos Aires está qualificada como a cidade mais insegura do país.

8 - O 10% mais pobre dos argentinos recebe apenas o 1.5% da renda e o 10% mais rico se apodera de 36.1%. Com extrema desfaçatez o Banco Mundial diz que os delitos crescem por efeito da crise econômica, pretendendo se esquecer que junto com o FMI, são responsáveis por impulsionar e exigir a aplicação do modelo econômico baseado na convertibilidade, com sua sequela de fome, desemprego, analfabetismo e abandono das crianças e idosos.

9 - Na Argentina estão ficando a descoberto os interesses econômicos de George Bush e sua família, em petróleo, cassinos, represas e gás. A própria imprensa norteamericana tem se ocupado de develar a ação lobista sobre os governos "democráticos" do homem que em 1990 queria fuzilar os militares que se opuseram aos planos genocidas para a América Ibérica.

10 - A recessão produz cada vez mais efeitos negativos sobre o consumo de alimentos. O povo nos dois primeiros meses desse ano comprou 3% a menos que no mesmo período do ano passado, chegando a retração a produtos básicos como o azeite, arroz, o leite, a manteiga e polenta.

Com essa breve enumeração só se pretende gerar a reflexão dos argentinos. São alguns resultados concretos do modelo da Nova Ordem Mundial, sobre os quais advertimos no presente folheto há mais de dez anos.

É necessário observar detidamente que o povo vai perdendo as esperanças, está de mau humor, descrente e com perigosos sintomas de esgotar sua paciência frente à falta de trabalho e à recessão que não deixa de crescer. Há uma só opção cristã frente à realidade atual da Argentina e de toda América Ibérica. "Ou salvamos os seres humanos ou salvamos os banqueiros". Sobra as palavras, a escolha é óbvia. Cumprimos em advertir. Amanhã será tarde.





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