sábado, 26 de maio de 2012

Entendendo a Religião Igualitária


Por: Robert T. Burnham



No meu artigo anterior eu fiz referência à “...natureza religiosa do Humanismo Secular...”, que nutre o fervor emocional dos discrepantes elementos sociais que pode-se classificar amplamento como “a Esquerda”. Na verdade, o termo foi usado incorretamente e eu devo começar este artigo me corrigindo e reconhecendo que, na verdade, eu me refiro ao pastiche de elementos ideológicos, morais, culturais e políticos incongruentes que devem ser definidos mais corretamente como Igualitarismo. Eu coloco – e não sou o primeiro a fazê-lo – que o Igualitarismo é a religião reinante desta era. Para compreender melhor [o igualitarismo] e os seus seguidores, é importante compreender que ele é, de fato, uma religião; para compreender o perigo inerente a ele; para possivelmente identificar qualquer fraqueza que possa ser explorada; e para predizer sua progressão através da vida orgânica e finita de tal credo. Eu devo começar estabelecendo o fato de que o Igualitarismo é, de fato, a religião estatal do Ocidente.

O que é o Igualitarismo? Não há propósito em tentar definí-lo como um leque de crenças fortes e definíveis. Ele é mais como um tumor na mente do corpo coletivo do homem ocidental, difuso nas extremidades e interligado por um número infinito de elementos periféricos – alguns que, ironicamente, são compartilhados com vários elementos do pensamento Direitista. No entanto, o centro do tumor é grosso com as noções da igualdade ilimitada dos homens, da rejeição pura e simples de qualquer possibilidade de qualquer diferença entre as populações humanas, convicções do mal inerente aos Brancos e especificamente ao homem branco, sentimentos da superioridade moral das raças de cor e das mulheres, apoio ao uso do poder estatal para corrigir a desigualdade onde quer que ela esteja – já que a presença [da desigualdade] apenas pode ser resultado do abuso contra grupos de determinada cor ou orientação sexual, por parte do homem branco e heterossexual, a convicção do bem inquestionável da “liberdade” e da “democracia”, a importância da tolerância e do relativismo cultural, e, finalmente, a firme crença no Progresso e na perfeição do mundo temporal. As incongruências lógicas entre a maioria dessas noções, óbvias até mesmo para os leitores casuais – e.g. o ideal de que todas as raças podem ser completamente iguais algum dia, ao mesmo tempo que [acreditam], que os Brancos podem ser mais maus que todos os outros – não impedem que o verdadeiro crente acredite nesta última afirmação. Na verdade, a fé nesses princípios, independentemente da sua impossibilidade de coexistir em uma filosofia coerente, é um dos primeiros indicadores da natureza religiosa deste sistema de crenças.

Estas crenças, de forma significativa – mais particularmente as noções da inquestionável igualdade entre os homens e a do pecado original (do homem branco neste caso) – são ironicamente herdadas da religião Cristã, que [por sua vez] não é pouco deprezada pelos seculares Igualitários modernos. Pode-se com justiça ser dito que o Igualitarismo secular moderno é agora extremamente fiel aos seus princípios teóricos, mas agora, paradoxalmente, desprovido da sua deidade no sentido sobrenatural, a figura masculina de Deus foi assassinada. O que o substituiu no contexto da religião em questão não está completamente claro para mim. Mas certamente pode-se identificar figuras análogas a Cristo, como o Reverendo Dr. Martin Luther King Jr e elementos do tabu religioso.

A respeito do ultimo, nota-se que o querido reverendo é o único homem a quem [foi dedicado] um Feriado Nacional nos Estados Unidos. E isso [acontece] num tempo em que a Páscoa (a morte a ressureição de Jesus Cristo) e o Natal (O seu nascimento) estão se tornando completamente carentes de um aceitável signifcado religioso público. No que diz respeito à Páscoa – ostensivamente o Feriado Cristão mais importante – esse processo está essencialmente completo. No que diz respeito ao Natal, o processo chegou a um nível tão grande de maturação que em várias cidades dos Estados Unidos, referências ao Tannenbaum como “Árvore de Natal” são consideradas desastrosas. Qualquer um que ainda duvide de que o Cristianismo tenha sido substituído como a religião estatal do Ocidente, deve-se perguntar apenas uma coisa: É mais aceitável na sociedade educada de hoje ser um adorador de Satã ou um racista? Marilyin Manson faz um trabalho divertido ao fingir ser o primeiro. Seria interessante ver quantos albums o permitiriam vender se ele fingisse ser o último.

Um excelente exemplo de um tabu religioso Igualitário é o uso da palavra “nigger”*. Hoje, até mesmo escrever a palavra inteira é altamente inaceitável na vida social educada. Usar a palavra em qualquer contexto, na forma escrita ou verbal, é quase que totalmente circunscrito à qualquer um, exceto [para] negros. Ao invés disso, as convenções sociais demandam que não-negros refiram-se a ela apenas obliquamente, escrevendo “a palavra-com-n”, “n****r”, etc. Até mesmo nesses casos, ela não pode ser usada como referência a nada, senão para usar apenas como sujeito de uma sentença (que deve universalmente condenar o so da “palavra-com-n”) A busca por um exemplo comparável na história humana, de uma palavra que não pudesse ser escrita ou falada, produz apenas dois exemplos que eu conheça: A primeira sendo a noção Hebraica de que a referência direta a Deus (preferencialmente “G-D” ou “Y-W-H”) era uma blasfêmia. A segunda sendo a sensibilidade burguesa a linguagem considerada vulgar, chula, e excessivamente sexual (impregnada pela posterior repressão moral Cristã). A primeira se mantem atualmente apenas entre os Judeus realmente religiosos. A última saiu completamente de moda, com a possível exceção da programação televisiva infantil. Ao invés disso, nós vemos uma completa substituição da lista da palavras “inaceitáveis”, que é uma perfeita ilustração do colapso e da perda de poder da burguesia branca protestante, que dominou a ‘Angloesfera’ até os anos 50 e a subsequente ascensão da nova ‘super-classe’ detentora das morais, que agora parece certa para criar a sua própria lista de termos vulgares, repleta das suas próprias justificações morais pseudo-religiosas. Termos como “nigger” eram amplamente usados na sociedade até muito recentemente e, majoritariamente, sem más intenções ou efeitos ruins, o que é irrelevante para os arquitetos das construções morais do igualitarismo moderno.**

Neste ponto, é útil tratar da natureza do Igualitarismo como a religião estatal do Ocidente. Aqui, pode-se estar atribuindo muito poder ao Estado – ou melhor, sugerindo de maneira simplista que o Estado é: o poder público supremo de uma entidade política, de fato, o poder principal no Ocidente. Seria mais correto argumentar que o Estado, nas suas várias “democracias” do Ocidente, é, em realidade, um corpo executivo, realizando os desejos dos verdadeiros poderes particulares e corporativos, que usam a conveniente máscara do consentimento público oferecido pelo sufrágio universal, para se esconderem. Então deixe-nos modificar a conclusão e sugerir que o Igualitarismo é a religião imposta pelo Estado e por outras entidades formadoras-de-opinião e controladoras-populacionais, sobre o povo do Ocidente; sendo assim outro instrumento para aprofundar a dissolução do Ocidente “Europeu”. Independentemente disso, para os verdadeiros crentes dessa religião e para o resto do populacho que vive sob a sua força moral, essa diferença é irrelevante.

Isto leva a outro assunto interessante, que ilustra a natureza religiosa do Igualitarismo: a atitude da nova classe sacerdotal e dos verdadeiros fiéis, em relação aos hereges. Para uma crença que a tolerância é a mais sublime virtude, há notavelmente pouca tolerância para aqueles pontos-de-vista que estão fora da sua estreita, mas caótica e imprevisível, extensão. Pode-se reconhecer simplesmente que essa intolerância é de fato uma manifestação de religiosidade – especificamente da religiosidade do monoteísmo semítico como corporificada na Judaismo, no Cristianismo e no Islamismo – e esta interpretação dualista do mundo, dividido entre preto e branco, bom e mal, e nada entre eles. No entanto, é útil também examinar alguns aspectos específicos da intolerância particular ao Igualitarismo, porque diferentemente das já mencionadas religiões Semíticas, quer foram religiões que marcaram e acompanharam a elevação de civilizações, o Igualitarismo é uma religião de declínio. Não pelos arquitetos da religião, mas pelos sacerdotes e verdadeiros fiéis. Sem dúvida, eles não acreditam que ela seja a antiga religião da teoría Spengleriana. Ao invés disso, eles acreditam que ela seja a última religião no fim da história, levando ao surgimento da utopia terrestre. A religião que mostra o caminho para a apefeiçoada condição temporal humana: a inexistência da pobreza, do sofrimento, e da tristeza para todo o povo da Terra.

O ódio estridente e incipiente que infunde a atitude dos sacerdotes e verdadeiros crentes do Igualistarismo em relação aos não-crentes, é uma manifestação da absoluta incompatibilidade entre estas crenças e o estado do mundo como ele é. A crença Igualitária é de fato o credo em ideais inconsistentes que não apenas conflitam entre si, mas conflitam com toda a evidência empírica diante dos nossos olhos e de todo o instinto humano. O Igualitarismo é uma crosta de gelo que se move, é frágil e trincada, cobrindo um rio turbulento, com fortes correntezas de frios fatos, que fluem debaixo dela. É apenas através da paixão e da convicção frenética que essa dissonância cognitiva pode ser dominada. Qualquer um que ameace este frágil equilibrio, deve ser odiado. É como o adolescente que reage excessivamente bravo e de maneira passional à mínima crítica de seu pai. O sistema de crenças do adolescente, ainda na infância, é facilmente ameaçado pela sabedoria do pai. A criança então prefere evitar toda a discussão, com medo de que suas idéias, ainda não devidamente formadas, sejam humilhadas no debate.

A reação irracional do Igualitário pode ser melhor entendida quando considera-se o que está em jogo. O Igualitário empenhou a totalidade da sua cultura e civilização em um jogo de azar. Todos os exemplos anteriores a história humana mostram muito claramente qual será o resultado do jogo. O Igualitário acredita que dessa vez será diferente. Ele sente que dessa vez será diferente. Será diferente desta vez porque ele acredita e sente, porque ele sabe que se todos trabalharem juntos para fazer com que seja direferente, pode acontecer. Mas há algumas pessoas por aí que duvidam. Há algumas pessoas por aí que pensam que não será diferente desta vez... proprietários de armas, adversários da imigração, sobrevivencialistas, etc. Há alguns lá fora, cuja falta de convicção e falta de otimismo são em si as sementes do fracasso. É por isso que eles devem ser odiados. É por isso que eles devem ser silenciados. É por isso – como o exemplo do paraíso Igualitário claramente mostra – que eles devem ser frequentemente mortos.

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*Os gurus do politicamente-correto, que começaram a difundir o ódio racial no país, introduziram a mesma situação com diversas palavras, como “preto”, ou até mesmo “negro” nos dias atuais.

** O que também pode ser observado neste país, onde o politicamente-correto virou uma verdadeira censura, que demoniza e proíbe termos que eram usados corriqueiramente, sem nenhuma carga de “ódio racial”.

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Nota do Tradutor: Mais uma vez, fica claro que os gurus do Igualitarismo e sua convicção na “diversidade” não representam nada além da morte da própria diversidade. É óbvio então que a única maneira de assegurar esta diversidade, é através da diferença e não da igualdade, é através da existência de diferentes povos e diferentes culturas, diferentes maneiras de se viver e encarar o mundo e não através do nivelamento pelo rolo compressor do materialismo capitalista, que vê em todo ser humano, em todo povo, apenas um consumidor em potencial.
 
Portanto, é necessário abandonar a visão moderna de que a perfeição humana consiste na possibilidade de “viver confortavelmente”. Durante a história, todos os povos demonstraram possuir visões diferentes do sentido da vida, o nivelamento Igualitário significa criar uma massa amorfa de robôs programados todos da mesma forma. 

Nada tem a ver com “racismo”, “ódio” ou “supremacia”, mas com o verdadeiro compromisso com existência da diversidade, livre das prisões culturais criadas por uma pequena elite, interessada apenas em si mesma.

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