terça-feira, 17 de julho de 2012

Em Defesa das Mulheres Falsas

por Anthony Ludovici



Na mulher positiva só se pode reconhecer aqueles vícios que são inseparáveis de suas funções como promotora e preservadora da vida, para todos os outros vícios que ela possa ou não ter em comum com o homem. Aqueles que são constantemente característicos dela são: (1) duplicidade e indiferença em relação à verdade, (2) falta de gosto, (3) vulgaridade, (4) amor pelo poder medíocre, (5) vaidade e (6) sensualidade.

Estes seis vícios cardeais tem sido reconhecidos nela em todas as eras; eles tem sido censurados e deplorados, mas ninguém até agora, até onde eu sei, já os traçou de volta a um princípio vital básico interior a ela. Ninguém jámais disse sobre eles, por exemplo, o que eu digo deles: que tentar erradicá-los de sua natureza significaria atacar a garantia mais sólida que possuímos de sobrevivência humana.

Enquanto discuto os vícios menores e derivativos que descendem desses seis vícios cardeais eu, porém, também demonstrarei a conexão destes últimos com o princípio vital feminino, já que em alguns casos isso não é óbvio à primeira vista.

Diferentemente do homem, cuja natureza é mais variegada e mais sujeito a variação, a mulher é possuída por um primum mobile que nós podemos reconhecer - isto é, ela é movida por um motivo determinante que nós podemos observar em operação. Como vimos, esse primum mobile faz dela a principal custódia e preservadora da vida, e a principal promovedora da multiplicação da vida. De fato, essas duas funções constituem sua importância principal, e a imbuem de grande poder e grande valor. Tudo o mais na mulher é de menor importância. Se, portanto, assumirmos nessa fase de nosso tratado - pois a questão já foi várias vezes demonstrada - que o ímpeto incessante e inconsciente da mulher positiva é em direção à vida e sua multiplicação, nós podemos esperar e encontrar na mulher todas as virtudes que garantem a sobrevivência da espécie, e todos os vícios que a própria vida revela na busca desse mesmo objetivo.

Vendo que a busca da vida e sua multiplicação é, na natureza, uma atividade que não é embaraçada por qualquer tipo de consideração moral, nós podemos nos perguntar, se em vistas da dificuldade de melhorar os métodos da Natureza nesse sentido, e em vistas, ademais, do fato de que a mulher é uma criança da Natureza, se nós não estamos justificados em reconhecer na mulher um primum mobile que também é completamente amoral.

Se nós estamos assim justificados, então se segue que todas as características mais profundas da mulher, como as características da Natureza, não são morais, mas imorais, não são sociais, mas associais, não são legais, mas ilegais.

Vamos prosseguir para examinar essa afirmação de modo mais próximo. As características mais profundas da mulher são consideradas por nós como imorais. O que isso significa precisamente? Nós temos admitido que o que constitui o maior valor de uma mulher e seu maior poder é que ela é a principal sustentadora das funções vitaus: a promoção e preservação da vida. Se, portanto, ela também é imoral, isso deve querer dizer que no cumprimento de seu destino ela tem que correr contrariamente, como faz a Natureza, a nosso padrão de integridade moral. Portanto, que se ela fosse moral isso seria um obstáculo no caminho de seu destino. Mas como ela revelará essa imoralidade ou amoralidade? Meinha resposta é: sendo, como a Natureza, completamente inescrupulosa nos meios que ela adota para atingir seu fim vital - quer dizer, mais atenta ao fim vital do que a qualquer outra coisa, como verdade, honra, justiça, fair play, etc. Pois moralidade significa escrúpulos, ela envolve a necessidade de considerar escrúpulos como obstáculos no caminho de certas ações. Se, portanto, nós podemos mostrar que a mulher, como a Natureza, é inescrupulosa em sua promoção e preservação da vida, nós teremos nos encaminhado em direção a estabelecer o fato de sua imoralidade.

Antes, porém, de prosseguirmos nisso, nós deveríamos lembrar a todos os leitores, que a esse ponto podem começar a sentir suas bochechas remexendo de indignação, que, já que a partir do ponto de vista do otimista é desejável que a espécie humana sobreviva, uma elevada sanção prevalece sobre a inescrupulosidade vital da mulher, independentemente do quão surpreendentes e inesperadas suas consequências se provem. Por exemplo, se, como esperamos já ter abundantemente demonstrado, a preocupação principal e mais profunda da mulher é a multiplicação e preservação da vida, é óbvio que, quando confrontada com uma situação na qual uma mentira assegurará seu fim vital, e uma em que a verdade a derrotará, ela naturalmente e instintivamente escolherá a mentira; não porque ela necessariamente prefere mentir, mas porque ela está mais preocupada com o fim em vistas do que com os meios que ela adota para alcançá-lo, e cada mentira para ela é uma mentira "branca" que garante seu fim vital. Se, então, a partir de uma indiferença vital pela verdade ela ultimamente revele uma indiferença ordinária à verdade nas circunstâncias comuns e menos vitais da vida quotidiana, nós devemos culpar não uma perversidade fundamental de sua natureza, que pareceria sugerir que a obliquidade moral é um elemento enraizado e inerradicável de sua psiquê, mas uma característica auto-preservativa da faça que, ainda que se manifestando, como ocorre, desnecessariamente e provocantemente nas questões quotidianas, não obstante, se completamente ausente, provaria ser a mais séria ameaça à sobrevivência da humanidade. Na forma de uma símile nós poderíamos dizer que, assim como o bom atirador perturba nossos momentos silenciosos com sua prática incessante de tiro, e seu desejo insaciável de acertar tudo, ainda assim nós aplaudimos e defendemos seu amor por sua arma de fogo e sua perícia com ela quando em tepo de guerra ele e seus similares defendem nossos lares e a nós ao darem conta de números dos inimigos.

Isso está claro? Em inglês direto, para pegar um caso extremo, se uma garota deve estar equipada com aquela habilidade para embustes e pequenas mentiras que, apesar das circunstâncias adversas, lhe permitirão garantir um amante e um marido e uma grande família cedo na vida; se, ademais, ela deve estar preparada para chegar a extremos para defender e promover o bem-estar de suas crianças (como todas as boas mães estão), e também garantir sua sobrevivência e sucesso acima de outras e possivelmente de crianças mais merecedoras ou melhores (como todas as boas mães estão preparadas para fazer); se, ademais, em suas relações com seu marido e suas crianças, ela deve demonstrar aquele tato e diplomacia que sempre lhe garantem a vitória nas negociações domésticas; então, me parece, que nós temos uma criatura cujos dons especiais se estenderão para além de sua família e suas preocupações vitais, e invadirão todas as outras circunstâncias de sua vida, e que irá inevitavelmente praticar embustes e pequenas mentiras naquelas condições em que a vida, sua multiplicação e preservação não estão necessariamente em questão.

O fato, porém, de que tal criatura possa ser detectada de novo e de novo em algum ato de inescrupulosidade, não necessariamente concernente diretamente à vida ou algum interesse vital, não significa que ela é perversa ou depravada pura simplesmente, como fins em si mesmos, mas simplesmente que sua inescrupulosidade vital não pode ser bem confinada ao negócio da vida e sua multiplicação, e não pode existir como uma característica útil de seu ser, sem se manifestar em condições e circunstâncias nas quais nenhuma consideração vital está em jogo. Em outras palavras, se você tiver que escolher entre um bom cão doméstico que o protegerá de ladrões à noite, você deve alertar o leiteiro e lixeiro, ainda que eles não possuam intenções desonestas ao entrar em seu jardim, para que não se aproximem dele, pois sua característica útil acaba se manifestando em circunstâncias e condições nas quais sua utildiade não é vital.

Quando do folclore e do mito, de provérbios nacionais e da tradição, e de livros sagrados das religiões mais antigas, portanto, nós aprendemos que a mulher é duas-caras ou falsa ou traiçoeira ou desleal, enquanto nós não podemos esperar que essas fontes de informação nos deem também suas razões para seu veredito,  nós temos pelo menos um indício de que algo mais profundo está em jogo do que uma obliquidade mental. Pois se poderia pensar que séculos de educação teriam erradicado essas características das mulheres e que, se isso falhou, algo mais essencial à natureza da mulher do que uma mera perversão mental pode ser a causa. Nem é o bastante apontar, como faz Lombroso, para a fraqueza relativa da mulher, a suas perturbações funcionais periódicas, a sua modéstia, etc. para responder por um traço tão universalmente atestado.

A mulher positiva que é desleal com seu marido ausente não é desleal por fraqueza: ela é desleal devido ao impulso vital de seus importantes órgãos reprodutores, que, após um longo desuso, clamorosamente demandam emprego. A mulher que mente sobre sua idade, ou sobre seus antecedentes, ou sobre qualquer outra circunstâncias de sua vida, de modo a assegurar um marido ou amante, não o faz porque ela é relativamente mais fraca do que o homem que ela deseja, mas porque, novamente, sua mente inconsciente a impele a buscar a fertilização a qualquer custo.

A injustiça da atitude da maioria dos psicólogos e outros homens em relação ao fenômeno da inconfiabilidade e falsidade nas mulheres consiste no fato de que eles condenam sem compreender; enquanto aqueles que nem condenam nem compreendem, teimosamente, estupidamente e sentimentalmente negam mesmo diante de toda a evidência avassaladora em prova de sua existência. Mas quando você admite que a duplicidade e a deslealdade nas mulheres são parte de um princípio vital que garante a multiplicação e preservação da vida, e serve aos melhores interesses da espécie, você não tem mais o direito de condenar essas mesmas características quando elas calham de operar em circunstâncias e condições inconvenientes para si mesmo. Não se pode sempre esperar ter as duas coisas, e se a espécie se beneficia por um certo princípio feminino ela deve esperar pagar por esse princípio em algum lugar, em algum momento.

Tentar tornar a mulher perfeitamente honesta e honrada seria, portanto, um ataque ao impulso mais vital que existe nela - aquele impulso que faz com que ela seja ávida ao ponto da inescrupulosidade em garantir e preservar a multiplicação da vida. E ainda assim há muitos sábios tolos, tanto homens como mulheres, que solenemente se designaram para esse objetivo, e estão tentando alcança-lo por todos os meios a sua disposição.

Se nós observarmos a própria Natureza engajada na mesma tarefa que constitui a principal preocupação feminina na vida, nós observamos a mesma inescrupulosidade. A Natureza não se detém por nada para alcançar este fim. Todos os meios são válidos para ela: rapina, falsidade, ilusão, usurpação de direitos, furtividade, roubo, invasão e completa indiferença a qualidade e desejabilidade.

A vida na Natureza é um processo contínuo de conflitos interraciais e intrarraciais por poder e supremacia, sem princípios, exceto aquele de "mais vida" em cada raça ou espécie, governando o todo. Cada espécie se comporta como se apenas ela tivesse o direito de existir sobre a terra, independentemente de todas as outras reivindicações. O fato de que há mais espécies de parasitas do que de qualquer outro tipo de organismo mostra que esse processo universal de rapina e falsidade é perseguido sem qualquer exercício natural de favor pelo que, a partir do ponto de vista humano, possa ser chamado de desejabilidade. O parasita mata o gênio humano tão prontamente quanto ele mata a vaca, e os gafanhotos devoram a comida que é o único sustento da ovelha e seus carneirinhos. Sem escrúpulos e sem favores, o único clamor da Natureza é "vida!" e cada vez mais "vida!", e se o sucesso na luta recai sobre o que chamaríamos de espécies mais "nobres" ou para as "inferiores" é uma questão de total indiferença para ela...



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