quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Entrevista com Varg Vikernes

por Alon Miasnikov da Metalist Magazine

Alguns fatos sobre Varg Vikernes:
*Ele nasceu em 1973 em Bergen na Noruega como Kristian Larsson Vikernes.
*Ele mudou seu nome para Varg, um Lobo da Mitologia Nórdica.
*Ele é o homem por trás de Burzum, um dos projetos musicais mais lendários do Black Metal.
*Ele foi o responsável pelo incêndio de Igrejas na Noruega no início da década de 90, mais notoriamente o incêndio da Igreja de madeira de Fantoft.
*Em 1994 ele foi condenado pelo assassinato de Oystein Aarseth, guitarrista e co-fundador do Mayhem, sua alegação de legítima defesa não foi aceita e ele foi condenado a servir 21 anos na prisão.
*Após sua prisão 150kg de explosivos e 3.000 cartuchos de munição foram encontrados em sua casa.
*Em 2009 ele foi solto da prisão.
*Ano passado ele lançou "Belus", seu primeiro álbum a fazer uso de guitarras desde "Filosofem" em 1993.
*Ele já foi descrito no passado como um simpatizante nazista e um racista.

Houve um monte de pessoas nos perguntando se essa é uma entrevista que deveria ser publicada em uma publicação israelense de Metal. Alguns disseram que as opiniões de Varg não deveriam receber maior publicidade, especificamente não através da mídia israelense, nós escolhemos o contrário.

Varg é certamente o que a maioria chamaria de racista, alguns diriam antissemita. Mas essa entrevista expõe as opiniões de um indivíduo inteligente, que possui opiniões extremas que em certa medida representam a mentalidade da atual extrema-direita europeia, algo que é importante para nós ouvir, e compreender.

Ainda que ele escolha aceitar um artigo escrito em ironia como prova sobre as tentativas de dominação mundial do povo judeu, e se recusa a aceitar as provas existentes do holocausto, suas opiniões devem definitivamente ser ouvidas, mesmo que se concorde com as mesmas.

Então, em suas próprias palavras, sem censura, isso é o que Varg, alguém que já foi descrito como "o mais notório músico do Heavy Metal na história" tem a dizer:



P: Olá Varg, eu gostaria de começar pelo seu novo álbum - Belus, qual é o significado de seu título e porque ele foi escolhido?

R: Olá Alon. O título funcional original era ou "The Return of Belus" ou "The Return of Baldur" (Eu não me lembro qual agora), e pouco antes de eu anunciar o lançamento do álbum eu mudei para "The White God". Esse título não foi bem recebido. Ao invés de o associarem com a "divindade da luz", conhecido na mitologia europeia como "O Deus Branco", a imprensa musical assumiu que era um lançamento "racista". Sendo apenas um título funcional não foi problemático para mim mudá-lo para "Belus" (significando "branco resplandecente" aliás), e eu fiz isso porque eu não queria a imprensa musical espalhando mentiras.

Eu posso acrescentar que é perfeitamente comum ter títulos funcionais em projetos, e mudar os mesmos é parte do processo criativo. Às vezes ele funciona, e você o mantém. Outras vezes ele não funciona, e você o muda. Simples assim. Eu também posso acrescentar que Belus, a divindade, não deve ser confundido com o Bel/Baal ("senhor", "mestre") Akkadiano, uma divindade com a qual eu (por alguma razão) assumo que vocês devem estar mais familiarizados.

P: Qual é o conceito por trás do álbum?

R: O conceito é a morte e o retorno de Belus, uma divindade também conhecida como Belenus (celta), Apollo (greco-romano), Byelobog (eslavo) ou Baldur (escandinavo). Belus é o nome indo-europeu para essa divindade, que é comum a todas as culturas europeias. Ele é o poder personificado do Sol, e portanto ele vive (verão), morre (outono), ele viaja através do submundo (inverno) e ele retorna (primavera) todo ano.

P: Pelo que eu pude decifrar, e essa pode ser apenas a minha interpretação - o álbum também poderia ser construído como uma alegoria sobre sua própria vida pessoal, com o motivo da ressurreição sendo sua própria soltura da prisão e retorno à liberdade, há verdade nisso?

R: Bem. Poderia ser, mas não é. Essa é a razão pela qual eu mudei o título funcional de "The Return of Belus/Baldur" para "The White God", aliás. Eu queria evitar tais especulações. Eu não sou uma divindade... ainda que pareça que eu penso que sou, às vezes.

P: Em relação ao lado econômico das coisas, você lançou um álbum através da Byelobog Productions, com distribuição pela Candlelight, a Byelobog é sua mesmo, e por que você não atravessou o processo "regular" de lançar o seu álbum por uma gravadora famosa?

R: Gravadoras famosas receberam ameaças de outras gravadoras, distribuidoras e revistas mesmo antes de eu anunciar o lançamento de um novo álbum. Alguns indivíduos na indústria musical disseram às gravadoras que se elas lançassem o Burzum elas enfrentariam um boicote massivo, ou mesmo ataques de extremistas esquerdistas. As ameaças funcionaram como pretendido, mas isso não foi problema para mim. Eu simplesmente tinha que fazer as coisas de um jeito diferente.



P: Agora para questões mais pessoais se você não se importar - eu entendo que nos seus últimos anos de encarceramento lhe foi permitido viver parcialmente fora da prisão, mas como você se sente estando completamente fora? Em quê você acha que esse sentimento influenciou no seu álbum?

R: Eu não sei. Minha mente nunca esteve encarcerada, então eu nunca me senti como se eu tivesse sido solto da prisão. Eu nunca estive lá, por assim dizer... Isso não influenciou meu álbum em nenhum sentido, eu creio. Minha estadia na prisão são águas passadas.

P: Eu não tenho muitos conhecimentos sobre o sistema penal norueguês, mas parece que eles fizeram questão de que você cumprisse o tempo total de sua sentença, ainda existe a impressão de estar sendo inspecionado ou atrapalhado pelos braços da lei?

R: A Noruega é um país de extrema-esquerda (em tamanha medida que até mesmo um ministro sueco [como se eles mesmos não fossem de extrema-esquerda] a chamou de "o último Estado soviético na Europa"), então eles não se importam muito com os direitos dos cidadãos. Principalmente se você demonstrar dissidência. Se você quiser evitar punição por algum crime na Noruega você deve em primeiro lugar se filiar ao Arbeiderpartiet ("O Partido dos Trabalhadores"), e depois se tornar um maçom também. Se você segue as leis ou não, não é muito importante.

Como vocês devem saber, o governo "norueguês" apoia fanaticamente um certo número de grupos palestinos no Oriente Médio, e o fazem apenas porque eles também são de extrema-esquerda. "Birds of a feather flock together" [Diz-me com quem tu andas, que te direi quem és], vocês sabem. Eu não me encaixo no molde esquerdista deles, então eu tenho que caminhar ladeira acima não importa o que eu faça na Noruega. Eu não me importo, porém. "Gelobt sei was hart macht." [Bendito seja aquilo que o endurece]

P: O seu tempo preso, ou seu tempo agora - do lado de fora, mudou de algum modo suas percepções da natureza da realidade na Noruega ou do mundo em geral? Você sente que parte de seus sentimentos, e concepções filosóficas - mudaram com as mudanças em sua própria vida pessoal? Ter uma família, uma criança, suavizou suas opiniões e crenças extremistas?

R: Estar isolado em uma cela de prisão o torna mais extremista do que você teria sido, mesmo que sua mente seja livre, então eu ter sido solto suavizou minhas opiniões um pouco. Porém, os anos me ensinaram mais do que  tudo que eu sempre estive certo. Todos os meus temores foram confirmados. Até mesmo as minhas idéias mais paranóicas e ecêntricas tornaram-se razoáveis. Ter uma família o suaviza em algumas coisas, mas o torna mais duro em várias outras. Agora você tem outros pelos quais lutar, que não são apenas amigos ou indivíduos que tem algo "não tão importante" em comum com você. Com uma família você tem muito mais pelo que lutar.



P: Um fenômeno que certamente cresceu em grandes proporções enquanto você esteve encarceradofoi o crescimento da população muçulmana na Noruega, sendo a maior minoria no país, enquanto em outros países - como a Dinamarca, os muçulmanos já são 9,9% da população. Como alguém que já se expressou no passado sobre isso, qual é sua visão desse tema hoje?

R: Bem, meu primeiro contato com muçulmanos foi em 1979 quando minha família se mudou para Bagdá, para viver lá por um ano. (Sim, meu pai foi um dos engenheiros que trabalhou para Saddam Hussein.) A maioria dos iraquianos, mais especificamente sunitas, eram bastante seculares, mas eles ainda eram muçulmanos, e nós também tivemos contato com uma grande quantidade de (fanáticos) xiitas. Então eu vi desde cedo o que é um muçulmano, e por conta disso eu nunca fui positivo em relação ao Islamismo, em geral, ou à imigração muçulmana onde quer que seja. Eles tem sido - desde que abandonaram a Península Arábica ao redor do ano 650 - uma praga para a humanidade.

Os franceses (Carlos Magno) pararam os invasores muçulmanos árabe-berberes nos Pirineus, os alemães pararam os turcos muçulmanos nos portões de Viena, os russos puseram fim ao terror islâmico da Horda Dourada em Kazan. Eles não tem nenhuma chance contra nós em batalha aberta, nem naquela época e muito menos agora, eles sabem disso, então eles tentam nos "conquistar pelos números", mas eu sou confiante de que eles serão parados na Europa futuramente também. Eles deveriam ler as pichações na parede e fugir antes que seja tarde demais. Eu tenho certeza absoluta de que as coisas não vão terminar bem para os muçulmanos. A raiva está crescendo, e a Europa não é legal quando está furiosa.

P: Nos seus escritos você faz muitas referências ao termo "eslavo", e faz referência ao tratamento nazista deles durante a Segunda Guerra Mundial, apenas para deixar as coisas claras - o que o povo eslavo significa para você, e qual a razão das referências específicas a eles?

R: A referência específica a eles veio porque eu recebi muitas cartas de extremistas alemães e americanos, e vários deles chamavam os russos de "subumanos", "uma raça marrom de escória", "uma raça escrava", "uma raça criminosa", e daí em diante. Eu acho essas opiniões não apenas bobas, como claramente idiotas e totalmente ignorantes. Os eslavos não são menos europeus do que os alemães ou qualquer outro nativo da Europa.

P: Em suas referências a pessoas que o chamam de nazista, várias coisas devem ser levadas em consideração. Você declara com segurança que se referir a você como "nazista" é errado, mas as razões que você apresenta sobre o porque você não é um, me parecem "desculpa esfarrapada".

Ser socialista ou não não tem nada a ver com isso. A pergunta foi levantada (certamente por judeus ou apenas pessoas opostas ao antissemitismo) para se ter uma afirmação definitiva sobre suas opiniões acerca das "outras" atividades dos nazistas, nomeadamente o massacre de milhões de civis (entre eles 6 milhões de judeus), muitos dos quais mulheres e crianças, e as outras atrocidades perpretadas por eles, e certamente sua opinião de Hitler - o cérebro por trás disso.

Enfim, para resumir o que se tornou uma pergunta longa - qual é sua opinião dos nazistas a partir dessa perspectiva, e você ainda acha que se referir a você como um é aceitável?

R: Em primeiro lugar, sobre a questão do "antissemitismo", isso é algo bastante complexo. Você deveria ler "A Real Case against the Jews" escrito pelo rabino Marcus Eli Ravage (você entenderá melhor minha opinião sobre os judeus se você ler isso). Ademais eu posso dizer que eu sou anti-judeu porque eu sou anti-religião, e porque o Judaísmo também é uma religião. (Em qualquer caso eu não sou antissemita, porque ser "semita" significa simplesmente que você é "uma pessoa que fala uma língua semítica". E essa seria uma razão boba para não se gostar de alguém...)

Para mim, o Nacional Socialismo é pura e simplesmente Nacional Socialismo, então eu definitivamente não me considero um "nazista", mas eu entendo que vocês não se importam com essa parte da História. No que concerne a Hitler eu não sei o que pensar ou dizer. Com toda a propaganda que nos tem sido imposta sobre ele desde 1932 é difícil gostar dele. Para mim ele é uma figura histórica no mesmo sentido que Stalin, Ricardo Coração-de-Leão, Carlos Magno, Barbarossa, et cetera. Eu realmente não tenho qualquer relação pessoal com qualquer um deles.

Atrocidades foram perpretadas por todos os povos do mundo, e por povos com todas as ideologias. O Rei Ricardo Coração-de-Leão da Inglaterra, por exemplo, um "bom cristão", massacrou muçulmanos (incluindo mulheres e crianças) em massa, e ainda assim nós não parecemos ter qualquer problema com ele (na Europa pelo menos. Eles devem vê-lo diferentemente no Egito...). Os Aliados massacraram vários milhões de civis alemães, incluindo mulheres e crianças, durante a Segunda Guerra Mundial, em sua campanha de bombardeiros terroristas. Então após a guerra eles (junto com a União Soviética) limparam etnicamente partes da Europa de alemães, expulsando 15 milhões deles de suas casas, e exterminando 3 milhões no processo. Em época de paz, eu devo acrescentar. Agora, eu poderia continuar listando massacres do nosso mundo, mais ou menos sistemáticos, mais ou menos intencionais, da Antiguidade aos dias de hoje, mas eu acho que você entendeu. Não há razão para escolher um massacre e o considerar "o pior", e transformá-lo em uma religião fanática global. "Creia nisso ou morra!". Eles são todos "o pior" a partir da perspectiva de alguém.

Meu problema com todos esses massacres é que eu realmente não sei se eles ocorreram como descritos pelos vencedores. Nem eu acredito nas descrições das vítimas, como elas tendem a exagerar. Eu digo isso porque eu vejo como mesmo a minha insignificante e (para muitos) pouco interessante história tem sido apresentada no sistema norueguês. Eles efetivamente ensinam às crianças na escola hoje que eu sou um satanista adorador do diabo que incendiou igrejas, e eles me usam para provar a existência de uma presença satânica em nosso meio. Tudo que eles ensinam é uma mentira, e o que eles ensinam é até facilmente desvelado como besteira. Você não precisa de qualquer fonte para descobrir isso. Toda a história desaba por sua própria falta de lógica. No que concerne o holocausto eu tenho o mesmo problema. Eu não acredito na história oficial, porque eu não tenho razões para acreditar naqueles que contam essa história.



P: Vamos para o básico em suas opiniões, muitas pessoas certamente o consideram um nacionalista, e suas referências sobre a importância da raça provavelmente o categorizam como um racista, o que você sente sobre esses termos e sua aplicação ou não a você?

R: Nacionalismo é imbecil, a não ser que sua Raça seja sua Nação. Eu tenho geneticamente mais em comum com russos, italianos, ingleses, ucranianos, e daí em diante, loiros e de olhos azuis, do que eu tenho com noruegueses morenos. Certas descobertas científicas recentes sugerem, aliás, que os povos brancos (em sentido amplo) de nosso mundo na verdade descendem principalmente dos (altamente inteligentes) Neanderthais, e não dos (muito menos inteligentes) Homo Sapiens da África. O cabelo loiro, a pele clara e os olhos azuis são traços neanderthais, bem como o é um QI elevado.

P: Algumas pessoas podem dizer que Raça não possui mais importância hoje, que ainda que Religião possa ser o ponto de partida para o mal, o racismo levou a outras numerosas atrocidades, ao mesmo tempo não estando fundada na realidade, e não tendo qualquer importância em um mundo no qual cada país é atualmente um caldeirão de raças, o que há de tão importante na Raça, na sua opinião? 

R: O racismo levou a numerosas atrocidades, nós podemos concordar nisso, mas se isso é algo ruim ou não é outra coisa. Como tudo mais na Natureza, nós precisamos evoluir como espécie de modo a sobreviver, nos desenvolver, e prosperar. Se nós por exemplo permitirmos que africanos (ou o proletariado de qualquer nação, aliás...) se misturem demais conosco nós eventualmente teremos nosso QI tão reduzido que será difícil sobreviver como uma civilização avançada tecnologicamente. Se nós não tivermos uma civilização avançada tecnologicamente, nós em algum ponto seremos extintos, porque nós nunca seremos capazes de abandonar nosso planeta - e nós teremos que fazê-lo em algum momento, queiramos ou não; quando o Sol começar a morrer... A lógica é então; matar alguns para que o resto sobreviva é melhor do que deixar que todos vivam por algum tempo apenas para que depois todo mundo morra. E nós temos a coragem e o cérebro para "selecionar".

Eu prevejo um futuro cruel e brutal, e prevejo a Raça desempenhando um papel importante no futuro, exatamente como sempre desempenhou. A Raça é nossa fundação, e nosso caminho para a grandeza. É por isso que "todo mundo" quer ter crianças loiras e de olhos azuis, você sabe... quer eles admitam ou não.



P: Por que você chegou às opiniões que você possui hoje sobre a importância de uma Noruega livre do Judaico-Cristianism? Por que o Neo-Paganismo? Pode-se afirmar que essas velhas crenças e religiões passaram desse mundo como parte da ordem natural das coisas; do mesmo modo que o Cristianismo ou qualquer outra forma de religião está destinada a morrer conforme a humanidade progrida. Por que você sente que um retorno às raízes pagãs é tão importante?

R: As raízes pagãs são importantes apenas na medida em que elas são nossas raízes. O Paganismo efetivamente sobreviveu no Cristianismo, porque Saulo e os outros judeus responsáveis pela cristianização dos romanos e do resto da Europa falharam em varrer as tradições europeias. As tradições pagãs estavam enraizadas no sangue dos europeus (i.e., na Raça), e não poderiam ser removidas a não ser que os próprios europeus fossem removidos. E Saulo, ainda que eu tenha certeza de que ele gostaria disso, não foi capaz de fazê-lo. Então as divindades pagãs receberam nomes diferentes e foram chamados "Santos" ao invés, e as tradições pagãs foram todas elas incluídas na nova religião, de um jeito ou de outro. O Cristianismo tornou-se menos judaico do que Saulo e seu bando pretendiam.

A Reforma removeu muito do Paganismo no Cristianismo, e por causa disso os povos protestantes da Europa tem um relacionamento muito mais relaxado com o Cristianismo do que os povos Católicos e Ortodoxos. O Protestantismo é menos Pagão, menos Europeu e portanto menos interessante para o homem europeu. Nós - nos países protestantes - raramente vamos à Igreja e somos quase completamente apenas ateus que tendem a casar na Igreja apenas porque estamos acostumados com isso. Vocês, é claro, estão certos quando dizem que as velhas religiões passaram desse mundo, e que elas certamente serão seguidas pelo Cristianismo (e Judaísmo e Islamismo), mas eu não me importo com a religião pagã. Eu me importo com os ideais e a moral pagã. Eu me importo com os valores europeus, enraizados em nosso Sangue.

E você mencionou religiões que morrem conforme a humanidade progride. Os africanos ainda acreditam em espíritos, como nós também na Idade da Pedra. Os árabes ainda acreditam em "Deus", como nós também na Idade média. Os europeus por outro lado são majoritariamente ateus. Aqueles que são capazes de progredir, o farão. Aqueles que não são capazes de progredir devido às limitações raciais, não progredirão. Isso é o progresso visto sob uma perspectiva racista... Então eu acho que as religiões morrerão apenas nas populações inteligentes.

P: Não importa o quanto você demonstre um desejo de não ser visualizado como parte de organizações racistas e supremacistas, você pode compreender o porque observadores externos podem vê-lo como um deles por causa ds opiniões que você tem? Você faz um esforço real para se distanciar desses grupos?

R: Eu compreendo, e eu não me importo realmente com o que outros pensam de mim. Eu acho irônico, porém, que eles não parecem ter nenhum problema com imbecis que adoram o diabo, mas no momento em que uma pessoa diz que é racista, "a casa cai". Então, o amor pela própria Raça é pior do que cultivar o puro "mal"? Eu acho que o vírus da culpa holocaustiana com o qual vocês infectaram a Europa realmente bagunçou com ela.

P: Há outro incidente sobre o qual eu ouvi falar no passado que eu gostaria que você esclarecesse. Há uma história em Israel sobre a banda local, Salem. A história diz que você enviou uma carta para o vocalista deles, elogiando sua música, e ao mesmo tempo fazendo menção a temas relativos ao holocausto nas letras deles, de que "Hitler deveria ter terminado o trabalho", etc; após receber uma resposta deles, conta-se que você enviou o que estava marcado como uma "carba-bomba" para a banda, que foi interceptada pela polícia israelense; qual é a história exata por trás desse incidente?

R: Bem, eu não me lembro muito bem disso. Eu tinha 18 anos e estava "em guerra com o mundo", por assim dizer. Tudo que eu lembro foi que eu enviei um detonador eletrônico para um cara do Salem e escrevi para ele que "Aqui está o que você precisava para explodir aquele prédio do governo", como se ele tivesse me pedido. Então eu escrevi "fita cassete" na nota alfandegária, sabendo perfeitamente bem que não parecia como se o pacote contivesse uma fita cassete. Foi só uma piada para pôr fim em nossa comunicação. E até onde eu sei, ele foi interrogado pela polícia e acabou aí, e eu não esperava nada além disso. Aliás, isso pôs fim em nossas comunicações muito bem, como pretendido.



P: Você pode compreender por que para um fã de Black Metal aqui em Israel, você é considerado o epítome do mal - até mesmo banido por alguns, como alguém que disse e escreveu as coisas que você fez, já que aproximadamente 50% das famílias dessas pessoas morreram no holocausto?

R: Claro que eu entendo, ainda mais que a maior parte dos fãs de metal na Noruega compartilham da opinião deles. Mas a Bíblia (novo ou velho testamento) não diz em algum lugar que os poços mais profundos se tornarão as torres mais altas, e vice-versa? Eu acho que meu futuro será brilhante, então.

P: Algumas pessoas afirmam que as suas idéias, e as ideologias que elas contém, não alcançaram o número de pessoas dentro e fora da comunidade do metal como elas o fizeram, se você não tivesse sido condenado pelo assassinato de Oystein Aarseth, qual é sua opinião a respeito?

R: Em primeiro lugar, eu não acho isso importante. Eu foi condenado por matar Oystein Aarseth, e nós não podemos saber o que teria acontecido se eu não tivesse sido. Especulações podem ser divertidas para alguns, mas elas não nos fazem nenhum bem. Que aqueles que querem perder tempo especulando o façam. Eu não vou, e pretendo seguir com minha vida.

P: Você sente que foi injustamente ostracizado e marcado pelo sistema penal norueguês por causa das suas opiniões e sinceridade, e não apenas por causa do assassinato que você cometeu?

R: Bem, eu não cometi nenhum assassinato. Eu matei um cara que tentou me matar. Vocês tem razão em que eu fui condenado por homicídio, porém, mas isso é uma coisa completamente diferente. De qualquer modo, os problemas que eu enfrentei no sistema penal todos estiveram ligados à minha sinceridade, para usar as suas palavras. Ninguém se importava com Oystein Aarseth. Tudo com que eles se importavam era minha dissidência e suas preciosas igrejas. O sistema me fez um monte de merda, mas tudo que eles conseguiram foi me dar vários amigos na prisão, e me tornar mais forte e mais sábio.

 

P: Vamos descer às fundações - Eu li que seu lar foi, o que você se referiu como "Consciência Racial", isso quer dizer que suas opiniões se originaram com seus pais, e que você apenas as tomou em uma direção mais extrema e aberta?

R: Não. Eu cresci em uma família perfeitamente normal e bem-educada. Todas as famílias são racialmente conscientes, aliás, quer elas admitam quer não. Nós somos, porque nós somos criaturas vivas. Você diga a todos os freudianos retardados lá fora que eles precisam procurar em outro lugar as razões pelas quais eu sou sábio.

P: O que há no Black Metal norueguês que causou tamanho alvoroço no início dos anos 90 e os levou a queimar igrejas, matar, e expressar opiniões extremistas de vários tipos? O Black Metal foi escolhido por causa do extremismo de seus pensamentos e ações, ou vice-versa?

R: Bem, a explicação curta é que eu entrei para a cena; e era uma cena patética cheia de ovelhas, porcos e cachorros loucos. Eles não estavam indo a lugar nenhum. Oystein Aarseth era o líder deles, então eu dei um pouco de direção a ele, e o resto seguiu - como os animais de rebanho que eles eram. Deus ex machina.

P: Se nós cortarmos o profundo debate filosófico, há uma razão pela qual você começou a tocar Black Metal. Enquanto Venom e Celtic Frost são as influências mais esperadas, o quão profundamente você curtia o Heavy Metal tradicional que era popular enquanto você crescia? Você já foi fã do Iron Maiden ou do Black Sabbath? Ou você sempre se interessou mais pelas bandas mais extremas e menos melódicas? O quê você sente pelos gêneros menos extremos de metal hoje?

R: Eu sei muito pouco sobre quaisquer gêneros de metal de hoje, então eu prefiro não falar sobre isso. Quando eu era criança eu ouvia Música Clássica, principalmente Tchaikovsky, e então eu comecei a ouvir Iron Maiden com 13-14 anos. Eu já tive um álbum do Celtic Frost, e de 1989 em diante eu comecei a ouvir música mais extrema também, como Bathory e Destruction. Eu jamais ouvi Venon. Eu usei uma camiseta do Venom em uma foto uma vez, porque ela tinha escrito "Black Metal" (e eu tinha uma, em primeiro lugar, porque eu vendia esse tipo de camisetas na minha cidade, para ganhar um dinheiro).

P: Olhando para a cena Black Metal hoje, como você a compara com a cena da qual você fez parte no início dos anos 90? Há algo de valor? Algumas bandas que você aprecie mais do que outras?

R: Perdão, mas eu não posso responder essa pergunta apropriadamente, porque eu não ouço esse tipo de música, e não o faço desde 1995. Eu nem ao menos vejo Burzum como Black Metal, e não tenho qualquer interesse na cena Black Metal, ou em qualquer outra cena. Se eu ouço música eu prefiro bandas como The Cure, New Order, Future Sounds of London, Música Clássica e música folclórica (como Balalaika).

P: Uma coisa que chocou a cena Black Metal recentemente foi a "saída do armário" de Gaahl (do Gorgoroth) alguém cujo ódio pelo Cristianismo é bem conhecido. Qual é sua opinião sobre essa situação inédita dentro do que é considerado o gênero musical menos amistoso em relação a homossexuais, tirando o hardicore supremacista branco?

R: Não é da minha conta, e não me interessa. Todo mundo tem qualidades, e defeitos. Ele não é diferente. Nem eu, aliás.

P: Finalmente, agora que você é um homem livre, e um músico ativo mais uma vez, você planeja seguir uma direção mais "tradicional" e tocar ao vivo? Recrutar músicos de sessão, talvez?

R: Não mesmo. Meu empresário quer. Minha gravadora quer. Meu distribuidor quer. E outras pessoas também querem que eu faça isso, e tudo isso é muito legal até, mas... minha única motivação para fazer esse tipo de coisa agora seria o dinheiro, e eu não acho que essa seja uma boa motivação para fazer qualquer coisa. Mesmo se você roubar um banco, você o faz tanto pela ação como pelo dinheiro, mas para mim não há nada em tocar ao vivo a não ser dinheiro.

Bem, responendo mais a sério, eu posso dizer que eu acho Burzum é algo privado demais para shows ao vivo, e deve ser apreciado em um ambiente mais privado. Apenas eu e você. A música e o ouvinte. Isso é algo mais... e você pode conseguir isso do seu próprio PC, MP3 player ou CD-player. Ah, e se eu ficar sem dinheiro, é mais provável que eu roube um banco do que tocar ao vivo, aliás...

Obrigado Alon, pelo interesse e pelas perguntas.


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