quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Michael Bell - O Conceito Evoliano de Raça: Um Racialismo de Três Graus

por Michael Bell


Desde a ascensão da antropologia física, a definição do termo "Raça" passou por várias modificações. Em 1899, William Z. Ripley afirmou que, "Raça, propriamente falando, é responsável apenas por aquelas peculiaridades, mentais ou físicas, que são transmitidas com constância ao longo das linhas de hereditariedade física direta". Em 1916, Madison Grant a descreveu como a "imutabilidade de características corporais ou somatológicas, com a qual é fortemente associada a imutabilidade das predisposições e impulsos físicos." Ele foi ecoado uma década mais tarde pelo antropólogo alemão Hans F.K. Günther, o qual em seu 'Elementos Raciais da História Européia' disse, "Uma raça se mostra em um grupo humano que é diferenciado de todo outro grupo humano através de sua própria combinação de características físicas e mentais, e que por sua vez produz apenas seus semelhantes". Segundo o psicólogo evolucionário anglo-canadense J. Philippe Rushton:

"Cada Raça (ou variedade) é caracterizada por uma combinação mais ou menos distinta de traços morfológicos, comportamentais e fisiológicos herdados... A formação de uma nova Raça tem lugar quando, ao longo de diversas gerações, indivíduos em um grupo se reproduzem mais freqüentemente entre si do que fazem com indivíduos em outros grupos. Esse processo é mais aparente quando os indivíduos vivem em áreas geográficas diversas e, portanto, envolve adaptações únicas reconhecíveis (tais como cor da pele) que são vantajosas em seus ambientes específicos."

Esses exemplos indicam que, dentro de um contexto acadêmico (onde aqueles que ainda acreditam em "Raça" estão perdendo a batalha com os hierofantes da antropologia cultural), uma Raça é simplesmente um grupo humano com traços mentais e físicos comuns e característicos que são herdados.

Entre racialistas brancos, onde Raça tem mais do que uma importância meramente científica, uma dimensão mais profunda foi adicionada ao conceito: aquela do Espírito. Em 'O Declínio do Ocidente', Oswald Spengler apresenta a idéia de "formas anímicas" Apolíneas, Faustianas e Magianas, que podem ser compreendidas como tipos raciais espirituais. Em seu tomo spengleriano extremamente influente, Francis Parker Yockey elabora essa noção, afirmando que enquanto há indivíduos geneticamente relacionados dentro de qualquer grupo humano particular, a Raça em si é espiritual: é um senso de Identidade profundamente sentido conectado com um impulso de perpetuar não apenas genes, mas todo um modo de vida. "A Raça impele na direção da auto-preservação, da continuação do ciclo de gerações, da elevação de poder." A Raça Espiritual é um impulso na direção de um Destino coletivo.

O lado espiritual da Raça, porém, jamais foi sistematicamente explicado na mesma extensão que o físico. Sua existência foi, ao invés, meramente sugerida e tomada como garantida. Foi apenas nos escritos do muito subestimado Tradicionalista Radical e esoterista italiano Julius Evola que a dimensão espiritual foi finalmente articulada em detalhes. Alguém que já tenha estudado a Raça a partir de perspectivas biológicas, psicológicas e sociais deve se voltar para os escritos de Evola para uma lição final sobre o tema. Os escritos de Evola proporcionam uma riqueza de informações que não é possível adquirir em qualquer outro lugar. Através de uma análise cuidadosa da literatura antiga e dos mitos, bem como da antropologia, da biologia, da história e de áreas relacionadas, Evola reúne uma explicação compreensiva do Espírito Racial.

Meu propósito aqui é simplesmente rascunhar a doutrina evoliana da Raça. Como a vida e a carreira de Evola já foram examinadas em outros lugares, o único fato biográfico relevante aqui é que o entendimento evoliano sobre Raça foi adotado oficialmente como doutrina pelo Partido Fascista de Mussolini em 1942.

Corpo e Mente

A definição precisa de Evola sobre "Raça" é similar à de Yockey: é uma essência interior que uma pessoa deve "possuir"; isso será explicado mais adiante. Antes disso, um bom ponto de partida é o entendimento de Evola a respeito dos distintos grupos humanos.

Evola concorda com os antropólogos físicos de que há grupos distintos com traços físicos comuns produzidos por um genótipo comum: "a forma extrna...a qual, de nascimento a nascimento, deriva dos 'genes'...é chamada fenótipo." Ele se refere a estes grupos como "Raças do Corpo", e concorda com Günther de que exemplos adequados incluem a Nórdica, a Mediterrânea, a Báltica, a Oriental, a Negróide, e muitas outras.

Evola descreve a "Raça da Alma" como os traços mentais e comportamentais coletivos de uma linhagem humana, e o "estilo" exterior por meio do qual estes são exibidos. Cada Raça tem essencialmente as mesmas predisposições mentais; todos os povos humanos, por exemplo, desejam satisfação sexual de um parceiro. Porém, cada linhagem humana manifesta esses instintos internos externamente de um modo diferente, e isso é "estilo", como Evola classifica, que é o componente chave da "Raça da Alma."

Para ilustrar esse ponto, compare o strategos Espartano (alma Nórdica) com o shofet Cartaginês (alma Levantina): o Espartano considera heróico lutar homem-a-homem com escudo e lança e covarde atacar à distância com projéteis, enquanto um Cartaginês considera natural empregar elefantes e grandes equipamentos de cerco para amedrontar e dispersar seus inimigos para uma vitória mais fácil.

Os nomes dessas Raças da Alma correspondem àquelas do corpo, daí uma alma Nórdica, uma alma Mediterrânea, uma alma Levantina, etc. Evola devota um capítulo inteiro em 'Homen Entre as Ruínas' para comparar a alma "Nórdica" ou "Ário-Romana" à "Mediterrânea" (NT: Evola usa o termo "Nórdico" como sinônimo de Indo-Europeu/Ariano, e "Mediterrâneo" para significar os pré-Indo-Europeus, não ao conceito moderno de classificação racial ao que é designado à "Raça Mediterrânea"). A alma Nórdica é aquela da "'Raça dos homens ativos', do homem que sente que o mundo é apresentado a ele como material para o domínio e o ataque." É o caráter quintessencial do "tipo forte e silencioso":

"Entre eles nós devemos incluir o auto-controle, uma ousadia iluminada, uma fala concisa e determinada, uma conduta coerente, e uma atitude fria e dominadora, isenta de personalismo e vaidade... O mesmo estilo é caracterizado por ações deliberadas, sem grandes gestos; um realismo que não é materialismo, mas sim amor pelo que é essencial... a prontidão para se unirem, como seres humanos livres e sem perder a própria identidade, em vistas de um objetivo superior ou por uma Idéia."

Evola também cita Helmuth Graf von Moltke (o Velho) sobre o Ethos Nórdico: "Falar pouco, fazer muito, e ser mais do que você parece ser."

A alma Mediterrânea é a antítese da Nórdica. Esse tipo de pessoa é um vaidoso barulhento que faz as coisas apenas para ser notado. Tal tipo de pessoa pode até realizar grandes feitos às vezes, mas eles não são feitos primariamente por seu valor positivo, mas apenas para chamar a atenção. Ademais, o Mediterrâneo torna a sexualidade o ponto focal de sua existência. A verossimilhança dessa imagem americano hodierno - narcisista e obcecado com sexo e celebridades - quer geneticamente Nórdico ou Mediterrâneo é extrema. Só é preciso assistir ao 'American Idol' ou navegar pelos perfis do 'Myspace' para ver isso.

Raça do Espírito

O mais profundo e, portanto, mais complicado aspecto da Raça para Evola é aquele do "Espírito". Ele a define como a "atitude variável de uma linhagem humana em relação ao mundo espiritual, supra-humano e divino, como expresso sob a forma de sistemas especulativos, mitos, e símbolos, e a diversidade da experiência religiosa em si." Em outras palavras, é a maneira pela qual diferentes povos interagem com os Deuses como transmitida por sua cultura; uma "cultura" incluiria rituais, arquitetura de templos, o papel do sacerdócio (ou sua ausência), hierarquia social, o status das mulheres, simbolismo religioso, sexualidade, arte, etc. Essa cultura, ou Visão-de-mundo, não é simplesmente o produto de causas sociológicas, porém. É o produto de algo inato à linhagem, uma "força meta-biológica, que condiciona tanto as estruturas físicas como as psíquicas" dos seus membros individuais.

A "força meta-biológica" em questão possui duas formas diferentes. A primeira corresponde a um ID ou um Inconsciente Coletivo, um filho do grupo mente-espírito que se divide em espíritos individuais e entre no corpo de um membro do grupo ao momento do nascimento. Evola o descreve como "subpessoal" e pertencente "à natureza e ao mundo infernal." A maioria dos povos antigos, ele explica, representavam essa força simbólicamente em seus mitos e sagas; exemplos incluiriam os totens animais dos aborígenes americanos, o ka dos egípcios faraônicos, ou os lares dos povos Latinos. A natureza "infernal" deste último exemplo era enfatizada pelo fato de que acreditava-se que os lares eram governados por uma divindade subterrânea chamada Mania. Quando uma pessoa morria, esse elemento metafísico seria absorvido de volta para a coletividade de onde veio, apenas para ser reciclado em um outro corpo, mas desprovido da memória de sua vida anterior.

A segunda forma, superior à primeira, é uma que não existe em toda linhagem naturalmente, ou em todo membro de uma dada linhagem; é uma força extramundana que deve ser infundida no Sangue de um Povo através da prática de certos ritos. Essa ação corresponde à noção Hindu de "realizar o Eu", ou experimentar uma unidade com a fonte divina de toda existência e ordem (Brahman). Tal tarefa só pode ser realizada por uns poucos excepcionais, que por meio dessa conexão divina passam por uma transformação interior. Eles tornam-se conscientes de princípios imutáveis, em nome dos quais eles partem para forjar seu grupo étnico em Estados holísticos - versões microcósmicas do princípio transcendental da Ordem em si. Daí, os Brahmins e Kshatryas da Índia, os patrícios de Roma, e os samurais do Japão possuírem uma "Raça do Espírito", que é essencial ao próprio fato de se "ter Raça". Outros podem ter Raças do Corpo e da Alma, mas Raça do Espírito é Raça par excellence.

A Transcendência é experimentada diferentemente por diferentes grupos étnicos. Como resultado, diferentes entendimentos do Imutável surgem ao redor do mundo; dessas diferenças emergem diversas "Raças do Espírito". Evola foca em duas em particular. A primeira é o "Espírito Telúrico" caracterizada por uma profunda "conexão à alma". Essa Raça idolatra a Terra em suas várias manifestações culturais (Cibele, Gaia, Magna Mater, Ishtar, Inanna, etc.) e um consorte de "demônios." Sua visão do pós-vida é fatalista: o Espírito individual brota a partir da Terra e retorna à Terra, ou ao reina infernal de Mania, após a morte, sem qualquer alternativa. Sua sociedade é matriarcal, com homens geralmente assumindo os sobrenomes das mães e a descendência familiar sendo traçada a partir da mãe. Ademais, são mulheres que geralmente atuam como Sumo-Sacerdotisas. O sacerdócio, em verdade, possui preponderância, enquanto o elemento aristocrático-guerreiro é subordinado, se é que ele existe.

Essa Raça teve representantes em todas as terras da Europa, da Ásia e da África que foram primeiro povoadas por pré-Arianos: os Iberos, Etruscos, Pelasgos-Minoanos, Fenícios, os povos do Vale do Indo, e todos os outros de origem Mediterrânea, Oriental e Negróide. As invasões da linhagem Ariana introduziriam nesses povos um Espírito Racial diametralmente oposto: a Raça "Solar" ou "Olímpica".

Essa última adora o deus celestial da Ordem, manifesto como Brahman, Ahura-Mazda, Tuísto (antecedente de Odin), Chronos, Saturno, e as várias divindades solares da América ao Japão. Seu método de adoração não é a auto-prostração e humildade praticada pelos Semitas, nem as orgias êxtáticas dos Mediterrâneos, mas a ação heróica (para os guerreiros) e a contemplação meditativa (para os sacerdotes), ambos os quais estabelecem uma ligação direta com o divino. Sociedades Olímpicas são hierárquicas, com uma casta sacerdotal no topo, seguida por uma casta guerreira, depois uma casta de comerciantes, e finalmente uma casta trabalhadora. O governante propriamente dito assume o papel dual de Guerreiro e Sacerdote, o que demonstra que o sacerdócio não ocupava a liderança da sociedade como o fazia entre os povos telúricos. Finalmente, o pós-vida não era visto como uma dissolução inescapável no Nada, mas como uma entre duas possíveis conclusões de um teste. Aqueles que vivem segundo os princípios de sua casta, sem desviar totalmente do caminho, e que conseguem "realizar o Eu," experimentam uma unidade com Deus e adentram o reino celestial que está além da Morte. Aqueles que vivem uma existência indigna, agitada que põe toda a ênfase nas coisas materiais e físicas, sem jamais realizar a presença do Eu divino dentro da vida, passa por uma "Segunda Morte," ou retorna à Mente-Espírito coletiva racial mencionada anteriormente.

A Raça Olímpica apareceu ao longo da história das seguintes formas: na América como os Incas; na Europa e Ásia como os Povos Indo-Europeus; na África como os Egípcios, e no Extremo Oriente como os Japoneses. Geralmente, essa Raça do Espírito foi carregada por ondas de povos Nórdicos, o que será explicado mais abaixo.

Gênese Racial

De considerável importância para a Visão-de-Mundo racial de Evola é sua explicação da história humana. Contrariamente às visões da maioria dos antropólogos físicos e arqueólogos, e mesmo de muitos racialistas intelectuais brancos, a humanidade não evoluiu a partir de um ancestrai primitivo simiesco, depois se dividindo em diversas populações genéticas. A própria evolução é uma falácia para Evola, que acreditava que a mesma estava enraizada na igualmente falsa ideologia do progressivismo: "Nós não cremos que o Homem deriva do macaco por meio da evolução. Nós cremos que o macaco deriva do Homem por involução. Nós concordamos com De Maistre que os povos selvagens não são povos primitivos, mas sim os remanescentes degenerados de raças mais antigas que desapareceram.

Evola afirma em muitas das suas obras, assim como Bal Ganghadar Tilak e René Guenon antes dele, que os povos Arianos do mundo descendem de uma Raça que outrora habitava o Ártico. Na "pré-história distante" essa terra havia sido a sede de uma super-civilização - "super" não por suas realizações materiais, mas por sua conexão com os Deuses - que tem sido lembrada por vários povos como Hyperborea, Airyana-Vaego, Monte Meru, Tullan, Éden, e outros nomes; Evola usa o termo helênico "Hiperbórea" mais do que os outros, provavelmente para permanecer consistente e evitar confusão entre seus leitores. Os próprios Hiperbóreos, como ele explica, foram os portadores originais do Espírito Racial Olímpico.

Devido a um horrível cataclisma, a civilização primordial havia sido destruída, e os Hiperbóreos teriam sido forçados a migrar. Uma grande concentração de refugiados se dirigiu a um continente atualmente afundado no Atlântico, onde eles estabeleceram uma nova civilização que correspondia à "Atlântida" de Platão e à "Terra Ocidental" dos Celtas e outros povos. A História se repetiu, e finalmente essa civilização também foi destruída, enviando ondas de migrantes para o Leste e o Oeste. Como Evola observa, essa onda particular "correspondia ao Homem de Cro-Magnon, que fez sua aparição no fim da era glacial na parte Ocidental da Europa," assim proporcionando alguma evidência histórica de seu relato. Essa linhagem "Ariana pura" eventualmente se tornaria a Raça proto-Nórdica da Europa, que então evoluiria localmente em uma multidão de linhagens nórdicas que viajaram por todo o mundo e fundaram as maiores civilizações, da Civilização Inca no Peru ao Japão Shintoísta.

Evola gasta menos tempo traçando a gênese dos povos não-brancos, aos quais ele consistentemente se refere como "autóctones", "bestiais", e "Raças do Sul". Em sua obra seminal Revolta Contra o Mundo Moderno, ele diz que as Raças proto-Mongoloide e Negroide...provavelmente representavam os últimos resíduos dos habitantes de um segundo continente pré-histórico, hoje perdido, que se localizava no Sul, e que alguns designaram como Lemúria." Em contraste aos superiores Nórdico-Olímpicos, essas linhagens eram idólatras telúricos da Terra e de seus demônios elementais. Semitas e outras Raças mestiças, Evola afirma, eram os produtos da miscigenação entre colonizadores Atlantes e essas Raças Lemurianas. Civilizações como aquelas dos pré-Helênicos, Mohenjo-Daro, Egípcios pré-dinásticos, e Fenícios, entre incontáveis outras, foram fundadas por povos mestiços.

Racialismo na Prática

Movimentos racialistas da Alemanha Nacional-Socialista à América contemporânea tem tendido a enfatizar a preservação dos tipos raciais físicos. Enquanto os fenótipos eram muito importantes para Evola, seu objetivo principal para o Racialismo era salvaguardar o Espírito Racial Olímpico do homem europeu. Foi a partir desse Espírito que as maiores civilizações Indo-Européias receberam a fonte de sua Liderança, os Princípios ao redor dos quais eles centraram suas vidas, e portanto a fonte de sua vitalidade. Enquanto De Gobineau, Grant, e Hitler afirmaram que a pureza sangüínea era o fator determinando na vida de uma civilização, Evola afirmou que "Apenas quando a 'Raça Espiritual' de uma civilização se desgasta ou é rompida tem início o declínio" Qualquer povo que consiga manter um ideal racial físico desprovido de substância espiritual interior, é uma Raça de "animais muito bonitos destinados ao trabalho," mas não está destinada a produzir uma civilização superior.

A importância dos fenótipos é descrita assim: "A forma física é o instrumento, a expressão, e o símbolo da forma psíquica." Evola sentia que só seria possível descobrir o tipo espiritual desejado (Olímpico) através de um exame sistemática dos tipos físicos. Até mesmo para Evola, um siciliano, o melhor lugar para procurar esse tipo era no corpo "Ariano, ou Ário-Nórdico"; como ele menciona em diversas ocasiões, foi, afinal, essa Raça que carregou a Tradição Olímpica ao redor do mundo. Ele chama esse processo de seleção física "Racialismo de Primeiro Grau," que era o primeiro de três fases.

Uma vez que o fenótipo Nórdico fosse apropriadamente identificado, vários testes "adequados" relativos ao Racialismo de Segundo e Terceiro graus seriam implementados para determinar a Alma Racial e o Espírito Racial de uma pessoa. Evola nunca estabeleceu um programa específico para isso, mas faz alusões em suas obras a avaliações nas quais as opiniões políticas e raciais de uma pessoa seriam levadas em consideração. Em seu 'Elementos de Educação Racial', ele afirma que "Aquele que diz sim para o Racialismo é alguém no qual a Raça ainda vive," e que alguém que possui Raça é intrínsecamente contrário aos ideais democráticos. Ele também associa o Racialismo autêntico ao "Espírito Clássico," que está enraizado na "exaltação de tudo que possui forma, face, e individuação, em oposição a tudo que é disforme, vago, e indiferenciado." Deve-se ter em mente que para Evola, "ter Raça" é sinônimo de possuir a "Raça Olímpica" do Espírito.

Após descobrir uma mentalidade que se encaixe no critério para Alma e Espírito, uma educação subseqüente das "disciplinas apropriadas" seria efetivada para garantir que o Espírito Racial dentro dessa pessoa fosse "mantido e desenvolvido." Através de tais testes, conduzidos em ampla escala, uma Nação pode determinar aquelas pessoas que incorporam o Ideal Racial e a capacidade para liderança.

Proteger e desenvolver os Nórdico-Olímpicos era primário para Evola, mas seu racialismo tinha outros objetivos. Ele buscava produzir o "tipo unificado", ou uma pessoa na qual as Raças do Corpo, da Alma e do Espírito correspondessem e trabalhassem juntas harmoniosamente. Por exemplo: "Uma alma que experimenta o mundo ocmo algo diante do qual ela deve assumir uma postura ativa, que considera o mundo como objeto de ataque e conquista, deve ter uma face que reflete por meio de traços determinados e ousados essa experiência interior, um corpo magro, alto, nervoso, reto - um corpo Ariano ou Ário-Nórdico."

Isso era assim porque "não é impossível que as aparências físicas peculiares a uma dada Raça possam estar acompanhadas dos traços psíquicos de uma Raça diferente." Para Evola, se as pessoas escolhessem seus parceiros com base apenas nos traços físicos, haveria uma grande chance de que vários elementos mentais e espirituais se misturariam e gerariam uma confusão perigosa; haveria Nórdicos com características mentais Semíticas e predisposições espirituais Asiáticas, Alpinos com tendências Nórdicas e atitudes religiosas fatalistas, e daí em diante. Tal mistura era o que Evola considerava ser um tipo bastardo, no qual "mitos cosmopolitanos da igualdade" se tornavam manifestos mentalmente, assim pavimentando o caminho para que as bestas da democracia e do comunismo permeassem a Nação e assumissem o controle.

Evola se importava mais com o tipo racial aristocrático, mas ele não queria que a população se tornasse uma massa bastardizada: "Nós devemos nos comprometer à tarefa de aplicar à Nação como um todo o critério de coerência e unidade, da correspondência entre os elementos externos e internos." Se a Aristocracia tiver como seus súditos uma massa de pessoas desagregadas e desprovidas de espírito, a Nação não tem qualquer esperança. Para o Estado Fascista, ele promoveu uma campanha educacional para garantir que as pessoas da Itália selecionassem seus parceiros apropriadamente, olhando tanto para aparência como para o comportamente; não-europeus obviamente deveriam ser excluídos inteiramente. O sistema escolar deveria cumprir seu papel, bem como a literatura popular e os filmes.

Outro modo de desenvolver a "Raça Interior" é através do combate. Não combate no sentido moderno de apertar um botão e obliterar instantaneamente centenas de pessoas, mas combate como ele se desenrola nas trincheiras e no campo de batalha, quando é homem contra homem, assim como homem contra seus demônios internos. Evola escreve, "a experiência da guerra, e os instintos e correntes de forças profundas que emergem através de tal experiência, dão ao senso racial uma direção fecunda." Enquanto isso, o estilo de vida burguês e confortável e sua Visão-de-Mundo pacifista levam ao aleijamento da Raça interior, que irá ultimamente se extinguir se dano externo for infligido (por meio da miscigenação com elementos inferiores).

Conclusão

Os racialistas americanos tem muito a ganhar de uma introdução aos pensamentos de Evola sobre Raça. No contexto americano, o racialismo é virtualmente desprovido de qualquer elemento espiritual superior; muitos racialistas até se orgulham disso. Há, sem dúvida, muitos racialistas que se consideram católicos e protestantes devotos, e eles até podem sê-lo. Porém, a realidade da Raça como fenômeno espiritual recebe pouca atenção, se é que recebe alguma. Por alguma razão, os racialistas americanos estão convictos de que a grandeza da civilização Ocidental, demonstrada por sua literatura, arquitetura, descobertas, invenções, conquistas, Impérios, tratados políticos, realizações econômicas, e outras coisas do tipo, reside somente nas características mentais de seu povo. Por exemplo, os romanos ergueram o Coliseum, os ingleses inventaram o capitalismo, e os gregos desenvolveram o teorema pitagórico apenas porque tinham QIs elevados. Quando comparamos as conquistas de diferentes povos Ocidentais, e aqueles dos Orientais, porém, essa explicação parece inadequada.

Inteligência apenas não explica os diferentes estilos que são transmitidos através das formas culturais de diferentes povos; a ordem Coríntia dos gregos por um lado, e as mesquitas e minaretes árabes do outro, não são resultados de mero intelecto. Explicações sociológicas também não funcionam; os egípcios e maias viveram em ambientes extremamente diferentes, porém ambos evocavam seu estilo através de pirâmides e hieróglifos. A única explicação para esses fenômenos é que há algo mais profundo dentro de um povo, algo mais profundo e mais poderoso do que estruturas corpóreas e predisposições mentais. Como Evola elucida através de suas inúmeras obras - as mesmas o resultado do estudo intensivo de textos antigos e modernos de praticamente todas as disciplinas imagináveis - a Raça possui um aspecto "supra-biológico": uma força Espiritual. Povos antigos compreendiam essa realidade e a transmitiam através de seus mitos: os Romanos usavam os lares; os Maias usavam símbolos animais totêmicos; os Persas usavam as fravashi, que eram idênticas às valquírias Nórdicas; os Egípcios usavam o ka; e os Hindus no Bhagavad-Gita usavam Lorde Krishna.

Para melhor compreender o lado espiritual da Raça, o melhor lugar para procurar é Julius Evola. Através de suas obras, que tiveram uma grande influência sobre a Nova Direita Européia, Evola disseca e examina o conceito de Volksgeist, ou Espírito Racial. É a força sobrenatural que anima os corpos de uma dada Raça e estimula as ligações em seus cérebros. É a substância a partir da qual as Culturas emergem, e da qual uma Aristocracia se materializa para erguer estes Culturas ao nível de Civilizações Superiores. Sem ele, uma Raça é simplesmente uma tribo de autômatos que comem e copulam.

"Quando o elemento supra-biológico que é o centro e a medida da autêntica virilidade é perdido, as pessoas podem se chamar homens, mas em realidade são apenas eunucos e sua paternidade simplesmente reflete a qualidade de animais que, cegos pelo instinto, procriam aleatoriamente outros animais, que por sua vez são meros vestígios de existência."

Em nenhum outro lugar os ideais raciais de Evola seriam mais valiosos do que nos Estados Unidos, uma terra na qual a idéia de realidades transcendentes é zombada, senão violentamente atacada. Mesmo racialistas americanos, que olham nostalgicamente para "tempos melhores" nas quais as pessoas eram mais "tradicionais", são completamente ignorantes de como a Tradição Ariana, em sua forma mais pura, compreende o conceito de Raça. Muitas dessas pessoas afirmam ser "Arianas", enquanto ao mesmo tempo se dizem "ateístas" ou "agnósticas", ainda que nas sociedades antigas, fosse necessário praticar os ritos religiosos necessários e passar por certos testes antes de se ter o direito de se dizer um Ariano. Daí a necessidade desses "Arianos ateus" de se familiarizarem com Julius Evola.

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