quinta-feira, 26 de julho de 2012

O Peronismo Será Revolucionário ou Não Será Nada

por Evita Perón



Em meu país o que se estava por fazer era nada menos que uma Revolução.

Quando a "coisa por fazer" é uma Revolução então o grupo de homens capazes de percorrer este caminho até o fim se reduz às vezes ao extremo de desaparecer.

Muitas revoluções foram iniciadas aqui e em todos os países do mundo. Porém uma Revolução é sempre um caminho novo cujo percurso é difícil e não é feito senão para os que sentem a atração irresistível das iniciativas arriscadas.

Por isso fracassaram e fracassam todos os dias revoluções desejadas pelo povo e ainda realizadas com seu apoio total.

Um dia me disseram que era demasiado peronista para que pudesse encabeçar um movimento das mulheres de minha Pátria. Pensei muitas vezes nisso e ainda que de imediato senti que não era verdade, tratei durante algum tempo de chegar a saber por que não era não era nem lógico nem razoável.

Agora creio que posso dar minhas conclusões.

Sim, sou peronista, fanaticamente peronista.

Demasiado não, demasiado seria se o peronismo não fosse como é, a causa de um homem que por se identificar com a causa de todo um povo possui um valor infinito. E ante uma coisa infinita não se pode levantar a palavra "demasiado".

Perón diz que sou demasiado peronista porque ele não pode medir sua própria grandeza com a vara de sua humildade.

Os outros, os que pensam, sem me dizer, que sou demasiado peronista, esses pertencem à categoria dos "homens comuns". E não merecem resposta!

Uns poucos dias ao ano, represento o papel de Eva Perón; e nesse papel creio que me desempenho cada vez melhor, pois não me parece difícil nem desagradável.

A imensa maioria dos dias sou ao invés Evita, ponte estendida entre as esperanças do povo e as mãos realizadores de Perón, primeira peronista argentina, e este sim me resulta papel difícil, no qual nunca estou totalmente contente comigo.

De Eva Perón não interessa que falemos.

O que ela faz aparece demasiado profusamente nos diários e revistas de todas as partes.

Em câmbio, sim interessa que falemos de "Evita"; e não porque sinta nenhuma vaidade em sê-lo senão porque quem compreenda a "Evita" talvez encontre logo facilmente compreensíveis os seus "descamisados", o próprio povo, e esse nunca sentirá mais do que é...nunca se converterá portanto em oligarca, que é o pior que pode suceder a um peronista!

Eu sei que quando eles me criticam no movimento, o que no fundo lhes dói é a Revolução.

Perón e Perón cumprirão com seu povo.

Enquanto isso possa ocorrer, eles não voltarão.

Por isso tratam de me destruir.

Sabem também que não trabalho para mim, não me verão jamais buscando uma vantagem pessoal e isso os sobressalta.

Desejariam ver-me cair no egoísmo e na ambição, para demonstrar assim ao povo que no povo busquei a mim mesma.

Sabem que assim poderiam me separar do povo. Não entendem que eu em meus afãs não busco outra coisa que o triunfo de Perón e de sua causa por ser o triunfo do próprio povo.

Nem mesmo quando me aproximo dos que trabalham ou dos que sofrem o faço buscando uma satisfação egoísta de quem faz algum sacrifício pessoal.

Eu me esforço todos os dias para eliminar de minha alma toda atitude sentimental frente os que me pedem.

Não quero ter vergonha de mim perante eles. Vou a meu trabalho cumprindo meu dever e para dar satisfação à justiça.

Nada de lirismo nem de charlatanismo, nem de comédias, nada de poses nem de romances.

Nem quando entro em contato com os mais necessitados ninguém poderá dizer que faço o papel da dama caridosa que abandona seu bem-estar por um momento para figurar que cumpre uma obra de misericórdia.

Do próprio Perón, que sempre costuma dizer: "o amor é a única coisa que constrói", eu aprendi o que é uma obra de amor e como ela deve ser cumprida.

O amor não é - segundo a lição que aprendi - nem sentimentalismo romântico, nem pretexto literário.

O amor é dar-se; e "dar-se" é dar a própria vida.

Enquanto não se dá a própria vida, qualquer coisa que se dê é justiça. Quando se começa a dar a própria vida então se começa a fazer uma obra de amor.

Para mim, por isso, descamisado é o que se sente povo. O importante é isso; que se sinta povo e ame e sofra e goze como povo, ainda que não vista como povo, que isso é o acidental.

Um oligarca empobrecido poderá ser materialmente descamisado porém não será um descamisado autêntico.

Aqui também me declaro inimiga das formas, segundo o que estabelece a doutrina peronista.

Para mim, os operários são por isso, em primeiro lugar, descamisados: eles estiveram todos na Praça de Maio aquela noite. Muitos estiveram materialmente; todos estiveram espiritualmente presentes.

Nem todos os descamisados são operários, porém, para mim, todo operário é um descamisado; e eu não esquecerei jamais que a cada descamisado devo um pouco da vida de Perón.

Em segundo lugar, eles são parte integrante do povo; desse povo cuja causa ganhou meu coração desde muitos anos.

E em terceiro lugar, são as forças poderosas que sustentam a estrutura sobre cujo esqueleto se levanta o edifício mesmo da Revolução.

O movimento peronista não poderia se definir sem eles.

Sou sectária, sim. Não o nego; e já o disse. Porém, poderá alguém negar esse direito? Poderá negar-se aos trabalhadores o humilde privilégio de que eu esteja mais com eles do que com seus patrões?

Se quando eu busquei amparo em meu amargo calvário de 1945, eles, somente eles, me abriram as portas e me estenderam uma mão amiga?

Meu sectarismo é ademais um desagravo e uma reparação. Durante um século os privilegiados foram os exploradores da classe operária. Faz falta que isso seja equilibrado com outro século no qual os privilegiados sejam os trabalhadores!

Quando passe este século creio que terá chegado o momento de tratar com a mesma medida aos operários e aos patrões, ainda que suspeito que já para então o Justicialismo terá conseguido seu ideal de uma única classe de homens, os que trabalham.

Um pouco é o inconsciente culpável que não os quer deixar ver bem e a fundo a realidade total.

E outro pouco é por aquilo que disse da própria pobreza que se esconde.

Os desprevenidos visitantes que passeiam por ali verão ranchos de palha e barro, casinhas de latão, alguns vasos de flores e algumas plantas, ouvirão algum canto mais ou menos alegre, o barulho das crianças bricando nos terrenos baldios...e por acaso lhes ocorrerá pensar que tudo isso é poético e talvez romântico.

Pelo menos frequentemente ouvi dizer que se trata de bairros "pitorescos".

E isso me pareceu a expressão mais sórdida e perversa do egoísmo dos ricos.

Pitoresco é para eles que homens e mulheres, velhos e crianças, famílias inteiras devam habitar casas piores que os túmulos de qualquer rico, medianamente rico!

Eles não veem jamais, por exemplo, o que ocorre ali quando chega a noite.

Ali onde quando há cama muitas vezes não há colchões, ou vice-versa; ou onde simplesmente há uma só cama para todos...! E todos sendo sete ou oito ou mais pessoas: pais, filhos, avós...!

Os pisos dos ranchos, casinhas e bordéis costumam ser de terra limpa.

Pelos tetos costumam infiltrar-se a chuva e o frio...! Não somente a luz das estrelas, que isso seria o poético e o romântico!

Ali nascem os filhos e com eles se agrega à família um problema que começa a crescer.

Os ricos todavia creem que cada filho traz, segundo um velho provérbio, seu pão debaixo do braço; e que onde comem três bocas há também para quatro. Como se vê que nunca viram de perto à pobreza!

O mundo tem riqueza disponível como para que todos os homens sejam ricos.

Quando se faça justiça não haverá nenhum pobre, pelo menos entre os que não quiserem sê-lo.

Por isso sou justicialista...

Por isso não tenho medo de que as crianças de meus lares se acostumem a viver como ricos, com tal de que conservem a alma que trouxeram: alma de pobres, humilde e limpa, simples e alegre...!

No que as obras são minhas é no selo de indignação perante a injustiça de um século amargo para os pobres.

Dizem por isso que sou uma "ressentida social".

E tem razão meus "super críticos". Sou uma ressentida social. Porém meu ressentimento não é o que eles creem.

Eles creem que se chega ao ressentimento unicamente pelo caminho do ódio... Eu cheguei a esse mesmo lugar pelo caminho do amor.

E não é um jogo de palavras. Não.

Eu luto contra todo privilégio de poder ou de dinheiro. Vale dizer contra toda oligarquia, não porque a oligarquia me tenha tratado mal alguma vez.

Ao contrário! Até chegar ao lugar que ocupo no movimento peronista eu não lhe dava mais que "atenções". Inclusive algum grupo representativo de damas oligarcas me convidou a integrar seus altos círculos.

Meu "ressentimento social" não me vem de nenhum ódio. Senão do amor: do amor por meu povo cuja dor abriu para sempre as portas de meu coração.

Ademais eu fui sempre desordenada em minha maneira de fazer as coisas; me agrada a "desordem" como se a desordem fosse meu meio normal de vida. Creio que nasci para a Revolução. Vivi sempre em liberdade. Como os pássaros, sempre me agradou o ar livre do bosque. Nem mesmo pude tolerar essa certa escravidão que é a vida na casa paterna, ou a vida - no povoado natal... Muito cedo em minha vida deixei meu lar e meu povo, e desde então sempre fui livre. Quis viver por minha conta e vivi por minha conta.

Por isso não poderei jamais ser funcionária, que é atar-se a um sistema, encadear-se à grande máquina do Estado e cumprir ali todos os dias uma função determinada.

Não. Eu quero seguir sendo pássaro livre no bosque imenso.

Me agrada a liberdade como ela agrada ao povo, e nisso como em nenhuma outra coisa me reconheço povo.

Não importa que ladrem.

Cada vez que eles ladram nós triunfamos.

O mal seria que nos aplaudissem! Nisso muitas vezes se vÊ todavia que alguns dos nossos conservam velhos preconceitos.

Costumam dizer por exemplo:

Não se dão conta de que aqui, em nosso país, dizer "oposição" significa ainda dizer "oligarquia". E isso vale como se disséssemos "inimigos do povo".

Se eles estão de acordo, cuidado, com isso não deve estar de acordo o povo.

Desejaria que cada peronista gravasse este conceito no mais íntimo da alma; porque isso é fundamental para o movimento.

Nada da oligarquia pode ser bom!

Não digo que possa haver algum "oligarca" que faça alguma coisa boa... É difícil que isso ocorra, porém se ocorresse creio que seria por equívoco. Conviria lhe avisar que se está fazendo peronista!

E conste que quando falo de oligarquia me refiro a todos os que em 1946 se opuseram a Perón: conservadores, radicais, socialistas e comunistas. Todos votaram pela Argentina do velho regime oligárquico, entreguista e vende-pátria.

Desse pecado não serão redimidos jamais.

A Razão de minha Vida.

A história é também criação dos povos, porque se os povos sem condutores quase não avançam na história, tampouco a história não avança nunca sem grandes povos, ainda que tenham grandes condutores, porque estes sucumbem por falta de colaboração, às vezes por covardia e às vezes por incompreensão.

Nós encontramos ao "homem"; não temos já mais que um só problema: que quando o homem se vá, como diz nosso Líder, a doutrina fique, para que seja a bandeira de todo o povo argentino.

Não há de ser a aspiração do povo argentino - e acima de tudo a nossa de peronista, a quem me dirijo ao falar nessa classe - a de trabalhar com roupa feita.

Nós queremos uma obra de arte, e as obras de arte não se vendem em série, senão que são obras de um artista que as criou. Portanto, não se podem comprá-las a mais, nem fabricá-las todos os dias.

Os críticos da história dizem que não se pode escrever a história nem falar dela se isso é feito com fanatismo, e que ninguém pode ser historiador se deixa-se dominar pela paixão fervorosa de uma causa determinada. Por isso eu me excluo de antemão. Eu não quero, em realidade, fazer história, ainda que a matéria se chame assim. Eu não poderia renegar jamais de meu fanatismo apaixonado pela causa de Perón.

Vocês terão visto que Eva Perón jamais fez uma questão pessoal.

E como sei que é desgraçado aquele que não se equivoca nunca porque não faz anda, quando me equivoquei reconheci imediatamente o erro e me retirei, para que não fosse eu a causa de um erro que pudesse prejudicar o movimento. Assim devem ser vocês, honrados para reconhecer quando se equivocam, e honrados e valentes para fazer chegar, em qualquer momento, a todos os peronistas, a voz sincera, valente e doutrinária de nossa causa. Há de ser grande a causa do General, quando nós, em lugar de nos submeter e nos conformar com os velhos "comitês" escutando a voz do Líder, formamos unidades básicas da Nova Argentina na vida política, tanto no que se refere aos companheiros como às companheiras. Porém não nos conformamos com isso, nós peronistas, porque o general Perón é homem de criações e realizações. É por isso que se criou essa Escola Superior Peronista, para estabelecer mentes, para que conheçam, sintam e compreendam mais ainda, se possível, essa doutrina, da qual alguns de vocês serão os realizadores, e outros, como disse nosso querido Presidente e Líder, os pregadores, que irão por todos os caminhos empoeirados da Pátria disseminando as verdades dessa Nova Argentina e de um gênio ao qual devemos aproveitar.

Não se esqueçam que - segundo disse Napoleão - os gênios são um meteoro que se queima para iluminar um século.

Em meio a esse mundo pleno de sombras em que se levanta essa voz justicialista que é o peronismo, parecerera que a palavra justicialista assusta a muitos homens que levantam tribunas como defensores do povo, muito mais que o comunismo. Eu pensava nesses dias, em uma conferência que me coube presidir, se o mundo quererá de verdade a felicidade da humanidade ou só aspira lhe fazer a jogada um pouco carnavalesca e sangrenta de utilizar a bandeira do bem para satisfazer interesses mesquinhos e subalternos. Nós temos que pensar, e chamar um pouco à reflexão à humanidade acima de tudo aos homens que tem a responsabilidade de dirigir os povos. Pelo que sei o carnaval não dura mais que três dias ao ano, e portanto, é necessário que retiremos as caretas e que olhemos bem para a realidade, não fechando os olhos para ela, e que a vejamos com os olhos que a vê Perón, com os olhos do amor, da solidariedade e da fraternidade, que é a única coisa que pode construir uma humanidade feliz. Para isso é necessário que não repitamos a sangrenta palhaçada que a fizeram os "defensores" do povo aos trabalhadores. Por exemplo, durante 30 anos se erigiram em defensores deles e estiveram seguindo um capitalismo cru, sem pátria nem bandeira; quando uma mulher da América levanta a voz para dizer a palavra justicialista, se escandalizam como se tivessem pronunciado a pior das ofensas que se possa dizer.

Quando olho para Perón me sinto povo, e por isso sou fanática do General; e quando olho para o povo me sinto esposa do General, e então sou fanática do povo.

O movimento popular dos descamisados do 17 de outubro não é grande somente por si mesmo, senão também por suas consequências.

Desde esse dia o povo tem consciência de seu valor e de sua força.

Sabe que ele pode impor sua vontade soberana em qualquer momento, sempre que mantenha organizados os quadros de seus agrupamentos sindicais. Porque essa é a única força com que o povo argentino poderá manter sua soberania frente qualquer eventualidade.

Porque Perón terá realizado a revolução por causas que não são as que perseguiam outros companheiros seus.

Os demais acreditavam que as causas da revolução eram a fraude e a imoralidade na administração pública, e os círculos políticos que não se ocupavam do país, senão de seguir no governo a qualquer preço e a qualquer custo.

Perón via mais além.

Se tudo tivesse consistido somente nisso, a revolução teria cumprido com o povo em muito pouco tempo. Com uma simples reforma política se consertava tudo.

Porém isso seria ver o problema muito superficialmente, pois se bem era um problema fundamental a fraude com que se teria enganado o povo por tanto tempo; se bem era um problema sério para os governos anteriores a imoralidade administrativa, o problema mais sério - e ainda o mais agravante para o povo - era a exploração do homem pelo homem e, por outra parte, a entrega constante da Pátria à potência estrangeira que pagasse mais.

Porém, para desgraça dos argentinos, não só se vendia a Pátria; se rendia fidelidade às potências com o só fim de ter amigos importantes no estrangeiro.

Isso era mais fundamental.

Por que temos os justicialistas tão fervorosa admiração, respeito e carinho pelos povos, qualquer seja sua raça, seu credo, sua bandeira?

Por várias razões, todas muito simples: porque os povos tem o sentido inato da justiça.

Por isso Perón sustenta que, para suprimir as guerras injustas, os governos devem consultar seus povos.

Se o povo fosse consultado não haveria guerras porque quase todas são injustas.

Nós, os justicialistas, não estamos contra as guerras quando se luta pela justiça. Porém, desgraçadamente, nesse mundo muito pouco ou nada se há lutado pela justiça.

Se há lutado sempre por interesses econômicos, e muitas vezes por imperialismos que são alheios a nós, já que somente nos interessa a justiça dos povos.

Os povos levam em si mesmos, todos sem exeção, sentimentos de generosidade, de amor, de altruísmo, de solidariedade. Daí o êxito que tem, nos povos, as doutrinas generosas.

Muitas vezes me ouviram falar de Perón nessas classes. Eu sei que tive que fazer sofrer o General em sua humildade, dizendo em sua presença coisas que dirão dele cem gerações de argentinos, bendizendo seu nome.

Me antecipei à história, nada mais, e interpretei nosso grande povo argentino, aos humildes.

Cheguei a dizer que Perón é o compêndio maravilhoso das melhores e mais altas virtudes que adornaram a alma de todos os gênios que teve a humanidade.

Talvez alguém haja pensado que eram exageros, produto de meu fanatismo - e isso entre nós - porque os de fora drião que estou a ponto de perder o equilíbrio, ou que estou completamente desequilibrada. Se o sábio não aprova, mal; porém se o néscio aprova, pior. Assim é que, quanto mais me combate ou nos combatem, mais seguro estamos de ir pela senda do bem e caminhando para um futuro melhor.

Sou jovem e com um marido maravilhoso, respeitado, admirado e amado pelo seu povo.

Me encontro na melhor das situações.

Esse é o caminho fácil, o de macadame.

Eu quero a selva e a incógnita.

Sabem por quê? Porque a selva e a incógnita é defender à Nação, ainda que nós caiamos. Poderão apagar o General e a mim, porém não poderão apagar com o tempo o fato de que, podendo escolher o caminho fácil e a porta larga da história, escolhemos a selva para abrir horizontes e caminhos com um afã extraordinário de unidade nacional.

Acima de tudo o dos peronistas, que é o da maioria do povo, queimando nossas vidas, deixando diariamente migalhas de trabalho, de esforço, de sacrifício e de amarguras.

É que creio que somente com fanáticos triunfam os ideais, com fanáticos que pensem e que tenham a valentia de falar em qualquer momento e em qualquer circunstância que se apresente, porque o ideal vale mais que a vida, e eqnaunto não se há dado tudo por um ideal, não se há dado nada.

E tudo é a vida mesma.

Demasiado intranscendente e medíocre seria viver a vida se ela não fosse vivida por um ideal.

Os homens de nosso tempo, mais que os de todos os tempos da história, necessitam de quem lhes assinale um caminho; porém exitem que quem os queira conduzir tenha algo mais que boas e grandes idéias.

Necessitam de um condutor extraordinário.

Os homens desse século, talvez por terem sido tão enganados, necessitam de gênios para crer, porque então eles verão os olhos de seu condutor e mestre, ouvirão pelos ouvidos dele e falarão por seus lábios.

E assim expressaremos ao mundo uma verdade justicialista, e muitas gerações, não já de argentinos, senão de homens de todas as latitudes, nos bendirão por termos tido nós a valentia de acompanhar um homem que nasceu nesse pedaço de terra argentina.


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