quarta-feira, 23 de março de 2011

Debate Olavo de Carvalho x Aleksandr Dugin: Primeira Réplica de Dugin

por Aleksandr Dugin

Em resposta ao interessante e relevante texto do Professor Carvalho, eu gostaria aqui de enfatizar alguns pontos importantes:

O individualismo e o holismo

Em primeiro lugar, parece claro para mim que nossa discussão (se o termo “debate” não cabe aqui – como exatamente o apontou o Professor Carvalho) é algo mais que a troca de opiniões de indivíduos isolados. Há algo muito simbólico na ênfase de certa assimetria em nossas mútuas posições, apontada pelo Prof. Carvalho no início de seu texto introdutório. Descrevendo essa assimetria, ele se define como uma individualidade pura que pode falar somente em seu nome, expressando seu ponto de vista pessoal. Ele não fala em nome de nada mais além de si mesmo: ele quer salientar esse ponto desde o princípio. Ao mesmo tempo ,ele tenta construir a imagem oposta da minha pessoa, sublinhando o fato da minha participação em círculos políticos, públicos e científicos e meu envolvimento na política concreta, em processos decisórios e na luta ideológica. Parece uma observação correta, mas ela tem uma dimensão menos evidente. Ao falar assim, o Prof. Olavo de Carvalho dirige nossa atenção às diferenças existentes entre as civilizações ocidental e russa (eurasiana). A base metafísica do Ocidente é o individualismo. O sociólogo francês Louis Dumont, em suas obras – «Essai sur l'individualism»[1], «Homo Aequalis I»[2] e «Homo Aequalis II»[3] -- descreveu com uma clareza suficiente a natureza individualista da sociedade ocidental e da Civilização Ocidental da Idade Média até o presente. Portanto, acentuando posições puramente pessoais em nosso debate, o Prof. Olavo de Carvalho está agindo de acordo com o modo mais geral e «coletivista», refletindo a particularidade social da cultura ocidental e seu sistema de valores. Para o homem ocidental uma declaração de individualismo é algo natural (socialmente definido), e, sendo uma coisa «natural», é social e, portanto, mais do que individualista. Em outras palavras, o individualismo é uma característica comum do Ocidente. Há, portanto, pouco de «individual» no individualismo, é deveras um estereótipo.

O mesmo estereótipo é claramente visto na projeção da identidade oposta nos representantes da sociedade russa (eurasiana). Essa identidade deveria ser coletivista a priori, manifestando características holísticas ou totalitárias (no caso de atitudes pejorativas). E o Prof. Carvalho facilmente encontra confirmação de tal projeção nos detalhes biográficos de seu opositor. Portanto, o contexto está bem definido e a foto dos dois lados dá a isso uma expressão mais visual. O “caçador” vs “soldado”. “homem solitário” vs “homem coletivo”. “Ocidente” contra o “Resto”.

Eu aceito isso completamente e concordo em reconhecer o fato de que a individuação russa (eurasiana) consiste no desejo de manifestar algo mais geral que nossas características individuais. Portanto, ser uma entidade coletiva (o termo russo «sobornost'» caberia melhor aqui) para mim é deveras uma honra. Quanto mais holística for minha posição, melhor.

Isso é precisamente a dimensão simbólica que foi mencionada anteriormente. No debate entre duas personalidades há duas estruturas massivas de diferentes civilizações, de diferentes sistemas de valores que afrontam um ao outro através de nós. O individualismo ocidental confronta o holismo russo (eurasiano).

É necessário aqui precisar algo: segundo entendo, a sociedade brasileira e sua cultura não é completamente ocidental ou individualista. Há nela várias características coletivistas e holísticas. Portanto, a América Latina e o Brasil em particular, têm algumas diferenças sociais e culturais em relação às sociedades e culturas européias ou norte-americanas. No caso do Prof. Carvalho, o fato de que ele viva nos EUA, tem um papel importante. Não digo sua residência geográfica, mas sua identificação cultural. Isso é confirmado pelos textos do Prof. Carvalho que consegui ler. Eles testemunham sua adesão à tradição norte americana (em sua versão “tradicionalista” ou de “direita) e sua distância das principais características da atitude cultural crítica brasileira para com os Estados Unidos. Estando politicamente à direita, eu suponho que o Prof. Carvalho repreenda o “esquerdismo” latino e brasileiro. Minha simpatia nesse caso está do lado da América Latina. Sendo eu um crítico dos EUA e da Civilização Ocidental como um todo, eu encontro características (eurasianas) nas sociedades da América Central e do Sul. Portanto, de certa forma, eu sou muito mais pró-Brasil do que o “brazileiro puro” Prof. Carvalho que defende certos aspectos (conservadores) dos EUA e o Ocidente como um todo.

Tendo enfatizado esse ponto, podemos seguir aos outros argumentos do Prof. Carvalho.

Três projetos globais

Consideremos primeiramente os três projetos de dominação global descritos por ele. Ainda que eu não esteja convencido de que eles dêem uma visão correta das principais tendências do mundo contemporâneo, posso reconhecer algumas características realistas nesse quadro. O Prof. Carvalho descreve-os explicitamente assim:

Os agentes que hoje os personificam são respectivamente:

1. A elite governante da Rússia e da China, especialmente os serviços secretos desses dois países.

2. A elite financeira ocidental, tal como representada especialmente no Clube Bilderberg, no Council on Foreign Relations e na Comissão Trilateral.

3. A Fraternidade Islâmica, as lideranças religiosas de vários países islâmicos e também alguns governos de países muçulmanos.

Adiante em sua exposição o Sr. Carvalho indica que cada um dos três projetos globais refletem três armas globais – o poder militar, a economia de mercado, e o forte credo religioso (fundamentalismo). Podemos facilmente notar que essa estrutura hipotética, consistindo de três poderes principais, representa as três funções clássicas da sociedade tradicional: Os sacerdotes religiosos (brahmans), os guerreiros (kshatryas) e os comerciantes (vayshyas). Aceitando essa visão, poderíamos avaliar os três poderes de diferentes maneiras. Para os materialistas e pacifistas seria preferível a sociedade do capitalismo de mercado ocidental (dos EUA e seus aliados). Mas esse não é o caso para aqueles que defendem outro conjunto de valores – espirituais ou imateriais. A “ordem do Dinheiro” (Segundo a visão de Jaques Attali’s[4]) pode ser confrontada pela “ordem da Força” ou pela “ordem do Espírito”. A globalização atual é essencialmente baseada na ordem econômica, e ela representa o mundo futuro como o mercado global onde “a história chegou ao fim” (F.Fukuyama[5]). Portanto, a luta entre o “militarismo russo-chinês” e a “Irmandade Muçulmana” contra o Ocidente, os EUA e a globalização é um caso justo e bom, que deveria ser apoiado por todos os cidadãos do mundo. Isso rejeita o império supermaterialista, o consumo frenético e a hegemonia norte Americana. A ordem dos guerreiros e dos sacerdotes, para mim pessoalmente (e implicitamente para a maioria dos povos eurasianos) é muito melhor que a ordem dos comerciantes. Mais do que isso, eu sugeriria a aliança entre o “militarismo russo-chinês” e a “Irmandade Muçulmana” na luta comum para a derrocada da Ordem Mundial Americana e para encerrar a globalização e o “modo de vida americano”.

Assim, nos termos do Prof. Olavo de Carvalho, todo tradicionalista conseqüente deveria estar do lado dos eurasianos e dos muçulmanos contra o declínio materialista e capitalista das castas. O Prof. Olavo de Carvalho reconheceu o fato de que a elite financeira está concentrada em algumas organizações globais, tais quais o Clube Bildenberg, o Conselho das Relações Exteriores e a Comissão Trilateral, que servem de quartel general do capitalismo e do imperialismo norte americano. Portanto, temos um inimigo real diante de nós que deveria ser atacado.

Se considerarmos que a circunstância do processo de globalização é muito mais poderosa agora que as duas outras forças e que o poder dos EUA é quase imbatível, chegamos precisamente à conclusão de que o projeto globalista é muito mais perigoso e realista do que os dois outros projetos. Então, estamos lidando não com três tendências mais ou menos equivalentes, mas apenas com uma, que prevalece e domina absolutamente em relação às outras duas que tentam desafiá-la (de forma bem-sucedida ou não). Em tal situação a questão é colocada da seguinte forma: deveríamos aceitar o domínio da elite financeira e global como algo inevitável e resignar-nos de lutar por qualquer alternativa somente porque não gostamos dos projetos eurasiano e islâmico? Se pudéssemos imaginar alguma outra doutrina como alternativa seria algo bom, mas não é fácil.

Então, temos o curso principal das coisas (a criação do Mundo Uno, do Governo Mundial e a oligarquia financeira global dominante) e temos a possível oposição, mais impressionante e mais articulada versão do que são o militarismo nacional russo-chinês e o fundamentalismo islâmico. A escolha é clara para todo aquele que for convidado a fazê-la por si mesmo.

Parece que a América Latina está inclinada a escolher a alternativa que se aproxima cada vez mais do campo eurasiano e árabe. O prof. Olavo de Carvalho não reconhece o neo-socialismo com fortes características étnicas explicitamente presente na América Latina como uma tendência central em si mesma e essa é a diferença entre nossas abordagens, mas isso não é crucial. Poderíamos incluir, de forma aproximada, essa tendência neo-socialista latino-americana no campo do militarismo eurasiano e no fundamentalismo islâmico. Chegamos, então ao ponto do Choque de Civilizações que se tornou famoso com S.Huntington[6]. O Ocidente contra o Resto. Isso é (nos termos do Prof. Olavo de Carvalho) a elite financeira ocidental contra os eurasianos e islamistas assim como contra qualquer outra instância que rejeite a hegemonia Americana e a absoluta predominância do livre mercado, dos direitos humanos, do liberalismo, do individualismo e dos padrões da democracia parlamentar.

Portanto, operando com o mapa mundi proposto pelo Prof. Olavo de Carvalho, reconheço que eu preferiria, tomar uma posição conscientemente no campo do “militarismo eurasiano ou russo-chinês” acompanhado com grande simpatia pelo mundo do movimento islâmico anti-ocidental ( ainda que eu seja um cristão ortodoxo e não compartilhe de seus pontos de vista teológicos). A descrição crítica e pejorativa do Prof. Olavo de Carvalho sobre o projeto russo-chinês e o islâmico me faz sugerir que a escolha dele é muito diferente e oposta à minha. Se permanecermos nos limites do mapa mundi proposto por ele, a única solução lógica é a escolha de Ocidente Global e a hegemonia da elite financeira ocidental.

Se há somente três forças (E é o Prof. Olavo de Carvalho que o afirma, não eu) a escolha realista deveria ser feita, aceitando-se uma delas como uma posição. Mas esse ponto não é claramente afirmado pelo texto do Prof. Olavo de Carvalho. Vemos que ele odeia o estatismo russo-chinês e o fundamentalismo islâmico. É explícito. Diante desse ponto de vista, aguardaremos o seu próximo passo – a defesa do Ocidente. Mas algumas afirmações do Prof. Olavo de Carvalho provam que não é assim. Ele trata a globalização ocidental também nos mesmos termos críticos. Então, ficamos perplexos e esperamos que ele deixe esse ponto claro no futuro.

Poderíamos sugerir, teoricamente, que ele é contra todo tipo de projeto global sob qualquer forma, odiando todos os cenários de visão e práxis globalista. Se for o caso, ele deveria atacar primeiramente o mais pesado, sério e impressionante deles – a hegemonia americana, o mundo unipolar e o domínio da elite financeira. É a primeira e mais poderosa tendência – muito mais efetiva que as duas outras. Mas o Prof. Carvalho vive nos EUA e seu texto introdutório ataca ferozmente o eurasianismo e o fundamentalismo islâmico antes de tudo mais. Então, sua posição permanece intrigante e enigmática. Pela maneira que ele discute, parece um claro passo estilístico – de maneira que, ficando intrigados como eu, os observadores seguiriam o discurso com mais atenção. Os pecados da KGB, do Partido Comunista e da Al-Qaeda são suficientemente expostos pelo Professor, mas e a CIA, Bilderberg, o Pentágono, os neocons, a PNAC (Projeto para um Novo Século Americano), a infantaria imperial, Hiroshima e Nagasaki, a ocupação do Iraque e do Afeganistão e o bombardeio da Sérvia?

A validez da geopolítica clássica

Segundo ponto: o Prof. Carvalho afirma:

“Embora nas discussões correntes esses três blocos sejam quase que invariavelmente designados pelos nomes de nações, Estados e governos, descrever a relação entre eles em termos de uma disputa entre nações ou interesses nacionais é um hábito residual da antiga geopolítica que não ajuda em nada a compreender a situação de hoje.”

Eu não posso concordar com a seguinte afirmação “é um hábito residual da antiga geopolítica que não ajuda em nada a compreender a situação de hoje.” Estou convencido que a análise geopolítica clássica ainda é relevante e de fato nos ajuda a “entender a situação presente”. Tanto o poder global americano moderno (e pós-moderno também) quanto seus aliados na Europa e alhures manifestaram-se desde os últimos séculos até os dias de hoje como a encarnação direta do Poder Marítimo tal qual exposto por Halford Mackinder[7], Nicholas J. Spykmen[8], K.Haushofer[9] e todos os outros pensadores e analistas geopolíticos. A hegemonia global americana geográfica, estratégica e (o que é mais importante) sociologicamente é pura “talassocracia”, a manifestação clássica da Cartago eterna, que se tornou um fenômeno mundial. A localização Atlântica do Cerne do mundo global (o Norte rico), a essência capitalista de seu domínio, a inovadora tecnologia material como base da conquista das colônias, o controle estratégico dos mares e oceanos com as forças da armada (NAVY) Americana – todas essas características da unipolaridade e da globalização nos dias atuais (algumas vezes apresentada em versão suave, ou seja, multilateralismo) são características clássicas do Poder Marítimo. E o Poder Marítimo está em permanente diligência contra a Zona Cardial (Heartland), estando no seu caminho direto para a dominação mundial.

Por isso é que a velha análise geopolítica é altamente relevante. Ela reflete perfeitamente as metas de implementação do sistema talassocrático mundial.

Se observarmos os mais importantes projetos opostos à globalização (descritos pelo Prof. Olavo de Carvalho) veremos a outra metade do mapa geopolítico clássico de Mackinder. O que são a Rússia e a China geopoliticamente? Juntas, elas formam a Eurasia em sua completude: a Região Cardial (Heartland), os dois maiores espaços continentais. Estamos então lidando com a “telurocracia” em sua essência. A geopolítica permite a visualização tanto da esfera politico-geográfica como da esfera sociológica. Faz uma síntese dos poderes políticos, fronteiras e “les dispositifs” por um lado, e por outro lado nos traz um sistema de valores, cultural e social. Portanto, a telurocracia, o paradigma da Roma, é, tomando-se simultaneamente, tanto uma estratégia de tipo continental e uma civilização. Portanto, a hostilidade entre “EUA-unipolaridade-globalização-finaceira-oligarqui-modernização-capitalismo” e “Rússia-China-militarismo-soberania-da-sociedade-tradicional-de-estado-(cripto-socialismo)” é perfeitamente geopolítica.

Qual é o lugar do Islã na visão geopolítica clássica? Ela corresponde à chamada Zona Marginal (Rimland), ou mais precisamente à grande extensão da Marginal Crescente (Rimland) que vai do Magreb até o Oriente Médio, à Ásia Central e se estende ás sociedade islâmicas do Pacífico. A natureza geopolítica do islã dá abertura para duas opções: Poder Marítimo ou Poder Terrestre, talassocracia ou telurocrassia. O islã radical rejeita o Ocidente, os Eua, a globalização e consequentemente a talassocracia é logicamente inclinada a se aliar com o Poder Terrestre. Mas essa zona como um todo pode opcionalmente tomar outra decisão, preferindo a aliança com Ocidente (como alguns regimes árabes)

O equilíbrio entre talassocracia e telurocrassia atualmente está a favor do primeiro. Portanto, a situação presente pode ser corretamente avaliada nos clássicos (antigos) termos geopolíticos. O Poder Marítimo lutando pelo controle da Zona Cardinal (Heartland) para dominar o Mundo (impondo em todos os lugares seus padrões e valores individualistas, de mercado e de direitos humanos) está em confronto com as forças eurasianas (Rússia-China) e seus aliados temporários (islamistas, anti-colonialistas latino-americanos, neo-socialistas e «independentistas» e assim por diante).

A heresia da «sociedade aberta» e os crimes americanos

Adiante, no próximo ponto, o Prof. Olavo de Carvalho aponta que a análise eurasiana da sociedade americana está errada, no que diz respeito à identificação de sua essência com o conceito de «sociedade aberta» de Karl Popper[10]. Pelo que sei, na década de 90 os conceitos de Popper foram muito relevantes na análise dos principais valores da civilização européia, ocidental. Ademais, eu li centenas de sociólogos e filósofos ocidentais que deram uma descrição diferente dos valores ocidentais básicos, mas o fato é que o profundo individualismo é a sua principal característica (especialmente na Modernidade). Essa é a opinião de Max Weber ou do excelente sociólogo francês Louis Dumont, já mencionado. Eu poderia aceitar o fato de que Popper como tal só é estimado pelo Senhor Soros e pelas pessoas da CFR, mas isso não é pouco. A elite, que compreende a essência dos valores, não pode ser muito grande. Mas eu não insisto no Popper. O momento mais importante no Ocidente é individualista. O Oriente, ao contrário, é holístico. A sociedade eurasiana é uma sociedade holística. Se houver quaisquer outros movimentos holísticos ou culturais, eles deveriam ser logicamente aliados do Eurasianismo. Os tradicionalistas ocidentais (R.Guenon[11], por exemplo) estavam do lado do Oriente. J. Evola foi partidário da Tradição Ocidental, mas esteve em oposição absoluta à Modernidade e aos EUA[12].

Talvez haja uma outra América, mas, em geral, isso não muda nada. Uma outra América, que não seja aquela do CFR, dos neocons e da “Cartago Mundial” é virtual. A América real todos conhecemos bem.

A outra tese do Prof. Carvalho que soa para mim um pouco estranha:

“A elite globalista não é inimiga da Rússia, da China ou dos países islâmicos virtualmente associados ao projeto eurasiano, mas, ao contrário, sua colaboradora e cúmplice no empenho de destruir a soberania, o poderio politico-militar e a economia dos EUA.”

O que é que isso pode significar? A globalização do mundo e a instalação em todos os cantos do controle Americano, incluindo a intrusão direta de países nominalmente soberanos, a promoção do modo americano de vida e a uniformização das diferentes sociedades humanas, realizada pelos EUA, é considerada pelo Professor como “nada”, sendo ignorada e esquecida. A contaminação da sociedade russa pelos padrões decadentes do consumismo, o apoio a regimes anti-russos no espaço pós-sovietico é nada. Os EUA são uma praga absoluta para a humanidade. E a elite globalista é a quintessência dos EUA, ela domina os EUA e através disso, o resto do mundo. A elite globalista dos EUA é o inimigo absoluto da Rússia, da China e dos países islâmicos, ela corrompe nossa elite política, a sociedade, o país. Para nós isso é óbvio “A soberania, o poder político-militar e a economia do dos EUA” nada mais são que instrumentos na mão dessa elite, seus cúmplices, voluntários ou não.

Há muitos outros pontos importantes no texto do Prof. Olavo de Carvalho que gostaríamos de discutir em detalhe, mas teremos que parar por aqui e retornar ao tema na próxima rodada.

Tradução por G. Morais

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