terça-feira, 9 de novembro de 2010

A Árvore da Raça

"Uma Árvore tem raízes, um tronco, e folhas. Isso quer dizer, o princípio, o corpo, e a alma.

1) As raízes representam o 'princípio', o fundamento biológico de um povo e seu território, sua pátria. Elas não pertencem a nós; passamo-la adiante. Elas pertencem ao povo, à alma ancestral, e vêm do povo, o quê os gregos chamavam ethnos e os alemães Volk. Elas vêm dos ancestrais; elas são dirigidas às novas gerações. (É por isso que qualquer miscigenação é uma apropriação indevida de um bem que deve ser transmitido e, portanto, uma traição.) Se o princípio desaparece, nada mais é possível. Se o tronco é cortado, ele pode crescer novamente. Mesmo ferida, a Árvore pode continuar a crescer, desde que se recupere autenticamente com suas próprias raízes, com sua própria fundação ancestral, o solo que nutre sua seiva. Mas se as raízes forem arrancadas ou o solo poluído, a árvore está acabada. É por isso que colonização territorial e amalgamação racial são infinitamente mais sérias e mortais do que escravidão cultural ou política, das quais um povo pode se recuperar.

As raízes, o princípio dionisíaco, crescem e penetram o solo em novas ramificações: vitalidade demográfica e proteção territorial da Árvore contra ervas daninhas. As raízes, o 'princípio', jamais são fixas. Elas aprofundam sua essência, como Heidegger viu. As raízes são ao mesmo tempo 'tradição' (o quê é transmitido) e 'arché' (fonte da vida, eterna renovação). As raízes são, portanto, manifestação da mais profunda memória do ancestral e da eterna juventude dionisíaca. A segunda refere-se de volta ao conceito fundamental de aprofundamento.

2) O tronco é seu 'soma', o corpo, a expressão cultural e psíquica do povo, sempre inovando, mas nutrida pela seiva das raízes. Não é solidificada, nem congelada. Ela cresce em camadas concêntricas e ergue-se na direção do céu. Hoje, aqueles que querem neutralizar e abolir a cultura européia tentam 'preservá-la' na forma de monumentos do passado, como em formaldeído, para acadêmicos 'neutros', ou apenas para abolir a memória histórica das jovens gerações. Eles cumprem o papel de lenhadores. O tronco, na terra que o carrega, é, era após era, crescimento e metamorfose. A Árvore da velha cultura européia está tanto desenraizada como removida. Um carvalho de dez anos não se parece com um velho carvalho de mil anos. Porém é o mesmo carvalho. O tronco, que se põe de pé sob o relâmpago, obedece ao princípio jupiteriano.

3) A folhagem é muito frágil e muito ela. Ela morre, apodrece, e reaparece como o Sol. Ela cresce em todas as direções. A folhagem representa psiquê, ou seja, civilização, a produção e a profusão de novas formas de criação. É a raison d'être da Árvore, sua pressuposição. Ademais, a qual lei o crescimento das folhas obedece? Fotossíntese. Isto é, 'a utilização da força da luz.' O Sol nutre as folhas que, em troca, produz oxigênio vital. A folhagem florescente, então, segue o princípio apolíneo. Mas atenção: se crescer desordenadamente e anarquicamente (como a civilização européia, que queria se tornar o Ocidente global e se estender à todo o planeta), ela será pega pela tempestade, como uma vela má cardada, e derrubará e extirpará a Árvore que a carrega. A folhagem deve ser podada, disciplinada. Se a civilização européia deseja sobreviver, ela não deve se estender sobre toda a Terra, nem praticar a estratégia dos braços abertos... na medida em que uma folhagem que é excessivamente intrépida super-estende a si mesma, ou se permite ser sufocada por videiras. Ela terá que se concentrar em seu espaço vital, ou seja, Eurosibéria. Daí a importância do imperativo do etnocentrismo, um termo que é politicamente incorreto, mas que deve-se preferir ao modelo 'etnopluralista' e, em verdade, multiétnico que ingênuos ou conspiradores apresentam para confundir o espírito de resistência da elite revolucionária da juventude."
(Guillaume Faye, Trecho de "Mars & Héphaistos: Le Retour de l'histoire")

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