terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A Maçonaria na Revolução Francesa

por Ernesto Milá



A revolução americana logo se espalhou na Europa; o primeiro contágio produziu-se na França ao fim do século XVIII. A crise da sociedade francesa e das estruturas feudais foram as causas "objetivas" que favoreceram a eclosão da revolução de 1789 que liquidou o antigo regime; porém provavelmente os acontecimentos não teriam se desenrolado como o fizeram se não fosse pela existência de uma estrutura organizativa que operou ao modo de um detonador dos acontecimentos. Tal detonador, como no caso da revolução americana, foi a maçonaria, verdadeiro responsável intelectual da Revolução Francesa.

Franco-Maçonaria Católica

O contingente de exilados que seguiram James II Stuart, depois dele ser expulso do trono britânico, estava composto fundamentalmente por católicos que imprimiram nas lojas traços de sua confissão religiosa. Assim por exemplo a recém-constituída "Grande Loja da França" dizia em seus estatutos: "A Ordem está aberta somente aos cristãos. É impossível aceitar a qualquer um que não pertença à Igreja de Cristo. Judeus, maometanos e pagãos são excluídos por incrédulo".

Pode entender-se assim porque personagens católicos de primeira linha, que se situaram no bando da contrarrevolução em 1789, como Joseph de Maistre, se sentiam cômodos nos bancos de suas lojas. De Maistre, havia sido iniciado na Loja "Os Três Morteiros" de Chambery e ocupava o cargo de Grande Orador, em sua famosa "Memória ao Duque de Brunswick", explica qual deve ser o papel da maçonaria no século: "o fim da maçonaria é a ciência do homem", quer dizer, "a verdadeira religião". De seus três principais graus, o primeiro deve dedicar-se a perseguir o "bem-estar geral", o segundo, a "unificação das confissões cristãs, a unidade do corpo místico de Cristo mediante o triunfo da Igreja Católica" e o terceiro buscar "a revelação da revelação", quer dizer, a iluminação através da metafísica. O conjunto de tudo isso é o que De Maistre chama "catolicismo transcendente". De Maistre - logo crítico implacável da revolução francesa - considerava às lojas como um espaço de reflexão e iluminação, para católicos laicos, onde se estudava e praticava uma metafísica inspirada nos textos bíblicos e sempre aceitando a disciplina da Igreja Romana.

Como se vê, ao longo do século XVIII, na Europa a maçonaria não tem o aspecto de uma sociedade conspiratória, senão de um clube de pensamento, no qual, a medida em que passa o tempo, os não-católicos - huguenotes, protestantes, etc - vão tendo um peso e uma influência crescentes e dentro da qual coexistiam distintas sensibilidades políticas. Até esse momento, a nenhum maçon europeu havia ocorrido atuar como tal na política. Isto ia mudar nos anos seguintes e para entender a origem dessa mudança há que ter em conta três fatores: 1) o exemplo da Ordem dos Iluminados da Bavária e da maçonaria norteamericana; 2) a mudança cultural que se foi operando na sociedade francesa ao longo do século XVIII e 3) o relaxamento da tensão metafísica nas lojas devido ao crescimento desmesurado e desordenado da maçonaria.

A Ordem dos Iluminados da Bavária

A chamada "conspiração dos Iluminados da Bavária" é para alguns historiadores - como o abade Barruel - um "ensaio geral completo" do que logo seria a revolução francesa.

"Cada homem é seu rei, cada homem é soberano de si mesmo" dizia o juramento do grau 13º (o último) da Ordem dos Iluminados da Bavária e nela se intui já a temática política da qual se apropriaria uma parte dos maçons franceses. A vocação antimonárquica - e mais especificamente, antiabsolutista - dos "iluminados" se complementa com o fim de - comum à maçonaria - promover a fraternidade humana. Adam Weishaupt, fundador e inspirador da Ordem, reconhece a respeito: "E sua finalidade, em resumo qual é? A felicidade da raça humana! Quando vemos como os mesquinhos, que são poderosos e os bons, que são débeis, lutam entre si; quando pensamos que inútil é querer lutar somente contra a forte corrente do vício, nos vem à imaginação a mais elementar idéia: a de que todos devemos trabalhar e lutar juntos, estreitamente unidos para que assim a força esteja do lado dos bons, para que todos unidos já não sejam débeis".

Os graus de iniciação eram três, divididos em sub-graus: Grau de Iniciação (dividido em Preparatório, Noviciado, Minerval e Iluminado Menor), Grau de Maçonaria (duvidido em Iluminado Maior e Iluminado Diligente), Grau dos Mistérios (dividido em Sacerdote, Regente, Mago e Rei). O grau de Iluminado Menor marcava a divisão entre pequenos mistérios, chamados aqui "Edifício Interior" e os "Grandes Mistérios" que dariam acesso à construção do "Edifício Superior", que neste caso suporiam o domínio das capacidades do homem e domínio sobre o mundo, respectivamente. Os "Iluminados da Bavária", quando falavam de "domínio do mundo", incluiam também domínio político. As "constituições" (regramento) da ordem especificavam que quem alcançasse o grau de Sacerdote devia assumir os poderes do Estado. A esta organização em graus que se chamou de "círculos concêntricos".

A ideologia dos "Iluminados" era uma curiosa mistura de idéias políticas, místicas e filosóficas, não isenta de contradições flagrantes: igualitários em seu objetivo final, pretendiam chegar a ele mediante uma rígida estrutura hierárquica, ateus impenitentes, divinizavam, ao invés, a natureza. Ao Grau de Sacerdote devia revelar-se o segredo do "amor universal", porém a ele se chegava através dos patriotismos.

Em 1785 um correio dos "Iluminados" foi fulminado por um raio quando transportava importantes documentos sobre a organização e projetos da ordem. A conspiração urdida laboriosamente por Adam Weishaupt resultou assim desvelada.

Weishaupt, maçom de alto grau, se relacionou com distintos ambientes esotéricos e ocultistas no último terço do século XVIII. Através da maçonaria contatou Adolf von Knigge, sua alma gêmea, e juntos fundaram a "Orden der Illuminaten" na noite de Walpurgis (30 de abril para 1 de maio) de 1776. Seu documento fundamental está inspirado em três correntes: o pseudo-rosacrucianismo, já por então em perda de vigor na Alemanha, as constituições maçônicas de Anderson, inspiradoras da maçonaria moderna, e a regra da Ordem dos Jesuítas.

Os membros da Ordem recebiam um nome místico, geralmente extraído da antiguidade grega. Weishaupt era "Spartakus", Knigge, "Philon", o célebre poeta Goethe, "Abaria", e o filósofo Herder "Damasus". Nos poucos anos em que a Ordem esteve em atividade conseguiu atrair a suas fileiras uma boa parte dos alunos da Universidade de Ingolstadt, porém também enquadrou muitos nobre bávaros. Seus afiliados não foram mais de 600.

Após a proibição da Ordem pelo Eleitor da Bavária, Weishaupt foi condenado à prisão. Fugiu do cárcere de Regensburg, morrendo na mais absoluta miséria em 1830. Tal é a história do que se passou a chamar "a conspiração dos Iluminados", a qual, sustenta o Abade Barruel, inspirou a ação da maçonaria durante a revolução francesa.

Pela primeira vez, na idade moderna, com os "Iluminados", uma sociedade secreta se propõe a diretamente conquistar o poder político com um programa revolucionário, antimonárquico e nacionalista, que efetivamente prefigura os traços que logo encontraremos na revolução francesa.

A conspiração dos "Iluminados" fracassou, não somente por contingências e casualidades humanas, senão também porque a Alemanha carecia nesse momento do substrato cultural sobre o qual poderiam se assentar também os princípios revolucionários na França: a Ilustração, o Enciclopedismo...



Influências Estrangeiras na Revolução

Existe um fio direto, mais além das semelhanças de método e das eventuais coincidências de programa, entre os "Iluminados" e os acontecimentos revolucionários? Há que reconhecer que são tênues, porém existentes, ao fim e a cabo. Certas fontes - e inclusive testemunhos de protagonistas como Marat - insistiram na presença de agitadores estrangeiros que operaram a modo de instigadores nos principais eventos revolucionários: tomada da Bastilha, assalto ao palácio das Tulherias, etc. Marat identificou prussianos entre os agitadores que dirigiam o populacho no episódio da Bastilha; o emissário de Frederico Guilherme II da Prússia, Veitel Ephraim, escreveu a seu monarca uma famosa carta na qual dizia: "O clube dos jacobinos está completamente entregue à Prússia". Rabaut St. Etienne, deputado da Assembléia Constituinte, demitiu-se de seu cargo por perceber que nos incidentes do Campo de Marte (1791) era notória a presença de "sediciosos vindos do estrangeiro".

Enquanto à influência específico dos Iluminados na França existem poucos dados, ainda que significativos. No congresso dos Iluminados celebrado em Frankfurt em 1786 assistiram delegados alemães, porém também franceses e ingleses. Neste congresso se aprovou o programa de destruição das monarquias européias e, seria aqui, onde a assembléia emitiu uma condenação de morte contra o rei da França. O introdutor da Ordem na França, para Alan Stang, foi o conde de Mirabeau que recrutou nas lojas maônicas os que logo seriam líderes revolucionários (Saint-Just, Desmoulins, Hebert, Danton, Marat, Chenier, entre outros). Outro historiador norteamericano, Curtis B. Dall, ex-genro do presidente Roosevelt, maçom, por sua parte, afirma que a Ordem dos Iluminados - reconstruída na clandestinidade após ser proibida em 1786 - teve arte e parte no processo revolucionário. Nenhum dos dois apresentam provas objetivas, porém fazem eco de comentários que circulavam nas lojas.

Não são eco, senão experiência direta, a vivida pelos protagonistas revolucionários, que, como dissemos perceberam a presença de elementos "prussianos" entre os instigadores dos eventos revolucionários. O processo da facção extremista de Hebert e dos seus é prolixa em confissões sobre as influências estrangeiras que levaram ao patíbulo vários agentes, o banqueiro prussiano Koch, o espanhol Guzmán, os austríacos Junius e Emmanuel Frey e vários outros. Porém também as lojas inglesas haviam enviado seus peões. O cavaleiro de La Luzerne, embaixador francês em Londres, acusou, em carta a seu governo, a Danton e Paré de estarem a soldo do governo inglês. Outro autor, Bernard Fay, aporta o nome de um dos agentes ingleses que distribuiram fundos entre os jacobinos, "Miles". Felipe de Orléans, iniciado na Grande Loja Unida da Inglaterra e que chegaria logo a Mestre do Grande Oriente da França, teria sido para essas fontes, outro dos agentes encarregados de transmitir e executar ordens emanadas do governo inglês. Estes dados induzem a pensar em uma colaboração entre lojas iluministas prussianas e a Grande Loja da Inglaterra, unidas aos maçons e iluminados franceses, nos eventos revolucionários. Agora bem, os dados são escassos e fragmentários, é preciso reconhecê-lo.

Pierre Gaxote, historiador francês acerta o parafuso quando explica que "a miséria pode suscitar revoltas, porém não é causa da revoluções. Estas tem causas mais profundas". E Jacques Bordiot abunda nesta linha: "Uma revolta pode ser espontânea, uma revolução jamais o é". Para que se produza um processo revolucionário é preciso que exista uma situação na qual a população peça, exija, uma mudança; porém outros dois fenômenos são necessários, ou do contrário, no máximo se produziriam revoltas ou motins. Estes dois fenômenos são: a existência de um clima cultural entre a "intelligentsia" e a presença de uma organização revolucionária.

O Clima Cultural Pré-Revolucionário

O clima cultural que abre espaço para a revolução se vai cultivando ao longo do século XVIII com o Iluminista e o Enciclopedismo. É útil recordar que o período revolucionário se inicia com a convocatória dos representantes do clero, a nobreza e o povo, nos Estados Gerais; os representantes do "Terceiro Estado", do povo simples, eram 578, dos quais 477 eram "iniciados" nas lojas. Noventa representantes da aristocracia luziam também aventais em seus encontros, assim como um certo número do clero. Este contingente aderiu à maçonaria, em parte, por oportunismo, porém também fazendo eco do clima cultural favorável que impregnou a sociedade civil francesa no curso do século XVIII. Montesquieu e Fenelon foram em boa medida seus inspiradores. Ambos estavam relacionados com a maçonaria.

Montesquieu havia sido iniciado na maçonaria durante sua estadia em Londres. Certa tradição maçônica afirma que Montesquieu foi o primeiro maçom francês. Fenelón, por sua parte, teve Ramsay - um dos artífices da maçonaria moderna - como secretário e logo como executor testamentário. Não consta que Fenelón participasse na maçonaria, porém sua obra "Telêmaco" está repleta de alegorias que induzem a pensar que conhecia bem a temática das lojas. Luís XIV sempre o olhou com desconfiança.

A maçonaria é, nesses tempos, uma "sociedade de pensamento" que, deixando cada vez mais atrás suas origens católicas, se ressente de duas finluências: a inglesa e a alemã. Da primeira procede o racionalismo mecanicista e volteriano, enquanto que pela segunda se verá influenciada pelo misticismo germânico e pelo martinismo.

Não se pode dizer que haja uniformidade ideológica nas lojas, estas se romperão em distintas obediências e ritos. No último período de Louis de Borbón, a influência política da sociedade é notória e isso provoca novas limitações a sua atividade. Pouco a pouco, os maçons católicos, ao estilo de De Maistre, se vão encontrando em minoria e inundados pelo crescimento espetacular da filiação.

A primeira loja havia sido já constituída em França em 1725, se trata da Loja de São Tomé de Paris. Em 1732 é reconhecida pela Grande Loja da Inglaterra. Sua associação se estende rapidamente entre a nobreza. Um dos amigos íntimos de Luís XV, o duque de Villeryo, foi um dos primeiros maçons franceses. O próprio rei se interessou pela vida das lojas. Porém o fato de que subsista em torno à maçonaria uma auréol de secretismo e que a moda das lojas proceda da "pérfida Albión" nesses momentos, fazem que em 1737 a maçonaria seja proibida. Seguirão reunindo-se em um hotel do bairro da Bastilha e em 1738, o duque de Antin, assumirá o cargo de Grão-Mestre; somente ocupará por um ano o cargo, sucedendo-o o primo do rei, Louis de Bourbon Condé que ostentará o cargo até 1771. Sob seu mandato as lojas ganharão peso e influência e se estenderão por toda a França.

Ao assumir o cargo de Grão-Mestre o duque de Chartres auxiliado pelo duque de Montmorency em 1771, se produz uma disputa no interior das lojas a qual tem motivos filosóficos - o Grande Oriente, pouco a pouco, se vai deslizando na direção de posturas indiferentistas religiosas - porém também organizativos; durante anos a maçonaria francesa estará dividida entre o Grande Oriente e o Oriente da França. Pouco antes da revolução existem em toda França 629 lojas, dessas 63 na própria Paris, associadas ao Grande Oriente, enquanto que as lojas do Oriente somam 376 lojas, cifras impressionantes. O número de maçons nesse momento era superior a 75.000 na França.

No curso da revolução as lojas perderam a força que tinham anteriormente: haviam sido dirigidas por nobres, boa aprte dos quais, ou viram assalariados, ou se limitaram a participar nas primeiras fases da revolução, sendo varridos, mais adiante, pelos jacobinos. Enquanto a seus graus mais baixos, ocupados geralmente por burgueses, a virulência dos acontecimentos, os afastou do trabalho nas lojas. O próprio Grão-Mestre do Grande Oriente da França, Felipe "Igualdade", em 1793, após ter votado a favor da execução de seu primo Luís XVI, rechaçava a prática do segredo na maçonaria - "não deve haver nenhum segredo nem mistério em uma república", escrevia - retirando-se da sociedade. A partir desse momento a maçonaria enquanto tal desapareceu do cenário revolucionário; Felipe "Igualdade" foi guilhotinado em 1793, depois de sua espada cerimonial ser quebrada na Assembléia do Grande Oriente da França.

É impossível demosntrar documentalmente que a maçonaria - francesa, inglesa ou alemã - emitiram alguma diretiva concreta para iniciar, dirigir ou canalizar os acontecimentos, o certo é que a quase totalidade dos líderes revolucionários, foram membros das lojas.

A Contribuição das Lojas para a Revolução

As lojas maçônicas foram na França pré-revolucionária, a corrêia de transmissão das novas idéias. É inegável que sua contribuição foi fundamentalmente ideológica e simbólica, mesmo que não haja provas objetivas, de valor para a historiografia, de que organizativamente as lojas prepararam os eventos revolucionários.

A divisa maçônica "Liberdade, Igualdade, Fraternidade", foi incorporada ao acerco revolucionário. As cores da bandeira republicana - azul, branco e vermelho - procedem dos três tipos de lojas, procede da roseta tricolor ideada por Lafayette, maçom e carbonário. O gorro frígio, símbolo da república, é igualmente um símbolo maçônico. O próprio hino da revolução, "A Marselhesa", composto pelo também maçom Leconte de l'Isle foi cantada pela primeira vez na Loja dos Cavaleiros Francos de Estrasburgo. E assim mesmo, todo o simbolismo grego que adotam os revolucionários, assim como o deísmo naturalista de que se gabam, pode encontrar-se sem dificuldade nas lendas e temas maçônicos.

A maçonaria - insistimos - como organização parece ter sido transbordada - como, pelo demais, qualquer outra instituição francesa da época - pelo decorrer revolucionário. Maçons guilhotinam maçons, rompendo o juramento de fraternidade e ajuda mútua: Hebert é guilhotinado com o beneplácito de Danton, este, por sua vez, sobre ao patíbulo por instigação de Saint Just e Robespierre - instaurador do "culto ao ser supremo" - cujas cabeças rodarão ao se produzir a "reação termidoriana" que dará origem ao Diretório constituído por notórios maçons como Fouché. Finalmente, Napoleão Bonaparte, segundo algumas versões iniciado durante a campanha da Itália na Loja Hermes do rito egípcio e segundo outros, muito antes, quando era tenente em Marselha, põe fim a todo esse caos, nomeado Primeiro Cônsul e logo proclamando-se Imperador. Napoleão imporá a seu irmão José Bonaparte - "Pepe Garrafa", um homem muito mais sério e responsável do que este apelido popular deixa pensar- como Grão-Mestre da Maçonaria francesa.

Os princípios da maçonaria triunfam mais que a maçonaria em si. Notórios maçons protagonizaram os eventos revolucionários, levados por seus instintos e seus interesses, mais que seguindo um plano pré-estabelecido e uma planificação orgânica. Se existiu uma "conspiração maônica", o devido respeito à verdade nos obriga a afirmar que não se pode demonstrar. Porém os resultados estão aí: a Revolução Francesa, filha direta da Revolução Americana, abriram a passagem para o que hoje é o mundo moderno. Desse se pode gostar ou não a nível sócio-político, econômico e tecnológico, porém do que não cabe a menor dúvida é que nenhum período histórico anterior esteve tão distante da verdadeira espiritualidade como o nosso. E o responsável, não único, porém sim principal, é a maçonaria nascida em 1717.

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