quarta-feira, 4 de julho de 2012

Economia de Guerrilha: Pare de Financiar o Inimigo

por Alex Kurtagic

Em meu artigo anterior, eu discuti o conservador respeitável, uma espécie numerosa cuja existência eu considero como um - senão nosso principal - obstáculo na batalha para inspirar os nossos para ua ação de oposição contra um sistema hostil.

Eu afirmei que, como o homo oeconomicus arquetípico, sua natureza consciente de status faz com que ele prefira fazer pequenas concessões ao politicamente correto ao longo de um grande período de tempo, do que se engajar em uma ação inconformista e insurrecionária com um resultado incerto. Assim, temendo a perda do emprego, da renda, e/ou de status, ele concordará com nossas análises, mas não agirá com base nisso, e até mesmo manterá suas opiniões estritamente privadas, confinadas (se afirmadas com algum grau de honestidade, ou até mesmo de qualquer modo) a um pequeno círculo de familiares e amigos. Enquanto - se nós fizermos o esforço para pensar de modo egoísta e a curto prazo - nós talvez possamos compreender suas motivações, o fato permanece de que o conservador respeitável é uma espécie medrosa, ostensivamente crítica (onde permitida), mas (onde importa) ultimamente obsequiosa e subserviente a uma classe de indivíduos que o despreza e que está ativamente envolvida em sua extinção. Porque ao fazê-lo ele se remove enquanto obstáculo para a utopia liberal (e aqueles que inspiram, enganam, e/ou manipulam esta), é ele que torna a distopia liberal possível, pois a utopia liberal fica livre para buscar seus objetivos sem oposição.

Em meu livro, eu dirigi o impulso de minha crítica contra o conservador respeitável, e sadicamente sujeitei um deles a todos os tipos de reveses grotescas e inconvenientes. Na vida real, porém, eu penso que cabe a nós não apenas reclamar e criticar (o que é bastante fácil de fazer), mas fornecer uma alternativa. Afinal, se o conservador respeitável é quem torna a distopia liberal possível, a carência de uma alternativa é o que torna possível o conservador respeitável.

É importante lembrar que conservadores respeitáveis não são obsequiosos por escolha: eles o são por necessidade. A frase "Bem, eu não estarei por aqui quando as coisas ficarem tão ruins, então eu bem posso aproveitar a boa vida enquanto ela dura", não é meramente uma racionalização estruturada para proteger a auto-estima de um covarde. Ela é também prova de que uma contra-ofensiva efetiva no campo de batalha informacional é uma condição necessária para inspirar uma resistência eficaz entre conservadores respeitáveis.

Isso se deve a uma falta de autonomia econômica. Sendo dependente da tolerância e munificência de uma elite hostil para a aquisição de recursos, a aceitação aberta de nossos dados e nossos argumentos não promete qualquer vantagem material. Eu sustento que se houvessem oportunidades econômicas e profissionais suficientes fora do sistema para os nossos, o nosso principal problema não seria mais a falta de tutano dos conservadores respeitáveis. Estes ficariam felizes na busca acomodada por riqueza sem a necessidade de venderem a si próprios e aos outros.

Isso é importante, porque a habilidade de contar com a riqueza dos conservadores respeitáveis para financiar um sistema inimigo é atualmente uma das principais vantagens do inimigo. Segue-se, portanto, que a facilitação eficaz da independência moral por meio da autonomia econômica reduziria a fonte de riqueza do inimigo, limitaria sua habilidade em financiar seus programas, restringiria sua capacidade de recompensar a conformidade, diminuiria sua credibilidade geral, e assim reduziria sua autoridade geral.

Ademais, tal ataque econômico e de status provavelmente geraria uma dinâmica progressiva. A prosperidade visível de inconformistas autônomos em relação ao sistema, provavelmente motivaria suas contrapartes dependentes do sistema a mudarem de lado. Nesse cenário, o resultado seria uma erosão progressiva da habilidade das elites hostis em perpetuar seu poder, e uma melhoria concorrente e progressiva de nossas oportunidades vitais: dito de modo simples, nós deixaríamos de financiar o inimigo e passaríamos a financiar a nós mesmos.

Guerrilha como Estratégia Cultural

Conservadores respeitáveis não acreditam em nada a não ser em sua própria impotência perante um sistema que é poderoso o bastante para parecer invencível. O sucesso da "longa marcha através das instituições" da esquerda durante o século XX, porém, demonstrou que um incumbente culturalmente hegemônico pode ser derrotado até mesmo por uma minoria minúscula e não-representativa, pelo uso de táticas de guerrilha.

As táticas de guerrilha tornam vantajosa o pequeno tamanho da guerrilha quando comparada com o de seu inimigo militar: ela é rápida e ágil, enquanto seu inimigo é lento e rígido; ela é barata e onipresente, enquanto seu inimigo é caro e monolítico; ela é invisível e altamente móvel, enquanto seu inimigo é visível e majoritariamente estacionária. Ela também possui acesso às melhores e mais apropriadas armas, porque tende a roubá-las de seu inimigo; e é capaz de causar danos desproporcionais à moral inimiga ao focar seus ataques contra os pontos mais fracos do inimigo. Como resultado, e como Robert Taber apontou, a guerrilha "trava a guerra da mosca, e seu inimigo militar sofre as desvantagens do cão: muito para defender; um inimigo pequeno, onipresente, e ágil demais com o qual lidar".

É fácil esquecer que as idéias da esquerda outrora foram marginais, criminosas, e ultrajantes. Que elas hajam alcançado o status de ortodoxia face um público relutante que jamais pediu por elas e jamais precisou delas se deve ao fato de que a esquerda radical no Ocidente concentrou seus esforços em campanhas barulhentas por questões pequenas e vencíveis. Ao fazê-lo ela distraiu, atolou, e reivindicou sucessivas vitórias sobre a maioria branca que progressivamente ampliaram o prestígio da esquerda radical. Ademais, porque ela é uma coalizão de ativistas minoritários heterogêneos com agendas ostensivamente distintas (feministas, gays, antirracistas, pró-imigracionistas, etc.) e porque ela se dedicou a inúmeras e transitórias campanhas com objetivos móveis (com uma concessão resultando em novas campanhas demandando mais), ela não pôde ser neutralizada com um único golpe esmagador. Confrontado pela guerrilha cultural da esquerda e dos vários movimentos intelectuais judaicos que inspiraram e informaram o esquerdismo no século XX, o antigo sistema se demonstrou lento para perceber a ameaça, lento em reagir a ela, e lento a se adaptar, e adotar, as formas inovadoras de guerrilha cultural da esquerda. Como afirmando por Kevin MacDonald, se esta provou-se irresistível para a consciência ocidental, é porque a crítica radical das instituições e estruturas cognitivas do Ocidente foram disfarçadas em uma linguagem universalista, iluminista e moral - uma linguagem que ressoava com as sensibilidades morais ocidentais. Este é um outro jeito de dizer que os guerrilheiros culturais identificaram nossas sensibilidades, as roubaram, e as usaram como armas contra nós.

Máquinas de escrever: a poderosa Underwood 5 contra sua contraparte moderna, feita de plástico. Uma máquina de escrever Underwood da década de 20 ainda funciona. Será que a outra funcionará em 2090?


Economia de Guerrilha em uma Sociedade de Consumo

É típico de comentaristas na direita condenar a cultura do consumo, e vê-la como uma arma de distração das massas. E é certamente verdadeiro que uma sociedade composta por hiper-individualistas materialistas que se definem, e derivam seu status social, através dos bens que eles possuem e consomem, é uma sociedade composta por cidadãos relutantes em virar o bote: virar o bote poderia levar à perda de emprego, o que poderia levar a uma renda menor, o que poderia levar a uma perda de bens, o que levaria a uma perda de si mesmo.

Nessa sentido, ela é talvez a arma mais eficaz do sistema, e uma razão pela qual, apesar de suas tendências socialistas, ele é obcecado com crescimento econômico (ou com a falta dele). Porém, independentemente do que possamos pensar dela e daqueles que a financiam, a cultura de consumo não vai desaparecer tão cedo, pois toda nossa economia e aparato institucional estão estruturadas ao seu redor: há milhares de milhões de pessoas com interesses depositados nela - como magnatas, pequenos proprietários, ou empregados comuns - e nenhum está preparado para derrubar o que Tomislav Sunic chamou de "ditadura do bem-estar". Pode ser que a cultura de consumo seja insustentável, já que ela está predicada no crescimento linear perpétuo que eventualmente demandará recursos em excesso dos que estão disponíveis no planeta antes de que possamos começar a colonizar outros. Ainda assim, não há garantias de que um ponto crítico suficientemente severo será alcançado antes de que as tendências sociais, culturais, econômicas, políticas e demográficas reduzam os brancos a uma minoria em suas próprias pátrias tradicionais.

Ao invés de condená-la, e/ou esperar que ela imploda, portanto, talvez uma abordagem mais eficaz e pró-ativa seria a de abraçar a cultura de consumo e atacar o inimigo por dentro pela apropriação das armas da cultura de consumo e seu uso à serviço de nossos interesses coletivos e auto-preservação. Fazê-lo de modo efetivo é necessário para permitir que nosso lado financie adequadamente a criação e desenvolvimento de uma infraestrutura cultural, econômica, institucional, midiática, e política alternativa com a qual possamos oferecer vantagens materiais aos nossos. Estando atualmente sobrepujados em números e armas, porém, a economia de guerrilha pode ser nossa única opção realista.

Eles não fazem mais como antigamente

Geoffrey Miller apontou que desde a década de 50, a economia de consumo tem estado baseada em um modelo de inovação contínua e obsolecência embutida: isso ocorre porque produzir maciçamente bens tecnologicamente complexos e de baixa qualidade dos quais as pessoas necessitam (ou sentem que necessitam) para serem substituídos frequentemente não apenas garante um fluxo contínuo de lucros, mas é de fato bem mais lucrativo do que produzir bens de alta qualidade que sejam duráveis e possam ser mantidas e consertadas por tempo indefinido. Para alguém que valoriza qualidade, durabilidade, e talento artístico, essa é uma fonte de frustração, porque ela significa que conforme o modelo existente é perseguido a seu extremo lógico, com empresas disputando umas com as outras para encontrar novos atalhos e descobrir o trabalho e os materiais mais baratos, se torna cada vez mais difícil encontra produtos de alta qualidade que sejam novos. Se você quer qualidade hoje em dia, você tem que ou comprar antiguidades anteriores à década de 50 ou gastar somas exorbitantes em equipamento de origem industrial ou militar.

A reclamação "eles não fazem mais as coisas como antigamente" sugere que o desejo por uma abordagem alternativa existe para além dos nossos. Eu digo abordagem, sem acrescenter "nessa frente", porque eu vejo um dado modelo econômico como a expressão fenotípica de um genótipo subjacente, que por sua vez encontra expressão compatível nos valores e estruturas cognitivas que moldam os diferentes aspectos da sociedade, cultura, política, e dos fluxos demográficos em um certo ponto no espaço e no tempo. Assim, uma cultura de consumismo descartável está organicamente ligada a salários baixos e trabalho não-branco (eles são necessários para produzir bens de consumo baratos), que estão ligados a falsas taxas verdes (elas são necessárias - supostamente - para combater o lixo), que estão ligadas ao politicamente correto (ele é necessário para proteger trabalhadores não-brancos), que está ligado à fraude acadêmica pró-igualitária (ela é necessária para garantir conformidade ao politicamente correto), que está ligada à taxação predatória geral (ela é necessária para financiar um governo obeso), e daí em diante.

Biscoitos Huntley and Palmers, antes e depois. Chá Lipton, antes e depois. O valor artístico, as referências culturais, e os materiais duráveis de antes deram lugar à produção rápida e barata.


Qual deve ser nossa abordagem?

Eu sugiro escavarmos um nicho, e desenvolvermos um mercado, para nós mesmos enfatizando valores e qualidades que o sistema atual rejeita e não poderia emular facilmente sem se desmontar ou desacreditar - em outras palavras, atacando em seu ponto fraco. Enquanto o sistema oferece corporações gigantescas, padronização anônima, baixa qualidade, baixos salários, baixo valor estético, obsolescência rápida, superficialidade, desenraizamento, e vacuidade cultural, nós poderíamos oferecer pequenos negócios, artesanato distintivo, alta qualidade, altos salários, valor artístico, durabilidade, profundidade emocional, tradição histórica, e riqueza cultural.

Especificamente, aqueles entre os nossos com uma boa idéia e um espírito de iniciativa poderiam iniciar e desenvolver negócios baseados nesses princípios. Eles poderiam oferecer bens e serviços criados para atender às necessidades específicas dos nossos. E eles poderiam garantir de sempre fazer comércio, onde quer que exista essa opção, com negócios similares, vendendo ao mesmo tempo para o público. Enfatizando os mais altos padrões de excelência, um estilo extremamente distinto, culturalmente ressonante, e esteticamente superior; e as economias de longo prazo de comprar um item de boa qualidade uma vez, ao invés de um item de baixa qualidade muitas vezes, esses pequenos negócios podem se demonstrar bastante atraentes para os consumidores cansados com o lixo deselegante, feio, frágil e descartável que eles encontram entulhando os shoppings e supermercados modernos. Conforme tais negócios prosperem e se proliferem, eles poderiam eventualmente oferecer oportunidades suficientes para garantir ao nossos uma medida salutar de autonomia econômica em relação a um sistema configurado para extinguir as populações eurodescendentes. E na medida em que essa autonomia econômica cresça, os nossos estarão mais aptos a financiarem ativismo e lobismo étnico auto-consciente, representação legal compatível, programas educacionais não-hostis, e uma mídia alternativa de ponta. Os sucessos judaicos nessas frentes no Ocidente desde o século XIX, apesar do amplo antissemitismo durante uma grande parte desse período, tem demonstrado que isso é tecnicamente possível.

De fato, quando recebeu o Prêmio Literário Jack London em 2004, Kevin MacDonald propôs em seu discurso de aceitação que nós aprendamos com o sucesso judaico.

Haverá aqueles que se preocupam com a legislação politicamente correta estruturada para frustrar tais esforços. Mas eu retorno a um tema que tem sido constante ao longo de muitos de meus artigos: exemplos de, e de fato as sementes para, uma economia paralela anti-sistema já existem, na forma de um grupo de cenas musicais pró-europeias interrelacionadas: Black Metal, Neofolk e Martial Industrial. Essas cenas estão relativamente insuladas do politicamente correto porque ninguém que é politicamente correto se interessaria, ou mesmo já ouviu falar, nesse tipo de música. É claro, camisetas e CDs ainda são produzidos por manufatureiros de dentro da economia, mas isso está mudando gradativamente, pois na medida em que essas cenas tem crescido e ganhado momentum, as gravadoras começaram a entrar nos setores de manufatura, impressão, e distribuição.

Graios maiores de autonomia econômica podem ser possíveis em outras áreas da economia, como, por exemplo, na produção de alimentos ou têxteis. Na ponta guerrilheira de nossa balança, alguns de nós poderiam, por exemplo, plantar nossas próprias frutas, produzir geléia, e vender em feiras de aldeiras, completas com um nome de marca culturalmente ressonante e distinto, uma rotulação altamente artística, inspirada na estética vitoriana, medieval ou antiga. Todo mundo prefere comida natural, feita em casa à lixo químico produzido em fábricas, assim mesmo uma iniciativa de casa de ampo como essa poderia rapidamente encontrar um mercado confiável e expandir, havendo energia suficiente, inteligência, capacidade, e determinação. Improvável? Lembremos que a Tesco, a gigante britânica de supermercados, que atualmente tem lucros anuais de mais de 2.000.000.000 de libras, começou com Jack Cohen parado atrás de uma barraca na zona leste de Londres, vendendo gêneros alimentícios excedentes. Marks and Spencer também começou como uma pequena tenda.

Não temos que fugir pra Antártida

A distopia liberal que eu apresentei em Senhor certamente não é uma conclusão inevitável. Nosso sistema hostil se normaliza apresentando tendências atuais como modernas, e inevitáveis, mas isso é simplesmente um esforço para manter sua hegemonia cultural. Em Senhor eu imagino o aquecimento global tornando a Antártida menos fria, e suas áreais costeiras e periféricas se tornando o novo Velho Oeste, onde imigrantes brancos, seguindo o exemplo de seus antecessores dos séculos XVII, XVIII e XIX na América do Norte, se reassentam para escapar do colapso da civilização europeia.

Uma exploração mais detalhada desse cenário - uma elaboração da lenda dos UFOs nazistas - é o tópico de meu próximo livro, atualmente sendo escrito. Mas a experiência judaica indica que nós não temos que imigrar pra Antártida pra construir uma sociedade alternativa: nós podemos fazer isso aqui e agora, de dentro de nossa sociedade presente, permitindo a independência moral de cidadãos brancos ordinários pelo estabelecimento de uma autonomia econômica, e então dando início a nossa marcha através das instituições. Essa pode se provar uma maneira eficiente, e certamente muito mais satisfatória e prazerosa de lidar tanto com o conservador respeitável como com o utopista liberal. Mas se essa é para se provar uma abordagem viável, é necessário lembrar que as tendências demográficas presentes nas pátrias tradicionais brancas determinam um horizonte temporal finito. Caso uma contra-ofensiva econômica eficaz leve tempo demais para adquirir o momentum necessário, caso o sistema mantenha sua credibilidade por tempo suficiente para que nós nos tornemos uma minoria deslocada, somente UFOs movidos a base de Vril poderão nos salvar.

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