terça-feira, 28 de junho de 2011

Hans F. K. Günther - As Raças Européias na Pré-História

por Hans Friedrich Karl Günther

Foi afirmado acima que através da ação da hereditariedade características raciais européias pré-históricas podem ter sido ocasionalmente preservadas em casos isolados até o tempo presente.

As raças que agora vivem, e tem vivido desde tempos neolíticos, na Europa foram precedidas por diversas raças nos tempos paleolíticos, que ocuparam amplas extensões da Europa por longos períodos de tempo. Aque nós não podemos aprofundar-nos nessas raças paleolíticas. O aparecimento na pré-história das raças européias de hoje, do mesmo modo, pode ser abordada apenas brevemente.

Elas são encontradas desde o momento do início da Idade Neolítica, isto é, há mais de 10.000 anos.

No noroeste da Europa é a raça nórdica que aparece, cujo lar original deve ser buscado lá. Nas Ilhas Britânicas, França, Espanha, e Itália, é a raça mediterrânea. A raça alpina parece ter expandido-se dos Alpes na direção oeste e noroeste. Hoje nós pouco podemos afirmar a respeito do primeiro aparecimento da raça dinárica; provavelmente ela deve originalmente ter feito parte de um único grupo com a raça asiática próxima (armenóide), um grupo cujo primeiro lar, pode-se supor, foi na região do Cáucaso. Posteriormente, após uma parte deste grupo ter vagado, uma mudança no processo de seleção sob diferentes condições deve ter formado dois grupos a partir do grupo original; estes dois grupos diferem em muitas características, mas não a ponto de que seu parentesco não seja reconhecível. Devido às características comuns às raças nórdica e mediterrânea, somos levados a postular uma origem comum para estas raças em um grupo paleolítico. Nós somos levados, também, a colocar as raças alpina e báltica oriental em uma relação próxima com raça asiática do interior (urálica), pequena, de cabeça redonda, e rosto largo; e nós podemos supor uma migração a partir da Ásia na direção da Europa para ambas estas raças. Mas dificilmente algo é sabido sobre o primeiro aparecimento da raça báltica oriental. Seu lar original - isto é, o ambimento no qual ela sofreu o processo de sua formação em separado através da seleção em isolamento - deve ser buscado entre Moscou e Kazan, ou entre Moscou e os Urais. Filólogos tem colocado o lar original dos povos falantes de línguas finno-úgricas no sudeste da Rússia ou na região vizinha dos Urais centrais, principalmente no lado europeu, ao longo do rio Karna e seus tributários. Aqui em um grupo aparentado à raça asiática do interior (urálica) deve ter havido um clareamento das cores através da seleção, que pode ser comparada ao clareamento que teve lugar no grupo que veio a formar a raça nórdica, e que tinha seu lar original no noroeste da Europa.

A raça báltica oriental espalhou-se principalmente para o norte e noroeste de seu lar original, carregando consigo uma cultura muito simples, provavelmente matrilineal - uma cultura possuindo um artesanato simples, e o cão e a ovelha como animais domésticos, e tendo a caça e a pesca como suas principais atividades. É geralmente assumido que a assim chamada Cultura da Cerâmica do Pente da Idade da Pedra representa a cultura dos povo finno-úgrico original (raça báltica oriental). Sobre a área da cerâmica do pente são principalmente povos de idioma finno-úgrico que vivem hoje. Nos tempos de Heródoto (século V a.C.) todo o centro e norte da Rússia estavam ainda sob ocupação de povos finno-úgricos. De grande importância para os bálticos orientals, houve então o contato com as tribos e povos nórdicos - acima de tudo, com os proto-eslavos nórdicos, que levaram consigo os báltico orientais para todos os lugares nos quais assentaram-se. Conforme a casta superior nórdica desapareceu, a aparência dos povos eslavos (com a exceção dos eslavos do sul) tornou-se cada vez mais determinada pelas características bálticas orientais. Pode-se assumir que entre os eslavos do norte e do oeste, ao redor do século XII, a raça báltica oriental era predominante por conta do peso numérico dos nascidos. Enquanto isso nestes povos os bálticos orientais abriram mão de seu idioma finno-úgrico em favor das línguas eslavas (ou seja, indo-européias), de modo que hoje, apenas os finlandeses, os estonianos e os povos aparentados a eles no nordeste da Europa ainda falam suas línguas originais, assim como os magiares, um povo originalmente báltico oriental, com seu lar provavelmente no Volga central. Os magiares ainda demonstram claramente o sangue báltico oriental, mas desde seu ingresso na Hungria (no século IX d.C.) receberam muito sangue alpino, dinárico e nórdico, e algum mediterrâneo. De modo geral, os povos predominantemente báltico orientais não tem demonstrado ser muito criativos. Os finlandeses, também, que possuem uma cultura ricamente desenvolvida, devem, como os eslavos, suas realizações criativas à casta superior nórdica em seus povos.

Com o avanço das tribos finno-úgricas da raça báltica oriental na direção das terras bálticas, também as tribos (os lituanos, os letões, os curônios, e os livônios) de língua báltica (ou seja, indo-européia), que originalmente eram nórdicas, receberam uma linhagem báltica oriental. Os antigos livônios são vistos em suas tumbas como todos eles possuindo faces estreitas e cabeças longas.

Para o desenvolvimento da cultura européia, a raça alpina, também, dificulmente contribuiu com qualquer coisa própria. Sua expansão a partir dos Alpes não foi uma conquista, mas um lento gotejar. Que a raça alpina seja hoje encontrada mais densamente espalhada nos distritos menos hospitaleiros é um reflexo de condições pré-históricas. Um antropólogo francês, após examinar o mapa racial da França, escreveu as palavras que aplicam-se ao todo da Europa: "Para os conquistadores, as planícies e vales; para os conquistados, as montanhas." A raça alpina parece ter sempre sido entulhada nos distritos indesejáveis e inóspitos pelo impulso das outras raças, especialmente a nórdica. Os modos pelos quais a raça alpina espalhou-se seria mais fácil de determinar se ela tivesse levado consigo seu próprio estilo de implementos e objetos. Mas sua emergência pré-histórica passa a imagem de uma raça pouco criativa, assumindo em um momento formas de uma cultura predominantemente mediterrânea, em outro momento de uma civilização predominantemente nórdica, e provavelmente pegando emprestado de qualquer casta superior de outra raça que eventualmente estivesse dominando-os. A classe governante pode ter mudado bastante, e desaparecido na luta com outros conquistadores, ou através da mistura de raça gradualmente afundado na mais numerosa classe inferior. A parte predominantemente alpina da população sempre manteve-se em existência através do curso do tempo.

As línguas que originalmente pertenciam à raça alpina foram abandonadas pelas populações alpinas em favor daquelas faladas pelos povos conquistadores. Estas línguas abandonadas devem ser reconstruídas seguindo-se o padrão das línguas finno-úgricas (originalmente peculiares à raça báltico oriental) ou das altaicas (peculiar à raça asiática do interior). As línguas faladas nos Alpes possuem um número de palavras que não são indo-européias como uma peculiaridade comum. Possivelmente estas palavras derivam das línguas desaparecidas das tribos pré-históricas pertencentes à raça alpina ou à dinárica.

Os primeiros traços da raça dinárica são menos claros do que os caminhos pelos quais os alpinos espalharam-se nos tempos neolíticos. Mas alguns distritos na Europa mostram os  traços de imigrações dináricas, indicando um enérgico avanço pela conquista. Do norte da França houve ao fim da Idade da Pedra um avanço na direção da Alemanha central por um povo de cabeça baixa, em cuja composição racial eu suspeito ter havido uma linhagem dinárica. Ele trouxe consigo o uso do cobre para lanças e adagas, e aquela forma de pote chamado de campaniforme, uma forma que deve ter sido assimilada por estes povos de cabeça baixa de uma cultura euro-ocidental da raça mediterrânea. Possivelmente com este movimento está conectado um avanço dinárico do continente para as Ilhas Britânicas. Aqui, por volta de 2.000 a.C., chegaram tribos dináricas, cujos ossos, implementos, e potes aparecem ao longo de toda a costa leste da Inglaterra e da Escócia: altos e com cabeças baixas, e com narizes altos, trazendo os potes campaniformes consigo (e chamados os fazedores-de-copos ou povo-do-copo), criando gado, e plantando trigo, mas aparentemente ainda sem conhecimento do bronze. Mas na Inglaterra de hoje há pouca herança de sangue dinárico; ela parece ter sido preservada mais claramente aqui e ali em certas famílias nas profissões liberais.

As tribos celtas da raça nórdica que assentaram-se em tempos posteriores nas Ilhas Britânicas parecem então ter suplantado as tribos dináricas dos copos campaniformes. 

A predominância, ou a linhagem forte da raça dinárica, deve ser vista claramente em uma população da Idade do Bronze que, como uma tribo beligerante de arqueiros, e aparentemente vindo, também, do oeste, tomou posse das alturas do distrito renano sobre Worms. Seus restos foram encontrados no Adlesberg, próximo a Worms, e com eles também os povos euro-ocidentais dos copos campaniformes. No início da Idade do Bronze, os Alpes suábios e parte da Bavária parecem ter sido ocupadas por um povo alpino-dinárico; as tumbas em montículos da Idade do Bronze neste distrito carregam seus restos. Uma linhagem dinárica razoavelmente forte (além de uma linhagem alpina, e com uma predominância nórdica) parece ter caracterizado ap opulação na área da chamada Cultura Aunjetitz, uma cultura do início da Idade do Bronze com seu centro no norte da Boêmia, e estendendo-se para a Silésia, Turíngia oriental, Morávia, Hungria, e Baixa Áustria.

No início do período Hallstatt, populações com um elemento dinárico parecem ter vindo dos Alpes para a Boêmia (e Silésia?). O período Hallstatt posterior pode ter sido trazido por um movimento mais intenso de povos dináricos da região alpina oriental. Algumas das características da cultura Hallstatt foram derivadas dos Balcãs, de onde provavelmente a migração dinárica para a região alpina começou. Do tempo do fim da Idade do Bronze crânios dináricos aparecem na Suíça. De lá, o sudoeste da Alemanha pode ter sido alcançada (como também o Hotzenwald do sul de Baden).  Esses povos majoritariamente dináricos na região alpina e no sul da Alemanha devem ter pertencido no fim do período Hallstatt à população celta, pois os celtas, majoritariamente nórdicas, haviam até então penetrado nos Alpes, e então formaaram junto com os habitantes primitivos tribos nordo-dinárico-alpinas. Devido à predominância celta na Europa (entre os séculos IX e II a.C.), o sangue dinárico, bem como o alpino, espalhou-se por amplas regiões da Europa junto com as conquistas da raça nórdica governante dos povos celtas.

Todos estes vestígios de assentamentos dináricos mostram, porém, que a raça dinárica, como a alpina, fez seu caminho para a Europa Central sem uma cultura independente própria. Os povos da raça dinárica, também, abriram mão de sua linguagem original em favor das línguas trazidas para elas pelas tribos nórdicas.

As línguas dináricas originais provavelmente eram parecidas com as línguas caucásicas (alaródicas) dos povos da raça asiática próxima (armenóide). Na pré-história da Europa apenas duas raças mostraram ser realmente criativas, e estas devem ser vistas como as verdadeiras raças europeias: a nórdica e a mediterrânea, a nórdica primeira e principal como a verdadeira raça fazedora-de-história dos tempos pré-históricos e históricos.

As conquistas pré-históricas da raça mediterrânea foram minuciosamente descritas por Schuchhardt em sua impressionante obra, Alteuropa in seiner Kultur- und Stilentwicklung (1919). Lá é mostrado como as formas culturais européias ocidentais expandem-se do povo mediterrâneo das Ilhas Britânicas, França e Espanha ao longo das costas do Mediterrâneo, e então desenvolvem-se através de longos períodos de tempo nas formas históricas primitivas de arte caracterizando uma parte das culturas egípcia e norte africana, e as culturas do período pré-helênico primevo e da Grécia helênica primeva, e também da dos etruscos. "Não foi do oriente, como é geralmente sustentado, mas do ocidente, das velhas culturas da Idade Paleolítica na França e na Espanha, que o Mediterrâneo recebeu suas influências mais fortes. Isso pode ser visto na estrutura das casas e túmulos, na escultura, e nos implementos e cerâmicas. As primeiras fases são geralmente encontradas no oeste mediterrâneo e o desenvolvimento final foi usualmente realizado através da área micênica."

figura 2: mulher etrusca de raça nórdica


Schuchhardt descreve estas formas mediterrâneas de cultura na Velha Europa por meio de descobertas arqueológicas, e mostra como casas redondas, tumbas redondas com os corpos agachados, adoração de pilastras, os elementos da crença em uma "vida abençoada no Além", e todo um conjunto de características podem ser seguidas da Inglaterra até Tróia, e como estas características são claramente distintas daquelas das culturas nórdicas. Ele mostra como a casa redonda na Itália tornou-se a casa romana, expressando uma concepção de estrutura diferente daquela da casa nórdica retangular, que tornouse a casa Megaron na Grécia.

figura 3: mulher etrusca de raça mediterrânea
Nos etruscos Schuchhardt vê "os mais fiéis guardiões da velha cultura mediterrânea ocidental", e rejeita a teoria de sua origem na Ásia Menor, uma teoria sustentada por Heródoto e que sempre surge novamente desde seu tempo. Parece-me, porém, que uma consideração etnográfica das pinturas etruscas fortalece a perspectiva de uma origem na Ásia Menor (não para todos os etruscos, mas para parte de sua população), e também a teoria de uma classe governante transitória etrusca de raça nórdica, ainda que os etruscos fossem predominantemente mediterrâneos, e de fato para Schuchhardt é um povo cujo lar original era na Itália. Sangue alpino pode ter originalmente ter tido apenas uma pequena presença nos etruscos, mas ele pode ser claramente reconhecido nas pinturas etruscas: um povo robusto com faces redondas e narizes pequenos são encontrados entre os representados. Há alguns sinais de que os alpinos entre o povo etrusco cresceram muito em número até o seu fim. Sobre isso, mais será dito adiante. Crânios etruscos que foram encontrados (segundo as pesquisas de Sergi) são geralmente mesocéfalos a dolicocéfalos.

figura 5: homem etrusco de raça armenóide
O Mar Mediterrâneo, após a expansão neolítica da cultura européia ocidental da raça mediterrânea, parece ter sido o teatro de uma erupção no início da Idade de Bronze que chegou tão longe à Espanha, por parte da raça asiática próxima (armenóide), por meio da Ásia Menor, Grécia, e Itália. Durante a Idade de Bronze o índice cefálico na Sicília aumentou. Os recém-chegados de cabeças baixas parecem ter sido armenóides. As pinturas etruscas mostram uma predominância de características mediterrâneas (fig.3), mas também características armenóides (fig.5), e ocasionalmente nórdicas, como na garota loira aqui mostrada (fig.2). Cabelo loiro, de fato, é comum de ser visto nessas pinturas.

figura 4: basco de raça predominantemente armenoide
Eu estou inclinado a acreditar que um avanço armenóide trouxe a língua basca, também, da Ásia Menor para a Espanha.O basco mostra parentesco com as línguas caucásicas, que eram originalmente peculiares à raça armenóide, e ainda são faladas por muitos povos e tribos predominantemente dessa raça. Sangue armenóide também pareceria mostrar-se ainda entre os bascos predominantemente mediterrâneos (fig.4).

Mas a migração armenóide para o Mediterrâneo não parece ter causado qualquer perturbação real na vida da raça mediterrânea aqui. Isso primeiro ocorreu quando conquistadores nórdicos entraram em cena, que agora trouxeram mudanças ao sistema cultural do Mediterrâneo, e dos etruscos por último. A descrição dos últimos tempos de história independente do Mediterrâneo também será um relato das primeiras irrupções de tribos nórdicas no Mediterrâneo. A vida feliz desses povos da raça mediterrânea foi subitamente perturbada por conquistadores que nada sabiam de uma crença em uma vida abençoada além da tumba, que possuíam formas nórdicas de arte ao invés das alegres formas decorativas da arte mediterrânea, que trouxeram construções de madeira e casas retangulares, que queimavam seus mortos, ou os enterravam esticados, e que trouxeram consigo novos implementos, novas armas. Os povos não-nórdicos do Mediterrâneo haviam possuído o escudo longo cobrindo o corpo inteiro; os conquistadores nórdicos trouxeram o escudo redondo, e finalmente a panóplia de bronze descrita por Homero. Tróia e Tirinto em suas mudanças arquitetônicas demonstram as sempre renovadas e crescentes intrusões de bandos nórdicos. Estes eventos foram muito vividamente descritos por Schuchhardt. Compromissos notáveis são feitos entre duas culturas em colisão. "Assim o plano da fortaleza na civilização micênica é quase certamente trazido do norte, mas a maneira de dispôr muralhas feitas com grandes blocos de pedra é mediterrâneo. Isso os recém-chegados nórdicos aprenderam primeiro no sul. Em seu caminho descendo pelo Danúbio eles construíam com madeira e argila, e mesmo na Tessália usaram apenas pequenas pedras." Os templos helênicos mais antigos tinham muros com base de tijolos de pedra secados pelo Sol, vigas de madeira, e pilares de madeira. A transição para a pedra ocorreu no século VII a.C. No início da história helênica a forma do túmulo é ocasionalmente mediterrânea autóctone, a forma do funeral é nórdica, a fortaliza do governante nórdica com pilares mediterrâneos. Um compromisso feliz do nórdico e do mediterrâneo é visto particularmente na cultura micênica. Em Tirinto veio à luz dois metros abaixo das construções nórdicas uma enorme construção em estilo redondo, contendo túmulos com corpos agachados - dando clara evidência da queda das culturas mediterrâneas independentes antes da conquista nórdica.

Com os conquistadores nórdicos o direito patrilinear difundiu-se pelas regiões mediterrâneas. O povo da raça mediterrânea havia vivido sob instituições matriarcais, isto é, parentesco e herança com eles era determinado não através do pai, mas através da mão, como é no caso ainda hoje entre vários povos. Sob o matriarcado geralmente não há qualquer casamento duradouro, de modo que a concepção de fidelidade conjugal não é desenvolvida, mas geralmente há um intercurso sexual extremamente livre entre garotas e mulheres casadas. Os antigos etruscos, predominantemente mediterrâneos, viviam sob a matrilinearidade, bem como os também mediterrâneos pictos na Escócia; os bascos em seus métodos de herança ainda mostram hoje traços de matrilinearidade. Da Espanha à Grécia traços de matrilinearidade podem ser achados nos tempos antes da incursão de tribos nórdicas. Entre os povos de origem nórdica a patrilinearidade é encontrada em todo lugar; entre eles a concepção de fidelidade conjugal, e com ela a de adultério, é desenvolvida; e ao longo de sua trilha de conquista as suas idéias e suas línguas (indo-européias) igualmente difundiram-se.

Os contrastes raciais entre nórdico e mediterrâneo, surgindo como um resultado da intrusão das tribos nórdicas, podem ainda ser reunidas pelo juízo passado pelos primeiros romanos sobre os ligúrios (de raça mediterrânea), que são descritos como esbeltos, escuros, e de cabelos enrolados: eles eram considerados maliciosos e dados às mentiras (fallaces mendacesque), como escreveu Diodorus Siculus. 

Sobre toda a área ao redor do Mediterrâneo as línguas que as raças mediterrâneas desenvolveram devem ter desaparecido na época da qual falamos. As línguas de origem nórdica, as línguas indo-européias, foram vitoriosas como sendo aquelas das classes nórdicas governantes. O picto desapareceu diante da língua dos celtas nórdicos; o ibérico - a língua dos iberos, descritos por Lívio como pequenos e rápidos, por Tácito como escuros e de cabelos cacheados - o ligúrio, e o etrusco desapareceram diante das línguas dos conquistadores celtas e itálicos de origem nórdica. As línguas faladas na Idade do Bronze desapareceram diante do grego, trazido com eles pelos helenos nórdicos de um lar original no Danúbio. Foi apenas após a exaustão do sangue nórdico nos helênicos e no povo romano que os elementos mediterrâneos ergueram suas cabeças novamente. Talvez isso transpareça na estrutura das línguas romances que nasceram do latim da da classe governante romana de raça nórdica, ou talvez isso transpareça no Catolicismo sulista, ou mesmo no estilo redondo do Panteão Romano.

Um comentário:

  1. Neste texto usa-se a palavra noroeste, mas pensando no nordeste. Num mapa europeu o noroeste fica a esquerda enquanto o nordeste fica a direita. Os nordicos habitam o nordeste e não o noroeste da europa.

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