domingo, 26 de junho de 2011

Anthony M. Ludovici - Sobre Feminismo & Emasculação

por Anthony M. Ludovici


Cada sexo tem os instintos, emoções e poderes mentais relacionados ao tipo de vida que terá que levar, e a limitação correspondente no selecionar e rejeitar. Por exemplo, o macho como o participador ativo no coito é o sedutor e iniciador; ele tem que despertar o desejo por si na fêmea, e encontra seu prazer nesses papéis. A fêmea encontra prazer em ser cativada, em render-se, em ceder à iniciação, desde que ela aprove o macho.

Em seu papel de iniciador, o homem desenvolve ousadia, liderança, o hábito da dominação, da responsabilidade, da originalidade, da independência. Em seu papel de participante passiva, a mulher desenvolve timidez, pudor e recato, submissão, irresponsabilidade, imitatividade, dependência. (Estas são as consequências psíquicas mais antigas do dismorfismo sexual e provavelmente antecedem em milhões de anos as qualidades mentais que são associadas à paternidade.)

O papel ativo na procriação leva à rivalidade com outros machos, e desenvolve a coragem, os poderes combativos e uma tendência marcada ao ciúme violento no macho, particularmente quando ele é velho. Mas a fêmea, encontrando suas adaptações sexuais normalmente arranjadas para ela, não precisará lutar, nem desenvolverá coragem e ciúme na mesma medida que o macho nessa fase.

A felicidade será buscada por cada sexo em tentar preencher as funções especializadas que derivam de seu próprio papel. E se o objetivo for tornar qualquer dos sexos miserável, isso será melhor conseguido obrigando-o a romper laços. O desejo sexual é, então, a necessidade de realizar uma função especializada, e o amor pelo sexo oposto é a conexão ao objeto sexual que torna essa performance possível. A felicidade vem com a performance.

Cada sexo encontrará prazer nas adaptações peculiares ao seu próprio papel, e buscará felicidade procurar estas adaptações. A fêmea encontrará prazer no exibicionismo, enquanto o macho encontrará prazer no voyeurismo ou, para tornar mais claro, em banquetear os olhos. Se a sedução foi bem-sucedida - quer dizer, se a fêmea foi cativada - cada sexo demonstrará seus instintos plenamente. Haverá um crescente exibicionismo preliminar por parte da fêmea, e uma correspondente elevação do prazer. Do mesmo jeito haverá um crescente voyeurismo masculino, e também uma elevação do prazer para ele. Haverá um curto período de crescente familiaridade, o jogo dos sexos, o qual pode ficar confinado meramente às características sexuais secundárias. Isso tudo será natural e limpo. Isso possui sua base primordial nos ancestrais dos mamíferos, e nós não podemos agora erradicar os instintos que nos impelem. E durante este tempo, enquanto entusiasmo e prazer elevam-se para ambos, as barreiras romper-se-ão. Cada um encontrará então cada vez mais e maior alegria em sua parte particular na consumação. O papel passivo, se for aptamente dirigido pelo macho, será apreciado pela fêmea, enquanto o papel ativo violento, se ele for versado nas artes da vida, será apreciado pelo macho, e cada qual será grato e orgulhoso...

História, ciência, ficção, as vidas de todos os grandes povos, a experiência de cada um de nós - evidência de cada tipo e de cada canto do compasso conta-nos convincentemente como fundamental e maravilhosa essa relação é. Alguns dos maiores e mais nobres atos de heroísmo foram realizados precisamente em nome desse amor que une duas pessoas de sexos diferentes, e exemplos poderiam ser multiplicados ad infinitum para mostrar os extremos de devoção, fidelidade e felicidade que inspira.

A história da maioria das culturas parece ensinar a seguinte moral: que a relação dos sexos é sempre um equilíbrio flutuante de elementos masculinos e femininos, e que em cada fase do desenvolvimento social os componentes bissexuais de cada homem e cada mulher tendem a afirmar-se no máximo de sua capacidade, dentro dos limites permitidos pelos valores e costumes do povo. O impedimento sobre a expressão pelo macho de sua feminilidade latente consistirão então de: (a) valores viris, (b) atividades masculinas, (c) a preocupação unilateral com problemas masculinos, e (d) o processo de seleção, o qual, operando através do gosto imposto pelos valores, tende a manter baixa a proporção de machos com características femininas proeminentes. Assim, a feminilidade do macho, quando há tais impedimentos, torna-se o que psicólogos diriam ser recessiva e pode permanecer latente por séculos.

O impedimento sobre a expressão pela fêmea de sua masculinidade latente consiste de: (a) seu ambiente masculino, (b) atividades femininas, (c) a preocupação unilateral com problemas femininos e (d), o processo de seleção, o qual, operando através do gosto imposto pelos valores, tende a manter baixa a proporção de fêmeas com características masculinas pronunciadas. Assim a masculinidade da fêmea, onde há tais impedimentos, também torna-se recessiva e pode permanecer latente por séculos.

Cercada por machos que mantém padrões masculinos, e que são capazes de dar a mais elevada expressão de habilidade e gosto masculinos, os elementos masculinos na mulher tendem a tornar-se furtivos, tímdos e avessos à expressão. Uma mulher então sabe que apenas consegue fazer de si mesma ridículo ao tentar medir sua masculinidade rudimentar contra a masculinidade do tipo autêntico. Em um ambiente de homens másculos, portanto, sua feminilidade tende a ser expressada com ousadia, e a seleção opera em favor de mulheres com masculinidade exclusivamente latente.

O momento, porém, no qual ela encontra, e ela o faz em períodos de degeneração masculina, que a expressão de sua masculinidade latenta não faz com que ela pareça ridícula - quer dizer, que a quantia de sua masculinidade pode, sem parecer absurda em comparação, ser medida contra a masculinidade dos homens de seu meio - não há mais nada que faça com que seus elementos masculinos sejam recessivos, e sua masculinidade provavelmente será desenvolvida às custas de sua feminilidade, enquanto o processo de seleção operará em favor de uma multiplicação das fêmeas com masculinidade excessiva, e vice-versa.

Isso não quer dizer que a fêmea com fortes elementos masculinos deve ser necessariamente deplorada. Pois, desde que seu ambiente masculino esteja sempre suficientemente além dela em masculinidade para tornar seu lado masculino recessivo, nenhum problema provavelmente despertará, e a multiplicação de mulheres "másculas" então contribuirá sem resultados negativos para o cultivo de um povo viril. Isso aconteceu em Esparta e foi um sucesso dos séculos IX ao IV a.C., sem o aparecimento de um movimento de mulheres, porque até o século IV não havia nenhuma degeneração marcada do macho.

Isso também ocorreu na Inglaterra. E a presença de uma grande proporção de mulheres masculinas em nosso meio hoje não é por si uma prova da degeneração de nossos homens. Pois como uma cultura viril nós necessitamos de mulheres masculinas que não introduzam uma quantia excessiva do elemento feminino em nossa linhagem. É a presente inadaptatividade dessas mulheres, sua atual livre-expressão de sua masculinidade às custas de sua feminilidade, que é um sinal de degeneração masculina, porque quer dizer que seus machos não permaneceram suficientemente acima delas em características masculinas para tornar sua masculinidade recessiva.

A questão, portanto, é se há sempre sinais de degeneração masculina, acompanhada por virilidade feminina, em sociedades onde a mulher tende a dominar. O teste é se os elementos masculinos na mulher estão sendo expressados livremente. Que houve tais sinais nas antigas Atenas, Roma e na França do século XVIII, eu já demonstrei. O fato de que as hetairai de Atenas acompanhavam os filósofos, e instruíram um homem tão famoso quanto Sócrates, é um comentário tanto sobre a filosofia socrática e sobre as hetairai, enquanto as provas históricas que nós temos da crueldade desmedida das matronas romanas no período de declínio, e das viragos que Roma produziu durante o Império, não deixam-nos dúvidas de que os elementos masculinos nas mulheres romanas do primeiro século d.C. há muito haviam deixado de ser recessivos.

Crueldade na mulher, que é a expressão mórbida daquela parte de seus elementos masculinos que incluem o sadismo, sempre é um sinal de bissexualidade irrestrita, ainda que não seja de modo algum o único sinal que ocorra de novo e de novo nos períodos de decadência masculina. A crueldade diabólica das mulheres da Revolução Francesa revoltaram até mesmo os terroristas masculinos, e nós não devemos esquecer que, como o humanitarismo extravagante e choroso é apenas uma forma invertida e socialmente permitida de sadismo, a demonstração de humanitarismo excessivo na Inglaterra moderna é realmente tão suspeita quanto era a crueldade das últimas matronas romanas.

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