sábado, 30 de outubro de 2010

Marian van Court - Defesa da Eugenia

Por Marian van Court

A décima primeira edição da “Encyclopedia Britannica” define Eugenia como “ o melhoramento orgânico da Raça através da boa aplicação das leis da hereditariedade.” A maior parte das pessoas tem um branco quando ouvem essa palavra, ou ela conjura imagens de suásticas e Nazistas em marcha. Mas a Eugenia tem tido uma longa história, que se alcança a Roma Antiga e mesmo antes.

A Eugenia está preocupada com a direção atual da evolução humana. Milhares de artigos tem sido publicados em revistas acadêmicas, toneladas de poeira tem sido erguida por escovinhas em busca de caveiras, vastas quantias de dinheiro dadas a pesquisadores, e muitas carreiras gastas tentando descobrir como evoluímos cérebros maiores e inteligência superior até chegarmos ao Homo Sapiens, e essa é uma iniciativa fascinante e digna. Mas o que é urgente, o que é indiscutivelmente a questão mais importante encarando nossa espécie, é em que direção os seres humanos estão evoluindo exatamente agora. Estaríamos evoluindo em uma direção favorável, ou em uma direção desfavorável?

É verdade que a seleção natural virtualmente cessou de operar em muitas partes do mundo hoje, mas a evolução continua porque a reprodução humana está muito longe de ser aleatória. Assim como a história marcha adiante indefinidamente na direção do futuro, tanto na paz como na guerra, assim, também, o faz a evolução. Padrões reprodutivos de cada geração molda o caráter inato de gerações sucessivas, quer para melhor, ou para pior.

A maioria de nós quer dar a nossos filhos tanto quanto nossos pais nos deram, preferencialmente mais. Nós queremos que eles tenham a melhor educação possível, e cada vantagem que possamos lhes garantir. Nós também esperamos que eles tenham um mundo melhor do que aquele em que nascemos. Porém, o legado mais importante que podemos transmitir a nossos filhos é sua própria integridade biológica: boa saúde, inteligência elevada, e caráter nobre. Esses traços já são um bom caminho andado na direção de garantir sua felicidade pessoal e bem-estar. Tomados coletivamente, esses traços constituem a habilidade de uma população manter e expandir sua civilização – o mais precioso dos dons humanos – pois sem civilização, o caos impera, “ a força cria o direito”, e o sofrimento abunda.

O foco desse trabalho será sobre a inteligência. Aqui está o argumento, em um resumo:

A inteligência humana é majoritariamente hereditária. 

Civilização depende completamente de inteligência inata. Sem inteligência inata, civilização jamais teria sido desenvolvida. Quando a inteligência degenera, o mesmo ocorre com a civilização. 

Quanto mais elevado o nível de civilização, melhor estará a população. Civilização não é uma proposição “ou isso ou aquilo”. Ao invés, é uma questão de graus, e cada grau, para cima ou para baixo, afeta o bem-estar de cada cidadão. 

No momento presente, nós estamos evoluindo em direção a nos tornarmos menos inteligentes a cada nova geração. Por que isso está acontecendo? Simples: as pessoas menos inteligentes estão tendo o maior número de filhos. 

A não ser que paremos ou revertamos essa tendência, nossa civilização inevitavelmente declinará. Qualquer declínio na civilização produz uma elevação correspondente no ‘quociente de miséria’ coletivo. 
Lógica e evidência científica estão por trás de cada afirmação listada acima.

A inteligência humana é majoritariamente hereditária. 

Cientistas já descobriram que gêmeos idênticos separados no nascimento e criados separadamente são quase idênticos em QI, apesar de possuírem ambientes completamente diferentes. Notavelmente, gêmeos criados em separado são tão similares quanto gêmeos idênticos criados juntos à época que se tornam adultos. Eles também se parecem mutuamente em maneirismos, o jeito de rir, seus gostos e desgostos, fobias, temperamento, preferência sexual, realização acadêmica, renda, conscienciosidade, habilidade musical, senso de humor, se eles serão criminosos ou cumpridores da lei, e praticamente todas as outras coisas que já foram testadas, até mesmo traços peculiares como que vegetais eles se recusam a comer (Bouchard, 1993). A extensão de sua similaridade assombra até mesmo os pesquisadores e os próprios gêmeos.

A primazia dos genes é do mesmo jeito demonstrada por estudos de adoção. O QI de crianças adotadas se assemelham mais proximamente dos de seus pais biológicos do que se assemelham aos de seus pais adotivos, que essencialmente lhes proveram com seu ambiente desde o tempo do nascimento em diante. Quando crianças adotadas terminaram de crescer, praticamente não há similaridade alguma entre seu QI e o de seus pais adotivos. (Loehlin, Willerman, and Horn, 1987 ).

O papel dominante da hereditariedade na determinação do QI não é uma teoria, é um fato estabelecido, o consenso de centenas de estudos conduzidos em épocas diferentes por muitos pesquisadores diferentes. Mas o público é majoritariamente inconsciente desse fato por a mídia liberal os disse repetidamente que a maioria dos especialistas em teste de QI crê que o QI é majoritariamente ambiental. Na realidade, a maioria dos pesquisadores no campo da inteligência crê que a hereditariedade é o fator mais importante. (Snydermann and Rothmann, 1988).

A civilização depende completamente de inteligência inata. 

Essa afirmação é suficientemente auto-evidente. Leões, cães selvagens, abelhas, formigas, chimpanzés, e muitos outros animais vivem em grupos sociais. Eles podem cooperar em várias maneiras, porém eles não possuem nada que possa ser chamado civilização. Por que não? Porque eles não são, nem de perto, suficientemente inteligentes!

Obviamente, se civilização dependesse inteiramente da exposição a um meio ‘enriquecido’, nós todos estaríamos ainda explorando cavernas. Se os seres humanos primeiro existiam em condições primitivas, e o meio contou para tudo e genética para nada ( como alguns afirmam ), como pode qualquer progresso ter ocorrido? É óbvio que há um veio inato de gênio que impulsiona a criação de tecnologia e civilização. 

Uma maneira de olhar para o relacionamento entre inteligência e civilização é investigar civilizações antigas, estudando por que elas surgiram, e por que caíram. Mas um método bem mais direto seria simplesmente olharmos ao nosso redor, e analisar os vários países do mundo. Hoje, em 2004, há gradações incontáveis de civilização ao redor de todo o globo. O Japão possui um QI médio de 104, comparado com a média americana de 100. O Japão é uma potência econômica, apesar de ser um país minúsculo virtualmente sem qualquer recurso natural. Também é um lugar pacífico e previsível no qual viver. Em Tóquio, uma sacola de dinheiro abandonada em um banco de praça pode ficar por ali durante muito tempo até que alguém eventualmente simplesmente o entrega às autoridades.

O Japão possui um QI médio superior ao da América, o México possui um inferior, e as nações Africanas negras possuem o mais baixo. A mesma hierarquia de nações replica a si mesma dentro da América, tanto na pontuação de QI e no status socioeconômico ( SSE ). Por exemplo, americanos de origem japonesa pontuam mais alto nos testes de QI, e são mais bem sucedidos, do que americanos médios. Negros na América pontuam mais baixo e são menos bem sucedidos. O fato de que pessoas de origem japonesa – tanto no Japão e nos EUA – pontuam acima da média facilmente descarta a objeção comum de que testes de QI são ‘ culturalmente discriminatórios’ em favor dos Caucasianos. 

Interessantemente, SSE entre indivíduos dentro de uma mesma família é influenciado por inteligência inata. Um estudo americano descobriu que em famílias com 2 ou mais irmãos, garotos com QIs maiores que seus pais tendiam a subir na escada socioeconômica quando viravam adultos, enquanto aqueles com QIs menores tendiam a descer ( Jencks, 1982). Irmãos possuem meios quase idênticos – mesmos pais, mesma casa, mesma comida, mesma escola, mesma vizinhança. Por que eles várias vezes diferem? Porque eles recebem ‘rolagens’ diferentes do ‘dado’ genético de seus pais. Irmãos partilham seu meio quase inteiramente, mas em média, partilham apenas 50% de seus genes. Alguns partilham mais, alguns menos. ( Esperma e ovos são feios com metade dos genes de cada pai, de modo que quando eles se unem, o ovo fertilizado terá o complemento total de genes. Mas uma criança não receberá a mesma metade idêntica de seu pai, e a mesma metade idêntica de sua mãe, que seu irmão ganhou ) É alguma surpresa que irmãos e irmãs muitas vezes crescem e se tornam muito diferentes? O fato de que o mais inteligente sobe, e o mais burro desce, prova que SSE é significativamente influenciado por inteligência inata.

Quanto mais elevado o nível de civilização, melhor estará a população.

Dizer, “Quanto mais elevado o nível de civilização, melhor estará a população” é axiomático, assim como dizer, “é melhor estar sadio do que estar doente.” Está bem claro para todo mundo ver que pessoas que vivem em países com um nível de civilização superior possuem mais de tudo que é universalmente considerado bom, e menos de tudo que é universalmente considerado ruim. Por exemplo, eles possuem mais dinheiro, mais diversão, melhor alimentação, melhores roupas, casas maiores e melhores, melhor educação, maior longevidade, menos dor e doenças, menor incerteza em suas vidas, menor criminalidade, melhor sistema médico e odontológico, mais poder pessoa, mais felicidade e senso de realização, menos angústias e desespero.

Pergunta: “ Por que grande números de pessoas de países com baixo nível de civilização arriscam suas vidas a cada ano para chegar a países com altos níveis de civilização, enquanto o reverso nunca ocorre?”

Resposta: “Eles arriscam suas vidas porque eles crêem que a vida é muito melhor lá, e eles estão certos.” Se este não fosse o caso, por que ocorreria uma migração tão unilateral?

Prosperidade econômica engloba uma grande parte dessa imagem. Em “QI e a Riqueza das Nações”, Lynn e Vanhanen ( 2002 ) reuniram dados de 185 países e descobriram que o QI médio de uma nação se correlaciona .7 ( 70% ) com seu Produto Interno Bruto ( PIB ) per capita, e que o QI é o fator mais importante na riqueza de uma nação. ( Liberdade econômica e presença de recursos naturais ficaram em segundo e terceiro, respectivamente)

No momento presente, nós estamos evoluindo em direção a nos tornarmos menos inteligentes a cada nova geração. 

Por centenas de anos, até o início do século XIX na Inglaterra e América, houve fertilidade natural, ou seja, nenhum esforço para limitar o número de nascimentos. Casais tendiam a ter muitos filhos, mas nem todo mundo podia casar. Homens que não ganhavam o suficiente para sustentar uma família permaneciam solteiros e sem filhos, e o resultado final era um pequeno relacionamento positivo entre fertilidade e inteligência. Então inúmeros livros sobre anticoncepcionais foram publicados que naturalmente afetaram desproporcionalmente aqueles que sabiam ler. Camisinhas e diafragmas se tornaram disponíveis, e a taxa de natalidade das classes média e alta declinou. Ao redor da metade do século se tornou aparente que pessoas educadas estavam tendo menos filhos que os ignorantes.

Isso causou considerável alarme, e um número de estudos foram realizados tanto na Inglaterra como na América nas primeiras décadas do século XX. Foi descoberto que os QIs de crianças em idade escolar se correlacionam negativamente com o número de irmãos, o que pareceu confirmar os temores de fertilidade disgênica, mas essa conclusão foi questionada porque não havia jeito de saber os QIs dos que não tinham filhos. Posteriormente, alguns estudos americanos de QIs de adultos e número de filhos reportaram correlações negativas, mas outros estudos similares não acharam nenhuma correlação. Porém, as amostras usadas em todos esses estudos não eram representativas da população americana como um todo – elas eram restritas em termos de raça e área geográfica. Então ao redor da metade do século XX , ainda não havia resposta definitiva para a questão da fertilidade disgênica. Então em 1984, Frank Bean e eu tivemos a boa sorte de descobrir um excelente conjunto de dados, o General Social Survey (GSS), para testar a hipótese. Incluía um pequeno teste de vocabulário desenvolvido por Thorndike para conseguir uma graduação próxima de habilidade mental que era ideal para nosso estudo. O GSS havia entrevistado uma amostra ampla e representativa da população americana cujos anos reprodutivos caíram entre 1912 e 1982, resultando em dados que garantiram uma oportunidade única de uma avaliação do relacionamento entre fertilidade e QI durante a maior parte do século XX. Em todas as 15 das coortes ( na estatística, conjunto de pessoas que tem em comum um evento que se deu no mesmo período ), correlações entre resultados de testes e número de filhos eram negativos, e 12 de 15 foram estatisticamente significativos ( Van Court and Bean, 1985 )

Recentemente, Richard Lynn e eu fizemos um estudo continuando o anterior que incluía novos dados coletados na década de 90 pelo GSS, e nós conseguimos resultados similares. Nós calculamos que 0.9 pontos de QI estavam sendo perdidos a cada geração ( Lynn and Van Court,2003 ). Para descobrir quanto foi perdido durante o século XX, nós podemos simplesmente multiplicar 0.9 x 4 gerações = 3.6 pontos de QI. Não há dados precisos para a última parte do século XIX, mas há toda indicação de que o período de 1875-1900 foi seriamente disgênico. Então como uma estimativa aproximada ( porém conservadora ) do total de perdas dos 125 anos, podemos multiplicar 0.9 x 5 gerações = 4.5 pontos de QI perdidos de 1875 até o presente. Uma perda dessa magnitude aproximadamente reduziria pela metade aqueles de QI superior a 130, e dobraria os de QI menor que 70.

Em “Dysgenics: Genetic Deterioration in Modern Populations”, Richard Lynn ( 1996 ) descobriu que fertilidade disgênica é a regra ao invés de exceção ao redor do mundo. Não tem sido feitos tantos estudos na Europa, mas ela parece estar em par com os EUA em termos da severidade da onde disgênica. O único lugar em que a fertilidade disgênica não é encontrada é a África Subsaariana onde controle de natalidade não é usado.

Como o leitor pode ter começado a suspeitar, a principal razão para a fertilidade disgênica é que mulheres inteligentes usam controle de natalidade com mais sucesso que mulheres não-inteligentes. Isso parece ser o caso independentemente de qual método seja usado. Mulheres de QIs alto, médio e baixo querem, em média, o mesmo número de filhos, mas mulheres de QI baixo tem muito passam bem mais por gravidezes acidentais, e portanto mais filhos. Se todas as mulheres tivessem o exato número de filhos que elas desejam, virtualmente não haveria fertilidade disgênica ( Van Court, 1984 ). Um segundo fator é que mulheres muito inteligentes e bem sucedidas ( médicas, advogadas, professoras, engenheiras, e mulheres trabalhando nos altos níveis empresariais ) muitas vezes acabam tendo menos filhas do que gostariam de ter. Um estudo recente descobriu que 33% das mulheres bem sucedidas chegam aos 40 sem ter filhos, e apenas 14% desse grupo não tiveram filhos por escolha própria. ( Hewlett, 2002 )

A não ser que paremos ou revertamos essa tendência, nossa civilização inevitavelmente declinará. 

Essa conclusão segue logicamente das premissas 1-4.

O conceito de civilização é abstrato, mas aqui está um modo fácil de conceber o que, precisamente, se quer dizer quando a “civilização declina”: Norte-Americanos, Europeus e Japoneses podem simplesmente imaginar viver toda a sua vida no México. Mexicanos podem imaginar viver toda sua vida na África. É isso que um declínio na civilização significa, e poucos poderiam tentar dizer que é uma boa coisa.

Em “The Bell Curve”, Herrnstein e Murray ( 1994 )relataram que todos os problemas sociais eram exacerbados quando eles moviam o QI médio para baixo estatisticamente em sua amostra por meros 3 pontos, de 100 para 97. O número de mulheres cronicamente dependentes de “welfare” aumentava em quase 15%, o número de filhos nascidos fora de casamento aumentava em 8%, homens presos aumentava em 13%, e o número de jovens que abandonavam permanentemente a escola aumentava em 15%. Com uma redução factual de 3 pontos, essas percentagens representariam as vidas infelizes de milhões de pessoas reais, mais um grande peso tributário para milhões de outras. Há também o topo da distribuição de QI a se considerar – todos os cientistas, estadistas, empresários, inventores e gênios que jamais nasceriam, e cujas contribuições positivas jamais seriam feitas.

Igualitarismo: Politicamente Correto, Cientificamente Errado

Claramente, fertilidade disgênica é uma enorme ameaça a espécie humana. Então por que absolutamente nada é feito a respeito? Em uma palavra, igualitarismo. Igualitarismo é simplesmente a crença de que todas as pessoas nascem iguais em inteligência, caráter, talentos, e em todas outras coisas, exceto por diferenças triviais em cor de cabelo, cor dos olhos, e daí em diante. Se todos nascem exatamente iguais, que diferença a fertilidade disgênica faria?

Igualitarismo é a ideologia que o Ocidente abraçou desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Imediatamente surge a questão, “ se todos nascemos iguais em todas as coisas, como acabamos nos tornando tão diferentes?” Diferenças são ditas como sendo causadas por vários fatores ambientais, e qualquer tipo de problema social ou patologia é dita como sendo resultado de “carência cultural”, “ experiências traumáticas,” “criação inadequada”, ou aquele onipresente arqui-vilão, “a sociedade”.

Igualitarismo é tão fundamentalmente implausível que é difícil crer que milhões de pessoas realmente creiam nisso. Qualquer um que tenha tido mais de uma criança compreende que eles tem diferentes personalidades desde o dia de seu nascimento. Porém uma recente pesquisa descobriu que menos de 1 a cada 5 americanos acredita que os genes possuem um papel importante no comportamento humano. A maioria das pessoas achava que vício em drogas, doenças mentais, e homossexualidade eram influenciadas por hereditariedade em pequeno grau, mas aproximadamente 40% achava que os genes não possuem qualquer participação nisso ( U.S. News and World Report, April 21, 1997, p. 72-80 ).

Não há um único vestígio de evidências científicas que prestem apoio ao igualitarismo, e há uma montanha de evidência que o refuta, mas isso não impede igualitários na mídia e no meio acadêmico, que dão a pretensão de legitimidade científica ao apontar para estudos que relatam associações entre uma patologia social e outra. Por exemplo: “Crianças que crescem em vizinhanças pobres tendem a se tornar criminosas.” Sobre essa base, esforços são feitos para construir melhores casas e melhorar as favelas, com ( grande surpresa ) nenhum impacto na criminalidade. É óbvio para qualquer observador casual que correlações existem entre ambientes pobres e patologias de vários tipos. Mas correlação não prova causalidade! Galos cacarejam ao nascer do Sol. Isso quer dizer que galos causam o nascer do Sol? Se pobreza realmente causa criminalidade, não deveria a criminalidade ter crescido astronomicamente durante a Crise de 29? Bem, isso não aconteceu.

Programas desenvolvidos para resolver problemas sociais baseados em propaganda igualitária disfarçada de ciência são universalmente exaltados no início. A despeito de elevadas esperanças, retórica doce, e gastos verdadeiramente gigantescos, benefícios demonstráveis tem sido minúsculos, transitórios, artificiais, ou inexistentes. Aid to Families with Dependent Children (AFDC), o principal programa de “welfare” nos EUA, foi desenvolvido para eliminar a pobreza e suavizar uma hoste de problemas sociais associados a ela. Um grande estudo de seus efeitos relatou que ele, em verdade, piorou os problemas que pretendia resolver, ao mesmo tempo custando bilhões aos contribuintes (Murray, 1986). “Head Start” começou para elevar os QIs das crianças desprivilegiadas dos guetos através de sua exposição a um ambiente “enriquecido” ainda cedo, porém não houve qualquer ganho duradouro em QI. De algum modo seu propósito original foi esquecido, está sendo ovacionado como um grande “sucesso”, e cresce cada vez mais e se torna cada vez mais caro.

“Superstição não é o caminho”

Nós geralmente sentimos uma superioridade auto-satisfeita quando lemos sobre as tolices do passado, como o julgamento das Bruxas de Salem, a Inquisição, práticas médicas bizarras, como deixar o sangue vazar ou aplicar sanguessugas para curar doenças. Filmes antigos sobre as primeiras tentativas do homem em voar são garantia de gargalhadas. Mas como sabemos que não estamos nesse exato momento, nas garras de uma ilusão incrivelmente estúpida que nos fará parecer idiotas aos olhos das pessoas do futuro? Quão embaraçoso! Não seria absurdo dizer que o igualitarismo é a “superstição” mais prevalente dos séculos XX e XXI – provavelmente de todos os tempos – dado que é uma crença sobre causalidade que milhões de pessoas aceitam, para a qual não há qualquer evidência científica, e que a ciência, na verdade, já refutou. Igualitarismo qualifica como superstição? O Nono Dicionário Colegiado da Webster define superstição como:

uma crença ou prática resultante da ignorância, medo do desconhecido, confiança em mágica ou acaso, ou uma

falsa concepção de causalidade...uma noção mantida a

despeito de evidência do contrário.

Uma canção popular de Stevie Wonder chamada “Superstition” contem letras assim: “When you believe in things that you don't understand, then you suffer. Superstition ain't the way!” Isso resume nossa situação muito bem. O mundo ocidental tem aceito de modo pouco crítico uma imensa quantia de informações falsas sobre a natureza humana, e como resultado de nossa “mega-superstição”, nós estamos causando a nós mesmos, a todos os nosso descendentes, “mega-sofrimento”. Nós desperdiçamos vastas quantidades de tempo, esforço e dinheiro em programas equivocados enquanto toda nossa inteligência inata, a própria fundação de nossa civilização e bem-estar, está silenciosamente e constantemente desaparecendo. 

Três Fatores

Por que o mundo Ocidental está nas amarras de uma ilusão tão vasta? Por milhares de anos todos tomavam como dado que algumas pessoas nasciam mais inteligentes que outras simplesmente porque isso é tão obviamente verdade. Até nas primeiras décadas do século XX, igualitarismo seria alvo de gargalhadas, e a eugenia era amplamente aceita por pessoas proeminentes cujas visões abarcam todo o espectro político. Apenas para listar alguns proponentes: Gerge Bernard Shaw, Charles Darwin, Margaret Sanger, H.G.Wells, Francis Galton ( que cunhou o termo “eugenia” ), Theodore Roosevelt, Oliver Wendell Holmes, Alexander Graham Bell, Charles Lindbergh, e Winston Churchill. Julian Huxley descreveu eugenia como “ de todas as formas de altruísmo, aquela que é a mais compreensiva e de maior alcance.” Porém hoje, eugenia é considerada a maior das crueldades! Por que idéias entram e saem de moda é algo que eu não compreendo completamente. Porém, abaixo estão 3 fatores que provavelmente entram nessas considerações particulares pela opinião pública:

(1) Após a Segunda Guerra Mundial, as crenças salientes dos países conquistados foram universalmente rejeitadas. Hitler defendia fortemente a eugenia, apesar de não do mesmo modo que eugenistas o fazem hoje. ( Hitler se opunha a testes de QI porque achava que eles eram “judaicos”. ) Genética, comportamento, e raça passaram a se tornar tópicos desagradáveis. O movimento eugenista originado na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, e 27 outros países além da Alemanha passaram legislação eugênica durante o mesmo período e nem genocídio nem qualquer outra coisa temível aconteceu nesses países, então nenhum caso remotamente razoável pode ser argüido no sentido de que eugenia causa genocídio. Os comunistas tomaram a opinião contrária – de que o meio é todo importante e que genética não conta em nada – porém eles mataram muito mais pessoas que os Nazis. Independentemente, não importa quão injusto seja isso, a eugenia se tornou estigmatizada porque é associada nas mentes de muitos com Hitler.

(2) A opinião pública no mundo Ocidental é amplamente moldada por jornalistas ( que, isso deve ser indicado, portam muito da culpa por promover essa associação injusta com Hitler ) Estudos incontáveis demonstram que jornalistas tendem a ser bem mais liberais do que a população em geral. Entre estudantes universitários, graduandos em economia e ciências naturais tendem a ser os mais conservadores politicamente, e estudantes de literatura e jornalismo os mais liberais, o que sugere uma auto-seleção entre os estudantes que entram no campo do jornalismo. Em outras palavras, pessoas que se sentem atraídas pelo jornalismo, por quaisquer razões, tendem a ser liberais por temperamento. Junto a jornalistas liberais, acadêmicos marxistas com objetivos políticos expressos tem contribuído muito substancialmente à promoção da propaganda igualitária. 

Snyderman e Rothman (1988) compararam o que era transmitido sobre QI – na TV, nos jornais, e em revistas – ao que cientistas fazendo pesquisas sobre QI realmente diziam sobre isso. Eles descobriram que a mídia consistentemente dava opiniões extremamente preconceituosas, sugerindo que QI não mede nada realmente importante, de que é um teste “culturalmente discriminatório”, e que a maioria dos especialistas em QI concordam com essas afirmações, quando, na verdade, a maioria dos especialistas discordam com essas afirmações.

Sobre a questão racial, a mídia tem falhado absolutamente em sua responsabilidade de reportar descobertas científicas ao público. Em verdade, é bem pior do que “falhar em sua responsabilidade de reportar os fatos,” porque isso implicaria que eles tem sido um pouco desleixados, ou que eles simplesmente não tem feito tudo que deviam fazer. Na realidade, a mídia tem descaradamente mentido ao público, e isso tem sido feito por décadas. Para alguns, “mentido descaradamente” pode soar como retórica inflamatória, mas eu responderia dizendo que há provas de suas mentiras, e eu perguntaria “a que tipo de desonestidade flagrante estamos reservando o termo ‘mentido descaradamente’ que é tão pior que isso?” Poder-se-ia estar pressionado em pensar em qualquer coisa mais egrégia. Snydermann e Rothman ( 1988 ) descobriram que a maioria dos cientistas que fazem pesquisas com QI crêem que parte da diferença entre brancos e negros no QI é genética. Pela análise de centenas de relatos da mídia, eles também descobriram que a mídia retrata essa visão como uma defendida por uns poucos malucos.

Essa massiva campanha de desinformação sobre QI, genética, e raça tem sido travada por jornalistas liberais e acadêmicos marxistas contra o Ocidente desde a década de 50. Como um polvo de longos tentáculos, ela tem causado devastação em uma enormidade de modos, não sendo a menor o fato de que é bem impossível até mesmo ter um debate sério sobre eugenia, um pré-requisito óbvio para implementação de um programa eugênico. Uma desonestidade tão ampla pode ser esperado sob um regime comunista, mas isso acontecer em sociedades democráticas demanda muita explicação.

(3) Para compreender por que o igualitarismo reina supremo e eugenia foi transformada em um assunto tabu, esse tópico deve ser visto como uma parte do Zeitgeist maior que também inclui submissão à “diversidade” e “multiculturalismo,” discriminação reversa, ataques ao Cristianismo, apoio a políticas ruinosas de imigração, promoção da promiscuidade e homossexualismo, apoio à miscigenação, e relativismo moral, muito do que pode ser resumido sob o rótulo de Politicamente Correto. Esse sistema de crenças apenas “aconteceu”, como o clima, ou pessoas fizeram com que acontecesse? Se o segundo for verdade, quem, e por que?

Quando um crime sério é cometido, a primeira pergunta que um detetive provavelmente perguntará está relacionado aos motivos, ou seja, “quem ganha?” Do mesmo modo, pode-se razoavelmente perguntar, “quem se beneficia desse Zeitgeist desonesto e destrutivo?” É um tópico interessante e importante, mas infelizmente, desenvolver essa questão adiante está fora do escopo desse trabalho. Ao invés eu os indicarei o brilhante livro de Kevin MacDonald, The Culture of Critique (1998), a fonte de respostas sobre o Zeitgeist e a agenda oculta por trás dele. MacDonald defende um argumento chocante, mas que é bem documentado e convincente.

Conclusão

Os resultados de um grande e respeitado estudo sobre dificuldades mentais ilustra o potencial positivo da eugenia. 2% dos objetos da pesquisa sofriam retardo, e eles produziram 36% da próxima geração de retardados ( Reed and Reed, 1965 ), Claramente, se esses 2% não tivessem tido filhos, o retardo mental teria sido reduzido em 36% em uma geração dentro daquele grupo. Com apenas uma pequena modificação, esses números podem ser aplicados à população geral. Se os retardados tivessem recebido subsídios suficientes ou outros incentivos para adotarem um controle de natalidade permanente, o retardo mental poderia ser cortado em aproximadamente 1/3 em apenas uma geração. Essa é apenas uma entre muitas possíveis medidas eugênicas, mas esse passo sozinho poderia significativamente aliviar todos os problemas sociais, prevenir uma boa dose de abuso infantil e negligência ( retardados fazem péssimos pais ), garantir um impulso econômico, e fazer com que o “quociente de miséria” despencasse.

Igualitários pegam uma rota circular para resolver problemas sociais – eles continuam tentando mudar as pessoas através da alteração de seus meios. Apesar de testemunharem seqüências abismais de falhas, nosso desejo natural de aliviar sofrimento e melhorar o mundo persiste. Esse desejo encontra nova esperança na eugenia baseada na ciência, não propagando e pensamento positivo. Eugenia pega a rota direta. Ela possui o potencial único de realmente criar um mundo melhor, de fazer melhorias profundas, concretas e duradouras na “condição humana” pelo melhoramento dos próprios seres humanos.

2 comentários:

  1. Os argumentos no texto me parecem bastante convincentes. A propósito, algo que sempre considerei interessante - e sintomático - é o fato de que os defensores de teorias igualitárias não costumam costumam atacar as teses de quem pensa diferente, usando contra-argumentos. Em vez disso, o que normalmente fazem consiste em descaradamente desferir ataques ad hominem contra os que discordam de suas teorias politicamente corretas, taxando-os de nazistas ou qualquer coisa que o valha. No filme 'Idiocracia', quando o protagonista sugeria que se irrigasse as plantações com água em vez de isotônico, os retardados perguntavam: 'com água? aquela da privada?', ao que ele respondia: 'sim, com água, mas não precisa ser aquela da privada'. Pois é, quando você defende a eugenia logo lhe perguntam: 'eugenia? aquela do Hitler?', ao que se pode responder: 'sim, eugenia, mas não precisa ser aquela que Hitler defendia'.

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  2. Ela cita uma penca de trabalhos, aonde estão as fontes? Assim fica foda, a mulher faz um artigo ótimo, mas sem transpor na tradução os trabalhos que ela citou (que ela certamente anexou no final do artigo), perde todo seu peso.

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