terça-feira, 21 de setembro de 2010

Resistência antiliberal

"As forças que atualmente governam são liberais. Não são, ainda que tratem de confundir os termos, democráticas. A oligarquia já está em sua segunda linha de defesa, pois deve defender o liberalismo a custo de medidas antidemocráticas. Não podem coexistir pacificamente um movimento de liberação nacional e as instituições liberais, que são uma estrutura jurídica que protege um sistema determinado de organização econômica para benefício do capitalismo estrangeiro e nativo.

O liberalismo foi elevado à categoria de verdade eterna pelos poderes do privilégio, envolvendo-o no incenso da retórica idealista. Porém um sistema jurídico-econômico é apenas uma escolha humana convertida em situação. É contingente e determinado histórica e geograficamente. As soluçãos para o drama nacional exigem a caducidade dessas estruturas, o que constitui uma revolução.

Não somos forças da desordem, porque a ordem que combatemos se identifica com interesses e privilégios e a ordem a que aspiramos não pode se instaurar dentro do regime liberal por duas razões: 1 - Porque o esquema liberal exclui a revolução, que é uma modificação do statu quo existente; 2 - Porque o regime liberal é o instrumento da opressão e o problema nacional implica a liquidação da oligarquia como classe e a liberdade frente ao imperialismo.

A oligarquia apoiada por instituições superadas pelas circunstâncias históricas, impõe uma tirania que deve ser derrubada junto com todas as suas estruturas. A luta pela liberação é, portanto, revolucionária, assim como nacional e social."
(John William Cooke)

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