sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O Estado e os Sexos

por Alfred Rosenberg

Também a experiência de igualdade de direitos políticos para as mulheres foi conseqüência natural das idéias da Revolução Francesa. Esta extremou todos os afãs subjetivos com base nos chamados Direitos Humanos, e assim como a insensata igualdade dos seres humanos surgiu a emancipação dos judeus, também ocorreu o mesmo processo com a “libertação da mulher da escravização masculina”. A demanda da emancipação atual das mulheres foi apresentada em nome de um individualismo irrestrito, não de uma nova síntese. Por conseguinte, o envolvimento também foi concebido pelos seguidores em um sentido de vida desenfreado. A ele se agregou agora, no momento reforçador, a situação social que se decai devido ao comércio mundial e a hiperindustrialização. As mulheres estavam obrigadas a ajudar a seus homens nas fábricas para assegurar a vida familiar; este incremento de demanda de mão-de-obra diminuiu ainda mais o salário do homem. E por ele, foi prolongado, de modo antinatural, seu tempo de solteiro, o que por sua vez fez crescer também o número de mulheres em condição de casar-se que permaneceram solteiras. Em outra esfera, ainda neste aspecto, a prostituição chegou ao seu auge. Aqui teria tido o Estado uma de suas obras mais importantes. Contudo, este não foi capaz de fazer frente à avalanche da industrialização e da proletarização. Deste modo, acreditou-se ser completamente justo ver a mulher como uma camarada de infortúnio e fez de seu problema igualmente um ponto pragmático de seus afãs.

A “Liga pelo Direito ao Voto da Mulher”, fundada em 1902, anunciou em 1905 as seguintes exigências: admissão da mulher em todos os cargos de responsabilidade no município e estado; incorporação das mulheres na administração de justiça; direito ao voto comunal e político, etc. Este foi o intento consciente e pragmático de abrir as portas do Estado. 

Tem-se presente o de que em toda história mundial, o Estado, a arquitetônica social e, em geral, todo agrupamento duradouro, foram conseqüência da vontade masculina e da força geradora também masculina. Então está claro que a duradoura influência feminina no estado, na qual a mulher a princípio é outorgada, deve, certamente, representar o começo de uma decadência evidente. Não se trata da boa vontade sua para a “colaboração positiva” de uma ou outra personalidade feminina capaz até um grande sinal da natureza, mas de algo que se apropria de todos os problemas lírica ou intelectualmente e não arquitetonicamente, o que é dizer considerar apenas o individual, atomisticamente, e não o coletivo. Nossa “humanidade” democrático-feminista, que compadece ao indivíduo criminoso, mas esquece o Estado e o povo, é o tipo de elemento que serve somente para aspirar as negações de todas as normas, ou para participar delas apenas pelo lado emocional.

É característico na natureza das idealizadoras de um “estado de mulheres” que seu ataque (em consonância com toda a imprensa judaico-marxista e democrática) se dirigiu instintivamente contra o “militarismo prussiano”, ou seja, contra o fundamento criador de todas as formas de Estado, por mais que tenha tido em geral culturas, povos e estados diferentes entre si. Assim, por exemplo, a Inglaterra foi elogiada pelo comum porque não conhecia “nenhum militarismo continental” (Schirmacher). Mas os ingleses haviam concedido às mulheres, ainda até 1832, o direito de voto político e até 1835 o voto comunal, com total igualdade de direitos com os homens. Mas logo, por razões muito concluintes da experiência, aboliu-os abolido novamente (introduzindo-os novamente, em 1929, mas sob nova pressão da Democracia). 

Sobre a Alemanha e suas “violações”, as emancipadas não tinham boa opinião: “Nenhuma de nossas cultas nações moderadas está em situação de ceder sua existência política a uma guerra misteriosa, livrada por apenas uma geração. Mas toda a guerra, toda acentuação e fomento do militarismo, são diminuições das potências culturais e da influência feminina”. Elas erram neste sentido: não levam em conta o fato de que toda cultura, há oito mil anos, se originou somente sob proteção da espada e se fundiu irremissivelmente, onde a vontade incondicional da auto-afirmação já não existia, onde as chamadas “emancipadas”não têm olhos e compreensão alguma. Assim como o infestado marxismo que vê apenas sua classe a seu companheiro de fé, assim a emancipada vê unicamente a mulher. Não como componente de um todo, mas em separado. Não a mulher e a homem, espada e espírito, povo e Estado, a poder e cultura. E assim como o século 19, desprovido de mitos e caráter que se fez impotente frente ao parlamentarismo, ao marxismo e em geral frente a todas forças corruptoras, o mesmo ocorreu diante do feminismo enérgico dos políticos democráticos que, a respeito, se sentiam especialmente generosos.

Esta “generosidade”, melhor dizendo, debilidade de força masculina formadora de tipos, também trouxe ânimo, pois, ao movimento feminista, expressava aquilo o que era mais desejado: a obtenção do poder. O poder é doce; a ele o persegue a mulher igual ao homem, e que as energias femininas se põem tensas quando os homens descansam, é um fenômeno natural necessário. 

A pretensão fundamental da obtenção de poder originou-se de toda uma literatura que devia provar a “absoluta igualdade de nascimento” da mulher, apresentando-a, neste sentido, com lógica refrescante. O fato delas darem a luz passa a ser visto como a causa “fundamental” de igualdade – Elbertskirchen.

Se a história é vista como a principal testemunha da deficiência da mulher enquanto força formadora de tipos, então esta se subjugara pela força, o que a inibiu. Ela não percebia somente a admissão sua já é decisiva, pois precisamente os maiores gênios masculinos têm sido filhos da pobreza e da opressão e, apesar disto, chegam a ser soberanos e formadores de homens. Agora bem: em contrapartida, a afirmação de julgamento contém uma evidente falsificação da história. Até na obscura Idade Média, as mulheres nobres gozavam de uma educação melhor que os rudes cavaleiros que saíam para lutas e aventuras. Também tiveram liberdade o suficiente para estudar anatomia e astronomia.

Dentre elas, no entanto, não surgiu nenhum Walther von der Vogelweide, nenhum Wolfram, nenhum Roger Bacon, o qual, como homem, acusado pela igreja através de toda Europa, chegou a ser um dos fundadores da nossa ciência. Para isso não fez falta nenhum “poder”, mas apenas aquela visão sintética formadora de idéias que, de uma vez por todas, é a característica da natureza masculina.

O helenismo deu liberdade espiritual às suas mulheres, embora isto não ocorresse com as esposas. No entanto, ao lado da sexual-lítica, não se originou, não obstante, nada digno de menção, por mais que esta liberdade feminina fosse um sinal plástico de rendimento helênico. Também o renascimento deu à mulher as mesmas posições que o homem – a nomes como o de Vittoria Colonna e Lucrecia Borgia e algumas outras que nossa cultura tem conhecimento; a primeira pela história de Michelangelo, a segunda por seus instintos desenfreados. Produzir valores duradouros do gênio: nisto a mulher também falhou.

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