sábado, 20 de agosto de 2011

Rumo à Euro-Siberia

Por Francis Alexander



Euso-Siberia é a idéia de uma federação Imperial, racialmente homogênea, economicamente autárquica que se extende do Atlântico ao Pacífico e inclui todas as terras Européias entre eles. Os promotores da Euro-Siberia argumentam que a sobrevivência e prosperidade da raça Européia é mais bem servida por uma federação como tal, do que pela atual confusão de estados-nações etnicamente bastardizados, submetidos à globalização econômica e à colonização do Terceiro Mundo pela malevolente nulidade tecnocrática, a União Européia.

O principal defensor da Euro-Siberia, Guillaume Faye, disse que, embora a Euro-Siberia é um imperativo ao nosso povo, nós ainda não sabemos como ela acontecerá. O objetivo deste artigo é dar alguma luz neste problema e explorar caminhos que são mais claros do que o postular de uma catástrofe brutal que destrua a antiga ordem, mas não revela nada do que deve ser feito para criar uma nova.

Passos podem ser tomados para aumentar as chances de sucesso. De um modo geral, a melhor forma de atingir este objetivo é por combinar as forças identitárias com outros atores políticos e pela utilização do processo histórico que involuntariamente segue rumo a este desfecho. A frase de Hegel sobre a capacidade da razão certamente vem à mente.

A verdadeira direita infelizmente vendeu alianças, tais como com a comunidade organizada Judaica, ou com separatistas não-brancos, nas quais não há convergência real de interesses. É claramente um erro pensar que resultados positivos podem ser atingidos trabalhando com povos cujo comportamento é virulento, com rancores históricos. Nós deveríamos, ao invés disso, olhar para estados específicos, facções ideológicas, grupos de interesse, etc., que, quaisquer que sejam nossas diferenças com eles, ao menos pertençam ao mesmo povo que nós. Esta é uma estratégia provada, e foi usada por todos os movimentos de direita radicais no período do entre guerras. A questão crucial é garantir que, o que quer que se aconteça, sejamos nós, e não eles, que programem a agenda.

Quaisquer alianças e crises devem se relacionar com as seguintes dimensões: os respectivos níveis de autoridade entre os governos Europeus de um lado (estados-nações, regiões e organizações supra-nacionais ou inter-governamentais) e, por outra, a presença de forças impedindo o nosso objetivo; nomeadamente, um governo gerador de intrigas e imperialista como o dos EUA, as massas colonizadoras do Terceiro Mundo e uma elite anti-nacional, subserviente aos Estados Unidos e ao capital financeiro, de forma mais geral.

Deve-se, em seguida, considerar a preponderante situação geopolítica (A Euro-Siberia é, fundamentalmente, um projeto geopolítico, assim como biopolítico) e prováveis tendências neste local. O que está acontecendo é menos histórico do que supra-histórico, e uma questão de destino. Estou convencido de que pela primeira vez em séculos os ritmos do tempo estão trabalhando a favor da verdadeira direita, e não contra ela. Não é difícil deduzir o motivo; uma era está se acabando diante de nossos olhos e uma nova está nascendo.



Além disso, nossa causa é fundamentalmente concernente à sobrevivência de nosso povo. Isto possui um apelo às massas inerente, pelo fato de que todos prefeririam sobreviver, até mesmo um povo decadente, que é simplesmente desaventuroso ou que não está disposto a correr grandes riscos ou perseguir grandes projetos. A busca de uma existência contínua para um povo é, indiscutivelmente, biopolítica em sua mais pura forma. Nossa presente fraqueza é devida somente à geral ignorância das massas dos perigos a longo prazo que eles enfrentam, enquanto nosso verdadeiro papel é unir nosso povo, dado que nós somos os únicos que resistem à decadência e que podem garantir ao nosso povo, em fundações firmes, sua existência futura.

Apesar da eleição de um neoconservador como presidente Francês, o Eixo Paris-Berlim-Moscou, que é a fundação geopolítica da futura Euro-Siberia, continua com um forte alinhamento diplomático: imperativos geopolíticos são mais importantes do que preferências políticas ou ideológicas individuais.

Assim, a França está vendendo à Rússia navios de assalto do tipo Mistral, enquanto a Alemanha concordou em construir para os Russos um novo centro de treinamento militar. A Alemanha também cooperou proximamente com a Rússia em assuntos como a Transdniestria e a Bielorússia. Além disso, o oleoduto Nordstream, que liga diretamente a Rússia e a Alemanha será logo operacional.

Finalmente, na recente conferencia anual da OTAN, Paris e Berlin frustraram conjuntamente os esforços dos recém admitidos estados do Leste Europeu para reorientar a OTAN em um programa anti-Russo, assim, efetivamente reduzindo a organização a uma irrelevância política desunida (não obstante o envio de tropas token ao Afeganistão). Houve até mesmo uma discussão acerca de uma nova arquitetura de segurança Européia que incluirá a Rússia.

Quanto às tendências de médio termo para a próxima década: tensões entre os Estados Unidos e a Rússia tendem a ser exacerbadas por uma Segunda Guerra Fria. Este conflito será um produto do desejo Americano de dominar a Europa através da divisão e domínio, além do medo, no Leste Europeu, de um ressurgimento Russo. Assim, em 2013, os EUA pretendem implantar aparatos de aviação para a Polônia, seguidos de componentes para uma defesa balística de mísseis em 2018; e para a Romênia também, em 2015. Polônia, Hungria, República Tcheca e Eslováquia formaram uma aliança chamada Grupo Visegrad para combater à Rússia. Seu componente militar, um grupo de batalha, será ativado em 2016. Nenhuma destas ações será, de qualquer forma, tolerável para a Rússia e elas serão muito desagradáveis para a Alemanha. Reciprocamente, é improvável que os Estados Unidos e seus aliados/clientes iniciem uma retirada; isto é, não sem uma luta prolongada. Assim, uma guerra fria de algum tipo é altamente provável.

A Alemanha e a França buscam evitar este conflito, mas, se forçados a escolherem lados, a lógica de ferro da geopolítica dita que eles se juntarão à Rússia. A Alemanha não é ameaçada pela Rússia e preferiria dominar junta com ela a Europa Oriental, enquanto que a França está unida pelo quadril à Alemanha; isto é, supondo que ela deseje conduzir a Europa. Assim, mesmo os políticos convencionais, hostis à nossa causa na França, Alemanha e Rússia, terão boas razões para intensificar sua cooperação e reduzir a influência Americana. Eles podem cumprir isso através de manobras diplomáticas que, embora dificilmente revolucionárias, irão, mesmo assim, estabelecer mais bases geopolíticas para a Euro-Siberia.

Antes de tudo, Alemanha e França podem deixar a OTAN. Se a Alemanha a deixar, então seus clientes econômicos da Zona do Euro irão, provavelmente, deixar com ela e, se a França também deixá-la, então os poderes regionais como Espanha e Itália serão forçadas a seguir o exemplo.

Em segundo lugar, todo o comando, organizações e funções de treinamentos da OTAN devem ser transferidas para a UE. Este seria o núcleo e “cérebro” para um exército Pan-Europeu. Já é hora de que a UE adquira um sério interesse no poder militar. Diz-se que a UE possui uma dúzia, ou mais, de Comissários para várias questões econômicas, mas nenhum Comissário para a Defesa.

Em terceiro lugar, a federação Russa deve ser admitida na União Européia. Na medida em que a UE é uma instituição híbrida, desprovida de soberania real, não será suficiente obter nosso objetivo, mas isso forçará o povo a pensar na Europa incluindo a Rússia e se extendendo do Atlântico ao Pacífico. Isto irá impor problemas sócio-econômicos para a UE, mas, além do perigo de uma crescente imigração não-branca, estes são completamente secundários se comparados aos imperativos geopolíticos existentes e o projeto monumental que desejamos impor na história.

Então haverá somente três grandes problemas a serem superados, se a Euro-Siberia for consumada: as disparidades no poder entre os estados Europeus; a ausência de simbolismo e legitimação Imperial e, finalmente, a continuada presença de hordas estrangeiras ocupando as terras de nossos Pais. Cada um deles é passível de solução.

Serão estes os únicos problemas, pelo fato de que um decadente e cada vez mais miscigenado Estados Unidos, envolto por graves problemas políticos e econômicos internos, não terá os recursos ou o foco em derrotar um assertivo e unificado Eixo Paris-Berlim-Moscou; isto sem mencionar uma China expansionista e um regionalmente hegemônico Irã (Iraque, Síria e Líbano são de facto clientes Iranianos; também são o Talibã e o Hamas).

Isto é verdadeiro, a despeito do fato de que França, Alemanha e Rússia enfrentam similares, embora menos severos problemas, pois se fossem empreender as medidas sugeridas acima, seu peso econômico e político seria suficiente para tornar altamente possível que os clientes Europeus dos Estados Unidos sejam pressionados (internamente e externamente) em desertar, ou juntarem-se ao eixo Paris-Berlim-Moscou, enquanto que um enfraquecido EUA é incapaz de fazer algo, senão observar.

A disparidade entre os estados Europeus pode ser sanada na sua divisão em regiões. Faye envolveu-se em polêmicas contra estes “nacionalistas cívicos” de esquerda, que defendem a autonomia para suas respectivas regiões, ainda que apoiando o globalismo e o multiculturalismo. O termo etno-nacionalismo é atualmente redundante porque, na verdade, não há outro tipo, nasci e ethnos referem-se à mesma realidade, a mesma realidade que aquela da raça: nascimento e ancestralidade.




Apesar disso, nós deveríamos estar dispostos a considerar tais nacionalistas de esquerda como idiotas úteis, com tudo o que isto implica em termos de políticas de partido. Se o seu “nacionalismo” de PC levar a uma Europa de uma Centena de Bandeiras, tanto melhor. Além disso, assim que eles possuírem seus pequenos estados, os instintos etnocêntricos de seus partidários serão dirigidos para longe do Inglês, do Castelhano, etc., e rumo aos colonos de cor. Mesmo os líderes de seus partidos serão, provavelmente, forçados a reconhecer o absurdo de se engajarem em uma longa luta política por uma nação independente, apenas para entregá-la aos estrangeiros.

Deveria ser muito claro que, em termos de formas políticas, falta legitimidade na UE não pelo fato desta não ser um estado-nação, mas por ter falhado completamente em recorrer à rica tradição Imperial Européia, que se extende desde Roma e age como o centro de uma maior união cultural e espiritual Européia. É governada por tecnocratas desenraizados e é por isto que é tão amplamente detestada. Mesmo se a UE fosse capaz de abandonar sua política de fronteiras abertas e micro-gestão econômica, ainda assim não seria considerada legítima.

Mas, talvez haja a esperança de que as casas reais Européias existentes, que possuem considerável legitimidade com os seus povos, possam ser seduzidas a apoiarem a idéia de um império Europeu, com um Imperador Europeu sendo o seu ápice.

Quanto para as hordas estrangeiras, este é o problema mais importante de todos, e eu não proponho uma solução digna de novelas, porque ela é muito simples, embora muito difícil de efetivar. Nacionalistas devem ganhar o poder e deportá-los todos. Caso encerrado. Como iremos conseguir isso não pode ser respondido aqui, porque é uma grande questão em seu próprio sentido.

Assim que todos estes fatores forem cumpridos, ainda haverá muito mais coisas a serem feitas: construir um poderoso exército pan-Europeu; fortalecer o Imperador à custa dos tecnocratas; regeneração espiritual e cultural de um tipo radicalmente tradicional; estabilização de nossa população; reestruturação econômica e ajuda àqueles de nosso povo que estão dispersos pelo Novo Mundo. Contudo, as tarefas mais essenciais terão já sido cumpridas; nomeadamente, derrotar os nossos inimigos e construir a Grande Pátria.

Para realizar isto, contudo, podemos utilizar os estados Francês, Alemão e Russo, os regionalistas e as casas reais, mas não podemos confiar neles. Está inteiramente para nós, a Nova Direita. O primeiro ímpeto rumo à Euro-Siberia deve provir, em última análise, de partidos nacionalistas simpáticos a este objetivo, moldando sua política externa e tomando as decisões necessárias quanto às formas apropriadas de soberania ao nosso povo.

Isto significa, essencialmente, que quando os partidos nacionalistas tiverem o poder governamental necessário (e suspeito que isto aconteça mais cedo do que nossos irmãos mais pessimistas pensam), eles serão implacavelmente pressionados a adotarem o curso de ação correto. Em breve será claro a eles, contudo, que a Euro-Siberia é a única solução. Uma Europa de nações completamente independentes, de variados tamanhos e poderes, não é viável. Elas serão pequenas demais para possuir independência política e econômica genuína; estarão sempre vulneráveis à divisão e domínio Americano; passiveis de enfrentar duras sanções, seja por lidar com o problema da imigração, ou por tentar impedir a subversão da cultura pelo globalismo e seus deslocamentos econômicos niveladores.



O que o homem branco da América do Norte pode fazer para ajudar nesta vitória, dado que eu tenho falado, na maior parte das vezes, de Europeus no Velho Mundo, não no Novo, e do governo dos EUA como sendo simplesmente um inimigo? Eles podem, é claro, oferecer sua solidariedade. Mais importante, eles podem enfraquecer o odiado governo federal impondo, pelo menos, uma paralisia geral e persuasiva ou, melhor ainda, desmembrar a União e esculpir terras por eles próprios.

Em última análise, o etno-estado e o Imperium são compatíveis. Eles representam o triunfo sobre os EUA e a URSS; os dois estados que resumiram da melhor forma esta era negra da matéria e da mentira. Eles devem dar caminho ao Septentrion [1].
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[1] N. do T. Septentrion é uma antiga palavra Inglesa utilizada para descrever a região Nórdica ou, simplesmente, o Norte.

Fonte: Counter-Currents Publishing

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