segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Socialismo

Ramón Bau


1. DEFINIÇÕES

1.1. Socialismo é o convencimento ético de que o bem do povo, a sobrevivência da raça, é prioritário frente aos interesses particulares e os desejos de qualquer grupo.

1.2. Deve-se entender como bem do povo tudo aquilo que leve aos seus integrantes uma melhor qualidade humana, tanto física, como ética e espiritual, a uma formação pessoal, artística e cultural superior.

“A luta contra o capital financeiro e prestamista internacional chegou a ser o ponto programático mais importante do Nacional-Socialismo” Adolf Hitler - Mein Kampf

1.3. O sentido do desenvolver que se considera “positivo” é aquele que é coincidente e adequado ao caráter popular, a sua idiossincrasia racial.

1.4. Ser socialista é, portanto, trabalhar para que este desenvolvimento positivo alcance a todo povo, sem que interesses particulares (os do dinheiro são os que mais poderosamente se destacam) nem os de grupo (e nestes devemos enquadrar os interesses democráticos de partido, os das Finanças, ou os interesses de outras raças) se oponham a isto.

1.5. É necessário enfatizar que a base do socialismo é uma atitude ética frente aos problemas, ou seja, um modo de se fazer as coisas, mais que uma lei matemática. Existem muitas formas práticas de ser socialistas, mas somente um sentimento socialista.


2. SOCIALISMO E ECONOMIA

2.1.Erros básicos

2.1.1. A mais grave corrupção da idéia socialista é sua constrição, sua limitação ao campo econômico. Este é o principal motivo de todos os mal-entendidos sobre o tema socialista.

2.1.2. A razão desta mistificação está na materialização imposta pela campanha mundial sionista (marxismo-capitalismo). Em um mundo dominado por tais idéias é lógico confundir ética com interesse, bem com proveito, povo com classe e socialismo por marxismo. 

Não se deve, desta forma, confundir em absoluto socialismo com uma discutível teoria econômica baseada na propriedade estatal, e muito menos com a repugnante idéia de que somente importa o econômico, o dinheiro e a economia para a felicidade, formação e elevação dos povos. E ainda menos com a lamentável teoria de que a ética, a cultura, são somente produtos (superestruturas) do poder econômico. É um erro próprio do materialismo democrático confundir o bem do povo com o seu bem estar material, com a busca do cômodo e fácil, com a satisfação do egoísmo da maioria. O bem material é desejável entanto enquanto favorece, possibilita a ascensão ética e cultural do povo. É um erro crer serem totalmente independentes a economia e a elevação cultural e espiritual do povo. Uma carência dos elementos materiais conduz o homem à brutalidade, rebaixam-no a escravo do econômico, o impedem a cultura. Com fome e sono não se pode pedir um povo são física nem moralmente, por mais que em determinadas individualidades se possa dar este caso. A inter-relação cultura-economia existe, mas não é determinante, nem unidimensional.


2.2. Socialismo na economia


2.2.1. O Socialismo se aplica a todos os campos da atividade humana, inclusive no econômico. Todo sistema econômico que cumpra com os requisitos éticos básicos, ou seja, que seja útil para levar o povo a uma meta de superior qualidade humana, é válido e pode considerar-se socialista. Não há então um sistema econômico socialista, mas vários sistemas econômicos que podem ser socialistas se são dirigidos e utilizados neste sentido. Os sistemas econômicos são ferramentas, meios, não o fim dessa política. Portanto, os sistemas econômicos podem trocar-se e modificar-se, segundo as circunstâncias. Apenas os princípios éticos socialistas são imutáveis. Evidentemente existem elementos econômicos anti-socialistas em si mesmos, como todos aqueles que são contrários à ética: usura, anonimato, luta de classes, igualitarismo, exploração, etc. 

2.3. Socialismo e finança


2.3.1. Finança é propriamente tudo o que está relacionado com o uso do dinheiro. O dinheiro é um instrumento de troca no sistema econômico. Portanto, os meios financeiros deveriam estar a serviço da economia, e esta ao serviço da política do povo. A base do socialismo econômico é que a economia e a finança são apenas ferramentas dos princípios inspiradores da política socialista. O dinheiro e a economia não podem, portanto, controlar nem determinar a política nem os fins que se propõe um povo.


2.3.2. No capitalismo democrático, o dinheiro se converte em um bem, uma mercadoria imprescindível, monopolizada por umas poucas “fábricas” e “lojas” que especulam com ele, fazendo-o escasso e caro. Este mercado do dinheiro é o que chamamos politicamente de “Finança”, e suas fábricas que monopolizam a criação do dinheiro são os Bancos, mediante ao crédito.


2.3.3. É uma demonstração de total desconhecimento econômico crer que o dinheiro é “fabricado” pelo Estado ou pela Fábrica de Moeda. O Estado capitalista não é mais que um cliente dos bancos, que criam o dinheiro por meio dos créditos. Embora parte deles sejam oficiais (estatais, no sentido que seu proprietário é o Estado), atuam neste termo como os demais Bancos, criando dinheiro creditício a alto interesse. Para esclarecer mais toda esta montagem é imprescindível a leitura dos livros “Finanza y Poder” e “Enigma capitalista” de Bochaca.


2.3.4. O poder político e a influência no destino do povo, que obteve a Finança por meio do controle do dinheiro, são os principais inimigos do socialismo. Este poder político do dinheiro se dirige de forma predeterminada em direção à obtenção de uma sociedade materialista na qual o dinheiro já não é, portanto, um bem necessário, mas o único desejado. Com isto, o poder do dinheiro se faz total. O marxismo é a “elevação” em nível de ideologia, a divinização do poder econômico. 

2.3.5. O interesse da “Finança” em uma sociedade materialista é até certo ponto lógico, desde o momento em que deixou de ser uma ferramenta ao serviço do povo, se emancipou e tomou o controle do povo. Isto se passou sempre que o povo deixou de dar o poder político aos melhores, aos homens honrados.


2.3.6. No Estado Socialista somente o trabalho será fonte de riqueza, do dinheiro. O dinheiro não pode gerar dinheiro: detém-se, portanto, proibidas a especulação, o interesse, as mais valias, a criação do dinheiro por meio de crédito a bancos privados. O dinheiro se criará, logo, em função dos bens reais existentes, de forma que sirvam a sua função de meio de câmbio para comprá-los e vendê-los. Desta forma, para criar o dinheiro não é preciso ouro nem bancos, apenas um povo trabalhador, um país com riqueza natural, e um Estado socialista que tome as rédias da finança ao serviço do povo.


2.3.7. O crédito deverá ser função do Estado, posto que a criação de dinheiro lhe está reservada. Sendo assim, se elimina o domínio dos bancos privados de dirigir o crédito em direção a onde convém seus interesses, chantageando as empresas e até mesmo ao Estado, obtendo graças a isto o poder político.


2.3.8. A Finança é o verdadeiro inimigo atual. Frente à tática marxista de apresentar o trabalhador como oprimido pelo empresário, frente à idéia da luta de classes, o Nacional-Socialismo apresenta a realidade: a Finança oprime tanto a trabalhadores como empresários; é ela a responsável pela criação do ambiente burguês que posteriormente causa as tensões na empresa.


2.4. Socialismo e propriedade


2.4.1. A desigualdade natural, tanto física quanto psíquica e ética entre os homens e as raças é um feito, uma realidade, não uma opinião. Opor-se a isto é inútil, além de negativo, conduzindo somente a utopias impossíveis por serem antinaturais, ou à nivelação pelo inferior. 

2.4.2. Nosso socialismo não tende a esta nivelação pelo inferior, nem pretende uma impossível nivelação pelo superior. Buscamos assim, a seleção dos melhores, eticamente falando, para os cargos dirigentes da sociedade, evitando que outros princípios (como o dinheiro, as influências, a pertinência a partidos, etc.) sejam os que imponham à seleção. Neste sentido, nosso socialismo é hierárquico e anti-igualitário.


2.4.3. As diferenças econômicas entre as pessoas apenas devem estar em função de seu trabalho, responsabilidade e iniciativa. Mesmo o mais simples trabalho deve estar suficientemente remunerado para levar uma vida digna. Enquanto o Estado não possa garantir este mínimo a todos os elementos do povo, toda atividade estatal deve estar dirigida a isto.


2.4.4. Nas sociedades brancas a obtenção deste mínimo é totalmente possível, sem mais problemas que apartar pequenas minorias de desempregados e delinqüentes.


2.4.5. A propriedade privada é perfeitamente compatível com o socialismo. Nosso apoio aos princípios de responsabilidade pessoal favorece a propriedade privada. Mas não é um principio inalterável, e sim apenas uma possibilidade interessante, contanto que não se oponha ao desenvolvimento positivo do povo. Por isto, a propriedade é limitada e está a todo o momento sujeita a ser usada em prol do bem comum.


2.4.6. Os bens de produção podem também ser privados, coletivos, coorporativos, etc., dependendo das circunstâncias. Quando os bens não podem ser controlados pelo dono mediante seu próprio trabalho, a propriedade privada perde grande parte de sua função de apoio à personalidade, e periga em cair em uma monopolização de meios inútil para o povo. 

2.4.7. O anonimato na propriedade é contrário ao socialismo. Os proprietários são sempre responsáveis de suas possessões e de seu uso. O sistema de “ações” em sociedades anônimas, aonde a responsabilidade esta limitada a uma participação na propriedade e um voto é inadmissível. Pode-se participar somente com o dinheiro (inversão) em uma empresa, mas só se tem assim direito a participar nos benefícios, nunca na direção e menos na propriedade.


2.5. Socialismo agrário


2.5.1. O princípio de que a terra deve ser daquele que a trabalha é, no socialismo que propomos, uma exigência completa. Nós nos opomos à propriedade privada de quem não trabalha nela (nos bens de produção), e, do mesmo modo, somos contrários à propriedade anônima do Estado como padrão burocrático. Mas, no campo, a propriedade da terra tem, além disso, a característica de ser ao mesmo tempo a de seu habitat familiar.


2.5.2. O problema atual da agricultura não é econômico, mas político. O marxismo e a democracia tem imposto como escala de valores: (de maior a menor)


Sistema/Banco – Administração pública – Comércio – Indústria –Mineração/Agricultura.


O Estado socialista tomará as opostas: A Agricultura tem de ser uma das bases do país, de suas decisões políticas, de seus comandos. Quantos agricultores existem no governo? Nenhum. Na França chamada “socialista” o ministro da Agricultura é uma milionária que jamais saiu da cidade. O campo não existe nas sociedades burguesas.


2.5.3. O poder de decisão deve deslocar-se das grandes macro-cidades ao campo e a pequena cidade. O poder do dinheiro e a igualdade de voto têm dado o poder à cidade e seus bancos. O subúrbio domina ao campo. Para voltar a uma agricultura, ao campesinato, deve-se acabar com a democracia e o poder político do dinheiro. 

2.5.4. É utópico, e um engano comum, apoiar o campo sem que se pense em levar-lhe a cultura, o desenvolvimento e fazer pagar à cidade um preço aos produtos do campo que permitam ao camponês viver honestamente. Mas, enquanto isso, o Estado somente se preocupa com o voto, os dispersos camponeses não receberam mais do que promessas e abandono.


2.5.5. Os sistemas marxistas e democráticos para regular os preços agrícolas são absurdos. Destruir colheitas é não querer solucionar nada. Promover a propriedade estatal do campo é eliminar o camponês e sua vida independente. A solução é política: dar prioridade à vida camponesa por sua qualidade, e fazer a cidade pagar os produtos do campo, de forma que não sejam os comerciantes da cidade os que vivam bem a custa dos camponeses e seus produtos.




3. SOCIALISMO E SINDICATOS


3.1. Por Sindicato deve entender-se toda agrupação de indivíduos com interesses profissionais comuns, que se organizam para a defesa desses interesses.


3.2. A primeira grande falha dos Sindicatos é que a de que estes estão criados para “defender os interesses de seus associados”, não para defender a justiça, favoreça esta ou não os seus associados. Isso marca uma diferença fundamental entre os sindicatos marxistas ou empresariais e a idéia Nacional-Socialista de sindicato. O conceito de luta de classes, de que cada uma deve tentar conseguir o máximo de benefício sobre as outras, independente de onde se esteja, é o que envenena a base do sindicato atual.


3.3. O segundo problema vem dado pelo feito de que os Sindicatos apenas lutam por aquilo que afeta a seus afiliados no sentido material ou profissional. O Sindicato elimina a participação da força do trabalho em outras faces e aspectos. Centra todo o esforço do trabalhador em ganhar mais profissionalmente, mas quita sua luta por valores exteriores aos de suas margens profissionais. 

3.4. Como solução ao problema criado pela luta de classes, os “fascismos” tentaram criar a solução a partir de “Sindicatos Verticais”, que, em teoria, deveriam julgar os temas laborais e abordá-los com base à justiça de alguns Tribunais Laborais, sem atender à luta de classes. Na Espanha é notório o fracasso desta tentativa. A razão básica de seu fracasso é que ao estarem os Sindicatos Verticais sob o domínio do Estado que os criava e fomentava, era impossível separar a política estatal daquela do sindicato. Desta forma, somente com uma política estatal socialista teria sido possível que alguns Sindicatos Verticais fossem medianamente efetivos. Por isto, toda a idéia sindicalista baseada no verticalismo deve compreender que somente pode ser útil dentro de um Estado socialista, que atue como juiz entre os interesses, de forma justa e socialista. O Nacional Socialismo criou a Frente do Trabalho, autêntica revolução no mundo do trabalho, que acaba de uma vez por todas com o conceito de “Sindicato” e suas limitações, dando ao mundo trabalhador algumas perspectivas infinitamente maiores. A Frente do Trabalho não apenas agrupa todas as classes trabalhadoras, mas é a ponta da lança da luta Nacional-Socialista. A Frente de Trabalho não apenas abrange a ação no mundo laboral, mas pretende ser a manifestação dos trabalhadores em todos os aspectos da vida popular. Assim, os trabalhadores dessa frente formarão agrupações ecológicas de ajuda ao campo, de apoio a mães jovens, de serviços de limpeza popular, de embelezamento de empresas, de concertos em dois nas fabricas, de Arte no trabalho, etc.


3.5. O conceito de Frente do Trabalho é uma superação total do conceito de Sindicato e implica na intervenção organizada dos trabalhadores na sociedade. 

“A verdadeira força da S.A. está naquilo que a compõe em sua essência: o elemento proletário. Mas este feito também constitui em uma garantia de que com ela, todo o Movimento Nacional-Socialista não se deslizará nunca rumo a uma corrente de compromisso burguês. O proletariado, e em especial dentro da S.A., dá sempre ao Movimento o ímpeto revolucionário.” Joseph Goebbles - A Conquista de Berlim


3.6. A Greve e o Fechamento patronal são os métodos de agressão à comunidade a que recorrem os sindicatos nas sociedades burguesas. Ambas estão legalizadas, pois em todas as sociedades burguesas está legalizada a luta de classes definida como, de principio, pelo marxismo. A Constituição espanhola legaliza a luta de classes totalmente; o Nacional-Socialismo, por sua vez, repudia totalmente estes métodos. Durante a etapa de luta pelo poder tampouco se usará em geral da greve como meio de chantagem ou pressão, à exceção de casos especiais. Nesta etapa, uma greve poderia ser aceitável sempre que os trabalhadores a façam para obter melhorias em toda a comunidade, não apenas a si próprios.




4. SOCIALISMO ÉTICO


4.1. Os atos econômicos injustos devem ser considerados delitos comuns. Não existe diferença entre furtar ou enganar na questão econômica, e fazê-lo em outras questões.


4.2. É tão anti-socialista um empresário sem escrúpulos, ou um banqueiro, quanto um trabalhador irresponsável. Pertencer a uma classe não dá licença para a injustiça. O Socialismo é patrimônio de uma só classe: a dos homens honrados.


4.3. Não devem considerar-se luxos nem atitudes anti-sociais aquelas que levam a uma maior elevação espiritual do homem: A Arte, o bom gosto, os concertos ou os esportes, etc. O fato de que certos meios culturais tem estado até agora fechados às pessoas sem meios econômicos não quer dizer que devam está-lo, nem que para estes a arte deva ser negada. A negação é a política elitista e antipopular que tem se seguido na Arte. Luxo é tudo aquilo que é inútil para o desenvolvimento positivo do homem. 

4.4. Em um Estado Socialista devem tender a desaparecer os impostos indiretos generalizados, aqueles que se imprime nas coisas independentemente de para que, e por quem se usem. Hoje em dia um cego que deseje comprar um equipamento de alta fidelidade vai pagar 40% de imposto de “luxo”. Nos países comunistas não existe este problema: não há equipamentos de alta fidelidade para o poder aquisitivo dos cegos, nem dos não cegos.


4.5. A política está enquadrada pelo possível. As idéias impossíveis não somente são inúteis, mas também errôneas na política. As medidas econômicas que se tomem devem ser desta forma, possíveis, isto é, adaptadas aos meios disponíveis. Por isso não é possível pedir melhoras e mais melhoras sem pensar em sua possibilidade. O que deve pedir-se é um modo, com ética e honestidade, boa vontade. Os êxitos virão depois, cedo ou tarde.


4.6. É produto da mentalidade materialista atual a redução de todos os serviços dos cidadãos a pagarem impostos, ao dinheiro. O Exército, que é o único serviço não pagável, está se substituindo pelo profissionalismo. A criação da Frente do Trabalho, de Serviços de embelezamento popular, ações civis, etc., lutam contra esta tendência.


4.7. Todo membro do povo tem direito a um posto de trabalho. Este princípio está escrito em todas as constituições burguesas para desdém e escárnio da democracia e de seus milhões de desempregados. O Estado Socialista não pode tolerar o desemprego, nem a mendicidade. Desde que não demonstre uma má intenção, uma vagância, etc., todo mendigo ou desempregado deverá ter um trabalho ou um soldo digno. Isto é prioritário a toda consideração. Se um povo não pode dar trabalho a todos seus membros, deve ser apoiado pelos demais povos arianos, e em último termo deve implantar-se a necessidade de um maior espaço vital para permitir este mínimo. 

4.8. Se o demitido não é procedente na justiça, de modo algum pode considerar-se lógico que, pelo pagamento de uma quantidade de dinheiro, se aceite a legalidade deste demitido, tal como ocorre atualmente no mundo capitalista. As baixas em uma empresa por causa de necessidades de produção, nova tecnologia, ou perda de mercado são as mais duras de enfrentar, pois lamentavelmente estes casos são muitas vezes impossíveis de solucionar de outra forma. Mas o problema do desemprego perde, sem embargo, o seu rigor quando o Estado Socialista se compromete a dar trabalho e pagar um soldo decente a quem o solicite. Certamente a delinqüência, a má vontade no trabalho, o não cumprimento dos deveres que implica o trabalhar, faz com que se perca este direito ao trabalho.


4.9. Este sentido ético socialista deve ser aplicado em todos os âmbitos da vida e não apenas na economia. O Socialismo na Arte implica na tomada de consciência por parte do artista de que, mediante sua obra, devem-se expressar sentimentos que elevem ao povo, não apenas a uma elite a qual lhe paga. O Socialismo é, desta forma, a vontade de trabalho à comunidade racial em todos os seus aspectos. A luta revolucionária a favor dos oprimidos pela finança ou pelo amo estatal é uma obrigação ética socialista. Apoiamos os movimentos de liberação de todos os oprimidos pela injustiça. Não lutamos a favor da debilidade, mas sim contra a injustiça. Devemos usar a força, ser fortes, para evitar a opressão.




5. SOCIALISMO E INTERVENÇÃO ESTATAL


5.1. No mundo atual se identifica o socialismo econômico com a intervenção estatal nos bens de produção e em toda a vida econômica em geral, até chegar pedir a onipotência estatal em toda a vida humana. Aparece como ideal um Estado onipresente, com milhões de funcionários e muitos mais milhões de súditos dentro de si. 

5.2. O socialismo não implica em uma burocratização da vida, mas se exclui a idéia liberal de um Estado “neutro”, de um “mal necessário” que mantém o livre “jogo” econômico. Para a política socialista precisa-se um Estado popular, capaz de intervir firmemente contra qualquer intento anti-socialista, capaz de marcar um ambiente ético, uma honradez geral. Para tudo isso, o Estado precisa contar com o apoio e a vigilância dos elementos mais honrados e íntegros do povo. A missão do movimento Nacional-Socialista é, precisamente, formar estes quadros dispostos a servir ao socialismo. O êxito da política socialista está TOTALMENTE em contar com estes homens nos postos de direção. Por isto, o Estado socialista deve mudar a idéia de funcionários e burocratas superabundantes, por uma minoria seleta. A corrupção de um funcionário deve ser, desta forma, um delito gravíssimo, penado com os máximos castigos, e por sua vez, as infrações contra o Tesouro Público, contra qualquer Lei devem ser também fortemente reprimida, ali onde existia a má vontade, mais do que onde haja a oposição à “letra” da Lei.


5.3. O Estado deve garantir uma aposentadoria igual e digna para todos que trabalharam durante sua vida laboral, independente de qual fora seu salário. Sendo todos trabalhos de igual dignidade do Estado, todos merecem uma mesma aposentadoria, uma vez que as diferenças de responsabilidade, dedicação e trabalho chegam a seu fim com a aposentadoria. O trabalho do Estado é desta forma, importante em todo o sistema socialista, mas o é mais, enquanto à direção ética do que enquanto à intervenção material e burocrática. 

5.4. Consideramos a propriedade privada como atributo inalienável da pessoa humana. Todos devem ter acesso à propriedade, e não apenas alguns. Para os casos convenientes, a propriedade comunal compartilhada dos meios de produção é ideal. Esta meta não deve impor-se imediatamente. Todos aqueles que trabalham em uma empresa seriam – segundo sua capacidade, interesse, etc. – co-proprietários. Incluindo um recém chegado que se iria convertendo em co-proprietário a base de deduções parciais de seu salário. Estas formas de co-propriedade são ideais para grandes empresas.

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