sexta-feira, 29 de junho de 2012

Eduard Alcántara - Evola e a Questão Racial

por Eduard Alcántara


Muito se escreveu, a partir do desconhecimento, sobre a postura que o grande intérprete da Tradição, Julius Evola, manteve ao longo de sua vida a propósito do tema racial. Dessa ignorância para com sua obra se chegou a afirmar que pensando na hipotética constituição de comunidade ou organizações de natureza tradicional ao nosso autor não lhe importaria absolutamente a origem/classe racial de seus membros, desde que todos eles defendessem uma visão Superior e Transcendente da vida e da existência. Não lhe importaria, se afirmou, que fossem diferentes grupos raciais e inclusive elementos mestiços os quais integrassem um mesmo "Regnum" ou "Imperium".

Estas errôneas interpretações da mensagem do mestre transalpino partem da ideia de que ao priorizar hierarquicamente seu conceito de "raça do espírito" acima do da "raça do corpo", Evola levaria em consideração, como primeiro e principal critério aglutinador de comunidades o da afinidade de interesses, e de vivências, espirituais de seus integrantes; deixando como anedota irrelevante e secundário a origem étnica dos mesmos.

Estes errados "analistas" ignoram que a natureza e os atributos desta "raça do espírito" que Evola nos descreveu como os que foram próprios do homem indo-europeu que, em suas origens (e ao longo de diversos ciclos heroicos que protagonizou), viveu em harmonia com os parâmetros da Tradição Primordial, ignoram, dizíamos, que são uma natureza e uns atributos que, para nosso autor, somente se poderão despertar no seio de um tipo racial concreto: o do indo-ariano. Mais ainda, defendia Evola a ideia de que entre os subgrupos nos quais se dividem os atuais povos indo-europeus (nórdicos, fálicos ou dálicos, dináricos, alpinos, mediterrâneos ou atlânticos [de parentesco muito direto com o mundo celta], báltico-orientais,...) há um mais apto, inatamente, para reconquistar a essência primigênia do que ele define como "raça do espírito": se trata do tipo nórdico, pois este foi o próprio do homem indo-europeu das origens. Do homem indo-europeu cuja espiritualidade é definida por Evola com os adjetivos de "apolínea", "urânica" ou "solar" e que conhece do sóbrio, da medida, do impassível, do impávido, da "gravitas" e do majestático como padrões internos a seguir no processo de autorrealização e como atributos externos de conduta.

Este ser nórdico teria, para Evola, mais disponibilidade e acessibilidade na hora de tentar recuperar a essência da "raça do espírito" e, uma vez reconquistado este tipo de espiritualidade, consecutivamente poderia se constituir em modelo a seguir pelos outros subgrupos étnicos indo-europeus por tal de que dita reconquista se tornasse também extensível à eles.

No seio da própria Itália, nosso mestre da Tradição propunha a seleção de indivíduos de clara origem nórdica (o ário-romano, segundo denominação sua) que apresentariam uma maior predisponibilidade e predisposição para converter, neles, em ato as potencialidades próprias deste tipo de espiritualidade apolínea. Indivíduos que adotariam a função de arquétipos e exemplos a seguir por tal de aspirar a que o resto dos subgrupos étnicos que habitavam (na época de Evola) a Península Itálica (todos os indo-europeus) empreendessem também o caminho da autêntica reconstrução espiritual.

A postura que estamos tentando determinar se vê refletida nitidamente em uma máxima evoliana que afirma que "a raça é necessária, mas não suficiente". Isto é, que se necessita ser de uma determinada origem racial (neste caso a indo-europeia) para possuir as potencialidades que possam permitir a alguém, se faz uso da liberdade de que goza, empreender o urânico-solar, e heroico, caminho do desapego e da transfiguração iluminadora interiores. Passar de potência a ato no plano da Transcendência é um privilégio da qual dispõem aqueles indivíduos indo-arianos que não se conformem exclusivamente com percorrer pelo mundo perecedouro do devir, mas que se ponham como meta o superar sua condição material finita para chegar ao Conhecimento da Realidade Suprassensível e para aspirar a própria identificação (de dito indivíduo) com o Supremo, imutável e incondicionado.

"A raça é necessária, mas não suficiente", pois de pouco nos serve um indivíduo cujas características físicas possamos classificar como indo-europeias, se esse indivíduo não interioriza certos valores e uma cosmovisão conformes com os quais sempre definiram a maneira de ser e de agir da raça à qual pertence.

O principal tema central de Evola na hora de abordar a questão racial, encontrava-se em superar muitas das doutrinas basicamente biologicistas que circulavam, sobretudo, pela Europa anterior ao fim da segunda grande guerra mundial. Pugnava por não reduzir o homem a sua mera condição corporal e animal, por não deixá-lo convertido no ser mutilado e privado de sua dimensão Absoluta ao qual o começou a reduzir o racionalismo e ao qual o acabou por terminar no materialismo próprio das etapas crepusculares pelas quais está transitando neste dissolvente mundo moderno. Pugnava por preencher a raça do corpo com o componente espiritual que desde suas mais ignotas origens lhe foi consubstancial.

Consubstancial é ao mundo negro um tipo de "espiritualidade" (se é que se pode utilizar este termo) animista e que em nenhum caso vai além do que são os cultos totêmicos. Consubstancial é aos diferentes povos semitas outro tipo de "espiritualidade" que oscila entre a denominada como sacerdotal, demétrica ou matriarcal e a qualificada como ctônica ou telúrica. Consubstancial sempre foi aos indo-europeus a espiritualidade apolínea, urânica, hiperbórea, solar ou olímpica.

"Espiritualidades" como, por exemplo, a matriarcal, lunar ou pelásgica prevaleceram entre o "homo europaeus" somente como consequência de um processo de queda; como o resultado de uma involução que lhe impossibilitou a vivência e a visão direta da Realidade Metafísica conduziu ao plano inferior da crença, da fé e da devoção para com essa Realidade. Por outro lado, para povos como os de origem racial semita um tipo de "espiritualidade" já seja de tipo sacerdotal ou demétrico ou já seja de índole telúrica é no máximo ao qual podem aspirar devido às limitadas predisposições e potencialidades inatas que lhes "oferece" sua origem étnica.

Se tudo o mencionado até este momento, a alguma mente ofuscada em seus errôneos preconceitos não lhe houvessem bastado para deixar de recear sobre a postura que Evola sempre manteve a respeito do tema sobre o qual estamos escrevendo e se ainda houvesse quem acreditasse que nosso autor pudesse admitir algum tipo de mestiçagem não tão somente de caráter cultural mas até racial, deixaremos que seja o próprio grande mestre da Tradição quem fale diretamente e dissipe, assim, qualquer vestígio de dúvida de uma maneira categórica, incontestável e contundente.

Em um artigo intitulado "Teologia do estado nacional", e citando Wilhem Stapel, Evola se posiciona contra "qualquer suposta 'moralidade' de validez universal, isto é, indiferente com respeito à raça e à nação. Cada raça tem sua ética, seu direito, seus costumes, sua religiosidade de formas bem diferentes. Um povo degenera e perece quando assume uma ética estrangeira, ideias e princípios que não são conformes a sua própria natureza. Um povo é eticamente são quando sua ética e seus costumes se encontram em harmonia com seu sangue e com seu espírito inato - se poderia dizer com seus 'deuses'.".

Em outro escrito ("Sobre as diferenças entre a ideia do estado fascista e nacional-socialista") equipara sua postura com a própria que defende o Führer ao afirmar que "Hitler, em um discurso pronunciado em 1.933, em Nüremberg, corretamente reconheceu que a forma física nórdica nem sempre pode se acompanhar de elementos espirituais correspondentes, de modo tal que, a respeito, o extremo critério deve estar dado pelo exame da atitude da alma e do espírito, pelo caráter, pelas obras"; a respeito recordemos de novo, com nosso autor, que "a raça é necessária, mas não suficiente".

Em dito escrito também podemos ler que "quando o fascismo italiano tenha tornado sua a ideia racista" se perceberá claramente "um benefício para nossa Revolução, obstaculizada ainda, em tantos setores, por escórias 'positivistas' e 'oficiosas' ou intelectualistas, e por um estilo que, à parte da raça do corpo, nem sempre poderemos denominar de 'ariano'.".

Em "A Idade Média e Nós" estabelece que "os adversários de nosso tempo são mais que nacionais: bolchevismo, comunismo, judaísmo, plutocracia, maçonaria...".

O caráter que o judaísmo tem de catalisador e acelerador dos processos de decadência que aconteceram ao longo dos últimos séculos, é uma questão que Evola analisou profunda e extensamente ao longo de um bom número de artigos; alguns dos quais foram recompilados em um volume intitulado "Escritos sobre Judaísmo".

Em "O Equívoco Universalista" menciona que "na romanidade crepuscular a cidadania romana foi concedida irresponsavelmente a qualquer espécie de elementos espúrios ou de raças inferiores e a cidade acolheu sem dificuldade cultos e costumes estrangeiros. Assim exatamente este 'universalismo' foi uma das principais causas da ruína da romanidade".

Lemos em "Por um Verdadeiro Direito Europeu" a seguinte queixa: "Dita admissão (a anexação da Turquia à comunidade jurídica das nações europeias que aconteceu no congresso de Berlim) foi concordada por Bismarck com o judeu britânico Disraeli".

Em "Revolta Contra o Mundo Moderno" descreve em um capítulo intitulado "O ciclo se completa" (no parágrafo dedicado aos EE.UU.) e referindo-se ao jazz que: "Nos grandes auditórios das cidades ianques aonde centenas de casais se sacodem como fantoches epilépticos e automáticos diante dos sincopados pretos, é verdadeiramente um 'estado de multidões', é a vida de um ser coletivo que volta a se despertar."

Em sua obra "Orientações para uma Educação Racial" realiza uma síntese de muitos dos assuntos tratados em "Síntese da Doutrina da Raça". Se revisamos, no primeiro destes dois trabalhos, o capítulo "Significação Interior da Raça" nos encontraremos com afirmações como as quais seguem:

"As reações dos indivíduos com repeito às ideias racistas constituem uma espécie de barômetro que revela a 'quantidade' de raça presente neles. Dizer sim ou não ao racismo não é uma simples alternativa intelectual, não é uma escolha subjetiva e arbitrária. Diz sim ao racismo aquele no qual a raça vive ainda; e, pelo contrário, se opõe aquele que buscando desculpas e pretextos em todos os âmbitos a fim de justificar sua aversão e desacreditar o racismo, demonstra que foi vencido interiormente pela anti-raça (aquele no qual as forças originais foram reprimidas, já seja pelo peso dos desvalores étnicos, herdeiros de cruzamentos e de processos de degeneração, já seja por um estilo de vida burguês, afeminado e intelectualizante)".

No capítulo "Consequências do Sentimento de Raça" escreve que "na visão racista da vida toda diferença (inclusive física) é simbólica: o interior se manifesta no exterior, o que é exterior é simbólico, sinal ou sintoma de algo interior; tais são os princípios fundamentais de um racismo completo."

No intitulado "Herança Racial e Tradição" afirma que "Do que um ancestral tanto espiritual como biológico lhe transmitiu, o indivíduo pode, pois, se permanece fiel a sua raça, extrair as forças necessárias para alcançar uma perfeição pessoal e representar a encarnação de um ideal íntegro da raça. Igualmente que pode contaminar essa herança, dissipá-la, pô-la à serviço de determinismo aos quais dão lugar à misturas de sangue e mestiçagens de tal tipo que esta, tarde ou cedo, será extinguida por influências paralisantes ou dissolventes."

Em outro capítulo, "Significação da Profilaxia Racial", pensando nas posses que a Itália tinha na África, nos diz que "Uma das circunstâncias que favoreceram as tomadas de posição 'racistas' da Itália foram exatamente a necessidade de prevenir a mestiçagem de nosso império colonial."

Em "Importância da Teoria das 'Raças Interiores'" lemos:

"Naturalmente, a fisionomia ou ciência da fisionomia, possui aqui um grande papel: dizer que 'o rosto é a expressão da alma', é enunciar um lugar comum, pois o corpo (formas do crânio, proporções dos membros, etc.) têm, para o qual sabe compreendê-lo, uma linguagem cheia de ensinamentos. Daí, a significação exata de ciências cais como a craniologia, o estudo do esqueleto, etc., que, à primeira vista, podem parecer técnicas."

"Uma alma que vive o mundo como algo diante do qual há que tomar posição, como o objeto de um combate e de uma conquista, deveria normalmente possui um rosto no qual as características enérgicas e ardentes refletissem esta experiência interior, junto com um corpo esbelto, grande, enérgico e disciplinado, um corpo 'ariano' ou 'nórdico-ariano'."

"Os cruzamentos e mestiçagens têm por efeito que as almas de uma raça se encontrem no corpo de outras raças, o que provoca a alteração tanto de uma como da outra. Criam verdadeiros inadaptados no amplo sentido da palavra."

No capítulo "A Raça e as Origens" escreve que "Diante do esplendor da pré-história nórdico-ocidental e ariana, as civilizações asiático-orientais aparecem como crepusculares e híbridas, tanto espiritual como etnicamente. O que ocultam, verdadeiramente grande e luminoso, procede, na realidade, da ação inicial civilizadora do núcleo pertencente às raças dominadoras nórdico-ocidentais."

Nas "Migrações Nórdico-Ocidentais" afirma que "a raça das origens está tão presente hoje no povo italiano como pode está-lo no povo alemão, ainda que sufocadas em ambos os casos sob o peso dos desvalores étnicos, de outros componentes raciais e como defeito de processos anteriores de degeneração biológica e cultural."

Nos encontramos em "Raça, Romanidade e História Italiana" com que "quanto mais se estende o antigo império mais se debilita a 'raça de Roma': eleva à dignidade de cidadãos romanos elementos etnicamente discutíveis,..."

Em "O Arquétipo de Nossa 'Raça Ideal'" lemos:

"Quais são as características de nosso arquétipo? Exteriormente é de elevada estatura e com largas costas nos homens. Seus membros estão bem proporcionados. É delgado, enérgico, dolicocéfalo (embora menos que o ser propriamente nórdico). Seus cabelos são morenos; diferentemente de alguns tipos menos puros mediterrâneos, seus cabelos não são cacheados mas ondulados. Os lábios são finos e as sobrancelhas não são grossas. O nariz é fino e longo, reto ou ligeiramente delgado. O maxilar inferior é bastante desenvolvido, embora menos perceptível que no ser nórdico; expressa um ser ativo e pronto para o ataque."

O último capítulo tem por título "Campo Histórico do Racismo Fascista" e nele pondera que "A comunidade de sangue ou de raça será a premissa de base. Mas no interior de tal comunidade, um processo de seleção adequada determinará ulteriores hierarquias em função das quais poderá nascer algo semelhante a uma nova aristocracia: um grupo que (não somente sobre o plano físico, mas em termo de raça heroica, de estilo feito de honra e fidelidade) testemunhará a raça 'pura', isto é, a verdadeira raça ou raça ideal."

No capítulo "Tabus de Nossos Tempos" pertencente aos "Homens e As Ruínas" nos diz: "a raça branca, ao levantar o princípio da autodeterminação dos povos e ao usar tropas de cor em insensatas guerras fratricidas, havia criado uma arma que se voltou contra si própria; arma que não haveria sido muito perigosa se depois os brancos não houvessem sido tomados imprevistamente pela psicose anticolonialista, desconhecendo tudo o que de realmente teve de positivo a colonização, a contrabalancear com o negativo, para os povos africanos, conduzindo-os à um nível ao qual eles jamais haveriam podido chegar por suas próprias forças e capacidade."

"Intelectuais e artistas franceses de esquerda junto ao clã de J. P. Sartre, inventaram e exaltaram a 'negritude' criando um mito no qual o preto jamais haveria podido pensar: a 'negritude', conceito absurdo que queria fazer valer para os pretos algo similar àquilo que para a Itália é a italianidade, para a Alemanha a germanidade, etc."

"Aqueles pretos que tiveram uma cultura, unicamente porque frequentaram os institutos de instrução/educação dos brancos, se apressaram a tornar próprio esse mito."

"Tivemos a ocasião de indicar a negrização cultural ressaltável nos EE.UU., bem visível no campo da música de baile, da arte, das danças, de certos comportamentos típicos, etc.: a infecção depois passou em parte aos povos europeus. Quanto ao demais, alguns expoentes da 'beat generation' protestária norte-americana (em seu período de auge) não haveriam talvez chegado a fazer do preto um modelo e um companheiro (havendo falado Norman Mailer, em um conhecido escrito, do tipo 'beat' como de um 'white Negro', isto é, de um 'preto branco'), enquanto que garotas brancas fizeram uma de suas manifestações protestárias o ir para a cama com pretos?"

"Quanto à promiscuidade social nos EE.UU. se sabe do empioramento do orgulho 'integracionista' e antissegregacionista que entre outras coisas mostra um dos absurdos aos quais conduzem a democracia e o igualitarismo fanático. Na realidade, querer impor a 'integração' é um aberto ultraje àquele princípio da liberdade, que sob outros aspectos se exalta tanto. Ninguém negará nunca a uma família o direito de não acolher e de manter distanciados aqueles estrangeiros que lhe resultassem antipáticos (independentemente das razões de tal antipatia), mas a promiscuidade com os pretos na vida pública se a quer impor por lei em nome ironicamente da liberdade, de uma liberdade compreendida em um só sentido."

"Se fala como de uma abominação do regime do 'apartheid' vigente na África do Sul, interpretando-o como uma 'inadmissível segregação', enquanto que na realidade se trata somente de 'separação': o significado do termo é o de 'estar à parte', estar cada um por si próprio, junto com os seus, não em um regime de opressão, mas de 'desenvolvimentos separados', com a só discrição de que, com base na violência democrática do puro número, uma maioria preta não desalojem os brancos e não se ponha no comando de um Estado que somente os brancos criaram e que somente aos brancos deve sua prosperidade e civilização."

"Os pretos da América do Norte (fanatizados socialmente por agitadores respaldados pelos comunistas) também se puseram a fazer 'racismo', um racismo contra o qual ninguém levanta sua voz, enquanto que todo racismo dos brancos é marcado a fogo como 'nazismo' ou pior."

"... Outra solução seria a de convidar os pretos racistas e os do 'Poder Preto' para irem-se para suas pátrias de origem, nos novos Estados africanos; mas nisso não se pode nem pensar: ninguém o aceitaria, pois os pretos possuem muitas vezes de seus companheiros de raça uma opinião muito pior que a dos brancos; à eles lhes resulta cômodo ficar, ao invés, entre os brancos e conseguir vantagem das estruturas e das instituições de uma sociedade que não foi criadas por eles, mas pelos brancos."

"O que pode acontecer quando o preto tem o poder já se o viu, quanto ao demais, na América do Norte com a experiência dos chamados 'carpet-baggers', quando a demagogia nortista em 1.868 deixou que os pretos fossem democraticamente ao poder na administração dos Estados do Sul derrotados: se teve um regime de corrupção, de incompetência tão grande que em seguida houve que 'dar marcha atrás' para evitar a ruína completa. E se este exemplo parecesse antiquado, se veja o que sucede nos Estados africanos convertidos em 'livres' como consequência da psicose anticolonialista: junto com ridículas imitações simiescas das instituições democráticas europeias se têm conjuração e golpes de Estado repetitivas vezes, rebeliões, lutas tribais, homicídios, desordem administrativa, despotismos primitivos apenas disfarçados."

"À parte da recepção de pretos que se encontram entre os estudantes e que se distinguem muitas vezes por uma arrogância provocativa, e como indivíduos de espantosas atividades em concordância com os 'protestários' de cabelo grande, há que mencionar o compromisso da televisão que somente sabe falar bem dos pretos e não perde ocasião alguma para tomar partido por eles com distorções de toda espécie, que projeta filmes ianques aonde se vê os pretos no papel de juízes, advogados, atores, policiais, e assim sucessivamente, que envolve cantores pretos e a mistura de bailarinas brancas com pretas, de modo tal de acostumar o público à uma comunidade bastarda não privada de perigos, dado o nível moral próprio, lamentavelmente, de nossa população. É um fator de desagregação que se agrega à outros."

Deixamos estes contuncdntes parágrafos dos "Homens e As Ruínas" e vejamos ao que Evola nos escreve, agora, no capítulo "Música Moderna e Jazz" de seu livro "Cavalgar o Tigre":

Em matéria musical "O Ocidente foi buscar os temas de inspiração no patrimônio das raças estrangeiras mais baixas, nos pretos e nos mestiços das regiões tropicais e subtropicais."

"Se pode observar que foi o primitivismo, ao qual regressou o homem do tipo mais recente, especificamente o da América do Norte, foi o qual lhe fez escolher, assimilar, e desenvolver por uma afinidade eletiva, uma música que tem um estilo de tal maneira primitiva, como a música preta, que, além disso, na origem, estava associada à formas escuras de êxtases."

"O fato de que tenhamos destacado tudo isto não implica de nenhum modo que nos associemos às reações moralizantes contra o modernismo neste domínio, apesar da indiscutível contaminação que proporciona, além disso, o elemento negro."

Os comentários que transcrevemos a seguir os podemos encontrar no capítulo "América do Norte Negrificada" que foi incluído no "O Arco e a Clava":

"Se assiste uma negrificação, uma mestiçagem e um retrocesso da raça branca diante de raças inferiores mais prolíficas".

"Os promovedores da denominada 'integração racial' nos EE.UU. não somente defendem a completa promiscuidade racial a nível social e querem que os negros tenham livre acesso a qualquer cargo público e político (pelo qual exatamente poderíamos esperar em um futuro também um presidente negro), mas que não formulam problema algum de que os negros misturem seu sangue com o do seu povo de raça branca."

"A América do Norte se encontra negrificada nos termos não tão somente demográfico-raciais, mas sobretudo de civilização, de comportamento, de gostos".

"Os ingleses obrigaram seus compatriotas da Rodésia a separar-se da Commonwealth, aplicando sanções contra eles, por não se haver submetido à imposição de conceder o voto democrático indiscriminado à masa de população negra, coisa que os haveriam feito sair das terras civilizadas tão somente por eles."

"Por que os 'integracionistas não pedem que um entre os cinquenta Estados da União seja despovoado e cedido para pôr ali todos os negros estadunidenses a fim de que se administrem por si próprios e façam tudo o que queiram sem molestar e contaminar ninguém?'"

"Prescindindo do componente puritano-protestante (o qual, por sua vez, em razão de sua valorização idólatra do Antigo Testamento, expressa não poucas tendências judaizantes), parece que justamente o elemento negro, em seu primitivismo, tenha sido o que deu o tom aos aspectos relevantes da psique norte-americana."

"Aquela brutalidade que é um dos aspectos inegáveis do norte-americano podem bem se definir como de origem negra. Nos 'felizes' dias que aquilo que Einsenhower não se preocupou por denominar a 'Cruzada na Europa' e nos primeiros períodos da ocupação se puderam observar formas típicas de tal brutalidade."

"Não é exagerado dizer que o tonto orgulho dos norte-americanos por sua 'grandeza' de caráter espetacular, pelos 'achievements' de sua civilização se ressente pois também isso da psique negra (primitiva e infantil)."

"Assim é como temos que também o 'integracionismo' social e cultural preto se está difundindo na própria Europa (através de filmes importados e da televisão).... a fim de que o grande público se acostume pouco a pouco com a promiscuidade e perca qualquer remanscente de natural sensibilidade de raça e de sentido de distância."

"O fanatismo que suscitou aquela massa informe e gritante de carne que é a negra Ella Fitzgerald, em suas exibições na Itália, é um fenômeno tão triste como indicativo."

No mesmo capítulo nosso grande intérprete da Tradição ratifica as seguintes impressões expressadas por C. G. Jung:

"As expressões emotivas do norte-americano e, em primeiro lugar, sua maneira de rir, se podem estudar perfeitamente nos suplementos dos jornais ianques dedicados à 'society gossip'; Aquele modo inimitável de rir, de rir 'à la Roosevelt', é visível em sua forma original no negro desse país. Aquela maneira característica de caminhar com as articulações relaxadas, ou bem balançando o quadril, que se vê de forma habitual nos ianques, deriva dos negros... As danças ianques são danças de negros. O temperamento vivo que se manifesta, de maneira particular, na expressão verbal, no fluxo contínuo, ilimitado das conversas que caracteriza os jornais norte-americanos, é um exemplo notável disso; não deriva certamente dos progenitores de estirpe germânica, senão que se assemelha ao 'chattering' de aldeia preta. A quase completa falta de intimidade nos recorda, nos EE.UU., a vida primitiva nas cabanas abertas aonde reina uma completa promiscuidade de todos os membros da tribo."

Ficam, pois, incontestavelmente determinadas as certezas que defendia Evola a respeito do tema racial. Certezas que mantêm uma coerência total ao longo de toda sua vida, pois leve-se em consideração que os fragmentos que aqui reproduzimos correspondem a artigos e a obras escritas e/ou publicadas no transcorrer dos anos 30, 40, 50, e 60 do passado século e que alguns dos livros dos quais foram extraídos foram revisados e ampliados por nosso autor em reedições posteriores nas quais mantem ou acrescenta as reflexões que pudemos ler.

Damos por verdade o fato de que, à partir de agora, ninguém voltará a pensar que Evola dava um papel insignificante à raça do corpo. Mas ainda assim recordamos que o também considerado como "O Último Guibelino" defendia que as características físicas de uma raça representam o reflexo externo da cosmovisão e dos valores que são inatos à ela. Pelo qual a raça do corpo deveríamos de considerá-la e tratá-la como emanação e legado inviolável e inalterável do sacro e Superior.

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Há algum tempo escrevemos um escrito sob este mesmo título. Naquela ocasião começamos por tentar realizar um esboço da "doutrina da raça" que o italiano Julius Evola sistematizou no seu tempo de acordo com os parâmetros que sempre definiram a Tradição e pelos quais se regeram os povos indo-europeus antes de precipitar-se no abismo do crepuscular e deletério mundo moderno. E após dito esboço reproduzimos uma boa relação de reflexões suas, aparecidas em uma representativa quantidade de suas obras, escritas ao longo de várias décadas, nas quais se desvanece totalmente certos equívocos [propalados pela ignorância (sobre o conteúdo da obra de Evola) de uns e a má intenção de outros] existentes sobre o verdadeiro caráter desta "doutrina da raça".

A respeito desta doutrina deveríamos resumir que o autor italiano estabeleceu uma hierarquia entre o que ele classificou como as três raças que formam esse composto que chamamos de "homem". No mais alto desta hierarquia situou o que denominou como "raça do espírito" (formada pelo ser de espiritualidade que no homem indo-europeu sempre foi de natureza solar, celeste, viril, olímpica, operativa, transformadora e ativa). Sob esta e como reflexo de seu caráter nos explicou que se encontra a "raça da alma" (alma como sinônimo de psique ou mente) (cujos atributos definitórios sempre foram tais como a honra, a coragem, a fidelidade, a "gravitas", a austeridade, o autodomínio, o espírito de sacrifício, a sensatez,...). E finalmente nos falou de uma "raça do corpo" que seria a raça física e que sempre refletiria nos rostos de seus integrantes esses atributos de nobreza que relacionamos como definitórios da "raça da alma".

Nos deixou bem claro que ditos atributos de nobreza inseridos na "raça da alma" somente se desenvolvem se o homem é fiel à tradição espiritual que sempre caracterizou a etnia à qual pertencem. Ou dito de outro modo, se é fiel à sua "raça do espírito". Se abandona esta, os atributos da "raça da alma" podem sobreviver, como por inércia, durante um certo tempo mas, finalmente, desaparecerão.

Deste modo quando estes atributos da "raça da alma" tenham desaparecido e tenham sido substituídos por outros externos (externos, neste caso, aos próprios e originários do homem indo-europeu), tais como a pusilanimidade, a covardia, o amor à vida fácil, cômoda e extasiada pelo sensual e pelos mais baixos prazeres, o engano, a perfídia ou o humanitarismo ordinário, pacifista e cosmopolita, quando este aconteça o homem não conhecerá mais do diferenciado e do qualitativo e cairá no marasmo da massa, do quantitativo, do número do medíocre despersonalizado e, consequentemente, cairá em uma misturança niveladora, indiferenciadora e igualitarista não somente em nível cultural mas também racial ou étnico. Igualmente uma perda de força interior motivada por esta perturbação sofrida no seio da "raça da alma" acaba refletindo-se na "raça do corpo" sob a forma de lassidão externa, afeminamento, de expressão inobre, vil, ou astuto ou de rosto bobo e falto de expressão enérgica.

O exposto até agora descreve uma queda que acontece de cima para baixo: começando pela "raça do espírito", continuando pela "raça da alma" e acabando na "raça do corpo". Queda que segue a lógica de uma ideia hierárquica da vida. Mas também deveria de ficar claro que sem o nível inferior (a "raça do corpo") se torna impossível qualquer desejo e tentativa de restauração da integridade perdida do homem (neste caso) indo-europeu, pois é no interior deste homem indo-europeu aonde se encontram em estado larvário, adormecidos e em potencia os atributos célebres da "raça da alma" e a chama desse tipo de espiritualidade concreta própria de nossa "raça do espírito". Atributo da alma e tipo de espiritualidade que deveríamos de nos impor resgatar se queremos aspirar, algum dia, a considerar-nos Homem no sentido integral e atributos da alma e tipo de espiritualidade que em cada raça apresentem umas determinadas peculiaridades e intransferíveis características.

As citações que exporemos a seguir se acrescentam às quais, de nosso autor italiano, já oferecemos no anterior citado escrito que leva o mesmo título que este. Não serão tão numerosas, já que as consideramos como uma ampliação àquelas. Foram extraídas da 2ª edição ampliada da "Raça do Espírito", publicada em março de 2005, pela argentina Edições Herácles. Da 1ª edição já extraímos algumas citações que colocamos, no seu tempo, no artigo aludido. Apresentam estas novas citações um caráter muito evidente na hora de "destruir" mal-entendidos que vão na linha contrária ao que tivemos exposto no parágrafo anterior. Mal-entendidos que vão na linha de afirmar que para Evola a "raça do corpo" não teria nenhum valor enquanto que as essências da "raça do espírito" e os atributos da "raça da alma" estivessem em ação, em vigência. Acreditamos desacreditar e negar de argumentos tamanho abuso e consideramos que ainda mais o farão as seguintes palavras de Evola.

Por isso em um artigo intitulado "Raça e Cultura" e publicado em janeiro de 1934, na revista "La Rassegna Italiana" nosso grande intérprete transalpino da Tradição afirmava que:

"Racismo significa pois reconhecimento de uma determinada diferenciação dos homens como dado originário: relação de um determinado grupo de homens com um 'tipo'; purificação da estirpe que lhe corresponde a respeito dos elementos estrangeiros seja étnicos como culturais; íntima adesão do sujeito à tradição do próprio sangue e às 'verdades' que se encontram intimamente vinculadas com este sangue; eliminação de qualquer mistura espúria".

No mesmo artigo acrescentava:

"Certamente, a preservação da pureza étnica nos deve aparecer como a condição mais favorável para que também o 'espírito' de uma raça se mantenha em sua força e pureza originária."

Em outro escrito intitulado "Raça e Ascese" e publicado em Abril de 1942, na mesma revista sentenciava que:

"O homem ariano possui uma semente de luz, um elemento sobrenatural, um núcleo intangível e soberano, que em outras raças se encontra ausente, ou bem está ofuscado ou, finalmente é sentido tão somente como externo e alheio."

No mesmo artigo anterior escrevia que:

"As relações entre raça e ascese se esclarecem no mesmo momento em que se leve em consideração que, no curso dos milênios, não somente a superior consciência 'olímpica' das raças arianas se sumamente ofuscaram na grande maioria de seus exponentes, mas que cruzas múltiplas introduziram, através de um sangue estrangeiro, também, diferentes formas de sensibilidade e sobretudo de passionalidade e de desejo que hoje em dia se consideram como 'normais' e 'humanas' para qualquer um, mas que não obstante eram alheias à originária alma ariana, ariano-romana e nórdico-ariana. Porém, um dos significados principais de uma ascese bem compreendida é justamente este: reconquistar aquilo que se perdeu; reanimar o estado primordial; neutralizar a influência desmedida da parte instintiva, passional e irracional do ser humano, exasperada sobretudo em ração da mistura com o sangue de raças não-arianas; reforçar aquelas características típicas de natureza 'sidéria', soberana, impassível, que originalmente se encontravam no centro da já mencionada humanidade 'hiperbórea' e de todas as suas ramificações como raça dominadora."
Em outro escrito que possui por título "Valores Supremos da Raça Ariana", publicado em Fevereiro de 1940, na revista "La Difessa della Razza" esclarecia que:

"Para ser realmente 'ariano' os textos indicaram na realidade uma dupla condição: o nascimento e a iniciação. Ariano se nasce, não se torna; nascitur, no fit."

E, por último, no mesmo escrito nos explicava que:

"... é possível descobrir aquilo que, nas diferentes civilizações, testemunha a presença ou o ressurgimento de forças e de tradições pertencentes à arianidade e aquilo que, ao invés, deve se considerar como alteração ou deformação devida à influências e infiltrações de raças e castas inferiores."

Nos parece que, após estes dois artigos nossos escritos sob o mesmo título nos quais a voz de Evola foi a protagonista, é inútil mais comentários e sobra qualquer tipo de esclarecimento a mais.

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