quarta-feira, 21 de março de 2012

Por que os Conservadores sempre perdem

por Alex Kurtagic



Em nossas sociedades ocidentais modernas, os liberais somente riem, e os conservadores somente choram. Os liberais podem considerar essa uma afirmação extraordinária, dado que ao longo do último século seus partidos políticos favoritos passaram mais tempo fora do poder do que seus rivais conservadores, e, de fato, nenhum partido radical de esquerda já conseguiu uma maioria parlamentar. Porém, essa perspectiva só é possível quando se considera um partido Trabalhista ou Democrata como "a Esquerda", e um partido Conservador ou Republicano como "a Direita" - isto é, quando se considera a política como limitada à política liberal, e se considera a negação do liberalismo como uma negação da política. A realidade é que nas sociedades ocidentais modernas, tanto "a Esquerda" como "a Direita" consistem de liberais, vindo simplesmente em dois sabores: radicais e menos radicais. E se um é chamado de liberal ou conservador é simplesmente uma questão de grau, e não de partilhar de uma perspectiva fundamentalmente diferente. O resultado é que a posição política dominante no Ocidente tem sempre deslizado à "esquerda". É apenas a velocidade desse deslize que mudou de tempo em tempo.

Não digo isso para negar a existência do conservadorismo. O Conservadorismo é real. Isto quer dizer que o conservadorismo, mesmo em suas formas mais extremas, opera contra, e é inevitavelmente arrastado por, esse pano de fundo esquerdizante. E isso é crucial se quisermos ter um entendimento verdadeiro do conservadorismo moderno e do motivo pelo qual os conservadores estão sempre perdendo, mesmo quando vitórias eleitorais criam a ilusão de que os conservadores estão frequentemente vencendo.

Seria errado, porém, atribuir a derrota sem fim do conservadorismo inteiramente à deriva à esquerda do universo político moderno. Isso seria uma abrogação da responsabilidade conservadora por suas próprias derrotas. Os conservadores são responsáveis por suas próprias derrotas. As causas derivam menos da dominação do liberalismo, do que da própria premissa do conservadorismo. O liberalismo triunfante é tornado possível pelo conservadorismo, enquanto o conservadorismo triunfante leva eventualmente ao liberalismo. Qualquer um que sonhe em "retormar seu país" apoiando o movimento conservador, e assombrado por sua inabilidade de impedir a marcha do liberalismo, ainda não conseguiu entender a natureza de sua causa. A verdade brutal: ele está perdendo seu tempo. Derrotar o liberalismo demanda a aceitação de duas proposições fundamentais.

* O tradicionalismo não é conservadorismo.
* A derrota liberal implica a derrota conservadora.

Boa parte do diálogo contemporâneo sobre o futuro da sociedade ocidental tem focado na desconstrução do liberalismo. Pouco desse diálogo tem focado em uma desconstrução do conservadorismo. A maioria das desconstruções do conservadorismo tem vindo da Esquerda, e, como nós veremos, há bons motivos para isso. Já é tempo do conservadorismo ser desconstruído de fora da Esquerda (e portanto também da Direita). Eu digo "também" porque nem o conservadorismo, nem o tradicionalismo, eu classifico como "a Direita". Nem eu aceito que a "Direita" seja o oposto da "Esquerda"; "a Direita" está predicada sobre "a Esquerda", e portanto não é independente da "Esquerda". Consequentemente, qualquer uso dos termos "Esquerda" e "Direita" vindo desse campo é e sempre tem sido uma questão de utilidade; eu espero que tais termos desapareçam do uso atual logo que o paradigma política tenha sido fundamentalmente modificado.

Logo abaixo eu descrevo oito traços salientes que definem o conservadorismo, explico o padrão de derrotas conservadoras a longo prazo, e demonstro como o liberalismo e o conservadorismo são parceiros complementares e mutualmente auxiliares, ao invés de inimigos antitéticos.

Anatomia do Conservadorismo

Medo

Apologistas da Esquerda radical gostam de descrever a política da Direita como "a política do medo". A propaganda esquerdista pode estar cheia de caracterizações preconceituosas, falsas dicotomias, e mentiras descaradas, mas essa é uma observação que, quando aplicada ao conservadorismo, está inteiramente correta. A razão pela qual os conservadores conservam e são avessos à juventude e à inovação é porque eles temem mudanças. Conservadores preferem ordem, fixidez, estabilidade, e resultados previsíveis. Um de seus refrões favoritos é "se não está quebrado, não conserte". Há alguma sabedoria nisso, e há, de fato, vantagens nessa perspectiva, já que ela demanda menos esforço, permite planejamento para o futuro, e reduz a probabilidade de situações desagradáveis. Uma vez que um negócio bem sucedido ou uma fórmula funcional seja encontrada, pode-se descansar bastante confortavelmente em uma rotina reconfortadora em um mundo lento de certezas, que na melhor das hipóteses permite uma evolução gradual e controlada. A mudança acaba com a rotina, rompe a fórmula, perturba planos, e leva a situações desagradáveis que demandam esforço e rapidez, causa stress e incerteza, e pode gerar resultados imprevisíveis. Conservar é portanto uma estratégia de evasão de indivíduos avessos a riscos que não gostam do desafio de pensar criativamente e de se adaptar a novas situações. Para os conservadores a mudança é um mal a ser temido.

Sem Respostas

Nós podemos deduzir então que a razão pela qual os conservadores temem mudanças é que eles não são muito criativos. A criatividade, afinal, envolve quebrar o molde, associações inesperadas, imprevisibilidade. Conservadores se sentem perturbados por mudanças porque eles geralmente não sabem como responder. Essa é a razão primária pela qual, quando a mudança de fato ocorre, como se dá inevitavelmente, sua resposta tende a ser lenta e a focar em administrar sintomas ao invés de abordar causas. Essa também é a razão primária pela qual ou eles planejam com bastante antecedência contra toda e qualquer contingência imaginável ou permanecem em um estado de negação até serem encarados pelo perigo imediato e inevitável. Os conservadores são primeiro motivados pelo medo e então paralisados por ele.

Defensividade

Infelizmente para os conservadores, o mundo está sempre mudando, o universo desdobra-se ciclicamente, e qualquer coisa viva está sempre sujeita a mudanças de estado imprevisíveis. Porque eles geralmente não tem respostas, isso coloca os conservadores sempre na defensiva. A única vez em que conservadores realizam uma ação agressiva é quando estão planejando contra possíveis perturbações contra sua vida plácida. Eles são os últimos a demonstrar iniciativa em qualquer coisa porque ser um pioneiro é arriscado, está repleto de stress e incertezas. Assim, o conservadorismo é sempre um movimento de resistência, um movimento permanentemente recuando, enfrentando uma maré que continua avançando. A principal preocupação dos conservadores é a de se agarrar a suas posições, e garantir que, quando o recuo seja inevitável, sua nova posição seja o mais próxima possível de sua antiga. Uma vez assentados em uma nova posição, qualquer recuo da maré se torna uma oportunidade de recuperar a posição prévia. Porém, porque calmarias não duram o bastante e recuperar posições perdidas é difícil, a recuperação é na melhor das hipóteses parcial, jamais completamente bem sucedida. Os conservadores são consequentemente sempre vistos como derrotados e vendidos, já que eventualmente eles são sempre forçados a compromissos.

Necrofilia

Sua falta de criatividade leva os conservadores a buscar respostas no passado. Isso vai para além de aprender com as lições da história. Avessos a riscos, eles desconfiam de novidades, o que torna seu presente uma mera continuação do passado. Nisso eles contrastam tanto com liberais como com tradicionalistas: para os primeiros o presente é uma antecipação do futuro, para os segundos é um momento entre o que foi e o que será. Ao mesmo tempo, os conservadores se parecem com os liberais, e contrastam com os tradicionalistas mais do que eles pensam. Uma razão é que eles confundem tradição com conservação, olvidando que tradição envolve renovação cíclica ao invés de restauração museológica. Restauração museológica é todo o sentido do conservadorismo. Seu domínio é o domínio dos mortos, embalsamados, ou mantidos artificialmente vivos com sistems médicos. Outro motivo é que tanto liberais como conservadores são obcecados com o passado: porque eles o amam muito, conservadores reclamam que coisas do passado estão morrendo; porque eles o odeiam muito, liberais reclamam que coisas do passado não estão morrendo rápido o bastante! Um é necrófilo, o outro um assassino. Ambos tem como foco a morte. Em contraste, o tradicionalismo remete a vida, pois a vida é um ciclo de nascimento, crescimento, maturidade, morte, e renovação.

Tédio

Medo, resistência a mudança, falta de criatividade, e uma paixão por coisas mortas tornam os conservadores tediosos. Coisas mortas podem ser interessantes, claro, e em nossa sociedade descartável, coisas mortas podem ter o apelo do exótico, particularmente considerando que elas pertencem a um tempo em que a ênfase era em qualidade ao invés de quantidade. Qualidade, entendida tanto como alta qualidade e como possuir qualidades, está ligada a raridade ou singularidade, agitação ou surpresa, e, portanto, criatividade ou imprevisibilidade. Conservadores, porém, conserva porque eles almejam um mundo de certezas - lento, seguro, confortável, e com resultados previsíveis. Garantidamente: tal existência pode ser agradável considerando-se condições ótimas, e pode realmente ser recomendada em uma variedade de situações, mas ela não é excitante. Excitação envolve precisamente as condições e estados alterados que os conservadores temem e buscam evitar. Assim se torna difícil se excitar a respeito de qualquer coisa conservadora.



Velhice

Há boas razões pelas quais o conservadorismo é associado com a velhice. Conforme uma pessoa fica velha ela perde seu gosto por excitação; sua constituição é menos robusta, ele tem menos energia, ele tem menos reservas, ele tornou-se fisica e mentalmente rígido, e ele é menos capaz das respostas rápidas e flesíveis demandadas por situações intensas e choques súbitos. Faz sentido uma pessoa se tornar mais conservadora conforme ela se torna velha, mas esse processo dificilmente é saborado. Uma vez que se torne velho o bastante para ser levado a sério, o desejo é sempre de permanecer jovem e atrasar os sinais da velhice. Expressar tédio dizendo que algo "ficou velho" implica uma necessidade periódica de mudança. Conservadores se opõem a mudanças, logo eles ficam velhos bastante rápido.

Irrelevância

Preocupação com o passado, resistência a mudanças, e desconfiança de novidades eventualmente torna os conservadores irrelevantes. Este é o caso particularmente em um mundo predicado na desejabilidade do progresso e da inovação constante. Os conservadores acabam se tornando antiquários políticos, ao invés de atores políticos eficazes: eles operam não como líderes de homens, mas como curadores de um museu.

Perdedores

Cedo ou tarde, através de sua recusa em se adaptar até à irrelevância, os conservadores são constantemente deixados para trás, agitando o punho contra o mundo com uma incompreensão raivosa. Porque eventualmente a sobrevivência necessita de rendições periódicas e reagrupamentos em posições mais à Esquerda, os conservadores passam a ser vistos como covardes, como sempre recuando, como, em resumo, perdedores. A função efetiva de um conservador na sociedade atual é organizar a rendição, garantir que as retiradas sejam ordeiras, para manter esperanças vazias de uma restauração, para que jamais haja risco de um levante revolucionário.

Melhor Aliado do Liberalismo

Com tudo isso em mente, é difícil não ver o conservadorismo como a própria oposição controlada do liberalismo: pode não ser exatamente assim, mas o efeito é certamente o mesmo. O conservadorismo garante uma folga periódica após um acesso de liberalismo, permitindo que os cidadãos se adaptem e se acostumem com seus efeitos antes da próxima onda de liberalização. Pior, as causas conservadoras, porque elas eventualmente sempre se tornam irrelevantes, dão uma justificativa ao liberalismo, dando prova para a Esquerda do porque ela é e deve permanecer a única opção na área. Liberais amam conservadores.

Conservadorismo e Tradição

O conservadorismo não precisa ser o melhor aliado do liberalismo: o conservadorismo pode ser o melhor aliado de qualquer movimento anti-sistema, já que ele sempre vem representar a alternativa tediosa. Os conservadores defendem o familiar, mas a familiaridade gera desprezo, de modo que ao longo do tempo as pessoas perdem respeito pelo que é e se tornam mais ávidas por experimentar alguma turbulência - os resultados podem ser imprevisíveis e podem mesmo acabar sendo negativos, mas pelo menos a turbulência faz com que as pessoas se sintam vivas, como se houvesse algo com que elas pudessem se envolver ativamente. Na era do liberalismo, o conservadorismo é fundamentalmente liberal: ele não defende a tradição, já que o liberalismo fez com que ela fosse esquecida em sua maior parte, mas uma versão mais antiga do liberalismo. Em uma era de tradição, o conservadorismo bem poderia ser o melhor aliado de uma tradição rival, já que o conservadorismo sempre paralisa o que é, assim aumentando a receptividade ao longo do tempo para qualquer tipo de mudança. Assim o conservadorismo estabelece as condições para formas destrutivas de mudança.

Por contraste, tradição é evolução, e conquanto ela evite a armadilha do conservadorismo (estagnação), aqueles inseridos na tradição permanecem engajados nela. Isso não quer dizer que tradições sejam imunes a eventos autodestrutivos e jamais devam ser abandonadas: hipertelia, inadaptação, ou evolução patológica, por exemplo, podem destruir uma tradição por dentro. Porém, isso está foro de nosso escopo aqui.

Confusão entre Tradição e Conservação

Na era do liberalismo, porque a tradição foi esquecida, a tradição é confundida com conservação. Assim alguns conservadores descrevem a si mesmos como tradicionalistas, ainda que eles sejam simplesmente liberais arcaicos. Alguns supostos tradicionalistas podem erroneamente adotar traços conservadores, talvez por um desejo confuso de rejeitar as noçãos liberais de progresso. Tradição e conservação são processos distintos e separados. O liberalismo pode contar suas próprias tradições. O liberalismo também pode se tornar conservador em sua rejeição da tradição. Similarmente para o conservadorismo, exceto que ele rejeita o liberalismo e o faz apenas ostensivamente, não na prática.

Fim do Liberalismo

Acabar com o liberalismo requer acabar com o conservadorismo. Nós jamais deveríamos nos chamar conservadores. A distinção entre tradição e conservação deve sempre ser feita, pois transcender o atual paradigma "esquerda"-"direita" da política democrática moderna no Ocidente demanda uma grande separação do que é tradicional em relação ao que é conservador, de modo que o primeiro possa ser redescoberto, e o segundo descartado como parte do aparato liberal.

Ao fazê-lo devemos permanecer alertas para a armadilha da reação. Os reacionários são definidos por seus inimigos, e assim se tornam prisioneiros das construções de seus inimigos, de falsas dicotomias, e de pressuposições implícitas. Ao invés da rejeição, a palavra-chave é transcendência. O fim do liberalismo é alcançado através de sua transcendência, sua relegação à irrelevância.

Considerando a confusão de nossos tempos, deve-se enfatizar que o sentido da tradição não é retornar a um passado imaginado, ou revivar uma prática que foi esquecida para que ela possa ser continuada exatamente como era quando foi abandonada. Pode haver uma razão válida para abandonar uma certa prática, e a instituição de uma nova prática pode ter sido necessária para que a tradição pudesse perdurar. Uma tradição, uma vez redescoberta, deve ser impelida para frente. Continuação não é replicação infinita.

Após o Liberalismo

A medida de nosso sucesso nessa missão será visto na linguagem.

Nós sabemos que o liberalismo foi vitorioso porque muitos de nós acaba se definindo como uma negação de tudo que definiu o liberalismo. Muitas das palavras usadas para descrever nossas posições políticas são prefixadas com "anti-". Isso representou uma adoção por "antiliberais" de identidades negativas manufaturadas por liberais para propósitos de se autoafirmarem de modos que se adequavam a sua conveniência e atiçava sua vaidade.

Acabar com o liberalismo implica, portanto, o desenvolvimento de uma terminologia que transcenda as construções do liberalismo. Apenas quando eles comecem a se descrever como uma negação do que nós somos é que saberemos que fomos vitoriosos, pois sua falta de um vocabulário afirmativo, positivo será indicativo de que sua identidade foi completamente desconstruída e tornou-se, portanto, socialmente, moralmente, e filosoficamente inaceitável.

Desenvolver tal vocabulário, porém, é uma função de determinarmos novamente quem nós somos e o que buscamos. Sem uma metafísica para definir a tradição e impulsioná-la adiante, qualquer tentativa de uma revolução cultural falhará. Um povo necessita de uma metafísica se ele deve contar sua história. Se a história de quem nós somos e para onde nós vamos não pode ser contada por falta de uma metafísica definidora, qualquer tentativa de revolução cultural precisará confiar em histórias antigas, e eventualmente deslizará na direção do conservadorismo, e portanto do tédio e da irrelevância.

Após o Conservadorismo

Não se pode defender a cultura ocidental sem defender as coisas que definiram a cultura ocidental. Uma metafísica, e portanto "nossa história", é definida através da arte. A arte, no sentido mais amplo possível, dá expressão a valores, ideais, e sentimentos que um povo compartilha e sente no âmago e seu ser, mas que costumeiramente não podem ser articulados em palavras. Portanto, a batalha pela identidade ocidental é travada nesse nível, não no campo político, mesmo que a identidade seja uma questão política. Similarmente, qualquer tentativa de usar a arte para propósitos políticos falha, porque a política, sendo meramente a arte do possível, é definida pela cultura, e não o contrário.

Na busca por "nossa história", nós não devemos confundir arte com técnica. A técnica pode ser definida pela tradição, e uma tradição pode encontrar expressão em diversas técnicas, tornando-as "tradicionais", mas as duas coisas não são sinônimas. Similarmente, a técnica pode melhorar a arte, mas a técnica não é mais arte do que a arte é técnica. A arte explora e define. A técnica reproduz e perpetua. Assim, a arte está para a tradição como a técnica está para o conservadorismo. É por isso que a arte contemporânea, sendo uma expressão extrema de ideais liberais, é desprovida de técnica, e porque arte com técnica é considerada conservadora, ilustrativa, ou "estranha".

Aqueles preocupados com a continuidade do Ocidente não raro tratam a leitura exclusiva de não-ficção e clássicos como prova de sua seriedade e dedicação, mas ironicamente será quando eles comecem a ler ficção e a escrever ficção que eles estarão em seu estado mais sério e dedicado. Se tradição implica continuidade e não simples replicação, então ela também implica criação contínua e não simplesp reservação.

Após a Tradição

Nenhuma tradição possui vida eterna. A nossa um dia acabará. O liberalismo vê sua realização como o fim da história, mas essa é sua cosmologia, não a nossa. Portanto, o liberalismo não nos indica - e nem deveria - que alcançamos o fim da linha. A degeneração do Ocidente está ligada à degeneração do liberalismo. O Ocidente será renovado quando os liberais sejam derrubados. Eles serão reduzidos a uma subcultura obsoleta e irrelevante vivendo de memórias e preocupadas com conservar o seus restos. Uma vez regenerado, o Ocidente continuará até que sua tradição destrua a si mesma ou seja substituída por outra. Qualquer seja a tradição que substitua a nossa ela pode ser autóctone, mas poderá também ser a tradição de outra raça. Se for assim, este será o fim de nossa raça. Assim, enquanto nossa raça permanecer vibrante, capaz de gerar uma nova metafísica quando uma metafísica antiga morrer, ela poderá continuar a viver, e a ser mestra do próprio destino.

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