terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Socialismo Alemão como Alternativa ao Marxismo

por Alexander Jacob



Hoje, quando o marxismo tornou-se aceito como um sistema política respeitável, seria saultar reviver a reação conservadora a essa doutrina messiânica que é evidenciada nos escritos de intelectuais alemães da virada do século. Enquanto o marxismo fazia incursões na estrutura social da população alemã através de sua sonora dialétia hegeliana e slogans estimulantes endereçados ao proletariado, mentes genuinamente alemães ficaram efetivamente horrorizadas pela dissecação da vida social que o marxismo implicava, e alguns dos economistas e filósofos sociais alemães propuseram reformas sociais próprias que eram mais naturalmente adequadas à constituição ética e social do povo alemão. Dessas alternativas alemães ao marxismo, eu apresentarei aqui duas versões, aquelas de Werner Sombart, e de Oswald Spengler. Desses, o primeiro chamou seu sistema de Socialismo Alemão e o segundo de Socialismo Prussiano. O que é comum a ambas essas alternativas ao marxismo é que elas consideram o marxismo como coincidente com a questão do envolvimento judaico na sociedade europeia. Portanto meu artigo necessariamente lidará com a sociologia dos judeus tanto quanto com a dos alemães.

Eu posso brevemente lembrar que Karl Marx (1818-1883) nasceu em uma família judia ortodoxa no Reno e estudou Direito, Filosofia, e História nas Universidades de Bonn e Berlim. Marx começou sua carreira como economista política em Paris através de sua associação com o alemão Friedrich Engels. Sua primeira obra econômica foram os Manuscritos Econômicos e Filosóficos de 1844 que refletiam sua absorção do hegelianismo, do socialismo francês, e do economismo inglês. Expulso da França em 1845, Marx mudou-se para Bruxelas, onde ele colocou-se em contato com o movimento dos trabalhadores, para o qual ele rascunhou em 1848 o influente Manifesto Comunista que continua uma crítica do capitalismo e uma convocação ao socialismo revolucionário. Durante as Revoluções de 1848, Marx foi extraditado de Bruxelas e o restante de seus anos ele passou em Londres onde ele era sustentado por Engels, que agora havia se tornado um industrialista afluente. Sua principal obra produzida na Inglaterra foi Das Kapital (1867) que permanece a Bíblia do Comunismo entre pensadores esquerdistas.

A completa rejeição da discussão filósofica em Das Kapital cristaliza o defeito inato da mente judaica tanto quanto o foco exclusivo de Marx em questões econômicas em seus projetos para a futura sociedade humana. Acreditando que o capitalismo era uma fase transitória na evolução da sociedade já que este era baseado na exploração do trabalho pela minoria capitalista que deveria mais cedo ou mais tarde ser varrida pelas massas, Marx visualizou uma utopia anárquica vindoura que seria inteiramente livre do dinheiro, de classes sociais, e até de um governo estatal. Pode-se notar que o próprio Marx era um antissemita já que ele considerava os judeus como predominantemente capitalistas em espírito, mas o sistema social que ele propunha não era menos significativo da mentalidade judaica do que o do capitalismo que ele atacava. As limitações culturais da visão materialista de Marx condicionada pelo que ele chamava de "o modo de produção dos meios materiais de vida" foram, portanto, mais claramente expostos pelos sociólogos alemães mais genuinamente filosóficos tais como Sombart e Spengler.

Werner Sombart (1863-1914), o economista e filósofo social é notado hoje por suas diversas obras pioneiras sobre o ethos capitalista. Apesar de Sombart ter iniciado sua carreira sociológica como um socialista marxista, ele gradualmente dissociou-se da orientação economicista da teoria social de Marx em favor de um entendimento mais voluntarista das fontes de evolução social que sustentavam o próprio modelo patriarcal e aristocrático de sociedade que Marx havia buscado destruir. Em seu Die deutsche Volkswirtschaft im neunzehnten Jahrhundert (1903), Sombart deu as costas à glorificação socialista do progresso que ele viu como destrutiva ao espírito humano e reviveu o ideal medieval da comunidade de guildas que envolvia, como Mitzmann sumarizou, "a total absorção e desenolvimento da personalidade do produtor em seu trabalho; objetivos limitados; e a conformação das unidades produtivas sobre o modelo da comunidade familiar". A substituição dessa sociedade orgânica original pela "Gesellschaft" artificial, para usar a terminologia de Tönnies, foi consolidada pela interferência do judeu na sociedade alemã já que o judeu é destacado pelo pensamento abstrato que é "sinômino de indiferença por todos os valores qualitativos, com a inabilidade de apreciar o concreto, o individual, o pessoal, o vivente". A expressão simbólica da capacidade judaica para abstração é o dinheiro que "dissolve todos os valores de uso em seus equivalentes quantitativos". O proletariado, que é o típido produto social do capitalismo, é o elemento que sofre mais na substituição do ethos social patriarcal pelo comercial, pois "cada comunidade de interesse é dissolvida, bem como cada comunidade de trabalho" e o "mero pagamento é o único elo que luga as partes contratantes". O conforto tradicional da religião também foi destruído pelo capitalismo que tipicamente reforçou o movimento intelectual liberal do Iluminismo. Uma outra diferença crucial entre o Socialismo Alemão desenvolvido por Sombart e o marxismo é sua distinção do capitalista entre o empresário e o comerciante de tal modo que, Marx tentou superar o empresário como uma figura historicamente obsoleta, Sombart defendeu a virtude criativa e organizacional do espírito empresarial contra as características meramente racionalizantes e abstratas do comerciante. O empresário então torna-se na visão de Sombart o representante econômico do típico espírito faustiano do herói alemão enquanto o comerciante calculista é crescentemente identificado com o estrangeiro, particularmente com judeus e ingleses.

Em seu livro Händler und Helden (Munique, 1915), Sombart discute a significância sociológica da guerra entre ingleses e alemães em termos da diferença radical entre o "espírito comercial" que objetiva alcançar mera "felicidade" através das virtudes negativas da "temperança, contentamento, indústria, sinceridade, moderação, humildade, paciência e similares" que facilitarão um "concurso pacífico de comerciantes", e o "espírito heróico" que objetiva realizar a missão da vida como uma tarefa de auto-realização superior da humanidade através das virtudes positivas da "vontade de sacrifício, lealdade, reverência, valor, piedade, obediência, e bondade" e os "valores militares", já que "todo heroísmo foi primeiro completamente desenvolvido na guerra e através da guerra". A guerra para o inglês era basicamente uma aventura comercial enquanto para o alemão era uma defesa de sua alma contra a influência mortificante do mesmo espírito comercial.

Porém, já em suas principais obras de 1911-1913, em Die Jüden und das Wirtschaftsleben (1911) e sobre o espírito burguês, Der Bourgeois, 1913, Sombart havia demonstrado que o sistema moderno do capitalismo comercial devia-se principalmente não ao protestantismo inglês, como Max Weber havia proclamado em seu Protestantische Ethik und der Geist des Kapitalismus (1904-5), mas ao Judaísmo. Em verdade, o próprio Weber foi forçado, sob o estímulo da obra de Sombart, a distinguir entre o capitalismo protestante e o "capitalismo pária" dos judeus, uma distinção que corresponde com a própria divisão histórica de Sombart do desenvolvimento do capitalismo em capitalismo primitivo e capitalismo superior. Enquanto o catolicismo, e particularmente o tomismo, havia sido parcialmente influente no desenvolvimento do espírito comercial em sua filosofia racionalista, legalista e essencialmente mundana, Sombart negava que o protestantismo era sinônimo de capitalismo já que, ao contrário, o luteranismo havia ao menos encorajado um aprofundamento do sentimento religioso. Mesmo outras formas de protestantismo eram marcadas por um espírito geralmente anti-capitalista de mesquinhez e no máximo assumiu formas capitalistas da vida econômica existente dos católicos. A verdadeira fonte do desenvolvimento da fase do capitalismo superior da sociedade é porém, segundo Sombart, a mente judaica, que primeiro introduziu as principais características do capitalismo moderno, nomeadamente o jogo irrestrito do lucro através do livre-comércio, negócios usurários, e práticas comerciais cruéis, especialmente com não-judeus.

A identificação da trapaça em transações comerciais e a exploração de outras pessoas como as causas principais do poder financeiro da judiaria é mais plenamente discutida por Sombart em Die Juden und das Wirtschaftsleben. A raiz da economia judaica é localizada por Sombart na própria religião hereditária que:

"em todos os seus raciocínios apela a nós como uma criação do intelecto, uma coisa de pensamento e propósito projetada no mundo dos organismos, mecanicamente e artificiosamente desenhada, destinada a destruir e a conquistar o reino da natureza e a reinar em seu lugar. Exatamente assim o capitalismo aparece em cena; como a religião judaica, um elemento estrangeiro em meio ao mundo natural; como ele também algo esquematizado e planejado em meio à vida fervilhante".

O capitalismo efetivamente deriva diretamente das tradições econômicas usurárias orientadas ao lucro dos judeus:
"o capitalismo moderno é filho da agiotagem. Na agiotagem toda concepção de qualidade desaparece e apenas o aspecto quantitativo importa. Na agiotagem a atividade econômica como tal não possui sentido; não é mais uma questão de exercitar corpo ou mente; é tudo uma questão de sucesso. Sucesso, portanto, é a única coisa que possui sentido. Na agiotagem a possibilidade é pela primeira vez ilustrada de que você pode ganhar sem suar; que você pode colocar outros para trabalharem para você seu fazer uso da força".

Sombart aqui aponta para a forma sutil da violência comercial que constitui o sistema explorador judaico. Os judeus em geral tem desconsiderado as limitações ao lucro interentes nos padrões tradicionais da vida econômica europeia:
"Os judues não davam atenção às delimitações estritas da própria vocação ou de um ofício ou outro, tão universalmente enfatizadas pelo direito e costumes. De novo e de novo nós ouvimos o clamro de que os judeus não se contentavam com um tipo de atividade; eles faziam tudo que podiam, e perturbavam de tal modo a ordem das coisas que o sistema de guildas queria manter".

O status alienígena dos judeus vis-à-vis os povos hospedeiros entre os quais eles viviam serviu como fator de contribuição para o sucesso de suas iniciativas capitalistas, pois seu status social secundário apenas os impeliam em seu ódio e ressentimentos naturais contra os povos hospedeiros, pelos quais eles tiravam vantagem dos não-judeus sob a sanção de suas leis religiosas:
"o intercurso com estrangeiros era desprovido de todas as considerações, e a moralidade comercial tornou-se elástica".

O resultado final da prevalência do espírito judaico no Ocidente foi a corrupção da própria natureza do homem ocidental e sua sociedade, pois,
"Antes do capitalismo poder se desenvolver, o homem natural tinha que ser modificado para além de todo reconhecimento, e um mecanismo racionalisticamente pensado introduzido em seu lugar. Tinha que havar uma transvaloração de todos os valores econômicos".

Essa transformação ruinosa é realizada basicamente através da adaptação resiliente do judeu à sociedade na qual ele é residente. Mas esse processo de adaptação é determinado intelectualmente e carece da qualidade orgânica da verdadeira simpatia:
"Que o Lorde Beaconsfield (Benjamim Disraeli) fosse um conservador era graças a um acidente ou outro, ou a alguma conjectura política; mas Stein e Bismarck e Carlyle era conservadores porque não poderiam ser outra coisa; estava em seu sangue".

De fato, os judeus não nutrem simpatia por 
"qualquer status no qual o nexo seja de natureza pessoa. Todo o ser do judeu é oposto a tudo aquilo que é usualmente entendido como cavalheirismo, a toda e qualquer sentimentalidade,  feudalismo, patriarcalismo. Nem compreende ele uma ordem social baseada em relacionamentos como estes. 'Estamentos do reino' e organizações de ofício são uma abominação para eles. Politicamente ele é um individualista. Ele é o representante nato da visão 'liberal' da vida na qual não há homens e mulheres de carne e sangue com personalidades distintas, mas apenas cidadãos com direitos e deveres".

O resultado é que os próprios judeus não parecem capazes de compreender o significado real da questão judaica e parecem pensar que a questão judaica é apenas de natureza política ou religiosa, acreditando que:
"o que possa ser claramente colocado no papel e organizado corretamente com a ajuda do intelecto deve nevessariamente ser capaz de uma solução adequada na vida efetiva".

Com o entendimento de Sombart da diferença radical entre o espírito heróico alemão e o espírito comercial judaico não é de surpreender que ele tenha se identificado com o movimento Nacional-Socialista durante os primeiros anos do regime, mesmo que depois ele tenha deixado de participar ativamente de seus programas. Em seu Deutscher Sozialismus, escrito em 1934, Sombart reforça essa diferença entre os dois ethos, apontando novamente ao desejo do socialismo proletário marxista pelo "maios bem para o maior número". Esse traço utópico dos marxistas é evidenciado especialmente em sua defesa do industrialismo moderno, mesmo que ele deseje uma substituição da organização econômica privada por uma organização econômica comunitária construída sobre a popriedade social dos meios de produção. O objetivo da felicidade social é dirigida à noção de "liberdade e igualdade e fraternidade" emprestada da Revolução Francesa e trai os mesmos ressentimentos que impeliram a primeira revolução europeia. Os métodos usados para sua realização são a redução da quantidade de trabalho físico ao qual o proletariado está sujeito através do uso de máquinas e de organização adequada envolvendo a abolição da divisão do trabalho. A abolição da centralização do capital e da noção de propriedade privada promoverá ainda mais a prosperidade das massas. Esse sonho do proletariado comunista é reforçado pela idéia de progresso histórico infinito não em direção a uma humanidade superior, mas de uma humanidade mais "feliz". Simultaneamente todo sentimento religioso de reverência perante uma divindade outromundista deve ser suprimido para que as pessoas alcancem mais rapidamente o sonho de um paraído nesse mundo o qual é, em verdade, o objetivo real da religião judaica também.

Infelizmente, essa "crença fatal no progresso que governou o mundo ideal do socialismo proletário ainda mais que o mundo do liberalismo" é a causa principal da decadência inexorável da cultura humana genuína, pois, como ele diz, "renovar perpetuamente, atrapalha qualquer cultura. Apenas quando no curso da história as tradições de crenças, morais, de educação, e de organização são dominantes é possível para uma cultura desabrochar. Pois, em concordância com sua própria natureza, a cultura é antiga, enraizada, indígena". A base de toda cultura só pode ser a nação e não o Estado enquanto tal, pois a nação é "a associação política em sua busca por alcançar um fim. A nação existe não porque ela vive na consciência dos indivíduos, mas ela existe como uma idéia no reino do espírito; ela é 'individualista espiritual'". O povo que constitui uma nação é efetivamente um organismo como o indivíduo e possui a mesma origem, o mesmo destino histórico, e a mesma cultura espiritual. É sobre esta base cultural que deve-se distinguir os judeus como uma nação alienígena. Aos judeus deve ser negado direitos iguais na posse de posições de liderança e responsabilidade, independentemente de seu espírito e caráter. Ele aponta com aprovação ao período pré-Guilhermino quando:

"as forças armadas e quase toda a administração interna e jurídica, com exceções aprovadas, estavam fechadas para os judeus. Tivesse essa prática sido mantida, e os judeus sido assignados a outros campos importantes, como as universidades, o direito e outras atividades, a pátria alemã e, não menos, os próprios judeus, teriam sido poupados de grandes aflições".

A solução que Sombart sugere à questão judaica é a transformação da cultura institucional de tal modo que ela "não mais sirva como apoio ao espírito judaico", que é, o "espírito dessa era econômica" ou da sociedade burguesa, de modo que os alemães não mais participem no ethos alienígena alimentado neles pelos judeus.
A política econômica dos estados modernos deve também ser uma dirigida de modo corporativo baseado em um sistema de estamentos, que será livre do potencial para exploração no sistema judaico,

"interesses pessoais devem ser superados e articulados no estado como um todo; nem, de tal maneira, o indivíduo encontra seu lugar segundo sua própria estimativa, mas recebe o lugar atribuído a ele. Isso significa o reconhecimento da primazia da política. Em outras palavras, uma ordem segundo estamentos não é reconciliável com o princípio da livre iniciativa e da livre competição. Em uma comunidade na qual a economia capitalista ainda comanda, um sistema de estamentos é uma contradição. Não até que o Estado estabeleça-se fundamentalmente sobre instituições, isto é, sobre uma ordem legal que imponha deveres, pode um sistema de estamentos realizar suas tarefas".

A nova ordem legal será ao mesmo tempo hierárquica e incorporará uma "razão supraindividual" dirigida ao bem-estar do todo; essa ordem será completamente representada pelo Estado. Daí em diante o domínio da economia será governando pelo da política, focado essencialmente em sua virtude militar, enquanto no reino da própria economia, a agricultura ocupará o primeiro nível e o comércio o último. A liderança de um estado socialista forte ou autoritário deve estar com alguém "que recebe suas direções, não como um inferior de um líder superior, mas apenas de Deus...não é necessário que ele ouça a 'voz do povo', na medida em que ele não reconheça nela a voz de Deus, que jamais pode falar a partir da totalidade acidental ou mutante de todos os cidadãos ou mesmo da maioria dos cidadãos. A volonté générale que deve ser realizada em uma realidade metafísica, e não empírica...O estadista não serve a interesse popular, mas apenas à idéia nacional". Naturalmente o líder será apoiado em suas tarefas nacionais por uma elite de oficiais capazes e corpos públicos autônomos.
O Socialismo Alemão de Sombart é de fato bastante indistinto daquele dos neoconservadores da República de Weimar, Oswald Spengler, Moeller van den Bruck, ou Edgar Julius Jung. Isso deve apenas confirmar o fato muito negligenciado de que aquilo pelo que o que os alemães anti-democraticos e anti-liberais estavam luando na República de Weimar era o ethos europeus em oposição ao judaico, e que o Socialismo Alemão (distinto de e irreconciliável com o Socialismo Marxista) está tão orientado para o desenvolvimento de uma autêntica cultural moral e tão hierarquicamente e neo-medievalmente organizado quanto o Conservadorismo Alemão. Como representante da posição neoconservadora na República de Weimar nós podemos considerar aqui as perspectivas políticas de Oswald Spengler (1880-1936) cujo ideal social é efetivamente chamdo "Socialismo Prussiano" em seu ensaio Preussentum und Sozialismus (1919), que foi um rascunho dos principais temas da segunda parte de seu magnum opus em dois volumes Der Untergang des Abendlandes (1918 e 1922). O peso do argumento de Spengler nesse ensaio é a diferença entre o Socialismo Marxista que é baseado em um entendimento alienígena, inglês e judaico, da sociedade e o socialismo genuíno do Estado Prussiano. O socialismo dos ingleses é demonstrado como sendo um individualismo ao estilo viking que encorajou a rapinagem do Império Britânico e a crueldade mercantil de seus líderes. A conquista normanda da Inglaterra pôs um fim ao modo de vida anglo-saxão e introduziu o "princípio de pirataria" pelo qual "os barões exploravam a terra atribuída a eles, e eram por sua vez explorados pelo duque". As companhias comerciais modernas inglesas e americanas estão encadeadas aos mesmos motivos de lucro:

"Seu objetivo não é trabalhar diligentemente para erguer o nível de vida nacional, mas sim produzir fortunas privadas para o uso do capital privado, para subjugar a competição privada, e explorar o público através do uso da propaganda, guerras de preço, controle da oferta e demanda".

As noções democráticas francesas, por outro lado, são governadas por um amor anárquico do prazer já que cada indivíduo no Estado francês quer é "uma igualdade de prazer, oportunidade igual para a vida como pensionista".
A doutrina marxista, sendo um produto da mente judaica, que é caracterizada pelo "ressentimento", é baseada em uma inveja daqueles que possuem riqueza e privilégios sem trabalhar, e assim advoga a revolta contra aqueles que possuem essas vantagens. É então essencialmente uma variante negativa do ethos inglês. Não é surpreendente, portanto, que o trabalhador na doutrina marxista é encorajador a acumular seus próprios lucros através da iniciativa privada, de modo que, como Spengler diz, "o marxismo é", de fato, "o capitalismo do proletariado". O sistema marxista é efetivamente o "capítulo final de uma filosofia com raízes na revolução inglesa, cujos humores bíblicos permaneceram dominantes no pensamento inglês". Em verdade, como ele continua a dizer, "uma interpretação bíblica de acordos comerciais questionáveis pode acalmar a consciêcia e elevar a ambição e a iniciativa". Enquanto os industrialistas participam no comércio com o "dinheiro" como uma commodity, os trabalhadores fazem o mesmo com o "trabalho". No Estado prussiano, por outro lado, o trabalho não é uma mercadoria mas um "dever dirigido ao interesse comum, e não há gradação - isso é democratização ao estilo prussiano - de valores éticos entre os vários tipos de trabalho".

A solução marxista para a propriedade privada ilimitada também é uma negativa: "expropriação dos expropriadores, roubo dos ladrões". Isso é baseado em uma visão "inglesa" do capital na qual "o bilionário demanda liberdade absoluta para determinar questões globais por suas decisões privadas, sem qualquer outro padrão ético em mente além do sucesso. Ele derrota seus oponentes com o crédito e a especulação como suas armas". Por outro lado, o prussiano vê a propriedade não como um saque privado mas como parte de uma riqueza comum, "não como um meio de expressão do poder pessoal mas como bens colocados sob a responsabilidade, para cuja administração ele, como proprietário, está responsável perante o Estado". O socialismo prussiano é então essencialmente:

"despreocupado com a propriedade nominal, mas sim com as técnicas de administração. O velho método prussiano era legislar a estrutura formal do potencial produtivo total ao mesmo tempo guardando cuidadosamente o direito à propriedade e a herança, e permitir tanta liberdade ao talento pessoal, energia, iniciativa, e intelecto quando se poderia permitir a um jogador de xadrez que dominou todas as regras do jogo. É principalmente assim que era feito nos velhos cartéis e sindicatos, e não há razão pela qual isso não poderia ser sistematicamente estendido a hábitos de trabalho, avaliação de trabalho, distribuição de lucro, e o relacionamento interno entre planejadores e funcionários executivos. A socialização significa a lenta transformação do trabalhador em um funcionário público econômico, do empregador em um burocrata administrativo responsável com extensos poderes de autoridade, e da propriedade em um tipo de feudo hereditário com um certo número de direitos e privilégios associados".

A significância da noção de Estado Nacional é completamente ignorada por Marx em seu foco sobre a "sociedade". Por outro lado, a forma prussiana de socialismo é baseada inteiramente na noção da primazia do Estado que é de fato o ideal do cavaleiro teutônico, diametralmente oposta à rapina errante do viking:
"Os cavaleiros teutônicos que se assentaram e colonizaram as fronteiras orientais da Alemanha na Idade Média tinham um genuíno sentimento pela autoridade do Estado em questões econômicas, e posteriormente os prussianos herdaram esse sentimento. O indivíduo é informado de suas obrigações econômicas pelo Destino, por Deus, pelo Estado, ou por seu talento pessoal. Direitos e privilégios de produzir e consumir bens são igualmente distribuídos. O objetivo não é uma riqueza cada vez maior do indivíduo ou para cada indivíduo, mas sim o florescimento da totalidade".

Enquanto a sociedade inglesa é devotada ao "sucesso" e à riqueza, a prussiana é devotada ao trabalho por um objetivo nacional comum:
"O estilo de vida prussiano produziu uma profunda consciência de nível, um sentimento de unidade baseado em um ethos de trabalho, e não de descanso. Ele une os membros de cada grupo profissional - forças armadas, funcionalismo público, e iniciativa privada - infundindo-as com um orgulho de vocação, e dedica-os a atividade que beneficia todos os outros, a totalidade, o Estado".

O indivíduo subsumido na totalidade é porém marcado de modo mais notável por "aquela gloriosa liberdade interior, a libertas oboedientiae que sempre distinguiu os melhores exemplares da linhagem prussiana". O ideal administrativo que Spengler propõe para o Estado prussiano é, como Sombart, corporativo e hierárquico em estrutura:
"Visualizemos uma nação unificada na qual a cada um é atribuído seu lugar segundo seu nível socialista, seu talento para auto-disciplina voluntária baseada em convicção interior, suas habilidades organizacionais, seu potencial de trabalho, consciência, e energia, sua prontidão inteligente em servir a causa comum. Planejemos uma conscrição geral de trabalho, resultando em guildas ocupacionais que administrarão e ao mesmo tempo serão guiadas por um conselho administrativo, e não por um parlamento".

O parlamentarismo não apenas é inapropriado em um Estado monárquico como a Prússia, mas é também um sistema cansado e ultrapassado que perdeu a glória que lhe foi dada pelos "cavalheiros" e aristocratas que outrora governaram a política alemã e britânica. Agora, 
"as instituições, o senso de tato e observância cuidadosa das amenidades, estão morrendo com as pessoas de boa linhagem. O relacionamento entre líderes partidários e partido, entre partido e massas, será mais duro, mais transparente, e mais descarado. Esse é o início do cesarismo".

Indivíduos egoístas empregam formas democráticas de parlamentarismo para fazer do "Estado" um órgão executivo de seus próprios interesses econômicos, "ou seja, pagando campanhas eleitorais e jornais e assim controlando a opinião de eleitores e leitores". Portanto, a democracia, em geral, é uma aliança profana de massas urbanas, intelectuais cosmopolistas, e capitalistas financeiros. As massas em si são manipuladas pelos dois últimos elementos através de suas agências específicas, a imprensa e os partidos. A classe intelectual representa uma "inteligência abstrata", e não uma iluminação espiritual, enquanto os capitalistas financeiros são apoiados por fortunas móveis distintas da propriedade fundiária da nobreza autêntica. Em verdade, a Liga das Nações, antecessora de nossas Nações Unidas, é ela mesma um instrumento do grande capital, e é "em realidade um sistema de províncias e protetorados cujas populações estão sendo exploradas por uma oligarquia financeira com a ajuda de parlamentos subornados e leis compradas". Quanto ao assim chamado "internacionalismo" do marxismo moderno, este é imediatamente reconhecido como uma farsa quando se nota a diversidade de raças e de suas respostas a movimentos políticos. Em verdade, segundo Spengler, a verdadeira "Internacional" é
"possível apenas como a vitória da idéia de uma única raça acima de todas as outras, e não como a mistura de todas as opiniões separadas em uma massa incolor".

A significância da crítica de Spengler à ética inglesa e judaica não pode ser exagerada, pois ela serve como um lembrete da importância de distinguir entre o princípio de pirataria inglesa e a idéia estatal germânica bem como entre o falso "socialismo" de Marx e o genuíno da Prússia. O verdadeiro sentido do socialismo, segundo Spengler é 
"que a vida é dominada não por um contraste entre ricos e pobres mas por uma hierarquia determinada por realização e habilidade. Este é nosso tipo de liberdade: liberdade em relação aos caprichos econômicos do indivíduo".

Spengler, assim como Sombart, acreditava no ideal prussiano de governo, não por métidos parlamentares populares, mas por uma elite que, como o oficial militar ou burocrata, seria caracterizada pela devoção ao dever e ao bem comum. Como ele declara, "o socialismo autoritário é por definição monarquista", pois "a posição mais responsável nesse organismo gigantesco não deve ser abandonada a corsários ambiciosos". Ainda que Spengler tenha saudado o movimento de Hitler como indicativo do renascimento da "vontade disciplinada" do Espírito prussiano, ele ignorou a questão judaica e criticava os Nacional-Socialistas por serem materialistas demais em suas discussões sobre raça. Ademais, ele acreditava que os Nacional-Socialistas haviam traído o elitismo prussiano que ele favorecia ao tornar a revolução em um movimento de massa,
("o demagogo vive com as massas como um deles; o líder nato pode usá-las, mas despreza-as")

Porém, Spengler parece ter ignorado o caráter elitista das SS de Hitler e de sua caracterização precisamente por aquela qualidade guerreira que Spengler buscava nos governantes do futuro ("exércitos, e não partidos, são a futura forma de poder"). De fato, a opinião de Spengler acerca do nacionalismo, "junto com a idéia monárquica latenta nele" como uma transição ao cesarismo que ele visualizava como o resultado final da degeneração da idade moderna também é confirmada pela história do movimento nacional-socialista, que, até hoje, crê que o esforço de Hitler foi apenas um início em uma batlha perpétua pelo estabelecimento da hegemonia da visão-de-mundo germânica sobre a judaica - seja capitalista ou comunista.

Nós teremos notado que o socialismo alemão dos dois penasdores que nós consideramos é essencialmente uma idéia moral baseada no caráter disciplinado da raça alemã. Ambos pensadores, ademais, estão juntos em seu desprezo pelo judeu cujo principal representante político moderno, Marx, é responsável pela perversão do sentimento germânico de justiça social baseado na cooperação mútia em uma guerra anti-natiral entre as diversas classes da mesma nação, para o benefício de uma organização internacional. O antissemitismo de Sombart é mais exclusivamente econômico e, por essa razão, considera a reorganização institucional como suficiente para a eliminação da influência econômica judaica sobre a sociedade. O reconhecimento de Spengler da irreconciliabilidade do ethos judaico com o alemão a um nível espiritual ao mesmo tempo em que ele rejeita o racialismo biológico é uma contradição que o leva a crer que uma vez que europeus e americanos tenham alcançado um certo domínio independente da nova civilização urbana da idade moderna o conhecimento financeiro judaico terá se tornado supérfluo e os judeus desaparecerão como força a ser reconhecida:

"Hoje essa nação magiana, com seu gueto e sua religião, está ela própria em perigo e desaparecendo - não porque a metafísica das duas culturas aproxima-se uma da outra (pois isto é impossível), mas porque o estrato superior intelectualizado de cada lado está deixando completamente de ser metafísico. A liderança que essa nação experimentou em seu longo hábito de pensar em termos econômicos diminui cada vez mais (vis-a-vis a americana, ela já quase desapareceu), e com a perda de sua vontade também se vai o último meio potente de manter um consenso que se fragmentou em partes".

Os fatos políticos e sociais do mundo pós-guerra provaram Spengler tragicamente errado em sua subestimação do poder pervasivo e tenaz da judiaria tanto entre as nações hospedeiras como agora em seu novo lar no Oriente Médio. Esse poder é devido precisamente ao sucesso que a mentalidade judaica teve em erodir a finesse metafísica da mente europeia ao nível materialista e racionalista da primeira. O perigo do marxismo é que, como a raça judaica da qual ele nasceu, ele é virulentamente oposto a culturas nacionais e ao ordenamento natural, hierárquico, e autárquico da sociedade europeia. Dificilmente é surpreendente que esses traços anti-nacionalistas persistam na sociedade europeia hoje, senão sob o disfarce do comunismo como na primeira parte desse século, ainda sob a democracia liberal, pois os judeus são capazes através deste segundo sistema, ainda mais livremente do que no comunismo, de continuar a promover corrupção intelectual e cultural, bem como a consequente insatisfação social, de tal modo a beneficiar e perpetuar a própria existência comercial estéril como potência internacional. O remédio para esse problema, deve-se perceber mais cedo ou mais tarde, está na reversão a versões mais autênticas do socialismo europeu do que aquelas apresentadas hoje e em combater a atomização e tendência fragmentadora do racionalismo materialista judaico que embebeu cada poro da sociedade europeia desde a emancipação do judaísmo, com a integridade moral, conservadorismo e criatividade espiritual orgânica as quais foram as únicas responsáveis pelas realizações culturais duradouras dos europeus e que, sozinhas, podem garantir sua sobrevivência no futuro.

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