domingo, 12 de junho de 2011

Alternativa

"Não há dúvida que a luta de classes é uma realidade. A sífilis é, igualmente, uma realidade, mas uma coisa é aceitá-la e incrementá-la, e coisa bem diversa é corrigi-la, tratá-la, combatê-la. O Estado fascista situa-se num plano superior à luta de classes, procurando superá-la, neutralizá-la o mais possível.
(...) Entende que na produção se impõe o aproveitamento do amor do lucro e, mais ainda, do espírito de iniciativa e inventiva, e bem assim das qualidades de chefia. Por isso, acha que aos empresários que constroem uma obra é preciso atribuir uma posição de comando. Em contrapartida, todos deverão participar dos benefícios da empresa, embora não com absoluta igualdade, porque será injusto tratar como iguais capacidades desiguais. De qualquer forma, cumprirá ao Estado vigiar com atenção para que não haja desproporções escandalosas que impeçam dirigentes e operários de estar unidos e integrados num empreendimento comum. E só merecerá respeito o labor produtivo e vital, acrescendo que, sem ele, ninguém em geral terá direito a subsistir.
O fascismo, por conseguinte, opõe-se resolutamente ao capitalismo especulativo – para usar a denominação de Gottfried Feder – que não conhece outra medida senão o seu próprio domínio e engrandecimento."

António José de Brito in "Diálogos de Doutrina Antidemocrática".

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