domingo, 2 de outubro de 2011

Quem é agora o inimigo da Europa? Yockey e a Pinça Judaico-Islâmica

por Matthew Neville

1 - Introdução: Uma nota pessoal

Eu tenho lido "O Inimigo da Europa" de Francis Parker Yockey (escrito em 1948, revisado em 1953) diversas vezes por 10 anos, junto com seu "Imperium" (1948). Nesse tempo, eu tomei a mensagem dos livros para o coração em tal medida que eu já internalizei-as completamente. Ambos livros são, para mim, como a tabuada, e uma vez aprendidos, jamais são esquecidos.

Se eu tivesse que recomendar dois livros para qualquer nacionalista, seriam esses dois. Por quê? Porque, mais ou menos, eles englobam todos os desenvolvimentos no pensamento nacionalista ocidental desde a guerra. Neles, pode-se encontrar racialismo (com um interessante capítulo em "Imperium" sobre o "problema" do "Negro Americano"); hostilidade frente a imigração não-branca; Revisionismo do Holocausto ("Imperium" contém, a meu saber, a primeira instância de Revisionismo impressa); provavelmente um dos primeiros relatos a respeito do Plano Morgenthau e de outras atrocidades perpetradas pelos Aliados e Soviéticos contra os alemães, no pós-Segunda Guerra; antissemitismo; denúncias do regime Roosevelt; um revisionismo aplicado à Guerra Civil Ameriana, com simpatias pelo Sul; apoio à raça branca, ao casamento e às famílias grandes; bons argumentos, a partir de uma perspectiva nacionalista, contra o Freudianismo, o Marxismo, o Darwinismo e o neoliberalismo; reflexões sobre o caráter nacional e a história americanas; e Pan-Europeísmo, misturado com vitriol contra os políticos demo-liberais da União Européia.

Algo que destaca-se, é claro, é o caráter neofascista da obra ("Imperium" é dedicado a "O Herói da Segunda Guerra Mundial", ou seja, a Adolf Hitler) e não é necessário dizer que Yockey é um partidário fanático tanto do Nacional-Socialismo alemão como do Fascismo italiano. O que faz da obra de Yockey "neofascismo" (em oposição ao "velho" fascismo das décadas de 30 e 40) é sua nova abordagem à teoria política. Ele mais ou menos abandona as teorias de Hitler, Rosenberg e Mussolini, e cria uma nova ideologia, retornando às idéias de dois grandes intelectuais alemães do período Weimar, Oswald Spengler e Carl Schmitt. (Spengler votou no NSDAP em 1933, mas foi atacado pelos intelectuais do NSDAP e censurado. Um destino similar recaiu sobre Carl Schmitt, que uniu-se ao NSDAP em 1933 e ajudou a desenvolver a "lei de concessão de plenos poderes" após o incêndio no Reichstag; infelizmente, ele, também, caiu das graças dos intelectuais do NSDAP e foi forçado a afastar-se da política). O resultado é uma espécie de revisionismo político: este é o "Hitler revisado" (assim como os marxistas europeus revisariam Marx nas décadas de 50 e 60). Eu estou quase tentado a chamar a posição de Yockey de "Pós-Nazismo".

O resultado é uma tábula rasa. Yockey não é um "Nacional-Socialista" do mesmo jeito que Savitri Devi e George Lincoln Rockwell são; o que ele conseguiu, intelectualmente, é uma nova síntese. Nesse sentido, sua obra assemelha-se àquela de Julius Evola, outro simpatizante fascista que forjou uma nova síntese, não a partir de Spengler, mas da doutrina oculta do Tradicionalismo.

A obra de Yockey sofre de um grande defeito: é, em muitos pontos, muito desatualizada. Tendo morrido em 1960, ele nunca viveu para ver os grandes desenvolvimentos culturais, demográficos, políticos e tecnológicos das décadas de 60 e 70. Evola, pelo menos, teve a vantagem de viver até 1973, e estava atualizado em relação às mudanças culturais da época, fazendo referências frequentes (e insultosas) às culturas hippie e beatnik em seus últimos escritos. Seria o Yockeyismo, e a estratégia básica definida em "Inimigo da Europa", relevante para a situação política atual? Essa é a questão que esse artigo irá explorar.

2 - Yockey e o Judeu Americano

Como leitores de Yockey sabem, Yockey pega de seu mentor, Spengler, a idéia de que as civilizações mundiais são "Culturas" - organismos que nascem, vivem e morrem. Culturas passam por mudanças comparáveis às estações: assim, a Cultura Ocidental passou por uma primavera, um verão, um outono e está agora, seguno Spengler, passando por um inverno. A democracia e o liberalismo estão entrando em declínio, e logo serão abolidas. O Ocidente será unido em um império, ou "Imperium", sob o mando autoritário de "Césares", que, segundo os escritos de Spengler, são ditadores que, ainda que populistas, possuem, ao mesmo tempo, desprezo pelas massas. Após o período dos "Césares" e do "Imperium", o Ocidente entrará em um declínio terminal pelos próximos séculos. Veremos a ascensão de uma "segunda religiosidade"; isto é, os ocidentais tornar-se-ão absorvidos pela religião novamente (pela primeira vez desde o período medieval). Mas isso não será um retorno ao Cristianismo de outrora, mas ao invés, um interesse em (pelo que parece) um ocultismo plebeu e New Age. Finalmente, o Ocidente, com suas grandes conquistas políticas, intelectuais e culturas por trás, seguirão o caminho de todas as coisas, e unir-se-ão às fileiras das civilizações "mortas" - incluindo as (outrora grandes) Culturas da antiga Índia, China, Roma e Grécia, Babilônia, e Oriente Médio. O capítulo final na história do Ocidente será escrito, a história Ocidental chegará a um fim. Os ocidentais tornar-se-ão "fellahin" - isto é, o que resta após uma grande Cultura deixar de existir.

Tudo isso parece um pouco pessimista, mas para Yockey, não era. Yockey acreditava na inevitabilidade histórica do "Imperium" no Ocidente tanto quanto o marxista acreditava na inevitabilidade histórica do socialismo. Uma das inovações de Yockey foi que ele viu a correlação entre a ascensão do fascismo, nas décadas de 20 e 30, e a ascensão do Cesarismo previsto por Spengler. Sobre essa base, a derrota do fascismo na Segunda Guerra Mundial não foi mais que um revés temporário. Ainda que a democracia liberal tenha sido restaurada na Europa, através do poder bélico americano, e o comunismo tenha sido imposto na metade oriental, ambas ideologias apodreceriam. Yockey previu que os "Césares" fascistas reapareceriam, porque a teoria de Spengler previa isso.

Então qual foi a causa da derrota do fascismo na Segunda Guerra Mundial? A intervenção americana pelo lado dos Aliados, trouxe o que Yockey chama de Distorção Cultural (outra de suas adições à teoria Spengleriana). Quando uma Cultura impõe-se sobre outra, ela distorce-a, dobra-a para fora de sua forma, politicamente, economicamente, culturalmente e de todos os outros modos. No caso da América, são os Judeus - que pertencem à Cultura Medio-Oriental, Semítica (chamada "Magiana" por Spengler) e que inclui o Islã e o Cristianismo Copta - que são os Distorcedores Culturais. Yockey escreve:

"A América agora deve ser contada entre os inimigos da Europa, já que eticamente e politicamente ela é dominada pela Cultura alienígena da entidade Igreja-Estado-Nação-Sociedade-Raça dos Judeus. Como essa dominação ocorreu é de menos interesse para a Europa do que o seu fato. Os eventos objetivos da história mundial desde 1933 (quando a administração judaica de Roosevelt chegou ao poder) mostram que em nenhuma instância a América perseguiu uma política nacionalista americana, mas exclusivamente uma política nos interesses da entidade judaica.

A entidade judaica é uma forma-global cultural de estampa própria, e jamais poderá ser assimilada pela Cultura Ocidental.

Nesse período da história, a América e a Judiaria formam uma Simbiose. A cabeça do organismo é a entidade judaica, o corpo é a América." (Yockey, "O Inimigo da Europa", no capítulo "Os Inimigos Externos da Europa")

Yockey escreve, penetrantemente, que na América, "Para propósitos políticos, a 'elite' é a entidade judaica, que possui um monopólio do poder em tudo que importa mas que é especialmente conspícua na direção das relações externas". Quando olha-se para a influência dominante do lobby israelense em Washington D.C., e a autoridade dada aos neoconservadores na época de Bush Jr., isso é especialmente verdadeiro. Isso é tudo autoevidente para a maioria dos nacionalistas no Ocidente, que compreendem a idéia da influência judaica na América profundamente (e alguns poucos não-nacionalistas na América estão começando a compreender também, especialmente em relação ao lobby israelense). A questão que a maioria dos nacionalistas perguntarão a Yockey, porém, é os americanos brancos resistirão ou não a essa influência judaica. Yockey pensa que não:

"Para propósitos político práticos, a 'América Branca' que ainda existia com força na década de 20 hoje já cessou de existir. Se esse espírito submerso emergirá de novo em algum futuro remoto é algo imprevisível. Em todo caso, a Europa não pode permitir-se o luxo de sonhar que uma revolução na América pelos elementos pró-europeus levará à liberação da Europa".

A triste verdade é que os americanos brancos estão desmoralizados demais pela Distorção Cultural e pela propaganda multirracialista para verem a Judiaria Americana como um inimigo:

"A tese interior principal do regime (judaico) de Washington - que não mudou desde 1933 - é que os americanos devem ser 'tolerantes' em relação aos elementos alienígenas (que agora são aproximadamente 50% da população), já que, afinal, esses alienígenas são 'irmãos'. 'Fraternidade' é glorificada em todas as ocasições públicas, por todos os funcionários públicos, é ensinada nas escolas e pregada nas igrejas, que foram coordenadas no plano-mestre do regime culturalmente alienígena de Washington. Jornais, livros, revistas, rádio, televisão, filmes - todos vomitam a mesma 'Fraternidade'. A propaganda da 'Fraternidade' é uma caricatura grotesca da idéia cristã da Paternidade de Deus e da Irmandade do Homem, mas não há qualquer intenção religiosa na propaganda. Seu único propósito é destruir qualquer exclusivismo, sentimento nacional, ou instinto racial que possam ainda existir na população americana após vinte anos de lepra nacional. O resultado da campanha de 'tolerância' e 'fraternidade' é que os alienígenas possuem uma posição superior na América - ele pode demandar ser 'tolerado'. O americano não pode demandar nada. O fato trágico é que a atenuação dos instintos nacionais foi tão longe que não é possível visualizar como uma Revolução Nacionalista poderia até mesmo ser possível na América."

Yockey conclui:

"Enquanto a América foi dominada por homens de linhagens do solo cultural europeu, a América foi uma colônia européia, ainda que às vezes vocalmente rebelde. Mas a América que foi distorcida pela Revolução de 1933 está perdida para a Europa. Que nenhum europeu sonhe com ajuda ou cooperação daquele lado."

Yockey era, em relação a propaganda "fraternal" americana presciente. A América ainda era um país fundamentalmente branco quando ele escreveu isso acima, e o Exército Americano na Segunda Guerra Mundial era um Exército etnicamente homogêneo e racialmente segregado. Churchill e Roosevelt eles mesmos eram um pouco racistas. Mas Yockey conseguiu ver as tendências existentes na sociedade americana - tendências para o multirracialismo e para a "fraternidade" - nos fins da década de 40 e início da década de 50, e já pronunciou que essas tendências tornar-se-iam dominantes.

3 - A Resposta de Yockey

"O Inimigo da Europa" de Yockey cobre, dentro de suas poucas páginas, muitos tópicos. Mas seu principal impulso é delinear uma estratégia para os nacionalistas europeus. A Europa, na época, estava dividida por duas forças culturalmente alienígenas: A União Soviética e a Americana . Os nacionalistas, Yockey sentia, tinham que escolher entre as duas no caso de uma Terceira Guerra Mundial. Os velhos fascistas, como Oswald Mosley e León Degrelle, aconselharam apoiar os americanos em seu novo anticomunismo pós-guerra. Esses homens acreditavam que o anticomunismo americano era um reconhecimento tardio, pela América, de que os fascistas sempre estiveram certos a respeito da União Soviética. Yockey, por outro lado, insistia que os nacionalistas europeus deveriam saudar uma ocupação soviética da Europa Ocidental no evento de uma vitória na Terceira Guerra Mundial (que, como para muitos intelectuais de seu tempo, ele acreditava inevitável). Seus argumentos eram complexos e muitos. É suficiente dizer, "O Inimigo da Europa" é um longo panfleto de propaganda convocando os nacionalistas (principalmente aqueles do Partido Socialista do Reich, da Alemanha, para os quais o livro foi escrito) a assumirem uma linha pró-soviética por razões estratégicas. Eu não vou perder tempo analisando a posição de Yockey aqui (e eu acho que Yockey, aqui, faz uma ótima defesa, afinal, ele era advogado), pela razão de que ela é desatualizada. Como nós sabemos, o Ocidente, particularmente a América, passou por um renascimento político na década de 80, enquanto a União Soviética e o Bloco do Leste afundaram - tornando-se, politicamente e economicamente, tão velhos e antiquados quanto seu equipamento militar sub-standard. O resultado foi que a Terceira Guerra Mundial de Yockey nunca aconteceu, e a América pegou toda a Alemanha, e a Europa Oriental, sem disparar um único tiro. (Tem-se que imaginar se, caso Yockey tivesse sobrevivido até os fins da década de 70, se ele teria mantido sua tese pró-soviético, caso ele tivesse visto o estado esclerótico no qual a URSS caiu na época de Brezhnev).

A noção de Yockey de uma América judaizada - particularmente em sua política externa - é ainda válida, é claro; em verdade, um dos principais desenvolvimentos políticos do século XX foi que Israel tornou-se a nação soberana no eixo Washington-Tel Aviv. Yockey escreve, "Independência significa ser capaz de agir sozinho... Soberania significa não responder a ninguém a não ser a si mesmo", e a América, após Bush Jr., foi incapaz de agir sem considerar os interesses de Israel em primeiro lugar, e incapaz de formular um curso claro de ação em situações políticas nas quais os interesses israelenses não estivessem diretamente envolvidods. Mas essas notícias são velhas. Todo o mundo sabe que Israel não presta (uma pesquisa recente com 26.000 pessoas colocam a Alemanha como o país "mais popular" no mundo, e Israel quase em último em termos de popularidade, junto com Paquistão e Coréia do Norte) e possui um entendimento razoável da política no Oriente Médio, incluindo a despossessão do território palestino, etc.; todos sabem que os EUA está desproporcionalmente preocupado com os interesses israelenses, e que os EUA estão sozinhos, entre todas as nações do mundo, nisso (os EUA foram o único país a vetar uma recente resolução da ONU categorizando os assentamentos israelenses como ilegais). Alguns setores da elite americana educada e não judaica - como Jimmy Carter, e Mearsheimer e Walt - até mesmo ousam afirmam isso na imprensa. Em resumo, o mundo, em 2011, em grande medida alcançou Yockey.

Onde Yockey foi realmente ultrapassado pelos eventos foi no que concerne os desenvolvimentos da própria Cultura Ocidental, particularmente nas décadas de 60 e 70: a legalização do homossexualismo, da pornografia e do casamento interracial; os direitos femininos; a dessegregação; crescentes números de crianças brancas nascidas de adultério; e, mais significativamente, a migração em massa de não-brancos para o Ocidente. Yockey ficaria assombrado pelas mudanças demográcias no Ocidente, particularmente na América ( Yockey chamava a presença de imigrantes "culturalmente alienígenas" de "Parasitismo Cultural". Parasitismo Cultural é o que ocorre quando grandes números de imigrantes de outra Cultura (ou mesmo de um país que ainda não desenvolveu-se em uma Cultura completa, p.ex., Rússia) fundem-se em uma Cultura e começam a subtrair recursos vitais dela e para si próprios. O Parasitismo Cultural apenas torna-se Distorção Cultural quando o grupo alienígena começa a impor ativamente seus mores sobre a sociedade hospedeira e dobrar sua política em uma direção antinatural. Yockey diria que a massiva imigração hispânica para a América é um caso de Parasitismo Cultural, enquanto a judaização da política externa americana é Distorção Cultural). O fato de que as elites ocidentais, e o homem branco leigo ocidental, internalizaram a "propaganda fraternalista", e agora cantam elogios à imigração não-branca, ao multirracialismo, e à miscigenação, deixariam-o perplexo.

Nós podemos compreender o recente fenômeno da migração islâmica em massa para a Europa, porém, usando a estrutura de Yockey. Segundo a visão de Yockey, o Islã é parte da "Cultura Magiana", que inclui os judeus: "A entidade judaica vem da Cultura Magiana e sempre pertencerá a ela espiritualmente, àquela Cultura Magiana que durante sua existência deu origem aos povos arábicos, persas, nestorianos e parsi, entre outros". Yockey consideraria a presença de 17 milhões de muçulmanos nos países membros da União Européia como "Parasitismo Cultural"; mas ele também veria o potencial para Distorção Cultural.

Como essa Distorção Cultural Islâmica faz-se sentir? Em um artigo sensacionalista para o tablóide britânico Daily Mail, um jornalista identifica como grupos islâmicos realizam sua agenda impondo seus valores, usando de coerção, nas comunidades ao seu redor:

"Mas os islamistas raramente querem assumir o controle da máquina governamental; eles tem pouco interesse em estabelecer impostos ou política energética. A influência que eles buscam é a do totalitarismo cultural.
Desprovidos de soluções razoáveis - ou mesmo práticas - para os males reais que assolam suas sociedades, eles querem islamizar a sociedade a partir de baixo...

Os eventos na Tunísia são apenas um eco do que tem acontecido na região por uma década. No Iêmen, os islamistas tem estado há muito tempo atacando bordéis e fazendo campanha contra todas as outras formas do que eles denunciam - equivocadamente - como decadência ocidental importada.

No Barein, também, os islamistas tem explicitamente dedicado-se a acabar com a prostituição e a venda de álcool.

Na Tunísia e no Egito, os islamistas rapidamente desistiram de concorrer à presidência. Eles não buscam liderar um governo, porque com poder vem responsabilidade e prestação de contas.

O que eles precisam é de um governo suficientemente fraco para permitir-lhes impor sua tirania cultural - e para terem sucesso, eles não precisam do apoio da maioria. Tudo que os islamistas requerem é serem mais barulhentos, mais impositivos e melhor organizados que seus oponentes." (Daily Mail, "Sex, brothels and the REAL tyranny threatening the Arab world", 26/02/2011).

Esses são comentários penetrantes. É o "totalitarismo cultural" que está fazendo-se sentir nas ruas de Paris, Amsterdã, Londres, Estocolmo e outras cidades européias. A Europa está presa entre duas pinças: enquanto grupos judaicos poderosos nos altos escalões políticos da Europa advogam um bombardeio do Irã pela OTAN, e demandam mais e mais monumentos para o Holocausto (ele próprio um conceito religioso judaico), nas ruas, grupos islamistas radicais, florescendo nas isoladas e etnicamente coesas comunidades da diáspora muçulmana, demandam a islamização compulsória, não apenas para suas comunidades, mas para as populações euro-ocidentais hospedeiras também.

Finalmente, porém, os povos da Europa estão começando a dar sinais de resistência, não através da maneira militantes que Yockey teria preferido, mas através do apoio eleitoral a partidos de extrema-direita na Finlândia, Suécia, França, Holanda e Dinamarca. Do mesmo modo, nos Estados Unidos, o movimento popular contra a imigração mestiça ilegal é um desenvolvimento positivo, e é o primeiro movimento nativista americano popular que apareceu em muitas décadas.

Uma falha é que tanto as tendências americanas como européias enquadram seus argumentos contra a imigração usando termos liberais. Os americanos afirmam não serem "racistas", mas apenas contrários a pessoas quebrando as leis; similarmente, os europeus dizem que eles são contra a oposição islâmica aos valores liberais democráticos e aos valores europeus de liberalismo, tolerância, pluralismo e direitos femininos. Mas alguma coisa é melhor que nada, a questão é se é ou não tarde demais.

4 - O Significado do Neofascismo no século XXI
Após a Segunda Guerra Mundial, escreve Yockey, "Os oponentes do Herói (ou seja, Hitler) daquela Guerra ainda estavam compelidos por sua personalidade... Ou eles assumiam suas idéias e declaravam-as próprias, ou eles continuavam a lutar contra ele". Continuando nesse sentido, ele escreve:

"Foi Cromwell que inspirou gerações de líderes muito após sua morte e subsequente desgraça, e não os Stuarts que fizeram com que seu corpo fosse desmembrado por cavalos selvagens. Foi Napoleão que inspirou todo um século de líderes depois dele, não Luís XVIII, nem Metternich, nem Talleyrand. Por volta de 1840, Napoleão triunfou, ele cujo nome só poderia ser elogiado na Europa vinte anos antes sob grande risco. A Idéia de Napoleão conquistou o reino político-espiritual, sua personalidade o reino heróico. Quem poderia reprová-lo agora com o fato das batalhas perdidas de Leipzig e Waterloo?"

Assim será com o Herói da Segunda Guerra Mundial. Ele representou um novo tipo ético que inspirará e formará interiormente todos os futuros líderes significativos do Ocidente. A deploração de seus 'erros' após a Segunda Guerra Mundial foi simplesmente desprezível. Cada jornalista e cada presunçoso sabe mais que o grande homem - eles não teriam cometido este erro ou aquele. De fato, eles jamais estariam no lugar para fazer o que seja!

O heroísmo é e jamais pode ser desperdiçado. Enquanto homens sobrevivam a um Herói, eles serão influenciados por ele e sua lenda..."

A BBC reportou que vendas de livros, na Grã-Bretanha ano passado, sobre Hitler e Nacional-Socialismo fizeram milhões de libras; na Alemanha, uma exibição sobre Hitler em Berlin atraiu milhares. A fascinação com o fascismo alemão, e com o "Herói" de Yockey e seu exército, no Ocidente não dá sinais de acabar. Em comparação, Roosevelt, Churchill e seus exércitos não dão-se tão bem. Livros sobre a Luftwafe, os ases de Hitler, e sobre o tanque Tiger desaparecem das estantes, enquanto livros sobre a divisão US 1st Marine, o tanque T-34 e os bombardeiros genocidas Lancaster da Grã-Bretanha continuam lá (para a decepção da Judiaria, pode ter certeza). Tudo isso ocorre porque as audiências ocidentais concordam, inconscientemente, com a tese de Yockey, e veem a trágica ascensão e queda da Alemanha Nacional-Socialista como um dos pontos de virada da história do Ocidente. Tanto quanto Napoleão definiu o século XIX, Hitler definiu o XX. Nas mentes do público ocidental, há uma questão, abrindo caminho das profundezas do subsconsciente: "Dizem-nos que Normandia e V-E Day foram grandes vitórias para o Ocidente e para a humanidade, mas essas mesmas vitórias produziram Obama, David Cameron, Sarkozy e Israel. Mas e se estivermos errados?".

O que aconteceu é que o significado do fascismo alemão mudou. Contrariamente às crenças da Judiaria, o objetivo primário do fascismo não era destruir a Judiaria européia, mas o comunismo soviético. Mas, é claro, o comunismo soviético não existe mais. Agora, Hitler e o Nacional-Socialismo alemão representa outra coisa nas mentes do público: "racismo". Hitler é, erroneamente, retratado como o mais racista de todos os políticos - apesar do fato de que Churchill e Roosevelt, e seus contemporâneos no mundo anglo-saxão, olhassem com reprovação para quaisquer conquistas morais e econômicas dos negros, por exemplo. Hitler, é verdade, baseou sua Cosmovisão na pureza racial alemã; mas suas doutrinas (se lermos sua obra cuidadosamente) foram desenhadas para prevenir os alemães de misturarem-se com judeus. Mas, no século XXI, após uma avalanche de imigração não-branca na Europa, o significado daquela Cosmovisão racial mudou. Na esquerda e na direita, políticos, intelectuais, jornalistas, são todas contra o "racismo", em qualquer forma ele apareça, e mudaram a história de modo a fazer de Hitler não apenas o pior "racista" de todos os tempos, mas também o único político "racista" dos últimos 100 anos. Quando a questão racial é empurrada para a consciência do europeu médio, todo dia, e essa questão está rapidamente tornando-se a mais importante para o Ocidente no século XXI - então uma figura histórica super "racista" vai acabar tornando-se mais e mais atrativa, apesar das condenações por parte do establishment político e o lobby judaico.

Significa isso que o neofascismo, ou "Socialismo Prussiano Autoritário", como Yockey chama, está prestes a emergir no palco político de novo, com coturnos, uniformes, bandeiras, estandartes e tudo? Sim e não. Há grupos com fortes influências neofascistas na Europa: A EDL na Grã-Bretanha (que é um tipo de grupo pós-Mosley neo-Camisas-Negras) e Jobbik na Hungria. Mas, em geral, o neofascismo expressa-se no nível de uma subcultura underground. Pode-se comprar música, insígnias, pôsteres, bandeiras, estandartes, flâmulas, adesivos, roupas. (Até algumas músicas foram inspiradas por Yockey.) Mas nada disso é político - ou seja, concorrer em eleições e competir com os liberal-democratas por poder político.

Se nacionalistas querem envolver-se com política real, eles tem que (na Europa) votar e trabalhar com os partidos populistas. Os nacionalistas realmente não tem qualquer outra opção, por causa do que Kevin MacDonald chama o "terror abjeto" que "a maioria dos brancos tem de estarem associados com...Nacional-Socialismo, Antissemitismo, ou sentimentos racialistas". Para nós nacionalistas, racialismo, antissemitismo, etc., é o próprio ar que respiramos; nosso movimento tende a atrair pessoas individualistas que gostam de ignorar as convenções da sociedade (e bem agora, o multirracialismo e o holocaustianismo são as convenções). Mas, por causa de nossa absorção com a subcultura nacionalista underground, nós costumamos falhar em notar que o "socialismo ético prussiano" de Yockey é, para não dizer muito, desagradável para muitas das pessoas brancas normais que queremos atrair. Nós nacionalistas somos impetuosos e subversores, enquanto a massa de pessoas brancas no Ocidente é passiva, conformista, e cautelosa ao ponto da covardia. Não há meio-termo. É por isso que o eleitorado europeu expressa seu apoio apenas pelos partidos nacionalistas de extrema-direita "seguros", que dizem todas as coisas certas sobre a questão judaica (até a ponto de colocar coroas de flores para os milhões supostamente gaseados em Auschwitz) e enquadram todos os seus argumentos anti-imigração de um jeito liberal e superficial. Mesmo assim, pode ter certeza, o francês ou sueco médio é muito tímido, e não ousa admitir que ele votou para o Front National, ou para os Democratas Suecos, respectivamente.

Então esses são os dois cursos que os nacionalitas podem tomar, as duas possibilidades: nacionalistas trabalhando ao nível "simbólico", ficando ao nível de uma subcultura; ou envolvendo-se em ativismo político com os partidos populistas de extrema-direita. Eu particularmente sou simpático a ambos cursos de ação.

Ao mesmo tempo, discartando o "Socialismo Prussiano Autoritário" de Yockey, estamos desistindo de uma potencial fonte de força. O problema que o Ocidente enfrenta, no século XXI, é uma falta de dureza. Muitos cidadãos do Terceiro Mundo consideram a vida humana barata, mas entendem, ao mesmo tempo, que os ocidentais são os maiores humanistas do mundo. Um imigrante só tem que dizer a palavra mágica, "asilo", e ser admitido na Europa com todos os direitos e privilégios. Os países da Europa estão apenas agora, após a crise dos imigrantes tunisianos, começando a endurecer seus corações e dizer "Não". Mas será necessário muito mais para impedir o influxo vindouro de imigrantes, ilegais e legais, e expulsar os que já estão lá.

Ironicamente, o Ocidente pode não ter mais a Vontade - e eu digo ironicamente, porque, aos olhos dos marxistas, e de muitos no próprio Terceiro Mundo, os europeus brancos são os piores exploradores e assassinos da história, com mãos manchadas com o sangue dos povos de cor.

A verdade é que as nações anglo-saxãs cometerem terríveis crueldades - contra outros brancos, os alemães, no pós-Segunda Guerra. Os campos de concentração de hoje na Europa para imigrantes ilegais são uma versão de luxo dos campos de Eisenhower para prisioneiros alemães, nos quais morreram centenas de milhares através de fome e das intempéries. É como se os anglo-saxões tivessem gasto toda sua capacidade para crueldade e violência naquele período, e depois, não sejam capazes de convocar nem mesmo uma pequena fração dela, exatamente quando eles mais precisam (particularmente a Grã-Bretanha). (Na verdade, os anglo-saxões cometeram sim atrocidades após a guerra, mas não com a consciência limpa que eles tinham enquanto maltratavam alemães).

O que traz-nos de volta a Yockey. Sua ideologia é uma ideologia marcial e intolerante. A imagem que o público tem de Hitler é aquele de um homem duro e um guerreiro - um rei-guerreiro. (Nós precisamos apenas olhar para nossa história para ver, em que medida, o Ocidente idolatra reis-guerreiros: Napoleão, Bismarck, Rei Artur, Carlos Magno...). O Ocidente vê o "supremacista branco", "neonazista", e "antissemita" como uma criatura temível, que coloca-se fora dos limites do comportamento aceitável e está preparado para sacrificar sua carreira, seus confortos, e mesmo sua vida, por suas crenças, e como alguém que está, acima de tudo, preparado para lutar. Essa imagem - quer seja verdadeira ou não - é uma fonte de poder e força, especialmente agora que nós brancos vivemos em um Ocidente que seria, aos olhos de Yockey, frouxo, covarde e afeminado. (Em contraste, Israel e os muçulmanos radicais cometem diariamente atos de violência feroz contra seus oponentes políticos). Nós estamos diante, no século XXI, de uma alternativa tipicamente yockeyista: lutar, ou não lutar, de modo a defender o Ocidente contra a ameaça exterior.

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