segunda-feira, 4 de abril de 2011

Kai Murros, um Finlandês Radical

por J. Martins

Quando decidi avançar com esta entrevista a Kai Murros, havia lido poucos escritos deste pensador finlandês, com os quais concomitantemente concordava e discordava nos mais diversos pontos. Contudo, estava bem ciente de que seria uma entrevista pouco pacífica, pois, não obstante a extrema polidez no trato, sabia antecipadamente que o senhor Murros não iria ter paliativos nem rodeios na exposição do seu pensamento.

É com propriedade que posso asseverar que Kai Murros é um homem polémico e que procura captar a atenção das pessoas, bem como chamar a si os holofotes dos media, por via de ideias-choque. Nas suas inúmeras presenças na televisão e na rádio, Murros tem provocado escândalos com as suas opiniões radicais e o seu apetite por medidas drásticas.

Não subscrevo integralmente as opiniões do meu interlocutor, as quais me parecem mormente excessivas, mas torna-se impossível esconder que Kai Murros é daqueles personagens fascinantes, representando na perfeição a idealização do intelectual exuberante e absolutamente desinteressado por convencionalismos sociais, acrescentando-se-lhe a particularidade de não procurar respeitabilidade ou reconhecimento público, mas somente ter a consciência de que está a cumprir a sua parte naquilo que designa por Revolução.


Pode explicar aos nossos leitores quando e porquê se decidiu envolver na política e como se define ideologicamente?

Sempre me interessei pela política e daquilo que a minha memória me permite recordar sou nacionalista desde sempre. Ao princípio o meu nacionalismo era bastante reaccionário, chauvinista e mesquinho, já nas questões económicas e sociais eu era um liberal de extrema-direita: nos anos 80, só para citar um exemplo, fui um feroz apoiante de Margaret Thatcher. O meu despertar europeu deu-se em 1983, com a idade de 14 anos, mas infelizmente permaneci um liberal de extrema-direita e thatcheriano por muitos anos.

A mudança decisiva na minha vida ocorreu no início dos anos 90. Eu tinha acabado de entrar para a Universidade de Helsínquia quando a Finlândia entrou numa das piores depressões económicas da sua história. Com o desaparecimento do optimismo económico e da autoconfiança “dos dourados anos 80” compreendi que as doutrinas da economia liberal não eram verdadeiras. Até então tinha acreditado que as leis da economia eram como as leis da natureza – objectivas, majestosas e imanentes – mas agora podia ver claramente que não era o caso: as leis da economia eram apenas propaganda política, uma máscara que a elite liberal usava para proteger os seus interesses.

Percebi que tinha de dar o salto em frente em direcção ao pensamento socialista. Considerei que tinha de me transformar num socialista sob que forma fosse – sendo que o tempo iria decidir essa forma, embora eu quisesse ser o menos dogmático possível. Nos anos 90 aprendi uma lição importante: um nacionalista deve ser sempre socialista. O nacionalismo é uma ideologia do colectivo. O nacionalismo visa sempre melhorar a vida do povo no seu conjunto, enquanto que o liberalismo rasga a nação em bocados para satisfazer as necessidades de indivíduos gananciosos e egoístas.

Foram as experiências dramáticas do início e meados dos anos 90 que me forçaram a envolver na política e a escrever o meu primeiro livro "Revolution and how to do it in a modern society".

Você é o autor de um livro provocador e de algum modo escandaloso intitulado Revolution and how to do it in a modern society. Escrito em forma de manual para os membros de um partido revolucionário, o que esperava realmente alcançar com tal texto numa sociedade europeia totalmente conformista?

Eu pretendia obter a máxima publicidade possível com o meu livro. É óbvio que eu poderia ter escrito montes de cartas aos jornais queixando-me e acusando os estúpidos dos políticos e os gananciosos capitalistas, mas ninguém me iria dar atenção. Consequentemente tinha que me fazer notar, tinha que matar alguém, pelo menos verbalmente, e quando finalmente consegui o meu momento de fama acusei publicamente os políticos e os capitalistas finlandeses, dizendo-lhes que seriam presos e mandados para campos de detenção após a revolução. Surpreendentemente ninguém me processou por estas ameaças.


Nesse mesmo livro você parece claramente ter três inspirações principais: Lenine, Mao Tse Tung e Maquiavel, o que fez com que algumas pessoas o etiquetassem como nacional-bolchevique. Foi você influenciado por autores e ideias de extrema-esquerda?

O meu livro Revolution and how to do it in a modern society é definitivamente um livro marxista. Eu tentei assumir-me ao máximo como um marxista dogmático a fim de usar o marxismo enquanto estrutura teórica para promover as minhas opiniões nacionalistas. Para mim era absolutamente claro desde o princípio que jamais seria aceite pelos meios de comunicação social enquanto nacionalista assumido. A Finlândia, tal como todo o mundo ocidental, é governada pela infame e destruidora geração de ‘68. Estes liberais esquerdistas crucificam qualquer um que mostre alguma compaixão ou amor pelos europeus nativos, mas enquanto esquerdista foi-me permitido falar e espalhar o meu subtexto nacionalista. Alguns nacionalistas finlandeses, ao perceberam isto, diziam: “A Murros é permitido dizer coisas em estúdios de televisão que a nós nunca seria”. Posso dizer-lhe que tive muitos momentos divertidos enquanto escrevi o meu livro, ao imprimir no texto sugestões que os nacionalistas reconheceriam e compreenderiam.

O meu objectivo foi usar a teoria marxista para provar que a revolução é iminente, mas que esta será uma revolução nacional. Procurei usar o arsenal intelectual da esquerda contra a própria esquerda. Penso que fiz um excelente trabalho, porque na minha opinião podemos realmente ser marxistas ortodoxos e usar a metodologia do materialismo histórico e chegarmos à conclusão que a revolução será nacional.

O meu pensamento marxista foi sobretudo inspirado em Mao Tse Tung, simplesmente porque para Mao o nacionalismo era sempre e claramente algo positivo. Para o chinês o triunfo do Partido Comunista nos anos 20, 30 e 40 era antes de mais um processo de libertação nacional. Esta combinação do socialismo e do nacionalismo assumido interessou-me extremamente. Aqui, no Ocidente, os esquerdistas e os marxistas sempre foram a causa da nossa auto-flagelação e etnomasoquismo, mas na China não encontramos nada semelhante. Neste sentido o maoismo é muito mais saudável do que o marxismo das universidades ocidentais.

É verdade que fui etiquetado como nacional-bolchevique. Pessoalmente tento evitar etiquetas porque normalmente elas afastam pessoas que de outro modo até poderiam estar interessadas em me ouvir. Por outro lado, quando alguém realmente se revê na etiqueta, tende a criticar-me por “não seguir a linha partidária”. Assim, a fim de poder comunicar o mais amplamente possível e de forma a manter a minha liberdade de movimentos no combate político tento evitar as etiquetas. Pessoalmente descrever-me-ia como um nacionalista europeu moderno. Soa um pouco vago, mas não importa.

Há alguns meses atrás você participou na reunião da Nova Direita em Londres e mais recentemente na II Conferência Pan-Europeia em Moscovo. Poder-se-ia encontrar nessas reuniões opiniões e pessoas tão diferentes como David Duke, Troy Southgate, Manfred Roeder ou Guillaume Faye. Qual é o denominador político comum que você tem com estas pessoas?

Todos nós queremos assistir ao renascimento da civilização europeia e ver o nosso povo de novo orgulhoso e confiante. Naturalmente há muitas estradas para a revolução nacional. A revolução nacional reflectirá a história, o temperamento nacional e as tradições de cada nação. Pode nunca vir a existir uma fórmula única para a revolução nacional, tal como não pode haver uma central ou organização de comando para o processo revolucionário nacional em todo o mundo ocidental. Consequentemente, devemos desde cedo aprender a aceitar esta diversidade de tradições políticas.

Globalização, liberalismo, consumismo compulsivo, imigração, etnomasoquismo, enfim, podemos indicar diversos problemas que afectam as nossas sociedades. Contudo, durante todos estes anos, os partidos políticos nacionalistas não conseguiram nenhum resultado satisfatório e não atraíram a simpatia dos nossos povos. Isso conduz-nos à eterna questão leninista: que fazer?

Questão complexa, sobre a qual poderíamos escrever vários livros, não conseguindo abordá-la mais do que superficialmente; por isso serei breve. Eu sou um optimista. Quanto maior é a pressão, maior é a necessidade de novas ideias e pensamentos radicalmente diferentes. Até ao momento o povo tem evitado os partidos nacionalistas e as questões nacionalistas, simplesmente porque a vida tem sido materialmente bastante confortável. Quando os problemas surgem, o povo normalmente ignora-os, ou abstrai-se. Daí que a maioria do povo considere que os partidos nacionalistas não têm muito para lhes oferecer.

Mas a pressão está a aumentar, sendo que a questão não é se mas quando. Os partidos nacionalistas foram flagelados pelo facto de estarem na periferia política. Estar na periferia política infelizmente afecta também o carácter de um partido e é exactamente este carácter periférico de um partido que afasta geralmente as pessoas. É bem conhecido o factor psicológico que leva as pessoas a quererem votar nos vencedores e na sua maioria os partidos nacionalistas não estão nessa categoria.

As nações ocidentais reagem lentamente, mas no final reagirão. Não há nenhuma probabilidade de que a pressão decresça, ela irá apenas aumentar – não importa o que a nossa elite política actual nos diga ou prometa, a situação irá agravar-se. E finalmente um dia estaremos encurralados, não haverá nenhuma maneira de escapar, nenhuma maneira de fechar os olhos, de enterrar a cabeça na areia… Atingiremos um ponto de culminação. Uma vez atingido esse ponto de não-retorno, algo irá acontecer; é aquilo a que Marx chama um salto qualitativo em frente. Isto significa que o nacionalismo, de corrente desprezada e odiada, passará para a ribalta. O nacionalismo saltará da periferia para o centro da política, os partidos nacionalistas de repente irão ter as chaves para o futuro e a política marginal nacionalista evoluirá para a realpolitik nacional.

Portanto, para responder à sua questão: que fazer? A minha resposta é: nada! Bom, estou a exagerar um pouco, mas o que quero dizer é que apenas podemos fazer o nosso melhor e deixar a história tomar o seu curso. Eu acredito no processo histórico – as pessoas podem não estar cientes de tudo, mas elas não são estúpidas, e muito menos suicidas… acabarão por reagir e nós apenas temos que estar lá quando isso acontecer.

Podemos pensar que este monstro liberal-capitalista é invencível, mas lembremo-nos de como ficamos surpreendidos quando a União Soviética se desmoronou repentinamente – quem poderia imaginar assistir a isso? E não é preciso muito para ver todas as fissuras na base económica e social do actual mundo liberal-capitalista. Assim que as estruturas económicas do sistema político e ideológico actual se começarem a desintegrar, as pessoas serão forçadas a repensar os seus valores e sistema de crenças. E não necessitamos sequer de Marx para nos dizer isto, é algo do senso comum: se as velhas verdades já não resultam, é necessário encontrar outras novas.


O pensador francês Guillaume Faye denunciou, no seu polémico livro, La colonisation de l’Europe, o risco da islamização e da própria aniquilação étnica e cultural do nosso continente, caso o actual fluxo migratório não seja travado. Concorda com a opinião de Faye ou considera que ele está a exagerar?

Penso que Faye está absolutamente correcto. A civilização europeia corre o risco de ser varrida pelo fluxo da imigração. Esta avalanche de alógenos deve ser travada a todo o custo usando todos os meios possíveis. Com o tempo seremos forçados a empreender um combate sem piedade a fim conservar a Europa. Não devemos deixar a compaixão ou a misericórdia conduzir-nos à perdição, não devemos permitir que o humanismo “baixe a nossa guarda” e jamais devemos permitir que o liberalismo apátrida enfraqueça as nossas defesas.

Neste momento, o mundo desenvolvido está a experimentar uma explosão sem precedentes no crescimento da população. A transferência da medicina e da tecnologia ocidentais tornou possível, às populações locais, crescerem mais do que seu ambiente pode suportar; a única direcção para onde se podem expandir é a Europa (e os EUA). O crescimento económico necessário para satisfazer as necessidades materiais destas massas crescentes é impossível de atingir. Não existem recursos naturais suficientes no planeta, que permitam às sociedades do Terceiro Mundo atingir o mesmo padrão de vida do Ocidente, e ao mesmo tempo refrear o seu crescimento populacional.

Uma vez que o mundo subdesenvolvido é um beco sem saída social e económico, as suas massas pobres procurarão uma vida melhor noutro lugar, e como consequência disso, estes povos tentarão colonizar-nos. Estamos a falar de centenas de milhões de pessoas que tentarão desesperadamente entrar na Europa, e se nada for feito, eles virão mesmo para cá, apoderando-se e transformando a Europa à sua própria imagem. Dado que a nossa própria demografia está estagnada, isso significa que se tentarmos absorver a pressão populacional do mundo subdesenvolvido, nos transformaremos rapidamente numa minoria no nosso próprio continente.

Isto é biologia simples: uma população que cresce demasiado abandona o seu habitat e procura mais espaço. À medida que uma população em expansão conquista o novo espaço vai eliminando igualmente a população indígena. À medida que a população em expansão encontra mais espaço, ela cresce naturalmente, o que significa que, continuando a aceitar imigrantes do mundo subdesenvolvido, adicionamos combustível ao furioso fogo do crescimento populacional. O crescimento terminará apenas quando os recursos naturais se esgotarem e já não existir mais espaço adicional para conquistar. Resumindo, a luta pela libertação nacional da Europa é uma necessidade biológica; será a luta mais radical e ecológica que o mundo jamais viu.

Os liberais e os esquerdistas acreditam que uma mudança demográfica fundamental tal como a actual pode ocorrer sem consequências políticas. Os liberais e os esquerdistas parecem pensar que as sociedades ocidentais não perderão o seu carácter original, progressivo, mesmo que já não sejam povoadas por europeus. Os liberais e os esquerdistas parecem também pensar que é possível enraizar outros povos e substituir os europeus sem quaisquer consequências. Estamos a ponto de alcançar o clímax na história da humanidade. As próximas décadas decidirão se cairemos face às invasões maciças e aos desastres ecológicos, ou se sobreviveremos.


Num mundo globalizado, o Estado-Nação tradicional está a perder a sua influência à medida que emergem unidades políticas maiores. A Europa, com todas as suas nacionalidades e uma história recente de “guerras civis”, poder-se-á unir politicamente, ou pensa que a união é impossível de alcançar devido a pensamentos tais como “o que é que o povo português tem em comum com o povo finlandês”?

O problema com o nacionalismo é que este é uma matéria do coração e de paixões intensas e consequentemente não podemos racionalizar o nacionalismo, não podemos fazê-lo crescer através de cálculos racionais. Se pensarmos racionalmente, é óbvio que nós europeus, devemos criar uma unidade político-militar comum a fim proteger globalmente os nossos interesses vitais. Infelizmente, a constatação racional deste facto inegável, não conduz de imediato a um nacionalismo pan-europeu. Afinal de contas, toda a candeia luminosa da história europeia tem sido a constante e fratricida luta entre as nações europeias. O supremo sentimento atávico que os europeus ainda mantêm actualmente é a sua lealdade à própria nação em primeiro lugar, e somente então, talvez, à Europa. A questão é esta: como criar um sentido genuíno, apaixonadamente emocional do nacionalismo pan-europeu?

A União Europeia falhou na criação de um sentimento nacionalista europeu por uma simples razão: como poderiam os burocratas liberais e os seus lacaios da globalização criar algum sentimento nacionalista, se o verdadeiro nacionalismo étnico é aquilo que eles mais odeiam e abominam? A União Europeia tenta incutir-nos a zombaria liberal do nacionalismo, uma versão politicamente correcta abastardada da Europa, uma mistura de humanismo e de multiculturalismo esquerdista. Sob muitas formas a ex-União Soviética e a União Europeia são muito semelhantes – ambas tentam impor uma identidade nacional artificial aos povos desde cima, uma identidade que corresponde às necessidades da elite burocrática. E tal como a União Soviética falhou, também a União Europeia irá falhar.

Poderá então vir a existir um nacionalismo europeu apaixonado e genuíno? Sim, não devemos esquecer um factor crucial: a pressão do exterior!!! Somente quando os europeus ficarem encurralados – enfrentando a extinção da sua raça e o colapso total da sua civilização –, só então serão capazes de se olhar mutuamente como irmãos e irmãs. É um facto psicológico conhecido que as experiências trágicas, quase fatais, unem os povos e a Europa está agora a enfrentar a morte de frente. Os nossos inimigos vêem-nos como um só – eles não se importam se somos finlandeses ou portugueses, espanhóis ou suecos –, eles querem apenas atacar-nos porque somos brancos e europeus – é desta forma que realmente os nossos inimigos nos vêem: uma raça, uma nação, uma civilização.

Naturalmente, existem também muitos factores internos que estão a empurrar os europeus para uma união mais profunda, mas a força decisiva é definitivamente a ameaça externa. A hora do despertar para o nacionalismo pan-europeu chegará, quando os europeus forem mobilizados de repente por fortes emoções pela questão identitária, para além da sua própria nacionalidade. Quando os finlandeses se revoltarem pelas violações em grupo de meninas suecas por rufias imigrantes e quando os noruegueses forem consumidos pela fúria ao verem carros a arder em Paris, etc., etc., então estaremos no trilho certo.


Kai Murros, agradeço-lhe imenso a entrevista e gostaria de aproveitar o ensejo para lançar uma pergunta final, nomeadamente, saber se tem planos para o futuro, como por exemplo publicar outros livros, e se deseja dirigir algumas palavras em particular aos leitores portugueses?

De momento desejo ver o meu livro National Revolution traduzido e publicado em tantas línguas europeias quanto possível. Disseram-me que as traduções francesa e espanhola estão já terminadas, e como tal espero que essas traduções sejam descobertas pelas editoras. A tradução para língua alemã já tinha começado, mas infelizmente a morte trágica do meu amigo alemão fez com que este projecto terminasse.

O meu segundo livro “Aquilon, as citações” é um tipo muito diferente de abordagem à revolução nacional e gostaria de ver também este livro traduzido e publicado em todas as línguas europeias.

Para os leitores portugueses eu gostaria de salientar que o Sr. Martins colocou uma questão muito interessante a respeito da unidade dos povos europeus: “o que é que o povo português tem em comum com o povo finlandês”? Certamente uma pergunta interessante, exactamente porque de todas as nações europeias, a finlandesa e a portuguesa são as que geograficamente estão mais afastadas. Ora o que temos nós em comum? A minha resposta é: tudo!

Quando a Europa combate pela sua sobrevivência face às massas vis e gananciosas dos invasores, nós europeus, vemos mais claramente do que nunca que compartilhamos a mesma inquietação, medo e ódio, assim como compartilhamos o mesmo sangue, paixão e destino. Como poderiam a Finlândia e Portugal afastarem-se uma do outro, quando a Finlândia está a ser defendida já hoje na costa de Portugal?

Espero poder de algum modo dar o meu contributo ao movimento nacional revolucionário em Portugal e será uma honra enorme para mim se algum dia for considerado um nacionalista radical português. É verdade que nunca visitei o vosso bonito país e que não falo a vossa língua, mas a minha paixão está convosco. Quero fazer tudo o que possa para vos ajudar na vossa luta de modo a que Portugal e a Europa possam viver para sempre.


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