sábado, 10 de dezembro de 2011

Uma "Guerra Humanitária" na Síria? Intensificação Militar Rumo a Uma Guerra no Oriente Médio?

por Michel Chossudovsky



"Conforme eu passava pelo Pentágono em novembro de 2001 um dos oficiais militares sênior estava com tempo para conversar. Sim, nós ainda estávamos programados para partir contra o Iraque, ele disse. Mas há mais. Isso estava sendo discutido como parte de um plano de campanha de cinco anos, ele disse, e havia um total de sete países, começando com Iraque, então Síria, Líbano, Irã, Somália, e Sudão". - General Wesley Clark

Uma guerra ampla no Oriente Médio tem estado nos planos do Pentágono desde meados da década de 90. Como parte desse cenário de guerra estendido, a aliança EUA-OTAN planeja travar uma campanha militar contra a Síria sob o "mandato humanitário" da ONU. A intensificação dos conflitos é parte integral da agenda militar. A desestabilização de estados soberanos através de "mudanças de regimes" está firmemente coordenada com o planejamento militar. Há uma estratégia militar caracterizada por uma sequência de teatros de guerra dos EUA-OTAN. Preparativos para atacar Síria e Irã tem estado em "um estado avançado de prontidão" há vários anos. A Lei de Responsabilidade da Síria e Restauração da Soberania do Líbano de 2003 categoriza a Síria como um "estado ilegítimo", como um país que apóia o terrorismo. Uma guerra contra a Síria é vista pelo Pentágono como parte dos planos de guerra contra o Irã. O presidente George W. Bush confirmou em suas Memórias que ele havia "ordenado ao Pentágono que planejasse um ataque contra as instalações nucleares do Irã e havia considerado um ataque secreto contra a Síria".

Essa agenda militar ampla está intimamente relacionado com as reservas estratégicas de óleo e com as rotas de óleodutos. Ela é apoiada pelos gigantes anglo-americanos do petróleo. O bombardeio do Líbano em 2006 foi parte de uma "estrada militar" cuidadosamente planejada. A extensão da "Guerra de Julho" no Líbano para a Síria havia sido contemplada pelos estrategistas militares americanos e israelenses. Ela foi abandonada após a derrota da infantaria israelense pelo Hezbollah.

A guerra israelense contra o Líbano em 2006 também buscou estabelecer o controle israelense sobre a a região costeira do norte do mediterrâneo oriental incluindo reservás de gás e óleo nas águas territoriais libanesas e palestinas.

Os planos para invadir tanto o Líbano como a Síria permaneceram nas mesas do Pentágono apesar dos contratempos de Israel na guerra de julho de 2006: "Em novembro de 2008, quase um mês antes de Tel Aviv começar seu massacre na Faixa de Gaza, o exército israelense realizou exercícios para uma guerra de duas frentes contra Líbano e Síria chamado Shiluv Zro'ot III. O exercício militar incluía uma invasão simulada massiva tanto da Síria como do Líbano".

A estrada para Teerão passa por Damasco. Uma guerra da OTAN contra o Irã envolveria, como primeiro passo, uma campanha de desestabilização ("mudança de regime") incluindo operações de inteligência em apoio a forças rebeldes dirigidas contra o governo sírio.

Uma "guerra humanitária" sob o logo de "Responsibility to Protect" (R2P) dirigida contra a Síria também contribuiría para a atual desestabilização da Síria. Caso uma campanha militar seja dirigida contra a Síria, Israel estaria diretamente ou indiretamente envolvida nas operações militares e de inteligências. Uma guerra contra a Síria levaria a uma intensificação dos conflitos no Oriente Médio.

Atualmente há quatro teatros de guerra diferentes: Afeganistão-Paquistão, Iraque, Palestina, e Líbia. Um ataque contra a Síria levaria à integração desses teatros de guerra separados, eventualmente levando a uma grande guerra no Oriente Médio, englobando toda uma região do Norte da África e do Mediterrâneo ao Afeganistão e Paquistão.

O atual movimento de protestos possui como objetivo servir de pretexto e justificativa para uma intervenção militar contra a Síria. A existência de uma insurreição armada é nagada. A mídia ocidental em uníssono descreve os eventos recentes na Síria como um "pacífico movimento de protesto" dirigido contra o governo de Bashar Al Assad, quando as evidências confirmam a existência de uma insurgência armada integrada por grupos paramilitares islâmicos.

Desde o início dos protestos em Daraa em meados de março, tem havido troca de tiros entre a polícia e as forças armadas por um lado e pistoleiros do outro. Atos de incêndio criminoso dirigidos contra prédios governamentais também foram cometidos. No final de julho em Hama, prédios públicos incluindo a Corte de Justiça e o Banco de Agricultura foram incendiados. Agências de notícia israelenses, mesmo descartando a existência de um conflito armado, não obstante, reconhecem que "manifestantes estavam armados com metralhadoras pesadas".  

"Todas as opções estão na mesa"

Em junho, o senador americano Lindsey Graham (que faz parte do Comitê dos Serviços Armados) insinuou a possibilidade de uma intervenção militar "humanitária" dirigida contra a Síria com o objetivo de "salvar a vida de civis". Graham sugeriu que a "opção" aplicada à Líbia sob a resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU devia ser pensada no caso da Síria:

"Fazia sentido proteger o povo líbio contra Ghadafi, e isso porque eles seria chacinados se nós não tivéssemos enviado a OTAN quando ele estava nos arredores de Benghazi, a questão para o mundo é, se nós chegamos a esse ponto na Síria... Nós podemos não estar lá ainda, mas nós estamos nos aproximando, de modo que se vocês realmente se importam com a proteção do povo sírio, agora é a hora de fazer com que Assad saiba que todas as opções estão na mesa".

Após a adoção da Declaração do Conselho de Segurança da ONU sobre a Síria (3 de agosto de 2011), a Casa Branca clamou, em termos inequívocos, por "mudança de regime" na Síria e pela saída do presidente Bashar Al Assad:
"Nós não queremos vê-lo permanecer na Síria em nome da estabilidade, e ao contrário, nós o vemos como a causa da instabilidade na Síria", disse o representante da Casa Branca Jay Carney aos repórteres.

"E nós pensamos, francamente, que é seguro dizer que a Síria seria um lugar melhor sem o presidente Assad".

Sanções econômicas amplas geralmente constituem uma prévia de uma intervenção militar direta.
Um projeto de lei apresentado pelo senador Lieberman foi introduzido no senado americano com o objetivo de autorizar sanções econômicas extremamente amplas contra a Síria. Ademais, em uma carta ao presidente Obama no início de agosto, um grupo de mais de 60 senadores americanos pediu a "implementação de sanções adicionais...ao mesmo tempo deixando claro para o regime sírio que ele pagaria um preço cada vez mais alto por sua horrenda repressão".

Essas sanções demandariam o bloqueio de transações bancárias e financeiras bem como o "fim das compras de petróleo sírio, e o corte de investimentos nos setores de petróleo e gás da Síria".   

Enquanto isso, o Departamento de Estado dos EUA também encontrou-se com membros da oposição síria no exílio. Ajuda secreta também foi canalizada para os grupos de rebeldes armados.

Encruzilhada Perigosa: Guerra na Síria. Ponta-de-lança para ataque ao Irã

Após a declaração de 3 de agosto pelo Presidente do Conselho de Segurança da ONU dirigida contra a Síria, o enviado de Moscou à OTAN Dmimtry Rogozin alertou sobre os perigos da intensificação do conflito:

"A OTAN está planejando uma campanha militar contra a Síria para ajudar a derrubar o regime do Presidente Bashar al-Assad com o objetivo a longo-prazo de preparar uma ponta-de-lança para um ataque ao Irã... Essa declaração significa que o planejamento da campanha militar já está ocorrendo. Poderia ser a conclusão lógica daquelas operações militares e propagandísticas, que foram realizadas por certos países ocidentais contra o Norte da África", disse Rogozin em uma entrevista ao jornal Izvestia. O diplomata russo apontou para o fato de que a aliança objetiva interferir apenas com os regimes "cujas opiniões não coincidem com as do Ocidente".

Rogozin concorda com a opinião expressada por alguns especialistas de que a Síria e depois o Iêmen poderiam ser os últimos passos no caminho para o lançamento de um ataque ao Irã. 

"A corda ao redor do pescoço do Irã está apertando. Planejamentos militares contra o Irã já estão ocorrendo. E nós estamos certamente preocupados com uma intensificação de uma guerra em larga escala nessa grande região", Rogozin disse.
Tendo aprendido a lição líbia, a Rússia "continuará a se opor a uma resolução militar da situação na Síria", ele disse, acrescentando que as consequências de um conflito em larga escala no Norte da África seriam devastadoras para todo o mundo.



Planta Militar para um Ataque à Síria
O alerta de Dmitry Rogozin foi baseado em informações concretas conhecidas e documentadas em círculos militares, de que a OTAN está atualmente planejando uma campanha militar contra a Síria. Em relação a isso, um cenário de um ataque contra a Síria está atualmente sendo pensado, envolvendo especialistas militares franceses, britânicos, e israelenses. Segundo o ex-Comandante da Força Aérea da França, General Jean Rannou, "um ataque da OTAN para neutralizar o exército sírio é tecnicamente possível":

"Os países membros da OTAN começariam usando tecnologia de satélite para detectar as defesas aéreas da Síria. Alguns dias depois, aviões de guerra, em números maiores do que na Líbia, sairia da base britânica no Chipre e gastariam umas 48h destruindo os SAMs e jatos sírios. Os aviões da aliança então começariam o bombardeio de tanques e tropas de infantaria.

O cenário é baseado em analistas do exército francês, na revista especializada britânica Jane's Defence Weekly, e no Canal 10 da TV israelense.

A força aérea síria representará pouca ameaça. Ela possui por volta de 60 MiG-29 russos. Mas o resto - uns 160 MiG-21, 80 MiG23, 60 MiG-23BN, 50 Su-22, e 20 Su-24MK - está ultrapassado.
Eu não vejo quaisquer problemas puramente militares. A Síria não possui defesa contra sistemas ocidentais...Mas seria mais arriscado do que na Líbia. Seria uma operação militar pesada", disse Jean Rannou. Ele acrescentou que qualquer ação seria improvável porque a Rússia vetaria um mandato da ONU, os bens da OTAN estão espalhados pelo Afeganistão e Líbia, e os países da OTAN estão em crise financeira.

 A Grande Rota Militar

Enquanto a Líbia, Síria, e Irã são parte da rota militar, esse deslocamento estratégico, se fosse realizado também ameaçaria China e Rússia. Ambos os países possuem investimentos, e acordos de cooperação comercial e militar com Síria e Irã. O Irã possui status de observador na Organização de Cooperação para Xangai.

A intensificação do conflito é parte da agenda militar. Desde 2005, os EUA e seus aliados, incluindo a OTAN e Israel tem estado envolvidos na disposição e armazenamento de sistemas de armas avançados. Os sistemas de defesa aérea dos EUA, dos países membros da OTAN, e Israel estão completamente integrados.

O Papel de Israel e da Turquia
Tanto Ankara como Tel Aviv estão envolvidas em dar apoio a uma insurgência armada. Essas iniciativas são coordenadas entre os dois governos e suas agências de inteligência.

O Mossad, segundo relatórios, tem dado apoio a grupos terroristas salafi, que tornaram-se ativos no sul da Síria no início dos protestos em Daraa. Relatórios sugerem que o financiamento para a insurgência salafi vem da Arábia Saudita.

O governo turco do Primeiro-Ministro Recep Tayyib Erdogan está apoiando grupos de oposição síria no exílio e ao mesmo tempo apoiando os rebeldes armados da Irmandade Islâmica no norte da Síria.

Tanto a Irmandade Islâmica síria (cuja liderança está no exílio na Grã-Bretanha) e o proibido Hizb ut-Tahrir (o Partido da Liberação) estão por trás da insurreição. Ambas organizações são apoiadas pelo MI6 britânico. O objetivo declarado tanto da Irmandade Islâmica como do Hizb ut-Tahrir é desestabilizar o Estado secular da Síria.

Em junho, tropas turcas cruzaram a fronteira no norte da Síria, oficialmente para ir ao resgate de refugiados sírios. O governo de Bashar Al Assad acusou a Turquia de diretamente apoiar a incursão de forças rebeldes no norte da Síria:

"Uma força rebelde de aproximadamente 500 combatentes atacou uma posição do exército sírio em 4 de junho no norte da Síria. Eles disseram que o alvo, um destacamento da Inteligência Militar foi capturado em um ataque de 36 horas no qual 72 soldados foram mortos em Jisr Al Shoughour, perto da fronteira com a Turquia.

'Nós descobrimos que os criminosos estavam usando armas turcas, e isso é muito preocupante', disse um oficial.
Isso marcou a primeira vez que o regime Assad acusou a Turquia de ajudar a revolta... Funcionários do governo disseram que os rebeldes expulsaram o exército sírio de Jisr Al Shoughour e então assumiuram o controle da cidade. Eles disseram que prédios do governo foram saqueados e incendiados antes de outra força de Assad chegar... Um oficial sírio que conduziu a ronda disse que os rebeldes em Jisr Al Shoughour consistiam em combatentes linhados à Al Qaeda. Ele disse que os rebeldes empregaram uma grande quantidade de armas e munição turca, mas não acusou o governo de Ankara de fornecer o equipamento"

Negada pela mídia ocidental, o apoio estrangeiro a insurgentes islamistas, que "infiltraram o movimento de protestos", é, não obstante, confirmado pelas fontes de inteligência do Ocidente. Segundo o ex-agente do MI6 Alistair Crooke: "duas forças importantes por trás dos eventos na Síria são os radicais sunitas e grupos de exilados sírios na França e EUA. Ele disse que os radicais seguem os ensinamentos de Abu Musab Zarqawi, um islamista jordaniano, que objetivava criar um emirado sunita na Jordânia, Líbano, Palestina, e Síria, chamado Bilad a-Sham. Eles são guerrilheiros urbanos experientes que lutaram no Iraque e possuem financiamento estrangeiro. Eles infiltraram protestos para atacar as forças de Assad, como em Jisr al-Shaghour, onde eles causaram um grande número de baixas".
O ex-agente do MI6 também confirma que Israel e os EUA estão apoiando e financiando os terroristas: "Crooke disse que os grupos de exilados querem derrubar o regime anti-israelense da Síria. Eles são financiados e treinados pelos EUA e possuem ligações com Israel. Eles pagam a chefes tribais sunitas para que coloquem o povo nas ruas, trabalham com ONGs para fornecere histórias falsas de atrocidades para a mídia ocidental e cooperam com radicais na esperança de que a intensificação dos conflitos justificará a intervenção da OTAN".

Facções políticas dentro do Líbano também estão envolvidas. A inteligência libanesa confirmou a remessa secreta de rifles de assalto e armas automáticas aos combatentes salafi. A remessa foi realizada por políticos libaneses financiados por sauditas.



O Acordo de Cooperação Militar Turco-Israelense

Israel e Turquia tem um acordo de cooperação militar que lida de modo bastante direto com a Síria bem como a linha costeira estratégica sírio-libanesa (incluindo as reservas de gás e rotas de óleodutos nas águas territoriais libanesas).

"Já durante a Administração Clinton, uma aliança militar triangular entre EUA, Israel, e Turquia desdobrou-se. Essa 'tríplice aliança', que é dominada pelos Chefes de Estado Maior, integra e coordena decisões de comando militar entre os três países relativas ao Oriente Médio. Ela é baseada nos laços militares próximos respectivamente de Israel e Turquia com os EUA, junto com um forte relacionamento militar bilateral entre Tel Aviv e Ankara...

A tríplice aliança também está ligada a um acordo de cooperação militar entre Israel e OTAN de 2005 que inclui 'muitas áreas de interesse comum, tais como a luta contra o terrorismo e exercícios militares conjuntos. Esses laços de cooperação militar com a OTAN são vistos pelo exército israelense como um meio para 'aumentar a capacidade de retaliação israelense em relação a potenciais inimigos que a ameaçam, principalmente Irã e Síria".
Enquanto isso, as recentes mudanças dentro da alta hierarquia da Turquia reforçaram a facção pró-islamista dentro das forças armadas. No final de julho, o Comandante-em-Chefe do Exército e Chefe do Estado-Maior da Turquia, General Isik Kosaner, demitiu-se junto com os comandantes da Marinha e da Aeronáutica.

O General Kosaner representava uma posição amplamente secular dentro das forças armadas. O General Necdet Ozel foi indicado como seu substituto como Comandante do Exército.

Esses desenvolvimentos são de importância crucial. Eles tendem a apoiar os interesses americanos. Eles também indicam a uma potencial mudança dentro das forças armadas em favor da Irmandade Islâmica incluindo a insurreição armada no norte da Síria.

"Novas indicações para cargos fortaleceram Erdogan e o partido governista na Turquia...O poder militar é capaz de realizar projetos mais ambiciosos na região. É previsto que caso seja utilizado o cenário líbio na Síria é possível que a Turquia participe na intervenção militar".

A Aliança Militar Ampliada da OTAN
Egito, os estados do Golfo e a Arábia Saudita são parceiros da OTAN, cujas forças podem ser dispostas em uma campanha dirigida contra a Síria.

Israel é um membro de facto da OTAN após um acordo assinado em 2005.

O processo de planejamento militar dentro da aliança ampliada da OTAN envolve coordenação entre Pentágono, OTAN, a Força de Defesa de Israel, bem como o envolvimento miltiar ativo dos estados árabes, incluindo Arábia Saudita, os estados do Golfo, Egito: de modo geral, dez países árabes mais Israel são embros do Diálogo Mediterrâneo e da Iniciativa de Cooperação de Istambul.

Nós estamos em uma encruzilhada perigosa. As implicações geopolíticas são muito amplas.

A Síria tem fronteiras com Jordânia, Israel, Líbano, Turquia, e Iraque. Ela espalha-se pelo vale do Eufrates, ela está no ponto em que se cruzam grandes cursos d'água e rotas de óleodutos e gasodutos.

A Síria é um aliado do Irã. A Rússia tem uma base naval no noroeste da Síria.

"O estabelecimento de uma base em Tartus e o desenvolvimento rápido da cooperação de tecnologia militar com Damasco torna a Síria uma cabeça-de-ponte instrumental da Rússia e uma barreira no Oriente Médio. Damasco é um aliado importante do Irã e inimigo irreconciliável de Israel. Não é preciso dizer que o aparecimento da base militar russa na região certamente introduzirá correções na atual correlação de forças. A Rússia está colocando o regime sírio sob sua proteção. Isso quase certamente azedará as relações de Moscou com Israel. Pode até mesmo encorajar o regime iraniano e torná-lo menos tratável nos diálogos sobre o programa nuclear".

Cenário para uma Terceira Guerra Mundial

Ao longo dos últimos cinco anos, a região do Oriente Médio-Ásia Central tem estado em pé-de-guerra. 

A síria possui capacidades defensivas aéreas, bem como forças de infantaria, significativas.

A síria tem fortalecido seu sistema de defesa aéreo com o recebimento de mísseis de defesa aérea Pantsir S1 da Rússia. Em 2010, a Rússia entregou um sistema de mísseis Yakhont para a Síria. O Yakhont que opera a partir da base naval Tartus da Rússia "são designados para confrontar navios inimigos à distância de até 300km".

A estrutura de alianças militares respectivamente dos lados EUA-OTAN e Síria-Irã-OCX, sem mencionar o envolvimento militar de Israel, o relacionamento complexo entre Síria e Líbano, as pressões exercidas pela Turquia na fronteira norte da síria, apontam indelevelmente a um processo perigoso de intensificação do conflito.

Qualquer forma de intervenção militar da OTAN dirigida contra a Síria desestabilizaria toda a região, potencialmente levando a uma intensificação que abarcaria uma vasta área geográfica, englobando o leste do mediterrâneo à fronteira do Afeganistão-Paquistão com Tadjiquistão e China.

A curto prazo, com a guerra na Líbia, a aliança militar da OTAN está distendida para além de suas capacidades. Ainda que nós não possamos prever a implementação de uma operação militar a curto prazo, o processo de desestabilização política através do apoio oculto de uma insurgência rebelde muito provavelmente continuará.

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